Artigo

De “Mentirinha”

MIRANDA SÁ (E-Mail: mirandasa@uol.com.br)

“O uso da mentira tornou-se a forma mais praticada da política, e mais de 70% dos brasileiros estão insatisfeitos” (J.R. Guzzo)

O Brasil do PT virou uma “Grevelândia”, por estímulo, omissão ou leniência do PT-governo. O pior é que tudo termina em quebra-quebra ou danosos confrontos com as polícias militares; e não me falem de repressão violenta, pois a resistência popular levou milhões às ruas e não se viu nada disso.

O que há é desgoverno, falta de autoridade. Deixam-se doentes sem assistência médica, estudantes sem professores e cerceiam o direito de ir e vir com o MST bloqueando estradas, para invadir propriedades ou destruir centros de pesquisa.

Falta de autoridade? Sim, mas paradoxalmente com excesso de autoritarismo, o jeitão dos lulo-petistas fascistóides de se impor. Note-se como a Justiça é desrespeitada: julga ilegalidade do movimento, determina que grevistas mantenham plantões ou voltem ao trabalho, e não é obedecida.
Em geral, ouve-se da presidente da República, dos presidentes da Câmara e do Senado e líderes partidários falarem em mudanças, mas não se muda nada. Fica tudo como reza aquele velho ditado: Fica tudo como d’antes no quartel do Abrantes.

E nunca foi tão necessária e urgente uma mudança, no estado de caos que o País vive em todos os quadrantes políticos, sociais e econômicos. Ocorre que nem Dilma, nem seu criador e mentor Lula da Silva, nem o PT e seus satélites acolhem o clamor popular e não aceitam a ceder um milímetro em algo que lhe suprima ou diminua o poder.

Ao contrário dos reclamos nacionais, a pelegagem propõe supressão das liberdades cidadãs, a intervenção totalitária na imprensa, volta da censura, e a “mentirinha básica” de defender a efetivação de tais “conselhos populares” – os sovietes chavistas – como um poder anômalo acima da representação popular no Congresso Nacional.

Os sovietes bolivarianos, segundo decreto de Dilma, terão poderes acima do Judiciário e do Legislativo, e agirão como grupos de pressão repressivos contra a oposição, tal qual fazem na Venezuela.

Já imaginaram os sem-terra violentos e irresponsáveis, a OAB e a UNE cooptadas, as centrais sindicais de pelegos, ONGs fajutas e associações a serviço do PT, com mando para fazer e desfazer tudo que a sociedade brasileira vem construindo ao longo da História?

Com esta “Democracia de Mentirinha” firmar-se-á a omissão ante os mais de 50 mil assassinatos por ano, permitir-se-á a ladroagem compulsiva do patrimônio público, que já destruiu a Petrobras, aceitar-se-á o imoral aparelhamento da administração dos governos e aplaudir-se-á a vergonhosa política externa a serviço de narco-populistas vizinhos.

A “mentirinha” foi sistematizada pelo PT-governo. A Presidente e seus ministros usam-na desavergonhadamente, mesmo sabendo que a Nação lhes repudia. E é contra o blackout da ética que devemos ocupar as praças, exigindo um fim dos ilusionistas mentirosos para bem do povo e felicidade geral da Nação.

Fim dos Tempos

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

 “Você está vendo todas estas grandes construções?”, perguntou Jesus. “Aqui não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas.” (NT)

A presidente Dilma reuniu-se por dez horas com 13 ministros e os presidentes dos bancos Central e BNDES, para criar uma agenda positiva e discutir investimentos em infraestrutura. A reunião se encerrou sem uma conclusão concreta, a maior prova de que para o PT-governo é o fim dos tempos…

Agonizando nos primeiros cem dias a partir da posse, a corroída e desacreditada administração federal busca desesperadamente uma sobrevida num cenário de inflação disparada e de expectativa de retração do PIB.

Lembrou-me o drama e suspense do filme norte americano com parceria indiana “O Fim dos Tempos” (“The Happening”) do escritor e diretor M. Night Shyamalan. No enredo tem a perspectiva de um acontecimento que ameaça o mundo, contra o instinto humano fundamental de sobrevivência.

Nostradamus nas suas profecias anunciou para o século 21 o fim dos tempos, sinais que nos levam à Bíblia, no alerta do Tessalonicenses 2.7-11: “Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém”.

Cada país, cada povo, por lendas míticas ou por escrúpulos religiosos – principalmente entre judeus, cristãos e islamitas – encontram vestígios dos dias finais. No Brasil, a coisa se prende ao desastroso governo do Partido dos Trabalhadores e os aliados que o apóiam por ideologia distorcida ou simplesmente para participar do butim acumulado pela corrupção.

Está no assalto ao patrimônio público o exemplo mais do que perfeito da degeneração que está levando o PT-governo ao seu fim. Há que se ver a ruína da maior empresa brasileira – que já foi um orgulho nacional, a Petrobras – apresentando vergonhosamente um balanço que admite a perda de R$ 21,6 bilhões com corrupção e má gestão.

A justificativa para o roubo, segundo a diretoria da estatal, deve-se a “atos ilícitos perpetrados por empresas fornecedoras, agentes políticos, funcionários da Petrobras e outras pessoas no âmbito da “Operação Lava Jato.” E nenhuma palavra sobre os erros cometidos.

É estarrecedor que, na realidade, a petroleira não apresentava prejuízo desde 1991, e agora contabiliza o pior resultado entre as empresas de capital aberto brasileiras desde 1986.

Nas mãos de corruptos e corruptores coordenando o script do partido que ocupa o poder, a empresa ficou refém de um esquema de corrupção, de fraudes e das mentiras dos seus dirigentes, inclusive da própria presidente Dilma, que comandou o seu conselho de administração.

Cobravam-se propinas de fornecedores que iam para o caixa do PT na forma de “doações legais de campanha”, Por isso, a estatal não perdeu apenas o seu valor de mercado, mais, sobretudo, a credibilidade.

Não é por acaso que este quadro de criminalidade provocou o ingresso na Justiça dos fundos de investimentos dos Estados Unidos e da Europa reivindicando indenizações pelos prejuízos causados aos investidores.

Isto acarreta o corre-corre do Palácio do Planalto, com reuniões que servem apenas para marcar novas reuniões, com novos encontros programados para o hilário bate-cabeça de ministros e assessores.

A História tem curiosos capítulos para registrar o declínio de uma Era. O fim dos tempos do Império ficou registrado no último baile da Ilha Fiscal… Na República dos Pelegos a fatídica reunião palaciana é sinal do fim dos tempos do poder petista.

Vamos apressar a falência deste desgoverno. Mobilizando, movimentando, protestando, indo às ruas para derrubar a bastilha do opróbrio e da desonra patrocinados pela pelegagem lulo-petista.

“Dilma e os 40”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Neste desastrado segundo mandato de Dilma Rousseff o governo conta com 39 ministros, que poderiam ser 40, afinal, um a mais, um a menos, nada representa comparado aos números maquiados da bilionária propaganda governamental ou no balanço da Petrobras…

O Brasil da Era dos Pelegos é campeão entre as nações em número de ministérios; tem mais do que a soma dos EUA (15) e o Chile (20). E a Inglaterra tem 18. Além disso, os 40 brasileiros são significativos, pois lembram o conto de “Ali Babá e os 40 ladrões”.

Figurativamente, Lula seria Qoja Hussein, chefe dos ladrões e dono do tesouro. Na sua gruta, ele acumulou cinco pastas a mais do que o ministério de FHC, pulando de 27 para 32 gabinetes. Foi uma bandalheira para comprar os picaretas do Congresso. Os titulares são figurantes como nas lendas das Mil e Uma Noites…

Quem não se lembra da coletânea dos contos populares pré-islâmicos tornada clássica na literatura mundial? Veio da Pérsia e chegou à Europa no século 18, traduzido pelo orientalista Antoine Galland em 1704, espalhando-se daí pelo Ocidente com o título de “Noites na Arábia”.

No livro, sobressaíram as aventuras de Ali Babá (em árabe: علي بابا), personagem fictícia que enganou Qoja Hussein, o chefe de uma quadrilha, a quem matou; e sua fiel escrava exterminou os outros 40 ladrões.

Hollywood filmou este enredo em 1944, uma linda fantasia que trouxe à tela a linda Maria Montez, e atores notáveis como Jon Hall e Kurt Katch. Levando para a comédia, temos o filme brasileiro de Renato Aragão, dirigido por Victor Lima, com o próprio Didi e Dedé Santana estrelando.

Os 39 ou 40 ministérios mantidos pelo PT-governo se notabilizam em sua maioria pela corrupção e inoperância. Segundo fontes palacianas, a própria Presidente não sabe o nome de todos os ministros – e nunca os reuniu com eles nesses primeiros 100 dias de gestão.

Este gabinete é uma Caverna de Ali-Babá, refletindo o quadro da irresponsável gastança que domina o País com 6.000 municípios e 70.000 secretários municipais, uma fonte de bandalheiras com raras e honrosas exceções.

Reflete-se no andar de cima os escândalos do andar térreo, e vice-versa; dessa maneira, vêem-se no Ministério da Educação os vazamentos do ENEM que ficaram impunes, e agora, a irresponsabilidade do FIES, prejudicando milhares de estudantes.

No Ministério da Saúde temos o seguimento daquele esquema de corrupção dos sanguessugas, que envolveu o atual senador petista Humberto Costa; e mais recentemente, o caso de propinas com dinheiro lavado em agências de publicidade.

O Ministério dos Transportes acumulou um rol de ações ilícitas no Dnit; e, nas Comunicações, assiste-se indecorosos casos envolvendo os Correios; no Ministério da Defesa, o Ministro em vez de olhar as fronteiras desguarnecidas advoga em favor de corruptos, e não explica os vôos irregulares de ministros, parlamentares, hierarcas do PT e aparelhados do partido na administração pública.

No Ministério do Trabalho se assiste desregramentos que culminaram com a demissão de um ministro; e, para ressaltar outros maus exemplos, o Ministério do Exterior mantém o Itamaraty ideologizado, envergonhando o Brasil no concerto das nações.

Nas Minas e Energia o exemplar escândalo da Petrobras, radiografia da corrupção e da inoperância dos titulares da empresa, confessada no balanço ora anunciado, reconhecendo o roubo de R$ 6 bi e o prejuízo de R$ 21 bi pela má administração. No balanço oficializou-se desvios de verbas e recebimento de propinas por altos dirigentes da empresa favorecendo o PT.

Recentemente, sem muito surpreender, a Operação Zelotes, na Receita Federaldescobriu, uma bandalheira no Carf, com 74 processos relacionados em fraudes nas autuações fiscais. Ainda no Ministério da Economia espera-se a abertura da caixa preta do BNDES que, segundo investigadores e delatores, suplanta em cem vezes o assalto realizado na Petrobras.

Tudo isso parece, mas não é uma fantasia das Mil e Uma Noites. Trata-se de um sinistro conto de terror que revolta e não pode continuar. Por isso, conclamamos os patriotas brasileiros irem às ruas gritando o “Abre-te Sésamo” a senha de Ali Babá para abrir a caverna e expulsar os 40 ladrões.

“Caixa 1.000”

MIRANDA SÁ (E-mail:mirandasa@uol.com.br

Talvez explique alguma coisa: O “socialista fabiano” Fernando Henrique Cardoso, encabulado com as críticas recebidas pelo esquerdismo uspeano pelas concessões do seu governo no setor petrolífero, dispensou a Petrobras de cumprir a disciplina imposta pela Lei das Licitações nos seus contratos.

Tudo previsto pelo arguto e erudito cientista norte-americano Michel Ross, que alertou para “o perigo da excessiva intervenção estatal no setor do petróleo”. E ainda, falando sobre os países produtores de petróleo, Ross lembrou que as divisas obtidas por eles costumam ser muito elevadas, e isto ocorrendo, os governos detêm fortunas que podem comprar apoio popular e caírem na tentação de impor uma ditadura.

Assim, tudo começou estimulando imoralidade da reeleição de FHC e se ampliando com a eleição de Lula da Silva. Então, a estatal ícone do nacionalismo brasileiro entrou na Era Faraônica da pelegagem, com aparelhamento, roubalheira, escravismo e para levar adiante o projeto fascistóide dos “20 anos de poder Petista”.

O ideólogo da ditadura petista, José Dirceu – primeiro ministro do Governo Lula, na Casa Civil da Presidência – escalou o secretário-geral do PT, Silvio Pereira para encontrar um funcionário da Petrobras, simpatizante, para ser seu agente corruptor na diretoria de serviços, que controla seis importantes áreas, de pessoal à compra de equipamentos.

O nome para montar o esquema de arrecadação para o PT foi descoberto por Silvinho “Land-Rover” na gerência de contratos, Renato Duque, habilitado, pela ambição e capacidade de trabalho, para assumir a tarefa.

De saída, Duque entregou uma gerência especial para Pedro Barusco, igualmente apto para implantar os caça-níqueis (caça-milhões, é melhor dito) e guardar um quinhão no próprio bolso.

O vôo da devassidão decolou em céu de brigadeiro, na presidência de Sérgio Gabrielli, do mesmo naipe. A suspeita gestão de Gabrielli acumulou a presença de Nestor Cerveró, Renato Duque e Paulo Roberto Costa ocupando diretorias; a desonesta compra de Pasadena, a formação do “Clube das Empreiteiras” e aplainou os campos de corrupção da Comperj e das refinarias Abreu e Lima, Premium I e II.

As sete empreiteiras do “Clube” enveloparam os projetos de Lula e Gabrielli e passaram a ser os doadores “seniores” das campanhas eleitorais do PT, abarrotando os cofres do partido e enchendo os bolsos dos pelegos aparelhados e dos hierarcas lulo-petistas.

Poder-se-á achar sectário ou para incitar o proselitismo oposicionista, lembrar que nesta época, a atual presidente Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração, assumindo tudo o que foi feito. Mas está registrado nos anais da empresa e num triste capítulo da História do Brasil. Entretanto, dizer ou escrever isto é perigoso, tão arriscado que nem os delatores da Operação Lava-Jato citam-na.

Duas verdades, porém, não podem ser escondidas muito tempo como a lua e o sol, no profundo pensamento de Buda. Uma delas é o sepulcral silêncio que se abateu sobre Pasadena; e a outra foi a enlouquecida e inexplicável defesa feita por Dilma blindando a presidente da estatal Graça Foster, sucessora de Gabrielli.

Dessa maneira, por indução (e delações posteriores), a ex-presidente Graça Foster escondeu os delitos dos companheiros petistas, ou acumpliciando-se com eles, ou significativamente incompetente no exercício do cargo.

Infelizmente, conto apenas com um pouco mais dos 140 toques do Twitter para falar dos bilhões que escoaram para o “Caixa 1.000” do PT. Mas fica dito que foram fundamentais na reeleição de Lula e nas duas eleições de Dilma Rousseff, tanto ou mais do que quanto às suspeitíssimas urnas eletrônicas.

Somando-se às investigações meticulosas da Polícia Federal e ao competente exame analítico do Ministério Público Federal na Operação Lava-Jato, o jornalismo investigativo publica para quem quiser conferir, esses valores estratosféricos da roubalheira que afundaram a Petrobras.

O assalto ao patrimônio nacional não se restringe às tenebrosas transações envolvendo a Petrobras. O esboço do “Caixa 1.000” cobriu também o Ministério da Saúde, a Eletrobrás, os Correios, fundos de Pensão e o BNDES, uma caixinha de Pandora, portadora de crimes antinacionais inimagináveis.

Estas razões expressam o meu apoio incondicional às manifestações populares das ruas contra a corrupção, e indicam reais motivos para o impeachment de Dilma, que a miopia da vista cansada de FHC não enxerga…

Barbosa Lima Sobrinho, de volta!

Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nunca se precisou tanto trazer Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho de volta, ressuscitando, para ressuscitar a ABI. Foi esta a brilhante idéia de formar uma chapa com seu nome para concorrer às eleições na combalida Casa do Jornalista.

Faz-se necessário um retorno à afirmação histórica da entidade máxima dos jornalistas brasileiros, após o falecimento de Maurício Azedo, que levou consigo os ideais da Chapa Prudente de Moraes. Será a síntese do que os amantes da ABI esperamos, uma virtuosa relação da independência política, da cultura como meio e da honestidade como um fim.

É preciso restabelecer as relações do respeito e, por que não dizer, a afetividade necessária a reintroduzir a fraternidade que a nossa entidade impôs, sem fúteis vaidades, sem afetações e sem interesses pessoais ou grupistas.

Inesquecíveis, Prudente e Barbosa foram ícones do jornalismo brasileiro, de importância ímpar para a nacionalidade; e Barbosa Lima, um referencial que inspirou várias gerações de brasileiros pelo seu patriotismo, acima da sua intimidade com o jornalismo, mas também como advogado, político e escritor de permanente e centenária atividade.

Homem de vanguarda autêntica, Barbosa Lima Sobrinho foi presidente da ABI antes de Herbert Moses e da Academia de Letras antes de Austregésilo de Athayde, e é hoje o patrono da chapa que conta com a presença do combativo Hélio Fernandes, lutador incansável pela liberdade de imprensa.

Confio que a nova ABI que preconizamos regresse à época em que foi um referencial entre os homens e mulheres dedicados ao bom jornalismo, e volte a entusiasmar os jovens estudantes de Comunicação.

Proponho que a Casa do Jornalista reassuma sua posição em defesa da liberdade de pensamento e sua expressão democrática, que reacenda a proteção dos valores da Ética e da Moralidade públicas; e que preserve a tradição de combater a corrupção, o despotismo, as perseguições injustas e o livre exercício do questionamento e da contestação.

Sinto-me honrado em participar de um movimento que tem Barbosa Lima tutelando. Fui conselheiro com Prudente, com Barbosa e com Azedo, e agora me candidato á reeleição. Ainda em atividade, como blogueiro e formador da opinião pública com mais de 15 mil seguidores nas redes sociais, peço um voto pessoal, que seja estendido coletivamente aos participantes da Chapa Prudente de Moraes.

 

 

 

Lenta e Gradualmente

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

De vez em quando é preciso teorizar, e o momento nos obriga a refletir sobre a marcha lenta e gradual e invisível do lulo-petismo para a implantação de uma ditadura narco-populista no Brasil. É mais um improviso intelectual arremedando a triste experiência do chavismo.

O projeto de 20 anos de poder do corrupto José Dirceu é a base da linha totalitária detectada pelos que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir. Foi elaborado sob a teoria do professor Michael Ross exposta no seu livro The Oil Curse, de que o dinheiro do petróleo tende a formar ou ajudar regimes autoritários; e assim nasceu o Petrolão.

Assim perpetrou-se o assalto à estatal do petróleo – o um orgulho nacional –, com este fim. Foi a “expropriação” do Estado pelo Governo; e tudo ia dando certo, não fosse a ganância dos pelegos usurpando os bilhões de dólares desviados na compra de refinarias, investimentos nos exterior e das triviais propinas revelada pela Operação Lava-Jato.

Não foi, porém, apenas a ação do MPF e da PF que abortou o golpe lulo-petista, contribuiu para isto a ruína do PT-governo pela incompetência administrativa e a inaptidão política de Dilma. E Lula sabia disso esperando o fracasso dela no primeiro mandato, quando voltaria nos braços do povo como “salvador da pátria”. Um milagre do além impediu seu diabólico plano, pois a queda só ocorreu após a reeleição.

A pilantragem dos pelegos, mesmo sem os petrodólares, manteve o projeto, agitando os despreparados subchefes do PT (com poucas exceções). Assim, as bases assumiram a barulheira; a turma do “queima” do MST e derivados, UNE, CUT e partidos satélites é usada pela hierarquia para cumprir o programa.

Os dois primeiros passos já foram dados: A ideologização do Itamaraty, desmoralizando o Brasil no concerto das nações; e o sucateamento das forças armadas. A redução e cortes de verbas no Orçamento para os dois importantes órgãos espelham isto.

Já desarmaram os cidadãos de bem, mas ainda faltam o controle da Polícia Federal e a desmilitarização das polícias militares, que são atacadas ferozmente como violentas, racistas e elitistas e usadas contra a juventude, os negros e a pobreza periférica. A propaganda contra as PMs é maciça e felizmente inócua até agora. Mas se conseguirem fazê-lo, o resto fica fácil.

Tentaram impor as idéias nefastas do plebiscito e da Constituinte exclusiva que fracassaram, e agora trabalham por uma reforma política para reduzir o Poder Legislativo pela predominância dos conselhos políticos, baseados nos sovietes da triste experiência russa.

Culpam a mídia por isso, insistindo em controlar a imprensa em nome de uma “democratização” baseada nos exemplo do jornal único, oficial, de Cuba, o Granma, e repugnados. Como não mais conseguem mobilizar as massas denunciam as manifestações da resistência popular como dirigidas pela CIA…

Por fim investirão para submeter a economia ocupando o Banco Central e a Bolsa de Valores para usá-los como já fazem no BNDES, transformado em lavanderia a céu aberto para lavar nosso dinheiro ao sabor de interesses externos.

Interrompidas as propinas da Petrobras, dos fundos de pensão e outros órgãos de governo sob vigilância da mídia e do Ministério Público, investem no aparelhamento do governo, a cooptação dos movimentos sociais e armar “o exército de Stédile”.

No plano cultural, distribui-se a teoria gramscista embrulhada no papel celofane do besteirol de frei Boff e Marilena Chauí, os “clássicos” do narco-populismo petista, ditos “de esquerda”. A mal amada Chauí revela histericamente de cátedra o seu ódio à classe média; Boff aplica sua esquisita dialética na tese de que as massas que ocupam as ruas contra Dilma são movidas pelo ódio contra o PT pela perda das últimas eleições.

O demais intelectuais chapas-branca, que cultuam o analfabetismo e a esperteza de Lula, com habilidade para se apropriar dos bens públicos, acompanham por tarefa esses espectros da vanguarda da retaguarda. Os marxistas dos Irmãos Marx.

Embora ridículos não devem ser subestimados; são desprezíveis, no entanto muito perigosos. Estão armados do amoralismo, do desprezo pela ética e da viseira cavalar que só lhes permite enxergar o partido em prejuízo do Brasil.

Os golpistas avançam lenta e gradualmente, mas enfrentam a poderosa reação dos patriotas brasileiros, acima dos partidos, religiões ou adesões filosóficas; e o povo unido jamais será vencido!

 

À mão armada

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Os brasileiros estão sendo assaltados à mão armada. Apoiados no “Exército de Stédile” os lulo-petistas, com a pressa de quem rouba, esvaziam os cofres do Erário e, não satisfeitos em criminalizar o governo e a política, montam um esquema de impunidade aparelhando o Supremo Tribunal Federal.

Com a recente prisão de João Vaccari Neto, determinada pela Justiça e executada pela Polícia Federal, emerge do mar de lama que inunda o País a atuação criminosa de um dos mais importantes hierarcas do PT, secretário de finanças do partido. Marx mostra a importância de Vacari, quando escreveu: “Quem controla a economia, controla o político e o social”

Assentado nos mais puros princípios do Direito Positivo, a decisão do juiz Sérgio Moro atendeu à denúncia do Ministério Público Federal que revela o tesoureiro do PT como o ativo operador da sigla nos desvios de verba apurados na Operação Lava Jato na Petrobras. É apontado em cinco depoimentos de delação, e um deles, ligado à empresa Toyo Setal, diz que recebeu orientação de Vaccari a repassar propina para uma gráfica ligada a sindicatos da CUT.

Levar Vacari à cadeia transpõe o imaginário popular e adentra de chofre na realidade nacional. Surpreendeu o PT-governo, o partido e seus satélites, estarrecendo a sociedade; ouvi relatos do entregador de compras de supermercado, de um motorista, do porteiro do edifício e de um conselheiro da OAB.

A bomba explodiu na cena televisiva, registrando o semblante entristecido da comentarista Cristiana Lobo, e também na opinião de colunistas da chamada “grande imprensa”. Enlutou os petistas que emudeceram nas redes sociais.

Uma nota cuidadosa da direção do PT, reunida às pressas, criticou a decisão judicial, considerando a ação policial “desnecessária”. Não faz a autocrítica por ter subestimado o envolvimento de Vacari na movimentação de recursos investigada pela Operação Lava Jato.

Por outro lado, o juiz Sergio Moro justificou a prisão ao dizer que, se ficasse solto, Vaccari teria influência para continuar praticando crimes ou atrapalhar investigações que envolvem até parentes do petista, refletindo sua clareza. A medida é aplaudida pela opinião pública e até aceita pelos militontos fanáticos, que assumindo a ilegalidade, consideram uma “prisão política”.

Esta cena policial se encerra. A seguir abre-se o ensaio da nova encenação: a dramática busca da impunidade para os personagens criminosos que arrombaram os cofres e destruíram a Petrobras. Este capítulo se desenvolve com o lulo-petismo – protagonista dos escândalos – acreditando que está no aparelhamento do Supremo Tribunal Federal a livrança dos companheiros e a própria sobrevivência do PT.

Cumpre-se este sinistro desígnio com Dilma indicando o “companheiro” Luiz Edson Fachin para ocupar a vaga de Joaquim Barbosa no STF. Fachin não é um novo personagem na estratégia totalitária para o aparelhamento. Segundo relata o professor Leonardo Sarmento em seu brilhante artigo “Por que o ‘companheiro de PT’ Luiz Edson Fachin para o STF?”.

Escreveu o Constitucionalista: “Em 2010 já houvera sido cogitado na “era Lula” para ocupar uma das cadeiras, mas fez um tão entusiasmado pronunciamento em exaltação ao MST, que Lula declinou de sua indicação, estereotipando-o de “basista” demais.”

Imaginem! O Pelegão queimou Fachin como extremista e o professor Sarmento explica: “Fachin de fato é um daqueles adoradores dos ideias petistas, um verdadeiro petista de carteirinha amigo pessoal e de convicções.

Vejam; além do assalto à mão armada na administração pública, acometendo contra a Petrobras, Eletrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES e outros órgãos menos importantes, de máscara e bazuca, Dilma e seus palacianos atacam o Poder Judiciário.

Nada mais seria preciso acrescentar nesta investida diabólica, criticada por juristas, advogados e aliados políticos, a não ser apresentando o padrinho de Fachin, o ministro Ricardo Lewandowski que dispensa comentários. Sinto uma grande pena de ver o senador Álvaro Dias arrastado no rabo desse cometa ameaçador. Acredito que seja apenas por ufanismo bairrista paranaense…

 

Strip-tease do Cinismo

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Desde a Idade da Pedra foi fácil distinguir quem diz uma mentira. Darcy Ribeiro constatou isto entre etnias indígenas e, entre os ditos civilizados, a convivência com parentes e amigos próximos percebe o mentiroso por tiques pessoais. Arregalar dos olhos, entortar da boca ou dilatar das narinas são reveladores.

As exceções ou são quadros psiquiátricos ou dependem de muito treino pessoal, comum entre artistas e políticos. Quando Fernando Pessoa disse que “o poeta é um fingidor”, induzia a acepção aos artistas em geral; mas, quanto a políticos, a coisa vai mal.

 

Maus políticos são doentes e treinados… Temos muitos os exemplos à mão com 25 governadores, 75 senadores, 513 deputados federais e um número incalculável de deputados estaduais, prefeitos e vereadores, quase à unanimidade, ardilosos e habituados a mentir. Assim, maior do que o custo Brasil, é o peso astronômico da mentiraria.

Um bom exemplo é Lula da Silva, que mente compulsivamente, com prazer e alegria, criador da enorme fraude que é Dilma… Um guiando o outro, fazem o strip-tease do cinismo. A diferença é que Lula requenta as mentiras e Dilma mente com a frieza de um iceberg, com gélidos ²/³ submersos no oceano da falsidade.

Se houvesse um campeonato mundial entre mandatários mentirosos, a taça certamente seria nossa. Vejamos a última de Dilma: Renunciou sob pressão popular entregando o poder na cara e na coroa; de cara ao neoliberalismo, entregando a economia a Joaquim Levy; de coroa ao mais cruel fisiologismo, passando a Michel Temer as rédeas do poder.

Dilma mentiu, ou não mentiu para os seus partidários e eleitores? Quando se candidatou à reeleição garantiu, entre outras imposturas, que iria assumir a direção do governo e muitos acreditaram nela; entretanto, passou a direção a outrem incapacitada de administrar a economia do País e inabilitada para conduzir a política nacional.

Para esconder este desastre do PT-governo, os azes do lulo-petismo fluem as mentiras que já não convencem ninguém, e levam aos andares de baixo a tarefa de repeti-las: Aspones e depones aparelhados movem a cabeça como bezerros de presépio, concordando e repetindo o mi-mi-mi da defesa indefensável.

No anexo da cobertura palaciana, em salas luxuosas, a elite cor-de-rosa dos zés eduardo cardozo e dos mercadantes fazem vozes de falsete no cantochão da hipocrisia. E essa lamentável tragicomédia repercute no Congresso, na enganosa gagueira de Vicentinho disputando a raquetadas com seu rival de carreirismo, o hilário Sibá Machado, no campo da pobreza intelectual…

Não se faz por acaso a distribuição das verbas publicitárias do PT-governo. É o abono da mentira para a mídia. Jornais grandes e pequenos, blogs, sites, MAVs e free-lancers recebem seu quinhão para tentar manipular, através de mentiras, a opinião pública.

Não há um exemplo mais do que perfeito a repercussão jornalística das manifestações do dia 12 de abril. Viu-se um clichê dos press-releases do Palácio do Planalto. Exemplos que peguei: Folha de S. Paulo: “Manifestantes voltam às ruas com menos força”; O Globo: “Novos protestos contra governo têm adesão menor”; Zero Hora: “Segunda onda de atos contra Dilma foi menor”. Papel carbono.

Este strip-tease do cinismo se expõe à vista de quem tem olhos de ver. Com isto, “o gigante da calçada, de pé sobre a barricada” se move, se levanta, tira a venda, se multiplica e protesta contra este estado de coisas. A Nação somos nós. Milhões de brasileiros conscientes e decididos exigindo o fim desse espetáculo de variedades quase pornográficas.

 

007 – Licença para Matar

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Nos países totalitários é comum escritores serem forçados a escrever louvaminhas aos governos e até perfis de ditadores. Temos casos conhecidos e outros denunciados pelo escritor Howard Fast no seu livro “O Deus Nu”, descrevendo o terror vivido pela intelectualidade da URSS sob o stalinismo.

Atualmente, os caricatos herdeiros de Stálin não se amofinam em copiar essa triste experiência, não só reprimindo – como em Cuba e na Venezuela – mas, também comprando a consciência de quem a põe no balcão de negócios sujos da política… Por chaleirismo, massageando o ego do então presidente Lula, as empreiteiras corruptas financiaram um filme fantasiando a vida dele.

No meu caso, escrevo em obediência ao pensamento que Gandhi legou aos espíritos livres: “O único ditador que eu aceito é a voz silenciosa da minha consciência”. Então, a minha banda panfletária exigiu um texto sobre a resistência à PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

Será uma resposta aos vaga-lumes que pontuam nas redes sociais acendendo a luz do besteirol e depois as apagando e a si próprios. Um deles me promoveu à “elite branca” e outro disse que a defesa da PEC 171/93 “é coisa da direita”. Essas esquerdas de boutique, famélicas por uma causa, esgotaram os temas carnavalizados pelos líderes, e se aproveitam do tema em pauta no Congresso.

Ser contra a esta medida saneadora dá um atestado de demagogia humanista – presente no discurso político –, ou de – humanismo faturável – das centenas de ONGs e MAVs que mamam nas fartas tetas do governo populista.

Os chicaneiros que defendem os dimenores infratores dão de bandeja às personalidades psicóticas em formação, licença para matar, como o fabuloso serviço de espionagem britânico MI-6, dá ao seu agente especial 007, Bond, James Bond… Esta fantasia da melhor linhagem do romance policial britânico saiu dos livros do escritor Ian Fleming que, mesmo depois de morto, teve novas aventuras do seu personagem escritas por Kingsley Amis e Raymond Benson.

O imaginário agente secreto de Fleming, James Bond, conhecido pelo código 007, ganhou imensa popularidade nos países de língua inglesa e, levado ao cinema em

1962, conquistou o mundo. Teve atores famosos como Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan e o último, Daniel Craig. Sean Connery, “agente secreto a serviço de Sua Majestade” no primeiro filme da série, “O Satânico Dr. No”, contracenou com a belíssima Ursula Andress.

Todavia, só na ficção é conhecida a licença para matar. E é o que defendem os profissionais da simulação humanística ou os inocentes úteis que os seguem. Fazem uma proposital confusão entre dois conceitos, “maioridade penal” e “responsabilidade criminal”.

Ao defender a PEC 171/93, ninguém quer criminalizar as crianças e os adolescentes, numa generalização do absurdo. O que se defende é uma pena corretora para os infratores. Vê-se o delito, não a idade do delinqüente.

“A Origem” dessa configuração penal vai completar 30 anos agora, em 2015. Nasceu com a Carta de Pequim (1985)e foi confirmada com a Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, ambos da ONU.

Estes preceitos não estabeleceram idades mínimas para julgamento e punição de criminosos menores de 18 anos, deixando para os  Estados Nacionais essa definição, com base em sua cultura.Alemanha, Espanha e França possuem idades de inicio da responsabilidade penal juvenil aos 14, 12 e 13 anos; e Cuba, para desmoralizar a esquerda festiva, aos 16.

No começo do mês, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou em Natal (RN), que é a favor da diminuição da maioridade penal. Seguiu a inclinação do Rio de Janeiro, que o elege, com 88% da população favorável à responsabilidade penal para menores criminosos.

Pela primeira vez, não combato frontalmente nos meus artigos o PT-governo, embora no seu nível intelectual abaixo da média, a presidente Dilma pressionada por tendências partidárias deu uma entrevista contra a PEC 171/93. Mas é isso o que se espera de quem se deixa idiotizar.

 

 

VAMOS ÀS RUAS!

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós, Senhor Deus, / Se eu deliro… ou se é verdade/ Tanto horror perante os céus?!…”  (Castro Alves)

Revoltamo-nos ao assistir a soltura dos mensaleiros, condenados por corrupção ativa e livrados da pena de formação de quadrilha por uma firula jurídica. O indulto de Natal livrou o corrupto José Genoíno pela letra fria da Lei. Mas alguém poderia ter pedido a devolução do dinheiro surrupiado dos cofres públicos no Mensalão. E ninguém o fez.

Será que o mesmo ocorrerá com os assaltantes do Petrolão? Confio que não, se o PRG Rodrigo Janot não mentiu ao dizer: “Não é possível que os políticos não saibam a origem do dinheiro que abastece seu partido e sua campanha”.

No “inquérito mãe” da Operação Lava Jato estão denunciados dois governadores, 12 senadores e 34 deputados e ex-deputados federais. Mas neste País de meu Deus, de tanta infâmia e covardia, parlamentares só podem ser presos se condenados ou flagrados em crime inafiançável.

Desta vez, na roedura das ratazanas da Petrobras, está tudo presente e evidente, com os agentes políticos, operadores de lavanderia de dinheiro, o percentual dos corruptos nas propinas e as “doações legais”. Tudo, exceto a coragem para julgar e prender o grande responsável pela roubalheira, o pelego Lula da Silva.

Até as calçadas da Rua Pouso Alegre, 21, em Ipiranga, endereço do Instituto Lula, na capital paulista, sabem do envolvimento do Pelegão. Era ali que os donos e representantes das empreiteiras corruptoras (ou corrompidas?) desfilavam levando agrados para despertar o interesse de Vacari – tesoureiro do PT – e conseguir contratos na Petrobras.

As moscas do banheiro daquele centro de corrupção zumbem em torno das chantagens de Lula, Okamoto e Vacari na atividade criminosa montada para arrebatar o patrimônio das empresas estatais e fundos de pensão.  Ali se criou o esquema que submeteu a Petrobras aos desígnios totalitários do Partido dos Trabalhadores.

Esta extorsão está prestes a ser denunciada pelos executivos de construtoras presos. Daí vai aparecer a saga trapaceira de Lula, das conferências remuneradas promovidas pelo cartel das propinas, das viagens ao Exterior em jatos particulares e das consultorias financiadas pelo BNDES.

Porém, Lula ficou de fora das denúncias, assim como Dilma, que presidindo o Conselho Deliberativo da Petrobras é responsável pela compra criminosa da Pasadena e outros atos ilícitos. Sem a ajuda da PF e do MP, não será fácil provar que essa dupla malfeitosa escapou porque o PT-governo manipulou a lista que a Procuradoria Geral entregou ao STF.

Denunciam essa maquinação Renan Calheiros e Eduardo Cunha presidentes do Senado e da Câmara com a autoridade que lhes foi concedida legalmente. Se for mentira ou verdade, cabe à Justiça investigar.

A subtração de Lula é graças ao inexplicável medo das esferas jurídicas responsáveis por aplicar a lei; e, quanto à livrança de Dilma, deve-se a uma filigrana jurídica incorporada à Constituição de que ela só poderá ser investigada por ações funcionais praticadas no exercício do mandato.

Por essas deformidades políticas imperantes, exigimos a renúncia de Dilma – com a qual todos ganhariam, seus opositores e ela própria. Não há alternativa para quem ama o Brasil: Vamos às ruas no dia 12 de abril, triplicar as manifestações de 15 de março.

Que o poeta da libertação, Castro Alves, quebre o mármore da estátua e volte à vida para cantar conosco: “A praça é do povo como o céu é do condor”.