Arquivo do mês: setembro 2018

DA RELIGIÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Que país é este onde há padres que defendem a luta de classes, aplaudem  a ditadura Maduro e idolatram um preso por corrupção? ” (Anônimo)

O uso da TV-Aparecida, concedida para divulgar a religião promoveu um debate com os presidenciáveis. Isto me inspirou a escrever este artigo. Os antigos ensinavam que discutir sobre futebol, defender ideias políticas e criticar religiões é motivo para criar inimigos, bons, os declarados, e péssimos os enrustidos.

Como fui sempre espontâneo, nunca segui esta lição; defendo o meu direito de opinião e este direito de expressar o pensamento que me acompanha levou-me a discutir sobre religião neste período histórico em que a geopolítica planetária está de cabeça para baixo, sem líderes mundiais respeitáveis, com a ONU ideologizada e as políticas nacionais tomadas pela corrupção.

Então me revolta e entristece constatar que milhares de cristãos autênticos são explorados pelos donos de denominações evangélicas e a igreja católica controlada por um clero pondo-se a serviço de ideologias superadas pela experiência.

Templos protestantes funcionam pelo mundo afora e aqui no Brasil, como casas de comércio; e, do outro lado, revelam-se os abusos sexuais, principalmente a pedofilia, entre sacerdotes católicos.

Além dos pecadilhos materialistas (e até satânicos) vê-se hierarcas religiosos intervindo na política condenando-se mais por isso do que com os próprios pecados. É um retorno ao passado dos sacerdotes persas e egípcios, das pitonisas intoxicadas do Oráculo de Delfos e dos sacrifícios humanos dos astecas e dos maias…

Quem estuda a História da Humanidade sabe que nos subterrâneos das religiões os sacerdotes praticavam lutas internas pelo poder; e o cristianismo registra verdadeiras guerras de guerrilha pela conquista do papado no Vaticano, sendo o Cisma do Oriente o fim da unidade eclesial.

Registra-se também que a partir da reforma luterana surgiram os anabatistas liderados por Thomas Münzer, combatido por Lutero, depois vieram o metodista Wesley, os suíços Calvino e Ulrico Zuínglio, o escocês John Knox, e até Henrique VIII… todos desdizendo uns aos outros.

Enquanto debatia-se a interpretação da Bíblia e dos evangelhos, surgiu a contrarreforma e a odiosa Inquisição. Agentes do centralismo e da intolerância ressurgiram dizimando sob tortura milhares, talvez milhões de pessoas, e excomungando outros tantos que não eram alcançados…

Este quadro dantesco foi renovado várias vezes, tintas sobre tintas, e no século passado com cores vivas, predominando o vermelho escarlate, pintada por padres franceses e holandeses, simpatizantes do marxismo que atravessaram o Atlântico com ideias que dariam na “Teologia da Libertação”.

Na América Latina, os jesuítas e os dominicanos no Brasil e nos países andinos sofreram esta influência. Enfrentando a doutrina tradicional da igreja adotaram o princípio da luta de classes, e da oposição entre pobres e ricos, justificando que o pobre é bom só por ser pobre, e condenando os ricos, que são maus só pelo fato de serem ricos.

Essa agitação do esquerdismo infantil inculcou nos aderentes cegos uma ideologia com tal contradição levando-os a confundir as figuras do Cristo com Che Guevara e confunde tirania com democracia, como o jornalista da TV de “orientação católica” que vê a crise na ditadura Maduro como “econômica e humanitária”.

Estes projetam revoluções de fantasia apoiando-se em partidos ditos de esquerda controlados por corruptos assaltantes do dinheiro público. Seus seguidores fanáticos repetem as palavras-de-ordem utópicas, que trazem a inconsequência trágica de fatos pontuais e momentâneos, sem nenhuma proposta objetiva para a construção de uma sociedade futura.

Representam a zumbizada que defende as ditaduras cubana e venezuelana, que aplaude o governo tirânico da Nicarágua e a insanidade da campanha “Lula Livre” para libertar um presidiário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O exemplo que cai como uma mitra na cabeça dos “catequistas libertadores”, é o “padre Dão”, João Leite Cabral, pároco de Barro, no Ceará, que se aproveitou de uma missa dominical para comemorar, com o gesto de uma facada, o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.

 

A CONSTITUIÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                    “Eu sei bem que é melhor não vender nada, nem vinho puro, nem vinho falsificado” (Machado de Assis)

Não gostei e continuo sem gostar da Constituição de 88, gongórica e populista. Seu estilo rococó, cheia de brechas e falta de exatidão. Dá muito trabalho para interpretá-la, por isso vale a pena discutir ideias em torno da Carta Magna e a proposta do general Hamilton Mourão, de que – ‘Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”.

À primeira vista, a declaração do General parece uma precaução sobre a possibilidade da convocação de uma Constituinte eleita com a maioria dos picaretas de sempre, conforme a legislação eleitoral vigente e os vícios da politicagem reinante.

Se os atuais parlamentares, mesmo com a pequena renovação costumeira, escrevessem uma nova Constituição, ela traria os mesmos privilégios que os mantém, assegurando-lhes a infame profissionalização da política e suas vantagens indevidas.

Em teoria obedeceria a “princípios democráticos”, mas há vários exemplos de rompimento da legitimidade monopolista de uma constituinte, em se tratando de mudar o sistema político deperecido e corrupto. Só não enxergam isto os usufrutuários e defensores da complacência e o favorecimento das leis.

Pela dificuldade de pesquisar certas passagens do Império, não posso afirmar se foi em 1882 ou 1883 que o Poder Legislativo, com anuência do Poder Moderador e pronta execução do Poder Judicial, extinguiu a “Polícia Secreta” então instituída pela constituinte de 1824.

O argumento para o fim dos “secretos” baseou-se no abuso ignorante de alguns membros do órgão que, para se darem importância, diziam – “Sou polícia secreta”, com intenção vaidosa de se fazer respeitar…

Aqueles esbirros traíam a própria condição de serem secretos como fazem hoje os que arrotam a defesa de uma constituinte sem impedir que as raposas felpudas da politicagem participem dela. Já imaginaram Sarney, Barbalho, Renan, Collor, Requião, Cid Gomes, Aécio e Suplicy aprovando uma Constituição?

Seria temeroso, mas mesmo assim, a ideia de Mourão de fazer uma Constituição elaborada por “notáveis”, teoricamente patriotas, honestos, cultos e independentes, é discutível: quem seriam os novos José Bonifácio, Rui Barbosa, Epitácio Pessoa, Milton Campos ou Aliomar Baleeiro?

Para saltar sobre a Democracia, conquistada por alto preço, não podíamos ter “notáveis” tipo Nelson Jobim, ou Alexandre Moraes, ou José Afonso da Silva, e muito menos pela facção política que se assenta no STF, que lá adentrou e faz a Justiça sair por outra porta…

Entretanto, os espertalhões hipertróficos da política e mantidos por currais eleitorais, sendo mais representantes da ignorância do que do pleito democrático, não se iludem sobre isto. Controlam partidos e se cercam de cúmplices ou comparsas remunerados. Seriam estes que nos dariam uma Constituição verdadeiramente republicana e democrática?

Machado de Assis escreveu que “As constituições são os tratados de paz celebrados entre a potência popular e a potência monárquica”; peço vênia ao grande escritor e pensador para perguntar: Se a Carta for elaborada sem uma constituinte e aprovada por um plebiscito será uma vitória da “potência popular”?

PALANQUE CAMBIAL

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo. ” (Eleonor Roosevelt)

Nestas eleições temos uma nova tentativa do lulopetismo de conquistar a Presidência da República após levar o País aos limites da ruína, por má gestão carimbada pela inaptidão administrativa, a incompetência e a corrupção.

Com o seu chefe Lula da Silva, condenado e preso, ficha suja, inelegível, o PT volta a ameaçar o País com outro mamulengo do tipo de Dilma Rousseff, que foi impichada por uma gestão inconsequente e ilegítima.

Esta iminência de perigo não fica restrita ao poste Fernando Haddad. Temos na corrida para o Planalto mais três ex-ministros do PT-governo que colaboraram para o fracasso do narcopopulismo ideologizado pelo chavismo que destruiu a Venezuela, outrora o país mais rico da América do Sul.

A carga pesada de um retorno à política improvisada e populista do “socialismo do século 21”, comprovadamente demagógica e falível, provoca temor nos meios produtivos nacionais e estrangeiros, trazendo à cena eleitoral um impalpável candidato, o Câmbio.

Armado o palanque cambial, o discurso ali pronunciado transmite a falta de crédito nas pesquisas de opinião controladas por cartéis e no método de votação realizado em urnas fraudáveis.

Seus alto-falantes levam incertezas à claque da poderosa moeda norte-americana que os ouve melhor do que o eleitorado retraído, fechado em si mesmo, mal saído da polarização PSDB-PT que o intoxicava.

Vê-se então o dólar balançar em vaivém com tendência a subir levando os investidores a usar guarda-chuvas para se proteger e, pior, favorecendo as transações nem sempre ortodoxas dos eternos especuladores.

Nas semanas que precedem o pleito, o dólar ultrapassou os R$ 4 oscilando nos centavos, não voltando ao preço anterior. Ouvimos de analistas do mercado que isto ocorria em eleições passadas, embora sem a mesma volatilidade.

Tivemos tal situação quando José Serra e Lula se enfrentaram, e também no confronto de Aécio e Dilma, vendo-se o Real se desvalorizar. Não é difícil se perceber que isto tem a ver com o receio dos investidores diante dos maus presságios que o lulopetismo traz.

Ninguém pode prever os rumos que a economia irá trilhar com os malefícios que poderão ocorrer se Lula tiver outro presidente para manobrar e promover o regresso às políticas irresponsáveis que defende, construindo novos propinodutos para abastecer os cofres do PT e os bolsos dos hierarcas do partido.

Há pouca memória do que a Nação Brasileira alcançou com o Plano Real, então não custa relembrar que com a sua implantação o dólar foi cotado quase ao par, e se manteve durante certo período menos do que R$ 2.

Foi a irresponsabilidade criminosa do lulopetismo com sua ideologia ultrapassada que provocou a desvalorização do Real. É indiscutível esta constatação, e é por isto que o eleitorado esclarecido precisa se mobilizar para impedir que as eleições sejam vencidas por um dos candidatos avessos às reformas e defendam o danoso bolivarianismo.

Acrescente-se a este repúdio a condenação pelo voto à corrupção que prosperou no tenebroso reinado do PT e dos parasitas que se associam a esta legenda maldita. Digamos “não” aos candidatos comprometidos com o atraso.

SALTO NO ESCURO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Todos são mais ou menos chefes. Graúdos, risonhos, nutridos, polidos, escovados, envernizados, lá estão inchando, inchando. São os grossos batráquios da lagoa republicana” (Graciliano Ramos)

Assim, como está na epígrafe, o velho Graça via os políticos em 1915. E a coisa não mudou muito de lá para cá, como a gente os vê nesta campanha eleitoral embaraçosa que nos dá mais mal-estar do que esperança nas mudanças que o País precisa.

É nesta temporada de caça ao eleitor (a que me referi em artigo anterior) que ficam transparentes os perfis dos profissionais da política. Em sua grande maioria, são fontes jorrando a falsidade liquefeita na sua ânsia de poder.

Eles são os donos dos municípios, aonde começa a corrupção. Praticam um descarado nepotismo, indicam os cargos comissionados nos Estados e no Governo Federal e mantêm privilégios desde o tempo das capitanias hereditárias.

Uns, pregadores de ideologias ilusórias, cercam-se de fanáticos, aproveitando-se deles para materializar seus projetos heterodoxos de poder; outros, aproveitadores obesos de propinas, criam para si mesmo condições especiais para conservar suas mamatas.

Para destilar essas impurezas, é preciso raspar a craca impregnada no casco da chamada redemocratização brasileira, impondo uma polarização anacrônica de direita e esquerda e levando o País ao naufrágio.

Assim se desenrola o cenário que atravessamos amedrontados com o salto no escuro que os bem-intencionados iremos dar, ao digitalizar numa urna eletrônica tanto ou mais perigosas do que os nomes filtrados da geleia que nos é oferecida.

O movimento de direita é uma consequência natural dos fracassos governamentais nos 14 anos de governos petistas, ditos de esquerda, que se degeneraram pela inaptidão administrativa, a incompetência para enfrentar os desafios econômicos e a corrupção trazida da pelegagem sindical.

Na minha visão, o surgimento episódico de uma direita nos dias atuais não é assustador como querem convencer os falsos liberais da nossa “intelectualidade” – entre aspas, por não os reconhecer como tais -; é conservador, sim, e reacionário também, por força do enfrentamento com os radicais lulopetistas, mas nada tem de autoritário e antidemocrático.

Do outro lado, avessos à realidade mundial, temos os defensores do “socialismo do século 21”, um populismo bananeiro que olha para o retrovisor da História, defendendo a implantação do totalitarismo stalinista a partir de um estado onipotente e onipresente sob a liderança de um chefe cultuado fanaticamente.

Diante disto, uma considerável fração do nosso povo almeja uma ampla restruturação do aparelho de Estado, modernizando a administração dos setores essenciais, da Educação, Saúde e Segurança e investir na descentralização do poder federativo com vistas fundamentalmente à distribuição dos municípios para que sejam realmente autossuficientes e autogovernáveis.

Temos igualmente uma proposta do estudioso da realidade nacional, Augusto de Franco, pelo seu manifesto “Por um Polo Democrático e Reformista”, que recomendo para leitura, reflexão e análise.

Neste documento encontramos o apelo para união patriótica dos que não desejam que o país seja espelhado em experiências desastrosas como a vivenciada pelo povo venezuelano.

Que esta unidade se faça com o pensamento voltado para as eleições. Da minha parte, proponho a análise mental daqueles que se dispõem a lutar pela transparência nos três poderes da República, afim de dar um fim ao seu aparelhamento, base atual da defesa dos políticos corruptos.

Como contribuição para isto, faço uma declaração de princípio: – “Meu voto para presidente será para um candidato ficha-limpa, descomprometido com os esquemas de corrupção da Era Lulopetista”. E não abro mão…

 

BOLA OU BÚLICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

        “Ninguém pode aterrorizar uma nação inteira, a menos que sejamos todos seus cúmplices” (Edward Murrow)

Na “aurora de minha vida”, antes da adolescência, tive três sonhos materializados; jogava com arte bola-de-gude, desenhava mapas por mim imaginados de um mundo sem guerras; e, embora ainda carregue dúvidas se foi meu pai ou eu mesmo que mentiu ao outro, li todos os livros da estante que ele disse serem somente para adultos…

Os mapas e os livros foram levados a sério durante toda a vida, por que acompanho a política internacional e chego a ler dois ou três livros ao mesmo tempo. Quanto as bolas-de-gude é uma saudade que carrego até hoje.

O jogo requer uma técnica toda especial. É como tocar flauta, piano ou violão, porque requer um movimento preciso em que a bolinha é posta sobre o dedo indicador com a mão fechada e com o polegar dar-lhe um impulso com força medida para chegar ao ponto que se quer.

As bolinhas são de vidro, metal (tiradas de rolimãs), pedra e porcelana chamadas no Rio de “Bola-de-gude” ou “Bila”; aparecendo no resto do país como “Biloca”, “Bolita, “Cabiçulinha”, “Pêca”, “Tilita” e “Ximbra”.  Dizem que em Portugal e ex-colônias africanas denominam “Berlinde”.

São inúmeros os tipos de jogo, muito mais do tempo em que tínhamos apenas “Buraco” ou “Búlica”, “Triângulo”, “Zepelim” e o mais simples “Mata-Mata”, que consiste em cada jogador procurar jogar a sua bola contra a dos adversários; acertando, ganha a bola atingida.

Entre essas modalidades a mais divertida é a Búlica: Cava-se três covas (búlicas) na areia com o calcanhar cada uma a uma distância de mais ou menos um metro da outra, e, após sorteio, o primeiro jogador tenta “emburacar” a série em ida e volta e se conseguir ganha uma bolinha de cada participante.

Caso erre uma das covas, a bola fica onde parou e o jogador seguinte mira na bola e no buraco gritando – “Bola ou Búlica! ”, atingindo às vezes os dois alvos…

Se a cena política no Brasil fosse um imenso campo de jogo de Búlica e fôssemos jogadores, devíamos nos concentrar deixando passar pelo nosso cérebro a aceleração pela adrenalina para acertar duplamente na Bola dos inimigos do Brasil e na cova dos que fingem ser seus adversários.

Está tudo posto no jogo: é Bola ou Búlica. Os três poderes da República ou estão aparelhados, ou são corruptos, ou inertes pelos dois motivos; junta-se a eles a mídia e os seus “especialistas de tudo”, que embora anônimos, são sempre citados nas reportagens para dar seriedade às matérias levadas ao povo de fé, mas não para mim, descrente por conhece-los muito bem…

Atravessamos a temporada de caça ao eleitor pelos mesmos caçadores de sempre (com raríssimas exceções), todos sorridentes prometendo milagres e pregando a paz, enquanto seus cúmplices atacam os adversários sem dó nem piedade.

Viu-se isto no brutal atentado terrorista contra o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro. O cenário é de guerra, porque as investigações estão em curso e não duvido de que o pretenso assassino recebeu ordens do alto, mas não de Deus, como a representação de insanidade insinua.

O bandido que se diz “desempregado” viajou por vários estados, como se viu pelas passagens encontradas pelos investigadores no seu cafôfo; cujo aluguel foi pago antecipadamente com dinheiro vivo; e, preso, é defendido por uma empoderada banca de advogados.

Mesmo sem ter uma definição eleitoral até agora, obrigo-me a prestar solidariedade a Bolsonaro, sua família, seu partido e seus seguidores, repudiando a suprema canalhice dos lulopetistas que desconfiam do atentado, como se todos adotassem suas fraudes costumeiras.

UM CENTAVO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“As crianças e os loucos imaginam que vinte anos ou vinte moedas não acabam nunca”              (Benjamin Franklin)

Comparando os valores da honestidade e da ética que circulam no mundo político, veio-me à mente a moeda de um centavo, hoje inativa, que foi instituída pelo Plano Real em 1º de julho de 1994.

A família das moedas metálicas do Real foram R$ 0,01, R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1 todas impressas no Brasil, inicialmente em aço inoxidável e depois em aço revestido com cobre.

A extinta moeda de um centavo foi cunhada pela Casa da Moeda em aço inoxidável trazendo na “cara” a efígie da República, ladeada por um ramo de louros, e na “coroa” o valor e a inscrição “BRASIL”.

Excetuando a de R$ 0,01, todas as outras continuam em circulação, exceto as de um real de aço inoxidável, retiradas em dezembro de 2003 por causa do alto índice de falsificações. Curioso é que também surgiu a nota de 1 real, verdinha, imitando o dólar, com Efígie da República e no verso um beija-flor.

Referíamos, também, à desvalorização moral dos políticos cotejando com as moedas do Plano Real, onde R$ 1 real teve um curto período de igualdade cambial com o dólar no final de 1994 e início de 1995. No caso humano (ou seria desumano) a depreciação foi muito mais rápida a partir da eleição de Lula da Silva para a presidência da República.

Assumindo o poder, o Partido dos Trabalhadores arrastou consigo a malandragem dos pelegos sindicais e as manhas nascidas da esquerda de botequim. Roberto Campos descreveu bem o que é o partido de Lula, dizendo que “O PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam”.

A inteligência do Twitter acrescentou, o PT é um partido formado de “honestos” que roubam e “especialistas” sem especialidade… Ambas verdades inseparáveis de qualquer descrição sobre a organização criminosa que ocupou o poder por 13 anos e deixou um “puxadinho” que se arrasta a quase três.

Foi a corrupção, a imoralidade e a incompetência reinantes na Era Lulopetista que desvalorizou as moedas de R$ 0,50, de cobre escurecido por passar pelas mãos sujas da politicagem reinante.

É certo que se multiplicarmos R$ 0,50 por 208.7800.598 brasileiros que somos, segundo o IBGE, daria a respeitável quantia de R$ 1.053.902.990,00 entregues à irresponsabilidade dos parlamentares perdulários legislando para favorecer interesses grupais, e dos magistrados que reivindicam aumentos salariais, mesmo tendo uma folha de pagamentos que supera em muito o que se paga aos juízes nos países ricos.

Seja talvez exigir muito de um povo intoxicado pela propaganda narcopopulista que explora a indolência, a malandrice e a tendência a gozar privilégios sobre todos; por isso, precisamos ser contra tal realidade e fazer uma campanha eleitoral que nos permita sonhar com mudanças.

Assim, faz-se necessário aplicarmos no câmbio republicano, valorizando a Democracia e pagando para extinção do narcopopulismo e sua herança maldita nas estatais corrompidas e nos ministérios cabides de empregos.

Está em nossas mãos eleger o próximo presidente, conscientes de que poucos candidatos possuem a qualidade de um estadista; mas podemos separar as moedas que estão na mesa, pondo de lado as de um centavo, dos cúmplices da corrupção que querem a volta do lulopetismo, glorificando a desonestidade, ao dizer sem-cerimônia, que “Lula roubou, mas ajudou o Brasil”.