Arquivo do mês: outubro 2018

DO OUTRO LADO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde” (Rui Barbosa)

Desculpem-me os “especialistas”, “juristas”, “papistas”, “sofistas” e “vigaristas”, mas não vejo, como vocês, uma ameaça à ditadura. Do outro lado, acho que juízes do STF trazem muito mais perigo para democracia soltando bandidos corruptos presos do que discursos políticos.

E não seleciono diatribes contra o Supremo. Ouço-as da direita e da esquerda, vejo-as diariamente pelas redes sociais. Estou do outro lado daqueles que usam tapa-olhos para enxergar seletivamente o que vem da família Bolsonaro, que, sem dúvida, tem boquirrotos como os Gomes do Ceará ou os Calheiros das Alagoas…

Ainda não se passaram 30 dias quando, em entrevista ao jornal El País, o ideólogo petista José Dirceu, condenado por corrupção e solto por benesse de um ex subordinado seu, hoje ministro do STF, disse que “é uma questão de tempo. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”.

Nenhum togado viu nestas declarações uma posição “golpista”.

Outro eminente hierarca do Partido dos Trabalhadores, deputado e advogado do corrupto Lula da Silva, preso em Curitiba, Wadih Damous declarou um pouco antes, no mês de abril, que “Nós temos de redesenhar o Poder Judiciário e o papel do Supremo Tribunal Federal. Tem de fechar o Supremo Tribunal Federal”.

Nenhum togado viu nestas declarações uma posição “golpista”.

Agora, no calor da campanha, o deputado Eduardo Bolsonaro, perguntado numa exposição para estudantes como ele viria a cassação do registro do seu pai, Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, disse que a revolta popular seria tão grande que o STF deveria ser fechado. E para isto, acrescentou grosseiramente, basta ‘um soldado e um cabo’.

Aí o cenário político virou uma Hiroshima depois da explosão atômica! Como baratas tontas, os meritíssimos ministros do Supremo, Alexandre de Moraes, Celso de Mello e  Dias Toffoli exageraram em demasia na “defesa” da Democracia. O decano, Celso, classificou a fala do Deputado como “inconsequente e golpista”.

A imprensa (até seria dispensável falar desta coisa abjeta, mas vá lá), produziu um estardalhaço! A fala de Eduardo foi manchetes em caixa alta dos jornalecos sucursais do Sistema Globo e repetida à exaustão nos noticiários de tevê.

É este o cenário político no infeliz Brasil que resta dos 14 anos de poder da pelegagem petista que, além do assalto ao Erário e roubos no Executivo e nas empresas estatais, foi dividido pelo bando lulopetista entre “nós” e “eles”, e miseravelmente, entre homens e mulheres, brancos e negros, católicos e evangélicos, minorias desgraçadas e maiorias privilegiadas…

E é inegável também que a política adentrou no STF e a Justiça está em dúvida se fica ou abandona o recinto; e, que Deus me perdoe se é pensar em golpe, mas me convenço a cada dia que é necessária a remodelação da Suprema Corte.

Eu, que há muitos anos repudio qualquer tipo de autoritarismo e totalitarismo, repetindo diariamente o refrão “Ditadura é ditadura, sem adjunto adnominal. Seja de direita ou de esquerda sou contra! ”, ponho a Democracia e a Liberdade acima de tudo.

Sou incapaz de desejar um golpe; mas, por outro lado, diante da seletividade covarde dos doutos “especialistas”, “juristas”, “papistas”, “sofistas” e “vigaristas”, acho que não merecem perdão pelo mal que estão fazendo ao Brasil.

 

 

REVOLUÇÃO MILAGROSA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Em tempos de engano universal, falar a verdade torna-se um ato revolucionário” (George Orwell)

As minhas simpatias juvenis no estudo da História foram para cinco capítulos: pela ordem cronológica, a dinastia Ming, construtora da Grande Muralha, o Império Bizantino e o Cisma Católico, a Reforma Protestante, a destruição pelos espanhóis dos impérios americanos pré-colombianos e a Revolução Francesa. Neles encontrei o processo comportamental da civilização.

Com a Revolução Francesa tivemos o grande salto civilizatório da humanidade: uma revolução autêntica que quebrou os grilhões da autocracia e hasteou a bandeira da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Tornei-me íntimo dos cenários de 1789 e dos revolucionários, hoje pouco conhecidos pelos estudantes do ensino básico e até da academia, pelo desprezo que os professores ideologizados atuais têm pela burguesia….

Os que fizeram o ginásio 40 anos atrás sabem que a Revolução Francesa foi feita pela burguesia e para a burguesia. Este substantivo feminino que é usado como xingamento pelos cretinos cultuadores do “ouvi dizer” e que os seus gurus ensinam como “uma classe social do regime capitalista” é uma coisa diferente.

Na verdade, indica uma classe social nascida com o surgimento das primeiras cidades, o incremento progressista do comércio nos burgos medievais, enquanto a sociedade feudal decadente apodrecia. Na Europa, principalmente, graças aos lucros obtidos no comércio e na produção artesanal os burgueses adquiriram poder e naturalmente mais liberdade.

Com a reforma e a reação contra as guerras camponesas na Alemanha e depois com a Revolução Francesa, simbolizada pela queda da Bastilha, a burguesia conquistou o domínio sobre as demais classes da sociedade feudal.

Na Grande Revolução, um dos seus protagonistas me fascinou: Jean-Paul Marat, cientista e filósofo, tornado jornalista para divulgar as ideias enciclopedistas.

Nas vésperas da revolução, fundou um jornal, o “Moniteur patriote” (O Monitor Patriota), que, pela popularidade entre os trabalhadores, mudou o título para “L’ Ami du Peuple” (O Amigo do Povo), onde criticava violentamente a aristocracia, a nobreza, os monarquistas, o ministério e os defensores do rei Luís XVI.

Uma pesquisa superficial nos escritos de Marat mostra que o Brasil dos nossos dias tem muitas semelhanças com a França pré-revolucionária de 1789.

Com as necessárias mudanças (mutatis mutandis, como falam os doutos) troquemos a monarquia francesa do rei Luís XVI e Maria Antonieta com a Era Narcopopulista de Lula e Dilma, uns e outros levando a economia dos seus países à ruína.

Agora mesmo, enfrentamos uma eleição no cenário caótico do governo Temer, com insatisfação popular e a ânsia de mudança dos patriotas inconformados com o mecanismo da velha política, da familiocracia e dos 300 picaretas do Congresso Nacional.

Tivemos um grande avanço no 1º turno. Fizemos uma revolução milagrosa, dando continuidade às ações da Java Jato, derrubando uma pá de velhos caciques corruptos; e melhor ainda, demos uma surra exemplar no PT e nos pelegos de outras legendas de aluguel que vão, felizmente, deixar o cenário político.

Desmoralizamos as pesquisas de opinião pública vendidas, ganhamos a transparência da sórdida medida do STF em soltar o corrupto Zé Dirceu, e assistimos Lula, o chefe da ORCRIM política, agir como os símiles das facções criminosas, dirigindo ações de dentro da cadeia.

Finalmente afunilamos a disputa pelo poder. Os que estão fartos das fraudes, das mentiras e dos roubos do lulopetismo vão votar em Bolsonaro; os cúmplices da corrupção e fanáticos stalinistas ficarão com o Poste nº 2.

Uma coisa é certa temos um milagre. “Elles” estão derrotados, engavetaram o narcopopulismo, o bolivarianismo e outros ismos tão ruins quanto estes, esconderam a bandeira vermelha, negacearam o programa do partido e estão assistindo missas. Glória a Deuxxxx….

FALSEAR E ETECETERA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O manipulador divide, mente, é egocêntrico, não leva em conta os direitos, necessidades e desejos dos outros” (Miriam Subirana)

A História Geral registra um montão de eminências pardas, pessoas que controlavam direta ou indiretamente outros, e não há ninguém que tenha estudado no ensino fundamental II (no meu tempo, ginásio), que não se lembre do padre Joseph, que à sombra, aconselhava o cardeal Richelieu… E quem leu o romance de Dumas, “Três Mosqueteiros”, conheceu bem o cardeal…

A gente ainda encontra vários dignitários católicos do mal nos dias atuais; na semana que passou, o eminente bispo americano, Donald Wuerl, renunciou por acobertar a pedofilia no seio da igreja; e outro, aqui no Brasil, um tal de Reginado Andrietta, divulgou uma nota favorável à organização criminosa da política, o PT, braço do ditador Maduro no Brasil.

O pronunciamento desse “cristão, mas não muito” é repugnante. Acusa Bolsonaro de “disseminar a violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito”. É claro que acusa os outros daquilo que os seus “meninos petistas” fazem, queimando a bandeira nacional, dividindo o Brasil entre nós e eles, pregando a luta de classes e jogando negros contra brancos e heteros contra homos…

Andrietta não finge sequer o cristianismo que a comunista Manuela D’Ávila simula, nem prega astuciosamente o “amor” que ela declara da boca para fora… Para quem sabe ler as entrelinhas, vê, porém, que ele não falou de corrupção nem de pedofilia… Deixa ficar a falsear e os eteceteras.

A expressão etecetera e também et cetera ou et cætera, e ainda a sua forma reduzida etc., é dicionarizada como locução conjuntiva advinda do latim, significando “assim por diante”, e “os demais”, e “o restante”. Gosto muito da definição hispânica de Lopez Rodriguez, “O que convém ocultar”.

Encobertas, as eminências pardas existem de todo sempre, e a forma mais primária de conduzir outrem é o teatro de fantoches, de bonecos, de marionetes ou mamulengos, que existe a mais de três mil anos, com encenação descrita em escrito de Xenofonte datado de 422 a.C.

Está posto em cena no Brasil este teatro, controlado de dentro da prisão pelo presidiário Lula da Silva, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos de cadeia. Com ele, assistimos a versão robótica de um fantoche, o Poste nº 2, manipulado tecnologicamente na campanha eleitoral.

O desempenho tem sido meio desarticulado. Gagueja na fala, e os movimentos são maquinais sem exprimir humanidade, mesmo caricata. O robô apresentou-se vestido inicialmente com uma camisa vermelha, mas já passou pela verde, pela amarela e pela azul… O que se vê, entretanto, é que mesmo trocando o vestuário continua o mesmo.

Começou com uma fala meio rouca, radical, formulando ideias para receber o aplauso da claque contratada para sentar na primeira fileira e bater palmas. Mas, ao enumerar as propostas do manipulador, nem sequer os mercenários se manifestaram a favor.

Uma “constituinte exclusiva” como o ditador Maduro fez na Venezuela, vaia; “disciplinar” os meios de comunicação, vaia; pregar ideologia misoneísta para crianças, vaia; intervir em propriedades do campo e da cidade, vaia; continuar programas tipo “Mais Médicos” na Saúde, vaia; manter sob o governo os espaços e a ordem pública, vaia.

Soltar os assaltantes do Erário, presos, e até insinuar que poderão participar do seu governo, como mandou fazer a voz do dono, Gleise Hoffman, presidente do PT, foi demais. O Poste nº 2 recebeu estrondosos apupos. Aí o script mudou, e nada disso se mantém válido, porque doravante o discurso será pelo avesso.

Será que quem fez, pelo menos, o ensino básico pode crer no discurso do fantoche? Se acreditar, representará a antiga propaganda da RCA-Victor do cachorrinho ouvindo a voz do dono pelo auto-falante…

IDEOLOGIA CAMALEÔNICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol;com.br)

“Camaleão não muda, só troca de cor” (Os Vigaristas)

O que o lulopetismo está fazendo, não é apenas trocar as cores na propaganda eleitoral, ser furta-cor é próprio de politiqueiros eleitoralistas. Como se sabe – é da Ciência Política – os populistas só fazem política de olho na próxima eleição.

Na verdade, os ideólogos do PT repassam para os professores de filosofia seus simpatizantes, os intelectuais de botequim e os jornalistas engajados na sua campanha, uma nova ideologia: a estratégia camaleônica para vencer a eleição.

Camaleão é o nome dado aos répteis da família Chamaeleonidae, uma conhecida casta de lagartos; são distribuídos geograficamente no mundo inteiro; o seu nome é derivado das palavras gregas chamai (na terra, no chão) e leon (leão), seja, “leão da terra”.

Os camaleões distinguem-se dos outros lagartos por sua língua alongada, olhos que podem ser movidos independentemente um do outro e, principalmente pela facilidade de trocar de cor. Aparecem normalmente refletindo as cores laranja e vermelho, mas camuflando-se, espelham azul e verde.

Os lulopetistas bolivarianos que apareciam vermelhos na campanha eleitoral mudam de cor para se confundir com seu adversário verde amarelo Jair Bolsonaro, tentando enganar o eleitorado. Igualando-se aos camaleões; e numa coincidência coincidida, são como esses répteis, bastante agressivos.

Assim, a ideologia camaleônica tem resultados incríveis, sendo que alguns são hilários, como a comunista candidata a vice na chapa do PT, dizer que é cristã e se intoxicando com o ópio do povo, como Marx designava a religião.

Outra camaleonice é desdizer que, de agora em diante, Haddad não é mais Lula, e Lula não é mais Haddad. Este pisca-pisca da camuflagem levou um amigo meu, nordestino do Rio Grande do Norte, dizer que não votará mais no Poste nº 2, pois só o faria se ele representasse Lula…

Mais um exemplo encontrado neste fenômeno furta-cor do bando de Lula é cassar o título de herói de Zé Dirceu, porque ele teve o desplante de falar a verdade, uma coisa rara na sua trajetória revolucionária, dizendo que “pouco importa a eleição; o PT está preparado para tomar o poder”.

Impagável é o PT querer esconder sob a nova pele verde, o apoio que dá ao ditador Nicolás Maduro, amigo e parceiro de Lula da Silva, inúmeras vezes elogiado pelo Poste nº 2, que considera o regime venezuelano uma verdadeira democracia…

É também muito engraçado que adotando a nova ideologia, com a facilidade de quem troca uma camisa, os lulopetistas orientam seus agentes no estrangeiro, principalmente os que vivem no paraíso capitalista ianque a atacar Jair Bolsonaro como um perigo totalitário.

Felizmente o camaleonismo não engana os brasileiros por causa da burrice que a distorção ideológica proporciona aos seguidores de Lula. Agem como aquela história do “gato escondido com o rabo de fora” na sua tática de enganação; então vejamos: inventaram que as mulheres não aceitam Bolsonaro; ele está à frente com o voto delas nas pesquisas patrocinadas por seus apoiadores.

Lançaram uma campanha difamatória do “Ele Não” que foi respondida na primeira volta da eleição por 49.387.416 “Ele Sim! ” Ao custo (revoltem-se esbanjadores de propinas) de R$ 0,03 o voto…

Antes de concluir, tem mais: Soube, através de fontes do antigo partidão, que o PCdoB vai convocar um Congresso Extraordinário para mudar a cor da sua bandeira trocando o escarlate pelo verde musgo com o símbolo da foice-e-o-martelo dourado…

Millôr Fernandes explica melhor do que Freud: “O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor”. Podem rir!

 

O QUE É O FASCISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa” (Benito Mussolini)

Os “esquerdistas de passeata” e “analistas de botequim” insistem em fazer deste 2º turno da campanha eleitoral um embate ideológico e não o debate que os brasileiros querem, acabar com a corrupção institucionalizada pelos governos petistas, escolas de qualidade, saúde para todos e, sobretudo, segurança.

Defensores da campanha lulopetista que acham a Venezuela do ditador Maduro democrática, insistem de público, repetitivamente, defender uma Democracia virtual, acusando Bolsonaro de “fascista”, rótulo que cabe melhor ao programa do PT.

O que é o fascismo? Comecemos por dar uma olhada no seu criador, Benito Mussolini, que sofreu influência de Marx, foi militante do partido socialista e como sindicalista atuou numa cooperativa de trabalhadores em Gualtieri Emília e foi secretário do Conselho Sindical de Trento, quando passou a viver das contribuições sindicais. Por liderar uma greve, ingressou na política convencional.

Sem vez entre os socialistas, juntou-se aos intelectuais “futuristas”, aos trotskistas, e a dissidentes do anarquismo e do partido comunista, para com eles fundar um partido. Recebeu do jovem filósofo Giusseppe Botai, defensor da violência para tomar o poder, um ajuntado de ideias que viriam dar no fascismo.

Não parece a biografia do pelego da Volkswagen, Lula da Silva?  A trajetória é semelhante exceto para chegar ao poder. Mussolini liderou uma revolução, Lula chegou à presidência da República ajudado pelos padres da “teologia da libertação”, ex-comunistas, professores da PUC, e uma demão de FHC, que traiu José Serra, candidato do seu partido.

Há também diferenças; o daqui era órfão de pai, com uma mãe analfabeta, orgulhando-se disto; o italiano teve pai que escrevia para um jornal comunista e mãe professora primária; frequentou a Universidade de Lausane, na Suíça, estudou História e Economia. Tornou-se jornalista com muito estilo.

Após perfilar personagens, vamos ao fascismo tão combatido pelos intelectueiros lulopetistas. Segundo Togliatti (ideólogo do partido comunista italiano), “o fascismo foi um movimento que prometia a libertação nacional dos trustes estrangeiros e tomar o poder da grande burguesia passando-o para a pequena burguesia e os trabalhadores sindicalizados”.

Como fenômeno político, o fascismo arrebanhou ex-combatentes desempregados, camponeses pobres, a baixa classe média (sempre descontente) e movimentos minoritários dos aspirantes a um emprego estatal, das panelinhas de artistas em busca de financiamento público, de preguiçosos e desqualificados.

Assim formado, o Partido Nacional Fascista encontrou financiadores com intenção de suborno; e, quando assumiu o poder, assaltou o Erário e as empresas estatais, entregando a economia aos fornecedores de empresas privadas.

Ao instaurar a ditadura, Mussolini distribuiu com os seus seguidores boquinhas nos ministérios e na polícia. Contando com o apoio quase fanático dos aquinhoados, aliou-se à nobreza, aos militares e às grandes empresas, concentrando com a hierarquia do partido o poder unipessoal, ao contrário do que preconizou nos comícios.

As medidas totalitárias e autoritárias foram justificadas como se tratassem de um período de transição entre o capitalismo e o socialismo. Vê-se clara analogia com os 14 anos de governos petistas, que por pouco não instalaram uma ditadura, e são criticados em razão disto por Jacques Wagner, chefe da campanha de Haddad, o 2º poste de Lula.

Na atual tentativa de tomar o poder, como anuncia José Dirceu, o PT saiu com um programa fascista para registro eleitoral a ser defendido pelo Poste nº 2. Vejam:

– Convocar uma “constituinte exclusiva” (Como fez Maduro na Venezuela);

– Disciplinar os meios de comunicação (Seja, controlar a mídia e instituir uma censura);

– Intervir, enquanto governo, em ações educativas fundamentadas em “princípios que promovam a construção da cidadania”. (Leia-se “ouvir e obedecer ao Partido”);

– Implantar no campo a Regularização Fundiária para “promover estratégias voltadas ao que propõe a economia solidária”. (Intervenção mascarada no agronegócio);

– Garantir na Saúde a expansão de programas governamentais (tipo “Mais Médicos”);

– Instituir a “Promoção Social”, programa do governo para manutenção do espaço e da ordem pública (Com vistas à repressão política);

… E, para “promover” a juventude, estimular a organização estudantil (como Mussolini fez na Itália Fascista).

Concluímos como é que é o fascismo. Exercido na prática pelo lulopetismo, que, felizmente, só entusiasma os jovens imaturos dos 16 a 25 anos; imaturos e com a vida sexual insatisfatória, como analisou Reich, Acompanha-os aqueles que sofrem da síndrome de Peter Pan, membros da Juventude Comunista até os 45 anos…

BOLSONARO ARRASOU!

MIRANDA SÁ E-mail: (mirandasa@uol.com.br)

A Matemática apresenta invenções tão sutis que poderão servir não só para satisfazer os curiosos como, também, para auxiliar as artes e poupar trabalho aos homens. (Descartes)

Foi inesperado o resultado das urnas na eleição do dia 7 de outubro, com Jair Bolsonaro conquistando 49.275.358 votos, seja 46,03% dos votos válidos, enfrentando uma acirrada eleição na UTI de um hospital após o atentado sofrido por um terrorista de extrema esquerda.

Incrível que sem a organização de um partido grande, sem dinheiro e pouco conhecido no Norte e no Nordeste, Bolsonaro foi ao segundo turno enfrentado o maior partido da esquerda, com financiamento incalculável e apoio da chamada “grande mídia” e de pesquisas suspeitas.

Como a matemática enfeita a informação, e segundo Platão, “Os números governam o mundo” não dá para comparar pela extemporaneidade, os pleitos com Getúlio Vargas (1950) e Juscelino Kubitscheck (1955) que obtiveram respectivamente nas suas eleições 3.849.040 e 3 077 411.

Passando a lembrança na chamada redemocratização, tivemos Fernando Collor (1989) com 35 089 998, e Fernando Henrique Cardoso (1994), 34 350 217 e na reeleição (1998) 35 936 540.

Lula conhecidíssimo e explorando o vitimismo da perda de três eleições, apoiado pela Igreja Católica, ajudinha por debaixo do pano de FHC, os movimentos sociais e todos os partidos da chamada esquerda, teve em 2002, 52.793.364 votos; e mais perto no tempo, vimos Dilma, o primeiro poste plantado no auge da sua popularidade, elegeu-se no 2º turno com 55 752 529.

Segundo o depoimento do ex-ministro petista Antônio Palocci, o PT gastou nas duas eleições de Dilma um bilhão e seiscentos milhões de reais. Sendo em grande parte vinda de propinas das empreiteiras e assalto à Petrobras em 2010 e em 2014 quando na reeleição obteve – 54.501.118 votos.

Como se vê, Bolsonaro arrasou em quase todas as regiões do País e penetrou pela coragem e valor cívico dos seus seguidores no Nordeste. Não é por acaso que os bolsonaristas estão em festa. Não é brincadeira ter a metade do eleitorado ao seu lado.

E mais do que em festa, os eleitores de Bolsonaro já estão em campanha para derrotar de uma vez para sempre o bando impatriota que queima as bandeiras do Brasil, apoia o ditador Maduro, menosprezando o sofrimento dos venezuelanos, e quer implantar na nossa pátria o “socialismo do século 21” versão narco-populista do stalinismo.

 

 

VOTO CONSCIENTE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A minha consciência tem mais peso pra mim do que a opinião do mundo inteiro.” (Cícero)

Na sua respeitável trajetória na literatura e no jornalismo, Prudente de Morais Neto dedicou parte da sua vida à Associação Brasileira de Imprensa, de que foi presidente. Como outros colegas frequentadores da Casa do Jornalista, gostava muito de ouvi-lo, e dele gravei algumas tiradas antológicas.

Uma delas foi quando ele disse que atribuía a pobreza do romance brasileiro à escassez de material romanceável… lembrei-me disto observando a realidade no campo político e vejo que vivemos um período carente de estadistas.

Não é só no Brasil. Olhem no entorno e não encontrarão um só dirigente que mereça admiração e reverência no concerto das nações como antigamente. Não é por acaso que o presidente norte-coreano Kim Jong-un ocupa uma posição de destaque na diplomacia mundial.

Yes, nós temos bananas. Vejo que no Brasil semelhanças com o que ocorre lá fora, e cá também não encontro, com raríssimas exceções, personalidades respeitáveis no campo da política.

Após 14 anos de PT-governo, com o corrupto Lula da Silva preso e seu “poste” nº 1, Dilma Rousseff, ainda não condenada por preguiça ou distração da deusa Minerva, ficaram os restos em decomposição de ex-ministros, ex-diretores de estatais, e arrivistas da hierarquia partidária.

Na outra margem, encontramos políticos que mesmo fingindo fazer oposição à ladroeira lulopetista, se espelham no populismo demagógico e estão em grande parte envolvidos nos esquemas de corrupção montados pelos picaretas do Congresso Nacional em aliança com o bloco PT-MDB.

Como atravessamos uma campanha eleitoral que registra uma inegável insatisfação popular e como reflexo da falta de autoridade, vemos o surgimento de novas lideranças lutando pela mudança.

Sem adotar uma organização partidária nem ter uma definição ideológica, a maioria do povo brasileiro segue para as urnas pensando apenas em se libertar, pelo voto, da organização criminosa lulopetista que quase levou o país ao caos; mas não é fácil derrubar o sistema que mantém enrustidos milhões de dólares originários de propinas.

Na sua delação premiada feita à Polícia Federal, são estarrecedoras as revelações do ex-ministro petista Antônio Palocci. E muito mais do que a prática criminosa do assalto ao Erário, tivemos as medidas legislativas fraudulentas, o aparelhamento no governo, das escolas às Forças Armadas; do funcionalismo ao Poder Judiciário; das polícias militares ao Itamaraty…

Por isso, é difícil enfrentar a organização criminosa que ainda se mantém sustentada por fanáticos e mercenários que ocupam cargos públicos, redações midiáticas, reitorias, agências de propaganda e institutos de pesquisa.

Não é por acaso que o ideólogo narcopopulista Zé Dirceu, condenado por corrupção, mas solto pela fração petista do STF capitaneada pelas figuras sinistras de Gilmar, Lewandowsky e Tofolli, diz, alto bom som, que “é uma questão de tempo para o PT tomar o poder”. Este meliante é o exemplo do terrorismo político que ameaça o Brasil.

Contra a conspiração do fascismo bolivariano, urge uma mobilização nacional para derrota-lo nas urnas. Da minha parte, assumo uma posição que não é oportunista nem tempestuosa, pois analisei a atuação de Álvaro Dias e acompanhei as propostas de João Amoedo; até considerei os nomes de Alckmin e Meirelles…

Fiquei plenamente consciente de que nenhum destes candidatos tem condição de enfrentar a manada conduzida de dentro da cadeia por Lula da Silva, chefão da ORCRIM; assim, conclui que pelo inegável apoio popular que conquistou, somente Bolsonaro é capaz disto. E lhe darei meu voto consciente.

Respeito os que assumem uma posição diferente da minha, porque como ensinou Bérgson, “se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinônimo de escolha”. Encareço, porém, que exercitem a inteligência para encontrar outra maneira de derrotar a ameaça totalitária dos zumbis bolivarianos.

 

 

 

 

ENTREVISTA PROIBIDA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A fantasia é muito mais real que a própria realidade porque a fantasia faz metáforas com coisas que são verdadeiras” (Eduardo Spohr)

Com tantos advogados, jornalistas, entidades e até a ABI saindo em defesa desta aberração jurídica, a liberação de uma entrevista com Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, Levandowski atropelou o Fux e então, resolvi entrevista-lo…

Foi na “sala especial” em que o Pelegão se encontra na PF de Curitiba, adaptada para recebe-lo; é pequena, com 15 m², mas conta com banheiro completo e uma TV. É ali que funciona o QG da campanha eleitoral do PT, onde ele atua através de audiências com seu Poste e por bilhetinhos enviados aos seus subalternos nos estados.

As perguntas são formuladas por mim com as iniciais “MS” e as respostas, dele, “L”:

MS – “Como o sr. vê estas eleições presidenciais que decidirão o futuro do Brasil?

L – “É um desafio para os que querem implantar no Brasil uma democracia como fizeram os Castro em Cuba e Maduro na Venezuela. Veja bem, tenho quatro ex-ministros meus candidatos, Marina, Ciro, Haddad e Meirelles, que poderiam ajudar a “tomada do poder” como traçou o companheiro Zé Dirceu; mas prefiro o Haddad que é mais manejável do que a Dilma foi…”

MS – “Qual será a defesa, perante o eleitorado sobre a sua condenação e do Dirceu por práticas corruptas do seu governo com empreiteiras e facilidades do BNDES com ditadores “amigos”?

L – Os eleitores são influenciados pela militância que me apoia, pois foi doutrinada para achar as investigações do MP e da PF como “moralistas”. Tudo vale para ajudar a ocupação do governo. Dilma se expressou bem quando disse que “faria o diabo para ganhar a eleição”. As empreiteiras, os bancos e os jornais ganharam muito dinheiro para aplainar o nosso caminho para o “socialismo do século 21” como na Venezuela.

MS – Explique como coordena a campanha de dentro da cela como fazem os líderes do PCC e do CV. Quem são os mensageiros dos bilhetes e os destinatários?

L – “Não vou entregar a minha estratégia, nem dar nomes. Recebo o Haddad nas 2as. feiras e somente orientei os aliados do MDB a tirar o Meirelles da campanha e aos parceiros nordestinos para se afastar do Ciro. Este negócio de distribuir dinheiro não é verdade, pergunte ao Zé Guimarães…”

MS – “Será fácil convencer à militância que lhe segue sobre as alianças com Collor, Eunício Oliveira, Jáder Barbalho, Renan, Sarney e Valdemar da Costa Neto? ”

L – “Claro. Entre nós não há esta pregação de moral burguesa. Para implantar o nosso regime todos ficam de acordo. Não vê que xinguei os homossexuais de Pelotas e batizei as lésbicas nordestinas de “grelo duro” e ninguém me acusou de homófobo? Isso a gente usa para os adversários…”

MS – “Muitos observadores já admitem que o Bolsonaro pode ganhar no 1º turno; mas se não for assim e o seu Poste for para o 2º turno com ele, qual será a estratégia que o sr. vai adotar? ”

L – “A mesma de sempre. Sempre deu certo o vitimismo e a divisão dos brasileiros por castas e guetos. Não viu como as “mulheres” estão sendo mobilizadas? E espalhar que sofro perseguição, que sou preso político, coisa que engaja os “artistas” que ganharam bolsas Rouanet e os intelectuais” que abarrotam os empregos públicos no governo nas estatais e até em órgãos da ONU…”

MS – “Para finalizar, gostaria de saber o que irá fazer se a sua pretensão não dê certo, que Bolsonaro ganhe no 1º ou mesmo no 2º turno? ”

L – “Aí vamos levar o país ao caos, com invasão de fazendas pelo MST, de propriedades urbanas pelo Boulos e o Psol, greves da CUT – que deve criar um comitê para financiar agentes entre os caminhoneiros… E teremos apoio externo, dos governos amigos, da imprensa do Soros e até da ONU onde temos amigos…”

A entrevista se estendeu, mas não há espaço e entediaria os meus leitores com o mesmismo do Pelegão. Seja como for, dou uma amostra do que poderá ocorrer se por ingenuidade, mercenarismo ou má fé, esta “Coisa” volte a governar o Brasil de dentro da cadeia.

 

 

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