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VOTO CONSCIENTE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A minha consciência tem mais peso pra mim do que a opinião do mundo inteiro.” (Cícero)

Na sua respeitável trajetória na literatura e no jornalismo, Prudente de Morais Neto dedicou parte da sua vida à Associação Brasileira de Imprensa, de que foi presidente. Como outros colegas frequentadores da Casa do Jornalista, gostava muito de ouvi-lo, e dele gravei algumas tiradas antológicas.

Uma delas foi quando ele disse que atribuía a pobreza do romance brasileiro à escassez de material romanceável… lembrei-me disto observando a realidade no campo político e vejo que vivemos um período carente de estadistas.

Não é só no Brasil. Olhem no entorno e não encontrarão um só dirigente que mereça admiração e reverência no concerto das nações como antigamente. Não é por acaso que o presidente norte-coreano Kim Jong-un ocupa uma posição de destaque na diplomacia mundial.

Yes, nós temos bananas. Vejo que no Brasil semelhanças com o que ocorre lá fora, e cá também não encontro, com raríssimas exceções, personalidades respeitáveis no campo da política.

Após 14 anos de PT-governo, com o corrupto Lula da Silva preso e seu “poste” nº 1, Dilma Rousseff, ainda não condenada por preguiça ou distração da deusa Minerva, ficaram os restos em decomposição de ex-ministros, ex-diretores de estatais, e arrivistas da hierarquia partidária.

Na outra margem, encontramos políticos que mesmo fingindo fazer oposição à ladroeira lulopetista, se espelham no populismo demagógico e estão em grande parte envolvidos nos esquemas de corrupção montados pelos picaretas do Congresso Nacional em aliança com o bloco PT-MDB.

Como atravessamos uma campanha eleitoral que registra uma inegável insatisfação popular e como reflexo da falta de autoridade, vemos o surgimento de novas lideranças lutando pela mudança.

Sem adotar uma organização partidária nem ter uma definição ideológica, a maioria do povo brasileiro segue para as urnas pensando apenas em se libertar, pelo voto, da organização criminosa lulopetista que quase levou o país ao caos; mas não é fácil derrubar o sistema que mantém enrustidos milhões de dólares originários de propinas.

Na sua delação premiada feita à Polícia Federal, são estarrecedoras as revelações do ex-ministro petista Antônio Palocci. E muito mais do que a prática criminosa do assalto ao Erário, tivemos as medidas legislativas fraudulentas, o aparelhamento no governo, das escolas às Forças Armadas; do funcionalismo ao Poder Judiciário; das polícias militares ao Itamaraty…

Por isso, é difícil enfrentar a organização criminosa que ainda se mantém sustentada por fanáticos e mercenários que ocupam cargos públicos, redações midiáticas, reitorias, agências de propaganda e institutos de pesquisa.

Não é por acaso que o ideólogo narcopopulista Zé Dirceu, condenado por corrupção, mas solto pela fração petista do STF capitaneada pelas figuras sinistras de Gilmar, Lewandowsky e Tofolli, diz, alto bom som, que “é uma questão de tempo para o PT tomar o poder”. Este meliante é o exemplo do terrorismo político que ameaça o Brasil.

Contra a conspiração do fascismo bolivariano, urge uma mobilização nacional para derrota-lo nas urnas. Da minha parte, assumo uma posição que não é oportunista nem tempestuosa, pois analisei a atuação de Álvaro Dias e acompanhei as propostas de João Amoedo; até considerei os nomes de Alckmin e Meirelles…

Fiquei plenamente consciente de que nenhum destes candidatos tem condição de enfrentar a manada conduzida de dentro da cadeia por Lula da Silva, chefão da ORCRIM; assim, conclui que pelo inegável apoio popular que conquistou, somente Bolsonaro é capaz disto. E lhe darei meu voto consciente.

Respeito os que assumem uma posição diferente da minha, porque como ensinou Bérgson, “se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinônimo de escolha”. Encareço, porém, que exercitem a inteligência para encontrar outra maneira de derrotar a ameaça totalitária dos zumbis bolivarianos.

 

 

 

 

ENTREVISTA PROIBIDA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A fantasia é muito mais real que a própria realidade porque a fantasia faz metáforas com coisas que são verdadeiras” (Eduardo Spohr)

Com tantos advogados, jornalistas, entidades e até a ABI saindo em defesa desta aberração jurídica, a liberação de uma entrevista com Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, Levandowski atropelou o Fux e então, resolvi entrevista-lo…

Foi na “sala especial” em que o Pelegão se encontra na PF de Curitiba, adaptada para recebe-lo; é pequena, com 15 m², mas conta com banheiro completo e uma TV. É ali que funciona o QG da campanha eleitoral do PT, onde ele atua através de audiências com seu Poste e por bilhetinhos enviados aos seus subalternos nos estados.

As perguntas são formuladas por mim com as iniciais “MS” e as respostas, dele, “L”:

MS – “Como o sr. vê estas eleições presidenciais que decidirão o futuro do Brasil?

L – “É um desafio para os que querem implantar no Brasil uma democracia como fizeram os Castro em Cuba e Maduro na Venezuela. Veja bem, tenho quatro ex-ministros meus candidatos, Marina, Ciro, Haddad e Meirelles, que poderiam ajudar a “tomada do poder” como traçou o companheiro Zé Dirceu; mas prefiro o Haddad que é mais manejável do que a Dilma foi…”

MS – “Qual será a defesa, perante o eleitorado sobre a sua condenação e do Dirceu por práticas corruptas do seu governo com empreiteiras e facilidades do BNDES com ditadores “amigos”?

L – Os eleitores são influenciados pela militância que me apoia, pois foi doutrinada para achar as investigações do MP e da PF como “moralistas”. Tudo vale para ajudar a ocupação do governo. Dilma se expressou bem quando disse que “faria o diabo para ganhar a eleição”. As empreiteiras, os bancos e os jornais ganharam muito dinheiro para aplainar o nosso caminho para o “socialismo do século 21” como na Venezuela.

MS – Explique como coordena a campanha de dentro da cela como fazem os líderes do PCC e do CV. Quem são os mensageiros dos bilhetes e os destinatários?

L – “Não vou entregar a minha estratégia, nem dar nomes. Recebo o Haddad nas 2as. feiras e somente orientei os aliados do MDB a tirar o Meirelles da campanha e aos parceiros nordestinos para se afastar do Ciro. Este negócio de distribuir dinheiro não é verdade, pergunte ao Zé Guimarães…”

MS – “Será fácil convencer à militância que lhe segue sobre as alianças com Collor, Eunício Oliveira, Jáder Barbalho, Renan, Sarney e Valdemar da Costa Neto? ”

L – “Claro. Entre nós não há esta pregação de moral burguesa. Para implantar o nosso regime todos ficam de acordo. Não vê que xinguei os homossexuais de Pelotas e batizei as lésbicas nordestinas de “grelo duro” e ninguém me acusou de homófobo? Isso a gente usa para os adversários…”

MS – “Muitos observadores já admitem que o Bolsonaro pode ganhar no 1º turno; mas se não for assim e o seu Poste for para o 2º turno com ele, qual será a estratégia que o sr. vai adotar? ”

L – “A mesma de sempre. Sempre deu certo o vitimismo e a divisão dos brasileiros por castas e guetos. Não viu como as “mulheres” estão sendo mobilizadas? E espalhar que sofro perseguição, que sou preso político, coisa que engaja os “artistas” que ganharam bolsas Rouanet e os intelectuais” que abarrotam os empregos públicos no governo nas estatais e até em órgãos da ONU…”

MS – “Para finalizar, gostaria de saber o que irá fazer se a sua pretensão não dê certo, que Bolsonaro ganhe no 1º ou mesmo no 2º turno? ”

L – “Aí vamos levar o país ao caos, com invasão de fazendas pelo MST, de propriedades urbanas pelo Boulos e o Psol, greves da CUT – que deve criar um comitê para financiar agentes entre os caminhoneiros… E teremos apoio externo, dos governos amigos, da imprensa do Soros e até da ONU onde temos amigos…”

A entrevista se estendeu, mas não há espaço e entediaria os meus leitores com o mesmismo do Pelegão. Seja como for, dou uma amostra do que poderá ocorrer se por ingenuidade, mercenarismo ou má fé, esta “Coisa” volte a governar o Brasil de dentro da cadeia.

 

 

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DESSERVIÇO DA ALIENAÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo desvirtuamento da própria língua” (Rui Barbosa)

Na Babilônia em que estamos vivendo, com as línguas se embaralhando, acumulamos termos estrangeiros no nosso cotidiano, apesar da antiga resistência de Noel Rosa que cantou “Esse negócio de “alô”, alô boy, alô Johnny, só pode ser conversa de telefone. ”

O cinema falado introduziu palavras em inglês influenciando-nos, mas a carga que a Internet nos trouxe é muito mais pesada, porque já incorporamos “Fake news”, “Facebook”, “Home”, “link”, “Mainstream”, “Malware”, “Mentions”, “phishing”, “site”, “software” “Trojan Horse” e o nosso “Twitter”…

O idioma inglês introduziu agora mais um ornitorrinco “politicamente correto”, o “hate speech” (discurso de ódio) que, infelizmente, queiram ou não queiram os resistentes, fica cada vez mais difícil escapar dessa droga linguística globalizada…

Convenhamos, entretanto, que o que mais contribui para desvirtuar a nossa língua é a alienação pomposa dos analfabetos funcionais desvirtuando o nosso idioma. Alienação é um substantivo feminino, do latim alienatione, que dicionarizada é sinônimo de alheamento, mas que incorpora diversos significados como no termo jurídico, “transferência para outra pessoa de um bem ou direito”.

Na filosofia, a alienação é vista como falta de consciência por parte do ser humano, da sua responsabilidade na realidade ao seu redor. Eu prefiro vê-la como uma anulação da personalidade individual sob influência externa.

Adotando esta definição, vejo na atualidade brasileira uma minoria ruidosa, intoxicada por uma overdose de stalinismo malogrado aonde vigorou, e que terminou soterrado sob os escombros do Muro de Berlim…

Estes robotizados ideológicos foram perfilados no livro de Pedro Malan “Uma certa ideia de Brasil”, pois ensinam nas escolas que o país começou a partir do governo Lula, uma ideia propagada massivamente pela minoria organizada do lulopetismo.

É uma aberração histórica que no mundo fantástico das lendas equivale acreditar em Papai Noel e no Saci Pererê, e bastante assemelhado à Mula-Sem-Cabeça. Um crimidéia do “ministério da verdade” descrito por George Orwell no “1984”.

A zumbizada descerebrada decora e repete o pervertido significado das palavras que os ideólogos do “socialismo do século 21” inculca na ânsia propagandista de vender os balangandãs do seu modo de roubar quando assumem o poder.

Há, porém, um desvio ainda maior. Vem daqueles que chamamos comumente de “maria vai com as outras” degustando termos importados de outrem, e aplicando-os na conversação. Não é por acaso a inflação de vocábulos tipo “Beijo no coração”, “Empoderamento”, “Feminicídio”, “Gratidão” e outros mais… Pelo besteirol, não é difícil conhecer o perfil dos espectros ensimesmados…

Estas baboseiras do palavreado televisivo são um vírus que contaminam a programação dos zumbis, multiplicando-os e impondo-lhes dependência cultural, social, e dominação política, o “empoderamento” (empowerment), e o “feminicídio”, como distinção genérica de homicídio, introduzida pelas histéricas norte-americanas.

Lembremos que foi a feminista Diana E. H. Russell a primeira a usar femicídio, que veio dar em feminicídio. Pela origem, escuso-me de comentar, por que o espaço é curto, e está em vigência a “Gratidão”, uma adjetivação idiota do substantivo feminino, que força a barra para ocupar, por modismo, os consagrados “obrigada”, “obrigado”.

Na minha opinião, seria melhor adotar o reconhecimento poético de Fernando Pessoa: “Mas ao que nada espera/ Tudo que vem é grato”. E, pela honra da leitura deste artigo, aceitem a minha gratidão com um beijo virtual no coração, no pulmão, no estômago, no baço e no intestino. Sem referência a apêndice e vesícula, que são órgãos comumente cirurgiados do corpo humano…

 

JUNTOS & MISTURADOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se a liberdade significa alguma coisa, é sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir” (George Orwell)

No momento em que a mídia amestrada e nos altos escalões da Justiça há uma fração comprometida partidariamente, faz-se uma investida acusando o candidato Jair Bolsonaro pelo “crime” de racismo, embora se cale sobre Lula, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, e outras tantas denúncias de corrupção.

Dessa maneira, vale a pena passar a vista na realidade que vivemos. Referindo-se ao racismo, olhamos para Cuba, a maravilha do socialismo narcopopulista latino-americano, tendo dados oficiais de lá, que sete entre 10 cubanos, descendem de europeus; 20% de africanos; 8% de indígenas e 2% de chineses, uma realidade bem diferente da brasileira.

Entre nós, a miscigenação é imensa. Uma pesquisa, que vai parecer exagerada e até pode ser, porque foi feita por mim da adolescência para cá, durante 70 anos de vida, onde desenhei uma mistura de raças e cores cobrindo o mapa populacional, com 93% de mestiços; e restante restrito a colônias.

Olhei para minha formação. Do lado de minha mãe além de potiguares e negros, tive espanhóis; e do lado do meu pai, guaranis e portugueses. Vale lembrar que espanhóis e portugueses descendem dos iberos e lusitanos, que agregaram sangue celta, fenício-cartaginês, grego, romano, suevo, godo e visigodo, sem esquecer quatro séculos de dominação árabe, dos mouros vindos da África.

Devo dizer que na minha geração, primos e primas acrescentaram alemães, italianos, japoneses e judeus, ampliando a mescla na minha família, onde falta somente a presença de chineses.

Tirando o meu lado, os compatriotas apresentam mais ou menos o mesmo quadro, com condimentos sanguíneos maiores ou menores.

É coisa recente, importada do Império do Norte apodrecendo decadente, o cretino “politicamente correto” que induz a divisão sócio-política e religiosa da sociedade brasileira. Esta idiotice até trouxe na sua barriga de aluguel o termo “afrodescendente” aludido aos brasileiríssimos negros, considerável porte do nosso sangue e da nossa cultura.

Trata-se de uma ideologia desagregadora, ao gosto dos narcopopulistas inconformados com as experiências negativas nos países onde governaram e ainda governam com autoritarismo.

Na minha infância e pré-adolescência, entre os contemporâneos de rua e colegas da escola, não havia discriminação racial de nenhuma espécie, exceto os clubes do “Bolinha” e da “Luluzinha” excludentes por uma questão de gênero… Entre nós, manifestava-se social e culturalmente a espécie humana.

Éramos espanhóis, alemães e judeus fugidos do nazismo, negros descendentes de escravos, e portugueses que se igualavam na antiga capital da República aos gaúchos e nordestinos cujos pais eram atraídos pelo centro do poder.

Ninguém achava ninguém diferente, exceto na formação regional e o sotaque. Chamar o outro de “negão” ou “galego” ou “gringo” ou “pau de arara” era apenas uma questão de referência. Sem ofensa nenhuma.

Dessa maneira, é inaceitável que se leve à campanha sucessória para a presidência, governadorias ou para o parlamento, a campanha insidiosa contra um candidato que inegavelmente é extremista. Não defini o meu voto, excluindo a posição inarredável contra o lulopetismo corrupto e corruptor; mas não posso me eximir de combater a intolerância.

A indulgência pela diversidade de opinião é basilar para a Democracia do mesmo modo em que são repugnantes manifestações contra os divergentes; por isso fico com o grande Einstein que disse: «Meu ideal político é o democrático. Todos devem ser respeitados e tratados igual como pessoa e ninguém deve ser divinizado».

NOVELA PORNOGRÁFICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

      “Meus personagens são reconhecíveis, vocês os encontram nas ruas. O telespectador   brasileiro                               não precisa ser guiado através da história; ele percebe sozinho, e o que não sabe, deduz. ” (Aguinaldo Silva)

Como um folhetim do século XIX e a mesmice embaralhada da dramaturgia mexicana, o Brasil mal desperto do sonho que sonhava de conquistar o hexa campeonato na Copa da Rússia, assistiu uma novela pornográfica protagonizada pelo lulopetismo.

No primeiro capítulo, Zé Dirceu foi solto da prisão pelo seu eterno subordinado Dias Toffoli, togado por concessão de Lula ao analfabetismo; livre e solto para agir, Dirceu maquinou uma conspiração para ressuscitar o Pelegão contando com a cumplicidade de parlamentares sabujos e do desembargador petista Rogério Favreto.

Mesmo sabendo ter poucas chances jurídicas, o ideólogo da maldade e o comissariado lulopetista prepararam a trama para trazer Lula de volta à mídia e agitar o que resta de militância no partido, menosprezando o Estado de Direito.

Velho guerrilheiro de fancaria, o condenado de Justiça Zé Dirceu não hesitou em queimar o “companheiro” Favreto (que se desmoralizou nos meios jurídicos) e de usar enganosamente os cultuadores da personalidade de Lula para fazerem manifestação na Avenida Paulista, concentração em Curitiba e até uma feijoada no Rio de Janeiro.

Tudo foi intrigante no enredo: o desembargador Favreto recebeu o pedido fajuto de habeas corpus 32 minutos após assumir o plantão no TRF4, e poucos segundos depois não hesitou em intimar o juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba a manifestar-se sobre a soltura do chefe da Orcrim petista.

Depois, dando andamento ao golpe, com a antecipadamente preparada notificação de soltura na mão, já estavam na porta da PF em Curitiba os três deputados golpistas… Mas deram azar.

O juiz intimado era Sergio Moro que mesmo de férias, prontificou-se a atender à solicitação de Favreto. Cumprindo as determinações da Lei, o magistrado da Lava Jato em vez de expedir o alvará de soltura, negou-se a fazê-lo e registrou a incompetência do desembargador plantonista para atuar no processo.

Realmente; a decisão de Favreto trazia um erro básico: tendo a prisão de Lula sido determinada pela 8.ª Turma do TRF-4, não havia como o juiz de primeiro grau ser a autoridade coatora.

Assim, Moro não poderia ter agido melhor e recebeu o apoio do relator da Lava- Jato no TRF4, João Gebran Neto e as aprovações do procurador-geral em exercício, Humberto Jacques de Medeiros, do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Thompson Flores, e da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça.

A quadrilha desesperada diante da justiça boa e perfeita executada por Sérgio Moro, elegeu-o alvo de ataques previamente preparados pelo script traiçoeiro. Ao contrário, Moro recebeu o aplauso nacional e foi magistralmente defendido pela ex-ministra do STJ, Eliana Calmon, declarando que Favreto “enxovalhou o Judiciário” e “usou a magistratura para criar um fato político”.

Se o roteiro novelístico não visasse atingir exclusivamente a audiência de impotentes e mal-amadas, sua exibição de obscenidade e virulência deveria ser censurada ou proibida para menores de 16 anos…

Eles próprios se encarregaram de reprova-la, encenando flagrantes erros, da filiação partidária do desembargador nomeado por Dilma, e a comprovada mobilização prévia dos ativistas.

Ficou capitulada assim a conspurcação da magistratura nas falsas ações judiciais, na tentativa mais rudimentar do que as práticas heterodoxas da 2ª Turma do STF. Mas, felizmente, mostrou também que há juízes cumpridores da Lei no Brasil.

Fica triste, porém, sabermos que ainda não tivemos um final feliz. Lula manterá as pressões sobre os ministros do STF, cobrando-lhes suas nomeações; e deles já obteve o direito de furar fila nos processos com recursos reciclados em capítulos da novela sem-fim…

 

CONTO-DO-VIGÁRIO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Num país onde o vigarismo é tido como qualidade e sua vítima como otário, o melhor que se faz é ter ouvidos moucos ao se aproximar de um político (Anônimo)

É do folclore brasileiro a história da disputa dos vigários das paróquias de Pilar e da Conceição em Ouro Preto, nas Minas Gerais, por uma imagem de Nossa Senhora. Para os devotos das duas igrejas, um dos padres propôs que pusessem a imagem na cangalha de um burro que seria solto entre as duas igrejas e, para qual ele dirigisse, ali ficaria a santa. Foi aprovada e assim se dei: o animal se encaminhou para a igreja de Pilar. Descobriu-se depois que o jumento pertencia ao pároco de lá…

O conto-do-vigário é uma expressão usada em Portugal e no Brasil significando uma tramoia em que o malandro monta uma história que parece favorecer alguém que termina sendo logrado.

Nas páginas policiais dos jornais antigos (hoje nas editorias políticas) aparecem inúmeras versões de conto-do-vigário, todas convergindo para o uso de um golpe enganoso. Uma ficção do escritor e poeta Fernando Pessoa descreve a manha de um lavrador ribatejano, Manuel Peres Vigário, que se aproveitava da ganância alheia para trapacear.

É impossível ocorrer no mundo um conto-do-vigário maior do que o que os trotskistas sem rumo, os padres de batina vermelha e os obreiristas da USP passaram para lograr o povo brasileiro, criando artificialmente “um líder operário” que nunca passou de um pelego astuto e corrupto, Lula da Silva.

Este rufião, que transformou a Petrobras num bordel para os empreiteiros e fornecedores da empresa, agora preso por corrupção, ainda mantém o apoio da mídia mantida pelos restos das verbas bilionárias recebidas dos governos lulopetistas.

Lula personifica o conto-do-vigário quando se compara com Getúlio Vargas, Nelson Mandela, Tiradentes, e até com Jesus Cristo, sob o aplauso de plateias formadas com aproveitadores, cúmplices ou descerebrados.

No poder, este conto-do-vigário montou filiais em todos os setores da administração pública, infiltrando agentes nos três poderes da República para levar o país ao caos beneficiando “companheiros” e sabotando medidas de interesse nacional.

Os governos lulopetistas, do próprio Lula ou dele através do fantoche Dilma Pasadena Rousseff, institucionalizaram as fraudes do BNDES para alimentar as empreiteiras corruptas através de governos narcopopulistas que deixaram muitos milhões de dólares de propinas nos paraísos fiscais.

Quem antes denunciava os “300 picaretas do Congresso”, acrescentou-lhes, para assaltar o Erário, as bancadas do PT e dos seus puxadinhos, transformando o Poder Legislativo num cassino onde parlamentares põem a honra na mesa verde para ganhar o dinheiro público.

Foi este Congresso que criou o “fundo partidário” para pagar com o dinheiro do contribuinte a manutenção e as campanhas eleitorais das organizações político-partidárias “em nome da democracia”, o que caracteriza um conto-do-vigário, porque Democracia de verdade, quer partidos sustentados pelos seus apoiadores.

Pelos malfeitos no Executivo, os picaretas do PT e seus parceiros, provocam a revolta na consciência dos que não foram inoculados pelo vírus das “bolsas disto e daquilo”, não se acumpliciaram com a roubalheira, nem se fanatizaram cheirando a droga de uma ideologia deteriorada.

Pelo aparelhamento do STF, fotografa-se em grande angular quão prejudicial e antidemocrática foi a indicação dos ministros pelos lulopetistas, alguns cujos perfis não lhe dariam uma cátedra nas faculdades de Direito. Lá passa incólume a esperteza da politicagem, equivalente aos delitos praticados por vigaristas.

Agora, além da libertação de José Dirceu, condenado a 30 anos de cadeia, pelo seu advogado togado, Dias Toffoli, outra versão do conto-do-vigário no Supremo é a ocupação exclusiva dos seus ministros julgando prioritariamente os infinitos recursos de Lula que, por puro vigarismo, se diz “preso político”.

BANDALHA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Varre, varre, varre… / varre, varre, vassourinha/ varre, varre a bandalheira/que o povo está cansado/ de sofrer dessa maneira” (Jingle de Antônio Almeida para a campanha de Jânio Quadros)

O dia a dia do Supremo Tribunal Federal que examina infinitamente os recursos do apenado Lula da Silva, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, é decepcionante e desacredita e revolta os que gostariam de ver a Corte ministrando Justiça boa e perfeita.

Esta encenação tem muito a ver com a atuação de uma trupe que deseja soltar o chefe da Orcrim que assaltou o Erário, um crime que só agrada os picaretas do Congresso, os Odebrechts, os Joesley, os Eikes, os empreiteiros corruptos e os ladrões dos fundos de pensão… Sem esquecer os cúmplices lulopetistas da roubalheira.

É tão chulo este cenário no STF, que vem acompanhado de infame bate-bocas dos ministros togados comportando-se como “mulherzinhas de ponta-de-rua”, conforme minha mãe dizia…

Não há exemplo mais do que perfeito do que o desafio do juiz Luís Roberto Barroso enfrentando o colega Gilmar Mendes: – “Me deixe fora desse seu mau sentimento, você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia…”

Numa Democracia, a última instância jurídica no Brasil, deveria impor respeito com decisões equilibradas e importantes para o País e o seu povo, mas se transformou por comportamentos desprezíveis numa bandalha.

Uso a palavra bandalha por ter estudado este substantivo feminino e adjetivo de dois gêneros, depois que li um texto do Jornalista Políbio Braga referindo-se aos “criminosos políticos da esquerda bandalha”; antes só conhecia o termo como uma gíria popular comentando manobras ilegais no trânsito.

Em Portugal, a palavra bandalha é utilizada quando alguém se comporta mal. Tem origem numa antiga expressão, o seu gênero masculino, “bandalho”, que significava molambo, retalho de pano velho, ou pedaço de pano que pende de veste rasgada ou descosida; trapo, farrapo; e, por metonímia, “o que anda esfarrapado”.

No uso popular é bandalheira, grupo de bandalhos; corja, cambada, gangue, quadrilha, súcia, e vai por aí, aceitável para perfilar o grupo que soltou com firulas processuais José Dirceu, um condenado a 30 anos por corrupção.

Foram obscenos os floreios registrados na 2ª Instância do STF para apunhalar a legislação que seus membros se obrigam a defender; e, muito pior, havia uma articulação para livrar Lula da prisão, o que ocorreria se o relator Edson Fachin não tivesse enviado ao plenário seu julgamento.

Seria um nojento casuísmo abrir uma brecha na própria jurisprudência da Alta Corte, atropelar a decisão de prisão após condenação na 2ª Instância tentando desconsiderar a maioria do plenário.

As trêfegas loucuras do lulopetismo no seu universo virtual, na sua realidade paralela que faz de bandidos heróis e de heróis bandidos, incluem a imaginação de que, por agradecimento às suas nomeações, os ministros do Supremo deveriam fraudar um processo, como faz o ex-advogado do PT, Toffoli, que se decente fosse, se declararia impedido nas votações que julgam o seu partido.

Impedido estou, de pensar como bandalha, a afirmação da ministra Cármem Lúcia de que as decisões do STF não são políticas. Ela o diz com boa-fé; da minha parte creio, parafraseando François Guizot, que isto já ocorreu: a política adentrou no recinto do Tribunal, e a Justiça saiu por outra porta.

 

RESISTÊNCIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre o senhor, senão transformando sua força em direito e a obediência em dever” (J.J. Rousseau)

Para enfrentar a injustiça, o jurisconsulto patriota e sobretudo corajoso, Rui Barbosa, escreveu que “Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles”. Seguindo este nobre ensinamento, não posso calar diante da injustificável (sem trocadilho) ação do STF, julgando notórios corruptos sem punição para eles…

Nesses tempos sombrios que atravessamos, há pessoas que creem e, com singeleza, apelam para as Forças Armadas esquecendo-se que os generais se calaram e se omitiram diante do descalabro criminoso nos governos lulopetistas.

Por diante, como sou convicto de que o povo brasileiro é pacífico, mas não é covarde, enxergo somente a desobediência civil como saída para a crise institucional que atinge e apodrece os três poderes da República.

A hora é agora. É inaceitável que o STF absolva a corrupta Gleise Hoffmann, mesmo com os ministros que a absolveram reconhecendo práticas corruptas dela e dos seus companheiros de processo, igualmente livres de punição.

Vamos à luta. A desobediência civil não é coisa nova. Platão, seguindo o pensamento do seu mestre Sócrates, já ensinava em 400 a/C, a desobediência às leis injustas; e, mais tarde, Jesus Cristo pregou a não violência, como resistência à dominação romana e aos fariseus colaboracionistas com seus impostos escorchantes.

Nos tempos modernos, esta resistência foi inspirada por grandes figuras históricas como Thrudeau, Ruskin, Tolstói e Gandhi; e o exemplo mais recente de Martin Luther King.

Gandhi nos deixou uma doutrina, a “Força da Verdade” – satyagraha – satya no sentido de “força”, e graha, no sentido de “verdade”. Luther King e seus seguidores da resistência não violenta, enfrentaram os poderosos racistas, em defesa dos oprimidos que inicialmente nem sequer se aperceberam disto. E é assim que vai se desenrolar a nossa luta, pacífica, não por covardia, mas pela disposição dos corajosos, defrontando-se com o poder político (e armado) e uma população indiferente.

No começo seremos poucos, como ocorreu na preparação das grandes manifestações de 2013. Lembro-me que tuiteiros ativistas nos historiaram os primeiros que se reuniam no saguão do Masp, em São Paulo. Então, foram poucos presentes, mas terminaram levando milhões às ruas.

Nossa coragem será demonstrada em organizações abertas, do tipo as “Brigadas de Paz” como Gandhi criou; nenhum resistente deve se acobertar em sociedades secretas ou atuar em grupos mascarados, mas participar abertamente dos protestos pacíficos.

A experiência mostra que as brigadas devem ser pequenas associações de pessoas afins e de mútuo conhecimento; devem também ser eficientes como um time de futebol, com os participantes jogando técnica e harmoniosamente.

Todos resistentes devem se unir com o único objetivo de conquistar a reforma ampla, geral e irrestrita dos poderes constituídos por não corresponderem aos sagrados deveres de respeitar as leis e servir aos interesses nacionais.

Por uma questão de princípio, a resistência é o amor à Justiça boa e perfeita; e seu objetivo é combater com manifestações pacíficas e críticas o descrédito dos ministros do Supremo Tribunal Federal que absolveram indiciados comprovadamente corruptos.

A guerra de guerrilha não armada contra a mídia comprada, partidos comprometidos com a corrupção e seus tentáculos dissimulados como “movimentos sociais” deve ter batalhas em todos os setores de convivência, nos supermercados, farmácias, bancos e transportes públicos.

Para isto, alertamos a todos, repetindo uma consideração importante de Sakharov, o grande resistente contra a tirania stalinista na finada União Soviética: “Não importa quão pequeno pareça o começo; o que é bem feito uma vez, será bem feito para sempre…

 

 

EXPRESSIONISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Chora-se no mundo/ Como se o bom Deus houvesse morrido, / E a plúmbea sombra que cai/ Pesa como um túmulo. ” (Else Lasker-Schüler)

Nos fins do século 19 e começo do século 20, surgiu um movimento artístico, primeiramente se manifestando na pintura que se impôs e atingiu todas as produções culturais de vanguarda, entre as grandes guerras de 18 e 45, chegando ao cinema, à fotografia e ao cartazismo.

Na sua origem seus defensores à definiram como a “arte do instinto”, que transmitia os sentimentos humanos. Dicionários definem o substantivo masculino “expressionismo” como uma figuração que procura retratar, não a realidade objetiva, mas as emoções que acontecimentos, objetos e seres viventes suscitam no artista.

A pintura foi a mãe de todas as demais manifestações. Hoje realçam nos museus os principais precursores do movimento, como o célebre “O Grito”, de Munch, “Mulher com uma Flor” e “Cristo Amarelo”, de Gauguin, e “Girassóis” e “Caveira com cigarro”, de Van Gogh.

Os pintores expressionistas abstraíram-se da realidade, com figuras destorcidas e cores incomuns, fortes e vibrantes, reproduzindo seus extremos emocionais como figuração. A representação expressionista também se fixou como uma referência à música atonal, com os compositores vazando na harmonia as suas emoções mais intensas e profundas, distorcendo, de certa maneira, o clássico romântico.

No Brasil, Anita Malfatti foi a pioneira e sua obra mais significativa é “A Mulher do Cabelo Verde”. Foi numa exposição de Anita que Mário de Andrade tomou conhecimento das correntes de vanguarda que ocorriam no Velho Mundo e inspirou- o a promover a Semana de Arte Moderna.

Posteriormente, uma mistura de “Anti-romantismo, “Realismo” e “expressionismo”, estabeleceu-se entre nós, na pintura, com Portinari, que se revelou ao mundo com o seu mural “Guerra e Paz”, na literatura, romance e poesia, notabilizando o realista Machado de Assis, os poetas da chamada “Geração 45”; Niemeyer na arquitetura, e também na música, com Vila Lobos.

Fugindo das formas concretas como são expostas aos olhos, o expressionismo veio para ficar, sustentado pela grafitagem nos muros e paredes das ruas, no cartazismo político e na decoração de interiores.

Nos dias de hoje, a configuração expressionista, mais psicológica do que real, alcança todos os espectros da vida social, política e econômica.

Vai das relações humanas mostrando insegurança e na economia aplicada nas jogadas do câmbio e passa pela política com a demagogia e enganação reinantes. Constatamos tristemente que vai também à religião com a exploração dos medos, do sentimentalismo e da tendência primitiva ao fanatismo.

É marcante o caso recente da exploração emocional na propaganda lulopetista baseada na presença de um auto assumido “assessor do Papa”, que trouxe uma relíquia enviada pelo pontífice para o preso por corrupção Lula da Silva.

Os órgãos de agitação e propaganda do PT divulgaram a notícia pelas mídias ao seu alcance; o desmentido do Vaticano demorou quatro dias para chegar, dando vaza à crença popular na mentira; e chega virtualmente em padres que se manifestam como típicos cúmplices da corrupção institucionalizada nos governos petistas.

Não conferi; mas divulgou-se que a corte papal apagou na rede social o desmentido, mantendo implicitamente a condição do sindicalista argentino petista Juan Grabois como assessor de Francisco. Isto transfigura a respeitabilidade e a isenção da Igreja Católica para os brasileiros que lutam contra a corrupção.

SER OU NÃO SER

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Só temos certezas enquanto sabemos pouco; com o conhecimento as dúvidas aumentam” (Goethe)

Meu fascínio por William Shakespeare é conhecido daqueles que leem meus artigos. Desde muito cedo, na adolescência, descobri com ele que a poesia e o teatro são uma maravilhosa referência para o estudo da realidade, vendo-a de corpo inteiro.

Com suas mensagens diretas e linguagem clara e precisa, é surpreendente o caminho que Shakespeare abre para a nossa percepção do mundo em que vivemos, revelando cruamente a miséria, a infâmia, a traição e, principalmente, a corrupção e os crimes dos governantes.

Uma das melhores lições deste mentor encontrei transmitida pela boca de Heitor, personagem da peça “Tróilo e Créssida”. Na sua deixa, ao pedir ao Conselho de Tróia que entregue Helena para evitar a guerra, Heitor diz “A dúvida prudente chama-se o fanal dos sábios, a sonda que busca até o fundo o que se pode temer de pior”.

Nas suas posteriores comédias e tragédias, temos a repetição deste ensinamento, e por demais conhecida é a fala de Hamlet com o “Ser ou Não Ser”.

Já adulto, com alguma experiência na vida, encontrei a mesma colocação, rude, não-lapidada, de outra personalidade que admiro, Orson Welles, consagrado como cineasta completo, ator, diretor e produtor.  Disse Welles: “É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos”.

A estupidez me deixa ver que muitos dos que se assumem como intelectuais, carregam um pesadíssimo fardo com toneladas de convicções, e sequer uma grama de dúvidas. Classifico-os como “intelectueiros”, menos pensadores do que profissionais, mais presentes nos manifestos do que nas estantes.

É nas atuações políticas onde se encontra esse pessoal que assinou uma declaração dizendo que Lula, sentenciado por corrupção e lavagem de dinheiro, é um preso político e ainda apela à comunidade internacional para trata-lo desta forma.

Nesta tragicomédia estão pessoas de vários países, o que suaviza a vergonha que temos dos falsos intelectueiros daqui…. Numa visível insanidade e desconhecimento da realidade brasileira, desacatam a Justiça e ofendem a dignidade dos nossos magistrados.

Os lulopetistas que arrecadaram as assinaturas desses incautos, certamente omitiram que Lula traiu não apenas os trabalhadores, que constam da sigla do seu partido, mas toda a Nação. Que ele se associou ao que há de mais podre na política nacional, roubando e deixando roubar o dinheiro público. E mais, que responde a vários outros processos por corrupção ativa e passiva.

Aos intelectueiros estrangeiros, lembramos a fábula brasileira da cotia e do macaco: “Sentados conversando à beira da estrada, diante das carroças que ali trafegavam, a cotia repetiu várias vezes para que o macaco tomasse cuidado com o rabo, e por se preocupar tanto com a cauda do símio, terminou deixando o próprio rabo debaixo das rodas. Por isso, é cotó…”

Isto ocorre com os que se intrometem no Brasil. Eles silenciam diante do que o mundo assiste:  a fronteira norte-americana ameaçada por latino-americanos famintos, a Europa invadida por bandos de fundamentalistas, países escravocratas no Oriente Médio, as cruéis ditaduras africanas e os infames regimes de Maduro, na Venezuela e de Ortega, na Nicarágua.

Estes problemas que existem nos seus rabos não os preocupam por que são aderentes e financiados pelas propinas que a Odebrecht espalhou pelo mundo… São pagos para se engajar nos movimentos do narcopopulismo.