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JUNTOS & MISTURADOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se a liberdade significa alguma coisa, é sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir” (George Orwell)

No momento em que a mídia amestrada e nos altos escalões da Justiça há uma fração comprometida partidariamente, faz-se uma investida acusando o candidato Jair Bolsonaro pelo “crime” de racismo, embora se cale sobre Lula, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, e outras tantas denúncias de corrupção.

Dessa maneira, vale a pena passar a vista na realidade que vivemos. Referindo-se ao racismo, olhamos para Cuba, a maravilha do socialismo narcopopulista latino-americano, tendo dados oficiais de lá, que sete entre 10 cubanos, descendem de europeus; 20% de africanos; 8% de indígenas e 2% de chineses, uma realidade bem diferente da brasileira.

Entre nós, a miscigenação é imensa. Uma pesquisa, que vai parecer exagerada e até pode ser, porque foi feita por mim da adolescência para cá, durante 70 anos de vida, onde desenhei uma mistura de raças e cores cobrindo o mapa populacional, com 93% de mestiços; e restante restrito a colônias.

Olhei para minha formação. Do lado de minha mãe além de potiguares e negros, tive espanhóis; e do lado do meu pai, guaranis e portugueses. Vale lembrar que espanhóis e portugueses descendem dos iberos e lusitanos, que agregaram sangue celta, fenício-cartaginês, grego, romano, suevo, godo e visigodo, sem esquecer quatro séculos de dominação árabe, dos mouros vindos da África.

Devo dizer que na minha geração, primos e primas acrescentaram alemães, italianos, japoneses e judeus, ampliando a mescla na minha família, onde falta somente a presença de chineses.

Tirando o meu lado, os compatriotas apresentam mais ou menos o mesmo quadro, com condimentos sanguíneos maiores ou menores.

É coisa recente, importada do Império do Norte apodrecendo decadente, o cretino “politicamente correto” que induz a divisão sócio-política e religiosa da sociedade brasileira. Esta idiotice até trouxe na sua barriga de aluguel o termo “afrodescendente” aludido aos brasileiríssimos negros, considerável porte do nosso sangue e da nossa cultura.

Trata-se de uma ideologia desagregadora, ao gosto dos narcopopulistas inconformados com as experiências negativas nos países onde governaram e ainda governam com autoritarismo.

Na minha infância e pré-adolescência, entre os contemporâneos de rua e colegas da escola, não havia discriminação racial de nenhuma espécie, exceto os clubes do “Bolinha” e da “Luluzinha” excludentes por uma questão de gênero… Entre nós, manifestava-se social e culturalmente a espécie humana.

Éramos espanhóis, alemães e judeus fugidos do nazismo, negros descendentes de escravos, e portugueses que se igualavam na antiga capital da República aos gaúchos e nordestinos cujos pais eram atraídos pelo centro do poder.

Ninguém achava ninguém diferente, exceto na formação regional e o sotaque. Chamar o outro de “negão” ou “galego” ou “gringo” ou “pau de arara” era apenas uma questão de referência. Sem ofensa nenhuma.

Dessa maneira, é inaceitável que se leve à campanha sucessória para a presidência, governadorias ou para o parlamento, a campanha insidiosa contra um candidato que inegavelmente é extremista. Não defini o meu voto, excluindo a posição inarredável contra o lulopetismo corrupto e corruptor; mas não posso me eximir de combater a intolerância.

A indulgência pela diversidade de opinião é basilar para a Democracia do mesmo modo em que são repugnantes manifestações contra os divergentes; por isso fico com o grande Einstein que disse: «Meu ideal político é o democrático. Todos devem ser respeitados e tratados igual como pessoa e ninguém deve ser divinizado».

NOVELA PORNOGRÁFICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

      “Meus personagens são reconhecíveis, vocês os encontram nas ruas. O telespectador   brasileiro                               não precisa ser guiado através da história; ele percebe sozinho, e o que não sabe, deduz. ” (Aguinaldo Silva)

Como um folhetim do século XIX e a mesmice embaralhada da dramaturgia mexicana, o Brasil mal desperto do sonho que sonhava de conquistar o hexa campeonato na Copa da Rússia, assistiu uma novela pornográfica protagonizada pelo lulopetismo.

No primeiro capítulo, Zé Dirceu foi solto da prisão pelo seu eterno subordinado Dias Toffoli, togado por concessão de Lula ao analfabetismo; livre e solto para agir, Dirceu maquinou uma conspiração para ressuscitar o Pelegão contando com a cumplicidade de parlamentares sabujos e do desembargador petista Rogério Favreto.

Mesmo sabendo ter poucas chances jurídicas, o ideólogo da maldade e o comissariado lulopetista prepararam a trama para trazer Lula de volta à mídia e agitar o que resta de militância no partido, menosprezando o Estado de Direito.

Velho guerrilheiro de fancaria, o condenado de Justiça Zé Dirceu não hesitou em queimar o “companheiro” Favreto (que se desmoralizou nos meios jurídicos) e de usar enganosamente os cultuadores da personalidade de Lula para fazerem manifestação na Avenida Paulista, concentração em Curitiba e até uma feijoada no Rio de Janeiro.

Tudo foi intrigante no enredo: o desembargador Favreto recebeu o pedido fajuto de habeas corpus 32 minutos após assumir o plantão no TRF4, e poucos segundos depois não hesitou em intimar o juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba a manifestar-se sobre a soltura do chefe da Orcrim petista.

Depois, dando andamento ao golpe, com a antecipadamente preparada notificação de soltura na mão, já estavam na porta da PF em Curitiba os três deputados golpistas… Mas deram azar.

O juiz intimado era Sergio Moro que mesmo de férias, prontificou-se a atender à solicitação de Favreto. Cumprindo as determinações da Lei, o magistrado da Lava Jato em vez de expedir o alvará de soltura, negou-se a fazê-lo e registrou a incompetência do desembargador plantonista para atuar no processo.

Realmente; a decisão de Favreto trazia um erro básico: tendo a prisão de Lula sido determinada pela 8.ª Turma do TRF-4, não havia como o juiz de primeiro grau ser a autoridade coatora.

Assim, Moro não poderia ter agido melhor e recebeu o apoio do relator da Lava- Jato no TRF4, João Gebran Neto e as aprovações do procurador-geral em exercício, Humberto Jacques de Medeiros, do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Thompson Flores, e da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça.

A quadrilha desesperada diante da justiça boa e perfeita executada por Sérgio Moro, elegeu-o alvo de ataques previamente preparados pelo script traiçoeiro. Ao contrário, Moro recebeu o aplauso nacional e foi magistralmente defendido pela ex-ministra do STJ, Eliana Calmon, declarando que Favreto “enxovalhou o Judiciário” e “usou a magistratura para criar um fato político”.

Se o roteiro novelístico não visasse atingir exclusivamente a audiência de impotentes e mal-amadas, sua exibição de obscenidade e virulência deveria ser censurada ou proibida para menores de 16 anos…

Eles próprios se encarregaram de reprova-la, encenando flagrantes erros, da filiação partidária do desembargador nomeado por Dilma, e a comprovada mobilização prévia dos ativistas.

Ficou capitulada assim a conspurcação da magistratura nas falsas ações judiciais, na tentativa mais rudimentar do que as práticas heterodoxas da 2ª Turma do STF. Mas, felizmente, mostrou também que há juízes cumpridores da Lei no Brasil.

Fica triste, porém, sabermos que ainda não tivemos um final feliz. Lula manterá as pressões sobre os ministros do STF, cobrando-lhes suas nomeações; e deles já obteve o direito de furar fila nos processos com recursos reciclados em capítulos da novela sem-fim…

 

CONTO-DO-VIGÁRIO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Num país onde o vigarismo é tido como qualidade e sua vítima como otário, o melhor que se faz é ter ouvidos moucos ao se aproximar de um político (Anônimo)

É do folclore brasileiro a história da disputa dos vigários das paróquias de Pilar e da Conceição em Ouro Preto, nas Minas Gerais, por uma imagem de Nossa Senhora. Para os devotos das duas igrejas, um dos padres propôs que pusessem a imagem na cangalha de um burro que seria solto entre as duas igrejas e, para qual ele dirigisse, ali ficaria a santa. Foi aprovada e assim se dei: o animal se encaminhou para a igreja de Pilar. Descobriu-se depois que o jumento pertencia ao pároco de lá…

O conto-do-vigário é uma expressão usada em Portugal e no Brasil significando uma tramoia em que o malandro monta uma história que parece favorecer alguém que termina sendo logrado.

Nas páginas policiais dos jornais antigos (hoje nas editorias políticas) aparecem inúmeras versões de conto-do-vigário, todas convergindo para o uso de um golpe enganoso. Uma ficção do escritor e poeta Fernando Pessoa descreve a manha de um lavrador ribatejano, Manuel Peres Vigário, que se aproveitava da ganância alheia para trapacear.

É impossível ocorrer no mundo um conto-do-vigário maior do que o que os trotskistas sem rumo, os padres de batina vermelha e os obreiristas da USP passaram para lograr o povo brasileiro, criando artificialmente “um líder operário” que nunca passou de um pelego astuto e corrupto, Lula da Silva.

Este rufião, que transformou a Petrobras num bordel para os empreiteiros e fornecedores da empresa, agora preso por corrupção, ainda mantém o apoio da mídia mantida pelos restos das verbas bilionárias recebidas dos governos lulopetistas.

Lula personifica o conto-do-vigário quando se compara com Getúlio Vargas, Nelson Mandela, Tiradentes, e até com Jesus Cristo, sob o aplauso de plateias formadas com aproveitadores, cúmplices ou descerebrados.

No poder, este conto-do-vigário montou filiais em todos os setores da administração pública, infiltrando agentes nos três poderes da República para levar o país ao caos beneficiando “companheiros” e sabotando medidas de interesse nacional.

Os governos lulopetistas, do próprio Lula ou dele através do fantoche Dilma Pasadena Rousseff, institucionalizaram as fraudes do BNDES para alimentar as empreiteiras corruptas através de governos narcopopulistas que deixaram muitos milhões de dólares de propinas nos paraísos fiscais.

Quem antes denunciava os “300 picaretas do Congresso”, acrescentou-lhes, para assaltar o Erário, as bancadas do PT e dos seus puxadinhos, transformando o Poder Legislativo num cassino onde parlamentares põem a honra na mesa verde para ganhar o dinheiro público.

Foi este Congresso que criou o “fundo partidário” para pagar com o dinheiro do contribuinte a manutenção e as campanhas eleitorais das organizações político-partidárias “em nome da democracia”, o que caracteriza um conto-do-vigário, porque Democracia de verdade, quer partidos sustentados pelos seus apoiadores.

Pelos malfeitos no Executivo, os picaretas do PT e seus parceiros, provocam a revolta na consciência dos que não foram inoculados pelo vírus das “bolsas disto e daquilo”, não se acumpliciaram com a roubalheira, nem se fanatizaram cheirando a droga de uma ideologia deteriorada.

Pelo aparelhamento do STF, fotografa-se em grande angular quão prejudicial e antidemocrática foi a indicação dos ministros pelos lulopetistas, alguns cujos perfis não lhe dariam uma cátedra nas faculdades de Direito. Lá passa incólume a esperteza da politicagem, equivalente aos delitos praticados por vigaristas.

Agora, além da libertação de José Dirceu, condenado a 30 anos de cadeia, pelo seu advogado togado, Dias Toffoli, outra versão do conto-do-vigário no Supremo é a ocupação exclusiva dos seus ministros julgando prioritariamente os infinitos recursos de Lula que, por puro vigarismo, se diz “preso político”.

BANDALHA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Varre, varre, varre… / varre, varre, vassourinha/ varre, varre a bandalheira/que o povo está cansado/ de sofrer dessa maneira” (Jingle de Antônio Almeida para a campanha de Jânio Quadros)

O dia a dia do Supremo Tribunal Federal que examina infinitamente os recursos do apenado Lula da Silva, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, é decepcionante e desacredita e revolta os que gostariam de ver a Corte ministrando Justiça boa e perfeita.

Esta encenação tem muito a ver com a atuação de uma trupe que deseja soltar o chefe da Orcrim que assaltou o Erário, um crime que só agrada os picaretas do Congresso, os Odebrechts, os Joesley, os Eikes, os empreiteiros corruptos e os ladrões dos fundos de pensão… Sem esquecer os cúmplices lulopetistas da roubalheira.

É tão chulo este cenário no STF, que vem acompanhado de infame bate-bocas dos ministros togados comportando-se como “mulherzinhas de ponta-de-rua”, conforme minha mãe dizia…

Não há exemplo mais do que perfeito do que o desafio do juiz Luís Roberto Barroso enfrentando o colega Gilmar Mendes: – “Me deixe fora desse seu mau sentimento, você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia…”

Numa Democracia, a última instância jurídica no Brasil, deveria impor respeito com decisões equilibradas e importantes para o País e o seu povo, mas se transformou por comportamentos desprezíveis numa bandalha.

Uso a palavra bandalha por ter estudado este substantivo feminino e adjetivo de dois gêneros, depois que li um texto do Jornalista Políbio Braga referindo-se aos “criminosos políticos da esquerda bandalha”; antes só conhecia o termo como uma gíria popular comentando manobras ilegais no trânsito.

Em Portugal, a palavra bandalha é utilizada quando alguém se comporta mal. Tem origem numa antiga expressão, o seu gênero masculino, “bandalho”, que significava molambo, retalho de pano velho, ou pedaço de pano que pende de veste rasgada ou descosida; trapo, farrapo; e, por metonímia, “o que anda esfarrapado”.

No uso popular é bandalheira, grupo de bandalhos; corja, cambada, gangue, quadrilha, súcia, e vai por aí, aceitável para perfilar o grupo que soltou com firulas processuais José Dirceu, um condenado a 30 anos por corrupção.

Foram obscenos os floreios registrados na 2ª Instância do STF para apunhalar a legislação que seus membros se obrigam a defender; e, muito pior, havia uma articulação para livrar Lula da prisão, o que ocorreria se o relator Edson Fachin não tivesse enviado ao plenário seu julgamento.

Seria um nojento casuísmo abrir uma brecha na própria jurisprudência da Alta Corte, atropelar a decisão de prisão após condenação na 2ª Instância tentando desconsiderar a maioria do plenário.

As trêfegas loucuras do lulopetismo no seu universo virtual, na sua realidade paralela que faz de bandidos heróis e de heróis bandidos, incluem a imaginação de que, por agradecimento às suas nomeações, os ministros do Supremo deveriam fraudar um processo, como faz o ex-advogado do PT, Toffoli, que se decente fosse, se declararia impedido nas votações que julgam o seu partido.

Impedido estou, de pensar como bandalha, a afirmação da ministra Cármem Lúcia de que as decisões do STF não são políticas. Ela o diz com boa-fé; da minha parte creio, parafraseando François Guizot, que isto já ocorreu: a política adentrou no recinto do Tribunal, e a Justiça saiu por outra porta.

 

RESISTÊNCIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre o senhor, senão transformando sua força em direito e a obediência em dever” (J.J. Rousseau)

Para enfrentar a injustiça, o jurisconsulto patriota e sobretudo corajoso, Rui Barbosa, escreveu que “Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles”. Seguindo este nobre ensinamento, não posso calar diante da injustificável (sem trocadilho) ação do STF, julgando notórios corruptos sem punição para eles…

Nesses tempos sombrios que atravessamos, há pessoas que creem e, com singeleza, apelam para as Forças Armadas esquecendo-se que os generais se calaram e se omitiram diante do descalabro criminoso nos governos lulopetistas.

Por diante, como sou convicto de que o povo brasileiro é pacífico, mas não é covarde, enxergo somente a desobediência civil como saída para a crise institucional que atinge e apodrece os três poderes da República.

A hora é agora. É inaceitável que o STF absolva a corrupta Gleise Hoffmann, mesmo com os ministros que a absolveram reconhecendo práticas corruptas dela e dos seus companheiros de processo, igualmente livres de punição.

Vamos à luta. A desobediência civil não é coisa nova. Platão, seguindo o pensamento do seu mestre Sócrates, já ensinava em 400 a/C, a desobediência às leis injustas; e, mais tarde, Jesus Cristo pregou a não violência, como resistência à dominação romana e aos fariseus colaboracionistas com seus impostos escorchantes.

Nos tempos modernos, esta resistência foi inspirada por grandes figuras históricas como Thrudeau, Ruskin, Tolstói e Gandhi; e o exemplo mais recente de Martin Luther King.

Gandhi nos deixou uma doutrina, a “Força da Verdade” – satyagraha – satya no sentido de “força”, e graha, no sentido de “verdade”. Luther King e seus seguidores da resistência não violenta, enfrentaram os poderosos racistas, em defesa dos oprimidos que inicialmente nem sequer se aperceberam disto. E é assim que vai se desenrolar a nossa luta, pacífica, não por covardia, mas pela disposição dos corajosos, defrontando-se com o poder político (e armado) e uma população indiferente.

No começo seremos poucos, como ocorreu na preparação das grandes manifestações de 2013. Lembro-me que tuiteiros ativistas nos historiaram os primeiros que se reuniam no saguão do Masp, em São Paulo. Então, foram poucos presentes, mas terminaram levando milhões às ruas.

Nossa coragem será demonstrada em organizações abertas, do tipo as “Brigadas de Paz” como Gandhi criou; nenhum resistente deve se acobertar em sociedades secretas ou atuar em grupos mascarados, mas participar abertamente dos protestos pacíficos.

A experiência mostra que as brigadas devem ser pequenas associações de pessoas afins e de mútuo conhecimento; devem também ser eficientes como um time de futebol, com os participantes jogando técnica e harmoniosamente.

Todos resistentes devem se unir com o único objetivo de conquistar a reforma ampla, geral e irrestrita dos poderes constituídos por não corresponderem aos sagrados deveres de respeitar as leis e servir aos interesses nacionais.

Por uma questão de princípio, a resistência é o amor à Justiça boa e perfeita; e seu objetivo é combater com manifestações pacíficas e críticas o descrédito dos ministros do Supremo Tribunal Federal que absolveram indiciados comprovadamente corruptos.

A guerra de guerrilha não armada contra a mídia comprada, partidos comprometidos com a corrupção e seus tentáculos dissimulados como “movimentos sociais” deve ter batalhas em todos os setores de convivência, nos supermercados, farmácias, bancos e transportes públicos.

Para isto, alertamos a todos, repetindo uma consideração importante de Sakharov, o grande resistente contra a tirania stalinista na finada União Soviética: “Não importa quão pequeno pareça o começo; o que é bem feito uma vez, será bem feito para sempre…

 

 

EXPRESSIONISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Chora-se no mundo/ Como se o bom Deus houvesse morrido, / E a plúmbea sombra que cai/ Pesa como um túmulo. ” (Else Lasker-Schüler)

Nos fins do século 19 e começo do século 20, surgiu um movimento artístico, primeiramente se manifestando na pintura que se impôs e atingiu todas as produções culturais de vanguarda, entre as grandes guerras de 18 e 45, chegando ao cinema, à fotografia e ao cartazismo.

Na sua origem seus defensores à definiram como a “arte do instinto”, que transmitia os sentimentos humanos. Dicionários definem o substantivo masculino “expressionismo” como uma figuração que procura retratar, não a realidade objetiva, mas as emoções que acontecimentos, objetos e seres viventes suscitam no artista.

A pintura foi a mãe de todas as demais manifestações. Hoje realçam nos museus os principais precursores do movimento, como o célebre “O Grito”, de Munch, “Mulher com uma Flor” e “Cristo Amarelo”, de Gauguin, e “Girassóis” e “Caveira com cigarro”, de Van Gogh.

Os pintores expressionistas abstraíram-se da realidade, com figuras destorcidas e cores incomuns, fortes e vibrantes, reproduzindo seus extremos emocionais como figuração. A representação expressionista também se fixou como uma referência à música atonal, com os compositores vazando na harmonia as suas emoções mais intensas e profundas, distorcendo, de certa maneira, o clássico romântico.

No Brasil, Anita Malfatti foi a pioneira e sua obra mais significativa é “A Mulher do Cabelo Verde”. Foi numa exposição de Anita que Mário de Andrade tomou conhecimento das correntes de vanguarda que ocorriam no Velho Mundo e inspirou- o a promover a Semana de Arte Moderna.

Posteriormente, uma mistura de “Anti-romantismo, “Realismo” e “expressionismo”, estabeleceu-se entre nós, na pintura, com Portinari, que se revelou ao mundo com o seu mural “Guerra e Paz”, na literatura, romance e poesia, notabilizando o realista Machado de Assis, os poetas da chamada “Geração 45”; Niemeyer na arquitetura, e também na música, com Vila Lobos.

Fugindo das formas concretas como são expostas aos olhos, o expressionismo veio para ficar, sustentado pela grafitagem nos muros e paredes das ruas, no cartazismo político e na decoração de interiores.

Nos dias de hoje, a configuração expressionista, mais psicológica do que real, alcança todos os espectros da vida social, política e econômica.

Vai das relações humanas mostrando insegurança e na economia aplicada nas jogadas do câmbio e passa pela política com a demagogia e enganação reinantes. Constatamos tristemente que vai também à religião com a exploração dos medos, do sentimentalismo e da tendência primitiva ao fanatismo.

É marcante o caso recente da exploração emocional na propaganda lulopetista baseada na presença de um auto assumido “assessor do Papa”, que trouxe uma relíquia enviada pelo pontífice para o preso por corrupção Lula da Silva.

Os órgãos de agitação e propaganda do PT divulgaram a notícia pelas mídias ao seu alcance; o desmentido do Vaticano demorou quatro dias para chegar, dando vaza à crença popular na mentira; e chega virtualmente em padres que se manifestam como típicos cúmplices da corrupção institucionalizada nos governos petistas.

Não conferi; mas divulgou-se que a corte papal apagou na rede social o desmentido, mantendo implicitamente a condição do sindicalista argentino petista Juan Grabois como assessor de Francisco. Isto transfigura a respeitabilidade e a isenção da Igreja Católica para os brasileiros que lutam contra a corrupção.

SER OU NÃO SER

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Só temos certezas enquanto sabemos pouco; com o conhecimento as dúvidas aumentam” (Goethe)

Meu fascínio por William Shakespeare é conhecido daqueles que leem meus artigos. Desde muito cedo, na adolescência, descobri com ele que a poesia e o teatro são uma maravilhosa referência para o estudo da realidade, vendo-a de corpo inteiro.

Com suas mensagens diretas e linguagem clara e precisa, é surpreendente o caminho que Shakespeare abre para a nossa percepção do mundo em que vivemos, revelando cruamente a miséria, a infâmia, a traição e, principalmente, a corrupção e os crimes dos governantes.

Uma das melhores lições deste mentor encontrei transmitida pela boca de Heitor, personagem da peça “Tróilo e Créssida”. Na sua deixa, ao pedir ao Conselho de Tróia que entregue Helena para evitar a guerra, Heitor diz “A dúvida prudente chama-se o fanal dos sábios, a sonda que busca até o fundo o que se pode temer de pior”.

Nas suas posteriores comédias e tragédias, temos a repetição deste ensinamento, e por demais conhecida é a fala de Hamlet com o “Ser ou Não Ser”.

Já adulto, com alguma experiência na vida, encontrei a mesma colocação, rude, não-lapidada, de outra personalidade que admiro, Orson Welles, consagrado como cineasta completo, ator, diretor e produtor.  Disse Welles: “É preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos”.

A estupidez me deixa ver que muitos dos que se assumem como intelectuais, carregam um pesadíssimo fardo com toneladas de convicções, e sequer uma grama de dúvidas. Classifico-os como “intelectueiros”, menos pensadores do que profissionais, mais presentes nos manifestos do que nas estantes.

É nas atuações políticas onde se encontra esse pessoal que assinou uma declaração dizendo que Lula, sentenciado por corrupção e lavagem de dinheiro, é um preso político e ainda apela à comunidade internacional para trata-lo desta forma.

Nesta tragicomédia estão pessoas de vários países, o que suaviza a vergonha que temos dos falsos intelectueiros daqui…. Numa visível insanidade e desconhecimento da realidade brasileira, desacatam a Justiça e ofendem a dignidade dos nossos magistrados.

Os lulopetistas que arrecadaram as assinaturas desses incautos, certamente omitiram que Lula traiu não apenas os trabalhadores, que constam da sigla do seu partido, mas toda a Nação. Que ele se associou ao que há de mais podre na política nacional, roubando e deixando roubar o dinheiro público. E mais, que responde a vários outros processos por corrupção ativa e passiva.

Aos intelectueiros estrangeiros, lembramos a fábula brasileira da cotia e do macaco: “Sentados conversando à beira da estrada, diante das carroças que ali trafegavam, a cotia repetiu várias vezes para que o macaco tomasse cuidado com o rabo, e por se preocupar tanto com a cauda do símio, terminou deixando o próprio rabo debaixo das rodas. Por isso, é cotó…”

Isto ocorre com os que se intrometem no Brasil. Eles silenciam diante do que o mundo assiste:  a fronteira norte-americana ameaçada por latino-americanos famintos, a Europa invadida por bandos de fundamentalistas, países escravocratas no Oriente Médio, as cruéis ditaduras africanas e os infames regimes de Maduro, na Venezuela e de Ortega, na Nicarágua.

Estes problemas que existem nos seus rabos não os preocupam por que são aderentes e financiados pelas propinas que a Odebrecht espalhou pelo mundo… São pagos para se engajar nos movimentos do narcopopulismo.

FARSAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Você pode enganar algumas pessoas todo o tempo. Você pode também enganar todas as pessoas algum tempo. Mas você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo. (Abraham Lincoln)

Tem um grupo de políticos profissionais de ouvidos ligados aos seus marqueteiros (que sabem enganar para conquistar votos), buscando mascarar na corrida presidencial um virtual candidato de “centro”. Esses farsantes que nem sequer escrevem os próprios discursos, não sabem o que é, na realidade, o Centro Liberal.

Entre os caroneiros do marketing está o sociólogo de fancaria, PHD em enganação, Fernando Henrique Cardoso.  Fez-se de arauto do “Centro” como já posou de “Direita” quando polarizava com a “Esquerda” do outro farsante, Lula da Silva, ambos buscando iludir o eleitorado.

Na verdade, me perdoem os seus seguidores fanáticos, nem um nem outro jamais assumiram uma posição ideológica, como oportunistas que são. O PT de Lula foi esquerda apenas para disputar com o PCB do Prestes e o PDT do Brizola; e quando o PSDB de FHC posava de direita, aplicava apenas uma tática para conquistar as correntes conservadoras.

Vamos à realidade: FHC sempre se apresentava como socialista “fabiano”, isto é, um comunista com medo de assumir a “revolução proletária”, como os agnósticos escondem uma definição sobre religião…

O “socialismo fabiano” surgido na Inglaterra um ano após a morte de Marx, cujo parceiro, Engels, não poupou críticas  à sua organização, a “Sociedade Fabiana”, defensora do “evolucionismo” em lugar do “revolucionarismo” do movimento comunista.

Para conquistar o poder, os fabianos têm como padroeiro o ditador romano Quintus Fabius Maximus, que na segunda Guerra Púnica derrotou Aníbal usando a estratégia de não enfrentar o inimigo com o exército regular de frente, mas executando pequenos e graduais combates.

A Sociedade Fabiana defende ações não revolucionárias, e sim infiltrando-se social e politicamente com a máscara de democrata e humanista, para obter apoio de tradicionalistas e atingir seu objetivo. Como fabiano brasileiro, FHC defende reformas socializantes e “anti-imperialistas”.

O outro, Lula da Silva, formado na escola dos pelegos sindicais e ajudado pela fração clerical esquerdista da “Teologia da Libertação”, não resistiu às benesses que o poder proporciona; juntou-se à banda podre da política, roubando e deixando roubar. Além de condenado por corrupção, desmoralizou-se agora como defensor do arqui-criminoso Sérgio Cabral, de quem foi parceiro e apoiava eleitoralmente.

A farsa se repete como caricatura. As manobras para chegar ao poder de FhC e Lula, são visivelmente seguidas por Ciro Gomes e Jair Bolsonaro na corrida presidencial. O cearense empunha a bandeira esquerdista e o ex-militar diz-se direitista.

De Ciro é enfadonho falar, por que é uma biruta de aeroporto, usando a velha e desgastada demagogia de defender ideias de acordo com o auditório, chegando a declarar irresponsavelmente que iria receber o juiz Sérgio Moro “na bala” e sequestrar Lula para que não fosse preso; o outro, me lembra Millôr Fernandes, ao escrever que “o Brasil é o inventor do socialismo de direita”.

Bolsonaro, como direitista é um estatista. Mostrou-se ao votar contra a quebra do monopólio estatal do petróleo e cala-se sobre privatizações de empresas estatais necessárias e urgentes; além disso, fez concessão aos picaretas do Congresso ao defender o imoral regime especial de aposentadoria para deputados e senadores. Agora, com o PT, apoiou a greve corporativa dos caminhoneiros.

O confronto secundário está no campo da Botânica, por isso não me meto. Deixo para quitandas e hortifrútis analisar as candidaturas de Marina Melancia e Alckmin Chuchu…  Como defensor do Centro Liberal, repudio o logro da inexorável disputa entre a “direita” e “esquerda” nas eleições; e não nego fogo contra as farsas e os farsantes da política.

 

O TEMPO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se tu olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti” (Nietzsche)

Na Ciência se define o tempo como uma grandeza física presente não apenas no cotidiano como também em todas as áreas e cadeiras científicas, sendo, portanto, um requisito civilizatório indispensável.

A grandeza tempo é relacionada à grandeza energia e aos conceitos de coincidência (espacial e/ou temporal), de simultaneidade e de referencial. Em consequência, a noção de tempo é inerente ao ser humano, sendo naturalmente perceptivo através dos nossos sentidos.

Como a percepção de tempo é determinada por processos psicossomáticos, algumas revistas científicas debatem sobre a possível existência de um “órgão do tempo” no cérebro, tanto do ser humano, como dos animais irracionais.

O verbete “Tempo”, dicionarizado, é um substantivo masculino de origem latina, tempus,ŏris, definido como a duração relativa das coisas criando a ideia de presente, passado e futuro; período de acontecimentos nele ocorrido.

Nas suas várias referências, a palavra tempo entra na Agronomia, no Desporto, na Física, na Geografia, na Gramática, na História, na Meteorologia e na Música. Tem tanta importância no dia-a-dia das pessoas que se prescreve: “Tempo é dinheiro”.

A Lua sempre foi uma referência para a medição do tempo; nossos índios, antes de “aculturados” pelos jesuítas, se reuniam festivamente no luar – a Lua Cheia – cantando um período vencido; e os babilônios, os grandes astrônomos da antiguidade, observaram e adotaram os ciclos lunares no seu calendário.

Em todas culturas antigas encontramos o conceito de roda do tempo, movimentando uma grandeza cíclica e mensurável, com eras que se sucedem entre o nascimento e a morte dos indivíduos. Os gregos antigos nos legaram dois vocábulos diferentes referindo ao tempo: Chronos e Kairos. O primeiro quantitativo e o segundo qualitativo.

O Ocidente, influenciado pelo cristianismo, adota uma contagem do tempo a partir do provável nascimento de Jesus Cristo, dividindo o tempo histórico entre “antes de Cristo” (a.C.) e “depois de Cristo” (d.C.).

No Oriente, a divisão do tempo é variável. Judeus e japoneses, por exemplo, obedecem a um referencial próprio. No calendário judaico, 2018 corresponde ao ano de 5778, contado “a partir do momento da criação da Terra por Deus”.

O tempo tem uma magia sobre todos nós. Temos o fascínio pelas fantasiosas viagens no tempo que a literatura e o cinema apresentam; lembrei outro dia num dos meus artigos o filme “De volta para o Futuro” de Robert Zemeckis, estrelado por Michael J. Fox, como Marty McFly, e Christopher Lloyd, no papel doutor Emmett Brown.

Voltando ao passado com uma lanterna nas costas para iluminar a experiência, vemos no Brasil uma falta de distinção na política entre o novo e o velho. O tempo de atuação dos políticos é pouco levado a sério e por isto o “novo” não é sinal de juventude e o “velho” confunde a cabeça dos jovens.

O presidente Michel Temer, precisando trocar o superintendente da Polícia Federal correu a ouvir Sarney; como a carreira política de ambos é de 100 anos, fosse qual fosse a idade do indicado, ele representaria politicamente o “velho” no cargo ocupado.

Na incipiente corrida eleitoral para a presidência da República, os pré-candidatos que se travestem de “novo” são velhos protagonistas políticos: Alckmin atua a 47 anos; Álvaro Dias a 51, Bolsonaro a 31; Caiado a 29; Ciro Gomes a 37, Cristovam Buarque a 24; e, Marina Silva, a 33.

Que juventude, que renovação, pode se esperar desses atores? Não dá para esquecer que “o tempo e a paciência são dois eternos beligerantes”, como escreveu Leon Tolstoi. A beligerância na política nos leva a comparar os períodos historicamente vividos…

 

O DIREITO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“As pessoas tendem a esquecer os seus deveres, mas lembrar dos seus direitos” (Indira Gandhi)

A palavra “Direito” aparece em três classificações gramaticais, como substantivo, adjetivo e advérbio. O substantivo se refere à Ciência do Direito, a normatização das relações sociais; como adjetivo é aquilo que está de acordo com a lei, os costumes, o senso comum e as normas morais e éticas; o advérbio é um qualificativo pessoal, correto, decente, íntegro…

Nos interessa, neste texto, o fenômeno histórico, objetivo e prescrito, do relacionamento social estabelecido no conjunto das normas jurídicas vigentes num Estado ou numa Confederação.

Este Direito nasceu como um poder do Estado e vem de longe: papiros já registravam a 3.000 anos, uma compilação de leis do antigo Egito; e o famoso Código de Hamurabi babilônico foi talhado em pedra em 1760 a.C.

A palavra Direito vem do latim, “directus, a, um”, do particípio passado do verbo dirigere significando “o que segue regras pré-determinadas ou um preceito de conduta”. Chegou ao idioma português como “directo” e “direyto” até a grafia atual.

Cada país tem as suas próprias normas disciplinadoras econômicas, políticas e sociais, chamadas de “direito objetivo”. Os principais “direitos nacionais” têm origem romano-germânica ou de origem anglo-saxónica.

Há um Direito Internacional que regula as relações entre Estados e também direitos supranacionais, como o Direito da União Europeia.

Aqui no Brasil o Direito Positivo se divide como o direito civil, direito penal, direito comercial, direito constitucional, direito administrativo e até o fascio-populista “Direito Trabalhista” e sua execução obedece a textos criados, editados e baixados pelo Poder Legislativo ou pela Administração Federal Pública.

Encontrei numa edição da revista Veja dos fins do ano passado (2017) uma curiosa e simpática proposta do colunista J.R Guzzo defendendo o “Direito das Ruas”, num artigo onde, como eu, faz críticas à burocrática Justiça do Trabalho.

O “Direito das Ruas” inspirou-me, como humanista, a lembrança do grande Castro Alves e o seu poema ”O Povo ao Poder” onde cantou ”A praça! A praça é do povo / Como o céu é do condor”/ É antro onde a liberdade/ Cria a águia ao seu calor! ”

Foi na praça e nas ruas que os brasileiros exercendo o Direito das Ruas derrubaram a incompetente e corrupta Dilma Rousseff exigindo o impeachment que livrou o País da corja lulopetista. E impôs-se em outras ocasiões, como agora na greve dos caminhoneiros, alertando o governo para os impostos escorchantes.

Ocorre, porém, que o artigo que comentamos traça um paralelo às exigências populares e. lamentando que o cumprimento da lei no Brasil é um risco, faz sentir à magistratura, juízes e procuradores, o seu dever de consagrar as leis na aplicação da Justiça.

Guzzo censura um grupo de juízes do trabalho que se manifestou declarando que a nova Lei Trabalhista é ruim… Esses magistrados propuseram-se a negar o “Direito das Ruas” aplicado pelo povo para dar fim à famigerada legislação fascista da CLT, defendendo um tal de “Novo Direito” voltando ao carcomido Direito do Trabalho.

Como é discutível e até condenável que um corpo jurídico crie a insegurança jurídica com uma interpretação troncha da Lei, leva o articulista da Veja a cair de porrada na Justiça do Trabalho chamando-a de “um pesqueiro com mais de 40 mil funcionários, 3.500 juízes com salário inicial de R$ 27,500/mês e privilégios que causam espanto”.

Vemos nesta cegueira pela CLT os restos da era fascio-populista da ditadura Vargas, não levada em conta pela ditadura militar, inchada pelos pelegos nos governos lulopetistas e somente vista pelo desprezado e combatido governo Temer.

O Direito existe para nivelar as desigualdades e harmonizar as relações humanas. O Direito das Ruas deve cultuar a Justiça e, como propõe Saramago, criar o “Dia dos Deveres Humanos”…