Artigo

A VIDA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

                 “A Vida é uma palavra simultaneamente compreensiva e enigmática para os seres racionais” (A. Oparin)

Estudos científicos registram que o Planeta Terra se manteve milhões de anos sem vida após a sua formação; e que graças a fenômenos físico-químicos num determinado momento, surgiram os primeiros organismos vivos.

Pesquisas confirmam que a Terra foi bombardeada por meteoritos carbonosos e detritos de cometas; e continua ainda hoje recebendo substâncias orgânicas alienígenas que, com a poeira cósmica coberta de gelo, formam os hidrocarbonetos responsáveis pelo surgimento de seres aquáticos cartilaginosos.

O que é a Vida? Encontramos entre cientistas e filósofos inúmeras definições. A Enciclopédia Americana registra que nenhuma delas é satisfatória. Na verdade, há quem defenda que todos os reinos da Natureza, animal, mineral e vegetal possuem vida, e existe até quem a vê nas máquinas a combustão, computadores e robôs.

A maioria das opiniões científicas, porém, defende o princípio de que a Natureza se divide entre um mundo inorgânico e um mundo orgânico, isto é, entre a matéria inanimada e os organismos que nascem, se nutrem, reproduzem e morrem.

Aí se consubstancia a definição de vida, segundo a “Teoria Oparin-Haldane”, criada concomitante e independentemente na década de 1920 pelo cientista russo Aleksandr Oparin, nosso epigrafado, e o geneticista inglês J.B.S. Haldane, ambos aprofundando a teoria proposta por Thomas Huxley, no século anterior.

Esta teoria da evolução química, também conhecida como a teoria da evolução molecular, é uma das hipóteses mais aceitas pela comunidade científica para explicar a origem da vida e tornar evidente que na ordem natural o seu fim é a morte.

O sábio Aristóteles na antiga Grécia apontou que a qualidade essencial dos seres vivos é possuir a “Enteléquia”, a base da vida, que tem como termo final a morte. Defendeu a realização plena da potencialidade e da finalidade dos seres vivos no processo evolutivo.

Esta constatação inspirou Voltaire a escrever o seu próprio epitáfio: “O homem é o único animal que sabe que vai morrer um dia…. Triste destino! ”. Li-o no cemitério Père Lachaise, em Paris, com estes olhos que a terra há de comer…

Chegamos ao século 21 com avanços científicos impressionantes levando aos laboratórios as ciências dedicadas ao estudo aos organismos vivos, plantas, animais e seres humanos, aprofundando-se nas questões relacionadas, com a astrobiologia, os vários ramos da biologia, a bioética, a botânica, a citologia, a ecologia, a fisiologia, a genômica e a zoologia.

Estudos enciclopédicos, artigos científicos, exposições, filmes, fotografias e riquíssimos museus mundiais fixam a compreensão das disciplinas que observam a evolução molecular da vida.

O escritor e bioquímico Isaac Asimov, nascido na Rússia e naturalizado norte-americano, reconhecido mundialmente pelos estudos de astronomia, bíblia, matemática e robótica, nos deixou a uma reflexão com uma sensata crítica: “Os criacionistas fazem com que uma teoria pareça uma coisa que se inventou depois de beber a noite inteira”.

Este achincalhe cai como uma luva para quem não se resguarda em interpretar as belas simbologias dos textos religiosos como a Genesis – o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica e Bíblia cristã -, como nos ensinamentos budistas e de Confúcio.

Talvez por isso que Martin Luther King tenha alertado para que “A religião mal-entendida é uma febre que pode terminar em delírio”; e é o que ocorre com o indicado para presidir a Capes – um importante órgão educacional -, um presbiteriano que defende ‘criacionismo’ em ‘contraponto à teoria da evolução’…

Este cidadão quer uma volta à Idade Média enquanto eu, particularmente, volto-me ao que ensinou o sábio Einstein: “Apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, mas não estou certo quanto a primeira”.

 

 

ÓCULOS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

          “Quem não tem colírio usa óculos escuros/ Quem não tem visão bate a cara contra o muro…”   (Raul Seixas)

Os atualmente batizados como “moradores de rua”, sujos, vadios e viciados em drogas, alimentados por falsos humanistas ou ongueiros atravessadores de verbas públicas, nada têm a ver com os românticos mendigos do passado.

Dos mendigos, lembro de um que na Cinelândia se aproximava ostensivamente, estendia a mão e dizia: “Dê-me um óbolo! ”; e outro, que numa reportagem que fiz para a inesquecível “Última Hora”, revelando que usava óculos pretos não para fingir que era cego, mas ver a reação das pessoas a quem pedia esmolas.

O primeiro mostrava cultura usando a antiga palavra grega “óbolo”, designativa de moeda de baixo valor e posteriormente a expressão de esmola; o Papado criou o Óbolo de São Pedro para arrecadar dinheiro para o Pontífice manter pessoalmente a Igreja e auxiliar os pobres.

Aqueloutro, de óculos de lentes escuras, era um filósofo, que deduzia ao esmolar o comportamento humano pela observação.

Sobre a mendicância encontrei certa vez uma passagem com o escritor e novelista francês Jules Sandeau contando que após dar uma esmola na avenida Champs-Élysées viu sob o Arco do Triunfo o mendigo comendo ostras. Estranhando, perguntou-lhe porque gastava assim o dinheiro arrecadado. O mendigo respondeu: “Quando não tenho condições não como ostras, mas como as adoro, não perco a oportunidade de comê-las quando posso”.

Ver o mundo através de lentes leva-nos a meditar sobre o que traz Mateus (13:16.): “Abençoados são os vossos olhos, porque enxergam”. Existem, porém, pessoas que se recusam a enxergar o que se passa à sua volta; o genial Leonardo da Vinci escreveu que “há três tipos de pessoas: as que veem, as que veem quando lhes é mostrado e as que não veem”.

As lentes, instrumentos de óptica que permitem a passagem e a refração da luz. A palavra Lente vem do latim (Lens, lentilha), devido à semelhança de forma entre as lentes de vidro e aquele grão vegetal. Em inglês a palavra Lens significa “cristalino”, pela mesma razão.

As referências históricas sobre o uso de óculos corretivos chegam a 500 a.C.  Em textos do filósofo chinês Confúcio; e também levam ao Antigo Egito, quando se encontram pinturas retratando o seu uso. As lentes corretivas eram feitas com pedras semipreciosas cortadas em tiras finas, com grau para se ver de perto.

A palavra óculos surgiu com o termo (ocularium), na Antiguidade Clássica, usada para designar os orifícios das armaduras dos soldados da época para permiti-lhes ver.

Hoje temos lentes para corrigir problemas de visão de miopia (dificuldade de ver de longe), hipermetropia (dificuldade para ver de perto) ou astigmatismo (dificuldade para enxergar tanto de perto, quanto de longe).

Ao espiar com atenção a realidade é preciso não ser estúpido para cegar diante dos erros que se mantêm e se ampliam ao passar do tempo, principalmente na cena política, onde pessoas não veem o desastre que se avizinha.

O “conchavão” para livrar os bandidos de estimação dos três poderes da República, que são vilipendiados pelos patriotas por copiar em xerox os métodos narcopopulistas que pensamos sepultar quando derrotamos o PT nas eleições.

A derrubada da prisão em 2ª Instância, os juízes de garantia, os “fundos eleitorais picaretas” e o engavetamento dos pedidos de impeachment de ministros abusivos do STF, são elementos comprobatórios do descaminho para onde nos levam as vacilações dos cúmplices da corrupção.

É preciso usar óculos evitando usar aqueles de fundo de garrafa ou dos chamados “olhos grandes” com que os lulopetistas olham o seu objetivo de corrupção e impunidade.

 

OTIMISMO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Um otimista pode ver uma luz onde não há nenhuma, mas por que o pessimista sempre corre para apagá-la? ” (René Descartes)

Sob renováveis regras gramaticais, a língua portuguesa sofreu muitas reformas desde meus estudos da infância e juventude até hoje. Nas aulas de Teoria Geral do Direito, o catedrático da Faculdade Nacional de Direito (e reitor da Universidade do Brasil), Pedro Calmon – modelo de intelectual que é raro atualmente na sociedade brasileira –, ensinava: “tiraram o “P” de Ótimo e de OTIMISMO, mas quando vocês falarem OTIMÍSSIMO, não s’esqueçam dele; é castiço e elegante. Lembrem, é OPTIMÍSSIMO…”

Mostro com isto que a memória que vai se tornando a mais infiel das nossas capacidades mentais quando envelhecemos, ainda me permite lembrar as lições de quem mereceu respeito.

Otimismo é um atributo pessoal de ver as coisas pelo lado bom e mesmo enfrentando complicações, esperar sempre que surja uma solução favorável; há uma escola filosófica que o reconhece como a conciliação entre o máximo de bem e o mínimo de mal, o que traz o melhor possível para todos.

No seu clássico “A Utopia”, o pensador inglês Thomas Morus idealizou uma sociedade imaginária cuja perfeição é o ideal para o bem-estar dos seres humanos, uma visão otimista para o mundo do futuro.

Dicionarizado, o verbete Otimismo é um substantivo masculino. Sua etimologia vem de ótimo + ismo; e do latim (optimus), o que possui muitas “opes“, riquezas, dons, recursos.

Não desejo, nem me preocupo em convencer ninguém com o que penso, mas assumo a minha condição de otimista porque assisti, com estes olhos que o fogo transformará em cinzas, as convulsões populares, a repressão totalitária, ameaças de guerra civil e depois tudo voltando à normalidade.

Ainda menino, acompanhei os meus pais preocupados com a 2ª Guerra Mundial ouvindo pela BBC e pela Rádio Moscou o avanço dos aliados contra as forças nazifascistas e a vitória final. Participei das manifestações populares no Rio, aplaudindo nas ruas o regresso dos heroicos pracinhas da FEB.

Cumprindo o serviço militar ouvi palestras sobre a guerra da Coreia e o seu fim com o armistício que estabeleceu o Paralelo 38; e, mais tarde, o começo, o meio e o fim da guerra no Vietnã.

Com isto, fiquei com ojeriza à guerra e juntei o “ismo” do otimismo ao pacifismo… foi quando aprendi com Churchill que “o pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade”.

O contrário de otimista é pessimista, e os pessimistas são as pessoas que olham tudo pelo lado negativo, imaginando que tudo vai dar errado e esperam

sempre o pior. No meu caso, eu não poderia ser pessimista com as trombetas do apocalipse da mídia globalista anunciando ameaças de guerra mundial por causa da irresponsabilidade do presidente Donald Trump assassinando um dignitário iraniano em Bagdá com fins exclusivamente eleitorais.

Estive acamado enfrentando grave enfermidade, e lutando pela cura tomei conhecimento de que o Itamarati garantiu que o Brasil defende a paz no Oriente Médio e manterá comércio com o Irã.

Consolidei o meu otimismo e tranquilizei-me porque, como disse o general Eisenhower, o mundo pertence aos otimistas: os pessimistas são meros espectadores. Amanhã será um dia melhor!

A CHEGADA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Só podemos chegar ao impossível, se acreditarmos que ele é possível”
(Lewis Carroll –  Alice no País das Maravilhas)

Escreveu o jornalista e escritor italiano Pittigrilli na crônica intitulada “Sangue”, que “A equivalência moral dos homens na prática do mal, na violência, nas vinganças e represálias, é constante e imutável”.

Esta crueza nos leva a pensar nos campos de concentração nazistas e no traiçoeiro ataque japonês a Pearl Harbour, que absolveram os Estados Unidos por destruir Dresden e lançar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.

Na minha opinião, é chegada a hora dos brasileiros se unirem, acima dos interesses de grupos, para punir exemplarmente os corruptos e os seus cúmplices, instalados nos três poderes da República.

O ato de chegar 2020 é propício para despertar os corações de mentes para um novo ano e não para cair no engodo pseudocientífico da vinda de extraterrestres para a Terra; não nos interessa concorrer com os ETs de Varginha…

“Chegada” é um substantivo feminino, originário do latim, (“plicare”), dobrar, ordem para as velas do navio serem recolhidas, “dobradas” quando aportava. Daí temos nas línguas neolatinas, “Arribar” no espanhol e no português e “Arriver” no francês).

Nos seus relatos sobre a antiga Roma, o historiador Tito Lívio traz uma interessante passagem com o cônsul Appius Claudius Pulcher, que comandava a esquadra do Império Romano numa batalha mediterrânea.

Supersticioso, Appius Claudius pediu ao adivinho que o acompanhava para oficiar a cerimônia evocando os presságios das aves sagradas, que consistia em sacrificar um pássaro e, revolvendo as suas entranhas, ver nas vísceras os sinais divinos, favoráveis ou desfavoráveis.

O áugure (adivinhão) interpretou os sinais como negativos; mesmo assim, o almirante Appius não o levou a sério, entrou na batalha e venceu. Ao voltar para Roma, comemorando a vitória com seus oficiais, ordenou que cortassem a cabeça do profeta malogrado.

Interessante é que nos dias de hoje ainda se vê políticos acreditando em vaticínios sobrenaturais, ouvindo astrólogos, cartomantes e cartas de Tarô…. Comentava-se que Fernando Collor, quando presidente, fazia sessões de feitiçaria no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto…

Referindo-se à política, o inesquecível cronista Fernando Sabino disse, magistralmente, que “Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um”. Isto nos leva a concluir que astrólogos e horoscopistas não levarão o País a lugar algum…

Vemos, entretanto, que exploradores da crendice alheia, adivinhos e agoureiros se mantêm e se multiplicam no círculo do poder; os pés de chinelo ocupam cargos de porteiro, ascensorista e motorista, à disposição de parlamentares, magistrados e ministros….

Outros, com a ostentação de ocupar espaços na mídia, não assumem posições governamentais; ficam de fora, muito bem remunerados. Ouvi dizer – reservo-me a guardar a fonte –, que é de um desses oráculos que saem as justificativas de políticos poderosos para se desculparem pela falta de hospitais e de remédios; dos erros judiciários, da superlotação das cadeias, e até para legitimar absurdos como este tal “juiz de garantias”…

Esses “clarividentes achegados” que mergulham na posição de “eminência parda”, transitando nos corredores palacianos como fantasmas, assustam o que querem de melhor para o País porque têm o poder de nomear e demitir ministros de Estado, até por correspondência….

Se nós tivéssemos, pobres cidadãos comuns, o dom de embaralhar as cartas advinhatórias, poderíamos convencer o eleitorado ávido de truques que a maioria dos políticos profissionais repartem com os seus assessores intrujões, além dos contracheques, o descaso pela Nação, os equívocos nas votações do Congresso, atos administrativos e sentenças judiciárias.

Para chegarmos ao impossível nesta chegada de 2020, precisamos saber quem são as pitonisas no círculo íntimo dos presidentes das casas do Congresso, sob as bancadas do Supremo e nos porões do Planalto…

 

 

ATA DO FIM-DE-ANO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Quanto mais para trás você olhar, mais adiante irá enxergar” (Winston Churchill)

Antes do espocar das rolhas do espumante e acesas as velas da esperança por um ano melhor, é bom que revisemos os acontecimentos que vivemos no Ano do Senhor de 2019, porque, como disse Confúcio, “A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que ilumina o caminho já percorrido. ”

No último artigo do ano passado gravei a costumeira lista dos “10 Mais”; hoje registro uma ata de fim-de-ano, que trago de memória ajudado por uma vista d’olhos em informações da imprensa escrita, televisada e, principalmente inseridas nas redes sociais….

Como todos sabemos uma Ata resume os anúncios, as declarações, esclarecimentos, fatos, julgamentos, manifestos e revelações. Registram-se nela os acontecimentos e as observações sobre os assuntos de interesse pessoal ou coletivos.

O verbete Ata, dicionarizado, é um substantivo feminino que significa um registro escrito e figuradamente qualquer texto que traz uma narrativa. Como termo usado na Botânica refere-se ao fruto da ateira, fruta de conde, pinha… e curiosamente às formigas cortadeiras do gênero Atta conhecidas no Brasil como saúvas.

A palavra se identifica no latim (acta) associada à (actum), que se refere a um ato propriamente dito. Entra no Direito Romano como o documento juntado ao processo, referida como a expressão (apud acta).

É interessante, para nós, tuiteiros, a apresentação feita pela professora Flávia Neves como terminologia da Internet “Ata, ah tá ou atá”, corruptela de “Ah, está! ”, ou a sua forma abreviada “Ah, tá! ”, significando concordância com sentido irônico ou para encerrar um assunto aborrecido ou desagradável.

Espero que esta Ata seja vista como opinião e visão política, pessoal e transferível apenas para quem estiver de acordo com elas; aos que se posicionem em contrário peço licença democrática ao direito de expressão do pensamento.

O ano começou com a posse de Jair Messias Bolsonaro, eleito o 38º presidente da República no 2º turno das eleições de 2018 obtendo 57,8 milhões de votos tendo como vice-presidente Hamilton Mourão na chapa que derrotou o candidato do lulopetismo Fernando Haddad.

Uma coisa boa: o seu ministério foi formado sem ingerência político partidária, destacando-se entre os seus titulares o paranaense Sergio Fernando Moro (Justiça e Segurança Pública), os cariocas Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e Paulo Roberto Nunes Guedes (Economia).

Com ineditismo, 30 militares ocupam cargos no Governo, entre eles os ministros Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e na área civil, Augusto Heleno, (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Wagner Rosário (CGU).

Goste-se ou não do estilo e da pessoa Jair Bolsonaro, o fato é que o seu governo atuou este ano com competência. Aprovou a Nova Previdência, que se julgava impossível; reduziu a violência e conquistou um recorde na apreensão de drogas; lançou a MP da Liberdade Econômica; firmou um acordo entre Mercosul-UE e criou 841,5 mil empregos formais.

Jair Bolsonaro estaria correndo para o abraço e levantar o troféu, não fosse os problemas criados pelos seus filhos que municiam os adversários: Carlos competindo com a Comunicação, Eduardo, insistindo ser embaixador e Flávio, suspeito de envolvimento com a corrupção na Alerj.

Estes males consanguíneos acarretam prejuízos para o Presidente que se vê obrigado a achegar-se à trinca Dias Toffoli, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, prejudicando o seu Governo.

A resenha anual mostra que mesmo atendendo aos que o chantageiam e ameaçam, o presidente Jair Bolsonaro sofre uma oposição interna incomum e um inusual combate do Exterior, com visível articulação da esquerda bolivariana e os antifas norte-americanos, surfando do globalismo.

Internamente, com o lulopetismo criminalizado e destroçado, vê-se a oposição do STF e do Congresso; de um lado com as cobranças de Dias Toffoli, pela defesa de Flávio; e do outro, a pressão dos picaretas que emperram as propostas governamentais, rasurando as medidas econômicas, distorcendo o Pacote AntiCrime e engavetando a prisão em 2ª Instância.

Com este cenário visível até para os indiferentes, hajam idas-e-vindas e muitas concessões do Presidente. E assim, infelizmente, viu-se no fechar do ano a sanção da proposta lulopetista do “Juiz de Garantia” um juiz que não é um só, mas dois, com um cortejo de assessores, peritos, pesquisadores e burocratas para arrastar processos de interesse dos advogados do crime organizado e dos corruptos.

Esta aberração, filha da impunidade, foi coordenada por Rodrigo Maia e os picaretas que querem a volta do “troca-troca da governabilidade”, contando com a visível intenção do STF em acabar com a Lava Jato.

  • Acrescente-se a esta Ata, como memorando, notícias que me entristeceram ao consignar o obituário de personalidades que me fazem falta, como a diva do teatro brasileiro, Bibi Ferreira, do poeta e teatrólogo Maurício Sherman, o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, o jornalista Ricardo Boechat, o inspirador da Bossa Nova, João Gilberto, os atores e comediantes Lúcio Mauro e Zilda Cardozo (Dona Catifunda) da escolinha do Professor Raimundo, o popular apresentador de televisão Gugu Liberato, diretor de teatro Antunes Filho, cantora Beth Carvalho e o músico Ubirajara Penacho, o ‘Bira do Jô’.

Isto declarado, assino e dou fé.

ADIVINHAÇÃO

MIRANDA SÁ (Email: mirandadasa@uol.com.br)

                        “Brincando de adivinhar/ Qual será o beco escuro/ Que um político vai se corromper” (Pablo Gabriel/Ribeiro Danielli)

Todos os curiosos dos jogos de adivinhar o futuro, podem até negar, mas são supersticiosos; e por temor de um castigo imanente ou de uma maldição misteriosa que poderá lhe recair, terminam vítimas de charlatães.

Não são poucos os golpes aplicados por intrujões fingindo-se médiuns ou cartomantes, iogues ou babalorixás. Usam vários meios para explorar a astrologia, augúrios, baralho cigano, búzios, interpretação dos sonhos, I-Ching, Iubaça (jogo da cebola), Opelê, Quiromancia (leitura das linhas das mãos), Tarô, Zoomancia… etc.

Uma das minhas avós interpretava situações, a pedido, estudando o café, coado, saído do fogo, ou à moda árabe, pela borra no fundo da xícara. Praticava sem o saber, a Cafeomancia, como faziam as odaliscas no império muçulmano que ocupou a Península Ibérica com os califados.

O charlatanismo nos jogos adivinhatórios não é único. Os “contos”, do bilhete premiado, do ouro de tolo e, o mais famoso de todos, o conto do vigário, chegam diariamente às páginas policiais dos jornais.

Já contei num artigo anterior, a história folclórica do Conto-do-Vigário, vinda das Minas Gerais. Conta a disputa dos vigários das paróquias do Pilar e da Conceição, em Ouro Preto, por uma imagem de Nossa Senhora. Para atender os devotos, um dos padres propôs que pusessem a imagem na cangalha de um burro que seria solto entre as duas igrejas e, para qual ele se dirigisse, ali ficaria a santa. A ideia foi aprovada e assim se deu: o animal se encaminhou para a igreja do Pilar. Descobriu-se mais tarde que o jumento pertencia ao pároco de lá; e assim nasceu o “conto-do-vigário”…

Penoso, ou melhor, revoltante, é constatarmos que o conto-do-vigário vem sendo passado à Nação Brasileira pelos políticos vigaristas que ocupam os três poderes da República, principalmente no Legislativo, com a Câmara Federal entregue a picaretas trapaceiros.

Diz o provérbio que “é comparando que se entende”. Então, comparemos o que fazem os parlamentares e os juízes togados com o trabalho que alguns ministros do governo federal vêm realizando neste primeiro ano de governo.

Por mais que a chamada “grande imprensa” omita sob o manto globalista, é inegável que o combate às drogas aumentou e a violência diminuiu. Na Economia, o desemprego caiu, os juros atingiram recorde de baixa, impostos de muitos remédios foram zerados, e se permitiu que os indígenas deixem de ser peças de museu e possam explorar as riquezas da sua terra.

Só não veem ou não querem ver isto as viúvas do lulopetismo que o combate à corrupção prejudicou. E só fazem oposição radical os corruptos e seus cúmplices, acuados, jogando as cartadas finais no Congresso e no STF.

Lula, condenado de Justiça por corrupção, esbraveja insignificâncias tentando polarizar eleitoralmente com o Governo, sabendo como pelego sindical que a consciência do povão está no bolso, por debaixo dos panos articula sabotagens contra a política econômica do ministro Paulo Guedes que estão dando certo.

O frenesi oposicionista só se amplia quando investe contra as medidas AntiCrime do ministro Sérgio Moro, porque é grande o número de corruptos parasitas da burocracia e usufrutuários de propinas. Por isso, não foi difícil adivinhar porque o juiz Napoleão Nunes Maia Filho, nomeado por Lula para o STJ, soltasse o corrupto com sobejas provas Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba.

Na realidade, não é preciso pôr as cartas na mesa para saber que o segredo da política é revelado à vista dos brasileiros honestos. Sem fraudes, o lulopetismo, uma quadrilha criminosa, tem os dias contados.

 

RETRATO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Um bom retrato é uma biografia pintada” (Anatole France)

A palavra Fotografia levou a palavra Retrato à UTI DA GRAMÁTICA em estado terminal…. Somente os maiores de cinquenta anos, chamam de retrato a imagem captada por câmeras e reveladas em certos métodos em quarto escuro (com exceção das antigas máquinas instantâneas Polaroid e as novas Kodak e Fujifilm Intax).

O verbete Retrato, dicionarizado, é um substantivo masculino importado do italiano “ritratto” para o português, e tem origem no latim (retractus), particípio do verbo (retrahere). Mas ninguém se refere a ele nem mesmo aos corriqueiros e necessários 3×4.

Hoje é fotografia, ou simplificando, foto, a imagem ou figura humana reproduzida em pano, papel ou plástico. Há também, os autorretratos, massificados graças ao celular que estimulou as “selfies” (do inglês self, “a si mesmo”) a reflexão da própria pessoa.

Alguém escreveu – perdi quem foi na memória –, que a passagem do homem na vida produzirá um autorretrato; ele jamais poderá esconder o que não quer revelar… Os políticos, como homens públicos, genericamente, porque “mulher pública” é outra coisa, têm a sua carreira fotografada.

Um senador, meu amigo pessoal – e cujo nome vou omitir -, contou-me em Brasília coisas cabeludíssimas que se passam no Senado sob a batuta de Davi Alcolumbre e a sua corte. Começou por dizer que acredita piamente na teoria que este suburbano sortudo foi uma invenção de Renan Calheiros, certo que iria derrota-lo pelo voto…

Eis que, deslumbrados com a vitória presidencial, os Bolsonaro, embora tendo recebido a sugestão de um tertius na eleição da mesa do Senado, jogaram suas fichas no amapaense, de quem poderiam desconfiar se não fossem precipitados que se tratava de uma cria de José Sarney…

Alcolumbre foi deputado do DEM participando do Centrão, onde sorrateiramente vestia a capa medíocre do chamado “baixo clero”. Assim, anônimo, já aprontava algumas. O seu perfil, conforme jornalistas bajuladores, descrevem-no como membro de uma família judaica rica dona de empresas nascidas de uma pequena loja de peças e acessórios para carros. Omitem como os negócios se multiplicaram após a participação política deles.

A expansão comercial dos Alcolumbre vai de postos de gasolina a salas de cinema, passando por lavanderias (de roupa), pizzarias e, como não podia deixar de ser de rede de comunicação, conquista comum dos políticos astutos do Norte e Nordeste.

Sentado na cadeira presidencial do Senado, Davi Alcolumbre manteve o odioso sigilo das notas fiscais comprovantes de gastos dos senadores que prometera acabar. Ele esconde os seus próprios gastos (e são muitos altos) e dos seus parceiros esbanjadores do dinheiro público.

Em nome da verdade, somente um restrito número de senadores – alguns recém-eleitos -, se mantêm com a verba indenizatória, que já é uma safadeza; enquanto a maioria dissipou na última legislatura mais de R$ 100 milhões. Estes são o alvo da ameaçadora funda de Davi, para engavetar as demandas sociais, como o Pacote AntiCrime, a prisão na 2ª Instância e, principalmente, porque tem o rabo preso, o impeachment de Ministros do STF.

O dramaturgo francês Molière botou na boca de um dos personagens de suas peças teatrais que “os pensamentos são retratos das coisas da mesma forma que as palavras são retratos dos nossos pensamentos ”.

Assim retratei nessas mal traçadas linhas o meu pensamento, doa a quem doer; e faço questão de lembrar aos políticos que desprezam a opinião pública que em breve serão apenas “um retrato na parede” como se referiu o poeta Carlos Drummond de Andrade à Itabira, cidade onde nasceu e passou a infância…

 

 

 

ESTRATÉGIA

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)

“A estratégia é a ciência do emprego do tempo e do espaço. Sou menos avaro com o espaço do que com o tempo. O espaço pode ser resgatado. O tempo perdido, jamais. ” (Napoleão Bonaparte)

A doutrina militar de Estado Maior orienta a organização das forças armadas para a guerra baseada na estratégia e na tática. A estratégia indica um planejamento de atuação; pelas Forças Armadas para a guerra, e, na paz, pelos órgãos de Segurança para a defesa nacional.

O mentor da estratégia militar, Carl von Clausewitz, define-a como a condução do movimento das tropas nas batalhas aproveitando os erros do inimigo para combate-lo, e assim obter a vitória.

A tática é a ferramenta para se chegar à estratégia; uma arte de proceder manobras imediatas, compondo o plano que tem a finalidade de se atingir o objetivo final. Aliar a tática à estratégia forma a combinação perfeita para agir diante do inimigo, seja no campo de batalha, seja nas relações da governança civil.

Enquanto a estratégia visa a conjuntura completa, a tática particulariza cada situação em relação ao todo; por isso, seu estudo teórico é necessário para se defender o País.

Dicionarizada, a Estratégia é um substantivo feminino derivado do grego, estratego, comando de um general com objetivos claros e o planejamento correto. A Tática também é um substantivo feminino, igualmente de etimologia grega (taktiké ou téchne), significando recursos empregados para alcançar um resultado positivo.

A apreciação deste aprendizado é necessária, tanto no sentido militar como político, nesta conjuntura em que o Brasil atravessa um período de choques que acontecem com as propostas de mudanças estruturais, enfrentando manobras judiciais e sabotagens parlamentares.

Neste momento, por exemplo, estivemos diante de uma ameaça de nova greve dos caminhoneiros incentivada pela CUT, braço sindical do lulopetismo. Trata-se de uma tática do corrupto José Dirceu, solto pelos seus aliados do STF para orientar as frações radicais do narcopopulismo.

O Governo Federal considerou o movimento grevista sem chance de ocorrer, pelas informações de que as lideranças individuais estão divididas e que a greve não contaria com o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. Avaliou-se assim que a possibilidade da greve incentivada por grupos organizados de WhatsApp não alcançaria êxito, e foi no que deu.

Na data marcada não se assistiu sequer manifestações pontuais, porque o fracasso do movimento ocorreu justamente pelo apoio da CUT, que provocou desavenças e protestos entre os caminhoneiros autônomos.

Os observadores governamentais estavam certos; entretanto, há que se levar em consideração as novas estratégias e táticas que estão sendo movidas em toda América Latina pelo bolivarianismo, com apoio de Cuba e da Venezuela. Não podemos relaxar; o Brasil não é diferente do Chile e da Bolívia, nem está livre das tentativas, felizmente frustradas, que ocorreram no Equador. Essas manifestações narcopopulistas são promovidas visando a derrubada dos governos liberais e democráticos.

Não podemos subestimar as minorias organizadas semi-militarmente que atuam na AL, insistindo em manter o continente sob o esquerdismo bolivariano corrupto, corruptor e ineficiente.

Entre nós, os agentes militantes ativos subsistem infiltrados em todas as áreas do poder, no parlamento, nos tribunais superiores, na universidade, na administração pública e até entre os militares.

Diante deste quadro, é preciso que acordemos para o que nos dá esta visão “macro” da realidade social e política do País. Dos que apregoam a exigência de um Brasil democrático, justo e desenvolvido, exigimos táticas inteligentes, sem diversionismos casuais, para enfrentar o perigoso inimigo.

A PRAGA

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)

      “A política é uma praga tal que eu aconselho todos a não se meterem nela”   (Thomas Jefferson)

Não vou citar os nomes dos dois participantes do Twitter, com presença constante, me fizeram críticas – bem-educadas e simpáticas, sem dúvida -, sobre a praga que roguei aos capangas da bandidagem de colarinho branco, num dos últimos artigos: “Que paguem as suas consciências imundas no mármore do inferno”…

Escrevi e escreveria de novo, não para constranger as pessoas de boa vontade, cuja percepção acredita ingenuamente que o crime não compensa. Entre esses, os críticos que respondo, destacando um deles que se revelou religioso.

Se for devoto do Menino Jesus de Praga, adianto-lhe que esta imagem nada tem a ver com a minha maldição; apenas recebeu o nome da cidade de Praga, capital da República Tcheca, aonde teve início o seu culto; se for evangélico, que releia na Bíblia as pragas do Egito que o Deus de Israel mandou contra o Faraó através de Moisés, para libertar os judeus.

Estão no Êxodo as ameaças e a execução divina das dez pragas. A última foi a morte dos filhos primogênitos de homens e animais, que ocorrendo matou o filho do próprio Faraó, desesperando-o e convencendo-o a deixar livres os hebreus.

A palavra Praga, dicionarizada, é um substantivo feminino de origem latina (plaga), com referências a doenças que produzem chagas como o sarampo e a lepra, e/ou o ato de lançar uma maldição a alguém. A sua sinonímia vai de calamidade à imprecação e maldição.

O amaldiçoar é encontrado comumente na literatura. Quando eu era jovem e me metia a fazer teatro, escrevi um jogral baseado no poema “Maldição”, de Adalgiza Nery, que até hoje sei de cor. Um dos versos traz uma praga espetacular: “Quando olhares o teu neto/ Que vejas no seu rosto/ Os traços de minha face”.

Incorporando os orixás, pais e mães-de-santo do Candomblé e da Umbanda, nos rituais de “fechar o corpo” enfrentam as pragas; e o povo na sua sabedoria usa o ditado “praga de urubu não pega em cavalo novo”.

A gíria brasileira tem na palavra “praga” a designação de pessoas más, e fala da praga como um desejo de que tudo dê errado…  Dicionários de Gíria acumulam referências como “praga de mãe”, “praga de madrinha” e “praga de sogra”.

O genial compositor Geraldo Pereira no seu samba “Escurinho” gravou o seguinte verso: “O escurinho era um escuro direitinho/ Que agora anda com mania de brigão/ Parece praga de madrinha ou macumba/ De alguma escurinha que ele fez ingratidão”

Vejam. Se a Bíblia registra pragas do Deus de Israel, a poesia consagra-as como vingança e o samba acredita nelas, quem sou eu para evitar um desabafo contra a bandidagem que assola o País?

O pensador democrata e ex-presidente dos Estados Unidos Thomas Jefferson, epigrafado, aconselha para gente não se meter em política que considera uma praga; mas eu, que tenho o corpo fechado, amaldiçoo os picaretas do Congresso que nos assaltam com os desgraçados fundos partidário e eleitoral.

Também rogo pragas ao politicamente correto, essa perversa invenção ideológica contra a liberdade de pensamento, instigando o divisionismo social, exaltando o vitimismo e a reação violenta das minorias.

Encontrei nas páginas do doutor Google, um pensamento de Leandro Flores: “A maior praga de todos os tempos chama-se corrupção”; e Xico Graziano alerta que “A praga da desinformação na imprensa está correndo solta”.

Se os corruptos lançam pragas contra nós, porque não podemos usá-la contra eles?

A FORÇA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a afirmação do seu direito” (Rui Barbosa)

A “História Oculta” – sim, porque nem sempre a História Escrita registra fatos que ocorreram –, nos informa que em 1438 um aventureiro (o nome não foi registrado) contou a um curioso mecânico alemão, Johannes Gutenberg, que na China eram usados tipos móveis que, carimbados imprimiam várias vezes a mesma escrita.

Um ano depois, Gutenberg desenvolveu um sistema mecânico aproveitando-se dos tipos móveis, e com ele alcançou duas proezas: acabou com o monopólio dos monges que manuscreviam livros e popularizou a Bíblia.

Embora por séculos se ensine que é do Alemão a invenção da imprensa trata-se de uma falácia. A tecnologia de impressão revolucionou a divulgação de livros, mas os jornais já eram conhecidos séculos anteriores na Fenícia, em Cartago e Roma.

Na própria Alemanha, muito antes de Gutemberg, circulavam na Cidade Livre de Hamburgo jornais manuscritos em forma de panfletos anunciando chegadas e saídas de navios e, principalmente, informando, estoques e preços de mercadorias.

Um herói anônimo do jornalismo introduziu nas comunicações comerciais notas sobre viagens de personalidades, missas, falecimentos e legislação. Daí o nascimento do jornal como se conhece hoje…

No Brasil há uma polêmica danada – quase ideológica – sobre o surgimento do primeiro jornal impresso no País. Um lado defende que foi a Gazeta do Rio de Janeiro, outro, que foi o Correio Braziliense.

Cronologicamente, porém, sabe-se que a Gazeta nasceu com a transmigração da Corte Portuguesa quando foi fundada a Impressão Régia, em 1808; o Correio Braziliense, também chamado Armazém Literário chegou antes, mas era impresso em Londres sob a direção de Hipólito José da Costa.

“Força”, como se sabe, é substantivo feminino de origem latina (fortĭa,is) ‘força’ e ‘forte’. Na Física, a força é um dos seus principais componentes relacionados com as três leis de Newton. Definições à parte, a imprensa é uma força. Na minha juventude – que já vai longe –, era considerada o Quarto Poder da República.

O jornalismo foi considerado assim pela sua condição política de arbítrio, ascendência e autoridade. Mas isto depende do jornalista vocacionado e consequentemente qualificado, honesto e independente, uma espécie em extinção; presença rara nos grandes jornais em circulação no País.

Não é de se exigir que o jornalista seja um herói das histórias de quadrinhos como He-Man, que tem a força e os seus cultuadores da banda Trem da Alegria cantaram: “ele nasceu para o bem!”. O que queremos dos jornalistas é a responsabilidade com a informação, um direito inalienável do povo.

Ocorre que no quadro atual de decadência ampla, geral e irrestrita no mundo, temos no Brasil a mediocridade locupletada nos poderes republicanos, na universidade e na Academia Brasileira de Letras. Na imprensa não seria diferente.

Hoje, a força está nas manifestações populares nas ruas, aqui, no Chile, no Iraque, na França ou em Hong Kong… Chegando à Ásia, lembro o que disse a Madre Teresa de Calcutá, respeitada por todos, católicos, espíritas, evangélicos, umbandistas e até ateus: “A força mais potente do universo é a fé”.

Guardo a fé de que o povo brasileiro se una e se mobilize para conquistar o futuro que todos desejamos, democrático, justo, sem corrupção e desenvolvido economicamente.