Artigo

AVALIAÇÃO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Podereis avaliar um homem tanto pelos seus inimigos, como pelos seus amigos”  (Joseph Conrad)

A palavra Avaliação é dicionarizada como um substantivo feminino com origem no verbo avaliar, direto e bitransitivo que, por sua vez, provém do latim, (a + valere) que quer dizer “dar valor a …”.

Esticando no uso comum, avaliação é calcular a grandeza, a intensidade, a qualidade a alguma coisa, ou a força de alguma ação, e para a professora Isadora Moreira vai além de uma medida de valor: “é muito mais ampla que a medição ou qualificação; não é um processo parcial nem linear. ”

Assim, pela abrangente definição, a sinonímia de avaliar é riquíssima, indo de ajustar, apreciar, estimar, calcular e cotejar, para análise, exame, opinião, prova e até crítica! E, no mundo em que vivemos, nos deparamos com vários tipos de avaliação, que vão do processo ensino-aprendizagem ao crescimento econômico de um País.

O tempo, por exemplo, é o avaliador da História, como o interesse avalia os homens, as coisas e os eventos. Conta André Maurois que visitando um observatório, ouviu de um astrônomo uma interessante definição do tempo sem comparação ou números; o cientista modelou:

– “Cole um selo sobre uma moeda de dez centavos (estou adaptando) e ponha a moeda em cima de um obelisco (como o da revolução constitucionalista de São Paulo). Se a altura do conjunto, selo, moeda e obelisco, representa o tempo de existência da Terra, a espessura da moeda figura o tempo do surgimento do homem e a do selo a idade da vida social, intelectual, artística e moral da civilização. ”

A metáfora da grossura no selo nos leva a refletir sobre o comportamento de pessoas, observando como se conduzem nas redes sociais. Não são poucos os que se dizem “democratas” e reagem com brutalidade diante de uma crítica às suas convicções.

Nietzsche, rejeitado por certos círculos pelas críticas feitas à religião e a cultura; mas como filósofo adeja acima disto. É dele o admirável pensamento: – “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.

Na minha opinião pessoal, as excessivas convicções se refletem na conduta de indivíduos antissociais que ultimamente se achegam como um enxame nos sites e aplicativos da Internet.

Fôssemos psicanalistas, diríamos que uma avaliação psicológica os classificaria como psicopatas e sociopatas. Entretanto, devido à minha predileção pela ironia e a metáfora, reservo-me a mostrar apenas as diferenças entre eles e o seu exemplo maior.

A literatura clássica da psicanálise mostra que enquanto os sociopatas sentem remorso e culpa, os psicopatas são calculistas e frios, desconhecendo delitos e arrependimento.

O modelo da psicopatia melhor desenhado é Lula da Silva. Com seu carisma pessoal aliado à inegável esperteza de pelego sindical, aprimorou a astúcia e a malícia diante dos auditórios, tornando-se convincente e perigoso.

Os brasileiros vimos que além dessas qualidades, ele teve às mãos e usou habilmente no varejo político, bilhões de reais dos assaltos à Petrobras e propinados de empreiteiras corruptoras! Com este dinheiro comprou a mídia, cooptou os movimentos sociais e as Ongs, e subornou parlamentares e juízes.

Assim, não é por acaso que essa compra de consciências mantém uma massa saudosista da divisão dos assaltos ao Erário. Suas viúvas não se envergonham de fazer a campanha “Lula Livre”, enaltecendo a corrupção.

Isto representa o valor e o preço de uma herança maldita, a sombra de uma personalidade psicopática que ocupou despudoradamente o poder por 16 anos.

O PERDÃO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Nada encoraja tanto ao pecador como o perdão” (William Shakespeare)

A Primavera está chegando ao hemisfério sul no dia 23 de setembro; os oceanos vão aos poucos aquecendo e a temperatura amena favorece o acasalamento nos reinos animal e vegetal…  Para os poetas é a estação das flores e dos amores…

Um bom momento também para a multiplicação demagógica dos discursos políticos, pedindo perdão, numa autocrítica que no dizer de Nelson Rodrigues, “traz a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto”.

O massacre dos povos pré-colombianos organizado sob a cruz de Cristo e as bênçãos do Vaticano, teve o pedido de perdão do papa Francisco, citando o seu antecessor, João Paulo II, desculpando-se “pelas ofensas da própria Igreja contra os povos originários, e também pelos injustificáveis crimes cometidos em nome de Deus durante a chamada conquista da América”.

Mas parece dubiedade do Pontífice latino-americano, pedindo aos fiéis na República Dominicana que perdoem os que “cometeram crimes e causaram dor e sofrimento aos antepassados”; e recebe como presente de Evo Morales na Bolívia uma cruz em forma de foice e martelo, símbolo do massacre presente na Venezuela.

Na Europa Central outra representação do pedido de perdão. O presidente alemão, Frank Walter Steinmeier, também pediu perdão referindo-se à invasão da Polônia em 1939 pelo exército alemão com seis milhões de poloneses mortos, vítimas do nazismo e da tirania hitlerista.

Teatralizou-se, também, que os Estados Unidos e os talibãs estariam próximos de um acordo para encerrar os 18 anos de conflito no Afeganistão, mas sem informar qual das duas partes pedirá desculpas por atentados com milhares de mortos. Disseram que os talibãs dariam garantias de segurança em troca da retirada dos 13.000 soldados americanos do País; cinco dias depois, um atentado talibã mata um jovem soldado norte-americano…

A palavra perdão é santificada, doce e poética. Como verbete dicionarizado, é um substantivo masculino de origem latina, (perdonare) que significa a ação de pedir desculpas, aceita-las redimindo um malfeito ou uma ofensa.

Mas, embora simultâneo com a Primavera, o perdão não é um removedor de sujeira, desengordurante e bactericida, como água sanitária, capaz de limpar a mancha dos males causados.

Nos casos citados, a História não deletará as carnificinas dos conquistadores espanhóis no México, na América Central e nos Andes, nem ressuscitará os povos trucidados pelo nazi-fascismo, e muito menos aceitará condenações e absolvições de terroristas de acordo com as conveniências do momento.

Quem irá pedir perdão ao povo brasileiro pela exploração literalmente selvagem das Ongs que atuam na Amazônia, umas abjurando as crenças originais dos indígenas, outras favorecendo a exploração do subsolo por estrangeiros.

Quem reclamará perdão pelo atentado terrorista sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora? E o perdão do Presidente aos inimigos da Lava Jato nomeando um crítico da operação para a Procuradoria?

Qual “artista” se desculpará no futuro por ter feito a campanha pró-impunidade do “Lula Livre”, seja na imprensa, no Congresso, ou nas ruas, acumpliciando-se com o assalto perpetrado contra o Erário pela quadrilha do ex-presidente condenado em três instâncias por corrupção?

 

 

GESTOS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Falar é fácil quando se tem palavras que expressem a opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente sentimos. ” (Carlos Drummond de Andrade)

Antigamente havia uma espécie de brinquedo com troca-palavras, que começava por “é preciso não confundir”. Lembro-me de alguns, como “é preciso não confundir a prima Vera com Primavera” e/ou a dos meus tempos de estudante, “é preciso não confundir habeas corpus com corpus christi”…

Atualizando, acho que não se deve misturar “Gesto” com “Mímica”. Li certa vez a proposta de uma linguista dinamarquesa (ou seria sueca?), prevendo um possível encontro com alienígenas, dizendo que vamos nos entender “por meio de gestos”.

A pós-doutora escandinava usou a palavra Gesto no sentido de Mímica. Na sua sinonímia, o substantivo masculino Gesto (do latim “gestu”) tem um triplo sentido, vai de aceno, mímica e sinal; até aparência, ação, ato, e maneira de se expressar.

Da mímica, extraí uma anedota antiga, que conta um diálogo feito por gesticulação entre um embaixador da Inglaterra, estudioso da mímica, e o governador da província de Fianarantsoa no sudoeste de Madagascar.

Nem o Inglês falava o dialeto local, nem o Malgaxe entendia o britânico, de maneira que dialogaram por mímica. O embaixador iniciou mostrando um dedo e o governador expôs dois dedos; a seguir o embaixador apresentou três dedos e o governador, fechou vigorosamente o punho erguendo-o à altura do rosto do interlocutor.

Voltando à Grã-Bretanha, o especialista em linguística apresentou na Academia de Ciências o resultado da sua pesquisa. – “Não trocamos uma só palavra”, disse, “mas nos entendemos perfeitamente”. Relatou que mostrou um dedo afirmando a existência de um só Deus, e obteve como resposta dois dedos aludindo ao Pai e o Filho; para significar o Pai, o Filho e o Espírito Santo, apresentou três dedos; então o outro cerrou o punho afirmando que eram três num só.

Em Madagascar, o Governador comentou com seus assessores o encontro e a conversa silenciosa. – “Ele me mostrou um dedo ameaçando enfiá-lo em mim; respondi que meteria dois dedos nele; ele insistiu dizendo que me enfiaria três; aí eu fechei o punho e ameacei dar-lhe soco na cara. Ele então se retirou com medo. ”

As duas versões mostram que a mímica é inconfiável. Então vamos aos gestos, no sentido de ação, no modo de proceder dos três poderes da República, ao meu modo de ver elogiáveis ou condenáveis.

A civilização trouxe uma maravilhosa simbiose do gesto e da mímica com a língua de sinais que atende pessoas surdas, reconhecida pela linguística como língua natural.

O gesto como ação, pode ser admirado e condenado entre os ocupantes do poder. Compare: Na Justiça, enquanto o STF, que viola o próprio regimento, arquivando os processos de suspeição de 111 ações contra ministros, temos do outro lado o ministro Sérgio Moro, dizendo que com a condenação em última instância do réu, após todos os recursos advocatícios, ou ele escapa antes de morrer ou do crime prescrever.

Também na Suprema Corte, tivemos o gesto de Dias Toffoli, que julgando processo do senador Flávio Bolsonaro, aproveitou para fazer a defesa das escapadas de alguns togados e parentes, impondo restrições ao Coaf, um órgão fiscalizador…

No Legislativo, alcançamos o gesto repugnante do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que enquanto engaveta o projeto AntiCrime, apressou a votação e a aprovação do infame projeto do Abuso de Autoridade para impedir a atuação de policiais federais, promotores e juízes da força tarefa da Lava Jato.

Por fim, no Executivo, o presidente Jair Bolsonaro acena em trocar o slogan “Brasil acima de Tudo” por outro qualquer, ao nomear um procurador-geral vira folha, amigo de hierarcas petistas e crítico da Lava Jato, e aplaudido por Dias Toffoli e Rodrigo Maia…

Os mau gestos dos ocupantes do poder no Brasil bem que estão merecendo os gestos pornomímicos dos patriotas brasileiros…

A PROPINA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

     “Não podemos tolerar ou conviver com essa naturalização do pagamento da propina.” (Sérgio Moro)

De origem latina, a palavra Propina (propina, ae) designava estalagem, tasca, taberna, lugar aonde se bebia e comia. Chegou ao idioma português como um substantivo feminino significando gorjeta, gratificação extraordinária por serviço prestado a alguém; rendimento além do valor fixado.

Por ironia com a politicagem, tornou-se um brasileirismo de exportação, indicando quantia que se oferece ou paga a alguém para induzi-lo a praticar atos ilícitos; suborno.

Mascarou-se deixando o dinheiro fora da transação por informações privilegiadas, negócios lucrativos, obras públicas e troca de favores ilícitos. Poderia ser um Triplex em praia privilegiada ou sítios confortáveis para férias e fins-de-semana…

Folheando um dos velhos livros que guardei para a leitura na velhice encontrei uma passagem sobre a propina mascarada na China do século 18, retratada por um missionário evangélico, pastor Cirus Wetersland, citado pelo acadêmico Thomas Henry Huxley, avô de Aldous, um dos meus autores preferidos.

A crônica sobre os antigos costumes chineses traz uma fantasia sobre a propina, que chegou às Américas com os conquistadores europeus e foi institucionalizada no Brasil pelos governos lulopetistas, do próprio Lula – preso por corrupção e lavagem de dinheiro -, e do seu “poste”, Dilma Rousseff.

Conta o pastor Cirus: “Recebido em audiência pelo Mandarim, confidente do Imperador, um empreiteiro de obras lhe diz: – “Ofereço-lhe 50 mil taels para obter a concessão da ponte sobre o rio Amarelo”.

Com indignação, o Mandarim reage: – Oh! Cidadão vil e desprezível! Ordeno-lhe que se retire imediatamente ou sofrerá o castigo que merece! …curvando-se, o construtor pede mil desculpas e solicita aguardar um pouco porque estava desprevenido para enfrentar a neve que ameaçava cair.

– “Nevará? Falou curioso o Mandarim, vendo pela janela o sol a brilhar. – “ Nunca cai neve nesta época do ano”, completa. O empreiteiro se volta e afirma que a neve vai chegará logo, e sugeriu: – “Vamos apostar 50 mil taels, como cairá em cinco minutos? ”

– “Aceito”, disse com solenidade o Mandarim, de olho no relógio. Passado o tempo regulamentar, o construtor interrompe o silêncio: – “O senhor tem razão; não nevou. Ganhou a aposta, e passou-lhe um maço de notas envolvido num lenço de seda”.

Segundo a narrativa, uma semana depois, o empreiteiro alegrou-se vencendo a concorrência para a construção da ponte…

Esta historieta poderá ser repetida dezenas, talvez centenas de vezes, para cada uma das denúncias constantes da delação premiada do ex-ministro petista Antônio Palocci, já homologada pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no STF.

Segundo depoimentos de Palocci à Polícia Federal, em cada ato dos governos corruptos do PT e seus aliados, igualmente desonestos, havia pagamento de propinas. Parece exagero, mas provas apresentadas mostram que empresas até levavam pronta a redação do que queriam aprovar em medidas provisórias.

Palocci garante que o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, e Rubens Ometto, magnata do setor de distribuição de combustíveis, compraram a MP nº 470, no governo Lula.

Este acordo de delação premiada é minimizado e até escondido pela grande mídia. É volumoso; consta de vários anexos citando transações criminosas de 12 políticos e 16 empresas, alcançando 330 milhões de reais de propinas ao PT e parlamentares aliados.

Se a imprensa – em parte também envolvida –, silencia. Os brasileiros esperam que o Supremo Tribunal Federal não se omita, mesmo sob pressão de alguns togados que têm birra com as investigações do MPF, do Coaf e da Lava Jato.

– “O juiz não é nomeado para fazer favores”, disse Platão. E a Bíblia (Provérbios 17,23º) adverte que “o ímpio aceita um presente debaixo do manto para distorcer o Direito”.

 

QUALIDADE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A primeira boa qualidade do soldado é a sua resistência para suportar a fadiga; a coragem vem em segundo lugar” (Napoleão Bonaparte)

Memorizando nossos estudos de História encontramos a figura de Napoleão Bonaparte, um militar filho da Revolução de 1789 que se tornou um líder político e imperador dos franceses. Sob seu comando, a França ocupou pelas armas a maior parte do continente europeu. Foi combatido e derrotado por uma aliança formada pela Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria.

O seu legado histórico, porém, não foram as campanhas militares e sim por ter outorgado o Código Civil Francês, mais tarde conhecido como Código Napoleônico, inspirado nos textos liberais dos enciclopedistas. Tem uma influência positiva na legislação argentina, brasileira, chilena, mexicana, paraguaia, peruana e venezuelana.

A qualidade do seu texto merece um estudo que, infelizmente, não é mais feito nos meios jurídicos, a não ser como especialização. A palavra “qualidade” apesar do conceito subjetivo, está relacionada com as percepções, necessidades e resultados de cada pessoa.

Como verbete dicionarizado, Qualidade é um substantivo feminino, de origem latina, (qualitate), e é utilizado em situações distintas. Nos interessa, sobretudo, o seu sentido de valor ou nível, cuja sinonímia alcança atributo, característica, importância, nível, padrão, etc.

Para explanar sobre a qualidade busquei inspiração no filósofo francês Michel de Montaigne cuja produção intelectual se voltou para o humanismo contrário às injustiças, à violência, à crueldade e à corrupção.

É de Montaigne o conceito dialético de qualidade ao nos legar seu pensamento: “Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade. ”

Parece uma contradição, mas é fácil ver que a qualidade depende de cada opinião pessoal e do contexto em que é utilizada. Assim temos como características positivas a contribuição dos indivíduos para a coletividade e o comportamento de cada um no meio em que vive.

O desamor, egoísmo, o orgulho e a preguiça, são qualidades negativas, por serem nocivas e opostas à condição ética relativa às sociedades civilizadas, que exige um comportamento altruísta e a solidariedade humana para o seu desenvolvimento e a garantia de uma Justiça que alcance todos igualmente.

É, entretanto, o negativismo o que encontramos atualmente em todos os quadrantes planetários, e, em especial, no Brasil, onde o nosso povo sofre sob as distorções, os equívocos e os crimes herdados dos dezesseis anos de governos lulopetistas.

O padecer nacional recai principalmente sobre a qualidade de vida, que atinge todas classes sociais. Estudioso da necessidade de segurança, Felipe Sandrin adverte:  “Qualidade de vida não é poder ganhar dinheiro e morar em condomínios fechados. Qualidade de vida é você caminhar à noite em sua cidade sem medo de ser assaltado”.

No Brasil, diante do crime organizado, do tráfico de drogas e das milícias, e o perigo real que impõem, se explica a vivência inquieta da cidadania e se vê a incoerente obstrução parlamentar ao projeto AntiCrime, numa espécie de cumplicidade com a corrupção que grassa no seu meio e, em consequência, com o crime organizado.

No Congresso distinguem-se variados tipos de qualidade em razão de cada um indivíduo, da formação deles, da sua origem e adoção ideológica. Então se detecta ali a qualidade negativa majoritária reinando e prejudicando a nacionalidade.

É por isto que o pacote AntiCrime na Câmara Federal, que reluta, negaceia, adia, e o seu presidente Rodrigo Maia finge não entender que o combate ao crime não pode ser adiado indefinidamente.

Como assistimos há pouco, também o STF vem impondo à Nação Brasileira a execrável impunidade nos crimes de corrupção, contraditando a sentença condenatória por receptação de propinas do corrupto Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

Os ministros togados que assim decidiram, sequer apreciaram as provas de prática corrupta apresentadas no processo, prendendo-se às filigranas jurídicas a gosto dos rábulas.

Em defesa da iniciativa do ministro Sérgio Moro, vemos que a sua aprovação depende de nós e da influência que possamos ter junto às pessoas com quem convivemos e que precisam ser convencidas para a conquista de uma qualidade que falta aos detentores do poder: a Honestidade.

IMPUNIDADE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A impunidade é segura, quando a cumplicidade é geral” (Marquês de Maricá)

Há uma fração do Supremo Tribunal Federal – que batizei de “O Bando dos Quatro” – que quer legalizar a impunidade no Brasil anulando o eficiente combate aos corruptos da Lava Jato.

Não se trata apenas da idiossincrasia de ministros alçados aos tribunais superiores pelo favoritismo político, invejosos dos juízes concursados de primeira e segunda instâncias; é uma visível ação política para soltar os comparsas da quadrilha lulopetista envolvida com empreiteiros para usufruir propinas.

O exemplo mais do que perfeito disto é a decisão da 2ª Turma do Supremo suspendendo a condenação do corrupto Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, num dos processos da Operação Lava Jato.

Foram três votos contra um na decisão dos togados; o relator do caso, ministro Edson Fachin, foi voto vencido, e a favor, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Vê-se assim como é fácil o trabalho dos jeitosos e generosamente pagos advogados que atuam no STF em defesa dos empresários e políticos denunciados e punidos por assaltos aos cofres públicos…  Contam sempre com a simpatia dos julgadores.

Desta vez, entretanto, é assustador o modelo desenhado pela 2ª Turma. Os que votaram contra a condenação de Bendine pelo juiz Sérgio Moro, nem sequer apreciaram as provas dos crimes de corrupção contidas na sentença. Limitaram-se a uma filigrana técnica da precedência nos depoimentos do réu e dos delatores da Odebrecht.

Com um cinismo semelhante a uma piada licenciosa, o argumento vitorioso resumiu a intenção de anular a condenação dizendo que: “No processo, Moro deu o mesmo prazo para o ex-presidente da Petrobras e seus delatores da Odebrecht apresentarem alegações finais, a última manifestação no processo. Para garantir a ampla defesa, Bendine deveria ser o último a se manifestar. ”

Na Aritmética, a ordem dos fatores não altera o produto; este axioma deveria ser também uma regra jurídica, impedindo o uso de lupas para descobrir minúsculas fragmentações na técnica processual dos depoimentos e dos prazos e assim escancarar as portas da impunidade.

O verbete “Impunidade” dicionarizado, é um substantivo feminino de etimologia latina (impunitas,atis), significando não-cumprimento de uma pena por alguém formalmente condenado em virtude de um delito. Traz o conceito de tolerância com o crime pela falta de castigo.

A impunidade vale também para a lentidão excessiva nos julgamentos que na maior parte vai às prescrições; dá penas mais brandas do que as esperadas pela sociedade e chancela os habeas corpus preventivos de adiamentos ou escapatória.

O professor Luiz Flávio Gomes, num excelente artigo encontrado no Google, mostra o absurdo da decisão a passos de cágado do STF, que após 30 anos declarou o clube recifense Sport campeão de 1987, preterindo o Flamengo…  30 anos depois!

E o nitidamente defensor da impunidade, o ministro Gilmar Mendes, adotou uma visível inconstitucionalidade aceitando a alegação da defesa de Guido Mantega de que um ex-ministro não pode sofrer o constrangimento da tornozeleira eletrônica por ser figura pública…  Embora corrupto, é “mais igual” do que nós, cidadãs e cidadãos.

Ao meu modo de ver, a perversão do “Bando dos Quatro” está antenada ao interesse político de instituir a impunidade para os corruptos, objetivando o chefão Lula da Silva, condenado em três instâncias.

Por isto, ressalto a lucidez de François Guizot: “Quando a Política adentra no recinto dos tribunais, a Justiça sai por outra porta”.

 

 

 

HOMO SAPIENS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A evolução do Homem passa, necessariamente, pela busca do conhecimento” (Sun Tzu)

Diferentemente do que tentou ensinar o apedeutismo lulopetista, criando através de Dilma a expressão cretina “mulher sapiens”, prefiro usar o termo “homo sapiens”, que a disciplina biológica estudada pela taxonomia, consagrou.

O conceito antropológico vê a palavra latina “Homo” para designar não o sexo, mas a espécie animal de cérebro desenvolvido com capacidade de raciocinar abstratamente, usar a linguagem para se comunicar e resolver problemas complexos.

Segundo a Bíblia (Gênesis 1.26-31), “Disse Deus: -“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”. Assim, Deus o criou; homem e mulher.

Aí se confrontam duas teorias sobre o surgimento da espécie humana: o criacionismo religioso, como vimos do Gênesis defendido por cristãos, judeus e muçulmanos, e a teoria da evolução da espécie a partir dos australopitecos até o homo sapiens e, nos nossos dias, com a sua última geração, o homo sapiens sapiens.

Ambas versões aceitam que o ser humano, entre os seres vivos, foi o que apareceu por último. Segundo estudos científicos, a espécie surgiu há cerca de 350 mil anos na região leste da África e adquiriu o comportamento socioeconômico há cerca de 50 mil anos.

Na cadeia evolutiva o grande salto deu-se com a passagem do homo erectus – que desceu da árvore e pôs-se de pé – teve como consequência o desenvolvimento do cérebro e o aperfeiçoamento dos sentidos e o uso da mão, que antes colhiam apenas frutos para o trabalho, e a linguagem, estimulando a troca de informações.

Essas reformas biológicas levaram à aplicação dos esforços para a produção de alimentos e a formação das sociedades. Sabemos hoje que o modo de pensar para garantir a sobrevivência foi o passo decisivo do gênero humano no processo civilizatório.

Sobre este capitulo da História temos o pensamento de Leanne Hastie na expressão contemporânea: “O cérebro é como um paraquedas. Só funciona aberto”. É com o raciocínio que alcançamos o progresso.

É pensando e trabalhando que devemos exercer o nosso papel social. Sem isto, a nossa responsabilidade com o desenvolvimento humano ficará estagnado no tempo.

Foi o que assistimos na Alemanha e no Japão arrasados após a segunda guerra mundial, e na China, pela férrea disciplina totalitária. Também nos deslumbramos com o desenvolvimento dos chamados “Tigres Asiáticos” (Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan), e os que aproveitaram as suas experiências, (Malásia, Vietnã, Tailândia, Indonésia e Filipinas) os “novos tigres asiáticos”.

A Ciência e a Tecnologia levaram essas nações ao ensino básico integral encaminhado para a formação científica e tecnológica, da engenharia matemática, da eletrotécnica, da física nuclear e da corrida espacial.

Estes países não se divertiram com a cultura simplesmente humanística da filmografia, das novelas de televisão e das encadernações vistosas de livros que servem apenas para evitar espaços vazios na estante, como disse Carlos Drummond de Andrade.

O grande Isaac Newton –  um dos cientistas mais festejados da História da Ciência -, astrônomo, físico e matemático, tinha uma expressão que vale ressaltar: – “Física, liberta-me da metafísica! ”.

Concordando com ele, vejo que não será o grito exaltado da preguiça intelectual, das manifestações histéricas por regimes utópicos, já fracassados, e dos agentes da desinformação midiática, que construiremos o Brasil do futuro. Somente com a Ciência, o Patriotismo e o Trabalho.

A CONQUISTA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“O conquistador dá leis aos povos obedientes” (Virgílio)

A História com “H” maiúsculo, desmente tudo aquilo que a desvirtuada educação colonial vem ensinando às crianças brasileiras. Nada mais é tão detestável como encucar nas cabeças infantis que o Brasil foi “descoberto” e não “conquistado”.

Descoberta por descoberta, o nosso território foi conhecido nas eras anteriores ao calendário gregoriano, imposto ao Ocidente pelo papa Gregório XIII. Assim como a América do Norte teve a presença dos vikings antes de Colombo, estudos escondidos mostram que estiveram povos navegadores no litoral brasileiro, entre eles os fenícios cartagineses.

A paleografia registra símbolos e inscrições com letras fenícias e demóticas egípcias gravadas em vários pontos do País, sendo que alguns petroglifos datam de séculos antes do almirante Pedro Álvares Cabral aqui aportar. Há registros documentados nos Cariris Velhos paraibanos e na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro.

Este material, com desenhos e fotos com dizeres decifrados, está em exibição na Brandeis University, de Boston (EUA), colhido pelo professor Cyrus Gordon.

Também foram encontradas inscrições rupestres em fenício pela coluna do marechal Rondon que percorreu o Mato Grosso levando consigo os arqueólogos R. O. Marsh (americano), A. Frot, (francês), e o brasileiro Bernardo da Silva Ramos. Meu avô, Henrique Miranda Sá, participou desta marcha.

A presença antiga não basta para desmentir a “descoberta”. Muito antes dos portugueses, os bretões e os normandos já negociava o pau brasil com os índios, levando-o para a Europa, concorrendo com a púrpura oriental.

Além disto, está mais do que provada a presença espanhola anterior à portuguesa, nas viagens de Vicente Yañez Pinzôn e Diego de Lepe, ignoradas pela historiografia oficial, segundo Eduardo Bueno, no seu livro “Náufragos, Traficantes e Degredados”.

No trabalho de Bueno, a presença de Pinzôn foi bem documentada e “cronistas do século 16 se referem a ela com detalhes. O próprio Capitão Espanhol descreveu seu desembarque no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Deixemos de lado as referências arqueológicas e históricas, e vamos nos prender à sugestão de uma polêmica entre a “descoberta” e a “conquista”, mostrando que nossa base geográfica já era habitada desde a pré-história.

Estudiosos da História do Brasil pré-cabralina sugerem inclusive que há vestígios de civilizações antigas, mais evoluídas do que nossos índios no estágio da Idade da Pedra, encontrando nos desenhos geométricos da cerâmica marajoara traços de grafias egípcias.

No interior de Pernambuco situa-se as ruínas de um monumento, conhecido como Santuário da Lapa, citado pelo historiador Cândido Costa no livro “As Duas Américas”, que precisa de uma pesquisa mais aprofundada para esclarecer se são restos de um antigo templo de civilização pré-histórica.

Oficializou-se, porém, a conquista portuguesa, abençoada pelo Vaticano, do território que os Guaranis e ando-peruanos davam nome de Pindorama – Terra das palmeiras. O território ocupado por Portugal recebeu os nomes de Ilha de Santa Cruz, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil, em homenagem ao pau brasil, cuja tinta enriqueceu Portugal nos primeiros anos da conquista.

A verdade é que fomos conquistados por aventureiros, principalmente europeus esfomeados pelas nossas riquezas, do Pau Brasil aos metais preciosos, ouro, prata e cobre. Ainda ocorre até hoje com as ONGs que atuam na Amazônia declarando amor ao meio ambiente, a flora e a fauna, quando na realidade visam apenas o subsolo…

MULTICOLORIDOS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista”.(Nelson Rodrigues)

Para defender a mesma proposta totalitária dos lulopetistas que monopolizaram o tom vermelho das bandeiras, infamando-o com práticas corruptas, as mariposas do Partido Socialista do Leblon (Psol) multicoloriram as suas asas para escapar da condenação social.

Não conseguiram enganar muito tempo, como se viu na imprensa a fotografia do “socialista” Marcelo Freixo bebericando à beira da piscina do Copacabana Palace, o templo da alta burguesia no Rio de Janeiro.

Por isto, o companheiro Freixo sofreu críticas de ordem ideológica e até gozações humorísticas abordando a contradição entre o discurso e o seu comportamento. Eis, porém, que aparece (como sempre) um intelectualóide para defender o “quadro do partido”.

O argumento cretino é de que o socialismo considera isto natural porque luta para que todos gozem os mesmos momentos prazerosos dos burgueses… A hilaridade deste raciocínio levou-me a um velho livro, escondido na estante, “La Trahison des Cleres” – A Traição dos Intelectuais – que considera este fenômeno como usual para proteger interesses pessoais do autor ou do coletivo onde participa.

Ocorre que os intelectuais, autênticos ou não, têm permanentemente um lugar reservado nas páginas dos jornais e das revistas, e sob os holofotes da tevê, por conta de repórteres amigos ou das simpatias ideológicas dos editores. Pela notoriedade, são usados ou se aproveitam disto para se meter na política.

E insistem. Veem-se figurantes de novelas, ávidos por aparecer, abrindo o bocão para o público com chavões decorados em conversas de botequim. Jogam para frente as suas besteiras acreditando que “a massa tem a mentalidade de um garoto de 12 anos, qualquer ludibrio o impressiona”, como escreveu o escritor ítalo-argentino Pittigrilli.

Trata-se de uma tática de agitação dos grupos de pressão por demais conhecida, uma falácia dos herdeiros de Stálin que se dizem defensores da participação de todos os privilégios que o dinheiro oferece aos burgueses; e mesmo sabendo que esta utopia não se materializará vão se aproveitando, eles próprios, disto.

Durante muito tempo, esta minoria que se organiza, agita, e grita mais, conseguiu iludir um número considerável de trabalhadores e a classe média; mas isto se acabou no Brasil com a degenerescência dos seus chefes mergulhados na corrupção e a desgastante repetição de enganosas palavras-de-ordem.

Como discussão ideológica – ao seu gosto – nunca é demais lembrar que os privilégios burgueses sempre fizeram parte da vida dos líderes socialistas, desde Engels – o comunista de casaca -, e o seu parceiro Marx, a quem sustentava, que viveram a vida folgada dos capitalistas que condenavam…

Foi também o que assistimos na experiência dita marxista na URSS. O regime totalitário instaurado em nome da igualdade social, enriquecia os hierarcas do partido em detrimento do povo; e fracassou.  Mas o enxame dos lepidópteros obtusos pensa em apagar a História negando malogro dos regimes que defende.

As mariposas avermelhadas e as suas auxiliares coloridas não conseguem se antenar ao sentimento do povo; agora mesmo, um atirador de elite salvou 37 vidas, abatendo um sequestrador insano, e eles, em nome de um falso humanismo, atacam a polícia e defendem o bandido.

O “socialismo” das viagens aéreas de 1ª classe, dos hotéis cinco estrelas e das limusines, condena-se por si próprio. Nem é preciso denunciar o assalto aos cofres públicos, porque os seus “intelectuais” o justificarão dizendo que o camarada Stálin também assaltou…

BOM SENSO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Tente botar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice” (Eurípedes)

Tenho um amigo no Rio Grande do Norte, o médico e ex-senador Lavoisier Maia, que nos seus discursos apelava sempre para o bom senso dos seus eleitores e enfatizava o refrão “é comparando que se entende”. As duas expressões eram tão repisadas que marcaram a sua personalidade.

A doutora em psicologia social e autora de diversos livros na sua área, Ana Mercês Bahia Bock, afirma que “o senso comum é uma ciência baseada nos fatos que ocorrem no cotidiano” e para o filósofo Aristóteles, o bom senso é “elemento central da conduta ética, uma capacidade virtuosa de achar o meio-termo e distinguir a ação correta”.

Tratando-se de uma qualidade cultural, o bom senso soma a parte intuitiva do ser humano e a capacidade dos indivíduos terem conhecimento da realidade em que vivem adequando-se às suas regras e costumes.

Na convivência social observa-se que uma pessoa age com bom senso, constata-se que ela argumenta com racionalidade ao julgar e toma atitudes corretas nas escolhas conforme os padrões morais vigentes.

Por estar ligado a moral, o bom senso praticado por um agnóstico, budista, cristão, judeu e islamita é interpretado diferentemente, mas sempre baseado na doutrina seguida e praticada.

Dois séculos atrás a História Literária Lusófona registrou um caso que ficou conhecido como “Questão Coimbrã”, uma polêmica entre António Feliciano de Castilho e Antero de Quental, em torno dos conceitos “bom senso” e “bom gosto” para julgar o realismo e naturalismo.

Castilho, escritor romântico que perseguia os clássicos da literatura, censurou um grupo de jovens escritores e acusou-os de exibicionismo e de falta de bom senso e bom gosto.

O notável poeta Antero de Quental respondeu-lhe com uma carta, depois publicada num panfleto intitulado “Bom Senso e Bom Gosto”. Defendeu a adaptação dos jovens à nova realidade que refletia grandes mudanças, e ridicularizou a poesia de Castilho, que considerava leviana e desvalorizada.

Nos nossos dias revolucionários da economia global e a consequente intromissão tecnológica, a discussão dos grandes vultos portugueses nos parece sem importância, no entanto como é preciso mudar o que deve ser mudado, exige-se o bom senso de todos, principalmente dos ocupantes do poder.

É evidente que não há bom senso do juiz que age politicamente, e de um político que age em interesse próprio. Infelizmente, tais comportamentos desses protagonistas do governo e do estado tornaram-se corriqueiros entre nós.

Falta bom senso ao homem público, parlamentar ou magistrado, que se coloca contra o combate à corrupção. Um legislando para perseguir aqueles que investigam e punem corruptos e corruptores, e o outro afrouxando as punições dos criminosos favorecendo a impunidade.

O bom senso, portanto, está na cabeça de cada um, por sua formação ideológica. Uma passagem histórica (pode até ser uma lenda) conta um fato ocorrido entre Dario – o derrotado rei dos persas -, e Alexandre – O Grande -.  Ao terminar a batalha final, o conquistador foi procurado por um emissário do derrotado.

– “Alexandre”, disse o embaixador, “Dario lhe oferece a metade do seu reino em troca de uma paz honrosa”. O conselheiro do Macedônio, Parmênio, presente ao encontro, tomou a liberdade de intervir, dizendo – “Se eu fosse Alexandre, aceitaria”.

Com a segurança e o bom senso dos grandes líderes, Alexandre respondeu: -“Eu também, se fosse Parmênio”. E recusou.