Artigo

AMIGOS

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)

“Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.”   (Machado de Assis)

Fui educado dando valor à amizade; aprendi com meu pai radical nos seus conselhos, um dos quais se tornou, para mim, princípio de vida: – “Nunca se sente à mesa para comer, beber ou jogar, sem ser com amigos”. Sigo até hoje este ensinamento.

Para o povão, o cantor Roberto Carlos ressaltou o amigo na canção em homenagem ao seu parceiro Erasmo Carlos: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada/ A sua palavra de força, de fé e de carinho/ Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”; e o mineiríssimo Milton Nascimento reforça esta ideia: “Amigo é coisa pra se guardar/ Debaixo de sete chaves, / Dentro do coração”.

Dicionarizado, o verbete Amigo é um substantivo para os dois gêneros, masculino para amigo e feminino para amiga. Vem do vocábulo latino “amicus,i” originado do verbo “amo”, significando “gostar de”, “amar”.

Coloquialmente usamos para uma pessoa com quem se mantém relação de amizade, de afeto, de companheirismo; e o seu reconhecimento, para os mais exigentes, achei num provérbio histórico vivido pelo filósofo Sócrates da antiga Grécia.

“Conta-se que o Sábio, já reconhecido como uma personalidade respeitada entre os atenienses, mandou construir uma casa para morar com a sua família. Então, os colegas de estudos, conhecidos da Ágora e alguns familiares começaram a criticar a construção.

“Diziam que o frontispício era modesto, que a estrutura externa não era digna de um cidadão da sua personalidade, e quase em unanimidade condenaram os aposentos achando-os pequenos. Enfim, nenhum detalhe escapou à censura.

“Ouvindo os comentários críticos e opiniões contrárias, Sócrates, imperturbável, exclamou: – ‘Provera Deus que a minha casa, tal como eu a desejo, pequena e acanhada, pudesse estar cheia de verdadeiros amigos’”.

Esta preleção tem o peso da sabedoria que o Filósofo com a notável perspicácia nos deixou, através dos seus brilhantes discípulos Platão e Xenofonte – porque ele não deixou escritos os seus pensamentos e ideias.

Por desgostar do poder constituído, Sócrates foi preso, acusado de corromper a juventude e provocar mudanças na religião, desdenhando dos deuses com o princípio “Conhece-te a ti mesmo” que era, para ele, a essência da vida. Foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 a/C.

Aproveitando os traços desta sapiente trajetória filosófica, qualquer um de nós gostaria de ver as nossas casas repletas de verdadeiros amigos.

Afirmando “amigos de verdade” evitamos vulgarizar a palavra que é empregada, por exemplo, como “amigo do alheio”, referindo-se a ladrão, figurinha carimbada nos meios políticos brasileiros; ou, também, “amigo da onça”, designando quem foi considerado amigo e se revelou traiçoeiro ou desleal.

Temos ainda na gíria brasileira a expressão “amigo urso” também voltada para o infiel e traidor; mas, para compensar, o lado do bem adota “amigo do peito”, aquele que é íntimo, confidente e protetor, o que nos conforta. É este que rareia entre os políticos brasileiros, deixando-os quase todos alheios à realidade por excesso de louvaminhas e falta de informação.

Sócrates, que ainda vive através dos seus ensinamentos, ensinou que “uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”, o que parece um recado secular, antecipado para o presidente Jair Bolsonaro.

O Presidente, enfrentando obstáculos para cumprir suas promessas eleitorais, deve estar atento seu maior amigo e conselheiro, ele próprio, que vive no seu cérebro e no coração desde quando aspirou a presidência da República…

CAMINHO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.” (Confúcio)

Escrevi um artigo homônimo em 2017, “O Caminho”, mostrando a intolerância stalinista contra um dos grandes intelectuais brasileiros, o escritor alagoano Otávio Brandão, autor de diversas obras entre elas, “Canais e Lagoas”, como o “Manifesto Sururu” que inspirou bem mais tarde o movimento recifense “Mangue Beat”.

Gosto muito da palavra Caminho. É poética e mística. Dicionarizada, é um substantivo masculino vindo do latim vulgar com origem celta (camminu), com riquíssima sinonímia na língua portuguesa de onde pescamos atalho, brecha, destino, momento, oportunidade, saga, senda, trilha, vereda e via.

A mitológica saga nórdica e a beleza sertaneja vivificada por Guimarães Rosa, se completam com senda, que coloquialmente é hábito, rotina; e na discussão filosófica entra com momento, oportunidade e via.

“Trilha” intitula um grupo do Twitter, com participantes comprometidos com o bem, pelo Desenvolvimento Econômico, Justiça, Patriotismo e Liberdade; luta pelo destino que todos queremos para o Brasil.

O Evangelho de João (14:6) registra as palavras de Jesus Cristo “eu sou o caminho, verdade e a vida” em uma conversa com seus apóstolos; e Confúcio, com uma lição magistral diz que: “a experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido”.

O notável orador paraibano José Américo de Almeida, cunhou na antologia dos grandes pensamentos brasileiros a frase “ninguém se perde no caminho da volta” lembrando que a gente adquire prática e perícia com o conhecimento transmitido ao longo da vida.

Pela minha ótica, a sociedade brasileira está precisando mais do que nunca de percorrer o caminho da verdade com uma lanterna iluminando as trevas de um passado recente, onde uma quadrilha se apossou do poder por um estelionato eleitoral e se manteve nele por 16 anos, demolindo, tijolo a tijolo, a ética, a honestidade e o respeito pelas tradições nacionais.

Tudo foi deles para eles. A demagogia midiática desenfreada, o assalto às empresas estatais, a criminosa transferência da riqueza nacional para as ditaduras narco-populistas e o aparelhamento do Estado, infiltrando agentes do caos nos três poderes da República.

Muito pior do que o lado material da desconstrução dos valores nacionais, o campo espiritual ficou desprovido do respeito humano e da solidariedade com a mútua e respeitosa consideração entre as pessoas. A fração perniciosa do narcopopulismo insiste em destruir reputações e impedir o avanço da luta contra o crime organizado, da bandidagem comum e dos políticos corruptos.

A ideia da solidariedade me levou ao escritor francês Remy de Gourmont que escreveu, referindo-se à uma prática de devoção budista em certos mosteiros do Nepal, que quando a neve e os temporais tornam impraticáveis as subidas na montanha, os monges recortam figurinhas de cavalo em papel e as soltam ao vento do alto das torres. Confiam que Buda vai recolhe-las e converte-las em cavalos de verdade para ajudar os peregrinos a se salvar.

Gostaria de pedir aos dirigentes do Congresso, do Executivo e do STF que pratiquem esta santa lição recortando em papel alumínio pequenos foguetes, e os soltem brilhantes sob o sol de Brasília indicando e defendendo o caminho de um futuro radioso para a nossa Pátria.

 

DOS MILAGRES

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam”  (Erich Remarque)

Escrevi num artigo anterior que as palavras são instrumentos para batear sapiência; e acrescento: é através delas que as pessoas se entendem, se julgam e se compreendem. Escritas ou faladas, quando traduzem um pensamento puro, já não pertencem a quem as proferiu; se ampliam e incorporam-se ao senso comum.

No mundo das ideias, as palavras condenam a intriga, o preconceito, o racismo e a violência, mas de outro lado recolhem e afagam a amizade verdadeira, o amor, a solidariedade humana e a verdade.

O mundo real, ao contrário. Não me lembro quem, e o doutor Google não soube dizer, deixou escrito que: “A natureza é implacavelmente indiferente. Essa é uma das lições mais duras que devemos aprender.”

Com os padrões de comportamento ditados por minorias introvertidas muitas pessoas se afastam do convívio social trazendo em si a indiferença; mas detêm o poder irremovível de escolher o que advier.  É o que as religiões monoteístas, judaísmo, cristianismo e islamismo chamam de livre-arbítrio, embora isto não esteja explícito nem no velho, nem no novo testamentos, tampouco no Alcorão.

É este impulso natural que nos leva a crer ou não crer em milagres. Dicionarizado, o verbete “Milagre” é um substantivo masculino vindo do latim, “miraculum”, do verbo “mirare”, que se traduz por “maravilhar-se”. Trata-se de um acontecimento incomum, extraordinário, que não se explica normalmente e a Ciência não comprova.

Hollywood nos trouxe em 1999 o belo filme “À Espera de um Milagre”, dirigido por Frank Darabont contando no elenco com Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse e Bonnie Hunt.

Passa-se no corredor da morte de uma prisão no Sul dos Estados Unidos. O chefe da carceragem, beneficiado pela cura sobrenatural de uma terrível infecção renal, pelo poder miraculoso de um preso, Coffey, condenado por ter matado duas crianças, tem o maior respeito por ele.

Na presença de outros agentes penitenciários, assiste-se à ressuscitação de um rato e o restabelecimento de uma senhora que tinha um câncer no cérebro. No papel do milagreiro Coffey, M. C. Duncan conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pela magnífica interpretação.

No Brasil de hoje, somos milhares de brasileiros à espera de um milagre que salve a nossa Pátria do enredo maléfico deixado pelos dezesseis anos dos governos petistas de Lula da Silva e do seu mamulengo, Dilma Rousseff, quando se institucionalizou a corrupção levando o País a tornar-se exportador de propinas para a América Latina.

E mais: deixaram a administração pública infiltrada de agentes narcopopulistas que sabotam quaisquer iniciativas e esforços para dar um fim na corrupção e criar condições para o desenvolvimento econômico do País.

Agora mesmo, estamos assistindo uma continuada conspiração, com tramas midiáticas e terrorismo virtual, botando vida política e social pelo avesso. Vemos o senhor Glenn Greenwald, cúmplice de uma criminosa ação de hackers contra personalidades do Ministério Público e da Justiça Federal, receber apoio de setores da política e da mídia, numa orquestração planejada e executada para abalar os ministros do STF, visando soltar o presidiário corrupto Lula da Silva.

A colunista Mônica Bergamo do jornal oposicionista Folha de São Paulo, porta-voz do lulopetismo, revelou outro dia a reunião de 40 advogados comprometidos em defender Greenwald. Não é pelo cerceamento da liberdade de informar, mas para impedir investigações da movimentação financeira dele pelo Coaf…

Engrossando esta grande maquinação, outro tentáculo do lulopetismo, o partido Rede, pediu que o STF suspenda qualquer investigação a respeito deste conluio contra a Lava Jato e o ministro Sérgio Moro.

Diante disso, quem pode calar-se? Sigam-me os brasileiros no compasso das palavras de Abraham Lincoln: “Pecar pelo silêncio, quando se deve protestar, faz da cidadania vergonhosamente covarde”.

INSANIDADE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Uma conduta insana pode até ser corrigida, mas não apagará o mal que causou”   
(Talmude Babilônico)

Mais do que frustrações político-partidárias e perda de identidade ideológica, vemos possessões demoníacas do fanatismo acumpliciando-se com bandidos, sem explicar satisfatoriamente o porquê desta insanidade.

Aldous Huxley na conferência intitulada “O problema da natureza humana”, propôs uma regra estabelecendo que em vez da agressividade descontrolada, deve-se pensar em fazer com os outros o que gostaria que eles lhes façam.

Será impossível que alguns parlamentares brasileiros aceitem este conselho de Huxley? Será que pelo menos um lulopetista, daqueles que defendem as minorias, a natureza e o amor, possa comportar-se em relação aos adversários políticos tratando-os como gostariam de ser tratados?

Este não é o caso, pelo visto, do deputado fluminense Glauber Braga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, quando odiento e infamante com o ministro Sérgio Moro, chamou-o de “juiz ladrão”. E depois, com a molecagem usual dos psolistas seus companheiros, apresenta-se como vítima, dizendo-se ameaçado de morte…

Não sei se é por que estou muito velho (e ranzinza), exijo um tratamento respeitoso entre as pessoas. Na minha opinião, considero uma condenável falta de ética o que ocorreu na Câmara dos Deputados. Os fatos registram isto e mais: a presença da arrogância, do ódio e da presunção do autor desta insanidade.

O verbete Insanidade é um substantivo feminino, de origem latina, (insanitas.atis), comportamento de quem perdeu o domínio de suas capacidades mentais; insano, insensato, imprudente, etc.

Segundo especialistas em psicopatologia, a insanidade (ou loucura) é um abalo da mente caracterizada por pensamentos considerados anormais, seja demonstrando alucinação ou um alheamento doentio.

Seria bom para o senhor Glauber – e os que se comportam como ele -, um tratamento clínico para o seu mal. Acho, porém, não se tratar apenas dos prejuízos enfermiços que causa; é mais do que isto.

Ele precisa de reeducação social para se comportar como o produto biológico da relação pai e mãe e não como filho de chocadeira, obrigando-nos a trata-lo como um ser sem alma, porque nem o homem primitivo tratou os semelhantes da sua nação sem o respeito devido.

O Levítico, seguido pelos israelitas, denuncia tais abominações, e foi justamente isto que o povo de Moisés encontrou ao chegar ao país de Canaã, depravação e impudor. É o Antigo Testamento registrando e condenando a iniquidade, séculos antes da chegada de Jesus Cristo.

E vai além, com o que encontramos em Isaias, contando a parábola do rei da Babilônia que morrendo, desceu para junto dos mortos, que o acolheram com palavras sarcásticas: “Que fizestes da tua magnificência, agora que os vermes te cobrem? ”

Será preciso que esta concepção antiga volte aos dias de hoje para disciplinar o comportamento dos homens públicos no Brasil? Há pessoas que acham difícil conseguir isto após 16 anos de condicionamento ideológico da pelegagem sindical que corrompeu a própria utopia socialista.

Da minha parte, ao contrário, respondo que sim, que o trato pessoal com nobreza, é uma questão de formação e cultura. Foi o que se viu na presença sem afetação, franca e sincera do ministro Sérgio Moro na Câmara dos Deputados.

A atitude honesta de Moro emprestou-lhe o brilho da tranquilidade. Foi este, talvez, o motivo dos rancorosos ataques que sofreu dos insanos defensores do Pelegão condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, sentenciado por ele como juiz da Lava Jato.

 

 

 

TAPETE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a Terra. Dentro da pelagem deste tapete vivem todos os animais respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem”. (Monteiro Lobato)

A nostalgia dos contos fantásticos levou-me a recordar o tapete voador do filme Ladrão de Bagdá, fita inglesa de 1924 que lançou ao estrelato Douglas Fairbanks. Este não vi, mas assisti o seu remake produzido por Alexander Korda em 1940. Ambas com roteiro adaptado das Mil e Uma Noites.

Korda encantou a criançada da minha época, trazendo um personagem encantador, Sabu Dastargir, que se destacou no elenco com John Justin, June Duprez, Conrad Veidt, Miles Malleson e Rex Ingram. Sabu era um ladrãozinho das ruas que ajudou com várias estripulias o namorado da filha do Califa de Bagdá.

Tivemos neste filme as primeiras iniciativas dos chamados “efeitos especiais” que viriam se consagrar nos filmes de ficção científica. Trouxe uma caverna que se abria gritando-se uma senha, um cavalo mecânico trotando no espaço e o tapete mágico com capacidade de voar, transportando uma ou mais pessoas.

O Tapete é um utensílio comum a todas as casas, pobres e ricas. Começa com um capacho na porta, depois nas cozinhas, nos banheiros, nos quartos, e dão um ar decorativo na sala. Os mais caros são um produto de esmerada tecelagem, importados do Irã, Azerbaijão, da Índia e da Mongólia.

Temos, também os de fazenda encorpada, tecida ou bordada, de palha ou materiais industrializados, borracha e linóleo. O seu uso é antiquíssimo; foi encontrado no túmulo de um príncipe cita, em 1949, nas Montanhas Altai, na Sibéria, que um teste de carbono-14 indicou ter sido elaborado no século V a.C.

Como verbete dicionarizado, é um substantivo masculino de origem latina (tăpes,ētis) e (tapēte,is e tapētum,i ). Seus sinônimos alcatifa e alfombra vêm do árabe, e o mais moderno é carpete.

Povos de várias nações do mundo estão entregues à pobreza, mas seus governantes pisam em tapetes caríssimos; no Brasil, alguns togados do STF e diversos congressistas caminham sobre carpetes que silenciam seus passos, talvez para realçar os estrepitosos discursos em favor dos seus próprios interesses.

Vejam bem. No caso do Supremo, com dezenas de processos para julgar, os meritíssimos sempre arranjam tempo para apreciar um sem número de pedidos do condenado Lula da Silva, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, e não sei quantos processos a responder pelo comportamento indigno frente à presidência da República.

Do outro lado, os parlamentares da atual legislatura de grande renovação, mas mantendo continuados os velhos costumes da prática corporativa em defesa de proveitos pecuniários e políticos. Para isso assumem até posições contra os anseios nacionais de reformas. Legislam em benefício próprio.

A pouco assistimos a criminosa articulação para soltar o chefe da Orcrim política no Congresso e no STF. A trama foi abertamente criada pelo togado Gilmar Mendes de tal maneira escancarada que os fanáticos lulopetistas prepararam com antecedência manifestações de apoio em Brasília e esperando a soltura do Pelegão em Curitiba.

Para alegria dos defensores da Justiça boa e perfeita, a pressão popular nas redes sociais impediu o golpe traiçoeiro, batendo de frente com os conspiradores.

Ficou claro que os brasileiros de cor-de-pele e gênero diversos, acima dos partidos e das ideologias, querem dar um fim na impunidade dos criminosos de colarinho branco e varrer para todo e sempre a corrupção institucionalizada pelos governos lulopetistas.

Sobrevoando Brasília num tapete voador, veremos, todavia, a contínua ação dos picaretas engavetando o fim do foro privilegiado, as reformas aprovadas eleitoralmente com Bolsonaro, os pedidos de impeachment de juízes suspeitos e o projeto anticrime do ministro Sérgio Moro.

SONHOS

MIRANDA SÁ (Email:mirandasa@uol.com.br)

“Nos sonhos, vocês despencam de alturas, ou alguém lhes corta, ou lhes bate, mas  nunca sentem dor” (Dostoiévski)

Será sonho, ou torpor, ou indiferença, a ausência de revolta, de dor e de lágrimas de alguns brasileiros que não se tocam para as sabotagens de grupos parlamentares contra as reformas defendidas pelo Governo Bolsonaro e apoiadas pelo povo?

Porque se juntam contra os projetos de ordem e progresso os fanáticos do narcopopulismo com os picaretas ávidos por lucros e os carreiristas que só veem as próximas eleições?

São perguntas atuais, e a resposta é clara:  para essa manada, o malefício da politicagem, dizem, não é uma questão pessoal. São incapazes de ver que a degradação dos costumes, da ética e do comportamento dos homens públicos, traz prejuízos para todos.

Assim se vê que enquanto a sociedade é contra a corrupção herdada da enganadora gestão Fernando Henrique Cardoso, incubadora da famigerada reeleição, do criminoso Mensalão e da eleição de Lula, os maus políticos insistem em continuar assaltando o Erário, como se a coisa pública lhes pertença.

Neste quadro, assistimos a luta do presente contra o passado; mas, infelizmente, a nascitura “nova política” só está nos planos dos recém ocupantes do poder. É um sonho que ainda não se materializou. E não entrou sequer na cabeça do povão.

O verbete “Sonho” é um substantivo masculino que indica o ato ou efeito de sonhar; com uma dupla versão de origem latina, “somnium” (sonho, sonhar com) e também “somnus” (sono, ociosidade). Ambos levam a um conjunto de imagens, lembranças ou de fantasias.

Os seus sinônimos, absurdo, aparência, devaneio, fábula e quimera nos afastam da realidade, levando-nos à velha lição de que sonhando é fácil adotar novas ideias, mas é difícil livrar-se das velhas práticas ao acordar. Na cena nacional, sonhamos em nos desfazer da bandidagem, enquanto na chamada “classe política” só se vê o apego individualista às benesses.

É com tristeza que os que empunham a História como arma assistem à antecipação das disputas eleitorais visando a sucessão presidencial, o que leva o presidente Jair Bolsonaro a descartar do que disse na campanha eleitoral contra o inconveniente e impopular instituto da reeleição.

Explica-se este recuo. O argumento é de que as barreiras contra a realização das promessas eleitorais que o elegeram, levem o Presidente a sonhar que poderá obter uma maior e melhor renovação na representação do Congresso.

Esta reação é válida num estágio político em que o tripé republicano dos poderes sofre um desequilíbrio, com o Judiciário se divinizando com a síndrome da onipotência e onipresença, e o Legislativo não consegue livrar-se dos antigos vícios do arrivismo e do carreirismo.

Combate-los é importante; mas o que o momento exige é o enfrentamento com a atividade criminosa dos terroristas cibernéticos atuando para restaurar o sistema corrupto do lulopetismo, desacreditando a Operação Lava Jato e o ministro Sérgio Moro.

Trata-se de uma guerra de guerrilha movida de fora para dentro, com mercenários estrangeiros financiados pelas propinas dos hierarcas lulopetistas depositadas no Exterior pondo em perigo a segurança nacional.

O uso do terror entre nós surfa nas ondas da mídia sensacionalista comprometida com a oposição antinacional e os peões do chamado Centrão.  Estas frentes ilegal e legal atuam sincronizadas à vista de quem tem olhos para ver e ruidosamente ouvidas por quem tem ouvidos para ouvir.

Diante disto, os patriotas perguntam: “Quando chegará o dia em que os políticos egoístas, inimigos da Verdade, sentirão vergonha, abandonarão o individualismo e reconhecerão a Justiça, a Justiça boa e perfeita, escrita com letras maiúsculas?

DIPLOMAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“O diploma serve apenas para constituir uma espécie de valor mercantil do saber”. (Michel Foucault)

O presidente da Academia, Arnaldo Niskier, que se projeta no plenário da Casa pela cultura e independência, comentou que “A carta dos ex-ministros da Educação condena o contingenciamento de verbas que todos eles fizeram e exige a solução de problemas que criaram ou agravaram”.

Verdade. Todos eles os que assinaram a “Carta” são culpados da situação terrível em que a Educação se encontra; foram incompetentes e deveriam ficar calados, principalmente sobre o corte de verbas que todos aceitaram no exercício do cargo.

Apesar disto, seguindo bovinamente esses “líderes de coisa alguma”, a manada lulopetista estoura irracionalmente contra o Governo Federal cega para o passado narcopopulista das administrações Lula da Silva e o seu fantoche, Dilma Rousseff.

Não veem como se encontra o Brasil no ranking mundial da Educação. E que isto, evidentemente, não é resultado dos seis meses de Bolsonaro, mas a herança maldita dos 16 anos de governo petista, quando as Faculdades de Pedagogia entregavam ao mercado de trabalho docentes incapazes de assumir uma sala de aula.

Isto nos envergonha, mas explica termos 14 milhões de analfabetos ao mesmo tempo em que a universidade oferece uma pós-graduação quantitativa de país desenvolvido.

O legado da má política – seja por falta de civismo ou corrupção vem da prática distributiva própria da pelegagem sindical, o “engana trouxa” importado das ditaduras cubana e venezuelana sob o rótulo de “socialismo do século 21”.

Da incompetência, irresponsabilidade e favoritismos nos governos lulopetistas e a sua midiática “Pátria Educadora” contam-se histórias incríveis. Uma delas é tragicômica; poderia se encontrar numa peça de Nelson Rodrigues ou num filme de Chaplin.

É o caso de um pelego das antigas, ex-presidente de uma das inúmeras federações sindicais, que procurou o “companheiro Presidente” solicitando um emprego público para o filho. Lula não titubeou em aparelhar mais um e encaminhou o pedinte à Casa Civil, para resolver.

Com o Ministro (foram tantos a ocupar o cargo que não se sabe qual deles), também sindicalista, o favorecido resolveu falar francamente com o colega. Disse que o filho, candidato ao cargo, era fraco de estudos, sem concluir sequer o Fundamental.

Com um sorriso maroto, o Ministro abriu uma pasta, examinou alguns papéis e disse: – “Tenho um aqui, ideal para o seu filho; conselheiro de uma empresa estatal, com um vencimento de R$ 25 mil…”

–  “Vinte cinco mil? É muito, ele acabaria me desprezando e à sua mãe”, disse o Pelego, e sugeriu outra função. O negociador então ofereceu um lugar de assessor técnico de um banco oficial, ganhando R$ 15 mil.

– “Assessor técnico, não dá, companheiro, ele é quase analfabeto… E também é muito dinheiro para um pródigo como ele… Não haveria um lugar com um salário de seis, oito mil reais? ”

O Ministro, assumindo uma postura burocrática, foi curto e grosso: – “Você não sabe, meu amigo, que abaixo de R$ 15 mil exige-se diploma? Veja se compra um por aí, é muito fácil…”

Esta parábola da pelegagem lembrou o meu avô, de quem herdei o nome, engenheiro formado na Escola Politécnica, junto com outros três colegas positivistas como ele, se recusou a receber o diploma…

INOCÊNCIA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

                          “A inocência é uma coisa admirável; mas é muito triste que ela se possa preservar tão mal e se deixe tão facilmente seduzir”. (Immanuel Kant)

Nos primeiros anos da minha vida (lembro bem, a escola era “risonha e franca”) as crianças mais sabidas tinham obrigação de ler o livro “Inocência”, de Alfredo Taunay. A meninice na casa de minha avó, convivendo com duas tias e minha mãe, professoras, eu e a minha irmã mais velha éramos muito cobrados sobre a leitura.

A narrativa suave na obra de Taunay, trazendo de memória a sua vivência nos sertões de Mato Grosso, é considerada pelos estudiosos da literatura brasileira como a obra-prima do romance regionalista.

O meu saudosismo pelo passado evoca sempre uma descrição do livro, onde o autor diz com ironia: “Debaixo do céu há uma coisa que nunca se viu, é uma cidade pequena, sem falatórios, mentiras e bisbilhotice”. Pensou como um inocente…

Conheço muita gente que considera a inocência condenável, principalmente na vida pública. Diz-se que o governante inocente se preocupa com o opositor, mas convive com inimigos sem se dar conta…

A palavra Inocência vem do latim, “innocentia, ae” com classificação gramatical variada; é substantivo feminino no juridiquês, referindo-se a estado do que é inocente, e falta de culpa; e como adjetivo de dois gêneros, significando destituído de segunda intenção, de malícia, bonachão, cândido, crédulo, ingênuo, inofensivo, tolo.

O substantivo inocente jamais poderia ser usado para Lula da Silva, pelego sindical que segundo o seu ex-ministro Antônio Palocci, vendeu medidas provisórias no exercício da presidência da República e pediu a um lobista do setor automotivo propinas para um dos filhos. Está preso por ter recebido um tríplex de propina e em julgamento pelas reformas que uma empreiteira fez no sítio de um “amigo”, mas de uso exclusivamente seu…

Por outro lado, o adjetivo inocente irá para os crédulos que passam o dia rezando e pedindo orações contra o mal, s’esquecendo que Jesus Cristo dirigiu o Sermão da Montanha para os homens e mulheres de boa vontade, mas empunhou o chicote para expulsar os vendilhões do Templo.

Estas constatações nos levam a pensar se é por inocência que algumas pessoas ativas nas redes sociais ocupam todos e todo tempo dando mais atenção às passeatas de Hong Kong do que com o roubo do nióbio no Brasil… Ou extrapolam distribuindo exageradamente mensagens de “ONGs humanistas” sobre as baleias na Antártida, o crocodilo da Indonésia e a águia das Montanhas Rochosas… Sem olhar para as barragens ameaçadoras da Vale do Rio Doce.

Por conjecturas tiradas de notícias de jornal, o Brasil é, talvez, o país onde a condenação de inocentes é muito maior do que a absolvição, redução de pena ou tratamento privilegiado dos criminosos. Serão erros judiciários, argumentação inequívoca de advogados ou simples coincidência?

Neste cenário, uma coisa é certa; há quem confie apaixonadamente nesta coincidência, quem acredite que são infalíveis as poderosas bancas advocatícias, e que os juízes sempre são vocacionados para julgar.

Da minha parte, sinceramente, não vejo diferença de um museu que se incendeia por causa da displicência de uma administração que não viu fios elétricos decapados, e a sentença de um juiz que manda soltar corrupto baseado num indulto presidencial charlatanesco que ele próprio aprovou na Corte.

Como pensou Albert Camus, não podemos afirmar a inocência de ninguém, botar a mão no fogo, como se diz; mas quando há testemunhos irrefutáveis, bens adquiridos inexplicavelmente e sinais aparentes de riqueza, não pode haver dúvidas…. Foi o que a Lava Jato viu em vários atores da cena política, e daí advém o ódio mortal dos fanáticos lulopetistas que querem desmoraliza-la.

 

EQUILÍBRIO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Não há liberdade se o Poder Judiciário não estiver separado do Legislativo e do Executivo” (Montesquieu)

Condeno a homofobia por questão de princípio filosófico, pelo respeito humano, pela afetividade, o amor e o respeito com pessoas homo afetivas. Reprovo da mesma maneira o STF, por legislar a respeito quebrando o equilíbrio e a harmonia entre os poderes da República.

É inadequada e legislativamente descaracterizada esta condenação se não vier do Congresso. Sem uma Lei, como o juiz irá definir o tênue limite entre o conceito de opinião e o preconceito inconveniente?

Será bem-dito – sem ofensa alguma – que é difícil encontrar-se no próprio Supremo mais de três togados com formação jurídica e capacidade intelectual para distinguir entre a ofensa, a crítica e até uma expressão carinhosa.

De origem nordestina onde as palavras “bichinha”, “bichinho”, “neguinha e “neguinho” são manifestações familiares de meiguice e ternura, que aprendi e uso. E por reflexo cultural pode ser que venha agradecer com tais palavras a quem me atendeu amavelmente numa casa comercial ou repartição pública, e ser mal interpretado.

A desgraçada e seletiva justiça trabalhista criou um monstro sobre as relações de trabalho nas zonas rurais. Pessoas que viviam por tradição ou de favor numa propriedade rural, chácara, sítio ou casa-de-campo, passaram a acionar a justiça pela indução de pelegos sindicais associados a advogados inescrupulosos.

Isto certamente irá ocorrer muitas vezes por incentivo de movimentos, ONGs e organizações arbitrárias, acusando de homofobia por palavras impensadas, cessão cortês de passagem num elevador e até por gestos motivados por tiques nervosos… E haverá sempre um juiz inconsequente para condenar.

Temos constatado que este País, virado pelo avesso no Reino da Pelegagem e com as tatuagens do vitimismo e do politicamente correto gravadas, ainda convive com ladrões, oportunistas, perseguidores, traidores e trapaceiros que se organizam em bandos de ideologia narcopopulista.

Vimos agora mesmo, a convocação de uma greve geral contra a reforma da Previdência, que será a taboa de salvação dos atuais aposentados e pensionistas e reabrirá o palco da economia descortinando o desenvolvimento do País.

Com esta demonstração usual de impatriotismo, a Federação Única do Atraso, sob a hegemonia do PT, tenta pressionar o Congresso por baixo como fazem os lobbies do funcionalismo privilegiado por cima.

Não deu certo. Fracassou; mas, como sempre, a vanguarda do atraso vai judicializar o problema, na pressuposição de que algum juiz aceite este cheque sem fundo que pretende fraudar a riqueza nacional.

Tristemente, é assim que a camarilha lulopetista age para abalar os três poderes da República, consciente de que está no equilíbrio harmônico entre eles a sustentação do Estado de Direito que desejam esfaquear.

O verbete Equilíbrio é um substantivo masculino que indica na Física um sistema de forças que se compensam e se anulam, e, coloquialmente, é usado como balanceamento sem oscilações ou desvios. Fala-se em “pôr os pratos numa balança”. Está na etimologia da palavra.

Registra-se na origem latina, ‘aequilibrium‘ significação igual, por ser uma composição do adjetivo ‘aequus‘, igual,  e ‘libra‘, balança. No sentido figurado é austeridade, comedimento, moderação, prudência, etc.

O Brasil está precisando de uma dose cavalar destes sinônimos, para protestar contra a absolvição sob alegação de insanidade do criminoso que esfaqueou um candidato à Presidência da República. Adélio Bispo – O Demente – cursou duas faculdades, filiou-se a um partido político, visitava a Câmara dos Deputados e recebia financiamentos para viajar, hospedar-se e se manifestar politicamente.

Vá ser “insano” assim no Conselho Federal de Medicina…

 

 

O BONDE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Perdi o bonde e a esperança” (Carlos Drummond de Andrade)

Ainda trago na memória as minhas viagens de bonde para a escola, quando decorei o reclame (como a gente chamava anúncio no meu tempo) afixado bem à frente do carro, atrás do condutor:

“Veja ilustre passageiro/ Que belo tipo faceiro/ O senhor tem ao seu lado;/, no entanto, acredite, / Quase morreu de bronquite, / Salvou-o o ‘Rhum Creosotado’”. Corria à boca pequena que o verso era de Olavo Bilac; pesquisei, mas não encontrei esta referência.

O bonde foi um meio de transporte coletivo muito popular. Na sua origem, era puxado por tração animal e depois com motor a vapor em 1873, e finalmente, em 1881, pelo motor elétrico. Os primeiros elétricos foram construídos nos Estados Unidos, surgindo um ano depois na França. Ainda hoje circulam na Europa, trafegando na Suíça, Alemanha e algumas cidades da França. No Brasil, o pioneirismo coube à Cidade de São Paulo.

O verbete “Bonde”, dicionarizado, é um substantivo masculino, de origem brasileira, pois em todos países de mundo o veículo sobre trilhos movido à eletricidade, era chamado “Elétrico” nos seus idiomas nacionais.

A História registra que designação brasileira foi criada pelos paulistas, que o associaram ao lançamento de títulos a receber (em inglês “bonds”) da empresa “The São Paulo Tramway Light and Power Co. Ltda.”.

Hoje o vocábulo “Bonde” está quase esquecido para indicar o transporte urbano elétrico sobre trilhos; atualmente temos a sua evolução conhecida por VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

A palavra “Bonde” foi mais tarde adotada em usos diversos, principalmente na gíria; serve para mau jogador de futebol, negócio que dá prejuízo, ônibus que transportam presos e para grupos de amigos, aparecendo nas letras de funk e nomes de bandas como Bonde do Tigrão.

Partindo do consagrado princípio de que a voz do povo é a voz de Deus, a ideia do transporte coletivo subsistiu, determinando o arrastão de bando de assaltantes. Este “bonde” é o desastre contemporâneo, retrato da violência nas grandes cidades do mundo.

Mostra com clareza o confronto do mal com o bem que ocorre também em vários setores da sociedade, contrariando as alocuções conformistas do “sempre se fez assim”. Esta mentira reforça os malefícios, porque antes os registros de malfeitos e crimes espetaculosos foram pontuais; como também eram raras, embora conhecidas, situações desabonadoras nos meios políticos.

Pode-se até apontar males herdados do passado longínquo, como o autoritarismo governamental, o oportunismo parlamentar e os julgamentos pouco ortodoxos dos tribunais superiores, mas isto não foi generalizado.

Agora as organizações criminosas de ladrões, ou para o tráfico de drogas, ou ações corruptas de homens públicos como regra geral, estão institucionalizadas graças aos governos lulopetistas, uma constatação que refuta o pensamento cúmplice do “sempre se fez assim”.

São intoleráveis as decisões políticas do STF – onde alguns ministros sonham com a volta ao Senatus Populusque Romanus, quando juízes eram também senadores legislando e decretando – e revoltante o aviltamento do Centrão chantageando o governo.

Entretanto, nada disso se compara com a ação da conspiração criminosa para livrar da cadeia o chefe da Orcrim política, Lula da Silva, e aplainar a volta ao poder da quadrilha lulopetista que arrasou o País.

É o que se vê através do esquema da bandidagem cibernética das conexões lulopetistas internacionais contra a Lava Jato; o pior é que se trata de uma organização sofisticada e sua trama reforça o desejo do Bando dos 4 do STF e os picaretas do Centrão de implantar a censura nas redes sociais.

Isto sim, seria uma volta ao que já se fez, a Inquisição torturando e queimando em praça pública os que diziam que a Terra é redonda…