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QUE DROGA!

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br 

           “Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo. ” (Carl Jung)

Tem coisas que a gente lê e por descuido não guarda a fonte, nem a publicação, nem o autor. Foi o que ocorreu comigo, guardando de memória o círculo vicioso da ação da morfina no corpo do usuário, produzindo a apomorfina venenosa que só pode ser combatida pela morfina, que se torna apomorfina, que reclama outra dose de morfina…

Fora desta curiosa e repetitiva ingestão da morfina, é preciso esclarecer que o morfinômano ao se injetar vive uma sensação de bem-estar, uma satisfação prazerosa, irresistível em todos os sentidos. Por isto vicia e destrói vidas, sem olhar idades, sexos ou cor da pele.

Durou muito, até no início deste século 21, que os tradutores de filmes norte-americanos traduziam “shit”, merda, por droga, como se a droga fosse menos ofensiva na linguagem do que merda…

Interessante – para a linguística – é que a tradução livre levou os dicionários brasileiros a adotarem a definição do substantivo feminino “droga”, como coisa de pouco valor, ou desagradável; quando o seu sentido original se refere a ingredientes químicos, farmacêuticos e laboratoriais, principalmente para produtos alucinógenos, entorpecentes e tóxicos.

A linguagem humana sofre influências permanentes, primeiro no uso coloquial e depois literária. A distorção se estende ao jornalismo que atualmente sofre com excessos incutidos por inspiração externa, não só verbal como infelizmente ideológica. Confusão entre literatas e historiadores (os primeiros jornalistas) sempre existiu.

É curioso que com referência à poetisa Safo de Lesbos, Platão escreveu no “Fedro”, que ela era linda, enquanto Leopardi, não sei de onde tirou isso, afirma que era feia.

Isto, porém, mergulha apenas na nossa imaginação, mas não como a imprensa tem feito agora comprovando o que dizia Von Bismarck, que “As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra e antes de uma eleição”.

Mentiram demais nas últimas eleições que atravessamos. Algumas mentiras foram apenas potocas, algumas lorotas, e todas saíram na urina. Mas alguns órgãos de comunicação adentraram na impostura, na fraude, no crime eleitoral.

A Folha de São Paulo e seus puxadinhos especialmente, publicou uma reportagem de página inteira – para escandalizar – “revelou” que “empresas estariam comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT e de apoio ao candidato Jair Bolsonaro no WhatsApp”.

A matéria denuncia e insinua tratar-se de grave crime eleitoral, configurando caixa 2. Pode até se pensar numa fraude articulada, porque a notícia se espalhou de pronto por toda imprensa nacional e estrangeira, e o PT viciado em patranhas participou do conluio e, rápido como quem furta (está acostumado a isto), acionou a Justiça solicitando investigações e a cassação do candidato adversário.

As togas esvoaçaram no STF. Declarações bombásticas na mídia sobre a utilização indevida do WhatsApp foram indiretas inegavelmente diretas à campanha de Bolsonaro.

Ocorre que as “revelações” da Folha eram, esta sim, “fake news”, e foram desmentidas pelo Facebook e o Twitter, modestamente, sem repercussão no noticiário; mas silenciou “juristas” e “especialistas” e, como sempre fazem nos ardis que praticam, os dirigentes do PT, varreram para debaixo do tapete a sua ação criminosa.

Assim, ficou tudo como d’antes no quartel do Abrantes. Então, insisto:  e se o eleitorado tivesse acreditado nisto? E se a resultado do pleito apontasse, em razão do escândalo, a derrota de Bolsonaro? Shit…. Que droga!

Acho que a Justiça deve acrescentar na ata do fim-de-ano ao seus sucessos, uma desculpa ao povo brasileiro, e a única desculpa plausível é a punição dos bandidos que urdiram a trama.

O RABO DO MACACO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A Cotia tinha um rabo enorme, mas só se preocupava com o rabo do Macaco; se distraiu, esquecendo o seu próprio rabo, e terminou cotó”. (Do folclore)

Um dos contos mais conhecidos da tradição oral brasileira, “O Macaco e a Cotia”, foi apropriado e compilado por Silvio Romero, que, com Teófilo Braga, publicou o livro “Contos Populares do Brasil”. Mais tarde, Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil no Brasil, publicou também a mesma historieta.

Conheço-a. Mas ouvi da minha avó Quininha, quando menino, uma versão bastante diferente da registrada por eles. Esta narrativa avoenga é:

“O Macaco e a Cotia conversavam na beira de uma estrada onde trafegavam vários carros de boi carregando cana para o engenho;

A Cotia era muito nervosa e alertava o macaco para o perigo que representava o trânsito para seu enorme rabo: – “Macaco, tira seu rabo da estrada, senão o carro passa por cima e corta-o”.

O Macaco não dava atenção à lengalenga da amiga, várias vezes repetindo preocupada o alerta. De olho nos carros e no rabo do macaco ela se distraiu e esqueceu o próprio rabo que um carro esmagou. É por isso que a Cotia não tem rabo…”

Na política brasileira a gente vem assistindo diuturnamente a moral contida nesta história, com várias cotias chamando a atenção do macaco para tomar cuidado com o rabo deixando o seu à mercê do tráfego intenso da vigilância popular.

Extraída da EBC, vimos um pronunciamento da ministra Cármen Lúcia, do STF, numa palestra em que disse que o mundo atravessa um momento de mudanças que, muitas vezes, se tornam “perigosamente conservadoras”; admitiu ainda que “muitas vezes”, fica preocupada com as opções feitas pela sociedade.

Até recentemente Cármen Lúcia era presidente do Supremo cargo que passou para o colega Dias Toffoli. Não vimos a sua “preocupação” quando o seu sucessor, em sessão extraordinária da 2ª Turma do STF determinou a libertação “imediata” do corrupto José Dirceu, condenado pelo TRF-4 e sentenciado à prisão.

Aliás, a meritíssima Togada não se inquietou com várias decisões da 2ª Turma, que recebeu da mídia a designação de “Jardim do Éden” pela leniência, quase favorecimento, a corruptos presos pela Lava Jato, e sofreu comentários atribuindo-lhe “diarreia jurídica”.

O bando dos três, Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowsky formou uma maioria na 2ª Turma que, sinceramente, pôs em risco a credibilidade do STF soltando um contêiner de presos pela Lava Jato, e houve até boatos que tramavam com alguns picaretas do Congresso um ataque aos membros da PF, MPF e juízes que investem contra a corrupção.

Anteriormente, os mundos jurídico e político, também aceitaram calados o fatiamento do impeachment de Dilma Rousseff e a manutenção dos direitos políticos dela em flagrante desrespeito à Constituição praticado pelo ministro Lewandowsky acumpliciado com o corrupto Renan Calheiros, então presidente do Senado.

Todos estes, ficam arrotando ética, liberdade e patriotismo para aconselhar o presidente eleito democraticamente pelo povo brasileiro, Jair Bolsonaro, tentando pautar suas atitudes, comportamento e visão do ministério que vai compor e até do governo que pretende fazer. Não olham os próprios rabos.

Até a OEA, que tem um enorme rabo bolivariano, resolveu dar palpites sobre o futuro governo, falando de ameaças à liberdade de expressão e riscos de práticas ditatoriais que nunca se importou existirem efetivamente em Cuba e na Venezuela…

Dispenso fazer comentários sobre a massa fanatizada do lulopetismo, pela inutilidade de esperar de robôs primários com memória mecânica e suporte magnético de uma ideologia superada. Não se espera deles nada do que a conspiração para levar o País ao caos.

Seja como for, porém, esse grupo, cada vez mais minoritário, que olha e se preocupa com o rabo dos outros, terminará cotó, mutilado pelo trator da História…

 

 

DONA-DE-CASA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão” (Ludwig von Mises)

Como colecionador de palavras, sei que a expressão dona-de-casa entrou em completo desuso. Quando é empregado, raramente, é depreciativo; mas quando eu era menino, pré-adolescente, a mulher que se investia desta designação era respeitada e tida como esperta em economia.

Faz muito tempo isto. Antes do Celso Furtado pôr em moda no Brasil a função de economista e, consequentemente, a multiplicação das faculdades para suprir a demanda… E os economistas, num curto período, superaram os bacharéis de Direito…

Economizar a renda familiar era uma das virtudes domésticas e a dona-de-casa sentia os efeitos da inflação e se prevenia contra ela, porque o aumento dos preços no mercado era sinal dos males que adviriam.

A História registra que a inflação submergiu o mundo na pior crise financeira de todos os tempos após o crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, quando ocorreu a desvalorização galopante das ações e do meio circulante.

Contava-se nos meus tempos de escola que foi tão vertiginosa a desvalorização do marco alemão e o consequente aumento do custo de vida, que os fabricantes da cerveja “Coroa” acharam que sairia mais barato usar notas de cem marcos como rótulos nas garrafas do que os imprimir.

Levando uma lanterna nas costas (como aconselha Buda para iluminar o que passou), devemos nos preocupar com a Economia, confiando no superministro Paulo Guedes, indicado por Jair Bolsonaro. Torcemos para as medidas que visam tirar o País do atoleiro enterrado pelo incompetente e corrupto Governo Dilma.

Pouco entendo de economia, apesar de ter cursado cinco semestres do curso na Escola de Economia da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande; mas por enxerimento defendo a ideia de multiplicar o número de bancos no País, quebrando o oligopólio de seis bancos que controlam o sistema.

… E para clarear a miopia dos defensores da política econômica narcopopulista do PT, não custa lembrar que nunca, em tempo algum, os bancos lucraram tanto como nos governos lulopetistas.

Infelizmente, subsistem no chorume dos governos de Lula e Dilma, pessoas que defendem a filantropia criminosa à guisa de política social com o dinheiro arrancado do contribuinte, pessoas que negam a roubalheira na Petrobras e coonestam os empréstimos criminosos do BNDES no Exterior.

Vale a pena juntar à metáfora da dona-de-casa, a figura do pai austero, que mesmo distante assume a soberania para disciplinar os relacionamentos familiares e sociais. Por isso, aplaudimos a ida do juiz Sérgio Moro para o superministério da Justiça e Segurança Pública; Moro, com Paulo Guedes, serão os laterais que nas táticas modernas do futebol garantirão a defesa e o ataque do time das mudanças.

Com eles, vamos arrumar a Economia e combater a corrupção. Será a mudança de rumo na situação econômica caótica herdada do lulopetismo e para dar continuidade à Lava Jato e punir os quadrilheiros da corrupção.

Assim, devemos abrir a caixa preta do BNDES revelando se a corrupção adentrou na instituição; e não será preciso materializar o detetive Sherlock Holmes para investigar isto. Bastam os eficientes agentes da Polícia Federal e a simetria do pessoal do Ministério Público com os garotos de 25 anos, estudiosos, que passam em concurso para juízes federais…

O corrupto Lula da Silva que beneficiou com propinas das empreiteiras o PT, os hierarcas do partido e enriqueceu a si próprio e sua família, já foi condenado e preso; agora é pegar os demais, castigando-os como faria um bom pai; e assim amealharemos dinheiro para a feira, como faziam as donas-de-casa antigamente.

O GRITO DAS URNAS

MIRANDA Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se não quiserem uma cidade suja, não depositem lixo nas urnas” (Mário Sérgio Cortella)

São muitos, e bem situados, os olhos cegos e os ouvidos moucos que não viram, nem ouviram, o grito das urnas; na sua cegueira e surdez juntam-se aos derrotados nas eleições democráticas que levaram Jair Bolsonaro à presidência da República.

A imensa maioria dos brasileiros viu e ouviu o repúdio sofrido pelo narcopopulismo e o fracasso principalmente de Lula através do seu poste, Haddad, e dos salientes líderes lulopetistas Dilma, Lindberg, Manuela, Marinho, Pimentel, Requião e Vanessa. E este arrastão levou à derrota os parceiros e simpatizantes Alckmin, Ciro, Edson Lobão, Eunício Oliveira, a família Sarney e Romero Jucá.

Além das personalidades conhecidas, foram inequivocamente muitas entidades ligadas à política, e o jornalista Paulo Roberto de Almeida levantou no seu Blog “Diplomatizzando” várias delas, a partir dos institutos de pesquisa que até tentaram ajudar uma possível fraude.

O eleitorado abateu a mídia nacional e internacional. Atropelou “Clarin”, “Der Welt, “Economist” “Le Monde”, New York Times, Time…  Levou de roldão a Folha de São Paulo e o Sistema Globo; e os macacos de imitação do jornalismo nacional.

Caíram, contraditos, os intelectuais militantes do bolivarianismo, advogados, cientistas políticos, especialistas de qualquer coisa, filósofos, intelectuais à disposição para alguma campanha, estudantes que não estudam para cumprir tarefas partidárias e professores doutrinadores.

O espectro assustador do fascismo embora apenas fantasmagórico, abateu também significativamente a manada de inocentes úteis (e uns nem tão úteis assim), mobilizados para as ações de agitação e propaganda contra Bolsonaro.

A perda eleitoral não poupou os democratas de vídeo, mais palanqueiros do que ativistas. Nem alguns dos ministros do STF que resmungaram críticas, e a togada Cármen Lúcia precipitando-se na futurologia ao dizer que “‘Estamos vivendo uma mudança perigosamente conservadora'”.

Dessa maneira sucumbiu a decoreba jurídica das lições de Montesquieu ensinando que “Não há liberdade se o Poder Judiciário não estiver separado do Legislativo e do Executivo”, porque sem a equação republicana dos três poderes equiláteros será falida sem que os poderes sejam separados e iguais.

Resta aos brasileiros sedentos de informação as redes sociais, porque a chamada “grande imprensa” quebrou, da forma em que o Brasil assistiu na primeira entrevista coletiva prestada pelo futuro ministro da Justiça e Segurança, o juiz Sérgio Moro.

Os cidadãos letrados vimos revoltados como atuam os repórteres de baixa qualidade, pautados não para elucidar ideias e propostas, mas para perguntas inquisitoriais com repetitivos temas de agrado das obtusas esquerdas: conservadorismo, extrema-direita, ditadura, feminismo, homofobia, índios, quilombolas, tortura…

Como escrevi anteriormente, ainda há quem mantenha os olhos cegos e ouvidos moucos para não ver e não ouvir o grito das urnas, e o pior surdo é o que não quer ouvir. É por isso os jornais não conseguindo extrair leite de pedra, saíram no dia seguinte com manchetes chochas, com textos aguados de insinuações, intrigas, suposições…. Pobre Leitor!

É tão ruim o jornalismo atual, que nos valemos do colunista social Ibrahim Sued, para desprezá-lo: “Os cães ladram e a caravana passa…”

FOLHETIM – O RETORNO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas” (Charles Chaplin)

O Folhetim surgiu na França no início do século XIX para atrair leitores além dos mercadores interessados no movimento náutico e no vaivém das mercadorias; mas atravessou o Atlântico e medrou como cogumelos após as chuvas.

O substantivo masculino Folhetim é um galicismo, vindo do francês “feuilleton”, dicionarizado lá como “pequeno caderno veiculado num jornal composto de um terço da folha impressa”; e aqui aparece como publicação não periódica, revista de acontecimentos.

Chegou ao Brasil via Portugal na transmigração da corte real portuguesa. Saiam nos jornais publicados na capital do Império e republicados nos jornais do interior trazendo uma literatura amena, críticas literárias e teatrais e, com maior atração, fragmentos de romance novelizados.

Evoluindo pela demanda, adotaram os chamados “romances de folhetim” virando uma febre nacional. Nos anos de 1940 foram revividos nos Diários Associados, nos jornais de Assis Chateaubriand, onde brilhou Nelson Rodrigues com o pseudônimo de Suzana Flag.

O primeiro romance que Nelson publicou foi “Meu destino é pecar”, conquistando um sucesso extraordinário e logo seguido por “Escravas do Amor”, “Minha Vida”, “Núpcias de Fogo”, “O Homem Proibido” e “A Mentira”.

Outras publicações concorrentes, como a revista “Grande Hotel”, da Casa Editora Vecchi e a revista “Capricho” da Editora Abril, também traziam folhetins, e, na última, consagrou-se a novelista Janete Clair.

No campo da política e até mais para a politicagem, apareceu um primo do Folhetim, o “Folheto”, tipo de folheto impresso em papel barato e distribuído à larga, de mão em mão, com finalidade de alcançar um grande público. Foi inicialmente o recurso de partidos e movimentos ilegais para agitação e propaganda, e depois para divulgação de mercadorias, distribuído em farmácias e supermercados.

Com pequeno texto em caixa alta, ainda é muito usado na propaganda eleitoral. Com o termo folheto são impressos com a finalidade de informação muitas vezes fraudulenta. E eis que na sua decadência, o antigo jornal paulista outrora considerado entre os de maior tiragem no Brasil, se tornou uma espécie de folheto, o panfleto destinado a defender o lulopetismo corrupto e corruptor.

Com 78 anos de existência, o jornal teve como diretor o jornalista Otavio Frias Filho, recém falecido, e que deve estar se mexendo no túmulo ao ver o declínio crepuscular do jornal e, principalmente o jornalismo primário nele praticado.

Durante toda a campanha eleitoral que terminou com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência da República, a Folha moveu contra ele ataques inusitados, e continua a fazê-lo publicando mentiras, intrigando o presidente eleito no campo internacional.

Assim ocorreu com a falsa notícia de que o governo da Colômbia propunha uma aliança com Bolsonaro para invadir a Venezuela, tendo um desmentido imediato e enérgico; insiste em provocar atritos com a Argentina e trazer ameaças comerciais da China. Enfim, torce contra o País, impatrioticamente.

Os repórteres da Folha se especializaram em abrir sarcófagos, tirando deles múmias tipo Celso Amorim, FHC e José Sarney, para criticar o futuro governo, sequer composto, com hipotéticas projeções. Colunistas esvoaçam como mariposas no STF introduzindo-se sob as togas dos ministros para arrancar críticas ao juiz Sérgio Moro.

Aumentando o seu descrédito, o ministro Celso de Melo desmentiu uma nota que divulgou opinião negativa dele a Moro.

Com este retorno ao Folhetim, o Folheto de São Paulo é tragicômico, choramingando a ameaça de corte de verbas governamentais; considera que sem as boquinhas sofrerá um atentado à liberdade de imprensa…. Neste lamento hilário, conta com apoio irrestrito do Sistema Globo.

 

COMO A FÁBULA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Pode-se enganar algumas pessoas todo o tempo. Você pode também enganar todas as pessoas algum tempo. Mas você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo”. (Abraham Lincoln)

Nos tempos em que a imprensa ainda era o “espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos” no dizer de Machado de Assis, jornalista Carlos Heitor Cony tendo convivido e atuado profissionalmente nos jornais, afirmou num belo artigo que “a literatura começou com as fábulas”.

Eu diria que as fábulas também orientam a boa imprensa, pois encontro na fábula “O Lobo e o Cordeiro”, de Esopo, atualizada por La Fontaine e abrasileirada por Monteiro Lobato, uma interpretação do que fazem os lobos pelados do lulopetismo, famélicos de vingança pela vitória eleitoral de Jair Bolsonaro.

A simplicidade da historieta tem um peso de muitas toneladas de intenções maléficas:

“Um cordeirinho estava matando a sede num riacho quando, vazante acima, ouviu um lobo, que também bebia água, gritar: – “Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo? ”

Amedrontado com a figura sinistra do canídeo, o cordeiro respondeu tremendo: – “Senhor, não tenha raiva, estou a vinte passos descendente, não posso estar sujando nada… “ O lobo se fez desentendido: – “Mas eu sei que você andou falando mal de mim no ano passado…”

– “Não pode, senhor, eu nasci este ano… “ Rosnando como nunca o lobo retrucou: “Se não foi você, foi seu irmão, o que dá no mesmo”. Ainda mais amedrontado, o cordeiro se justificou: – “Não tenho irmão, sou filho único…”

Mostrando os dentes, o lobo se achegou gritando: – “Não importa, foi alguém que você conhece, outro cordeiro, ou os cachorros que pastoram o seu rebanho! ” E pulou sobre o cordeiro e matou-o a dentadas.

Não é isto que ocorre com a minoria raivosa do PT, derrotada nas urnas, vivendo uma realidade paralela antagônica aos anseios do povo brasileiro?

Jair Bolsonaro ainda nem tomou posse e o lulopetismo já mobiliza os fanáticos cultuadores da personalidade do corrupto Lula da Silva para manifestações de protesto contra um governo que não começou.

Quando o astronauta Marcos Pontes, embaixador da NASA, com credenciais acadêmicas e técnicas é indicado para o Ministério de Ciências e Tecnologia, é esnobado pelos burocratas incorporados às pesquisas financiadas pelo governo.

Ao escolher para o Ministério da Defesa o general Augusto Heleno, reconhecido e condecorado estrategista pela segura pacificação do Haiti, que comandou, ladravazes oposicionistas contestam, por que acham que deveria ser um civil no cargo.

Ataques violentos são lançados contra o atuante parlamentar gaúcho, Onyx Lorenzoni, escolhido para a Casa Civil da Presidência da República, que coordena a transição para a posse.

Assim chegamos à esperada indicação do bravo, competente e íntegro juiz Sérgio Moro, aplaudida pelo povo brasileiro quase à unanimidade (noves fora os militantes descerebrados do narco-populismo). Então, é foi um “Deus nos Acuda! ”

Esbravejam por que Moro dizia que não se meteria na política, e não se meteu, pois, para assumir um Ministério, não precisa obrigatoriamente ser político, como nos tempos do “toma lá, dá cá” do Império da Corrupção Lulista.

E o pior de tudo é o bando antidemocrático e antinacional lulopetista ser atemporal nas acusações que faz. Uivaram que o general Mourão fora torturador em 1969, quando tinha 16 anos e não ingressara na escola militar, agora rosnam que Moro condenou o corrupto Lula da Silva dois anos atrás para ajudar Bolsonaro a se eleger presidente.

Na época da condenação nem se falava em eleição, e a sentença do Chefe da Orcrim política foi confirmada e ampliada pelo TRF- 4, sucedida pelo STJ e pelo STF.

Como na fábula, depois de ter metido os dentes na Nação Brasileira por mais de uma década, a alcateia de lobos narco-populistas queria mais; mas nós, o povo brasileiro, a enxotamos pelo voto.

 

O RABO E A PORCA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A pátria de um porco encontra-se por toda a parte onde há bolotas”. (François Fénelon)

Houve uma época muito antes dos cinemas exibirem a futurologia das séries de Flash Gordon e da entrada triunfal da Internet no concerto das nações. Imaginem que então se discutia qual das duas ferramentas da cultura, a imprensa e o livro, seria extinta em primeiro lugar.

“O livro absorverá o jornal? O jornal devorará o livro? ” – São duas perguntas escritas por Machado de Assis no artigo “O Jornal e o Livro”, em que o fundador da Academia Brasileira de Letras fez uma extraordinária defesa do jornal.

Bons tempos aqueles em que o jornal tinha compromisso com a verdade sem pender em apoio ao pensamento dos anunciantes e muito menos submeter-se à defesa do governo auferindo verbas públicas.

Na época de Machado, o jornal era, para ele, a “literatura cotidiana”, reproduzindo o espírito do povo, “espelho comum de todos os fatos e de todos os talentos, onde se reflete, não a ideia de um homem, mas a ideia popular, esta fração da ideia humana”.

Cito Machado, sem dúvida um dos maiores escritores da língua portuguesa, cuja obra leio e releio permanentemente. Louvo-o como intelectual e como pessoa humana que ocupa o vértice da sociedade brasileira como jornalista, escritor e pensador, que foi.

Respeito o homem Joaquim Maria Machado de Assis como neto de escravos alforriados, nascido e criado na pobreza no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, tendo atingido a glória sem coitadismo e sem cotas…

O livro e o jornal são, sem dúvida, manifestações do movimento no mundo social. É inegável, porém, que diferente do passado, o livro e principalmente o jornal, se movem mais para o mundo econômico… E, falando em movimento, veio a minha cabeça a sinuosidade do rabo da porca.

É por causa do dinheiro a decadência da imprensa. Assim, valho-me do chiste popular que o Dicionário de Expressões Populares Portuguesas define como uma posição diante da dificuldade, “Chegou a hora da decisão”.  “É agora ou nunca”.  “Tem que resolver é agora”.

Estes significados se deparam com a crítica feita pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à Folha de São Paulo e o consequente socorro corporativo de jornalistas, e a defesa do jornal pelos coirmãos que se penduram no úbero farto dos governos populistas.

O Brasil não quer a “resistência” às mudanças. É chegada a hora de remover a craca da politicagem no casco do nosso navio. Pouco importa a origem do hábito, mas a verdade é que os governos anteriores usavam vultosas verbas publicitárias para comprar apoios na mídia e conquistar a simpatia de alguns profissionais de imprensa.

Perante os problemas que se acumularam anos a fio, exige-se o enfrentamento corajoso para enfrentá-los e resolvê-los; no caso da Folha de São Paulo, mesmo de menor importância, é uma pedrada em casa de maribondos. Esvoaçam com seus ferrões os “defensores da imprensa livre”, os inconformados com a derrota nas urnas e, de carona no enxame, zumbem os patoteiros do “lula livre” fazendo apologia ao crime…

Com sua linguagem simples, compreensível para o povão, e a decisão de cumprir as propostas de campanha, o presidente eleito Jair Bolsonaro precisa como nunca do apoio popular; a campanha eleitoral acabou, mas o inimigo sorrateiro da Pátria se mantém fazendo sabotagens.

É aí que a porca torce o rabo. A luta continua!

OS MESMOS DE SEMPRE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A pior cegueira é a dos que não sabem que estão cegos”. (Clarice Lispector)

Quem fere a Democracia sem respeitar o pronunciamento das urnas, mantendo o discurso impatriótico da divisão nacional e a mobilização para os partidários irem às ruas para “resistência”, bem que mereceu a derrota eleitoral, porque é repugnante quem não age com nobreza.

Os brasileiros assistiram e reprovaram a incivilidade de Fernando Haddad, que como porta-voz de Lula, preso por corrupção, não reconheceu a derrota nem cumprimentou o adversário; e fez pior, voltou a falar da “inocência” do seu chefe. Caindo em si 24 horas depois, saudou pelo twitter o oponente, fugindo da orientação escatológica do PT, e sua nota oficial antidemocrática.

Guilherme Boulos, invasor e depredador de prédios públicos, a trombeta maléfica do narco-populismo, expressou com a sua cacofonia de ódio o não reconhecimento da derrota e prega a revolta, mobilizando manifestações contra o presidente Bolsonaro recém-eleito; este terrorista de botequim passa despercebido pela Justiça.

Tivemos nestas manifestações de inconformismo raivoso a contumaz deixa teatral dos lulopetistas, mostrando o que ocorreria no País se o PT tivesse vencido as eleições: assistiríamos os invasores adestrados pelas FARCs invadir propriedades, os Black Blocs chegariam babando de ódio, e os “adélios” trariam na boca o gosto de sangue.

Felizmente, o pronunciamento do povo brasileiro nas eleições foi um repúdio à violência dessa gente e que “lugar de corrupto é na cadeia”. Tivemos no pleito o avesso do esperneio dos que defendem a ditadura Maduro como “democracia legítima” e que consideram “preso político” o corrupto que combinava e recebia propinas ocupando a presidência da República.

A cidadania registra a configuração fascistoide do lulopetismo e seu discurso de rancor contestando a legitimidade das eleições democráticas e a vitória de Jair Bolsonaro. Cegos pelo fanatismo, os burocratas partidários e pelegos sindicais ignoram a realidade das urnas, e tentam manobrar seus seguidores a levar o Pais ao caos.

Usando uma tática já desmoralizada, mergulham no pântano lamacento do vitimismo taxando antigos aliados de traidores, como Ciro Gomes, e lamentando o apoio tardio parceiros Marina Silva e Joaquim Barbosa. Com esta artimanha, terceirizam a acachapante derrota, tentando manter com injeções de morfina falsificada a sobrevida do presidiário Lula da Silva, que foi o grande perdedor.

Sem fazer autocrítica, e menosprezando quem não é do bando, os narcopopulistas criam a estratégia de agitar as massas alienadas contra a expressão democrática da vontade popular. Dão continuidade às manobras que visam “tomar o poder”, conforme traçou o ideólogo Zé Dirceu.

A prática virulenta dos cultuadores de Lula comprova que eles fecham os olhos para a manifestação eleitoral, desrespeitando a Democracia que alardeiam da boca para fora. Eles continuam os mesmos de sempre, incapazes de reconhecer que o seu projeto de poder é repudiado pela nacionalidade.

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O EXEMPLO DO CAVALO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano”. (Sigmund Freud)

A visão de “mal” quer nos levar à “democracia chavista” a falaciosa definição da ditadura de Maduro que o PT e PCdoB defendem, apoiando o regime que reprime, mata e submete os opositores aos tribunais de exceção, de onde foram excluídos os juízes cumpridores da Justiça.

Está sendo avaliada, nesta eleição, a poeira fascistóide difundida pelo lulopetismo, que faz a política do “nós contra eles”, tem no seu programa o controle dos meios de comunicação e quer – como nas ditaduras que admira –, a submissão do povo ao partido e ao Estado.

Há muitos outros exemplos do que é o “mal” entre nós, que, para vê-los e expurgá-los, temos que enfrentar a blindagem da alienação que impede a distinção do que é bom ou mau, certo ou errado, moral ou imoral.

São os alienados, por ignorância ou desinformação, que alimentam os males que afligem o Brasil. Essa herança maldita da Era Petista se reflete principalmente nas universidades, entre os analfabetos funcionais, que não viram a corrupção e a sua herança maldita, o desconserto da economia, as obras inacabadas e o desemprego.

Assim, vemos no nosso país a reprodução mitológica dos males que escaparam da caixa de Pandora, e a compaixão de Prometeu pelos seres humanos, ao descer à Terra para estimular na consciência humana o combate contra a maldade.

Prometeu se aliou com a Esperança, virtude que restou no fundo da caixa de Pandora quando os males escaparam dela, e está viva na liberdade de pensar dos homens e das mulheres que não se submetem aos grilhões da alienação.

Na campanha eleitoral que vivenciamos, está depositada em nossas mãos a oportunidade de derrotar e mudar a triste realidade que dividiu o nosso País com a luta de classes e os confrontos de gênero, de racismo e das opções sexuais.

A luta contra este “mal” é felizmente liderada por Jair Bolsonaro, o Prometeu redivivo que vai derrotar a demagogia, a fraude, os privilégios, a ganância dos pelegos e o populismo barato dos semeadores da discórdia.

Cabe aos patriotas de todos os partidos, de adoções filosóficas diferentes e de religiões diversas unir-se e comparecer às urnas eleitorais para votar em Bolsonaro, seguindo o exemplo do médico gaúcho da fronteira e guardião das tradições dos Pampas que se definiu:

Disse:  – “Votando no Bolsonaro, posso até cair do cavalo, mas votando no PT tenho certeza de que “elles” vão roubar meu o cavalo e sua sela…

O COELHO E A CARTOLA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Não precisamos de magia para mudar o mundo. Nós já carregamos todo o poder que precisamos dentro de nós mesmos”. (Harry Potter – JK Rowling)

O notável escritor norueguês Joistein Gaarder, no seu livro “O Mundo de Sofia”, levantou a lebre (sem trocadilho) ao dizer que para muitos a vida é tão incompreensível quanto o coelhinho que um mágico tira de uma cartola.

Trata-se, porém, de um truque de mágica, e seu segmento que mais surpreende e causa espanto, o Ilusionismo. É quando a destreza do mágico que dá a ilusão de desafiar as leis da física quando, na realidade, é apenas uma arte performativa.

Os mágicos são reverenciados no mundo inteiro pelas suas habilidades; na Federação Internacional das Sociedades Mágicas está a sua representação e é para uma das suas promoções, “Campeonato do Mundo de Magia FISM” que desejo inscrever a intelligentsia lulopetista pela sua prestidigitação eleitoral…

Vejam como manipulam as cores de uma maneira para nenhum daltônico por defeito: foram do vermelho para o verde-e-amarelo com um passe de mágica; e, mais ilusoriamente trocaram a estrela vermelha pela esfera azul celeste estrelada da Bandeira Nacional…

A performance camaleônica é incrível. Escamoteou três vezes um programa de oitenta e tantas páginas, escondendo o apoio à ditadura Maduro, a proposta de controle da mídia e a convocação no mais puro estilo ditatorial de uma “constituinte exclusiva”.

“Elles” merecem o prêmio, sem dúvida, personalizados pelo Poste nº2 de Lula e suas palavras fluidas ao vento sobre o seu adversário. Não é fácil esconder que é manipulado de dentro da cadeia por um condenado, preso por corrupção…

Com que facilidade ele oculta enganosamente os depoimentos de Antônio Palocci, que foi um todo poderoso ministro dos governos petistas e revela o elo dos governos Lula e Dilma com corrupção na Petrobrás, e a edição de medidas provisórias com objetivo de financiar a eleição de Dilma.

Palocci afirmou – e Ciro Gomes confirmou – a participação numa reunião com Lula e Dilma em 2010, quando se discutiu propina de R$ 40 milhões para financiar a atividade política do PT.

Com que simplicidade o Poste nº2 agiliza mentiras, como o fraudulento ataque usando uma doidinha que riscou no próprio corpo uma suástica para acusar os seguidores de Bolsonaro! E a desfaçatez para arrancar aplausos de sua claque criando, com o irresponsável cantor Geraldo Azevedo, uma tortura executada em 1969 pelo general Mourão, que na época tinha apenas 16 anos e ainda não ingressara no Exército!

Que mágicas! Será como tirar o coelho da cartola tentar atrair religiosos citando a Bíblia com textos do Alcorão ou do Talmude incitando a eterna briga de judeus e muçulmanos, com seus “teólogos” cada qual defendendo o seu lado…

Às vezes, com a dissimulação do Poste nº 2 para iludir o eleitor, os truques exigem a composição de um parceiro para o estratagema, como o que mascarou o milagre da participação da candidata comunista à vice-presidente, ir à missa, contrita, com os olhos elevados para a divindade… Ou seria por ter tirado da cartola uma dose do “ópio do povo” que o Santo Marx negou aos que o veneram?