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Porque não te calas?

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa2uol.com.br)

“É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota, do que falar e acabar com a dúvida…” (Abraham Lincoln)

Na região mais inóspita do sudeste africano, até os hotentotes conhecem a frase “por que não te calas? ” dita pelo rei Juan Carlos de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que interrompia insistentemente os discursos de outros na Cúpula Ibero-Americana do Chile.

Lembrando desta precisa e antológica alocução, deu-me vontade de repeti-la para Fernando Henrique, Cardozo que divulgou uma carta aberta pela mídia, sempre simpática a ele, pedindo a união dos candidatos a presidente.

Ora, ninguém o credenciou para fazer-se destinatário dessas “mal traçadas linhas”; e, como ninguém pediu a sua opinião, não deseja ouvi-la. A Nação Brasileira não perdoa o ex-presidente, que inventou as duas coisas mais repulsivas da política brasileira, o Mensalão e a Reeleição.

FHC só perde para Lula da Silva no varejo da roubalheira, ganhando dele, porém, em malefícios cometidos contra o País, porque ajudou-o a chegar ao poder e, quando chegou, institucionalizou a corrupção com o modelo do “Mensalão”. Por isto, está preso.

O “Sociólogo” e o “Pelego” empatam no egocentrismo e na vaidade que os levam a ostentar uma autoridade que já não possuem para intervir nas eleições presidenciais, semeando discórdia e confusão.

Lula, lançando a candidatura de um teleguiado na porta da cadeia, e FHC fingindo apoiar o seu partido com um apelo ambíguo e duvidoso. A estratégia nefasta de ambos que se julgam os “caras”, encaixa-se no método socrático de insistir em acossar o adversário, isolando-o.

A História que mente jamais, tem capítulos que devem ser guardados para sempre; e para os que minimizam a tentativa de impor autoritariamente uma composição política, lembrarem a lição dada por Juan Carlos reprovando o boquirroto narcopopulista venezuelano.

Tratando-se de FHC, é mais fácil fazer a transposição do Rio Amazonas para o Sertão Nordestino do que esperar que ele, do alto de sua presunção, aceite uma crítica; mas se o “Porque não te calas” for dirigido a alguém com dignidade de reconhecer seus próprios equívocos, vale a pena.

É triste, porém, reconhecer que poucos políticos brasileiros, raríssimos, é melhor dizer, teriam o heroísmo de calar e fazer autocrítica. E FHC é o espelho da maioria deles no mictório da politicagem.

Jornalões e comentaristas sabichões da tevê, excedem com suas análises sobre a tal carta e o simulado apelo à “unidade de todos” contra os “extremismos”. Extremismo não é uma coisa nova, surpreendente, ameaçando levar o Brasil ao caos. Como todos sabemos, a explosão do extremismo depravado, incompetente e corrupto se deu nos catorze anos de PT-governo. E FHC não escreveu carta alguma…

Os tucanos que o seguem, como os gregos antigos, são exímios na arte de assistir ao teatro da realidade silenciosos, sem interrupções, mesmo em caso de incêndio; foram os que vacilaram até em apoiar o impeachment da inapta, inábil e incompetente governanta Dilma Rousseff.

Assim, a proposta de combater “os extremismos” tem endereço certo: facilitar mais uma vez que o lulopetismo que não era “extremista” quando governou para os aproveitadores das propinas, com aparelhamentos, pelegagem e roubalheira.

Mark Twain escreveu que “os tolos representam quatro quintos da humanidade; por isso não é impossível que após esbarrar num deles, apareça outro para lhe repreender”. Mesmo assim arrisco: no meu encontrão com FHC gritarei “porque não te calas? ”

 

DA RELIGIÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Que país é este onde há padres que defendem a luta de classes, aplaudem  a ditadura Maduro e idolatram um preso por corrupção? ” (Anônimo)

O uso da TV-Aparecida, concedida para divulgar a religião promoveu um debate com os presidenciáveis. Isto me inspirou a escrever este artigo. Os antigos ensinavam que discutir sobre futebol, defender ideias políticas e criticar religiões é motivo para criar inimigos, bons, os declarados, e péssimos os enrustidos.

Como fui sempre espontâneo, nunca segui esta lição; defendo o meu direito de opinião e este direito de expressar o pensamento que me acompanha levou-me a discutir sobre religião neste período histórico em que a geopolítica planetária está de cabeça para baixo, sem líderes mundiais respeitáveis, com a ONU ideologizada e as políticas nacionais tomadas pela corrupção.

Então me revolta e entristece constatar que milhares de cristãos autênticos são explorados pelos donos de denominações evangélicas e a igreja católica controlada por um clero pondo-se a serviço de ideologias superadas pela experiência.

Templos protestantes funcionam pelo mundo afora e aqui no Brasil, como casas de comércio; e, do outro lado, revelam-se os abusos sexuais, principalmente a pedofilia, entre sacerdotes católicos.

Além dos pecadilhos materialistas (e até satânicos) vê-se hierarcas religiosos intervindo na política condenando-se mais por isso do que com os próprios pecados. É um retorno ao passado dos sacerdotes persas e egípcios, das pitonisas intoxicadas do Oráculo de Delfos e dos sacrifícios humanos dos astecas e dos maias…

Quem estuda a História da Humanidade sabe que nos subterrâneos das religiões os sacerdotes praticavam lutas internas pelo poder; e o cristianismo registra verdadeiras guerras de guerrilha pela conquista do papado no Vaticano, sendo o Cisma do Oriente o fim da unidade eclesial.

Registra-se também que a partir da reforma luterana surgiram os anabatistas liderados por Thomas Münzer, combatido por Lutero, depois vieram o metodista Wesley, os suíços Calvino e Ulrico Zuínglio, o escocês John Knox, e até Henrique VIII… todos desdizendo uns aos outros.

Enquanto debatia-se a interpretação da Bíblia e dos evangelhos, surgiu a contrarreforma e a odiosa Inquisição. Agentes do centralismo e da intolerância ressurgiram dizimando sob tortura milhares, talvez milhões de pessoas, e excomungando outros tantos que não eram alcançados…

Este quadro dantesco foi renovado várias vezes, tintas sobre tintas, e no século passado com cores vivas, predominando o vermelho escarlate, pintada por padres franceses e holandeses, simpatizantes do marxismo que atravessaram o Atlântico com ideias que dariam na “Teologia da Libertação”.

Na América Latina, os jesuítas e os dominicanos no Brasil e nos países andinos sofreram esta influência. Enfrentando a doutrina tradicional da igreja adotaram o princípio da luta de classes, e da oposição entre pobres e ricos, justificando que o pobre é bom só por ser pobre, e condenando os ricos, que são maus só pelo fato de serem ricos.

Essa agitação do esquerdismo infantil inculcou nos aderentes cegos uma ideologia com tal contradição levando-os a confundir as figuras do Cristo com Che Guevara e confunde tirania com democracia, como o jornalista da TV de “orientação católica” que vê a crise na ditadura Maduro como “econômica e humanitária”.

Estes projetam revoluções de fantasia apoiando-se em partidos ditos de esquerda controlados por corruptos assaltantes do dinheiro público. Seus seguidores fanáticos repetem as palavras-de-ordem utópicas, que trazem a inconsequência trágica de fatos pontuais e momentâneos, sem nenhuma proposta objetiva para a construção de uma sociedade futura.

Representam a zumbizada que defende as ditaduras cubana e venezuelana, que aplaude o governo tirânico da Nicarágua e a insanidade da campanha “Lula Livre” para libertar um presidiário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O exemplo que cai como uma mitra na cabeça dos “catequistas libertadores”, é o “padre Dão”, João Leite Cabral, pároco de Barro, no Ceará, que se aproveitou de uma missa dominical para comemorar, com o gesto de uma facada, o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.

 

A CONSTITUIÇÃO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                    “Eu sei bem que é melhor não vender nada, nem vinho puro, nem vinho falsificado” (Machado de Assis)

Não gostei e continuo sem gostar da Constituição de 88, gongórica e populista. Seu estilo rococó, cheia de brechas e falta de exatidão. Dá muito trabalho para interpretá-la, por isso vale a pena discutir ideias em torno da Carta Magna e a proposta do general Hamilton Mourão, de que – ‘Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”.

À primeira vista, a declaração do General parece uma precaução sobre a possibilidade da convocação de uma Constituinte eleita com a maioria dos picaretas de sempre, conforme a legislação eleitoral vigente e os vícios da politicagem reinante.

Se os atuais parlamentares, mesmo com a pequena renovação costumeira, escrevessem uma nova Constituição, ela traria os mesmos privilégios que os mantém, assegurando-lhes a infame profissionalização da política e suas vantagens indevidas.

Em teoria obedeceria a “princípios democráticos”, mas há vários exemplos de rompimento da legitimidade monopolista de uma constituinte, em se tratando de mudar o sistema político deperecido e corrupto. Só não enxergam isto os usufrutuários e defensores da complacência e o favorecimento das leis.

Pela dificuldade de pesquisar certas passagens do Império, não posso afirmar se foi em 1882 ou 1883 que o Poder Legislativo, com anuência do Poder Moderador e pronta execução do Poder Judicial, extinguiu a “Polícia Secreta” então instituída pela constituinte de 1824.

O argumento para o fim dos “secretos” baseou-se no abuso ignorante de alguns membros do órgão que, para se darem importância, diziam – “Sou polícia secreta”, com intenção vaidosa de se fazer respeitar…

Aqueles esbirros traíam a própria condição de serem secretos como fazem hoje os que arrotam a defesa de uma constituinte sem impedir que as raposas felpudas da politicagem participem dela. Já imaginaram Sarney, Barbalho, Renan, Collor, Requião, Cid Gomes, Aécio e Suplicy aprovando uma Constituição?

Seria temeroso, mas mesmo assim, a ideia de Mourão de fazer uma Constituição elaborada por “notáveis”, teoricamente patriotas, honestos, cultos e independentes, é discutível: quem seriam os novos José Bonifácio, Rui Barbosa, Epitácio Pessoa, Milton Campos ou Aliomar Baleeiro?

Para saltar sobre a Democracia, conquistada por alto preço, não podíamos ter “notáveis” tipo Nelson Jobim, ou Alexandre Moraes, ou José Afonso da Silva, e muito menos pela facção política que se assenta no STF, que lá adentrou e faz a Justiça sair por outra porta…

Entretanto, os espertalhões hipertróficos da política e mantidos por currais eleitorais, sendo mais representantes da ignorância do que do pleito democrático, não se iludem sobre isto. Controlam partidos e se cercam de cúmplices ou comparsas remunerados. Seriam estes que nos dariam uma Constituição verdadeiramente republicana e democrática?

Machado de Assis escreveu que “As constituições são os tratados de paz celebrados entre a potência popular e a potência monárquica”; peço vênia ao grande escritor e pensador para perguntar: Se a Carta for elaborada sem uma constituinte e aprovada por um plebiscito será uma vitória da “potência popular”?

PALANQUE CAMBIAL

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo. ” (Eleonor Roosevelt)

Nestas eleições temos uma nova tentativa do lulopetismo de conquistar a Presidência da República após levar o País aos limites da ruína, por má gestão carimbada pela inaptidão administrativa, a incompetência e a corrupção.

Com o seu chefe Lula da Silva, condenado e preso, ficha suja, inelegível, o PT volta a ameaçar o País com outro mamulengo do tipo de Dilma Rousseff, que foi impichada por uma gestão inconsequente e ilegítima.

Esta iminência de perigo não fica restrita ao poste Fernando Haddad. Temos na corrida para o Planalto mais três ex-ministros do PT-governo que colaboraram para o fracasso do narcopopulismo ideologizado pelo chavismo que destruiu a Venezuela, outrora o país mais rico da América do Sul.

A carga pesada de um retorno à política improvisada e populista do “socialismo do século 21”, comprovadamente demagógica e falível, provoca temor nos meios produtivos nacionais e estrangeiros, trazendo à cena eleitoral um impalpável candidato, o Câmbio.

Armado o palanque cambial, o discurso ali pronunciado transmite a falta de crédito nas pesquisas de opinião controladas por cartéis e no método de votação realizado em urnas fraudáveis.

Seus alto-falantes levam incertezas à claque da poderosa moeda norte-americana que os ouve melhor do que o eleitorado retraído, fechado em si mesmo, mal saído da polarização PSDB-PT que o intoxicava.

Vê-se então o dólar balançar em vaivém com tendência a subir levando os investidores a usar guarda-chuvas para se proteger e, pior, favorecendo as transações nem sempre ortodoxas dos eternos especuladores.

Nas semanas que precedem o pleito, o dólar ultrapassou os R$ 4 oscilando nos centavos, não voltando ao preço anterior. Ouvimos de analistas do mercado que isto ocorria em eleições passadas, embora sem a mesma volatilidade.

Tivemos tal situação quando José Serra e Lula se enfrentaram, e também no confronto de Aécio e Dilma, vendo-se o Real se desvalorizar. Não é difícil se perceber que isto tem a ver com o receio dos investidores diante dos maus presságios que o lulopetismo traz.

Ninguém pode prever os rumos que a economia irá trilhar com os malefícios que poderão ocorrer se Lula tiver outro presidente para manobrar e promover o regresso às políticas irresponsáveis que defende, construindo novos propinodutos para abastecer os cofres do PT e os bolsos dos hierarcas do partido.

Há pouca memória do que a Nação Brasileira alcançou com o Plano Real, então não custa relembrar que com a sua implantação o dólar foi cotado quase ao par, e se manteve durante certo período menos do que R$ 2.

Foi a irresponsabilidade criminosa do lulopetismo com sua ideologia ultrapassada que provocou a desvalorização do Real. É indiscutível esta constatação, e é por isto que o eleitorado esclarecido precisa se mobilizar para impedir que as eleições sejam vencidas por um dos candidatos avessos às reformas e defendam o danoso bolivarianismo.

Acrescente-se a este repúdio a condenação pelo voto à corrupção que prosperou no tenebroso reinado do PT e dos parasitas que se associam a esta legenda maldita. Digamos “não” aos candidatos comprometidos com o atraso.

SALTO NO ESCURO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Todos são mais ou menos chefes. Graúdos, risonhos, nutridos, polidos, escovados, envernizados, lá estão inchando, inchando. São os grossos batráquios da lagoa republicana” (Graciliano Ramos)

Assim, como está na epígrafe, o velho Graça via os políticos em 1915. E a coisa não mudou muito de lá para cá, como a gente os vê nesta campanha eleitoral embaraçosa que nos dá mais mal-estar do que esperança nas mudanças que o País precisa.

É nesta temporada de caça ao eleitor (a que me referi em artigo anterior) que ficam transparentes os perfis dos profissionais da política. Em sua grande maioria, são fontes jorrando a falsidade liquefeita na sua ânsia de poder.

Eles são os donos dos municípios, aonde começa a corrupção. Praticam um descarado nepotismo, indicam os cargos comissionados nos Estados e no Governo Federal e mantêm privilégios desde o tempo das capitanias hereditárias.

Uns, pregadores de ideologias ilusórias, cercam-se de fanáticos, aproveitando-se deles para materializar seus projetos heterodoxos de poder; outros, aproveitadores obesos de propinas, criam para si mesmo condições especiais para conservar suas mamatas.

Para destilar essas impurezas, é preciso raspar a craca impregnada no casco da chamada redemocratização brasileira, impondo uma polarização anacrônica de direita e esquerda e levando o País ao naufrágio.

Assim se desenrola o cenário que atravessamos amedrontados com o salto no escuro que os bem-intencionados iremos dar, ao digitalizar numa urna eletrônica tanto ou mais perigosas do que os nomes filtrados da geleia que nos é oferecida.

O movimento de direita é uma consequência natural dos fracassos governamentais nos 14 anos de governos petistas, ditos de esquerda, que se degeneraram pela inaptidão administrativa, a incompetência para enfrentar os desafios econômicos e a corrupção trazida da pelegagem sindical.

Na minha visão, o surgimento episódico de uma direita nos dias atuais não é assustador como querem convencer os falsos liberais da nossa “intelectualidade” – entre aspas, por não os reconhecer como tais -; é conservador, sim, e reacionário também, por força do enfrentamento com os radicais lulopetistas, mas nada tem de autoritário e antidemocrático.

Do outro lado, avessos à realidade mundial, temos os defensores do “socialismo do século 21”, um populismo bananeiro que olha para o retrovisor da História, defendendo a implantação do totalitarismo stalinista a partir de um estado onipotente e onipresente sob a liderança de um chefe cultuado fanaticamente.

Diante disto, uma considerável fração do nosso povo almeja uma ampla restruturação do aparelho de Estado, modernizando a administração dos setores essenciais, da Educação, Saúde e Segurança e investir na descentralização do poder federativo com vistas fundamentalmente à distribuição dos municípios para que sejam realmente autossuficientes e autogovernáveis.

Temos igualmente uma proposta do estudioso da realidade nacional, Augusto de Franco, pelo seu manifesto “Por um Polo Democrático e Reformista”, que recomendo para leitura, reflexão e análise.

Neste documento encontramos o apelo para união patriótica dos que não desejam que o país seja espelhado em experiências desastrosas como a vivenciada pelo povo venezuelano.

Que esta unidade se faça com o pensamento voltado para as eleições. Da minha parte, proponho a análise mental daqueles que se dispõem a lutar pela transparência nos três poderes da República, afim de dar um fim ao seu aparelhamento, base atual da defesa dos políticos corruptos.

Como contribuição para isto, faço uma declaração de princípio: – “Meu voto para presidente será para um candidato ficha-limpa, descomprometido com os esquemas de corrupção da Era Lulopetista”. E não abro mão…

 

BOLA OU BÚLICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

        “Ninguém pode aterrorizar uma nação inteira, a menos que sejamos todos seus cúmplices” (Edward Murrow)

Na “aurora de minha vida”, antes da adolescência, tive três sonhos materializados; jogava com arte bola-de-gude, desenhava mapas por mim imaginados de um mundo sem guerras; e, embora ainda carregue dúvidas se foi meu pai ou eu mesmo que mentiu ao outro, li todos os livros da estante que ele disse serem somente para adultos…

Os mapas e os livros foram levados a sério durante toda a vida, por que acompanho a política internacional e chego a ler dois ou três livros ao mesmo tempo. Quanto as bolas-de-gude é uma saudade que carrego até hoje.

O jogo requer uma técnica toda especial. É como tocar flauta, piano ou violão, porque requer um movimento preciso em que a bolinha é posta sobre o dedo indicador com a mão fechada e com o polegar dar-lhe um impulso com força medida para chegar ao ponto que se quer.

As bolinhas são de vidro, metal (tiradas de rolimãs), pedra e porcelana chamadas no Rio de “Bola-de-gude” ou “Bila”; aparecendo no resto do país como “Biloca”, “Bolita, “Cabiçulinha”, “Pêca”, “Tilita” e “Ximbra”.  Dizem que em Portugal e ex-colônias africanas denominam “Berlinde”.

São inúmeros os tipos de jogo, muito mais do tempo em que tínhamos apenas “Buraco” ou “Búlica”, “Triângulo”, “Zepelim” e o mais simples “Mata-Mata”, que consiste em cada jogador procurar jogar a sua bola contra a dos adversários; acertando, ganha a bola atingida.

Entre essas modalidades a mais divertida é a Búlica: Cava-se três covas (búlicas) na areia com o calcanhar cada uma a uma distância de mais ou menos um metro da outra, e, após sorteio, o primeiro jogador tenta “emburacar” a série em ida e volta e se conseguir ganha uma bolinha de cada participante.

Caso erre uma das covas, a bola fica onde parou e o jogador seguinte mira na bola e no buraco gritando – “Bola ou Búlica! ”, atingindo às vezes os dois alvos…

Se a cena política no Brasil fosse um imenso campo de jogo de Búlica e fôssemos jogadores, devíamos nos concentrar deixando passar pelo nosso cérebro a aceleração pela adrenalina para acertar duplamente na Bola dos inimigos do Brasil e na cova dos que fingem ser seus adversários.

Está tudo posto no jogo: é Bola ou Búlica. Os três poderes da República ou estão aparelhados, ou são corruptos, ou inertes pelos dois motivos; junta-se a eles a mídia e os seus “especialistas de tudo”, que embora anônimos, são sempre citados nas reportagens para dar seriedade às matérias levadas ao povo de fé, mas não para mim, descrente por conhece-los muito bem…

Atravessamos a temporada de caça ao eleitor pelos mesmos caçadores de sempre (com raríssimas exceções), todos sorridentes prometendo milagres e pregando a paz, enquanto seus cúmplices atacam os adversários sem dó nem piedade.

Viu-se isto no brutal atentado terrorista contra o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro. O cenário é de guerra, porque as investigações estão em curso e não duvido de que o pretenso assassino recebeu ordens do alto, mas não de Deus, como a representação de insanidade insinua.

O bandido que se diz “desempregado” viajou por vários estados, como se viu pelas passagens encontradas pelos investigadores no seu cafôfo; cujo aluguel foi pago antecipadamente com dinheiro vivo; e, preso, é defendido por uma empoderada banca de advogados.

Mesmo sem ter uma definição eleitoral até agora, obrigo-me a prestar solidariedade a Bolsonaro, sua família, seu partido e seus seguidores, repudiando a suprema canalhice dos lulopetistas que desconfiam do atentado, como se todos adotassem suas fraudes costumeiras.

UM CENTAVO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“As crianças e os loucos imaginam que vinte anos ou vinte moedas não acabam nunca”              (Benjamin Franklin)

Comparando os valores da honestidade e da ética que circulam no mundo político, veio-me à mente a moeda de um centavo, hoje inativa, que foi instituída pelo Plano Real em 1º de julho de 1994.

A família das moedas metálicas do Real foram R$ 0,01, R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 1 todas impressas no Brasil, inicialmente em aço inoxidável e depois em aço revestido com cobre.

A extinta moeda de um centavo foi cunhada pela Casa da Moeda em aço inoxidável trazendo na “cara” a efígie da República, ladeada por um ramo de louros, e na “coroa” o valor e a inscrição “BRASIL”.

Excetuando a de R$ 0,01, todas as outras continuam em circulação, exceto as de um real de aço inoxidável, retiradas em dezembro de 2003 por causa do alto índice de falsificações. Curioso é que também surgiu a nota de 1 real, verdinha, imitando o dólar, com Efígie da República e no verso um beija-flor.

Referíamos, também, à desvalorização moral dos políticos cotejando com as moedas do Plano Real, onde R$ 1 real teve um curto período de igualdade cambial com o dólar no final de 1994 e início de 1995. No caso humano (ou seria desumano) a depreciação foi muito mais rápida a partir da eleição de Lula da Silva para a presidência da República.

Assumindo o poder, o Partido dos Trabalhadores arrastou consigo a malandragem dos pelegos sindicais e as manhas nascidas da esquerda de botequim. Roberto Campos descreveu bem o que é o partido de Lula, dizendo que “O PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam”.

A inteligência do Twitter acrescentou, o PT é um partido formado de “honestos” que roubam e “especialistas” sem especialidade… Ambas verdades inseparáveis de qualquer descrição sobre a organização criminosa que ocupou o poder por 13 anos e deixou um “puxadinho” que se arrasta a quase três.

Foi a corrupção, a imoralidade e a incompetência reinantes na Era Lulopetista que desvalorizou as moedas de R$ 0,50, de cobre escurecido por passar pelas mãos sujas da politicagem reinante.

É certo que se multiplicarmos R$ 0,50 por 208.7800.598 brasileiros que somos, segundo o IBGE, daria a respeitável quantia de R$ 1.053.902.990,00 entregues à irresponsabilidade dos parlamentares perdulários legislando para favorecer interesses grupais, e dos magistrados que reivindicam aumentos salariais, mesmo tendo uma folha de pagamentos que supera em muito o que se paga aos juízes nos países ricos.

Seja talvez exigir muito de um povo intoxicado pela propaganda narcopopulista que explora a indolência, a malandrice e a tendência a gozar privilégios sobre todos; por isso, precisamos ser contra tal realidade e fazer uma campanha eleitoral que nos permita sonhar com mudanças.

Assim, faz-se necessário aplicarmos no câmbio republicano, valorizando a Democracia e pagando para extinção do narcopopulismo e sua herança maldita nas estatais corrompidas e nos ministérios cabides de empregos.

Está em nossas mãos eleger o próximo presidente, conscientes de que poucos candidatos possuem a qualidade de um estadista; mas podemos separar as moedas que estão na mesa, pondo de lado as de um centavo, dos cúmplices da corrupção que querem a volta do lulopetismo, glorificando a desonestidade, ao dizer sem-cerimônia, que “Lula roubou, mas ajudou o Brasil”.

 

 

 

 

VITIMISMO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A mentira repetida mil vezes se aproxima da verdade” (Joseph Goebbels)

Ao denunciar o “golpismo” no Brasil com massiva propaganda no Exterior feitas pelos defensores do condenado e preso por corrupção Lula da Silva, recebi apoio dos jornalistas latino-americanos no Peru.

Não é novidade o uso do “vitimismo” como propaganda política. O nosso epigrafado, Joseph Goebbels, ministro de Hitler, divulgou-o acusando os judeus de perverterem a sociedade e explorarem a riqueza alemã.

Diga-se de passagem, que a mentira nazista foi tão difundida que ainda há hoje quem defenda o antissemitismo, do mesmo modo como os seguidores da fraude lulopetista tornam-se propagandistas com argumentos semelhantes, acusando os outros do que pregam e fazem…

Através de agências pagas com o dinheiro subtraído do Erário por Lula e seus parceiros e das propinas recebidas das grandes empreiteiras pela quadrilha dos hierarcas do Partido dos Trabalhadores, a impostura deles na mídia é permanente.

O outrora respeitado jornal norte-americano “The New York Times”, reduzido hoje a um panfleto propagador do globalismo patrocinado pelo magnata das finanças George Soros, teve o desplante de publicar o queixume do Pelegão dizendo que a sua prisão se deve a um golpe de Estado.

Felizmente, enfrentando a maledicência lulopetista a maioria desacredita desta fraudulenta reprodução dos ensinamentos de Goebbels, aceitando que há realmente um Estado de Direito no Brasil, e que Lula não é um “preso político” perseguido por setores da direita brasileira, mas um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Li com satisfação no dia 18/agosto o editorial “Uma novela criminal”, do El Universal, jornal limenho de maior circulação no Peru, condenando aqueles que creem nas defesas “midiáticas-judiciais” dos ex-presidentes narcopopulistas latino-americanos que formaram quadrilhas para assaltar seus países.

Começou enumerando a argentina Cristina Kirchner que responde pelos crimes do marido, seu antecessor, e por si mesmo. Ela que acusa o governo Macri e os “meios de comunicação hegemônicos” pelos processos além dos casos de propinas, também é acusada se beneficiar no caso dos dólares subavaliados que custou ao BC argentino U$ 3.800 milhões.

Do Brasil, a opinião do importante órgão da imprensa peruana condena a igual linha vitimista de Cristina K.  pelo corrupto Lula, ao dizer que a sua prisão foi injusta, acusando “a intenção política da extrema direita para deixa-lo fora da disputa eleitoral”.

O editorial cita outro narcopopulista corrupto, Rafael Correa, do Equador, por sequestro e corrupção; e como não poderia deixar de mencionar, mostra que o ditador venezuelano Maduro raspou os cofres da PDVSA e massacra o povo para se manter no poder.

Segundo “El Universal” e é atestado por quem é bem informado nos países de origem, esses ex-chefes de Estado criminosos alegam ser vítimas de perseguição política. A mentira deles é repetida à exaustão. Só não se torna verdade graças às redes sociais independentes.

A farsa narcopopulista já está revelada em foto grande angular. No Brasil, os artifícios ilusórios dos petistas e seus comparsas não iludem os patriotas, embora alguns órgãos da imprensa e as duvidosas pesquisas de opinião pública insistam em manter a imagem do pelego corrupto.

Bom demais é que não existe um pensamento único como imaginam os partidários do totalitarismo: em contraposição a Goebbels há um provérbio judeu que reza: “Com uma mentira se vai muito longe, mas sem esperanças de voltar”.

 

JUNTOS & MISTURADOS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se a liberdade significa alguma coisa, é sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir” (George Orwell)

No momento em que a mídia amestrada e nos altos escalões da Justiça há uma fração comprometida partidariamente, faz-se uma investida acusando o candidato Jair Bolsonaro pelo “crime” de racismo, embora se cale sobre Lula, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, e outras tantas denúncias de corrupção.

Dessa maneira, vale a pena passar a vista na realidade que vivemos. Referindo-se ao racismo, olhamos para Cuba, a maravilha do socialismo narcopopulista latino-americano, tendo dados oficiais de lá, que sete entre 10 cubanos, descendem de europeus; 20% de africanos; 8% de indígenas e 2% de chineses, uma realidade bem diferente da brasileira.

Entre nós, a miscigenação é imensa. Uma pesquisa, que vai parecer exagerada e até pode ser, porque foi feita por mim da adolescência para cá, durante 70 anos de vida, onde desenhei uma mistura de raças e cores cobrindo o mapa populacional, com 93% de mestiços; e restante restrito a colônias.

Olhei para minha formação. Do lado de minha mãe além de potiguares e negros, tive espanhóis; e do lado do meu pai, guaranis e portugueses. Vale lembrar que espanhóis e portugueses descendem dos iberos e lusitanos, que agregaram sangue celta, fenício-cartaginês, grego, romano, suevo, godo e visigodo, sem esquecer quatro séculos de dominação árabe, dos mouros vindos da África.

Devo dizer que na minha geração, primos e primas acrescentaram alemães, italianos, japoneses e judeus, ampliando a mescla na minha família, onde falta somente a presença de chineses.

Tirando o meu lado, os compatriotas apresentam mais ou menos o mesmo quadro, com condimentos sanguíneos maiores ou menores.

É coisa recente, importada do Império do Norte apodrecendo decadente, o cretino “politicamente correto” que induz a divisão sócio-política e religiosa da sociedade brasileira. Esta idiotice até trouxe na sua barriga de aluguel o termo “afrodescendente” aludido aos brasileiríssimos negros, considerável porte do nosso sangue e da nossa cultura.

Trata-se de uma ideologia desagregadora, ao gosto dos narcopopulistas inconformados com as experiências negativas nos países onde governaram e ainda governam com autoritarismo.

Na minha infância e pré-adolescência, entre os contemporâneos de rua e colegas da escola, não havia discriminação racial de nenhuma espécie, exceto os clubes do “Bolinha” e da “Luluzinha” excludentes por uma questão de gênero… Entre nós, manifestava-se social e culturalmente a espécie humana.

Éramos espanhóis, alemães e judeus fugidos do nazismo, negros descendentes de escravos, e portugueses que se igualavam na antiga capital da República aos gaúchos e nordestinos cujos pais eram atraídos pelo centro do poder.

Ninguém achava ninguém diferente, exceto na formação regional e o sotaque. Chamar o outro de “negão” ou “galego” ou “gringo” ou “pau de arara” era apenas uma questão de referência. Sem ofensa nenhuma.

Dessa maneira, é inaceitável que se leve à campanha sucessória para a presidência, governadorias ou para o parlamento, a campanha insidiosa contra um candidato que inegavelmente é extremista. Não defini o meu voto, excluindo a posição inarredável contra o lulopetismo corrupto e corruptor; mas não posso me eximir de combater a intolerância.

A indulgência pela diversidade de opinião é basilar para a Democracia do mesmo modo em que são repugnantes manifestações contra os divergentes; por isso fico com o grande Einstein que disse: «Meu ideal político é o democrático. Todos devem ser respeitados e tratados igual como pessoa e ninguém deve ser divinizado».

LINHAS TORTAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Será um embusteiro, um intrujão sem escrúpulos? Será um frívolo papagaio loquaz, um inócuo soprador de bolinhas de sabão? ” (Graciliano Ramos)

Apropriei-me do título deste artigo do notável escritor alagoano Graciliano Ramos, e perdoem-me os professores de Filosofia, um pensador universalista digno de respeito, que aproveito na epígrafe de texto.

A expressão “linhas tortas” é do velho Graça, usada para intitular o livro que reuniu crônicas diversas e críticas literárias publicadas nos jornais da sua época, e que o seu editor apresentou como uma “obra menor” da bibliografia dele…

Procurei em vários dicionários de gíria, dos exuberantes pesquisadores setentrionais aos cuidadosos pesquisadores meridionais e não encontrei a expressão. Achei “linhas” de todo tipo; na linguagem geométrica, como sucessão de pontos ou traço em movimento, e no desenho artístico ou técnico como curva, ondulada, quebrada, reta, sinuosa, etc.

No uso cotidiano, temos linha de costura, de pesca, de pipa, telegráfica, de transporte, trilho de bonde e de trem; a linha tem presença até no esoterismo com a leitura da sorte nas linhas da palma da mão.

A palavra “Linha” é um substantivo feminino com vasta sinonímia, como risca, listra, lista, traço, traçado, risco, fiada, corrente …Aparece na participação política como vimos nessa linha torta do Comitê dos Direitos Humanos da ONU se metendo no Brasil em defesa do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Lula da Silva, preso em Curitiba.

Por ser um antro de pelegos narcopopulistas, esse Comitê da ONU não é levado a sério por Israel e EUA, e deveria ser extinto por uma questão de bom senso. Isto me entristece igualmente ao expor a realidade brasileira pelas linhas tortas de uma República desalinhada com a Democracia…

Também assistimos entristecidos as garatujas que aqui no Brasil condenam o Congresso, os rabiscos que nos fazem desacreditar da Justiça, e os riscos mal traçados que nos afligem expressando a corrupção que macula nosso País.

Dá pena traçar o perfil de um embusteiro, o intrujão sem escrúpulos Lula da Silva, que mesmo condenado e preso por corrupção continua a enganar pessoas com a frivolidade de papagaio falador, apoiado por jornalistas e artistas de quem se esperava uma visão realista do país e não o brilho ilusório de bolinhas de sabão.

Infelizmente, está desenhado com linhas tortas igualmente vermos no STF uma fração de togados com poder de libertar figurões do crime organizado da política, como o ex-todo-poderoso ministro de Lula, José Dirceu, condenado a 30 anos e nove meses de prisão por corrupção e organização criminosa.

Vale a pena registrar nas entrelinhas o que observou um repórter na ocasião da evacuação do condenado José Dirceu por seu antigo subordinado, hoje ministro: “Fachin, que votou contra a decisão, disse a Toffoli: ‘Nós dois estamos entendendo o que estamos falando’”…