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Manoel de Barros

Borboletas

Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza,
um mundo livre aos poemas.
Daquele ponto de vista:
Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens.
Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens.
Vi que as águas têm mais qualidade para a paz do que os homens.
Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.
Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de
uma borboleta.
Ali até o meu fascínio era azul.

EÓLICAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Não precisas de um homem do tempo para saber para que lado sopra o vento”  (Bob Dylan)

Para justificar a roubalheira dos 16 anos de governos lulopetistas, alunos de Marilene Chaui e devotos do Frei Boff costumam justifica-los dizendo que o vento que fez mover as velas das caravelas de Pedro Álvares Cabral trouxe consigo a corrupção dominante nas cortes portuguesas…

Não mentem; mas, como lulopetistas – sem exceção –  fraudam a História para justificar o assalto institucionalizado pelo ex-presidente da República à coisa pública, e por isso, bi condenado de Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro.

Historicamente, o Almirante lusitano, sem dúvida conhecedor do disse-me-disse em Lisboa sobre o avanço reinol ao Erário, não tem um boletim de ocorrência que registre a sua desonestidade. A sua culpa em cartório é ter aportado num território que 500 anos depois se transformou num porto dominado por piratas apátridas.

Não consigo afastar da mente as circunstâncias do meu ódio à corrupção endêmica na vida nacional, vista não somente nos grandes assaltos na Petrobras, nas propinas das empreiteiras corruptas e corruptoras, como também no uso criminoso do BNDES pelos governos petistas e na venda de Medidas Provisórias por Lula da Silva, então na presidência da República.

No varejo, seguindo os exemplos vindos “de cima”, temos fraudes cartoriais em grilagem de terras, fiscais desonestos que atuam municipal, estadual e federalmente, juízes, parlamentares nos três níveis federativos e prefeitos que enriquecem de um dia para o outro.

A aragem de benesses, compadrio, leniência legalizada, privilégios e vantagens de toda espécie, criou no País uma organização criminosa, solidária com o crime, como se atestou na campanha do Lula Livre, uma ode à perversão política.

Pode-se dizer que se enraizou no País uma política “eólica”, inflando com maus ventos um balão multicolorido de bandeiras partidárias, com predominância do vermelho…

A palavra eólica, dicionarizada, é um adjetivo usado com tudo que se relaciona com o vento. Tem origem na mitologia grega referindo-se ao deus Éolo, que exercia o domínio sobre os ares, tanto nas brisas leves quanto as piores tempestades.

A Anemologia, ciência que estuda a atmosfera terrestre, principalmente sobre os movimentos de ar, aborda um item importante: a erosão eólica provocada pelos ventos; esta, na ambiência da política brasileira, cobre, infelizmente, os três poderes republicanos.

Tivemos há pouco na capital paulista, a ação criminosa de ONGs nas creches, que qualquer pessoa de boa-fé considera um crime hediondo; vimos quase permanentemente assaltos a merendas escolar, não menos repulsiva; e a sórdida falsificação de remédios. São as brisas da corrupção…

E não há corrupção maior do que meter a mão no bolso do contribuinte para financiar os pelegos sindicais, agentes partidários minoritários que dominam as entidades que devem ser mantidas pelos seus associados. Se este projeto abjeto que revolta os brasileiros honestos passar, será mais uma tormenta promovida pelos picaretas do Congresso Nacional.

Delatado por corruptos presos pela Lava Jato, Rodrigo Maia diz que “não é papel do Congresso ser juiz de execução penal” justificando a sabotagem que faz contra o projeto AntiCrime do ministro Sergio Moro… enquanto incentiva a obscenidade de tirar dinheiro da Saúde, Educação e Segurança para os criminais fundos partidário e eleitoral.

Um dos meus escritores preferidos, Eça de Queiroz, que teve o mérito de modelar o idioma português, nos legou o belo pensamento: “Palavras ao vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno”.

É pensando com Eça que rogo uma praga dirigida aos capangas da bandidagem de colarinho branco: “Que paguem as suas consciências imundas no mármore do inferno”!

Carlos Drummond de Andrade

Os Ombros Suportam o Mundo

 

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

PICARETAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Eu sabia que seria cassado. Só não sabia que ia ser por esse número cabalístico. Foram os 300 picaretas do Lula mais os treze do PT” (Roberto Jefferson)

Tempos atrás (aliás, muito tempo atrás…), quando iniciei meus trabalhos em redação de jornal, os repórteres que recebiam “agrados” (propinas) de pessoas que queriam influenciar matérias, eram chamados de “picareta”.

Era uma alusão à ferramenta usada para arrancar pedras, escavar a terra ou derrubar paredes e muros. Dicionarizado, o verbete Picareta é um substantivo feminino de diversos significados abrasileirados que vão do enxadão e chapéu de palha ao vigarista, mas a versão, em sua origem, é portuguesa.

Vem da formação do idioma e é usada até hoje em Portugal na forma de “pícaro”, referindo-se a bêbado, irresponsável, vagabundo e velhaco. Do “pícaro” veio o “picareta”, e foi incorporada à gíria brasileira como aproveitador, embusteiro, marreteiro, mentiroso e safado.

Os ardis dos picaretas deram origem ao termo “picaretagem”, ação que visa burlar, enganar, fraudar, iludir, trapacear… Desde as capitanias hereditárias a História registra casos de picaretagem dos capitães, dos governadores-gerais, nas câmaras do Império e na República em todas as suas fases, antiga, nova e novíssima…

O expediente para obter vantagens na política é praticado de todo lado nos três poderes republicanos, sendo mais visível no Legislativo. Quando ainda conseguia enganar a população brasileira, o pelego sindical Lula da Silva fez uma referência aos “300 picaretas do Congresso Nacional” – com os quais, ao assumir a presidência da República, se aliou e aprimorou o assalto ao Erário.

A picaretagem se refere, também, a ações políticas e jurídicas questionáveis. O próprio Lula quando presidente editava medidas provisórias com brechas para favorecer banqueiros e empreiteiros e com elas usufruir propinas, segundo delação do seu ex-ministro Antonio Palocci.

Tudo o que é feito de maneira a proporcionar vantagens aos que ocupam cargos públicos é picaretagem, e o maior exemplo disto está no STF, com alguns ministros interpretando a Lei conforme o interesse dos seus bandidos de estimação; nas casas do Congresso, parlamentares legislando em causa própria com os criminosos fundos partidário e eleitoral.

Estes “fundos” são realmente criminosos. Pena que não se leve um questionamento ao Supremo sobre isto: o contribuinte ser extorquido por partidos e políticos com os quais não concorda; agora mesmo, o relator do Orçamento de 2020, o deputado cearense Domingos Neto está propondo ampliar valor do “fundo eleitoral” para R$ 3,8 bilhões. TRÊS BILHÕES!

Quer dizer que os picaretas dos treze partidos que apoiam este assalto, PP, MDB, PTB, PT, PSL, PL, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade querem que a gente financie a sua campanha eleitoral, além de chuparem as verbas do famigerado e não menos criminoso “fundo partidário” que nós pagamos para mordomias dos donos de partidos.

Esta outra mamata revoltante é fruto da leniência feita em nome da Democracia pela execrável Constituição de 88 – que deve ser mantida, sem dúvida, até que tenhamos outra -, o tal “fundo partidário” que tem a previsão no orçamento para 2020 de outros TRÊS BILHÕES.

Os brasileiros pagarão para o PT vender o País para Cuba e Venezuela R$ 350 milhões e para o PSL, partido que cresceu às custas do presidente Jair Bolsonaro, terá R$ 359 milhões. É a polarização da roubalheira.

O roubo oficial, legalizado, se mantém sob a capa leniente dos três poderes republicanos e o silêncio dos seus cúmplices levando-nos a pensar como o anarquista Piotr Kropotkin que dizia haver duas correntes de pensamento em conflito na sociedade humana: uma pela liberdade e bem-estar do povo; outra, das elites e dos governantes dominadores para explorá-lo”

 

 

 

 

Cora Coralina

Saber Viver

 

Não sei…
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura…
enquanto durar.

EXAGEROS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A heresia e a ortodoxia não derivam de um exagero fanático dos mecanismos doutrinários, elas lhes pertencem fundamentalmente. ” (Michel Foucault)

Quando alisava os bancos escolares da Faculdade Nacional de Direito entusiasmei-me pela Teoria Geral do Estado, matéria que ao que me parece saiu do currículo dos cursos atuais. A nível do ensino superior um programa conexo é estudado como “Ciência Política”. Por causa de uma publicação recente, lembrei-me de uma lição dada pelo professor Hermes Lima: -“As ações dos ocupantes do poder, seus erros, favores e vacilações, se refletem como padrão por toda administração pública”.

A notícia cobriu a decisão da juíza Christiane Bimbatti, da Justiça do Trabalho, vetando a transferência dos funcionários da Usina de Itaipu de Curitiba para Foz do Iguaçu, onde a empresa está sediada.

A Meritíssima alega que “a empresa não conseguiu justificar o motivo das transferências”. Acho que a justificativa é óbvia: a sede da Itaipu é em Foz e não em Curitiba…. Voltando de memória à aula de Hermes Lima, vejo que a Juíza comete o mesmo equívoco que vem de cima, do STF: decide como executivo imaginando-se como legislativo…

Uma coisa não aparece na grande imprensa e é ignorada por muitos que se propõem a criticar e denunciar os malfeitos seculares da administração federal e, por conseguinte, nos estados, municípios e empresas estatais: As incríveis mordomias gozadas no Brasil pelos afilhados dos poderes republicanos.

Parentes e cabos eleitorais de parlamentares, juízes togados e ministros de Estado ganham cargos sem função com altos salários. E muitas vezes intocáveis…. Foi isto que o general Joaquim Silva e Luna, diretor brasileiro da Itaipu Binacional, quis fazer, pondo centenas deles para perto de si, produzindo alguma coisa para justificar o emprego.

Para o Diretor, o escritório de Itaipu na capital paranaense só precisará ter cinco ou seis funcionários. A grita é esta. Cumprir as obrigações empregatícias dará um fim aos convescotes, esvaziará clubismo e silenciará as colunas sociais da imprensa local.

Não custa lembrar, também, os proveitos adicionais que ocorrem por lá: hotéis cinco estrelas, voos em classe executiva, férias esticadas e palestras remuneradas, vantagens publicadas na revista Crusoé, numa matéria que estimulou investigações.

Então, eis que chega coisa pior e mais suspeita, baixada de cima para baixo do modelo de todos equívocos, benesses e vacilações, o STF, que desde agosto do ano passado, impede o Tribunal de Contas da União de fiscalizar a Itaipu. Uma pergunta besta: ‘Porque será? ’

São os exageros cozinhados nos caldeirões da infâmia. Exagero, como todos sabemos é um substantivo masculino, significando aquilo que ultrapassa o necessário, demasiado, desmedido, excessivo, e figuradamente, abuso. Flexionou um verbo, ‘Exagerar’.

O exagero é uma das máscaras do fanatismo, que se multiplicam no carnaval da politicagem; e os fanáticos se multiplicam, à direita e à esquerda como cogumelos após chuvas. Inflacionam as estacadas que impedem o fim da corrupção e a punição dos corruptos. Quem exagera perde o objetivo.

Felizmente, a juíza Gabriela Hardt, que condenou o ex-presidente corrupto Lula da Silva, e o TRF-4 que confirmou a sentença, acarinham a esperança em nossas cabeças. Deixam-nos acreditar e confiar que há no Brasil magistrados livres das algemas prateadas da politicagem.

Li certa vez um texto psicanalítico (acho que Reich) que as exagerações são quase sempre estados infantis da inteligência, e bastará atentar nas crianças para nos convencermos disso.

Essa ingenuidade sadia e positiva encontramos em Cora Coralina, mostrando que somente a necessidade nunca exagera: – “A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar. Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada, o anzol, a chumbada, a isca! ”. É desse generoso excesso que o Brasil precisa.

 

 

Olavo Bilac

LÍNGUA PORTUGUESA

 

Última flor do Lácio, inculta e bela,

és, a um tempo, esplendor e sepultura:

ouro nativo, que na ganga impura

a bruta mina entre os cascalhos vela…

amo-te assim, desconhecida e obscura,

tuba de alto clangor, lira singela

que tens o trom e o silvo da procela,

e o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma

De virgens selvas e de oceano largo!

Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: “meu filho”,

E em que Camões chorou no exílio amargo,

­o gênio sem ventura e o amor sem brilho!

João Cabral de Melo Neto

ÁGUA

          Água, água, água;
Água do mar e do copo;
Da sede e do navio;
Distância
Entre mim e o náufrago.

          Presença futura na nuvem
Voando sobre Nova Iorque;
No inverno
Molhando nossas almas.

          Água ausente da lua,
Das pedras, dos fantasmas
Que surpreendemos imitando
Nossos gestos aquáticos

          Água sempre pronta
Para fugir, para partir:
(Fuga no ar como os sonhos)
Água do vapor de água.

Julio Cortázar

Amo-te por sobrancelhas

 

Amo-te por sobrancelhas, por cabelo, debato-te em corredores

branquíssimos onde se jogam as fontes da luz,

Discuto-te a cada nome, arranco-te com delicadeza de cicatriz,

vou pondo no teu cabelo cinzas de relâmpago

e fitas que dormiam na chuva.

Não quero que tenhas uma forma, que sejas

precisamente o que vem por trás de tua mão,

porque a água, considera a água, e os leões

quando se dissolvem no açúcar da fábula,

e os gestos, essa arquitectura do nada,

acendendo as lâmpadas a meio do encontro.

Tudo amanhã é a ardósia onde te invento e desenho.

pronto a apagar-te, assim não és, nem tampouco

com esse cabelo liso, esse sorriso.

Procuro a tua súmula, o bordo da taça onde o vinho

é também a lua e o espelho,

procuro essa linha que faz tremer um homem

numa galeria de museu.

Além disso quero-te, e faz tempo e frio.

J’ACUSE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“A acusação contra os maus é necessária para que o ser humano se respeite e respeite os seus iguais” (Clarice Lispector)

Muito aplaudido e com algumas vaias, não pela fita, mas pela indicação, o excelente cineasta Roman Polanski lançou o seu novo filme, “J’Acuse”; em que aborda o julgamento por espionagem do capitão Alfred Dreyfus, que abalou a França nos fins do século 19.

O roteiro segue a carta aberta que o escritor Émile Zola dirigiu ao presidente da República, publicada no dia 13 de janeiro de 1898 pelo L’Aurore, jornal parisiense com a impressionante tiragem de 300 mil exemplares na época.

O processo foi uma manifestação típica de racismo. Como judeu, Dreyfus tinha inimigos no exército e foi injustamente incriminado por alta traição e julgado às escondidas, sendo condenado à prisão perpétua.

Um investigador policial, Picquart, resolveu por uma questão de consciência seguir as pistas que levaram à denúncia, e conseguiu mostrar fraudes que ocorreram por trás da punição aplicada pelo tribunal.

Daí Émile Zola comprou a briga e terminou revertendo a pena. Ainda hoje, em forma de livro, a defesa de Dreyfus por ele é um best-seller.

Curioso é que Polanski sofre durante muitos anos, mais da metade de sua vida, incriminações, que considera falsas, e usou a sua arte como uma metáfora do seu caso.

Temos assistido no Brasil contemporâneo processos de flagrante injustiça, e uma Corte Constitucional à mercê do ex-presidente corrupto Lula da Silva, já condenado por três instâncias, e envolvido em vários processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Na onda dessas atitudes seletivas, a culpabilidade de criminosos no País passou a ser tratada com leniência – sem exclusão -, após a suspeita decisão de seis ministros do STF.

Os brasileiros, estão cônscios do perigo que representa a soltura de verdadeiros criminosos do crime organizado, estupradores, homicidas, ladrões, pedófilos e traficantes, por causa da intromissão da política no Supremo graças à maioria que tem bandidos de estimação.

E além do favoritismo flagrante, os togados interferem no Legislativo e no Executivo, o que se reflete numa pesquisa recente – ah, como deveriam ter crédito as pesquisas! -, para 45% dos brasileiros, Judiciário interfere nos outros Poderes.

Não é por acaso que já não se dá crédito à Justiça. As manifestações de rua deveriam influenciar na realidade das evidências judiciárias que favorecem o crime. As multidões refletem a opinião pública e deveriam derrubar a ditadura da meia dúzia que se arvora dona da verdade com as suas próprias mentiras.

Como Émile Zola, eu acuso o STF. Atribuo aos seus integrantes a culpa de zombarem do povo. Acusar é um verbo transitivo direto, bitransitivo e intransitivo significando atribuir falta, infração ou crime a alguém; e também, verbo pronominal que exprime julgamento moral desfavorável a quem está errado.

Este “Acuso” não é somente meu; é de todos aqueles que desejam um Brasil respeitado no concerto das nações como um Pais igualitário e justo.

E a acusação deveria ser sempre vinda por quem comete um erro e se arrepende, se culpe e se corrija, o que não é o caso dos que agem ideológica e partidariamente neste jogo em que o povo chuta com a bola do patriotismo, faz gol, e os inimigos da justiça boa e perfeita apelam para o VAR da impunidade.