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SOPA DE LETRINHAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

                            “O que não pode é praticar a espiral do silencio, ou seja, evitar de expressar opiniões”   (Lia Teodoro Martins)

Para posar de intelectual não bastam a imagem, postura e comportamento; óculos de armação redondinha de ouro, cabeleira despenteada, voz empostada e silêncios medidos, também não. É preciso usar o palavreado próprio da modernidade traduzido do inglês, como metapolítica, pós-verdade e politicamente correto

Ter morado fora do país é importante; e, se for possível, ter feito um curso de três meses em escola de marca – de preferência americana –, com direito a diploma que possa exibir.

A metapolítica se refere a relação da base política e a razão desta atividade atuar. Os círculos acadêmicos consideram-na uma ciência, coisa discutível quando ultrapassa dos princípios burgueses da liberdade, igualdade e fraternidade, pondo no balaio da crítica, uma mistura de raça, gênero e religião…

Em reverência aos filósofos Max Scheler e Ortega y Gasset, os aplicadores da metapolítica, agregam à cultura a crítica política ao poder dominante. Sabem quem mergulha de cabeça nessas águas? O futuro chanceler escolhido por Bolsonaro, Ernesto Araújo.

Diplomata de carreira, Araújo esteve isolado muitos anos no Ministério do Exterior que seguia a orientação do comissário bolivariano Marco Aurélio “Top-Top” Garcia, criador do Itamaraty “do B”, ideologizado, para executar uma política que ficou conhecida nos países civilizados como “diplomacia nanica”.

O chanceler vai ter um trabalho danado de limpar nas cavalariças de Áugias o estrume deixado pela má política dos governos um e dois de Lula. Com a metapolítica, ele se inspirou e escreveu no seu blog que “Por incrível que pareça ainda há vida inteligente no alto funcionalismo público brasileiro”.

Mesmo encontrando esses aliados e sendo confiáveis, Araújo deve usar a estratégia de Hércules cavando com as próprias mãos a corredeira que escoará a sujeira acumulada 14 anos pelos governos lulopetistas…

Pulando da metapolítica como atividade cultural, chegamos ao neologismo “pós verdade”, essa coisa esquisita que, para os usuários, é a circunstância sócio-política em que a opinião pública é induzida a desprezar os fatos objetivos e adotar o apelo emocional e as convicções.

É aí que entra a novilíngua do narcopopulismo. A expressão pós-verdade é aplicada pelos intelectualóides “de esquerda” para desviar a visão da realidade fática para discussões diversionistas secundárias que agradam as minorias usadas como cavalos de batalha nas agitações partidárias.

Os “suplementos culturais” se referem à pós-verdade como ideia em que “algo que aparente ser verdade é mais importante que a própria verdade”. Repete a velha e conhecida história de que a mulher de César não precisa ser honesta, deve parecer honesta…

Nietzsche levou os seus discípulos a crer que “não há fatos, apenas versões”. É por aí que alcançamos o abominável “politicamente correto”, expressão que tornou-se fundamental nos manuais de redação e estilo da mídia globalista.

Começou nos Estados Unidos como uma autodescrição irônica, mas entrou em uso nos meios jornalísticos norte-americanos induzido por uma série de artigos no The New York Times, que propôs evitar, por omissão ou metalinguagem, as referências que discriminam, marginalizam ou insultem pessoas ou grupos que se sintam agredidos.

O engraçado é que o “politicamente correto” quando surgiu no Império, recebeu críticas contundentes dos “progressistas” (os lulopetistas de lá). Depois, porém, “elles” se apropriaram do termo e exportaram-no para os babacas daqui. Estes, com as rédeas do politicamente correto nas mãos, usam-no para criminalizar tudo aquilo com que discordam ou lhes serve de capital político.

Este artigo, é uma simples diversão com a cretinice derrotada eleitoralmente do PT e dos seus puxadinhos. Serve para expressar o repúdio à sopa de letrinhas servida no lanche indigesto nos cursos básicos e universitários das escolas “com partido”…

FAZER AUTOCRÍTICA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“É mais fácil acusar os outros do que fazer autocrítica” (Katherine Pancol – “El vals lento de las tortugas”)

Jornalistas que não conseguem se despir de camisetas partidárias e tirar da cabeça o boné ensebado do MST, insistem em transformar a notícia da crise interna do Partido dos Trabalhadores apenas como indisposição da direção partidária em fazer autocrítica.

É realmente muito mais do que isto. Omitem que se trata de uma degenerescência orgânica que afastou os idealistas e desiludiu os ingênuos que acreditavam na honestidade do chefão Lula da Silva.

A mídia omite que a antiga militância se recusa a atuar politicamente para manter o luxo dos seus dirigentes e o culto à personalidade do Pelegão, preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

Como o PT se autodenomina “de esquerda”, fomos aos manuais para conhecer a definição marxista de autocrítica: descobrimos que é desconhecida nos dicionários da velha e da nova esquerda.

Do stalinismo, o “Pequeno Dicionário Filosófico” de Rosental e Iudin, pula do termo “atributo” para “automovimento”; e o neo-esquerdista Tom Botomore, no seu “Dicionário do Pensamento Marxista”, salta da palavra “austromovimento” para “autodeterminação dos povos”. Nada de autocrítica…

A expressão era antigamente separada por hífen, “auto-crítica”, mas o acordo ortográfico de 1990, fê-la autocrítica, verbete dicionarizado como um substantivo feminino de origem grega, “kritikè” – capacidade de julgar; de “krinein” – separar, decidir.

Define-se como a capacidade para criticar a si próprio, isto é, uma ação individual ou coletiva (grupo ou instituição), para reconhecer os erros que eventualmente tenham cometido e a perspectiva para corrigi-los.

Embora os esquerdistas só usem a palavra autocrítica da boca para fora, o filósofo Immanuel Kant emprega-a para a reflexão sobre a validade e os limites do indivíduo por si, ou associado a outros. Para Kant, se trata do julgamento estético para a arte; de mérito, para um raciocínio intelectual; lógico, para uma ideia; e, moral para o comportamento.

Deixando a Filosofia para os filósofos, encontramos uma definição do grande Nelson Rodrigues para o reconhecimento de “erros” dos lulopetistas. Diz Nelson: “Toda autocrítica tem a imodéstia de um necrológio redigido pelo próprio defunto”.

Esta expressão cai como uma luva numa organização incapaz de reconhecer que tem na presidência um fantoche de Lula, desconhecendo a realidade brasileira, isolada do povo e atuando apenas na ridícula campanha “lula livre”, incentivada pelo próprio.

Os petistas reuniram-se “ene” vezes, tantas quanto os pedidos de habeas corpus do Condenado, para discutir como fazer autocrítica lançando mão de caça-palavras para enriquecer a própria terminologia, que substitui crimes por erros ou malfeitos, e roubos por desvios…

Anteriormente desconsideraram os escorregos de Dilma na lama da incompetência e da corrupção; e considerando o meio-impeachment como “um golpe”, levaram a manada descerebrada para acusar de ilegítimo o governo constitucional de Temer, o vice-presidente que elegeram.

A tentativa eleitoral foi mais ridícula. Lulopetistas enfrentaram a Lei insistindo em fazer o Pelegão candidato; substituíram-no por um poste inexpressivo, trocaram as bandeiras vermelhas pela nacional que desprezam; Lula ficou escondido como um gato com o rabo de fora; e foram às missas dominicais usando hóstia como ópio do povo.

Perdendo a eleição para Jair Bolsonaro, passaram a chamá-lo de fascista, pegando carona nas idiotices hollywoodianas dos “antifas”, macaqueando o histerismo de facções anti-Trump da política interna dos imperialistas que abominam…

Dessa maneira, sem os petistas fazerem autocrítica, comprova-se a essência da sua desonestidade. Por isto, permitamos que esvoacem, mas fazendo como ensinou Lutero: “Não podemos impedir que um pássaro pouse em nossas cabeças, mas podemos impedi-lo de fazer um ninho”.

 

O BOICOTE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado” (Albert Einstein)

Há tempos, quando ainda estudava textos de introdução ao estudo do Direito, li na pesquisa, não me lembro em qual jornal, livro ou revista, um princípio que me fez pensar e aceita-lo: “Quem controla o econômico, controla o político e o social”. (Parece-me ser de origem marxista, perdoem-me os intransigentes sectários da direita).

Sempre estudando e observando a vida, tenho visto e comprovado que a economia de livre comércio é perfeita; moderniza a produção, valoriza o comércio e a indústria, e influencia naturalmente a política e o dia-a-dia dos povos.

Bulindo com a minha cabeça, essas ilações atraem notícias internacionais e nacionais sobre boicotes à empresas e marcas, como protesto. O boicote, como forma de resistência, é uma ação para impedir compras, recusar marcas de produtos e negar-se a comparecer a eventos artísticos e recreativos. Como revolta, recusa-se a obedecer à autoridade.

O boicote nasceu no século 19, na Irlanda, durante a chamada “guerra agrária” motivada pelo capitão Charles Boycott que reprimiu o movimento contra a redução das rendas dos produtores, então a corporação levantou-se contra ele isolando-o. Esta reação deu origem à palavra, o sobrenome Boycott, adotada em português como boicote.

O confronto entre partes ocorre quando um grupo de pessoas pressiona alguém ou uma entidade pretendendo causar algum prejuízo ao adversário. Nos EUA e na Europa, este ativismo é quase sempre associado a uma atividade comercial, mas ultimamente vem ocorrendo também aos meios de comunicação e às promoções artísticas.

Dessa forma, ocorrem o boicote ou a intenção de boicotar alvejando empresas, produtos ou serviços, mas sucedem raramente contra a administração pública, exceto por motivação partidária oportunista.

Uma reportagem de Liana Melo, publicada na revista Época, registra que numa pesquisa sobre o comportamento dos consumidores brasileiros, 69% deles, espontaneamente, compram ou boicotam uma marca motivados por questões políticas e sociais.

Talvez surfando nessa onda, surgem nas redes sociais muitas propostas para boicotes e pelo levantamento citado na reportagem vê-se que muitas pessoas, principalmente os jovens, creem poder influenciar personalidades famosas, empresas, marcas industriais e comerciais e órgãos públicos.

É preciso refletir, porém, que dependendo da maneira de boicotar, será uma medida de dupla face: ou pode legitimar a pretensão dos seus realizadores, ou, ao contrário, pode ser utilizada como perseguições ou preconceitos inaceitáveis.

Fugindo, porém, de conduta persecutória, mas agindo pela justa compreensão de uma reivindicação humanista, política ou social, julgamos haver muitas vezes a necessidade de se fazer um boicote.

Façamos uma reflexão sobre o caso do cachorro morto após ser espancado em Osasco (São Paulo) por um segurança do Carrefour. Um inquérito civil está apurando a ocorrência; se ficar comprovado este crime, propomos o boicote ecológico ao supermercado por maus tratos a animais.

Assistimos também um conflito emocional que invadiu as redes sociais por causa da ordem de prisão dada pelo ministro Ricardo Lewandowsky a um crítico do STF, que foi mantido em cárcere privado no avião em que eram passageiros.

São certas posições do Supremo, com a aprovação do indulto de Temer, que favoreceria os crimes de corrupção, e a soltura de José Dirceu, condenado a 30 anos de prisão, envergonham a cidadania, e a crítica não é isolada, é uníssona, nacional.

No caso pessoal do Meritíssimo Togado, é interessante ver quão hipócrita foi a sua atitude, porque considera um abuso a prisão preventiva e é contra prisão após condenação em 2ª instância; mas dá ordem de prisão injustificável.

Será que por causa do comportamento deste ministro, ou de uma fração de ministros do STF que não preserva a dignidade do cargo, valeria fazer um boicote contra o Tribunal? E como seria feito?

“NOVA ESQUERDA”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Se existe uma coisa que eu me arrependo é de ter confiado em algumas pessoas” (Renato Russo)

Escrevi certa vez que a ideologia defendida pelo Partido dos Trabalhadores e os seus puxadinhos veio degenerado pelo peleguismo, que não apenas alcança o dinheiro público, mas furta também fatos históricos, ideias e terminologia.

Temos dos lulopetistas a nítida distorção da História: reescrevem-na falando da sua resistência ao regime militar, quando na realidade o seu partido sequer existia e o chefe, Lula da Silva, era apenas um pelego da Volkswagen e informante do Dops.

Nesta saga de fraudes, essa pelegada se apropriou da simbólica designação “de esquerda”, cuja classificação política é bastante diferente do que eles defendem e praticam, na contramão dos personagens da Convenção revolucionária de 1789 que marcaram esta posição ideológica.

O lulopetismo é amoral, burocrata, estatista, impatriota e totalitário. Pratica a destruição da pesquisa científica registrada várias vezes; assalta o Erário; alia-se à picaretagem parlamentar e faz culto à personalidade, divinizando o corrupto Lula da Silva, condenado e preso.

Defensores abertos da ditadura venezuelana, do algoz da Nicarágua e da guerrilha colombiana, os lulopetistas não querem um futuro de paz pregando o caos social e justificando a violência como consequência da pobreza.

Contra essa organização criminosa da política, temos visto a reação de intelectuais que militaram na antiga esquerda e são merecedores do respeito até de quem discorda deles. Saltaram da canoa furada do narcopopulismo que foi desviada da rota que pretendiam seguir.

Distingo alguns, sem demérito para os que a memória não guarda os nomes, o ator Carlos Vereza, o historiador César Benjamin, o médico Eduardo Jorge, o jornalista Fernando Gabeira e o poeta Ferreira Gullar. Fundaram o PT, sem imaginar que ficariam sujeitos ao peleguismo sindical – o que há de mais podre na atividade política associativa –; e se afastaram.

Sobre isto, o livro do jornalista Zuenir Ventura, “1968 – O que fizemos de nós”, está tumultuando a “nova esquerda”. Traz depoimentos de antigos esquerdistas que acreditaram no surgimento de um partido de novo tipo, liberto do centralismo comunista e da fracassada herança do “socialismo real” na finada URSS.

Um dos personagens do polêmico livro de Zuenir é o historiador César Benjamin, que durante o regime militar aderiu à luta armada pela implantação da ditadura do proletariado, memória doentia dos manifestos comunistas ultrapassados.

Depois, Benjamin foi ativo militante e dirigente do PT até 95, quando saiu fazendo graves acusações à direção do partido, sem poupar Lula. Sua decepção está no depoimento e é analisada pelo escritor como uma observação real.

Diz Zuenir que “dificilmente se encontra na oposição quem faça críticas tão contundentes aos governos petistas quanto o dissidente “Cesinha” (César Benjamin), avaliando como um fracasso o chamado ciclo Lula”. É verdade que o dissidente petista é implacável quando acusa a “nova esquerda” na sua atuação pela perda de grandeza.

Como observador da História, também não vejo “grandeza” na “velha esquerda” que desmoronou com o Muro de Berlim. A fragilidade dos que assumiram a nomenclatura dos revolucionários franceses está na proposta idealista de uma sociedade igualitária, materialmente impraticável.

Viu-se no após 2ª guerra mundial e a guerra fria, o fracasso da experiência comunista totalitária na URSS, que, mesmo com os avanços materiais obtidos, foi condenada por parcelas significativas do movimento comunista internacional, então vigoroso.

Além disto, as novas descobertas tecnológicas, abriram um grande mercado de trabalho intelectual, pela Internet, originando a 3ª Grande Divisão do Trabalho. E nesta nova situação eliminou o conceito marxista das duas classes, a dos explorados e a dos exploradores.

No novo mercado do trabalho, cresceu o setor serviço, favorecendo o proletariado e impondo a liberalização das economias nacionais para fortalece-las.

Dessa maneira, o Estado Mínimo concedeu aos trabalhadores – e vem concedendo melhorias jamais sonhadas por Marx –, enquanto o Estado Máximo, obeso, onipresente e onipotente, impede o desenvolvimento econômico e somente oferece ao proletariado burocracia e repressão governamental.

Raciocinando dessa maneira, dispensamos a tarefa de separar as sementes da esquerda, antigas e novas, como o joio do trigo; estão apodrecendo juntas.

LOBOS EMBUSTEIROS

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)

“O lobo pode perder os dentes, porém sua natureza jamais” (Ditado romeno)

Fui ao dr. Google procurar no Dicionário de Termos Literários o uso por Machado de Assis da palavra “embuste”, cuja etimologia não é avaliada, apenas lhe apontando uma origem obscura.

O substantivo masculino Embuste, como verbete dicionarizado indica “mentira astuciosa para enganar ou prejudicar outra pessoa”; a palavra, porém, caiu em desuso, adoeceu, e está agonizante na UTI da linguagem. Tudo indica que não se recuperará, pois já foi substituída pelo termo americanalhado “fake news”.

Nos meus tempos de jovem, embuste era empregado no jargão militar como manobras desastrosas induzidas por espiões infiltrados na tropa, e, embora não tenha encontrado nos dicionários à mão, foi gíria nos subúrbios cariocas, dita para pessoa antipática, e também para quem atrapalha outra.

As “fake news” estão vivas e buliçosas na mídia e nas manifestações sociais e políticas, definindo bem o que embuste representava, “tentativa de enganar outrem para fazer acreditar como verdadeiro determinado fato ou acontecimento falsos”.

As fakes foram contrabandeadas do império norte-americano e são sobejamente macaqueadas na imprensa e avaliadas preguiçosamente nos meios jurídicos.

O exemplo da morosidade da Justiça veio agora, com o Facebook e Twitter negando contratação de serviço de disparo de mensagens em massa em suas plataformas com “fake news” a favor de Jair Bolsonaro. O jornal Folha de São Paulo é que produziu a mentira, com intuito de derrotar o candidato nas eleições.

Enfim, seja em inglês ou português, temos atravessado o mar dos embustes à nado, enfrentando os ardis, a esperteza e as manhas dos fraudulentos lulopetistas que roubam tudo que encontram pela frente, dinheiro e ideias.

Lembrem-se que para se popularizar, petistas usurparam astuciosamente o tratamento carinhoso de “companheiro”, comum entre amigos; apropriaram-se manhosamente da simbólica e histórica posição de “esquerda” para seu narcopopulismo imundo; e, empregaram o termo “herói”, para exaltar os hierarcas ladrões do seu partido.

Eles são organizados. Sabem falar nos microfones e posar para as câmeras da televisão. Sua opinião é divulgada sob manchetes nos grandes jornais como “especialistas”, para manter o anonimato deles.

Se dizem trabalhadores ou intelectuais. Na verdade, os chamamos de “socialistas do Leblon”, porque não passam de burguesotes que nunca bateram um prego na vida, mas se fingem de proletários; ou são jornalistas amadores e professores doutrinadores, decorebas de slogans revolucionários ultrapassados. No seu tempo, Machado de Assis os chamaria de “batráquios da lagoa republicana”…

Hoje, são artistas da Lei Rouanet, advogados de porta-de-cadeia, cabos eleitorais “militantes”, colunistas de hebdomadários e coronéis de caricatura nos sertões da Bahia e do Ceará. Estão presentes em memes internáuticos com avatares femininos ou pacifistas, escondendo enganosamente as camisetas vermelhas e os bonés ensebados do MST.

Dividem-se entre mercenários e fanáticos. Os primeiros, malandros, recebem dinheiro para fazer coro às palavras-de-ordem; os outros, tolos, mostram o fanatismo como a única forma de força acessível aos fracos, como escreveu Nietzsche.

São velhacos, capazes de tudo. Destroem pesquisas agrícolas em nome de uma falaciosa reforma agrária, privando o futuro de descobertas científicas; e queimarão livros de adversários como Hitler os queimou na Alemanha nazista.

Agora, derrotados nas eleições, preparam uma vingança mesquinha contra quem os venceu democraticamente, o futuro presidente Jair Bolsonaro. Seu mal-estar aumentou com o juiz Sérgio Moro indo para Justiça e Segurança Pública, uma ameaça viva à corrupção e ao crime organizado.

Por isto, ouve-se nos becos da politicagem os uivos embusteiros da alcateia de lobos vermelhos, torcendo por um “indulto” imoral e criminoso que os primos, canídeos pretos do STF, podem lhes ajudar…

O povo, com o martelo do voto democrático, lhes quebrou os dentes; mas, cuidado, porque mesmo banguelas mantêm a natureza traiçoeira do DNA lulopetista.

RISONHA E FRANCA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“É por isso que adoro a escola primária: As crianças acreditam em tudo o que a gente diz” (Seymour Skinner – Diretor da Escola Elementar de Springfield, “Os Simpsons”)

Todos os letrados conhecem a poesia “Escola Risonha e Franca”, mas poucos se lembram que os versos são do poeta português Acácio Antunes: “Antigamente a escola era risonha e franca/ Do velho professor as cãs, a barba branca/ Infundiam respeito, impunham simpatia”.

No meu tempo era assim. Ocorriam o bulling, os ciúmes, concorrência, disputas, favorecimentos, mas a geração de estudantes com que convivi amava a escola, havia uma convivência civilizada e se respeitava os professores.

Mais do que um centro produtor de conhecimentos e cultura, tínhamos a formação cívica do amor ao Brasil, o aprendizado da disciplina e se abria oportunidades para as vocações.

Além das fotos de várias turmas do ginásio e do científico guardo viva a lembrança de vários colegas das atividades comuns, com o canto orfeônico dos hinos dedicados à nossa Pátria e o preito aos heróis da nacionalidade.

Conservo a memória de que levantávamos em silêncio à entrada do professor e da professora, até que nos cumprimentassem; então respondíamos em coro e nos sentávamos. Geralmente um de nós, indistintamente, limpávamos o quadro negro apagando as aulas anteriores ou distribuíamos ou recolhíamos as provas ou os trabalhos de casa.

Ruidosamente nos alegrávamos ao toque da sineta que anunciava o recreio. Alguns aproveitando a autorização de sair para tirar dúvidas sobre a lição com o mestre. A saudade e a mágoa também constam do poema de Acácio Antunes: “Por fim, tudo mudou/ … E aos pequenos mudou em calabouço a escola/ Pobres aves, sem dó metidas na gaiola! ”

É o que constata o professor e escritor J. B. Oliveira, que escreveu sobre a escola: “Na medida em que a ciência avançou, os valores morais e humanos decresceram…” e ao avanço das máquinas, celular, notebook, internet, smartphone e o tablet, as pessoas, crianças principalmente, foram perdendo a humanidade e praticando a violência.

Por sua vez, os professores ocupam o magistério sem ser vocacionados, submetendo-se a concursos somente pelo emprego ou aproveitando facilidades empregatícias da politicagem para conquistar o cargo, ficando muitas vezes à disposição em câmaras de vereadores ou assembleias legislativas…

Por uma legislação sindicalista, capenga, perdeu-se a valorização do mérito graças à famigerada “isonomia salarial”. Com isto, os bons pedagogos, preparados e interativos, se igualam aos displicentes, incompetentes, preguiçosos e semialfabetizados.

É por isto, pelo favorecimento, os picaretas se infiltram nas salas de aula para agitar politicamente e se assumir como quadro partidário “fazendo escola” para ocupar cargos de direção sindical e trampolins eleitorais oportunistas.

Esta gente, amoral, sabe que as crianças e os jovens são suscetíveis a acreditar no que dizem, mesmo com balelas, ideologias superadas, fora do esquadro da sabedoria universalista, da Ciência, da Economia, da Filosofia, da História e da Matemática.

E haja propaganda partidária. É por isto que surgiu o movimento “Escola sem Partido”, de professores autênticos, pais e estudantes conscientes que se levantam contra o que vem ocorrendo nas salas de aula. A proposta já virou lei no Estado das Alagoas e em dois municípios brasileiros.

O triste nisso tudo é que o aparelhamento na Advocacia-Geral da União levou ao STF o pedido de julgamento da lei estadual alagoana considerando-a inconstitucional. Os esquerdóides narcopopulistas fazem questão de confundir e misturar liberdade de cátedra, livre curso da expressão do pensamento, com propaganda partidária.

O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, inspirado, disse que se o projeto Escola sem Partido for aprovado pelo Congresso Nacional, o texto final deverá ser moderado, sem extremismos. A escola assume a formação didática e os pais dos alunos pela formação religiosa e moral dos seus filhos.

Assim, com o arejamento das ideias e a mudança de costumes arraigados pela corrupção e a inaptidão, teremos dentro das salas de aula a garantia de informar e conscientizar as crianças e os jovens sobre os direitos que correspondem a deveres, a liberdade de consciência e de crença e o amor à Pátria.

PÍLULAS AMARGAS

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“O desprezo é uma pílula amarga, que se pode engolir, mas que se não pode mastigar sem fazer caretas” (Jean Molière)

Este ano, logo depois do Carnaval, talvez comovido na Quarta-Feira de Cinzas, o professor Marco Aurélio Nogueira escreveu: “O País está em sofrimento. Desprovido de lideranças e ideias, soterrado por problemas recorrentes: a corrosão ética da política, a inoperância dos partidos, a corrupção endêmica e sistêmica e a tibieza moral das elites”

Na época, listando essas pílulas amargas, Marco Aurélio escreveu por mim. Ainda não havia sequer um vislumbre de que o Brasil poderia se libertar das questões levantadas, como um problema matemático difícil de resolver.

Hoje quase não se fala “pílula” referindo-se ao medicamento tipo confeito, para ser engolido inteiro com auxílio de água. A palavra é um substantivo feminino de origem latina (pílula.ae) e hoje em dia conhecida comercial e coloquialmente como “comprimido”.

O termo pílula é empregado figuradamente como expressão de descontentamento, coisa que incomoda ou desagradável na expressão “Ora Pílulas! ”. E se fala também em “engolir a pílula”, ser iludido; e, “dourar a pílula”, para mascarar algo desprezível.

No ambulatório nacional costumamos engolir a pílula da crise ética da política que se irradiou nos aparelhos de Estado, e sofremos no mês de abril a amargura de assistir os togados do STF, sob a influência dos grupos de pressão da minoria ruidosa lulopetista, inclinados a aprovar o pedido de habeas corpus para evitar a prisão de Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

Esta concessão se chocaria com a jurisprudência consagrada em 2016, mantendo a prisão de sentenciados à prisão na 2ª Instância e, sem dúvida alguma, atingiria mortalmente a Operação Lava Jato. A felicidade foi que na véspera da votação o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, tuitou uma mensagem expressando o sentimento nacional de repúdio à impunidade.

Este alerta bastou para influenciar o resultado do julgamento, que teve um placar de 6 a 5 rejeitando o pedido do ex-presidente corrupto, evitando-se o levante popular para resistir à volta do reino da corrupção consagrado nos governos de Lula e Dilma.

Assim se fortaleceu o repúdio popular à volta do PT ao poder, e às sucessivas manobras para favorecer o chefe dessa organização criminosa que assaltou o Brasil após o estelionato eleitoral que o levou à presidência.

Como um rito de passagem, o desprezo nacional pelo PT e os seus puxadinhos veio nas eleições de outubro. Logo na campanha eleitoral se desenvolveu a aversão nacional à corrupção e à impunidade, empolgando milhares de pessoas nas redes sociais; e o nome de Jair Bolsonaro representou a insatisfação pela corrosão ética da política, o desdém pelos partidos e a repulsa à corrupção sistêmica.

O povo brasileiro, independentemente de classe social, cor da pele, opção religiosa ou filosófica, convergiu para o candidato que representava as suas aspirações de mudança em todos os setores governamentais, maculados pelo vírus maléfico do narcopopulismo.

A vitória final foi motivo de alegria; e, nos primeiros passos da transição, assistimos medidas saneadoras na administração; varredura no Itamaraty pela recuperação dos valores da soberania nacional; e a esperança de derrotar o crime organizado da traficância ilegal e da política.

Com a designação do juiz Sérgio Moro para a Justiça e Segurança Pública assistiu-se ao acerto eficaz de Bolsonaro. Basta se observar as forças do mal se levantando contra ele, o espectro que aterroriza a bandidagem.

Vemos então que valeu a pena engolirmos pílulas amargas para o bem, e eliminar pela urina da brasilidade os efeitos venenosos do lulopetismo.

VELHA ANTOLOGIA

MIRANDA SÁ (E-mail-mirandasa@uol.com.br)

“Nós, imagens dos vencidos de outrora, estamos sempre prontas a falar”
(“O processo de Lucullus” – Brecht)

Estava à toa em Brasília mexendo nos arquivos implacáveis da Internet, quando vi uma nota saída na revista Veja, em maio deste ano (2018), dando conta de que o advogado de Lula, Sepúlveda Pertence, comentou que o seu “cliente” deveria sair da prisão após as eleições de outubro.

Sepúlveda mostrou muita confiança no que disse, e não estava só: muitos como ele acreditavam nisto, confiando que o dinheiro das propinas acumulado pelo PT, seria lançado na campanha, e uma sonhada possibilidade de fraude nas urnas ou na apuração, dessem a vitória a Haddad.

O dinheiro escorreu de fato como uma cachoeira, mas não foi registrada nenhuma tentativa de intervenção de hackers nas urnas eletrônicas e, se tentaram, foram impedidos pela vigilância das redes sociais, diligência que impediu também a manipulação das pesquisas eleitorais…

Na velha – e atualíssima antologia – encontrei na revista o colunista Maurício Lima informando que o PT lançaria a candidatura da impichada Dilma Rousseff, concorrendo às eleições com os direitos políticos mantidos na criminosa manobra de Renan Calheiros e Ricardo Lewandowsky. Em Dilma, porém, o povo mineiro não votou, vetou.

A memória política nos mostra o porquê dos poderosos não tolerarem registros; o califa Omar incendiou a Biblioteca de Alexandria, Hitler queimou livros em Berlim e George Orwell no seu precioso livro “1984” descreve como uma ditadura totalitária criou o Ministério da Verdade para reescrever a História a seu favor.

Informações pretéritas mostram o passado. No Senado, foram arquivados pedidos de investigação sobre Aécio Neves; o Supremo blindou Gilmar Mendes, engavetando o impeachment contra ele impetrado por dois milhões de assinaturas.

São capítulos históricos da impunidade que reina neste País, por força dos privilégios abusivos da classe dominante. Benesses que não saem nos jornais, nem ganham comentários na tevê; e a mais execrável delas é o maldito foro privilegiado, negando o princípio constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”.

Multiplicam-se as promessas de acabar com este cenário de Casa Grande e Senzala, um benefício que favorece senhores de engenho em prejuízo da cidadania, que me lembra Ruy Barbosa alertando que “justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta”.

Os atrasos do STF para fazer justiça e acabar com a excrescência do foro privilegiado, ajuda a prescrever os processos abertos contra políticos corruptos e corruptores; se os agilizassem, cumprindo a Carta Magna, a Justiça imperaria e readquiria crédito com o povo brasileiro.

Se o fizesse, aterraria a “nobreza republicana” dos embaixadores, juízes, governadores, parlamentares, prefeitos e membros dos tribunais de contas e do ministério público que flutuam acima da Lei…

E freiaria, sem dúvida, o abusivo julgar da 2ª Turma do STF, que manipulou trechos da delação premiada da Odebrecht sobre Lula, tirando-a de Curitiba; e/ou soltando José Dirceu, condenado a 30 anos de cadeia na 2ª Instância conforme a jurisprudência sabotada por alguns togados lenientes com a corrupção e os corruptos.

… E por falar em José Dirceu, noticiou-se que está indo para o Rio Grande do Norte de onde deverá conspirar contra a Democracia, provavelmente organizando guerrilhas para cumprir o seu sonho de “tomada do poder”.

QUE DROGA!

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br 

           “Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo. ” (Carl Jung)

Tem coisas que a gente lê e por descuido não guarda a fonte, nem a publicação, nem o autor. Foi o que ocorreu comigo, guardando de memória o círculo vicioso da ação da morfina no corpo do usuário, produzindo a apomorfina venenosa que só pode ser combatida pela morfina, que se torna apomorfina, que reclama outra dose de morfina…

Fora desta curiosa e repetitiva ingestão da morfina, é preciso esclarecer que o morfinômano ao se injetar vive uma sensação de bem-estar, uma satisfação prazerosa, irresistível em todos os sentidos. Por isto vicia e destrói vidas, sem olhar idades, sexos ou cor da pele.

Durou muito, até no início deste século 21, que os tradutores de filmes norte-americanos traduziam “shit”, merda, por droga, como se a droga fosse menos ofensiva na linguagem do que merda…

Interessante – para a linguística – é que a tradução livre levou os dicionários brasileiros a adotarem a definição do substantivo feminino “droga”, como coisa de pouco valor, ou desagradável; quando o seu sentido original se refere a ingredientes químicos, farmacêuticos e laboratoriais, principalmente para produtos alucinógenos, entorpecentes e tóxicos.

A linguagem humana sofre influências permanentes, primeiro no uso coloquial e depois literária. A distorção se estende ao jornalismo que atualmente sofre com excessos incutidos por inspiração externa, não só verbal como infelizmente ideológica. Confusão entre literatas e historiadores (os primeiros jornalistas) sempre existiu.

É curioso que com referência à poetisa Safo de Lesbos, Platão escreveu no “Fedro”, que ela era linda, enquanto Leopardi, não sei de onde tirou isso, afirma que era feia.

Isto, porém, mergulha apenas na nossa imaginação, mas não como a imprensa tem feito agora comprovando o que dizia Von Bismarck, que “As pessoas nunca mentem tanto quanto depois de uma caçada, durante uma guerra e antes de uma eleição”.

Mentiram demais nas últimas eleições que atravessamos. Algumas mentiras foram apenas potocas, algumas lorotas, e todas saíram na urina. Mas alguns órgãos de comunicação adentraram na impostura, na fraude, no crime eleitoral.

A Folha de São Paulo e seus puxadinhos especialmente, publicou uma reportagem de página inteira – para escandalizar – “revelou” que “empresas estariam comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT e de apoio ao candidato Jair Bolsonaro no WhatsApp”.

A matéria denuncia e insinua tratar-se de grave crime eleitoral, configurando caixa 2. Pode até se pensar numa fraude articulada, porque a notícia se espalhou de pronto por toda imprensa nacional e estrangeira, e o PT viciado em patranhas participou do conluio e, rápido como quem furta (está acostumado a isto), acionou a Justiça solicitando investigações e a cassação do candidato adversário.

As togas esvoaçaram no STF. Declarações bombásticas na mídia sobre a utilização indevida do WhatsApp foram indiretas inegavelmente diretas à campanha de Bolsonaro.

Ocorre que as “revelações” da Folha eram, esta sim, “fake news”, e foram desmentidas pelo Facebook e o Twitter, modestamente, sem repercussão no noticiário; mas silenciou “juristas” e “especialistas” e, como sempre fazem nos ardis que praticam, os dirigentes do PT, varreram para debaixo do tapete a sua ação criminosa.

Assim, ficou tudo como d’antes no quartel do Abrantes. Então, insisto:  e se o eleitorado tivesse acreditado nisto? E se a resultado do pleito apontasse, em razão do escândalo, a derrota de Bolsonaro? Shit…. Que droga!

Acho que a Justiça deve acrescentar na ata do fim-de-ano ao seus sucessos, uma desculpa ao povo brasileiro, e a única desculpa plausível é a punição dos bandidos que urdiram a trama.

O RABO DO MACACO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A Cotia tinha um rabo enorme, mas só se preocupava com o rabo do Macaco; se distraiu, esquecendo o seu próprio rabo, e terminou cotó”. (Do folclore)

Um dos contos mais conhecidos da tradição oral brasileira, “O Macaco e a Cotia”, foi apropriado e compilado por Silvio Romero, que, com Teófilo Braga, publicou o livro “Contos Populares do Brasil”. Mais tarde, Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil no Brasil, publicou também a mesma historieta.

Conheço-a. Mas ouvi da minha avó Quininha, quando menino, uma versão bastante diferente da registrada por eles. Esta narrativa avoenga é:

“O Macaco e a Cotia conversavam na beira de uma estrada onde trafegavam vários carros de boi carregando cana para o engenho;

A Cotia era muito nervosa e alertava o macaco para o perigo que representava o trânsito para seu enorme rabo: – “Macaco, tira seu rabo da estrada, senão o carro passa por cima e corta-o”.

O Macaco não dava atenção à lengalenga da amiga, várias vezes repetindo preocupada o alerta. De olho nos carros e no rabo do macaco ela se distraiu e esqueceu o próprio rabo que um carro esmagou. É por isso que a Cotia não tem rabo…”

Na política brasileira a gente vem assistindo diuturnamente a moral contida nesta história, com várias cotias chamando a atenção do macaco para tomar cuidado com o rabo deixando o seu à mercê do tráfego intenso da vigilância popular.

Extraída da EBC, vimos um pronunciamento da ministra Cármen Lúcia, do STF, numa palestra em que disse que o mundo atravessa um momento de mudanças que, muitas vezes, se tornam “perigosamente conservadoras”; admitiu ainda que “muitas vezes”, fica preocupada com as opções feitas pela sociedade.

Até recentemente Cármen Lúcia era presidente do Supremo cargo que passou para o colega Dias Toffoli. Não vimos a sua “preocupação” quando o seu sucessor, em sessão extraordinária da 2ª Turma do STF determinou a libertação “imediata” do corrupto José Dirceu, condenado pelo TRF-4 e sentenciado à prisão.

Aliás, a meritíssima Togada não se inquietou com várias decisões da 2ª Turma, que recebeu da mídia a designação de “Jardim do Éden” pela leniência, quase favorecimento, a corruptos presos pela Lava Jato, e sofreu comentários atribuindo-lhe “diarreia jurídica”.

O bando dos três, Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowsky formou uma maioria na 2ª Turma que, sinceramente, pôs em risco a credibilidade do STF soltando um contêiner de presos pela Lava Jato, e houve até boatos que tramavam com alguns picaretas do Congresso um ataque aos membros da PF, MPF e juízes que investem contra a corrupção.

Anteriormente, os mundos jurídico e político, também aceitaram calados o fatiamento do impeachment de Dilma Rousseff e a manutenção dos direitos políticos dela em flagrante desrespeito à Constituição praticado pelo ministro Lewandowsky acumpliciado com o corrupto Renan Calheiros, então presidente do Senado.

Todos estes, ficam arrotando ética, liberdade e patriotismo para aconselhar o presidente eleito democraticamente pelo povo brasileiro, Jair Bolsonaro, tentando pautar suas atitudes, comportamento e visão do ministério que vai compor e até do governo que pretende fazer. Não olham os próprios rabos.

Até a OEA, que tem um enorme rabo bolivariano, resolveu dar palpites sobre o futuro governo, falando de ameaças à liberdade de expressão e riscos de práticas ditatoriais que nunca se importou existirem efetivamente em Cuba e na Venezuela…

Dispenso fazer comentários sobre a massa fanatizada do lulopetismo, pela inutilidade de esperar de robôs primários com memória mecânica e suporte magnético de uma ideologia superada. Não se espera deles nada do que a conspiração para levar o País ao caos.

Seja como for, porém, esse grupo, cada vez mais minoritário, que olha e se preocupa com o rabo dos outros, terminará cotó, mutilado pelo trator da História…