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Adélia Prado

SEDUÇÃO

A poesia me pega com sua roda dentada,
me força a escutar imóvel
o seu discurso esdrúxulo.
Me abraça detrás do muro, levanta
a saia pra eu ver, amorosa e doida.
Acontece a má coisa, eu lhe digo,
também sou filho de Deus,
me deixa desesperar.
Ela responde passando
a língua quente em meu pescoço,
fala pau pra me acalmar,
fala pedra, geometria,
se descuida e fica meiga,
aproveito pra me safar.
Eu corro ela corre mais,
eu grito ela grita mais,
sete demônios mais forte.
Me pega a ponta do pé
e vem até na cabeça,
fazendo sulcos profundos.
É de ferro a roda dentada dela.

MIASMAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Miasmas pútridos emanam no Congresso em Brasília, contaminando o ar da metrópole. Mas o meu nome não exala odor mefítico, porque não chafurda no pântano da ignomínia” (Enéas Carneiro)

Parece uma linguagem rebuscada, um tanto pernóstica, mas é português castiço. Era como o Professor se expressava nas suas contundentes críticas que fazia ao Legislativo já no seu tempo, praticamente dominado por uma minoria que contrariava a ética parlamentar.

A palavra “Miasma” é dicionarizada como substantivo masculino, de origem grega, “mjaʒmɐ”, míasma, – atos, «exalação impura», Define-se como emanação proveniente de detritos orgânicos em decomposição e, figuradamente, como ansiedade, má influência, sensação de opressão.

O historiador grego Heródoto, que foi chamado por Cícero de “Pai da História”, tendo sido exilado quando jovem por razões políticas, viajou pelo mundo antigo visitando além de toda Grécia, o Sul da Rússia, Turquia, Egito, Líbia e, possivelmente a Mesopotâmia e a Pérsia. É célebre a sua obra “Histórias” composta por nove livros publicados entre os anos 430 e 424 a.C.

Entre as memórias registradas sobre o Egito dos faraós e das múmias, Heródoto descreveu o trabalho dos embalsamadores de cadáveres com detalhes, contando que eles tiravam primeiro as vísceras dando um longo talho nos flancos; depois, por meio de ganchos introduzidos no nariz, extraiam o cérebro em pedacinhos. Em seguida, lavavam a cavidade com substâncias aromáticas, segurando a cabeça e sacolejando-a fortemente. Em seguida introduziam na boca e no nariz uma pasta que misturava especiarias incensórias. Cosidas todas as fendas corporais mergulhavam o corpo inanimado numa espécie de banheira com carbonato de sódio por sessenta dias. Só então era envernizado e envolvido em faixas de linho colados com betume.

A descrição que fiz é meio grosseira devido não contar com o texto original, mas nos dá ideia de imaginar um viajante do tempo que viu essas coisas e que se surpreenderia chegando ao Brasil de hoje e encontrando redivivas as múmias da velha política ainda se mexendo e sendo capazes de derrotar as intenções populares de dar um fim na corrupção.

É o que se viu na Câmara dos Deputados, na ação conjunta dos picaretas com os seguidores do grande corrupto Lula da Silva, sentenciado e preso por corrupção. Esta aliança expõe a curiosa contradição dos eleitos para o Parlamento agindo contra os seus próprios eleitores, que participam dos 86% de defensores da Lava Jato e do ministro Sérgio Moro.

Estes sabotadores que impedem a quebra dos grilhões que prendem o Brasil aos inimagináveis esquemas de corrupção, devem ter passado pelo processo de mumificação descrito por Heródoto, porque são descerebrados, mas recuperam as intenções de fazer o mal contra o interesse da Nação ao passar pela lavagem cerebral da corrupção.

A audácia de membros do Congresso em impedir os avanços na luta contra a corrupção, deve realmente surpreender os estrangeiros que venham ao Brasil após visitar os macacos adorados no Camboja, a aurora boreal nos países nórdicos, o buraco mais fundo do mundo na Península de Kola, os empalhadores de crocodilos no Egito e encantadores de cobras na Índia.

O Brasil vive uma época ímpar, assistindo os corruptos e seus cúmplices, os traficantes de drogas e o crime organizado, se movimentando com apoio dos infiltrados nos três poderes da República e a cobertura da mídia comprometida com o globalismo e o dinheiro da Soros Fund Management.

É hora de se dar um fim nisto, dragando o pântano da ignomínia para acabar com o odor mefítico que exalam no Congresso evitando que a contaminação atinja o bravo povo de Brasília.

 

 

 

 

 

Manoel de Barros

O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Fernando Pessoa 

Mar Salgado

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

 

O MEDO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não” (Gandhi)

Advogado formado com louvor em Harvard, Franklin Delano Roosevelt, o presidente dos Estados Unidos que tirou o País da grande crise de 1929, revidou o traiçoeiro bombardeio japonês a Pearl Arbour e declarou guerra ao Eixo, foi reeleito por quatro mandatos consecutivos. Era um ‘fraseur’; entre os pensamentos deixados, destaca-se: – “Nada é mais temível do que o medo”.

Não tenho certeza, mas o dr. Google garante que é de Charles Chaplin outra frase antológica que prega a libertação deste sentimento, ao dizer que:  – “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela”. Nada mais do que verdade, pois há pessoas que têm até medo de viver…

O verbete “Medo”, dicionarizado, tem uma dupla classe gramatical: é adjetivo e substantivo masculino; a sua origem é latina, “metus.us”-  sentimento de ansiedade sem razão fundamentada; receio. Trata-se de um estado emocional e inquietude provocados por estar diante de um perigo, ou na imaginação dele; mal-estar diante de alguma relação desagradável.

No Deserto do Saara circula uma antiquíssima estória que é transmitida de pais para filhos, como lição para fortalecer o espírito e enfrentar as agruras da vida: Conta o encontro de uma caravana que ia para Bagdá com a Peste.

– “Porque está com tanta pressa para chegar à Cidade dos Califas? ”, perguntou o chefe dos cameleiros.

– “Vou em busca de cinco mil vidas”, respondeu a Peste.

De volta, um novo encontro de ambos:  – “Mentiste”, disse corajosamente o caravaneiro; – “em vez de cinco mil vidas, levaste 50.000”.

– “Não é verdade”, afirmou a Peste: – “ Cinco mil, nem uma vida a mais”; as outras foram por conta do medo”…

A experiência milenar do filósofo grego Platão levou-o a ensinar que não se deve alimentar o medo por se tratar de uma emoção tóxica, que faz muito mal à saúde física e mental.

O aluno mais dedicado de Platão, Aristóteles ,nas suas aulas peripatéticas divulgou as  ideias nunca publicadas do Mestre, como metáfora sobre os que temem enfrentar a verdade:  –  “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.

Aí temos uma magnífica aula para nós expositores e debatedores de ideias pelas redes sociais. É muito triste aqueles que temem a clareza da verdade e se prendem ao medo de enfrentar o clamor das minorias organizadas ou de individualidades arrogantes.

O segredo está em ignorar ameaças e enfrentar hostilidades. José Maria Eça de Queiroz, um dos ícones da cultura lusitana, romancista e pensador português do século XIX, nos legou um pensamento que transcrevo para a reflexão:

– “Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que os outros estão errados! ”.

 

 

Fernando Pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

PARÁBOLAS(2)

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Há quatro características que um juiz deve possuir: escutar com cortesia, responder sabiamente, ponderar com prudência e decidir imparcialmente” (Sócrates)

O último texto, uma crônica que postei no Blog com o mesmo título, com a intenção diversionista de queimar as afirmações que fiz no meu artigo “Realidade” dizendo que o Governo Bolsonaro lutava contra a corrupção, li entristecido que o Presidente sancionara a criminosa anistia dos partidos que usaram verbas ilegalmente.

A narração trouxe Machado de Assis como avalista e fez sucesso. Micro contos de tema livre são fáceis de ler e ainda mais facilmente de assimilar. Ao que parece as primeiras parábolas vieram na antiga literatura persa e foram consagradas nos textos rabínicos e depois na Grécia, de onde herdamos este gênero literário.

Como ainda estou com raiva de escrever sobre política, e por sugestão da nossa colega do Twitter Alzira Almeida, trago volto na intenção de espalhar curiosidades que caíram no esquecimento, como páginas bolorentas de velhos almanaques.

Ao mesmo tempo dou vazão à minha paixão pelas parábolas, alegorias que fazem refletir. Encontrei uma delas no livro “Colar de Afrodite”, do jornalista e escritor ítalo-argentino, Pittigrilli, cuja admiração veio do meu pai. Pitti escreveu:

“A estupidez humana obedece a leis constantes, como as que regulam a queda dos corpos e a dilatação dos gases. Em qualquer País do mundo, chegando de viagem, deixe-se o carro empoeirado numa rua de Londres ou ao longo das docas de Xangai e voltando meia hora depois encontrará uma assinatura, um chiste ou sinal desenhado nos para-brisas.

“Aonde você for, andando a pé, de metrô ou de ônibus, veem-se os mesmos gestos, ouvem-se as mesmas frases, e observamos a defesa de ideias provocando as mesmas reações; só não provocam brigas as afirmações, inda que modestas, de inteligência pessoal e de desconfiança nos outros.

“No após guerra, um repórter do “Le Monde” postou-se numa esquina do centro de Paris oferecendo à venda numa bandeja moedas de ouro autênticas, mas já fora de circulação, cobrando o equivalente, na época, a R$ 0,50. Não vendeu nenhuma”. O medo da moeda falsa, na minha opinião, não faz parte da estupidez humana. Quando crianças, logo que conhecemos o valor do dinheiro, nos ensinam a temer passadores de moedas falsas.

Infelizmente, porém, a realidade dos adultos nos leva a conviver com os moedeiros falsos da política populista. Esta ilusão é tradicional entre os povos da América Latina, onde os caudilhos no Cone Sul e os caciques no Norte bolivariano assumiram o poder nas guerras da independência.

Mais tarde, sob influência fascista, tivemos ditaduras populistas no século passado na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela, sendo os mais importantes ditadores Getúlio Vargas, no Brasil, e Juan Domingos Perón, na Argentina, que mortos, ainda mantêm influência política.

O populismo é pior do que uma nota falsificada, porque é como a de R$ 3,00, que nunca foi impressa pela Casa da Moeda…

Por ser usado tanto por ideologias de direita como de esquerda, o conceito de populismo na filosofia política e nas ciências sociais, têm definições diferentes, e ainda mais, porque pode ser adotado nas monarquias e nas repúblicas…

Um monarca populista da História Antiga se viu diante a necessidade de indicar um juiz para a Suprema Corte; queria um magistrado honesto e inteligente; então convidou os candidatos ao cargo ao Palácio. Lá, foram postados diante de uma mesa onde havia uma fruta.

– “Que é isto? ”, perguntou o rei.

– “Uma laranja! ”, enfatizaram quase todos de uma só vez; um deles, porém, pediu licença para se aproximar deu uma volta em torno da mesa. – “Meia laranja! ”, disse, vendo a falseta que os cortesãos haviam feito, botando meia laranja com o interior de costas para os candidatos. E foi nomeado.

 

 

PARÁBOLAS

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Somos estórias em movimento. Parábolas vivas. E quem conta estórias vive várias vidas numa só” (Affonso Romano Sant’Anna)

Se arrependimento favorecesse uma viagem no tempo ou fosse a teimosia futurista de Einstein teorizando que “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”, eu voltaria à meninice para estudar com método, coisa que não fiz e só agora vejo a importância disto.

Um dos temas para os quais eu me voltaria está nos evangelhos, todos eles, os canônicos e os apócrifos, e não somente os que foram selecionados no Sínodo de Hipona Regia, realizado em 393, pela Igreja Católica já ocupando o poder político romano desde 312, com a conversão de Constantino.

Também aprofundaria meu conhecimento nas lições da fulgurante trinca de filósofos gregos, Sócrates, Platão e Aristóteles e enveredaria na originalidade da rica literatura árabe.

Esses estudos atenderiam a minha paixão pelas parábolas literárias, (porque existem também as matemáticas…).  “Parábola” que gramaticalmente é um substantivo feminino, originário do grego “parabolé.és”, comparação, aproximação. Define-se como uma narrativa curta e alegórica que geralmente transmite um preceito moral.

O genial – e muito nosso – Machado de Assis, escreveu muitas delas e uma em particular mereceu a intervenção de Rui Barbosa:

“No princípio era o Jardineiro. E o Jardineiro criou as Rosas. E tendo criado as Rosas, criou a chácara e o jardim com todas as coisas que neles vivem para a glória e a contemplação das Rosas. Criou a palmeira, a grama. Criou as folhas, os galhos, os troncos e botões. Criou a terra e o estrume. Criou as árvores grandes para que amparassem o toldo azul que cobre o jardim e a chácara, e ele não caísse e esmagasse as Rosas. Criou as borboletas e os vermes. Criou o sol, as brisas, o orvalho e as chuvas. Grande é o Jardineiro! ”. … E Rui completou: – “Para as rosas o Jardineiro é eterno”.

Está sendo escrito entre nós um capítulo da História do Brasil que infelizmente os nossos filósofos em vez de observar e analisar, são tristes protagonistas do cenário político; igualando-se aos parlamentares que põem os seus interesses pessoais acima dos interesses da nacionalidade.

A Câmara Federal está praticamente controlada pelos oportunistas do chamado “centrão”, que se convencionou chamar de picaretas. Termo que dicionarizado diz tudo, significando “pessoa que usa qualquer expediente para alcançar vantagens”.

Eles vendem discursos e louvaminhas, valorizados pela autopromoção, como fossem os inventores da Coca-Cola ou tivessem cavado os canais de irrigação na transposição do Rio São Francisco; são na verdade medíocres achacadores do governo. Nada fazem além disto que valha a pena serem citados no futuro. Mas, infelizmente, são eleitos e reeleitos pela massa ignorante, interesseira e inerte diante da vida nacional.

Vivêssemos numa sociedade evoluída culturalmente ou como gente de coração entregue ao bem e à razão, voltados para o próximo, não assistiríamos o drama exibido no palco da política nacional, com os escribas e fariseus hipócritas atuando para tirar a aposentadoria dos idosos e a pensão das viúvas.

Revive-se uma comoção semelhante à que ocorreu dois mil anos atrás, quando Jesus Cristo mostrou sua aversão pelas rapinas e imundícies dos vendedores do Templo. Por enfrenta-los, a História gravou o seu suplício e a morte entre dois ladrões.

Os evangelistas não dizem, e ao contrário do que relatam, tenho a convicção de que o Cristo se arrependeu de não ter liderado a rebelião, colaborando com os inimigos do seu povo. Acredito nisto porque Ele ao ressuscitar, mandou seus apóstolos se espalharem pelo mundo pregando em Seu nome a revolução monoteísta.

REALIDADE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

   “Há um limite intranscendível entre a realidade, segundo a arte, e a realidade, segundo a natureza” (Vitor Hugo)

Para quem deseja interferir na política com seriedade intelectual, deve seguir a lição o notável dramaturgo, poeta e pensador alemão Bertholt Brecht com um pensamento magistral:  “Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la ”. Nada mais estimulante para nós neste momento histórico que atravessamos.

A conjuntura econômica, política e social vive uma batalha contra forças do mal que tentam se reerguer após derrotadas nas urnas pela frente ampla que elegeu Jair Bolsonaro. O povo repudiou o simulacro de esquerda da quadrilha organizada para assaltar as riquezas do País.

A série de crises no cenário político é criado artificialmente pela poderosa mídia a serviço do globalismo e ensaiado para oferecer condições favoráveis aos ataques contra o Presidente eleito; aproveita-se das divisões internas do seu grupo; das negativas intervenções familiares, e, principalmente, da picaretagem parlamentar ávida das negociatas que usufruía na velha política.

Bolsonaro, porém, mantem-se acima das futricas indesejáveis e dos escorregos dos filhos; mas veio adiando inexplicavelmente o enfrentamento pessoal ao cangaceirismo político dos inimigos do Brasil, a organização criminosa do lulopetismo e os vigaristas do Centrão.

Somente agora revolveu reagir. Esta reação afastou a timidez e as dúvidas, é explosiva como foi na campanha eleitoral. O Presidente se dirige aos brasileiros em geral alertando-os para a realidade. Despreza assim a minoria radical que quer substituir uma ideologia pela outra, como esclareceu o general Villas Boas.

Para resolver os problemas existente com soluções razoáveis e tirar o País do atoleiro deixado pelos governos lulopetistas, é necessário ampliar as mesmas bases de apoio construídas espontaneamente na campanha eleitoral.

Deve-se restaurar a convergência que o Brasil assistiu nas manifestações populares e na intervenção patriótica nas redes sociais. Foi isto que fez tremer o populismo, obrigou o recuo dos corruptos e obteve a capitulação dos oportunistas beneficiados pelas verbas públicas.

Não é tarde para uma volta ao futuro, desde que a liderança se faça presente e estimule a união dos patriotas. Assim, as forças democráticas conquistarão a vitória nesta batalha e. por fim, na guerra final.

Cabe a cada um dos que lutam por um Brasil livre da corrupção e do ideologismo maléfico, estudar a realidade. Este estudo é revolucionário, porque traz o conhecimento da necessidade urgente das reformas sabotadas pelos inimigos da ordem e do progresso.

Avaliar a Realidade soa como um manifesto. É preciso, porém, estarmos prevenidos por que a realidade é fria como o aço de um punhal; e o uso desta arma intelectual, deve recorrer à lembrança das promessas de Bolsonaro de que faria guerra contra a corrupção, trabalharia para o desenvolvimento econômico e garantiria a segurança da população.

Estas considerações são incompatíveis com o narco-populismo; os agentes bolivarianos não convivem com a honestidade, a honra e o civismo; lutam pelo caos ao lado dos 300 picaretas do Congresso, acostumados com o “toma lá, dá cá” criado por FHC.

Os 57 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro confiam que não haverá recuos, que ele continuará inflexível repelindo as tentações. Armados com o conhecimento da realidade, estes eleitores conquistarão a legitimidade para banir de todo e sempre os cortesões e as cortesãs do mal.

EDUCAÇÃO II

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Devemos respeitar e educar nossas crianças para que o futuro das nações e do planeta seja digno” (Ayrton Senna)

É o segundo artigo que escrevo com o mesmo título, por julgar de fundamental uma tomada de posição sobre tema que é distorcido pelos defensores do Estado onipotente, totalitário, caricatura dos regimes hitleristas e stalinistas do século passado.

Juntando-se aos burguesotes que estão desmoralizando as universidades públicas, os inimigos do progresso atuam numa conjuração que quer ressuscitar defuntos, os que morreram e os que mortos-vivos como Lula da Silva, condenado em três instâncias e preso por corrupção e lavagem de dinheiro.

Os que têm os olhos abertos para a movimentação desses agentes provocadores assistiram as manifestações convocadas “em defesa da Educação” que na realidade foram uma provocação político-partidária de oposição ao Governo Bolsonaro, trazendo de volta dos Black Blocs e ações terroristas no Rio de Janeiro.

Na minha opinião, como observador da instrução pública, é que, na verdade, o contingenciamento entrou na balbúrdia, como Pilatos entrou no Credo…  Os governos petistas de Lula e Dilma o fizeram sem provocar o escarcéu feito com o apoio da mídia, PT e seus puxadinhos, CUT, do MST e sindicatos que nada têm a ver com a Educação.

Também os institutos de ensino católicos aderiram, sem surpresa, o imprevisto foi a adesão das universidades e escolas particulares ameaçadas se não prestarem conta das verbas que recebem. No caso das católicas, sabemos que são tentáculos do narco-populismo; e o apoio das privadas comprovou a sua participação política. Pior, numa manifestação político-partidária.

No meu artigo anterior em defesa da Educação, recordei a declaração de uma professora petista que disse: “As crianças não pertencem aos pais, mas ao Estado”, mostrando que o que eles pregam se baseia no Mein Kampf, de Hitler.

O livro-bíblia da doutrina nazista que implodiu no bunker do Führer levando-o para o inferno, ainda tem seguidores que se dizem antifascistas. Seguem a lição de Adolfo:  “A educação histórica deve ser orientada pela nossa experiência política”. Não foi essa a orientação dada pelos governos petistas de Lula e do seu fantoche, Dilma?

Felizmente, graças à reação popular, escapamos do sistema fascistoide com a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro. Livramo-nos daquela situação politicamente vexatória e economicamente criminosa; o novo governo empreende reformas para valer, não os remendos demagógicos anteriores que caíam no ridículo.

No campo da Educação, apesar turbulência inicial no Ministério da Educação, com a nomeação e afastamento de Ricardo Vélez Rodríguez, as coisas serenaram com o preenchimento da vaga por Abraham Weintraub, economista e professor.

O novo Ministro se propõe a acabar com o desperdício de verbas, combater a corrupção e entrilhar o MEC como indutor da política de educação nacional, dando prioridade à educação infantil e fundamental. Tudo acompanhado do estímulo para garantir a ordem e o respeito em todos os espaços da Educação, públicos e privados.

A Pedagogia está presente nas propostas de Weintraub, na agenda que traz propostas para a autonomia universitária soberana, e o respeito à liberdade e à diversidade do pensamento; mas os seus opositores se recusam a aceitar a limpeza ética, moral e respeitosa.

As universidades públicas se encontram num estado deplorável físico e espiritual herdado dos governos lulopetistas. Suas direções politiqueiras são lenientes com a balbúrdia e colaboram para o estímulo do racismo às avessas, do confronto de religiões, e dos escândalos com a exibição de práticas sexuais heteronômicas.

O Brasil por inteiro repudia este cenário onde se vê as universidades reféns das minorias que se apresentam para representá-la. Queremos construir um futuro radioso para as próximas gerações, formando cientistas e técnicos e não agitadores e drogados narcopopulistas.