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A carestia nos roubou o pão; o PT armou o circo

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

A economia brasileira desce desenfreada no tobogã da incompetência, incúria e corrupção inaugurada pelo PT-governo, e que se estende ao longo de onze anos. É de se levar em conta a desculpa amarela de que tais desacertos veem de longe; mas é inegável que se aprimoraram na Era Lulo-petista.

O pão nosso de cada dia está impeditivo pela chaga inflacionária da carestia. Quem vai ao supermercado e faz feira, pode dar o testemunho do exorbitante aumento de preços dos gêneros de primeira necessidade; e os artigos mais refinados e os importados só para traficantes de drogas e/ou aparelhados do PT na administração pública e estatais.

Como a carestia nos roubou o pão, o PT armou o circo. No tradicional desfile circense, a mascarada teve como anunciante o quadrilheiro João Paulo Cunha, mentiroso e sem vergonha, que mandou a mulher pegar a propina no banco fora do horário e disse que ela fora pagar uma conta da NET…

João Paulo usou indevidamente a tribuna da Câmara para acusar o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF e relator do processo do mensalão. Disse que foi condenado sem provas e contraprovas, na “justiça seletiva”, implantada por Barbosa. Levou mais de oito anos para se defender quando as próprias mentiras o condenavam. E tem mais, a sentença saiu de um tribunal onde a maioria dos juízes foi indicada pelo seu partido.

Condenado, o futuro presidiário João Paulo Cunha vai se juntar aos comparsas que o antecederam na Papuda comparando-se com Nelson Mandela, o pranteado líder da África do Sul. Que pecado!

Ainda esperando o mágico João Paulo, o circo se inaugurou com a arte prestidigitadora dos companheiros encarcerados sendo exaltados como heróis… As cortinas se abrem: Delúbio Soares, Genoino e Zé Dirceu ao som de uma banda de zabumba são ovacionados. É a abertura do 5.º Congresso do PT!

O operador do esquema do Mensalão, Marcos Valério e os ex-deputados Bispo Rodrigues, Costa Neto, Pedro Henry e Romeu Queiroz, não se equiparam ao panteão dos semideuses da mitológica corrupção.

Ainda na cadeia, outros menos votados, quase desprezados, embora tendo demonstrado o mesmo ‘heroísmo’ dos lulo-petistas, Cristiano Paes, Jacinto Lamas, José Roberto Salgado, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach e Simone Vasconcelos.

Dois personagens estão em suspenso, Roberto Jefferson, que denunciou o esquema do assalto ao Erário e por isso, sem mérito para as honrarias, e o possuidor da chave do cofre do Banco do Brasil, o companheiro evadido Henrique Pizzolato, também exaltado no 5º Congresso pelos desvios praticados.

A apoteose da corrupção ainda teve dois aspectos infames: a presença desonrosa da presidente Dilma Rousseff e o discurso desacreditado do ex-presidente Lula da Silva. A Presidente, que deveria ser a guardiã nº 1 da Constituição, assumiu a amoralidade que o narco-populismo adota como questão de princípio.

Quanto ao pelego sindical Lula da Silva, apontado por Romeu Tuma Júnior como informante do Dops em plena ditadura militar sob pseudônimo de “Barba” no picadeiro que o PT armou mostrou o que realmente é um impostor com o hábito de mentir, capaz de tudo para desgraçar o Brasil e os brasileiros.

Lula teve o cinismo de justificar os fracassos econômicos, com o País na rabeira dos emergentes, a Petrobras pré-falimentar e a volta da inflação. Com igual cinismo de quando disse que “a Saúde no Brasil está à beira da perfeição”, insinuou que há crescimento econômico.

Lula, após esconder os desacertos da Presidente-Fantoche no 5º Congresso do PT, com igual desfaçatez aplaudiu a moção enaltecendo os ‘companheiros’ condenados por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato…

Com o sentimental coração brasileiro, há pessoas que dizem que os lulo-petistas vivem no mundo da lua; pura bondade. Os que não trouxeram um passado sujo degeneraram-se no poder. Isto é um fato.

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Além de tudo, informante do Dops: Lula – “O Barba”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Figura controvertida, Romeu Tuma Júnior lançou um livro “Assassinato de reputações: um crime de Estado”, com revelações extirpadas das vísceras do poder lulo-petista. Ex-secretário nacional de Justiça, Tuma Júnior se demitiu após ter seu nome ligado à máfia chinesa, mas isto não impede que consideremos as suas denúncias e se investigue a veracidade delas.

A revista ‘Veja’ não perdeu a oportunidade jornalística de entrevistar o autor das acusações dirigidas ao incontestável líder do Partido dos Trabalhadores e às ações policialescas do PT-governo. Entre as incriminações, Tuma Júnior é categórico: “Lula era informante do meu pai no Dops”, declarou, acrescentando que o codinome do então metalúrgico sindicalista era “Barba”.

Passar informações a Romeu Tuma (pai) seria preciso uma participação reservada. Não seria qualquer alcoviteiro que mantivesse tal relação; era exclusiva, fora do comum, pois o diretor do Dops era altamente prestigiado nos governos militares, tendo passado pelo Serviço de Inteligência do Dops e a Superintendência Regional da Polícia Federal de São Paulo.

Dizem até que o velho Tuma seria o “doutor Silva”, que participou da repressão na guerrilha do Araguaia.

Tuma Júnior é enfático dizendo à publicação da Abril: “O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi o Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. O Lula era informante do meu pai no Dops.”

Recorde-se que o Pai ascendeu politicamente após a redemocratização, projetando-se ao coordenar a operação que encontrou a ossada do médico nazista Josef Mengele, em Embu (São Paulo – 1985). Então o ex-presidente José Sarney nomeou-o diretor-geral da Polícia Federal dando-lhe a tarefa de combater as remarcações de preços nos supermercados durante o Plano Cruzado…

O ex-presidente Lula da Silva é o alvo principal no livro bombástico, mas as acusações se multiplicam, metralhadas pelo eminente atirador. Ele fala que “havia uma fábrica de dossiês no governo. Sempre refutei essa prática e mandei apurar a origem de todos os dossiês fajutos que chegaram até mim. Por causa disso, fui vítima dessa mesma máquina de difamação. Assassinaram minha reputação”.

Deixou a Secretaria Nacional de Segurança em 2010, quando seu nome foi vinculado à máfia de contrabandistas chineses. Diz que foi vítima do PT- governo por ter descoberto uma “conta do mensalão” no exterior.

Essa conta, nas Ilhas Cayman, era operada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e foi levada a Tarso Genro, então titular da Justiça, a quem pedi apuração para comprovar sua veracidade. “Quando chegou a resposta de Cayman, ao nosso pedido sobre a existência da conta, engavetaram tudo”, afirma Tuma Júnior.

O denunciante vai além; garante que mandou cópia para o ministro dizendo-lhe que a averiguação estava concluída e deveria ser levada adiante. Apresentando as provas, disse a Tarso Genro: “Olha, tem que se ver isso! E até hoje espero a resposta”.

Mesmo sem comprovar, mas ouvindo fontes respeitáveis, este jornalista que lhes escreve já sabia que Lula esteve envolvido na burocracia sindical como pelego da Volkswagen, e que fez cursos nos Estados Unidos por indicação do governo militar, enganando neste jogo duplo a sua turma de católicos de esquerda e trotskistas da USP.

Embora conhecendo a sua condição de pelego sindical, os intelectuais obreiristas de São Paulo pensaram em usá-lo politicamente depois que ganhou do general Golbery do Couto e Silva uma legenda para enfrentar, na redemocratização, o PCB e o PTB, considerados uma ameaça aos ocupantes do poder.

Que Lula era pelego e ligado a Golbery, muitos sabiam disso. Chegando aos meus ouvidos, escrevi vários artigos sobre esta identidade dele, após sua eleição e posse na presidência da República. O que não se sabia, e eu muito menos, é o que Tuma Júnior acaba de publicar: Além de tudo, informante do Dops, sob o codinome “Barba”…

 

 

 

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Desastrados heróis da TV-Globo e do PT

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br ) 

Encantei-me na juventude (que já vai longe) pelo dramaturgo alemão Bertold Brecht, levando por muitos anos nos meus cadernos de anotação um aforismo seu, que adotei como meu: “Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contentes, querem privatizar o conhecimento, a sabedoria e o pensamento, que só à humanidade pertencem.”

Como intransigente defensor da liberdade de expressão, fui atrás do rico filosofar de Brecht e encontrei o gancho para expressar a minha indignação por ver os donos do poder jogar no lixo a História do Brasil.

“Triste do povo que precisa de heróis” lamentou Brecht na sua peça “Galileu”, acrescentando: “felizes aqueles que os têm”.

Irredutível patriota tenho os meus heróis, e vou citar alguns para ilustrar, Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes – é um deles. Fundador do movimento independentista nas Minas Gerais junto com Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga, defendia a República e discutia a abolição da escravatura. Reprimida a chamada “Inconfidência Mineira”, Tiradentes assumiu toda a responsabilidade por ela e foi condenado à morte.

Outro herói que cultuo (talvez por corporativismo) é o notável jornalista Cipriano José Barata de Almeida – o Cipriano Barata -, fundador dos jornais “Sentinela”, que mudava o complemento original a cada lugar que ia ou prisão que sofria; o primeiro foi o “Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco” que saiu em 1823. Foi o redator do “Manifesto ao Povo Bahiense” que inspirou e norteou a Conjuração Baiana, e um dos líderes da Revolução Pernambucana e inspirador da Confederação do Equador, republicana e anti-escravista.

Não posso esquecer-me também do Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo – o Frei Caneca – que fundou e redigiu no jornal “Tifis Pernambucano”, onde expressou as ideias iluministas, com forte referência a Montesquieu e Rousseau.  Frei Caneca agitou e guiou a Revolução Pernambucana, que lançou sob o Império, as bases de uma república, a Confederação do Equador.

Os heróis da TV-Globo e do PT são outros. Uns pela banalização desrespeitosa do tratamento “herói” e outros na defesa fanática e dogmática de assaltantes do Erário condenados e presos pelo Supremo Tribunal Federal.

Esses heróis são fabricados para telenovelistas ignorantes, burocratas partidários ou ativistas aparelhados pelo PT-governo na administração pública.

O professor e escritor Washington Araujo, escreveu no ‘Observatório de Imprensa’ que

“Existem heróis e heróis” – comentando irritado com o tratamento que Pedro Bial, animador do ‘Big Brother Brasil’, dá aos participantes da chanchada: “Boa noite, meus heróis!”.

Não menos ridículo, às raias da cretinice, é o desagravo que os dirigentes do PT anunciam que farão aos mensaleiros no seu 5º Congresso, que ocorrerá na próxima semana. Se a militância do partido se reduziu à manada de bezerros de presépio, a proposta será aprovada; senão, abrirá a esperança de que ainda podemos esperar dali uma reação contra o enaltecimento da corrupção e da impunidade como atos heróicos.

Como aclamar como heróis personalidades que adotam a fraude e a desonestidade como o princípio dos fins justificarem os meios? Como enaltecer indivíduos que se sustentam na mentira, repetindo-a sempre para transformá-la em verdade com ensinou herr Goebbles?

Tal infâmia é projetada no mais recente sustentáculo da adulteração ética do lulo-petismo: a desavergonhada (e criminosa) armação do emprego de José Dirceu no Hotel St. Peter, que faz tremer no túmulo os fundadores do PT já falecidos, humilha e desonra os dissidentes ainda vivos, e derruba de vez qualquer credibilidade à organização partidária.

Tristes da TV-Globo e do PT cujos heróis são os “BBs” e os presos da Papuda!

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Presos políticos? Sou mais Beira-Mar e Marcola

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br

Qualquer cidadão e cidadã honestos ficam constrangidos ao tomar conhecimento que tramitam no Supremo Tribunal Federal 300 ações e 534 inquéritos contra políticos. Estes contam com o “foro privilegiado” de forma parcial e imoral numa República imputada como democrática. (O ‘imputada’ vale como trocadilho).

A cidadania deveria sentir-se violentada se atentasse para a dissimulação com que os poderes republicanos encenam a patuscada da condenação e prisão dos quadrilheiros do Mensalão, que deveriam, como qualquer condenado da Justiça, cumprir suas penas sem choro nem vela.

Entre os mensaleiros há membros da cúpula do partido no poder. Este partido estelionatário que defendia, antes de eleger um presidente, liberdade, igualdade e fraternidade de forma radical, enganou o Brasil, e a maior prova disso é qualificar seus companheiros, assaltantes do Erário, como ‘heróis’.

E faz ainda pior. Considera um julgamento que se estendeu por oito anos, com ampla liberdade de defesa como uma conspiração das elites e um golpe da mídia, alvo predileto dos narco-populistas latino-americanos.

Embora 86% dos militantes do PT considerarem ‘justa’ a prisão dos mensaleiros, sua direção, arrogantemente desligada da opinião pública e até dos companheiros da base, insistem em incentivar uma campanha em defesa dos ‘seus’ presos, com falsidade ideológica ao condenar o STF, ou apelando para a pantomima do humanitarismo.

O desprezo do PT pela decisão da Suprema Corte (com ataques descabidos, até racistas, contra o presidente Joaquim Barbosa), e a vitimização dos ‘seus’ condenados, fazem parte de uma sórdida campanha que conquistou privilégios inconvenientes. Visitas fora do regulamento, exigências alimentares e até enfermidades dolosas viraram rotina.

Com isso está estabelecida uma contradita abominável: o lulo-petismo não tem a mínima consideração pela população carcerária a não ser por seus companheiros. Até os comparsas do Mensalão, funcionários, publicitários, banqueiros e parlamentares, caem no desprezo. Imaginemos os que ficam no andar térreo ou, digamos, no porão, prisioneiros de várias classes sociais, mas, principalmente, gente do povo, trabalhadores da classe “C”, ou desempregados da classe “Fu”…

É por isso que sou mais Beira-Mar e Marcola, que poderiam exercer a gerência de hotéis brasilienses sem nada dever a José Dirceu, com salário menor do que o conquistado pelo chefe da quadrilha petista através de cúmplices enrustidos.

Ainda mais inconveniente entre as artimanhas lulo-petistas é a imunda transação para resguardar José Genoíno, exemplo de corrupto e corruptor. Ele resguarda o mandato de deputado contra a prescrição legal, estimula a procrastinação da sua cassação e tenta conquistar uma desonesta aposentadoria por invalidez.

Parceiros de operações suspeitas que escaparam da Ação Penal 470 inventaram e alardearam aos quatro ventos a impostura de um ‘infarto’ que Genoíno teria sofrido, e assim afligir a opinião pública com clara intenção de constranger Joaquim Barbosa. Duas juntas médicas com probidade – da Câmara dos Deputados e da Universidade de Brasília – jogaram no lixo com seus laudos o embuste sem sequer registrar uma cardiopatia grave. Entretanto, seu irmão e líder do PT José Guimarães – aquele dos dólares na cueca – discursa, mantendo a farsa e lamentando vê-lo comer nas marmitas distribuídas aos demais presos na Papuda.

Na verdade, com quase um milheiro de políticos sob a alçada dos tribunais, constata-se o que o lúcido analista político Gaudêncio Torquato vê: o Brasil transformar-se numa “gigantesca delegacia de polícia’, apontando na agenda da administração pública falcatruas, maracutaias, acochambrações e trapaças rotineiras.

Na verdade, será uma delegacia de polícia que mantém um tratamento diferenciado, onde a pena estabelecida para uns é desigual com relação a outros. Segundo informações de boa origem, o regime semiaberto que se pede apressadamente para os mensaleiros petistas, tem uma fila de 900 detentos com igual direito. Esses esperam há bastante tempo por isso, alguns a mais de um ano.

Em razão dos privilégios aos políticos presos, já se verifica um “clima de instabilidade e insatisfação” entre os detentos, como registrou uma inspeção dos juízes da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. E é tão flagrante o favoritismo que revolta os familiares dos presos não bafejados pelo ideologismo discriminatório dos petistas.

O clamor fez o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios se submeter à pressão, estendendo o direito de visitas a todos do sistema prisional da região. No que agiu com autenticidade, democraticamente.

 

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Pela mudança no sistema prisional

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Para livrar os quadrilheiros do Mensalão da cadeia, seus defensores apelam para o problema da super lotação das prisões. Mas, quando se tratava de condenados comuns, não se lembraram de fazer as mudanças que o sistema prisional exige.

A situação presidiária do País é realmente infernal. Talvez só seja um pouquinho melhor do que as masmorras da Turquia como vimos no “Expresso da Meia-Noite”. Até a China – tão mal falada – apresenta mais sensatez do que no Brasil.

Anos atrás, minha memória infantil gravou uma cena de prisioneiros arrancando ervas na rua de paralelepípedos com forquilhas de aspas de metal que embalavam barris e caixotes naquele tempo. Ganhavam alguns tostões para isto.

Isto ocorre com presos conservando estradas, plantando verduras ou colhendo frutas conforme assistimos em filmes hollywoodianos; na Suécia, fecharam cadeias, mas ainda existem 51 prisões divididas em seis categorias, das mais seguras até as abertas; em todas elas há trabalho ou estudo para os detentos.

As unidades prisionais no México, onde se encontram perigosos chefes do tráfico de drogas, são isoladas, mas os presos prestam serviços; lá, as cadeias comuns oferecem um programa de reabilitação através do trabalho; e na França, que nos traz à lembrança da histórica Bastilha e da bárbara Ilha do Diabo, também aplicam atualmente programas humanitários que ligam o preso à produção.

Porque atualmente os prisioneiros no Brasil ficam ociosos? Será que é porque isto é ‘politicamente ‘correto’? A situação é entristecedora: em vez de trabalho para os criminosos cumprindo sentenças, conferem-se vantagens, tratando-os como ‘coitadinhos’…

O INSS oferece um benefício reclusão e o PT-governo criou uma Bolsa para as mulheres, na maioria cúmplices dos maridos em criminosas transações. Assim, é triste reconhecer que um criminoso, assaltante, estuprador ou latrocida tenham proveitos iguais e até superiores ao salário mínimo.

Agora se assiste no País uma situação de especial circunstância, bem esclarecida pelo noticiário do Correio Braziliense na edição de sábado, dia 16: “Prisão de políticos e banqueiros quebrou, no Brasil, a tradição de que apenas pretos e pobres cumprem pena atrás das grades”.

Milhões de brasileiros se regozijaram com isto. A grande maioria da população, cuja expressão de apoio está bem enunciada pelo editorial do Estadão, também do sábado, “Prisão Inevitável: STF deu resposta aos que se sentiam afrontados pela desfaçatez e empáfia de alguns condenados”.

Esta conjuntura impede varrer-se para debaixo dos tapetes luxuosos do Ministério da Justiça e dos tribunais, a desigual condição carcerária, e creio que é possível agora acordar o mundo político para a necessidade de uma mudança no sistema prisional.

Não será a atuação deleitosa das ONGs penduradas em verbas públicas, portanto de atuação submissa à política, nem a assistência religiosa compassiva e proselitista, que resolverão o problema que interessa a todos, principalmente quando líderes do partido no poder vestirão o macacão listrado.

É forçoso que se exija igualdade de tratamento para todos os condenados por crimes praticados. Branco, preto, indígena, oriental ou gringo devem receber a mesma estrutura física e idêntico tratamento humano. E, acima desses procedimentos, receberem o castigo e pagar à sociedade pelos delitos praticados.

Em vez de benesses, trabalho do preso para pagar a manutenção e fazer uma poupança para seu sustento após o cumprimento da pena. É como percebo a questão, vacilando como fazem os versados na ciência do Direito: “Salvo melhor juízo…”

 

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Trinômio fatal: Incompetência, Corrupção e Impunidade

MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Sou do tempo em que se louvava o Binômio de JK – “Energia e Transporte” – que levou Juscelino Kubitscheck ao Governo de Minas Gerais e depois à presidência da República. Agora vejo vigorar o Trinômio do PT – “Incompetência, Corrupção e Impunidade”.

No meu último artigo, tracei a escalada da corrupção do lulo-petismo, e já surgiram mais: são escândalos cotidianos. O sobrepreço das obras e das compras públicas, acompanhados das infalíveis propinas é trivial; e o uso da coisa pública em proveito pessoal ou grupista, é rotina.

Ao tempo em que a necrofilia narco-populista desenterra o cadáver de Juscelino (e o de Jango em conseqüência), vigora o trinômio do PT, na radiografia da ossatura administrativa federal mostrando incompetência nas obras intermináveis ou inacabadas, e a impunidade sobrenadando nos ministérios e nas estatais.

Os fatos da última semana me induzem a riscar a impunidade deste texto porque, no fim do julgamento do Mensalão, parece que ingressamos numa era de Justiça Boa e Perfeita… Contrariando essa premissa, meu raciocínio é de que a punição dos quadrilheiros restringe-se ao STF (com pontuais fragmentações éticas e até culturais). 

Vejo no STF, até o momento em que fecho este artigo, que já não existem réus e sim condenados às vésperas de cumprir a pena imposta. Será um fim honroso da Ação Penal 470, devendo-se isto à ousadia do relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa.

Paralelamente, acabamos de assistir uma punição de “advertência” dada pelo Conselho de Ética da Presidência da República ao presidente do órgão, Vinícius Marques de Carvalho, pelo crime de falsidade ideológica praticado na omissão de dados curriculares (inclusive filiação partidária).

No pântano da corrupção lulo-petista, esta punição é ‘duríssima’ retratando a desonestidade reinante neste País. O Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica é a agência federal que regula a concorrência entre empresas no País, e Vinícius, petista de carteirinha e sobrinho do titular da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi plantado lá para agir partidariamente.

A omissão em quatro currículos de Vinicius não foi caracterizada como crime administrativo e por isso manteve-se no cargo, talvez pelos “serviços prestados”. Ele submeteu a Siemens, detentora de diversos contratos com o governo tucano de São Paulo, a um acordo de leniência e à denúncia de um cartel nos contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Comprometendo sucessivos governos tucanos paulistas, Vinicius é um dos heróis proletários do narco-populismo. Também Ideli Salvati continua ministra à espera de uma decisão da mesma Comissão de Ética. Se for mantido o “rigor” do presidente da Comissão, Américo Lacombe no julgamento de Vinicius Carvalho, Ideli também se sairá bem, possivelmente promovida.

A Ministra, porta-voz da presidente Dilma, voou por vários dias num helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, em Santa Catarina, usado para remover vítimas em estado grave de acidentes e desastres naturais. Dessas visitas aos seus redutos eleitorais resultaram mortos e feridos não atendidos em acidentes nas estradas catarinenses; mas isto não importa porque ela é petista.

Ainda no campo da impunidade ficam os responsáveis pelas sete obras públicas, quatro do PAC. As obras receberam o pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União, tendo o seu presidente, o ministro Augusto Nardes, apontado falta de planejamento, falhas na gestão, incompetência, e suspeitas de superfaturamento.

Eis, porém, que a Presidente da República corre a defender o andamento das obras, mesmo condenadas. Minimizando os desacertos apontados e até criticando o TCU, Dilma se acumplicia publicamente com a incompetência e a corrupção, quando deveria agradecer a colaboração moralizadora e patriótica do TCU.

Vê-se, dessa maneira, que é o Executivo o poder centralizador e centrifugador que coordena a difusão do trinômio fatal, Incompetência, Corrupção e Impunidade, regendo os destinos da nossa infeliz República.

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Trinômio fatal: Incompetência, Corrupção e Impunidade

MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Sou do tempo em que se louvava o Binômio de JK – “Energia e Transporte” – que levou Juscelino Kubitscheck ao Governo de Minas Gerais e depois à presidência da República. Agora vejo vigorar o Trinômio do PT – “Incompetência, Corrupção e Impunidade”.

No meu último artigo, tracei a escalada da corrupção do lulo-petismo, e já surgiram mais: são escândalos cotidianos. O sobrepreço das obras e das compras públicas, acompanhados das infalíveis propinas é trivial; e o uso da coisa pública em proveito pessoal ou grupista, é rotina.

Ao tempo em que a necrofilia narco-populista desenterra o cadáver de Juscelino (e o de Jango em conseqüência), vigora o trinômio do PT, na radiografia da ossatura administrativa federal mostrando incompetência nas obras intermináveis ou inacabadas, e a impunidade sobrenadando nos ministérios e nas estatais.

Os fatos da última semana me induzem a riscar a impunidade deste texto porque, no fim do julgamento do Mensalão, parece que ingressamos numa era de Justiça Boa e Perfeita… Contrariando essa premissa, meu raciocínio é de que a punição dos quadrilheiros restringe-se ao STF (com pontuais fragmentações éticas e até culturais). 

Vejo no STF, até o momento em que fecho este artigo, que já não existem réus e sim condenados às vésperas de cumprir a pena imposta. Será um fim honroso da Ação Penal 470, devendo-se isto à ousadia do relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa.

Paralelamente, acabamos de assistir uma punição de “advertência” dada pelo Conselho de Ética da Presidência da República ao presidente do órgão, Vinícius Marques de Carvalho, pelo crime de falsidade ideológica praticado na omissão de dados curriculares (inclusive filiação partidária).

No pântano da corrupção lulo-petista, esta punição é ‘duríssima’ retratando a desonestidade reinante neste País. O Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica é a agência federal que regula a concorrência entre empresas no País, e Vinícius, petista de carteirinha e sobrinho do titular da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi plantado lá para agir partidariamente.

A omissão em quatro currículos de Vinicius não foi caracterizada como crime administrativo e por isso manteve-se no cargo, talvez pelos “serviços prestados”. Ele submeteu a Siemens, detentora de diversos contratos com o governo tucano de São Paulo, a um acordo de leniência e à denúncia de um cartel nos contratos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Comprometendo sucessivos governos tucanos paulistas, Vinicius é um dos heróis proletários do narco-populismo. Também Ideli Salvati continua ministra à espera de uma decisão da mesma Comissão de Ética. Se for mantido o “rigor” do presidente da Comissão, Américo Lacombe no julgamento de Vinicius Carvalho, Ideli também se sairá bem, possivelmente promovida.

A Ministra, porta-voz da presidente Dilma, voou por vários dias num helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, em Santa Catarina, usado para remover vítimas em estado grave de acidentes e desastres naturais. Dessas visitas aos seus redutos eleitorais resultaram mortos e feridos não atendidos em acidentes nas estradas catarinenses; mas isto não importa porque ela é petista.

Ainda no campo da impunidade ficam os responsáveis pelas sete obras públicas, quatro do PAC. As obras receberam o pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União, tendo o seu presidente, o ministro Augusto Nardes, apontado falta de planejamento, falhas na gestão, incompetência, e suspeitas de superfaturamento.

Eis, porém, que a Presidente da República corre a defender o andamento das obras, mesmo condenadas. Minimizando os desacertos apontados e até criticando o TCU, Dilma se acumplicia publicamente com a incompetência e a corrupção, quando deveria agradecer a colaboração moralizadora e patriótica do TCU.

Vê-se, dessa maneira, que é o Executivo o poder centralizador e centrifugador que coordena a difusão do trinômio fatal, Incompetência, Corrupção e Impunidade, regendo os destinos da nossa infeliz República.

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São tantos escândalos que se tornaram triviais

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Sentei-me para escrever meu artigo das quintas-feiras para o Blog. Esta semana é o quarto que componho de memória e pesquisa; os outros três foram para os jornais que publicam meus textos. Pelo número, os temas vão se afunilando e me veio à cabeça analisar os escândalos que se sucedem no País.

Ao estudar os casos, de outubro para cá, vi – sem surpresa, porque a corrupção banalizou-se –; tantos escândalos que se tornaram triviais, e eu poderia adotar o título: “PT-governo, o escândalo dia-a-dia”.

Quando passei a vista pelos jornais de hoje, dia 7 de novembro, encontrei só nas primeiras páginas dos jornais pelo menos cinco chamadas perturbadoras: A primeira, n’O Globo, “Sob suspeita: TCU recomenda ao Congresso a paralisação de sete obras custeadas pelo governo federal nas quais viu indícios de irregularidades”.

Depois se sucederam resumos de notícias do mesmo teor e interesse, como “Auditora será exonerada após dizer que o secretário Antonio Donato (PT) recebeu dinheiro da quadrilha que fraudou o ISS”. Mais outra, uma barbaridade! “MP aponta que duas pessoas morreram e 73 ficaram feridas em acidentes nas estradas de Santa Catarina durante três dias em que a ministra Ideli Salvati ficou com o helicóptero médico da PRF”.

Não bastasse, outro diário mostra a irresponsabilidade e a inconsequência do PT-governo, informando que “Governo erra contas e subestima gasto social em R$ 20 bi em desembolsos que piora as contas públicas”. Um erro de R$ 20 bilhões não poderia ser encontrado na contabilidade de um governo.

Mas a coisa vai assim na escalada de escândalos iniciada em 2006, quando a Polícia Federal realizou a “Operação Sanguessuga” para desarticular o esquema de fraudes em licitações na área de Saúde, revelando o comprometimento de parlamentares e ocupantes de altos cargos da administração pública, principalmente no Ministério da Saúde. A quadrilha ficou conhecida como a “máfia das ambulâncias”.

Registre-se a data. Foi no começo do Governo Lula quando, pouco tempo depois, o então deputado Roberto Jefferson dedurou o esquema de corrupção comandado pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu. A denúncia (que envolveu o próprio denunciante) explodiu como uma bomba atômica apontando uma rede de corrupção com incentivos a troca de partidos, indicações para cargos e compra de apoio político no Congresso Nacional. Estava descoberto o famoso Mensalão.

Não mais do que depressa, na mesma Casa Civil – e não foi uma coincidência –, estourou o escândalo dos cartões corporativos implicando a sucessora de José Dirceu, Erenice Guerra. Uma reportagem investigativa da revista “Veja” apontou Israel Guerra, filho de Erenice, participando de um esquema de tráfico de influência e sucessivas negociatas com base no prestígio da mãe Ministra e na autoridade da presidente Dilma, a quem Israel chamava de ‘madrinha’.

Aliás, Erenice chamava Dilma de comadre, e dela recebeu apoio que só foi abrandado e cessou após o ex-presidente Lula da Silva mandar um recado asseverando que a situação se tornara insustentável, e sugerindo a eliminação de Erenice.

Simultaneamente aflorou (sem trocadilho) o caso Rose na mesma Casa Civil, trazendo à cena Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo. Com grande influência no Governo Federal graças às relações íntimas com o ex-presidente Lula, Rosemary foi implicada na “Operação Porto Seguro” da Polícia Federal, que investigou trapaças na administração federal.

Baseado no levantamento feito pela “Operação Porto Seguro”, o MPF denunciou 24 pessoas, inclusive Rosemary, por formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

Pela blindagem e impunidade, a incúria e a corrupção dos que estão de cima, se refletem no andar de baixo… Passam a ser cópias xerocadas na rotina dos subordinados, chefes, chefinhos e chefetes do Governo e do partido.

 

 

ARTIGO

São tantos escândalos que se tornaram triviais

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Sentei-me para escrever meu artigo das quintas-feiras para o Blog. Esta semana é o quarto que componho de memória e pesquisa; os outros três foram para os jornais que publicam meus textos. Pelo número, os temas vão se afunilando e me veio à cabeça analisar os escândalos que se sucedem no País.

Ao estudar os casos, de outubro para cá, vi – sem surpresa, porque a corrupção banalizou-se –; tantos escândalos que se tornaram triviais, e eu poderia adotar o título: “PT-governo, o escândalo dia-a-dia”.

Quando passei a vista pelos jornais de hoje, dia 7 de novembro, encontrei só nas primeiras páginas dos jornais pelo menos cinco chamadas perturbadoras: A primeira, n’O Globo, “Sob suspeita: TCU recomenda ao Congresso a paralisação de sete obras custeadas pelo governo federal nas quais viu indícios de irregularidades”.

Depois se sucederam resumos de notícias do mesmo teor e interesse, como “Auditora será exonerada após dizer que o secretário Antonio Donato (PT) recebeu dinheiro da quadrilha que fraudou o ISS”. Mais outra, uma barbaridade! “MP aponta que duas pessoas morreram e 73 ficaram feridas em acidentes nas estradas de Santa Catarina durante três dias em que a ministra Ideli Salvati ficou com o helicóptero médico da PRF”.

Não bastasse, outro diário mostra a irresponsabilidade e a inconsequência do PT-governo, informando que “Governo erra contas e subestima gasto social em R$ 20 bi em desembolsos que piora as contas públicas”. Um erro de R$ 20 bilhões não poderia ser encontrado na contabilidade de um governo.

Mas a coisa vai assim na escalada de escândalos iniciada em 2006, quando a Polícia Federal realizou a “Operação Sanguessuga” para desarticular o esquema de fraudes em licitações na área de Saúde, revelando o comprometimento de parlamentares e ocupantes de altos cargos da administração pública, principalmente no Ministério da Saúde. A quadrilha ficou conhecida como a “máfia das ambulâncias”.

Registre-se a data. Foi no começo do Governo Lula quando, pouco tempo depois, o então deputado Roberto Jefferson dedurou o esquema de corrupção comandado pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu. A denúncia (que envolveu o próprio denunciante) explodiu como uma bomba atômica apontando uma rede de corrupção com incentivos a troca de partidos, indicações para cargos e compra de apoio político no Congresso Nacional. Estava descoberto o famoso Mensalão.

Não mais do que depressa, na mesma Casa Civil – e não foi uma coincidência –, estourou o escândalo dos cartões corporativos implicando a sucessora de José Dirceu, Erenice Guerra. Uma reportagem investigativa da revista “Veja” apontou Israel Guerra, filho de Erenice, participando de um esquema de tráfico de influência e sucessivas negociatas com base no prestígio da mãe Ministra e na autoridade da presidente Dilma, a quem Israel chamava de ‘madrinha’.

Aliás, Erenice chamava Dilma de comadre, e dela recebeu apoio que só foi abrandado e cessou após o ex-presidente Lula da Silva mandar um recado asseverando que a situação se tornara insustentável, e sugerindo a eliminação de Erenice.

Simultaneamente aflorou (sem trocadilho) o caso Rose na mesma Casa Civil, trazendo à cena Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo. Com grande influência no Governo Federal graças às relações íntimas com o ex-presidente Lula, Rosemary foi implicada na “Operação Porto Seguro” da Polícia Federal, que investigou trapaças na administração federal.

Baseado no levantamento feito pela “Operação Porto Seguro”, o MPF denunciou 24 pessoas, inclusive Rosemary, por formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

Pela blindagem e impunidade, a incúria e a corrupção dos que estão de cima, se refletem no andar de baixo… Passam a ser cópias xerocadas na rotina dos subordinados, chefes, chefinhos e chefetes do Governo e do partido.

 

 

ARTIGO

Pelas liberdades de expressão e de imprensa

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br

Na América Latina, governos narco-populistas que substituíram as ditaduras militares com a mesma vocação totalitária delas, não toleram a liberdade de expressão e de imprensa. E como os antecessores, se correspondem e se ajudam fingindo defender a Democracia, embora corrompendo, aparelhando e submetendo os poderes Legislativo e o Judiciário.

A distorção da República no Brasil pelos estelionatários eleitorais do lulo-peleguismo estimula tentativas perversas de impor o controle da imprensa e o fim da liberdade de expressão. O PT-governo quer subordinar dos órgãos de comunicação e sujeitar os jornalistas a um “Conselho Federal de Jornalismo” de inspiração fascista.

Primeiramente, os pelegos no poder se apoiaram numa idealista e equivocada proposta da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj pela democratização dos meios; e, na segunda vez, foram mais diretos e objetivos deixando explícito o desejo de instalar expedientes regulatórios e uma forma velada de censura.

Agora, sob pressão dos camisas pardas do PT a presidente Dilma Rousseff prepara o terreno para nova investida, fortalecida pelo apoio de parlamentares fisiológicos num Congresso corrupto, e por acreditar em sentença favorável da Justiça montada partidariamente. Às escondidas, mexendo os cordões da governanta-títere, o inescrupuloso líder da pelegagem, Lula da Silva.

Favorece-os o triste exemplo do caso argentino, provocado por uma louca cercada do rebotalho neo-peronista, de oportunistas teimosos e dos corruptos de sempre.

A decisão da Corte Suprema de Justiça da Argentina declarou constitucional a Lei de Meios Audiovisuais que o Congresso controlado pelo kirchnerismo, havia aprovado em 2009. Os juízes ministros avaliaram que a legislação não fere a liberdade de expressão, e garantirá à cidadania a democratização dos meios de comunicação.

Trata-se, evidentemente de um sofisma fantasioso, pois é, na verdade, uma investida dirigida às concessões de rádio e televisão do Grupo Clarín, crítico dos governos de Nestor Kirchner e da viúva sua sucessora, Cristina K.

A Lei de Meios Audiovisuais estabelece critérios sobre cotas de mercado, prevendo que um grupo de comunicação só possa alcançar 35% da população, e as concessões do Clarín ferem esses termos: na radiofonia, alcança 41,88% da audiência, 16.801.346 indivíduos no total de 40.117.000.

No público de tele-espectadores, mais visado pela pelegagem neo-peronista, o Clarín atinge 38,78% na TV aberta; e na TV fechada controla 58,61% das assinaturas. Guardando-se as devidas proporções, temos a Rede Globo numa situação semelhante.

A Rede Globo tem sido o alvo de acerbas críticas do extremismo lulo-petista, até com apedrejamentos dos seus transportes e agressão de profissionais, e é objetivo da pelegagem vê-la submetida ao PT-governo.

A diferença entre nós e a Argentina, é que as concessionárias regionais da Globo (estaduais e municipais) pertencem a políticos aliados do governo narco-populista, o que representa um obstáculo para impor uma legislação análoga à do país vizinho.

Mesmo assim, cria-se um fascínio fraudulento por uma rede pública de radiodifusão, distribuído entre entidades do movimento sindical e popular (e as “infalíveis” ONGs), para ocupar os espaços da Globo e associados. Esta semana mesmo, com um telefonema, Dilma garantiu um canal de tevê para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por ordem de Lula.

Tal “democratização”, evidentemente, é uma falácia, e o exemplo está na existência de canais concedidos aos governos estaduais e municipais, assembléias legislativas e câmaras municipais.

Evidencia-se igualmente que o sistema de comunicação controlado pelo PT-governo é inconfiável. Carimba a defesa do oficialismo nos vergonhosos atos de corrupção ativa e passiva, nas quebras de palavra e no desrespeito aos princípios republicanos.

Ruim por ruim prefiro, embora antigo crítico do controle da informação por grupos econômicos ou políticos, a baboseira noveleira da TV-Globo do que a putrefação governista da TV-Brasil.