Artigo
MITOMANIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Há indivíduos que não hesitam em prejudicar semelhantes com a mentira, o engano e a calúnia, contanto que o possam fazê-lo impunemente” (Sigmund Freud)
Li e ouvi certa vez que o filósofo Zenão de Eléia, famoso por enunciar paradoxos, apresentou um deles que é um verdadeiro jogo de palavras: “Se dizes que mentes e estás falando a verdade, mentes; se dizes que mentes e mentes de fato, estás mentindo.”
Curioso, encontrei esse representante da Escola Eleática que viveu quase meio século antes de Cristo. Foi discípulo de Parmênides, e usou seus conhecimentos da Lógica criando argumentos para desacreditar os críticos do seu mestre. Herdamos restos dos seus escritos e o que temos de concreto sobre eles, devemos a Aristóteles nos seus estudos sobre Física.
Os paradoxos mais famosos de Zenão buscam demonstrar a inexistência do movimento, conhecidos como “Método de Zenão”, em que ele assume como verdades as hipóteses das teses dos adversários e esmiuçando-as derruba-as com conclusões contraditórias e inaceitáveis.
Esses ardis do raciocínio, para enganação doutrinária dos sentidos, impõem, porém, o hábito da mentira, a compulsão em mentir, mais tarde estudada na psicanálise como “mitomania”.
A mitomania é uma patologia considerada pelos estudiosos como o mentir compulsivamente, seja no infantilismo de expressar fantasias, seja como reflexo do desejo inconsciente de se expor seja utilitária na busca de compensações.
Esta busca de compensações é a cara da Era Lulo-Petista. Para Dilma, por exemplo, a mentira tornou-se um vício incontrolável, fantasiando um “País das Maravilhas” em marcha para o socialismo bolivariano…
Dilma mente até quando está falando a verdade. Há vários sites nas redes sociais listando as dezenas de vezes em que ela mentiu. Curioso é que ao contrário do que expõe a doutrina psicanalítica Dilma sabe que está mentindo. O seu criador, Lula da Silva, também sabia que estava mentindo quando criou a fraude da “gerentona”, enganando os eleitores incautos para elegê-la.
Foi Lula, um grande manipulador da mentira, quem inventou a síndrome do “nãosabiismo”, uma fuga ao conhecimento dos crimes cometidos à sua volta e por si mesmo. O “nãosabiismo” é uma manifestação nacional da mitomania; os mitomaníacos mentem para se exibir, os “nãosabiistas” mentem para se esconder e fugir às responsabilidades.
Vivemos uma explosão política com as contundentes denúncias da delação do senador petista Delcídio do Amaral. Até ontem, Delcídio era líder do PT-governo no Senado Federal. Passeava a sós nos jardins do Alvorada com a Presidente, conchavando ações políticas. Visitava Lula semanalmente provocando ciúmes entre velhos pelegos. Enfim, era de confiança.
Por interferir criminosamente nas investigações da Lava Jato o parlamentar mato-grossense foi preso. O PT falou em expulsá-lo, mas ficou na suspensão; solto, seus parceiros se mobilizaram e, arranjaram até um sabujo do PDT para evitar a cassação na Comissão de Ética.
Agora descobriram por uma reportagem da revista IstoÉ, que Delcídio aderiu à delação premiada, envolvendo Dilma nas maracutaias de Pasadena e em confabulações para soltar empresários corruptos; e revelando que foi Lula quem planejou a trama da fuga de Cerveró.
Pelos acontecimentos que se desdobram e pelos “fragmentos delinquenciais”, sabemos que Lula, Dilma e seguidores não hesitam em usar a mentira crendo na impunidade, como alertou Freud.
MATEMÁTICA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A matemática vista corretamente, possui não apenas verdade,mas também suprema beleza – uma beleza fria e austera” (Bertrand Russell)
Na década de 1950, quando dei baixa do Exército (no meu tempo a gente tinha orgulho de servir ao País) ganhei uma viagem à Europa dos meus pais. Fui à França, quase uma obrigatoriedade para os jovens da época, e encontrei em Paris um colega que lecionava na República Democrática Alemã.
Com o famoso “jeitinho” brasileiro levou-me com ele para Leipzig e conseguiu-me uma hospedagem na famosa Universidade de lá, uma das mais antigas da Europa. Dali, com o pouco dinheiro que tinha fui para a outra Alemanha, à Áustria, à Holanda, à Bélgica e de novo à França para regressar ao Brasil.
De uma família de professores, preocupei-me em ver escolas e constatei, no ensino médio, a importância que davam às matemáticas, coisa que no Brasil assustava a garotada como um monstro.
Passado o tempo, e já atuando na imprensa, tomei conhecimento que uma das maiores batalhas da “Guerra Fria” se desenrolava nas escolas… Americanos, ingleses e soviéticos davam às suas crianças e jovens um ensino da melhor qualidade.
E depois assisti o grande salto desenvolvimentista dos chamados “Tigres Asiáticos” convencendo-me que o desenvolvimento deles devia-se à Educação, principalmente ao estudo científico, acompanhando métodos usados na China que graças à formação de gerações se tornou a segunda potência econômica do planeta.
Arrastando essas memórias através dos anos, envergonho-me do que ocorre com a educação no Brasil, atrasada mais de meio século do resto do mundo. Os números que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico divulga sobre o nosso País são indignos, odiosos.
Ficamos em 60º lugar no ranking mundial de Educação da OCDE, e como previ, os “Tigres” ocuparam as primeiras colocações, Singapura no primeiro lugar, seguido por Hong-Kong, Coréia e Japão.
A maior desonra é ver-se que na América Latina ficamos atrás do Chile, Costa Rica, México e Uruguai; e o pior de tudo é que as autoridades do PT-governo ficaram eufóricas pela melhora em 10 anos de 0,68 no desempenho em matemática…
A maioria das crianças brasileiras até 11 anos não fazem contas aritméticas de somar, diminuir, dividir e multiplicar; isto, num País aonde a presidente Dilma, conduzida pelo marketing lançou um slogan, “Pátria Educadora”, mostrando uma incrível falta de escrúpulos…
Acredito que o analfabetismo, no idioma e nas matemáticas, é uma meta do narco-populismo travestido de “socialismo”. Para dominar o povo, os pelegos no poder impedem que a juventude se dedique ao estudo libertador da mente e do espírito.
Recentemente, o jornalista, escritor e pesquisador Ruy Castro escreveu sobre a reforma dos currículos escolares imposta de cima para baixo pelo MEC. Entre os absurdos do PT-governo, os luminares da literatura brasileira e portuguesa já não comporão a grade do ensino médio.
Lembro que o bando cretino do ‘politicamente correto’ já tentou – audaciosamente – tirar os livros de Monteiro Lobato das estantes; agora o poder invisível da ignorância “tornará milhões de livros obsoletos” como diz Ruy Castro.
Impedindo o acesso à linguagem, os zumbis do governo moribundo que vagabundeiam na administração pública, insistem em degenerar o povo pelo desvirtuamento da própria língua, como lembrou Rui Barbosa; e, coibindo o ingresso ao mundo das matemáticas, roubam-nos o futuro.
O culto da ciência alegrou-se nestes dias ao se comprovar, 100 anos depois, a teoria sobre a existência das ondas gravitacionais que Albert Einstein enunciou na Lei da Relatividade… Este sábio tem uma frase antológica que vale a pena inserir neste texto: “A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela.”
EVOLUÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
“Pode-se facilmente compreender uma criança que tenha medo do escuro. A verdadeira tragédia da vida é quando homens e mulheres adultos têm medo da luz ” (Platão)
Os dicionários trazem o verbete “Evolução” como substantivo feminino – passagem sucessiva de pessoas, coisas, acontecimentos… Prefiro quando evolução é substantivo masculino, substituída por darwinismo, e definida como processo contínuo de mudança, adaptando-se ao meio e se aperfeiçoando.
Não sei explicar o porquê de professores e livros didáticos insistirem em falar da “Teoria da Evolução”… Isso ‘já era’! É a “Lei da Evolução”. Não precisamos ser cientistas para saber que tudo no planeta sofreu transformações ao longo dos bilhões, milhões, milhares de anos…
Os meios científicos falam da origem da vida como iniciada a 4,6 bilhões de anos e afirmam que tal fenômeno se deveu às descargas elétricas interagindo com um amontoado de substâncias cósmicas, gases, poeira, rochas, etc.
Com pesar, atestamos que só no século 19 os sábios, e por decantação a camada mais esclarecida da população, arrancaram a venda dos olhos, que obscurecia a verdade científica, embora se confrontando com a imensa maioria que acreditava na fantasia da humanidade descender de Adão e Eva!
Os gregos antigos já não acreditavam no “criacionismo”; sua mitologia expressava a realidade social. Os deuses e deusas do Olimpo foram criados a imagem e semelhança das pessoas humanas, tinham os mesmos sentimentos e as mesmas emoções. E, além das idiossincrasias, simpatias, desejos e ciúmes, faziam filhos entre si e também com os mortais…
Na sua irreverência, Isaac Asimov escreveu que “Os criacionistas fazem com que uma teoria pareça uma coisa que se inventou depois de beber a noite inteira…” Lembra-nos que os cientistas Harold Urey e Stanley Miller desmontaram a lenda criacionista com uma simples experiência de laboratório, misturando elementos da atmosfera primitiva e lançando sobre eles descargas elétricas. E assim produziram os aminoácidos essenciais à vida.
Fora da ciência, temos diversas religiões que abordam a evolução; pregam a existência de vida após a morte e projetam um sistema evolutivo da alma. No Ocidente há uma farta literatura espírita sobre a evolução espiritual, inspirada em Alan Kardec…
Na política já se fala nisso… Pare escrever este texto, inspirei-me num debate do Twitter em que um simpatizante do PT reconheceu a calamidade do populismo governamental e, confundindo essa coisa que aí está com socialismo, disse ter a esperança na sua “evolução”.
Dessa maneira, por ignorância ou ingenuidade demonstrou mais um distúrbio de orientação. O socialismo não evolui nem evolui. Colocado no céu das utopias modernas – é como a aurora no horizonte, linda, mas dura pouco.
Na prática, até hoje nenhuma sociedade atingiu este regime apesar de várias tentativas conhecidas; na teoria, temos “A República” de Platão, um diálogo socrático do século IV a.C. discutindo um sistema ideal…
A sociedade platônica seria dividida em três classes: os chefes, os militares e os produtores e artesãos. Parece com o PT-governo: acima, os hierarcas do PT; no andar de baixo, a militância aparelhada na administração pública; e nós trabalhadores, só servimos para pagar o sustento deles através de impostos abusivos.
Era inimaginável para o filósofo grego conceber que na sua República que os chefes dos guardiões e os guardiões seriam ladrões descarados e atrevidos, como são os pelegos lulo-petistas…
Também o nosso Machado de Assis conquanto julgasse impossível instituir a República de Platão, simpatizava com ela; mas ele também, ao seu tempo, jamais poderia imaginar que o Brasil se tornaria a República da Corrupção!
CÓDIGO DE BARRAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
“Eia, ó jovens da Nova Era! Oponde-vos aos mercenários ignorantes! Pois temos mercenários na caserna, na Corte e na Universidade!” (William Blake)
Prevalece entre nós a idéia de que a vida nacional só começa quando termina o carnaval. O povo brasileiro é sábio: Os acontecimentos políticos que assistimos na pós-folia já ultrapassaram todas as previsões da imprensa.
E se tivéssemos o segredo, a senha, um código de barras, as chaves para abrir a caixa preta do poder, encontraríamos coisas estarrecedoras. Lá estão amontoadas as ilegalidades das altas esferas do poder, dos hierarcas do PT e do seu chefe, Lula da Silva.
Se fosse a segurança mecânica dos cofres comuns, abriríamos as travas girando o botão circular numerado, número a número do segredo do Erário invadido pela pelegagem junta e misturada com banqueiros, empreiteiros, lobistas, doleiros e golpistas de todo gênero.
Se fosse uma senha falada, palavras-chave passadas por sentinelas na troca da guarda, ou atualizando conto das Mil e Uma Noites com o chefe dos ladrões gritando “Abre-te Sésamo!”, teríamos as fases da Lava-Jato, “Passe Livre”, “Pixuleco”, ‘Juízo Final”, “Triplo X” e agora “Acarajé”!
Quem sabe se poderíamos desvendar todas as maracutaias lulo-petistas com códigos de barras, a extraordinária adaptação gráfica do código Morse, feita pelos engenheiros norte-americanos Norman Joseph Woodland e Bernard Silver? Com essa tecnologia aparentemente simples, baseada em linhas estreitas, identificam-se bilhões de produtos…
No varejo da roubalheira recaem denúncias sobre o “Capo di tutti capi” que considero vulgares. Lula, segundo ele próprio, recebeu “presentinhos” que levou nos 14 caminhões da mudança que saiu do Alvorada para o sítio de Atibaia. Essas piroquetagens de Lula são banais, um empréstimo aqui, um financiamento lá, dispensa de dívidas acolá. Algumas MPs de favorecimento para atender um filho lobista…
Convenhamos, são furtos dignos de ladrões de galinha em comparação à destruição da Petrobras e aos roubos nas estatais e fundos de pensão. Representam apenas um traço na audiência das performances do Grande Gabiru e do seu poste na presidência.
É monstruoso o assalto praticado pelos pelegos lulo-petistas, provocando a indignação e a rebeldia de 93% dos brasileiros de todos os matizes político-ideológicos, acima dos partidos, filosofia de vida e religiões.
Este cenário degenerado da corrupção, desenhado pela violência, a falta de assistência médica e de Educação de qualidade, revolta o País, atestando que temos os poderes coniventes e em alguns casos participantes de organizações criminosas. A máquina pública está infiltrada de bandidos por compra de consciências, mercenarismo ou fanatismo ignorante.
O momento histórico exige a formação de uma frente nacional ampla para fazer uma real oposição, que os partidos que se assumem como “oposicionistas” não fazem. A unidade contra o governo lulo-petista é fundamental porque, embora debilitado, o poder nas mãos dos pelegos está consolidado.
Com raríssimas exceções, como o ministério público, determinados setores do Judiciário, da Polícia Federal e da imprensa, o aparelhamento cobre pesadamente o Poder Executivo, cortes de Justiça e o sempre flexível Legislativo.
Desse modo não há mais tempo para discursar sobre a crise, protelando o desastrado, incompetente e corrupto Governo Dilma. O código de barras nos leva ao impeachment que corre na Câmara Federal e ao julgamento que tramita no TSE. É urgente passá-lo no raio laser deletando a pelegagem para tirar o País do atoleiro.
RESSACA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Os homens têm clamado por liberdade, justiça e respeito”
(Jacob Bronowski)
“Ressaca” é uma onda que cai sobre si mesma quando recua da arrebentação. A palavra vem do espanhol “resaca”, a “volta da onda”. Quando é usada depois de um porre para males do fígado e estômago, dor de cabeça, náusea, vômitos, os médicos definem como “veisalgia”, palavra que vem do norueguês “kveis”, refluxo.
A “grande imprensa” ficou de ressaca por excesso na cobertura do Carnaval que durou duas semanas, um período nunca antes ocorrido neste País. É que o circo, mesmo sem pão, faz bem à massa, com todas as classes sociais juntas e misturadas…
A ‘massa’ é muito mais do que uma concentração de pessoas; é o ajuntamento humano com a perda da consciência individual. É um rebanho conduzido por influência externa e levado pelo modismo, para “aquilo que todo mundo usa” (Will); enfim, é a tropa dos “maria vai com as outras”.
O Carnaval de Rua – com seus blocos e cordões – é um exemplo disto. Nele não há espontaneidade como fazem crer os “sociólogos televisivos”. Atende, na verdade, ao comando da famosa indústria cultural, que propaga o que é do interesse do poder dominante para conduzir o povão.
Não é coisa nova. O “herr doctor Goebles” usou magistralmente essa indução pelos meios de comunicação para mobilizar as massas, e fez o povo alemão marchar a passo de ganso reverenciando o insano Hitler; também os marqueteiros tupiniquins elegeram Dilma – o poste de Lula – persuadindo os brasileiros no carnaval eleitoral com os confetes, as lantejoulas e os paetês da mentira.
A psicologia registra que após a mobilização das massas vem uma ressaca coletiva. Foi assim com o nazismo, o culto à personalidade de Stálin e as lisonjas socialisteiras da medicina cubana.
Assim foi também com a Ku-Klux-Klan e a caça às bruxas do macartismo e, no reverso da moeda, com a reação ao fascismo norte-americano pelo movimento hippie; e os dois, mostraram o mesmo extremismo. Observando isto, o teatrólogo inglês Arnold Wesker chamou Woodstock de “manifestação fascistinha”.
Temos também a ressaca do carnaval – bebidas à parte – a ressaca mental, com a volta dos indivíduos para si mesmos, pagando seus pecados, ou pela contrição religiosa da Quaresma ou conferindo a lista de despesas e das contas a pagar.
O nosso epigrafado, o escritor Jacob Bronowski, fala da busca inconsciente – quase irracional – da pessoa humana pela liberdade; assim, mudando o que deve ser mudado, a liberdade é de certa maneira conquistada na bacanal carnavalesca. Mas seu preço é altíssimo: a posterior tomada de consciência da realidade.
Por exemplo: tonteia-nos a ressaca da inflação, que é o samba enredo dos blocos lulo-petista; da carestia de vida que tem como carro alegórico as mentiras de Dilma, e do imposto de renda sob o estandarte do Dragão da Receita. Estas ressacas transmitem uma dor de cabeça que não tem sonrisal que combata.
E pior, muito pior do que a ressaca da quarta-feira de cinzas é o tenebroso cenário da corrupção institucionalizada pelo PT-governo, e, pior ainda, o cinismo doentio dos seus defensores.
Enquanto se vê o grande gabiru Lula da Silva enrolado em vendas de MPs, compra de caças, triplex, sítio, ilha, escambáu, vem a marxista dos irmãos Marx, Jandira Fegali, criar a campanha do “Em Lula eu Confio”…
Não tem onda havaiana, fumo de rolo, cachaça braba, uísque falsificado, maionese deteriorada, nem chato de galocha, que produza indisposição maior do que assistir o Brasil afundar, e os ínfimos 5% de pelegos pendurados nas tetas do Erário cheirar o fedor cadavérico de um governo que acabou. Como o Carnaval.
CINZAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Lembra-te, ó homem, que és pó
e em pó te hás de tornar”
(Genesis, 2,19)
Em todas as crenças conhecidas, das mais primitivas até as chamadas grandes religiões, há um período de jejum, abstinência de alimentos e de sexo. O catolicismo e algumas denominações evangélicas adotam a Quaresma, lembrando os 40 dias que Jesus passou no deserto suportando as tentações.
Espelhando-se na virtude do Cristo, os crentes se penitenciam refletindo o arrependimento pelos próprios pecados. Uma oração franciscana reza: “Reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”.
A quarta-feira de cinzas, o primeiro dia depois do carnaval, dá início à Quaresma. A temporada de carnaval dura, teoricamente, quatro dias, denominados “gordos”; do sábado à terça-feira.
Em muitos países do mundo a festa carnavalesca ocorre somente na “terça-feira gorda”, e sob influência francesa, o Mardi Gras, chegou aos Estados Unidos e tornou-se famoso em Nova Orleans.
Ao fim numa ritualística emocionante, os altares se cobrem de roxo estimulando os beatos à contrição, pesando as próprias culpas.
Assim, o carnaval ficou para trás e inspirou o poeta Vinicius de Moraes o belíssimo poema cantado “Felicidade”: “A felicidade do pobre parece/ A grande ilusão do carnaval/ Aquele trabalha o ano inteiro/ Por um momento de sonho/ Pra fazer a fantasia/ De rei ou de pirata ou jardineira/ Pra tudo se acabar na quarta-feira”.
Pena que não haja na política brasileira uma quarta-feira de cinzas. A carnavalização partidária não se limita a um determinado período, estendendo-se anos a fio como assistimos e lamentamos na Era Lulo-petista.
O que se vê é a irresponsabilidade institucionalizada, a roubalheira desmedida, e o povo padecendo o desemprego, as carências na Educação, falta de assistência médica e insegurança. Testemunha-se um permanente desfilar dos blocos de organizações criminosas escarnecendo da sociedade.
Envergonhou-nos a revista inglesa ‘The Economist’ reportar que o “Brasil está ‘festejando a beira do precipício’”, apontando a incompetência e a corrupção, os problemas econômicos, sociais e políticos que vivemos às vésperas do carnaval.
Possivelmente a reportagem dará seguimento a essa falta de governantes sérios e a privação do povo. Faltando-nos uma imprensa realmente livre das influências do poder, os correspondentes estrangeiros também poderiam como do “The Economist” levar ao mundo o arrastão carnavalesco da política brasileira, a roubalheira e a impunidade.
A presidente Dilma e seu entourage de ministros, assessores, conselheiros dos andares superiores, e no térreo os puxa-sacos sem triplex e os lulo-petistas da geral, poderiam refletir sobre a Quaresma e o ”
Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris” – (Lembra-te homem, que és pó e ao pó voltarás).
E somente com a Presidente voltando ao pó de onde veio, o Brasil terá uma quarta-feira de cinzas política encerrando a irresponsável farra petista e restaurando o patrimônio nacional da Ordem e do Progresso.
CARNAVAL
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ô Abre Alas/Que eu quero passar/ Eu sou da Lira,/ Não posso negar!” (Chiquinha Gonzaga)
Para falar do carnaval brasileiro é inevitável que a epígrafe deste artigo homenageie a compositora Chiquinha Gonzaga, com seu pioneirismo histórico. É uma das primeiras marchinhas de carnaval abrindo o tema da alegria com a sua explosão de comicidade e crítica política.
“Ô Abre Alas” é de uma época em que a liberdade de pensamento sobrepunha o cretino “politicamente correto”. Antecedeu e incentivou o que foi cantado pela massa de acobreados, amarelos, brancos, mestiços e pretos, “Amélia”, “Alah-la-ô”, “Cabeleira do Zezé”, “Nega Maluca”, “O teu cabelo não nega”, Índio quer apito” e o “O Rei Zulu”…
Poucos sabem, porém, sobre a origem do Carnaval. Uma escola de historiadores associa-o às festas da colheita no antigo Egito em louvor à deusa Ísis e de lá se espalhou pelo mundo, das encostas do Himalaia até o Ocidente.
Chegou à Grécia incorporando-se à festa da colheita da uva reverenciando o mitológico deus Dionísio, patrono do vinho, e foi adotado em Roma, festejando Baco, regente também do vinho e das festas.
Daí veio a palavra Carrus Navalis, carroça que transportava uma enorme barrica com vinho que era distribuído ao povo, numa comemoração que se estendeu até muito tempo depois do advento do cristianismo, até o Renascimento, com os bailes de máscara.
A sabedoria da Igreja Católica que sincretizou uma imensa quantidade de deuses e mitos pagãos, levou o papa Gregório no ano de 590 a incorporar o Carnaval no calendário das festas cristãs, como preparação para o ciclo de jejum e contrição da Quaresma.
Oficializado, o Carnaval atravessou o Atlântico e veio de Portugal para o Brasil como o ‘entrudo’ já na era colonial, incentivado pelos padres e tornando-se a maior celebração do povo brasileiro. Aqui, com críticas e irreverências, traduziu pela boca do povo a voz de Deus…
Nosso carnaval escancara a nuvem entre a realidade e a fantasia. Faz narrativas proverbiais sem o requinte das composições literárias. Homens caricaturando animais, satirizando as mulheres e vice-versa; mascarando o comportamento trivial das pessoas..
As fantasias e canções carnavalescas por metalépse e metalinguagem subvertem a realidade. Infelizmente a sua espontaneidade crítica vem esmaecendo com o tempo; neste ano do Senhor de 2016, pelo que eu saiba só a marchinha ”O Japa da Federal” expressa a sacanice popular.
Como o Rei Momo reina por quatro dias e é quem manda no imaginário do povo, vamos à diversão nas ruas politizando com destaque ao Japa da Federal… Atrairemos os foliões de cuca aberta para sair com o Japa arrancando risadas do povo.
Vários motes estão também à disposição para quem quiser criticar, tanto no critério individual quanto dos blocos que surgem por afinidade. Já imaginaram um Bloco da Mandioca? Quem sabe um carro alegórico para “estocar o vento”? A presidente Dilma, com suas intervenções sem pé nem cabeça será certamente a musa do desprezo pelo seu governo desastrado.
Outra motivação vem da Lava Jato no encalço de Lula da Silva… O Pelegão é uma ótima fonte de inspiração, com as palestras fajutas, leniência ou participação com a roubalheira, a suspeita de acumulação de riqueza ilícita e a sua “honestidade”…
O “Triplex do Guarujá” da família Lula da Silva é também um assunto para as troças e um bloco dos “Sem Teto”… E os 14 caminhões (um frigorífico) da mudança do Ex-presidente do Alvorada para o sítio de Atibaia podem inspirar um cordão carnavalesco…
Na embriaguês alegre da imaginação há de se caricaturar os presos do Mensalão e os parlamentares investigados como Renan, Collor, Eduardo Cunha, Gleise Hoffman , Humberto Costa e Lindemberg Farias… Aqui no Rio, especialmente, o governador Pezão dará uma alegoria incrível.
O carnaval é uma festa popular… Sugiro a formação de um bloco sobre o Aedes Egipti e a mobilização das FFAA fantasiadas de mata-mosquitos enfrentando uma guerra considerada perdida por Dilma!
Estou com vontade de formar o Bloco da Vassoura, com o estandarte do Triplo X, exercitando, com ziriguidum, o exercício de cidadania. “Abre alas que os honestos vão passar sacaneando os corruptos e cantando com o Japa da Federal: “Vem prá cá você ganhou uma viagem ao Paraná!”
CARNAVAL
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ô Abre Alas/Que eu quero passar/ Eu sou da Lira,/ Não posso negar!” (Chiquinha Gonzaga)
Para falar do carnaval brasileiro é inevitável que a epígrafe deste artigo homenageie a compositora Chiquinha Gonzaga, com seu pioneirismo histórico. É uma das primeiras marchinhas de carnaval abrindo o tema da alegria com a sua explosão de comicidade e crítica política.
“Ô Abre Alas” é de uma época em que a liberdade de pensamento sobrepunha o cretino “politicamente correto”. Antecedeu e incentivou o que foi cantado pela massa de acobreados, amarelos, brancos, mestiços e pretos, “Amélia”, “Alah-la-ô”, “Cabeleira do Zezé”, “Nega Maluca”, “O teu cabelo não nega”, Índio quer apito” e o “O Rei Zulu”…
Poucos sabem, porém, sobre a origem do Carnaval. Uma escola de historiadores associa-o às festas da colheita no antigo Egito em louvor à deusa Ísis e de lá se espalhou pelo mundo, das encostas do Himalaia até o Ocidente.
Chegou à Grécia incorporando-se à festa da colheita da uva reverenciando o mitológico deus Dionísio, patrono do vinho, e foi adotado em Roma, festejando Baco, regente também do vinho e das festas.
Daí veio a palavra Carrus Navalis, carroça que transportava uma enorme barrica com vinho que era distribuído ao povo, numa comemoração que se estendeu até muito tempo depois do advento do cristianismo, até o Renascimento, com os bailes de máscara.
A sabedoria da Igreja Católica que sincretizou uma imensa quantidade de deuses e mitos pagãos, levou o papa Gregório no ano de 590 a incorporar o Carnaval no calendário das festas cristãs, como preparação para o ciclo de jejum e contrição da Quaresma.
Oficializado, o Carnaval atravessou o Atlântico e veio de Portugal para o Brasil como o ‘entrudo’ já na era colonial, incentivado pelos padres e tornando-se a maior celebração do povo brasileiro. Aqui, com críticas e irreverências, traduziu pela boca do povo a voz de Deus…
Nosso carnaval escancara a nuvem entre a realidade e a fantasia. Faz narrativas proverbiais sem o requinte das composições literárias. Homens caricaturando animais, satirizando as mulheres e vice-versa; mascarando o comportamento trivial das pessoas..
As fantasias e canções carnavalescas por metalépse e metalinguagem subvertem a realidade. Infelizmente a sua espontaneidade crítica vem esmaecendo com o tempo; neste ano do Senhor de 2016, pelo que eu saiba só a marchinha ”O Japa da Federal” expressa a sacanice popular.
Como o Rei Momo reina por quatro dias e é quem manda no imaginário do povo, vamos à diversão nas ruas politizando com destaque ao Japa da Federal… Atrairemos os foliões de cuca aberta para sair com o Japa arrancando risadas do povo.
Vários motes estão também à disposição para quem quiser criticar, tanto no critério individual quanto dos blocos que surgem por afinidade. Já imaginaram um Bloco da Mandioca? Quem sabe um carro alegórico para “estocar o vento”? A presidente Dilma, com suas intervenções sem pé nem cabeça será certamente a musa do desprezo pelo seu governo desastrado.
Outra motivação vem da Lava Jato no encalço de Lula da Silva… O Pelegão é uma ótima fonte de inspiração, com as palestras fajutas, leniência ou participação com a roubalheira, a suspeita de acumulação de riqueza ilícita e a sua “honestidade”…
O “Triplex do Guarujá” da família Lula da Silva é também um assunto para as troças e um bloco dos “Sem Teto”… E os 14 caminhões (um frigorífico) da mudança do Ex-presidente do Alvorada para o sítio de Atibaia podem inspirar um cordão carnavalesco…
Na embriaguês alegre da imaginação há de se caricaturar os presos do Mensalão e os parlamentares investigados como Renan, Collor, Eduardo Cunha, Gleise Hoffman , Humberto Costa e Lindemberg Farias… Aqui no Rio, especialmente, o governador Pezão dará uma alegoria incrível.
O carnaval é uma festa popular… Sugiro a formação de um bloco sobre o Aedes Egipti e a mobilização das FFAA fantasiadas de mata-mosquitos enfrentando uma guerra considerada perdida por Dilma!
Estou com vontade de formar o Bloco da Vassoura, com o estandarte do Triplo X, exercitando, com ziriguidum, o exercício de cidadania. “Abre alas que os honestos vão passar sacaneando os corruptos e cantando com o Japa da Federal: “Vem prá cá você ganhou uma viagem ao Paraná!”
BURGUESIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!” (Ode ao Burguês – Mário de Andrade)
O velho Marx, numa nota à edição inglesa do Manifesto Comunista, definiu a burguesia como “a classe dos capitalistas modernos, proprietários dos meios de produção social e empregadores do trabalho assalariado”.
A História registra que a burguesia é uma classe social que ascendeu com a revolução industrial. Na Idade Média era formada de pessoas que residiam nas cidades, submetidas aos nobres e ao clero. Os burgueses eram açougueiros, artesãos, caçadores, carregadores, comerciantes e criadores de gado.
O cantor e compositor Cazuza, possivelmente inspirado na hipócrita poesia de Mário de Andrade – em epígrafe – foi, porém, mais pragmático, cantando: “A burguesia fede/ A burguesia quer ficar rica (…) Os guardanapos estão sempre limpos/ As empregadas, uniformizadas.”
Para desmentir os três, Mário, Marx e Cazuza, os sindicalistas petistas em nome do proletariado, se associaram aos empreiteiros corruptos e ladrões de vários tipos; transformando-se em falsos burgueses que eu insulto!
Isto que assistimos no Brasil contradiz a teoria marxista, os romances de ficção, poesias e canções pretensamente revolucionárias… Quem assume entre nós o papel da burguesia são os pelegos novos-ricos e os cafetões do ideal de justiça social.
Lembremos Karl Marx vivendo confortavelmente à custa da esposa filha de banqueiro; Mário de Andrade descendendo de opulento fazendeiro paulista e Cazuza era de família da alta classe média. Agasalhados como burgueses, defendiam o ‘proletariado’ pregando a transformação política e social.
Também nossos artistas e intelectuais defensores do “socialismo lulo-petista” ascenderam à burguesia pela produção intelectual. Vivem nababescamente e arremedam os burgueses.
Li uma entrevista do brilhante cineasta José Padilha, fantástico criador de “Tropa de Elite 1 e 2”, antes de se mandar para Hollywood. Ele disse que “o Brasil perdeu a sensibilidade para o absurdo”.
Contou Padilha uma passagem pitoresca: Sabendo que Gilberto Gil, família e amigos, assistiam ao seu filme em DVD pirata foi presenteá-lo com a cópia original. Chegando ao apartamento de Gil, abriu-lhe a porta uma empregada uniformizada e ele comprovou que viam o seu filme…
Assim, envolvidos de enredos nas suas mansões, muitos se emocionam com a pobreza e a romanceiam nas suas obras contestadoras; …e assinam manifestos a favor dos governantes responsáveis pela falta de Educação, Saúde e Segurança; …e arranjam desculpas para defender os corruptos de estimação.
Porém há piores do que eles. São os nojentos pelegos emergentes. Estes fedem, realmente. Estão representados nas palavras do “herói” petista, José Dirceu, que perguntado sobre os R$ 120 mil mensais que a Engevix lhe dava de mesada, afirmou: “Esse preço é irrisório, doutor Moro, sem falsa modéstia”.
A pelegagem fede. O maior exemplo é a adaptação de Lula à burguesia usando ternos Armani, relógio rolex, viajando em aviões luxuosos com amigos e amigas e – parece incrível – defendendo-se da suspeição sobre a compra de um luxuoso triplex, diz que desistiu do negócio por que o apartamento não era adequado à sua família…
O quadro mais fedorento dos usufrutuários do poder é a comparação deles com a indigência no chão dos hospitais, sujos e de assistência precária; com a juventude sem escolas nem emprego levada à criminalidade e com pais de família assassinados por falta de segurança.
Também entra no rol a pompa exibida nas viagens da presidente Dilma e seus favoritos. São acintes à dignidade humana, mostrando que os ocupantes do poder são “burgueses” imitativos e alegóricos. Usando a máscara de ‘trabalhadores’.
Diante disso, é revoltante ver-se as tropas de choque do lulo-petismo, iludidas ou mercenárias, repetirem chavões contra a “burguesia” sem saber do que se trata; e xingam os que denunciam a corrupção com a gíria paulistana de burguês: “Coxinhas”!
O “X” do problema
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Não posso mudar minha massa de sangue” (Noel Rosa)
Noel Rosa, o genial poeta e compositor carioca, da Vila Izabel, lembrou-me, e epigrafei a natureza de quem não pode mudar a massa de sangue, como ocorre com os pelegos corruptos que tomaram conta do Brasil. No Rio de Janeiro de Noel, por exemplo, a atuação dos governantes é imoral.
No Estado e na capital, legiões de eleitores são organizadas por ONGs que recebem vultosas quantias do governo, mesmo se exibindo como não-governamentais; e o aparelho administrativo infiltrado de eleitores dependentes de empregos, do recolhimento de lixo às guardas municipais. Verdadeiros currais eleitorais.
Na Federação, com governo sob o lulo-petismo, é igual ou pior. Levantamentos mostram mais de 120 mil ocupando cargos no Executivo sem concurso, outros tantos no Congresso Nacional e no Judiciário. Mais revoltante ainda é ver-se aproveitadores corrompidos e corrompendo manobrando licitações e compras fajutas.
Noel Rosa falou desse pessoal, cantando: “O seu dinheiro nasce de repente/ E embora não se saiba se é verdade./ Onde está a honestidade?/ Onde está a honestidade?”.
Veja-se o triste capítulo da História do Brasil revelando um esquema de explorar os trabalhadores através de uma cooperativa habitacional criado pelos pelegos do PT. Assim nasceu a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, a BANCOOP. O seu fundador foi o então presidente do PT Ricardo Berzoini, atual ministro das Comunicações.
Cerca de 20 mil cooperados aderiram à cooperativa, acreditando terem encontrado um meio de adquirir a casa própria. A maioria foi iludida, mesmo com a Bancoop tendo o suporte de fundos de pensão e, após Lula da Silva assumir a presidência da República recebido mais de R$ 40 milhões. Tudo escorreu para o caixa dois do PT.
Não demorou muito para que cooperados enxergassem a maracutaia e procurassem a Justiça. Em 2010 a juíza Patrícia Inigo Funes e Silva, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia contra João Vaccari Neto e outras cinco pessoas envolvidas no caso de desvio de dinheiro da Bancoop.
Mesmo assim, por força da influência de Lula e hierarcas petistas, o processo não andou, embora tendo provas robustas de que empreiteiros e prestadores de serviço emitiam notas frias em favor da diretoria da Bancoop. Até por serviços fictícios. Os repasses iam para o petista Hélio Malheiro, e o dinheiro depositado era sacado pelo então presidente Luiz Malheiro. No fim da linha, chegavam a João Vaccari Neto.
Neste quadro, 8.500 famílias sofreram prejuízos na Bancoop, e do total dessas famílias roubadas, cerca de 3.000 nem chegaram a receber os imóveis construídos pela entidade.
Mas houve quem se beneficiasse além do Caixa “2” do PT. Apareceram depois que a OAS assumiu um condomínio em Guarujá, onde o Edifício Solaris está sob investigação da Operação Lava Jato, na sua etapa “Triplo X”.
Aí está o “X” do problema… No Solaris estão vários apartamentos de hierarcas do PT e dos pelegos que dirigiram a cooperativa. Muitos estão com famílias de pelegos entrelaçadas e até a CUT possui dois apartamentos! Lá, encontra-se um triplex, milionariamente reformado, que foi ocupado por Lula da Silva e família; tinha até elevador particular.
Consta da defesa do ex-presidente que a família Da Silva desistiu do imóvel ao vazarem as primeiras investigações da PF e do MPF através da Lava Jato.
Como cachorro caído de caminhão de mudança, fica a suspeita sobre os Lula da Silva de que houve tramenha nas transações de compra e venda do imóvel; e também a desconfiança de que a OAS usava o Edifício Solaris para pagar propinas. O tempo dirá “Onde está a honestidade?”!
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