Artigo
AMIGOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.” (Machado de Assis)
Para falar de ‘amigo’, buscamos a origem da palavra, que vem do latim ‘amicus’, e na velha Roma era derivado de amore; tratando-se de relação afetiva, assexuada, entre duas pessoas. Os dicionários de língua portuguesa classificam ‘amigo’ como adjetivo, que se torna substantivo ao vir adjetivada como, por exemplo, ‘grande amigo’ …
Histórica e filosoficamente, o conceito de amizade varia no espaço e no tempo; cada organização social apresenta formas diversas de amizade; na minha época e geração, considerávamos uma ligação pessoal – algumas inexplicáveis – que proporcionavam afeição, intimidade e lealdade.
Jan Yager, socióloga americana que escreveu “Bons Amigos Maus Amigos” deu uma de ‘brasilianista’ comentando que para os brasileiros, de maneira geral, “amigo é em quem se pode confiar por ser alguém que lhe quer bem, e não usa esta condição para fins de interesse”.
Alguns críticos dos meus trabalhos literários me acusam de politizar todos os meus textos; não é mentira. Conhecendo o livro de Jan Yager, devo falar de Brasil, onde na política se multiplicam amigos interesseiros e mal intencionados.
Veja-se a forma de amizade do ponto de vista da amoralidade lulo-petista: Lula alardeava um bom relacionamento com Fernando Henrique Cardozo e, depois de eleito, além de repetir ter recebido do ‘amigo’ uma herança maldita, incentivou até aloprações contra Ruth Cardoso, esposa de FHC.
A outra hierarca petista, Dilma, se abraçava mantendo aparente amizade com o deputado Eduardo Cunha, com quem rompeu passando a xingá-lo de tudo quanto é adjetivo insultuoso. Fez o mesmo com o ex-senador Delcídio do Amaral que foi seu líder no Senado: Disse que Delcídio “sempre teve o hábito de mentir”, sem especificar se havia tal defeito quando foi próxima, quase íntima, dele.
Não se vê sempre alguma reação no rompimento da amizade. O ex-advogado geral da União, José Eduardo Cardoso, ouvia dizer que seu amigo Lula falava dele cobras e lagartos às ocultas, e até pediu a sua demissão à ex-presidente Dilma, mas acumulou sua raiva despejá-la contra o impeachment pela continuidade da corrupção do desafeto por Lula.
Vê-se que ‘amizade’ nos círculos petistas é tão relativa quanto a sua ideologia… O próprio PT oscilou entre o combate à corrupção e locupletando-se nela. O petista é sobretudo aquele que, como uma biruta de aeroporto, só assume a posição que o vento do comando sopra…
Essa gente não valoriza o amigo, como Maurício de Sousa exemplifica com Cebolinha e Cascão da Turma da Mônica; ou como assistimos no belo desenho animado “Procurando Nemo” o altruísmo da pexinha Dory com o peixinho Nemo; ou nas histórias de quadrinhos de Batman e Robin.
Na literatura, temos Sherlock Holmes e Dr. Watson do genial Conan Doyle, e a fraterna relação dos “Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas, acho que não existiu amizade de Dom Quixote por Sancho Pança por que o fidalgo decadente era meu amalucado assim como Dilma, mas Cervantes deixou claro que havia de Sancho para Quixote.
É tão forte a amizade nos círculos parentais que se confunde com o amor; e que o amigos não escolhem a gente, mas nós os elegemos. Entre pessoas normais ocorre o que ensina Machado de Assis: o afeto nasce espontaneamente sem dizer como, e sem cobrar nada.
Nos meios fascistóides isso é incapaz de acontecer. No terror fantástico da sua atuação política, os lulo-petistas só pensam no Chefe, no Partido e neles próprios.
ESPERANÇA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Áureo-verde pendão da minha terra/ que a brisa beija e balança/ Estandarte que a luz do sol encerra/ E as promessas divinas da esperança” (Castro Alves)
Dicionarizada, a palavra esperança (subs. fem.) é antônima da palavra medo (subs. masc.). A Esperança é uma das três virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade) que a Bíblia exalta ensinando que a “Esperança não decepciona” (Romanos 5,3-5a).
O marqueteiro Duda Mendonça, tão genial quanto ambicioso, criou um slogan em 2003 botando na boca de Lula que “A Esperança venceu o medo”, entusiasmando a militância do Partido dos Trabalhadores, que acreditava numa mudança real nos destinos do Brasil.
Ledo engano. Assumindo o poder, Lula se corrompeu, arrastando consigo a hierarquia petista e distorcendo a ideologia que atraia os seus partidários. Os honestos consigo mesmo e com seu ideal se decepcionaram e se afastaram; e, passados 13 anos, 4 meses e 11 dias, assiste-se ao início do fim da Era Petista no julgamento do impeachment.
O estado mental dos parlamentares se libertou do medo e descortina a Esperança com o apoio de milhões de brasileiros que iluminaram a Esperança nas ruas dos País, derrotando a fobia social que o PT impunha através de uma propaganda massiva e maciça.
Lembro dos primeiros comunistas que se libertaram do Terror que o stalinismo infundia nos militantes, ameaçando-os do opróbio da traição. Foi com a divulgação do Relatório Kruschev, mostrando os crimes cometidos por Stálin, perseguições, prisões, torturas e campos de concentração, que se realizou a libertação dos mais inteligentes e bem-informados.
Em termos ocidentais, foi icônico o livro de Howard Fast “O Deus Nu”, que despertou na intelectualidade de esquerda (esquerda de verdade e não o populismo canhoto do lulo-petismo) para os males da ilusória ditadura do proletariado, do partido único, dos atos sigilosos de governo, da polícia política e, principalmente, do Estado-empresário monopolista que engessa e atrasa a economia.
Não é fácil libertar-se individualmente do medo, e muito pior é enfrentar a fobia social ou sociofobia. Ainda no século 19, Freud já discorria em suas aulas e palestras – e escrevia – sobre a fobia como uma entidade clínica. Modernamente, estuda-se, divulga-se e se diagnostica o TAS – Transtorno Ansioso Social nas tensões nervosas coletivas e manifestações grupistas de alarme.
Os aprendizes de ditador e os partidos totalitários aproveitam-se dos movimentos obsessivos e das limitações corporativas defensivas. Estes apresentam sintomas de ansiedade criando o caldo de cultura que permite a implantação do regime fascista.
Foi assim que agiram os pelegos lulo-petistas. Aproveitaram-se de necessitados, doentes mentais e de uma presidente da República inapta ao cerimonial do cargo, incompetente na administração da coisa pública e leniente com a corrupção. Dessa maneira cavaram sua própria sepultura.
Do outro lado foi inevitável a reação popular a partir do acesso à informação pelas redes sociais, que pressionaram a mídia, influenciaram jornalistas e alicerçaram a Operação Lava Jato – o movimento das “mãos limpas” à brasileira.
Avolumou-se uma solidariedade de todos estamentos sociais com aplausos à ação da Polícia Federal, do Ministério Público e do juiz Sérgio Moro. A resposta veio da Procuradoria Geral da República, avalizando o trabalho de faxina que atingiu governantes, empreiteiras e seus titulares, banqueiros e políticos.
O cenário entusiasta abriu os olhos dos órgãos controladores e o Tribunal de Contas da União apontou os crimes cometidos por Dilma contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e atropelando o Congresso com decretos autocráticos.
Com isto, chegamos ao impeachment que avança no Senado Federal, onde a Esperança reside enfrentando o fisiologismo político, o populismo irresponsável e a corrupção.
Os patriotas brasileiros continuamos, porém, ameaçados pelo medo de que a classe política considere o impeachment o ponto final da crise. Esta sensação exige que tenhamos Esperança de que Michel Temer cumpra realmente a promessa de mudança.
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HERÓIS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quando o ideal desaparece, os civilizados erguem as mãos para o céu exclamando que morreu o próprio Deus” (Jean Izoulet)
O Partido dos Trabalhadores começou como um partido de novo tipo; mas, com origem camaleônica virou pelo fanatismo preguiçoso e obediente dos seus seguidores, uma seita cultuando a personalidade de Lula da Silva. E revelou-se agora uma organização criminosa que assiste o crepúsculo do seu “deus”.
Falsos profetas e heróis do PT estão presos por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; estão à espera na cadeia pelos outros ainda não julgados pelo tribunal da faxina.
Os heróis autênticos cultuados nas mitologias ocidentais antigas, greco-romana e nórdica, cumpriam missões onde os deuses não podiam atuar impedidos de interferir no destino dos mortais. Eram personalidades híbridas de homens e deuses superiores aos humanos em força, inteligência e velocidade, mas não eram imortais como os deuses.
Como disse alguém, os heróis adquiriam com as façanhas realizadas, ‘uma dimensão semidivina’. Ao contrário dos mitos universais, os ‘heróis’ da mitologia lulo-petista no Brasil limitaram seus feitos a roubos; nunca passaram de reles ladrões de ponto de ônibus, gângsteres assaltantes de bancos ou prevaricadores e corruptos passivos na administração pública.
O escritor escocês Thomas Carlyle, que escreveu “Os heróis, o culto dos heróis e o heroico na História”, abriu um leque de análises sobre literatura, política, religião e propôs para o estudo periódico da História Moderna três momentos revolucionários:
O primeiro veio com o protestantismo combatendo a soberania papal; depois, a revolta dos puritanos ingleses contra a soberania dos reis; e, por fim, a Revolução Francesa abolindo todas as espécies de soberania.
É de Carlyle o enaltecimento ao “Culto dos Heróis”. Para ele, este culto sempre existiu através dos tempos e, quando surge um herói, trata-se de “uma revelação singular”, pois que vem para reconhecer a igualdade entre os homens e para manter a Ordem.
Se Carlyle tivesse conhecido a bandeira brasileira republicana aplaudiria seu dístico “Ordem e Progresso”. Em respeito à Bandeira Nacional não podemos admitir como herói uma criatura da desordem. É impensável respeitar quem atue para se perpetuar no poder, para garantir a soberania totalitária de um partido e para enriquecer seus hierarcas através da fraude, da demagogia e do roubo?
Somente uma mente nascida com limitação anatômica cerebral ou intoxicada por uma ideologia distorcida pode comparar Hércules, Jasão, Orfeu, Perseu, Polux com Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, Silvinho e Vaccari…
A miopia político-ideológica dos lulo-petistas é apreciada vendo o seu desespero por perder os benefícios e vantagens que o governo corrupto lhes oferece. Por isso pregam a desordem e a dissolução da administração pública para impedir a governabilidade do sucessor de Dilma.
É escancarada a mobilização de sabujos black-blocs, pelegos da CUT, MST, MSST, UNE, UBES e tentáculos menos votados de entidades sovadas pelo dinheiro público para uma ação do heroísmo às avessas, a subversão da ordem pública.
Destoa na Mitologia greco-romana a figura de Dionísio ou Baco, também o filho de um deus. Em vez de se destacar como os heróis, a figura abjeta da sua embriaguez nos lembra Lula da Silva; e ao seu lado lembramos a monstruosa Quimera, metade mulher, metade jararaca, que o herói Belerofronte matou para resguardar a felicidade do povo.
Entre os heróis mitológicos, enalteço Jasão e os argonautas, comparando-o à pessoa do juiz Sergio moro e aos patriotas independentes da Polícia Federal e do Ministério Público. Estes não deixam a chama olímpica do ideal se apagar enfrentando os monstros que queriam dominar o País através da corrupção.
O DIABO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a ideia de fundar uma igreja” (Machado de Assis – ‘A Igreja do Diabo’)
Quando candidata à reeleição em 2014, Dilma conjurou o Diabo para ganhar a campanha, os bispos católicos não ligaram, porque se antecederam transformando a CNBB em sindicato. Suas eminências certamente folhearam os manuscritos beneditinos e viram a invocação de Dilma com naturalidade, como Goethe inspirando-se no folclore alemão para escrever o poema trágico “Fausto”.
Fazer um acordo com o Diabo, como fez Fausto, leva a todos os males humanos; mas no caso de Goethe, seu personagem teve forças para resistir à sedução da bruxa na festa da Noite de Santa Valburga; coisa que Dilma, na sua fraqueza, não conseguiu fazer: entregou-se e cumpriu uma das máximas de Goethe: “Onde há cobiças, é natural o errar”.
Um ‘negócio com o Diabo’, ‘pacto com o Diabo’ ou ‘Barganha Faustiana’, é uma aspiração dos cobiçosos, motivo de ambição e desejos irrefreáveis, que levam intelectuais e artistas que venderem suas consciências para entrar na Lei Rounet…
O Demônio tem muitos nomes, já citei três: Diabo, Mefistófeles e Demônio. No linguajar brasileiro ainda temos belzebu, canhoto, capeta, coisa ruim, demo, encardido, satanás tição, tinhoso… E, na penumbra dos conventos e das catedrais, ‘Ele’ aparece citado por Ezequiel e Isaias: “Lúcifer”, o anjo que se revoltou contra Deus e foi expulso do ‘Céu’.
Na História Antiga temos citações do enfrentamento de Lúcifer com Deus; seu nome vem palavra da hebraica “helel”, que significa brilho. Esta designação se refere à beleza do Anjo e pode ser traduzida como “estrela da manhã”.
O Príncipe das Trevas poderia muito bem conciliar com Eduardo Cunha ou Lula da Silva, mas não se rebaixaria em compor com Dilma. Este que emparceirou com ela é apenas um diabrete que veio para satanizar o Brasil – e a ela própria, que passou de ‘Gerentona’ para personificar a incompetência; e de conselheira presidencial virou uma subalterna de Lula, inábil e leniente com a corrupção.
O Demônio tem uma imagem descrita de várias maneiras, das prédicas de Martin Lutero ao teatro de Gil Vicente; mas a figura do comparsa satânico de Dilma é uma figura vermelha com chifres de veado e cascos de bode e um enorme rabo peludo. E fede a enxofre queimado.
Na grande cauda, o Espírito das Trevas arrasta consigo a corrupção lulo-petista dos aloprados, sanguessugas, do Mensalão e Petrolão, das investigações da Lava Jato, dos hierarcas petistas na cadeia, do sítio e do tríplex, e do impeachment…
As diabruras também mexeram com a vida da gente. Foi o Pai da Mentira quem inventou o ‘politicamente correto’ cobrando à décima-segunda geração dos brasileiros por uma escravatura que já existia na Europa antes da descoberta do Brasil, praticada e negociada pelos sobas africanos negros.
Na Era Petista o Tinhoso não inventou o Rock como cantou Raul Seixas, mas criou a dança dos alvos políticos como assistimos a gangue bolivariana no Senado criticando os deputados que votaram no impeachment por Deus, família e filhos, mas aplaudiu um professor da UFRJ que foi lá defender Dilma, fazendo juras de amor para a mulher pela tevê…
O Capeta trouxe o castigo a cavalo: A cena que fica gravada do último governo do PT não será a mobilização terrorista do general Stédille e do sargento Boulos, mas a bunda da mulher do ministro do Turismo, como atrativo para os que vêm para as Olimpíadas.
O psicanalista Jung, que justificou o estereótipo maligno do Demônio para realçar o bem de Deus, tem o diagnóstico de exorcismo para Presidente, cujas maldades nos últimos dias no poder são diabólicas. A expulsão de Lúcifer do reino de Deus se repete no campo político do Brasil, onde o Deus é a Constituição que expulsa Dilma. Amém.
ÉTICA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Uma ética e uma filosofia são muito importantes na criação de uma atmosfera mental adequada” (Aldous Huxley)
Fico muito triste ao confessar que após ter acumulado mais de 70 anos de experiência direta, acho que está difícil viver atualmente no Brasil; mas ir para onde? Como? E mesmo que pudesse, acho um absurdo, sem necessidade ou ser obrigado morar fora da minha Pátria. Já ensaiei isto, passando um tempo na Europa, onde a saudade me dominava, sofrendo até por falta de suor…
Assumo, porém, o direito de reclamar. A falta de conduta ética entre os brasileiros, induzida pelos agentes políticos, é uma epidemia que se espalha por todos seguimentos sociais que veem no comportamento das altas esferas do poder, um exemplo a ser seguido.
Os desvios, os erros, vacilações e até mesmo as ações corruptas de um governo constituído por uma associação política arrogante e totalitária se refletem sobre as massas estimulando a violência e o banditismo.
Um governo e o partido dominante não têm Ética – a palavra destinada a medir o procedimento humano nos seus atos pessoais e públicos – produzem o que assistimos e o que nos revolta. Por que é a ética que imprime o equilíbrio e o bom funcionamento social em defesa da cidadania.
A palavra vem do grego antigo ‘ethos’ (caráter, modo de ser de uma pessoa), usada por Aristóteles, discípulo de Platão, no conceito filosófico destinado ao estudo do comportamento humano, sua disciplina, motivação, distorção e seus reflexos na sociedade.
Na apreciação da Filosofia moderna, a Ética é uma ciência cujos princípios revelam os valores morais de uma sociedade e seus seguimentos. Por isto, cria exclusividades destinadas a classes sociais e modos de produção criando, por exemplo, ética educacional, ética esportiva, ética empresarial, ética jornalística, ética médica, ética profissional (trabalho), ética na política, etc.
É aí que a porca torce o rabo… Os princípios que norteiam a Ética não podem ser impostos pela lei. Devem nascer da formação cultural, da educação doméstica e escolar e, de certa maneira, das noções de justiça social.
A adoção da Ética no regime republicano e na democracia adotada pela consciência e disciplina individual das cidadãs e dos cidadãos, deve guiar-se pelas virtudes cardiais, prudência, justiça, coragem e temperança.
A ética política pressupõe um Estado forte que não permita o descumprimento da lei, que pratique, exija e mantenha a defesa da coisa pública, o que infelizmente não corresponde no Brasil aos seus governantes.
Será dificílimo implantar tal comportamento numa realidade antiética, oposta aos ideais de moralidade e de obediência às leis. O sistema de governo tem à frente a presidente Dilma, cínica, incompetente e mentirosa, manipulada por um pelego ilusionista, amoral e desonesto.
Por ressonância magnética o que se vê no governo do PT é a desonestidade dos pelegos campeando e o resultado que é transmitido mundo afora é a mulher de um ministro pelada, mostrando que para o lulo-petismo, além de dólares na cueca, vemos também a bunda de fora… Diante disso, 93% dos brasileiros inconformados com este estado de coisas, querem dar um fim ao sistema lulo-petista através do impeachment de Dilma Rousseff.
Esta exigência patriótica tem relação com o sonho de construir uma supraestrutura imanente das aspirações nacionais, libertando-nos da sinistra e degradada Era Petista trazendo aquela ‘atmosfera mental adequada’ para nosso desenvolvimento civilizatório e econômico.
PINK FLOYD
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quem precisa perguntar o que é o jazz nunca o saberá”. (Louis Armstrong)
Quando os defensores de Dilma – e consequentemente cúmplices da corrupção – depunham no Senado, eu lia “Situação Humana”, uma seleta de conferências de Aldous Huxley, e escutava Pink Floyd. A mulher e o filho caçula se revoltaram com a minha falta de curiosidade sobre as intervenções governistas.
– “Como pode um jornalista não cuidar de conhecer a realidade?”. Não respondi à pergunta impertinente; deixei para fazê-lo através deste artigo. Primeiro, desliguei a TV por que estou farto da enrolação dos sabujos de Lula e do seu mais perfeito modelo de mau-caratismo, a presidente Dilma.
Sei que alguns dos leitores destes artigos vão me repreender pelo uso do “mau-caratismo”; mas é uma forma de expressão: Sei que Lula é amoral, cínico, desonesto, personificação criminal da política brasileira, e que tudo faz parte do seu caráter…
É melhor me ilustrar lendo Huxley, do que assistindo a conversa fiada do despreparado e incompetente Nelson Barbosa, que está ministro para que a pasta da Fazenda não fique sem titular; do que acompanhar a pérfida hipocrisia de Kátia Abreu; e de que ouvir o blábláblá bajulador e sem idoneidade de José Eduardo Cardozo.
Quanto a Pink Floyd, confesso-lhes tratar-se da minha máquina do tempo. Para não ir muito longe, a primeira mesada que ganhei do meu pai, com uns 11 ou 12 anos, comprei um disco (acho que da PolyGram) do pianista francês Serge Gainsbourg interpretando jazz; mais tarde os excepcionais rapazes da banda inglesa me fizeram gostar do indispensável e trivial feijão com arroz que é mistura de jazz e rock.
Como manifestação musical que veio para ficar, o Jazz nasceu nos EUA, mais propriamente em Nova Orleans, originando-se das ‘work songs’, baladas cantadas pelos escravos no trabalho rural; essa musicalidade do ‘negro spiritual’ foi adaptada à letra de salmos e levada para os templos protestantes.
O Jazz nasceu da metade do século 19 para o início do século 20, segundo estudiosos, pela adaptação da melodia cantada para o ritmo das bandas marciais e o uso radical dos metais, palhetas e percussão, do mesmo jeito como surgiu o frevo pernambucano.
A palavra “jazz” tem origem e significado incertos; é uma gíria norte-americana, como “swing” e outras versões para incorporação do ritmo. É preciso senti-lo para compreendê-lo como sugere Armstrong.
Conforme pesquisadores, o jazz não era reconhecido como gênero musical até por volta de 1915, adaptando-se aos instrumentos disponíveis, agregando aos flautins, trompetes, saxofones e trombones a pianola e os instrumentos de corda, como a guitarra. O músico Earl Hines, nascido em 1903 e tornado um dos ícones do jazz, evocou sua magia dizendo que estava “tocando-o ao piano antes mesmo do nome ‘jazz’ ser inventado”.
Será gastar espaço e a paciência do leitor historiar divulgação mundial deste estilo e explicar sua enorme variação melódica, harmônica e rítmica. Na Europa a audiência do jazz e do rock é ampla e os aficionados seletos. Na Alemanha, em Colônia, às margens do Reno há mais de 50 bares dedicados a esse estilo musical. Aqui temos uma constelação de seguidores de primeira grandeza.
Dito isto, quem não me dará razão de fugir com Huxley e Pink Floyd da algazarra baderneira dos cinco gatos pingados do PT e satélites armando confusão no Senado por falta de argumentos? Só consegui aguentá-los para ouvir os professores Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.
Estes dois, expoentes do Direito, lentes da famosa escola do Largo de São Francisco em Sampa, esclareceram e esgotaram os contra-argumentos à denúncia contra Dilma, principalmente envolvendo-a nas investigações da Lava Jato.
Não estão dissociados da relação de Dilma com os esquemas de corrupção no País as pedaladas fiscais, o atropelamento do Congresso nas fraudes bancárias e manobras contábeis, e a incompetência em gerir a coisa pública. Estes malefícios formam um conjunto que se complementa, explica e justifica o impeachment.
A NAVE DOS LOUCOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Anjo: ‘A Justiça divinal/ nos manda vir carregados/ Porque vades embarcados/ nesse batel infernal’” (Gil Vicente – Auto da Barca do Inferno)
Não é fácil historiar a loucura através dos tempos com a diversidade das manifestações de doenças mentais, seu estudo e tratamento, variando no tempo e no espaço. Da Europa temos registros fragmentados, alguma literatura e representação pictóricas: de lá nos chegou o “Elogio da loucura”, de Erasmo de Rotterdam, humanista e teólogo, que ligou a loucura à religião.
Tivemos também o grande Miguel de Cervantes com sua contundente crítica ao feudalismo no seu Dom Quixote, sustentado pelas histórias das cruzadas; e as várias imagens de insanidade da nobreza desenhadas pelo insuperável William Shakespeare.
No salto da Idade Média para a Renascença, os dementes eram colocados em barcos e levados para destino ignorado; dizia-se que iam em busca da razão, mas na realidade era uma condenação à morte.
Era “a nave do loucos”, que foi retratada pelo pintor holandês Hieronymus Bosch em óleo sobre madeira e é exibido no Museu do Louvre, em Paris. Fico imaginando a literatura que será escrita e os quadros que serão pintados sobre as extravagâncias que as cenas da política brasileira nos oferecem.
Observe-se o desfile hilariante dos votos na Câmara dos Deputados sobre o impeachment de Dilma, as declarações abusivas do deputado direitista Jair Bolsonaro em memória do chefe do DOI-CODI em São Paulo, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o confronto tão inconveniente quanto do deputado esquerdista Glauber Braga elogiando Carlos Marighella.
Pronto para entrar na nau dos loucos está o deputado Jean Wyllys que iniciou a era das cuspidas quando se zanga; esse maluco já encontrou um seguidor, o ator Zé de Abreu, fanático lulo-petista, cuspindo num casal que fazia críticas ao PT num restaurante. Pior do que os dois, é o apresentador da Globo, Faustão, que deu guarida e elogio ao cuspir nos outros.
Na Câmara revela-se o procedimento insensato com o seu presidente, deputado Eduardo Cunha processado por quebra de decoro no conselho de ética, e mostrando um extraordinário escapismo no emaranhado de normas regimentais e outros malabarismos.
Disse Roberto Jefferson, que Cunha (a quem chama de ‘meu malvado favorito’) é o único político brasileiro capaz de enfrentar Lula da Silva, por possuir o mesmo mau-caratismo deste. Lula maneja sua marionete Dilma, enlouquecendo-a com animações bruscas e inconsequentes.
Inspirado no teatro lulo-petista de fantoches, o jornal “Hora do Povo” estampou uma manchete chamando Dilma de louca, sem qualquer reação do Palácio do Planalto; e esta falta de resposta tem sentido, pois nos corredores palacianos correm rumores da intensa variação de humor da Presidente.
Comenta-se no Planalto sobre o tratamento ríspido dado por Dilma a servidores e até a ministros. Isto lhe conferiu, à surdina, o apelido de D. Maria, uma referência à rainha de Portugal Maria I, que sofria de grave doença mental.
De público, Dilma também dá sinal de insanidade na sofreguidão com que se agarra ao poder através do mantra irracional do “não vai ter golpe” … Está tresloucada com a baixíssima popularidade (7%), derrotas no STF e no TCU, e o impeachment que chega ao Senado.
O diagnóstico político de Dilma prescreve que não foi normal a ameaça de levar à ONU, na Conferência do Clima, um discurso se dizendo vítima de um golpe; recuou, mas dos EUA despachou o comissário bolivariano do Itamaraty “do B”, Marco Aurélio ‘Top-Top’ Garcia, para negociar apoios na OEA e Unasul. Como não podia deixar de ser, Top-Top fracassou na missão.
No porto da obsessão psicótica, Dilma, ou D. Maria – A Louca –, espera pelo barco dos insensatos, resmungando que “não vai ter golpe” desnorteada com seus fracassos na economia, o desemprego crescente, cortes de verbas na Educação, caos na Saúde Pública e as fraudes na reforma agrária. No cais, cercando-a, um bando malfazejo de imbecis invoca o mantra idiota da Doida contra as instituições republicanas do Brasil.
LIVROS (2)
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhum écran e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional. (Umberto Eco)
Para minha alegria uma das mulheres da Presidente está entre os que se vão com o impeachment: A super-ministra do PT-governo, Nilma Gomes, de importância tão grande que acumula a chefia dos ministérios Das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos do Brasil. Faltou-lhe ocupar o Ministério da Cretinice.
Este último ministério que eu proporia nada tem a ver com os títulos que dona Nilma deve ter, nem pela lábia que deve ser escorreita, nem pelo respeito que Dilma parece lhe dedicar: seria uma pasta para cuidar da imbecialização de quem pediu o banimento do livro ‘Caçadas de Pedrinho’, de Monteiro Lobato das bibliotecas escolares.
Não que o tal Programa Nacional Biblioteca na Escola – que só existe na propaganda do País das Maravilhas do PT – concedesse algum galardão a Lobato, que está anos luz acima da intelectualidade chapa-branca; o problema é a excomunhão de um livro pela polícia do pensamento do lulo-petismo.
Dona Nilma é aplaudida pela manada de asnos que impregna a Ingenuidade dos jovens que ainda acreditam no ´socialismo bolivariano´, por que o racismo às avessas selecionou alusões à negritude num contexto muito distante do que o ‘politicamente correto’ resolveu afro-brasileirar…
Reescrevendo a História, o lulo-petismo não leva em conta que os livros infantis de Monteiro Lobato antecedem a idiotice da “dívida histórica” imposta pelo racismo às avessas, omitindo os crimes escravocratas dos sobas africanos negros, e dos traficantes europeus.
A ministra Nilma me faz recordar o califa Omar, que mandou queimar os setecentos mil volumes da Biblioteca de Alexandria, justificando que aqueles livros ou continham textos contrários ao Alcorão – e mereciam ser destruídos -; ou eram de conformidade com o Alcorão, que se basta aos ensinamentos do Profeta.
Os preconceitos contra a cultura foram usados por muitos omares, e o mais famoso deles, Adolfo Hitler, promoveu a noite da “Queima de Livros” no dia 10 de maio de 1933, logo após assumir o governo alemão. Foi o início da feroz perseguição aos intelectuais que não seguiam a bíblia nazista, o “Mein Kampf”.
Não custa lembrar que na época a União dos Estudantes Alemães e a Juventude Hitlerista apoiaram a destruição das obras de autores ‘burgueses’ consideradas corrompidas pelo nazismo.
No balaio dos livros de “escritores burgueses” jogados na fogueira, estavam pesquisas históricas, psicanálise, teorias do Estado, tratados filosóficos e até os trabalhos de Física de Einstein!
Daí em diante reinou a brutalidade, entregando-se à Gestapo carta branca para importunar, prender, torturar e matar ciganos, eslavos, gays, judeus, negros e testemunhas de Jeová.
Os nazistas foram fanatizados pelo seu Führer; a palavra em alemão que quer dizer chefe, líder, ou coisa assim, lembrando muito o culto da personalidade também instituído pelo stalinismo e caricaturado nos regimes narco-populistas da América Latina.
O narco-populismo é uma degenerescência do socialismo teórico, chegado ao autoritarismo e à intolerância. No Brasil, uma das suas milícias entra em centros de pesquisa agrária e destroem trabalhos de anos; mulheres histéricas arrancam das estufas mudas de plantas e as pisoteiam numa dança macabra.
Condenar pesquisas e coibir a necessidade biológica da leitura são ações idênticas, mas contra os livros é praticada no andar de cima. É a alta hierarquia petista e os chefetes das tendências subalternas que atuam em nome de uma fraudulenta utopia, a mesma que os pelegos lulo-petistas usam como uma gazua para o assalto aos cofres públicos.
Este cenário é o que se vê na realidade brasileira da incompetência de Dilma para administrar o País e da ampla, geral e irrestrita desonestidade do seu criador, Lula da Silva, que furtou o Palácio Alvorada onde só deixou os livros…
OS QUE VÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um…” (Bezerra da Silva)
É admirável como os pelegos que ocupam o poder se agarram aos cargos como ostras no rochedo. A maré pode estar de ressaca, batendo forte, mas ‘elles’ se aferram obstinadamente; e não é por acaso, por recebem excelentes vencimentos sem ter passado num concurso público.
Tem também os que participam dos celebérrimos ‘movimentos sociais’ ou registram ONGs de vários modelos e finalidades várias apenas para receber verbas a fundo perdido. E há os pelegos de 14 mil sindicatos mamando no desavergonhado Imposto Sindical, herança fascista que deveria ser extinta.
Vai ser duro para os pelegos largar as ‘boquinhas’. Fazem de tudo para mantê-las aviltando a Pátria para defender ladrões do dinheiro público, na amoralidade que faz parte da formação dos capachos subservientes ao governo ou ao patrão.
Por causa desses penduricalhos infames, os brasileiros já não aguentam conviver com o tríplex da corrupção. Do andar de cima com os hierarcas do Partido dos Trabalhadores, no andar do meio, os sabujos dos partidos ditos ‘de esquerda’ e abaixo, a cambada de puxa-sacos cúmplices do assalto à coisa pública.
Com o impeachment aprovado por 367 votos, 25 a mais que o necessário, na Câmara dos Deputados, e a extraordinária manifestação popular, assistimos com alegria os que se vão e levam consigo os inocentes úteis recompensados com os farelos que restam do banquete da extorsão e das propinas.
Entre os que se vão estão os fanáticos aferroados pela grande mentira deste começo de século, o “socialismo bolivariano”, a mutreta do sargentão-ditador venezuelano que arrasou o seu país, e vem arrasando continuamente com outros países andinos.
(Aqui, o chavismo inconsequente é macaqueado pela ‘pelegagem ideológica’ liderada por Lula, ex-informante do DOPS, recompensado pelo general Golbery com um partido pelos serviços prestados).
Assim, também se vão os ‘intelectuais’ carentes de fama, os jornalistas que aceitam pixulecos, os artistas ávidos de verbas governamentais e os espertos de sempre, infiltrados na administração estatal fazendo lobbies, intermediando doleiros ou agindo como laranjas…
Quando já não havia dúvidas sobre a votação do impeachment derrotando a capacidade de Lula em corromper ou de Dilma usando a sua insana faculdade de mentir e prometer, um gaiato que atua nas redes sociais baixou uma mensagem no Face e no Twitter:
“Amigo: quem avisa amigo é: Não tem mais jeito, Dilma não escapará. Foge senão irás preso” … Com a mensagem postada não se passou um hora e estavam esgotadas as passagens aéreas e dos ônibus interestaduais em Brasília…
Então o mesmo engraçadinho alugou um ônibus de turismo e anunciou novamente nas redes sociais: “Caro amigo: não achou passagem, o Movimento Social oferece transporte, amanhã às 8 hs em frente à Catedral”. Não deu outra, desde as 6 hs da matina formou-se uma fila com mais de 100 pessoas se empurrando. Até apareceu um conhecido pelego vendendo bilhetes falsificados de lugares na frente…
São esses que vão com Dilma que mesmo sem querer, ajudarão a faxinar o Brasil: são incompetentes desocupando cargos, corruptos que perderão foro privilegiado, e trazendo alegria aos brasileiros honestos que já cantam com Bezerra da Silva: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão Se gritar pega ladrão, não fica um…”
ARTISTAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A forma de governo mais adequada ao artista é a ausência de governo. Autoridade sobre ele e a sua arte é algo de ridículo” (Oscar Wilde)
Vieram de um antigo templo budista japonês esses bibelôs dos três macaquinhos lado a lado, um com as duas mãos na boca, outro cobrindo os olhos e o terceiro tapando os ouvidos. No Japão as imagens dos três macacos esculpidas em pedra representam uma lição de Buda, que ensinou as regras da alienação, não fale, não veja e não escute.
A fuga da realidade é uma das regras da meditação, mas é também uma prática usada pelos pelegos fingindo falta de consciência para a realidade a fim de esconder as suas desonestidades.
Os oportunistas e carreiristas chegam ao poder simulando qualidades que não possuem, como o vate do verso de Fernando Pessoa no seu poema “Autopsicografia” reconhecendo que “O poeta é um fingidor/ (que) finge tão completamente”. Há os fingidores também na política, na sociedade e nas artes…
Temos disso o exemplo mais do que perfeito com Lula repetindo como um mantra que não viu, não ouviu e não sabia dos atos corruptos dos seus partidários que ele mesmo comandou. A pelegagem é indefensável e desprezível posando de novos ricos…
Também os artistas se dividem entre os fingidores do bem, que usam este dom para incorporar personagens, e os fingidores do mal, que simulam patriotismo para amparar uma facção política. Chega-me à lembrança uma célebre polêmica em que Millôr Fernandes disse a Chico Buarque: “Desconfio do idealista que lucra com o seu ideal!”
Há artistas – alguns entre aspas – que dissimulam o comportamento em troca de favores. Os outros, compromissados com o seu ofício, resistem em vender o seu talento.
Ainda está vivo na memória o afaire que envolveu a atriz Regina Duarte, a – “Namoradinha do Brasil” – que sofreu horrores do terrorismo lulo-petista por expressar sua opinião numa campanha eleitoral. Pagou alto preço, mas não mudou de opinião, que hoje se vê ter sido a verdade nua e crua.
Nos tempos românticos do grande poeta Castro Alves, os estudantes pernambucanos liderados por ele desatrelaram os cavalos do coche que conduzia a atriz portuguesa Eugênia Câmara, e eles próprios se atrelaram nos varais para conduzi-la. Eu faria o mesmo para transportar Regina.
Não citarei nomes, que são muitos, de artistas patriotas que defendem o Brasil vendo a realidade e se pronunciando pelo afastamento da incompetente e leniente com a corrupção presidente Dilma. Também omitirei os que se vêem escravizados aos pixulecos sem pensar no futuro do país.
Prefiro contar a piada (que me foi trazida por um seguidor do Blog) de uma artistinha que entrou de gaiata no arrastão dos bolsistas rouanet, e deu uma entrevista a uma revista de fofoca dizendo sorridente que era esquizofrênica… Acho que foi por solidariedade que quis se igualar a Dilma.
Tudo bem, o direito de manifestação é assegurado pela Constituição e eu o respeito muito; mas o sorriso, se não foi por fingimento, deveria dar lugar à tristeza, pois a esquizofrenia – palavra que vem do grego – “skizo”, separa, e “fren”, pensamento, é um tipo de loucura produzido pela desintegração da personalidade…
Faz pouco tempo, outro artista protestou por ter sido confundido como um garçom; considerou o fato racismo, por ser negro; o que considero absurdo, porque a profissão de garçom (que deve angariar respeito) é exercida por gente de todas as cores e origens.
São exemplos hilários, mas tal idiotia pode ser curada com ajuda médica. Doentes incuráveis são os artistas defensores da corrupção sem ir onde o povo está, sem ver a destruição da Petrobras pelo roubo, e sem protestar pelos desmandos na Diplomacia, na Educação e na Saúde.
Triste é que, arrastados por esses exemplos, os desdobramentos de personalidade se multiplicam: Do alto de apartamentos de cobertura (alguns triplex parecidos com aquele que não é de Lula) moram falsos socialistas que defendem o narco-populismo do PT e o mandato fracassado de Dilma…
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