Artigo

UM POETA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Durante meus 70 anos de observação da vida política brasileira, não me lembro de ter visto tanta gente nas ruas manifestando-se contra um governo” (Ferreira Gullar)

Hoje eu vou exaltar um autêntico poeta patrício por um antigo colega, de antes de Cristo, Quintus Horatius Flaccus, o poeta lírico e satírico – conhecido como Horácio – que nos deixou uma extensa obra de poesias primorosas e pensamentos filosóficos de primeira grandeza.

Poucos intelectuais do Ocidente desconhecem a obra horaciana, particularmente seus livros Ars Poetica e Epistula ad Pisones. Encontramos em português várias traduções e diversos trabalhos de referência.

A doutora Maria do Céu Fialho, da Universidade de Coimbra, por exemplo, levanta a hipótese de que Horácio teria sido um dos herdeiros romanos do filósofo grego Aristóteles e o seu pensamento ético.

Neste meu artigo, Horácio entra como a mosca na sopa de Raul Seixas. Eu precisava dele para falar do grande poeta brasileiro Ferreira Gullar, cujo pseudônimo é desnudado na Wikipédia, que revela o seu nome, José Ribamar Ferreira.

Quando Gullar faleceu eu estava internado na CTI cardiológica do Prontocor. Não pude louvá-lo então; aqui, ele é também meu epigrafado, enquadrando-se perfeitamente no pensamento libertário de Horácio que diz:  “Os pintores e os poetas sempre gozaram da mesma forma do poder de ousarem o que quisessem”. A gente encontra esta forma de poder no Brasil em Augusto dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Di Cavalcanti e Portinari.

O poder dos poetas e pintores é encontrado também nos ensaios, quando líamos, com gosto de ler, os artigos dominicais na Folha de São Paulo do maranhense Ferreira Gullar, escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista.

Dizem que as palavras faladas o vento leva, mas as palavras escritas ficam como uma marca pessoal e exclusiva de quem as escreve.  É o que tenho encontrado no pensamento escrito de Gullar. Um combate ideológico, produto de um pensamento patriótico, analítico e sagaz.

São muitos os porta-vozes da resistência ao projeto enganoso, traiçoeiro e transviado dos pelegos que chegaram ao poder por um estelionato eleitoral. O engano e a traição estão atrás das grades, com ideólogos e tesoureiros do PT presos por assalto ao patrimônio público.

Os desvios dos padrões éticos, políticos e sociais estão personificados por Lula da Silva e o seu maior (embora menos rentável) conto do vigário, Dilma Rousseff, vendida através de uma propaganda enganosa como uma “gerentona”.

Lula governou o País surfando na onda do Plano Real, sob um céu de brigadeiro e bafejado pelos ventos da bonança do capitalismo globalizado. Brincou e rolou acreditando como psicopata que é, ser o autor dos benefícios auferidos pelos menos favorecidos.

O Pelegão foi tão confiante que deixou um rastro de desonestidades, até furtos na adega do Palácio da Alvorada! Assim também fez a sua sucessora e condutora do projeto bolivariano no Brasil, Dilma, mentirosa doentia (ela é capaz de dar “bom dia” de noite pensando em enganar tempo).

Eu, com meus oitenta e tantos, como Ferreira Gullar, gozei em ver o povo manifestando-se nas ruas como fez no ano passado contra os governos petistas.

O poeta Horácio poetou: “A mágica uma vez revelada perde o espanto, o amor incompreendido perde o encanto”.  O povo brasileiro não mais crê nos truques da dupla Lula-Dilma, e apenas lamenta que Ferreira Gullar não esteja conosco para assistir a prisão de Lula e a dissolução da organização criminosa com o nome fantasia de PT …

FELIZ NATAL

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

O Natal não é uma data… É um estado de espírito” (Mary Ellen Chase)

Quando eu era menino, o Calendário chamava-se “Folhinha”, porque o anuário era impresso em pequenas folhas destacáveis marcando o dia-a-dia com informações consideradas úteis, como o santo do dia, as fases da lua, os dias santos e feriados. Os domingos e os feriados vinham em vermelho.

O Calendário que adotamos, chama-se “Calendário Gregoriano”, pois surgiu no pontificado de Gregório XIII, sob inspiração deste. Nascido Ugo Boncompagni, foi bispo de Bolonha e projetou-se na cúpula eclesial pela participação no Concílio de Trento (1545). Foi eleito Papa em 1572 como o 225º sucessor de Pedro e reinou até 1585.

O antigo calendário tinha a chancela de Júlio César, quando ditador de Roma. Tentou adotá-lo ao tempo natural, com o ano de 355 dias dividido em 12 meses; mas persistiu a defasagem entre o ano do calendário e o ano natural. Assim, após várias tentativas na Idade Média para adequar o ano civil à marcação do tempo natural, Gregório XIII, assessorado por astrônomos, promoveu a mudança.

Foi uma verdadeira revolução o abandono do calendário juliano e a modernização para ajustar o ano civil ao ano solar, decorrente do movimento de elipse realizado pela Terra em torno do Sol.

Promulgado com a aprovação conciliar da Bula Inter Gravissimas, em 3 de outubro, pulou sobre o dia 4 para 15 de outubro, dando um salto de 11 dias. Mesmo afetando as chamadas datas santas dos equinócios, o calendário teve imediata adoção por Espanha, Itália, Portugal, Polônia e, posteriormente, por todos os países ocidentais.

Como nas religiões antigas, politeístas, e quase a totalidade das que ainda são praticadas no mundo, as principais festas existentes se mantêm nos equinócios e solstícios; neles os cristãos comemoram a páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo e o Natal, o seu nascimento.

Em virtude dos movimentos de rotação e translação inclinada da Terra relacionados com o sol, faz com que determinadas épocas do ano tenhamos os equinócios (que definem o começo da Primavera ou do Outono), e os solstícios (marcando o início do Verão ou do Inverno).

Tais fenômenos eram observados, registrados e tidos como de origem divina na Antiguidade. O Calendário Gregoriano estabeleceu o solstício de Inverno no Hemisfério Norte (e do Verão do Hemisfério Sul) como a data do nascimento de Jesus Cristo. É o Natal.

O dia 25 de dezembro é a data oficial da comemoração. As festividades convergem em todo Ocidente, com o Presépio, Papai Noel e o pinheiro. Papai Noel (os brasileiros adotaram o nome francês) representa São Nicolau, um bispo que distribuía a renda da sua diocese entre os pobres no Natal. Nos EUA, tem o nome de Santa Claus, na AL é “Papá Noel” exceto no Chile, que é o “Viejito Pascuero”. Em Portugal é Pai Natal.

O presépio teve início com São Francisco de Assis, no século XIII e também representa uma tradição natalina. Mostra o cenário do nascimento de Jesus, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Quanto ao pinheiro – a Árvore do Natal – como decoração, foi adotada em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero, que se encantou com a beleza que a natureza oferecia, e armou em sua casa um galho da árvore com enfeites e velas.

As datas podem ter variado, assim como os costumes; mas o espírito da fraternidade universal, o desejo de paz e o amor ao próximo, são eternos. FELIZ NATAL!

SARNA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Os venenosos propagadores da doença populista que, na forma de sarna socialista, se transmite à massa ignara” (Autor desconhecido)

A sarna ou escabiose, ou acaríase, é uma afecção cutânea, pruriginosa e contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabie variedade hominis. Sua origem etmológica é do latim: Scabere – “coçar”, e se transmite no contato direto com uma pessoa infectada.

Ocorre entre seres humanos e outros animais, mas estes não propagam a sarna humana. É uma das três doenças de pele mais comuns em crianças, juntamente com a micose e infecções bacterianas da pele.

O ácaro se refugia sob a pele do hospedeiro, causando coceira alérgica intensa e borbulhas – como erupção cutânea. O ácaro é muito pequeno e geralmente não é diretamente visível. O diagnóstico é feito com base nos sinais e sintomas e infecta mundialmente 100 milhões de pessoas.

A voz do povo, na linguagem coloquial, gírias e neologismos tem um dito atual entre funks, definindo como coisa pegajosa; e o Dicionário de Gíria, de J.B.Serra e Gurgel, fixa que é uma coisa desagradável, complicada, “Este cara é uma sarna, chato, grudento”.

O dicionário de “Termos e Expressões Populares”, do notável pesquisador cearense Tomé Cabral, traz “procurar sarna prá se coçar” (meter-se sem necessidade em empresa ou assunto que ocasionam consequências maléficas).

O folclorista gaúcho João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes registra “Sarna” como uma dança no seu livro “Manual de Danças Gaúchas”, ao lado das tradicionais coreografias de salão como “Rancheira de Carreirinha”, “Pezinho”, “Graxaim”, “Anu” e o sapateado “Tatu”.

Na terminologia política, aparece como gracejo desmerecedor. A História de Portugal (e do Brasil) capitula manifestações na corte lisboeta batizadas de “sarna europeia”, contestando as eleições para as Cortes de Lisboa (1821) e a Assembleia Constituinte (1822).

Quando a sarna totalitária grassava na Europa nos anos 1930, surgiu nas Minas Gerais um grupelho liderado por Francisco Campos e Gustavo Capanema chamado Legião de Outubro, com camisas cáqui, milícias e símbolos, copiados do nazi-fascismo. E o bravo povo mineiro apelidou de “Sarna”.

Após a queda das ditaduras militares na América Latina irrompeu um surto da sarna populista, caricatura envergonhada do decrépito socialismo de Fidel Castro, senhor de Cuba como qualquer latifundiário.

Para nos coçar, apareceu no Brasil a versão gramsciana do obreirismo stalinista, com o pelego da Volkswagen, Lula da Silva, chegando ao poder por demagogia e distorção ideológica, ocupando-o desastrosamente.

O narco-populismo chavista implantado pelo PT, se fortaleceu pela aliança com os 300 picaretas do Congresso e institucionalizou o assalto ao Erário e às empresas estatais. Sua política falida e a administração pífia, são erros menores diante da roubalheira.

Colhemos hoje os frutos podres da Era Petista, a herança sarnenta que ainda coça nas virilhas e entrededos dos zumbis que vagueiam nas horas mortas da política.

Nosso Brasil está infestado de ácaros e bactérias que corroem sua saúde econômica e política alastrando-se por todo organismo republicano. Haveria uma sarna pior do que a que coça nas presidências da Câmara de do Senado, e entre os ministros do STF?

Antigamente nossas avós receitavam um remédio caseiro para a sarna: azeite de oliva aquecido para uma massagem com auxílio de gaze na parte afetada. Não há cura para lulopetistas sarnentos: só com azeite fervendo. Lembram-me a historieta de João e Maria que fritaram a bruxa má. Enquanto ela gritava: – “Água meus netinhos! ”; Joãozinho justiçava: -“Azeite, senhora velha! ”

NÃO VOU

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Vem. Mas demore a chegar/ Eu te detesto e amo/ Morte, morte, morte que talvez/ Seja o segredo desta vida” (Raul Seixas – Paulo Coelho)

Para conforto dos que um dia corra moderado ou grave risco de vida, ir para um CTI ou UTI (um médico me disse ser a mesma coisa, uma questão de terminologia) saiba que o tratamento intensivo é, no universo da medicina, um planeta à parte, o mais avançado do sistema.

A tecnologia moderna e, particularmente, a qualidade profissional dos seus componentes humanos diversos. Presentes 24 horas por dia, serventes, auxiliares de enfermagem, enfermeiras (os), estagiários, residentes e o corpo médico abrindo um leque amplo, analista de exames, assistente social, cirurgião, clínico, dermatologista, fisioterapeuta, nutricionista.

Como não poderia deixar de ser – pela própria natureza – temos uma CTI com toque brasileiro, sem a rigidez alemã nem a exuberância cinematográfica dos norte-americanos…  Por observação, vi um caos organizado; o caótico fica por conta da multiplicidade dos casos surgidos e a organização no atendimento pronto e completo.

O “meu” CTI cardiológico é uma grande sala com 11 boxes fechados por cortinas e distribuídos frente à frente com um corredor no meio. Fiquei no número 10, e apesar de cortinado havia brechas de onde podia se ver o que se passava lá fora e ouvir ruídos, gemidos, pedidos e conversas.

Da minha cama hospitalar controlada por botões para subir, descer e formar ângulos do tronco para cima e da cintura para baixo brechei um aviso esquisito, no box defronte: Paciente em restrição hídrica de 800 ml/dia” e, ainda em frente, ao lado, escutei repetidos “uis” e “ais”.

Numa noite de incertezas e solidão ouvi, entre as queixas, a voz rouquenha de uma paciente reproduzindo várias vezes a expressão “não vou! ”… Curioso, perguntei a uma enfermeira do que se tratava e tive a informação de que a mulher revelou que tinhas alucinações com a mãe morta, que lhe estendia a mão e a convidava para saírem…

Na minha irreverência, lembrei daquelas fantasminhas do filme “Ghost” que levavam a alma dos mortos… Na verdade, se eu tivesse tal visão, também recusaria ir. Eu sei que é inevitável, e, como canta o epigrafado Raulzito, a Morte está sempre à espera, em qualquer lugar, vestida de cetim, mas peço que demore a chegar pois a vida é bela.

Dito para o Anjo do Abismo, a que se refere a Bíblia, o Azrael dos judeus ou o Tânato dos gregos o “não vou! “, tem uma grande força, menos pelo desespero e certamente mais pela explosão de sinceridade.

Tenho dito e reafirmado mil vezes o “não vou” para muitas coisas, principalmente na política. Escrevi-o recusando-me a aceitar a bandalheira de Fernando Henrique Cardozo e sua desonesta reeleição; disse-o repugnando o poder petista nas mãos de Lula, no início do seu governo e do assalto dos pelegos ao Erário. Disse “não vou“ acompanhar a mídia que defendia o inescrupuloso governo Dilma.

Após a reflexão de 11 dias, confinado ao hospital, faço questão de registrar o meu “não vou” às tentativas de levar as frações conscientes do pensamento brasileiro à derrubada do governo Temer. Não que ele não mereça, astutamente vestindo a toga de apaziguador, mas cedendo sempre à ala podre do seu partido.

As negativas variações dos pronunciamentos de Temer vão da covardia expressa diante da prisão do arqui-corrupto Lula da Silva, às articulações para evitar a derrubada do cangaceiro das Alagoas Renan Calheiros da presidência do Senado.

Não o perdoo no primeiro caso; no segundo, a culpa recai mais sobre o Supremo Tribunal do Fatiamento que vergonhosamente assumiu o conchavo da picaretagem, por isto, também “não vou” cair nas artimanhas dos defensores do “quanto pior, melhor”.

 

 

ILUSÃO

Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar. (Sigmund Freud)

Dizem que futebol, política e religião não se discute. Na minha opinião é um conceito ilusório, por que todos nós discutimos futebol, política e religião, e a vida seria muito triste sem uma boa discussão entre amigos, de preferência numa mesa de bar…

A ilusão substitui a realidade por um pensamento abstrato. Uma ideia que fica limitada pela imaginação definida por uma palavra antiga, do tempo das valsas de Carlos Galhardo, Francisco Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas: “Devaneio”.

A palavra “Ilusão”, dicionarizada, é um substantivo feminino com o significado de percepção ou entendimento enganoso, ou esperança de conquistar algo desejável. Sua origem vem do verbo latino “illudo”, derivada de uma ampla família de palavras na qual se inclui “lúdico”: divertir-se, recrear-se e também burlar, enganar.

Na língua portuguesa, iludir firmou-se no sentido de causar uma impressão enganosa, que impede o discernimento da realidade. Ser iludido é ser enganado.

É abundante a sinonímia de “ilusão”. Abrange fantasia, ficção, miragem, sonho, utopia e até alucinação. No sentido de engano, temos burla, engano, fantasia, logro e mentira… Suas excelências os casacudos congressistas abusam de falar “equívoco” para amaciar o que denunciam como erro ou tapeação.

A morte de Fidel Castro ressuscita uma ilusão coletiva de uma geração (ou duas gerações latino-americanas?). A minha, por exemplo. É inegável a sua projeção do falecido nos anos 1950/1960, pela coragem de enfrentar uma poderosa ditadura que paradoxalmente contava com o apoio da máfia ítalo-americana, do governo dos EUA e do movimento comunista internacional.

Na época, Cuba era conhecida como “o cabaré das américas”. Jogo, prostituição, lavagem de dinheiro, fábrica de documentação falsa e livre trânsito para toda espécie de narcótico eram a marca registrada de um regime corrupto.

Uma varredura sobre esse lixão de costumes e comportamentos seria aplaudida por todos os jovens sonhadores daquela época, tal e qual temos no Brasil de hoje a Lava Jato fazendo uma faxina para nos livrar dos bandidos que institucionalizaram a corrupção no País.

É uma pena que lá, na heroica Cuba de Jose Marti a revolução fidelista não tenha passado de uma grande ilusão, primeiro, por se despir do humanismo ao estabelecer o “paredón” e fuzilar a torto e direito, misturando mafiosos, capitalistas, políticos, religiosos e até homossexuais, somente por serem homossexuais.

E assistimos uma brutal agressão à liberdade, impondo uma ditadura que já dura 60 anos. Democracia lá é só um nome escrito nos muros. E, para dizer que não falei de flores, um mérito que a disciplina ditatorial estabeleceu: a educação e os serviços de saúde públicos de qualidade.

Se isto sobrepesar na biografia de Fidel, retiramos 25% dos terríveis males atribuídos a ele, supressão da liberdade, baixo padrão de vida, estado policialesco e atraso de 50 anos na economia e no avanço tecnológico da Ilha. Restam, assim, 75% de ilusão!

 

 

BANGU

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”. (Rui Barbosa)

A palavra “bangu” é de origem tupi – “bang _ú” – com o significado de “paredão escuro”. É dicionarizado como adjetivo de dois gêneros e substantivo de dois gêneros, nomeando um bairro de classe média do Rio de Janeiro. Nos primórdios, os índios que atravessavam o Campo de Gericinó davam de cara com a Serra do Medanha, vendo-se de longe como um cerrado alto e enegrecido.

À sombra do Maciço da Pedra Branca surgiu em 1673 um povoado com a fundação do Engenho Bangu,  aproveitando a mão de obra indígena e, pela acumulação desordenada dos bagaços da cana para servir de combustível ao forno, criou uma gíria, “banguna”, fazer as coisas a bangu, agir desorganizadamente.

Mas a desorganização não atingiu a Fábrica Bangu, uma grande indústria têxtil, pioneira do Estado do Rio. Foi um investimento inglês com capital financeiro e humano, pois trouxe do Reino Unido vários técnicos, que além da confecção de qualidade, fundaram um dos primeiros clubes de futebol do Brasil, o “The Bangu Athletic Club”, que mais tarde abrasileirou o nome para Bangu Atlético Clube.

Assim nasceu um dos clubes mais tradicionais do futebol do Rio de Janeiro com a participação dos gringos pioneiros do futebol nacional, operários da fábrica, muitos negros, derrubando a visão elitista dos outros clubes cariocas.

No famoso bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro foi criado o “Complexo Presidiário de Bangu”, que, embora situado no Distrito de Gericinó, que virou bairro, e mesmo assim a prisão não perdeu a designação de Bangu.

É sobre esta prisão que pautamos este artigo, agora que não abriga somente criminosos comuns, mas importantes personalidades da política nacional. Lá, já se encontra cumprindo cadeia o ex-governador Sérgio Cabral, e está à espera de outro ex-governador, Garotinho, que adiou o encarceramento por uma engenhosidade digna do patife que é.

Esta situação, além de um prenúncio para um Brasil livre de corruptos e o augúrio de que a varredura da Lava Jato não está esmorecendo, como querem os picaretas do Congresso Nacional e seus cúmplices.

Garotinho, embora um malandro arguto, não cobre letra para Cabral. Fica na casa dos milhões, enquanto Cabral, que recebeu uma atenção especial da Operação Calicute, é do refinado clube dos bilhões.

Preso no dia 17 deste novembro aziago para os políticos – Garotinho denunciado por crime eleitoral; a mulher, Rosinha cassada como prefeita de Campos; e a filha Clarissa, expulsa do partido que a elegeu deputada.

Novembro agourento também para Geddel Vieira, ao melar o que restava de esperança de postura no Governo Temer, que mostrou seu lado vacilante e covarde ao recear que a prisão do mega-corrupto Lula provoque “instabilidade” no País. Não confia na maioria do povo brasileiro que quer Lula na cadeia!

Cabral deu igualmente um mergulho no mau agouro, tendo a cabeça raspada após chegar ao complexo penitenciário de Gericinó. E vestiu o uniforme usado pelos presidiários determinado pela Secretaria de Administração Penitenciária.

Arrogante e presunçoso, quando ocupava o poder, Cabral foi humilhado junto com sua mulher, Adriana Ancelmo, quando levados para a Polícia Federal do prédio onde moram, sob gritos dos vizinhos chamando-os de “bandidos” e “ladrões”.

Adriana foi solta por algum tempo, pois seu comprometimento na corrupção é inegável; e Cabral continua preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais e por receber “mesadas” entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras.

Por causa de Sérgio Cabral e sua associação com Lula da Silva, o Rio de Janeiro está a bangu, literalmente, e ele em Gericinó… rsrsrs.

BALAIO

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Essa reforma ministerial é um balaio de caranguejos. Uns caranguejos entrando, outros saindo.”    Leonel Brizola

Procurei como louco a etimologia da palavra ‘balaio’ e não encontrei em canto nenhum. Embora sendo uma produção artesanal indígena, pré-cabraliana, não consta do “Pequeno Vocabulário Tupi, do padre A. Lemos Barbosa, nem do clássico “Diccionario da Lingua Tupy” do erudito e poeta Gonçalves Dias.

O verbete dicionarizado é Balaio – Substantivo Masculino, um cesto de diversos tamanhos, formatos e materiais. É geralmente encontrado pelo Brasil afora feito de palhas de milho, de bananeiras e palmeiras, bambu, cipós, fibras de agave e taquara, com a serventia de guardar ou carregar alimentos, coleta de vegetais, objetos vários e roupas.

É riquíssima a sua sinonímia; na gíria designa quadris ou bundas volumosas, trazendo como exemplo “a moça movia o seu balaio com graça”… (Dicionário de Gíria – J.B. Serra e Gurgel).

A expressão popular inspirou vários cancioneiros, absorvendo do folclore versos de modinhas antigas. O compositor Barbosa Lessa assumiu uma das versões de “Balaio” que foi lindamente interpretada por Inezita Barroso, e também, referindo-se à interpretação do folclore, por Kleiton e Kledir.

Pesquisadores das tradições gaúchas encontraram “Balaio”, uma dança sapateada e, ao mesmo tempo, de conjunto, muito popular no Rio Grande do Sul. E na expressão gauchesca do nosso epigrafado, Leonel Brizola, aparece “balaio de caranguejos”, com o mesmo significado de “balaio de gatos”, bagunça, confusão, embaraço e encrenca.

A política brasileira – como legado da Era Lulopetista – tem a interpretação exemplar nas idas e vindas do Governo Temer, herdeiro legítimo da impichada Dilma Rousseff, pois além de eleito com ela, substituiu-a no espírito da Lei.

Prometendo enxugamento do ministério, o presidente sucessor aboliu o Ministério da Cultura, uma jabuticaba instituída para servir de cabide de empregos e ‘otras cositas más”. Só existe no Brasil. Pois bem, uma meia dúzia de três ou quatro “artistas”, amamentados pelas tetas generosas da Lei Rouanet espernearam, e Temer voltou atrás.

Seria enfadonho – e ocuparia este precioso (para mim) espaço, os ministros que entraram e saíram como caranguejos, denunciados por atos corruptos, mostrando a insegurança reinante no Palácio do Planalto, cujas vacilações vimos na declaração pública de Temer dizendo-se preocupado com a prisão de Lula, que produziria ‘instabilidade’ no País.

Prá não dizer que só falei das flores planaltinas, temos um ‘balaio de gatos’ aberto no Rio de Janeiro, com a prisão de dois ex-governadores, Garotinho e Cabral, este último arrastando consigo os sócios do Clube dos Guardanapos.

Garotinho, preso sob denúncia de crime eleitoral, mostrou o artista que é, ensaiando uma doença de última hora, que nunca apresentou sintomas; revelando temor pela prisão e o pavor de ir para um hospital público, como se ali fosse um centro de tortura… Com manhas e encenação, engabelou uma juíza do TSE – que parece ser um tanto ‘heterodoxa’…

O outro, Sérgio Cabral, não se revelou agora. É difícil imaginar o porquê da Polícia, da Procuradoria e da Justiça levar tanto tempo para denunciá-lo. Se o investigaram, choveram no molhado pois a prática corrupta cabraliense atravessou dois mandatos, disputou uma Copa do Mundo e treinou para a Olimpíada, tendo principal modalidade o salto tríplice das propinas…

Nos balaios com patas caranguejeiras ou estridentes miados de gatos, tivemos a cínica, despudorada e mentirosa declaração de Dilma, ao dizer que nunca foi aliada de Cabral. Essa falsidade envolve todos os seus codinomes, Estela, Vanda, Patrícia e Luiza como guerrilheira; pela segurança presidencial “Torre de Cristal”, no caderno das propinas, “Dulce Maia” e agora, como futura escritora, o heterônomo “Janete”.  Ela é muitas, mas o seu DNA da depravação é um só…

MINORIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Teremos que nos arrepender nesta geração, não tanto das más ações da gente perversa, senão do pasmoso silêncio da gente boa” (Martin Luther King)

Revolta-me a ideia de preservar privilégios em pleno século 21, como ocorre no Brasil onde uma minoria atropela a Constituição em benefício próprio. Repugna também examinar a História e aprender com ela que, por volta dos anos 590 a.C., o poeta, legislador e estadista Sólon já lançava as ideias democráticas que se concretizaram em Atenas.

Mais do que esta experiência da república aristocrática, Sólon inspirou também a filosofia platônica sobre a república ideal.

Chamado de gênio numa entrevista, Einstein disse “Gênio coisa nenhuma, venho nos ombros de Euclides e Descartes… Nos ombros de Sólon e Platão, vieram Tomás Moro e Montesquieu. Moro com uma república de sonho, a Utopia, e Montesquieu realista, prático, ensinando como estabelecer uma República real, efetiva.

Montesquieu distinguiu na República dois tipos distintos; a república democrática ou aristocrática, e a república despótica (ditatorial). “Na democracia, o princípio é o patriotismo; na Aristocracia o princípio é uma moderação baseada no patriotismo; e, no regime despótico, o princípio é o Temor”, ensinou.

Dos inolvidáveis teóricos chegamos à Revolução Francesa e às ideias do equilíbrio dos poderes republicanos e à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão sintetizada em três princípios: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

Ao contrário do que se difundiu entre a intelectualidade latino-americana – brasileira, principalmente – a Constituição Francesa não foi importada pelos EUA, mas o contrário, inspirou-se, por influência do então embaixador americano, Thomas Jefferson, na Declaração da Independência dos Estados Unidos.

Uma espécie de simbiose ocorreu nos dois lados do Atlântico, estabelecendo os princípios do pensamento iluminista liberal e burguês, a visão democrática do direito de todos à liberdade, à propriedade, à igualdade – igualdade jurídica, e não social nem econômica – e de resistência à opressão.

Desde então tivemos pelo mundo inúmeras experiências de regimes impostos por minorias, vários tipos de fascismo, a versão hitlerista do nazismo, o comunismo soviético e ditaduras populistas de direita e de esquerda.

Estudando diversos regimes estabelecidos, me agrada um pensamento de Churchill expressando que “A democracia é a pior de todas as formas imagináveis de governo, com exceção de todas as demais que já existiram”.

É preciso, porém, reconhecer que a Democracia, é o governo do povo, regido pela maioria; e ao exigir o poder da maioria sobre a minoria é preciso ter aquela audácia do revolucionário francês Danton que discursou: “O que nos falta para vencer é audácia, audácia, sempre audácia! ”

Esta audácia faltou ao presidente Michel Temer, ao dizer que a prisão do patife, desonesto e mentiroso, Lula da Silva provocaria a “instabilidade” no País. Deu de graça uma arma aos maiores inimigos da democracia brasileira, os fanáticos lulopetistas.

Renunciando à autoridade de Chefe da Nação, Temer estabeleceu a dúvida entre defende-lo e acompanha-lo na senda imprevisível ou de desconfiar se ele quer melar a Lava Jato ou defender os anseios da maioria do povo brasileiro contra a corrupção e a impunidade.

 

 

 

VERDADE

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Quem não conhece a verdade não passa de um tolo; mas quem a conhece e a chama de mentira é um criminoso! ” (Bertolt Brecht)

Nos dicionários (sou um viciado em folhear dicionários) Verdade é um substantivo feminino, significando o princípio certo, em conformidade com o real. Poeticamente, é o que está intimamente ligada à sinceridade, o oposto da mentira.

Filosoficamente, a verdade é motivo de discussões seculares; é tão problemática que, embora transnacional e transcultural, se apresenta com duas faces, a verdade absoluta e a verdade relativa…

Para a corrente filosófica conhecida como Relativista a verdade é relativa, ou seja, não existe uma verdade absoluta que se aplique no plano geral; por outro lado, admitindo-se a afirmação do que é correto em determinada realidade, se diz ser uma verdade absoluta.

Na ciência temos dois exemplos perfeitos na filtragem das cores de um prisma: a verdade absoluta é que a mistura azul com amarelo dá o verde; a verdade relativa é a proposição de uma mistura de outras cores que depende de comprovação.

No campo religioso, realmente não é uma coisa fácil saber onde a verdade está sem uma profunda pesquisa, pois, as mais de 40.000 religiões e seitas diferentes afirmam representá-la.

O catolicismo nos deu o exemplo da variação do conceito de verdade, tendo no passado afirmado dogmaticamente que a Terra era plana e hoje aceita que o planeta é redondo. A Terra não mudou; o que mudou foi a crença dos cardeais…

No mar revolto da política é praticamente impossível a pescaria da Verdade. Sob o império do deus Netuno o mar se abre para os monstros da mentira, as nereidas dissimuladas, os tritões carnavalescos. Vive-se o reinado liquefeito da mentira.

Assistimos nas últimas décadas uma invariável e inalterável afirmação de infidelidade aos princípios morais e éticos. Da reeleição de FHC para cá, e patinando nos governos Lula e Dilma, a mentira substituiu a verdade

Desde então assistimos a todas espécies de trapaças. O ex-deputado Pedro Correia, na sua delação premiada homologada pelo ministro Teori Zavascki, apresenta documentos que comprovam que Lula da Silva discutia pessoalmente o esquema de corrupção.

O ex-presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, também aponta que todos os estaleiros contratados para construir navios-sonda pagavam uma propina de 0,9% do valor do contrato. E revela que “dois terços eram destinados ao Partido dos Trabalhadores, na pessoa de João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT), e o restante era dividido em duas partes iguais”.

Outro colaborador da Justiça, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, liga diretamente Dilma Rousseff ao esquema corrupto na Petrobras levando a ex-presidente, que sofreu impeachment, à inquirição no STF.

Além da tentativa de obstrução às investigações da Lava Jato, Dilma se envolveu na criminosa compra da Refinaria de Pasadena. De acordo com Nestor Cerveró, Dilma Rousseff tinha todas as informações sobre o negócio com a refinaria. “Dilma sabia de tudo, desde o começo”, afirmou Cerveró.

Igualmente Otávio Pessoa Cintra, que ocupou o cargo de gerente da Petrobras América, no Texas, EUA, diz que teve contato com o escândalo e garante que avisou seus superiores na ocasião. “Tomei conhecimento em 2014 que Dilma sabia de tudo”.

Vê-se dessa maneira que o envolvimento dos chefões da organização criminosa petista, Lula e Dilma, é uma realidade inflexível, que poderíamos classificar como uma “verdade absoluta”…

A roubalheira dos governos do PT, porém, ainda sofre questionamentos dos fanáticos seguidores do lulopetismo e dos mercenários. Não adianta discutir com estes infelizes; vamos fazer então como Jesus Cristo.

Lembremos: Jesus, já condenado num processo infame movido pelo Sinédrio, ficou frente a frente com Pôncio Pilatos, que lhe perguntou: “O que é a verdade? ”, Jesus permaneceu em silêncio e Pilatos se retirou da sala de audiência.

Era tão evidente a Verdade saída no olhar silencioso do Nazareno que o governador romano da Judéia não teve a coragem de olhar nos seus olhos…

A BOLHA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Não a jogue no espaço, bolha de sabão/ Não a empregue sem razão acima de toda a razão” (Carlos Drummond de Andrade)

O Brasil assistiu estarrecido o desmentido das urnas nos Estados Unidos a tudo o que foi noticiado, comentado, analisado e defendido pelos programas políticos televisivos, principalmente na Globo News…

Longe de nós julgar que as opiniões foram fraudulentas ou vendidas, mas afirmamos, sem medo de errar que, no mínimo, eram bajulatórias. Quem tiver oportunidade de rever os últimos programas anteriores ao dia da votação, vai se divertir com as louvaminhas à Hilary e as agressões a Trump…

Não tendo como fugir desses deslizes, surgiu uma versão tão repetida na Globo News que faria inveja aos discípulos de herr Goebles. Reconheceu-se que foram envolvidos numa “bolha”, culpada por tudo…

Pergunto-me o que seria esta “bolha”? Normalmente fala-se em bolha com vistas ao estúdio de tecnologia criativa que combina hardware, software e web para desenvolver experiências memoráveis, úteis e/ou divertidas.

A “bolha”, no caso dos jornalistas globais, é a membrana do fracasso produzido nos institutos de pesquisa dos States que impuseram uma memória não volátil na cabeça dos desavisados. Os erros das amostragens na campanha eleitoral norte-americana são condenáveis, apenas superados pela bazófia dos analistas do NY Times.

Dos 20 maiores institutos de pesquisas e as redes nacionais de televisão e jornais dos EUA, somente uma – a do Los Angeles Times associado à USC Tracking (Universidade South Califórnia) – apontou a vantagem de Trump.

O que tivemos, na verdade, foi a especulação, muito usada entre os jogadores das bolsas de valores que para proporcionar lucros calculados, baseiam-se geralmente numa visão fantasiosa e inconsistente sobre o futuro.

A imprensa internacional caiu nessa. Seus correspondentes engoliram, também, o conto do vigário. Aqui, nossos observadores deveriam se desculpar sim, mas não com a conversa fiada da “bolha”.

Será que se referiram ao filme de terror dirigido por Irvin Yeaworth “A Bolha Assassina”? Essa película que revelou Steve McQueen como ator, e Burt Bacharach (então desconhecido) sendo o autor da trilha sonora e da canção “The Blob”, mais tarde interpretada pelos Beatles, os Carpenters e Aretha Franklin entre outros.

É possível que a imunização dos globais veio de outra fita, “O Menino da Bolha de Plástico” com John Travolta, a história real de um adolescente com problemas imunológicos que vivia numa bolha de plástico, construída pela NASA, para protegê-lo de infecções.

O certo é que temos no Brasil três versões de “Bolha”: A de terror, assustadora, que envolve a quadrilha de senadores que trama por sabotar a Operação Lava Jato, esperança para acabar de vez com a corrupção endêmica e epidêmica que corrói o país.

Outra, mais leve e divertida, a bolha do lulopetismo furada no impeachment e estourada nas eleições municipais, reduzindo à capital do Acre a influência do narco-populismo travestido de socialismo…

A terceira, enrolando tristemente o mal jornalismo que caiu no logro das pesquisas, e atacou violentamente Trump com falsas comparações, informação distorcida e projeções mentirosas. Não apenas na Vênus Prateada, mas em toda televisão brasileira.