Artigo
FANATISMO(2)
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
“Na superabundância ou na miséria, / Verme – é o seu nome obscuro de batismo”. (Augusto dos Anjos)
Eu estava lendo Jorge Santayana num desses fins de semana e me deparei com uma frase que chamou atenção: “O fanatismo consiste em redobrar o próprio esforço quando nos esquecemos do objetivo”. Este pensamento acrescentou-me mais uma lição sobre a realidade em que vivemos.
E lembrei-me de um texto lido há muito no livro “O Zero e o Infinito”, em que o autor, o jornalista Arthur Koestler (do tempo em que os jornalistas eram respeitados) transcreve a descrição de um velho comunista, fundador do Partido Bolchevique da URSS, dissidente do regime stalinista.
Decepcionado, com os desvios da revolução russa comandados por Stálin, falou sobre os restos do partido: “Como as unhas e os cabelos dos mortos continuam a crescer, as “bases” ainda se movimentam e se reúnem como vermes num cadáver em decomposição. Pequenos grupos continuam cumprindo as tarefas divulgando as palavras-de-ordem dos dirigentes bem situados e enriquecidos no governo”.
Como os estudos do corpo humano ensinam, os vermes vivem dentro dos nossos intestinos, alimentando-se da nossa comida e sangue. Eles causam dor de barriga ou diarreia, e drenam a nossa energia.
A exposição da denúncia política e da helmintologia (ramo da zoologia que investiga os parasitas) enquadra perfeitamente os fanáticos que continuam cultuando o degenerado pelego Lula da Silva, corrupto e corruptor, e se mantém ululantes no partido suicida com o veneno da cobiça.
Não há melhor comprovação disto com a eleição da senadora Gleise Hoffman para a presidência da sigla, uma ré comprovadamente envolvida em propinas e associação criminosa com o marido para explorar aposentados e pensionistas.
O alimento dos vermes fanáticos é a distorção da realidade e versão fraudulenta da História, recontada de modo a justificar os crimes cometidos na aliança bastarda do PT-governo com empresários desonestos.
Assim, pelo controle de certos meios de comunicação e na ação coordenada de professores engajados na ideologia falida das experiências realizadas, encontramos elogios ao bolivarianismo que destruiu a economia venezuelana e impôs uma férrea ditadura no País.
As inverdades históricas, referindo-se a entidades, regimes e personagens, levam-nos ao totalitarismo que George Orwell mostrou magistralmente no seu “1984”. Ali, um sistema tirânico criou o Ministério da Verdade para recontar a História.
Manipulando a informação para o domínio do partido, criou a “novilíngua”, o “duplipensar” e a “multabilidade do passado”, e com eles estabelecendo os princípios dialéticos de “Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”.
Não é isto o que se vê hoje na mídia, nas cátedras e nos argumentos da militância lulopetista? Na sua interpretação, crime é “erro” e criminoso “herói”. Pensam, não com a conjuntura, mas como movimento comunista do século passado.
Nos discursos, pregam a Paz e a Democracia, na prática, ameaçam “derramamento de sangue” contra seus contraditores e defendem as ditaduras “amigas”. E, durante 14 anos de poder, instituíram uma educação que deseduca e institui a ignorância.
Para melhor descrever os fanáticos que restam, nada mais adequado do que a lição de
Leonardo Sciascia: “Uma ideia morta produz mais fanatismo do que uma ideia viva; ou melhor, apenas a morta o produz. Pois os estúpidos, assim como os corvos, sentem apenas o cheiro das coisas mortas”.
SÍNDROMES
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A medicina cura as doenças do corpo. A sabedoria liberta a alma das paixões” (Demócrito)
É preciso não confundir “complexo” com “síndrome”. O “complexo” nasceu de uma inspiração de Freud na tragédia grega Édipo Rei, estudando os desejos amorosos do menino pela mãe. Veio depois o lado feminino das meninas em relação ao pai que ficou conhecido como Complexo de Electra.
Estudados pela psicanálise há um sem número de complexos, que se caracterizam por falta de clareza, de difícil entendimento, e, portanto, são estudados sob os mais diferentes pontos de vista. Vão do “complexo de castração” até o “complexo de Deus”, sendo este último muito comum entre aprendizes de ditadores…
Distingue-se do complexo a síndrome. Esta define as manifestações clínicas de uma ou várias doenças. Bastante comum na Medicina e na Psicologia a palavra síndrome vem do grego “syndromé”, significando “reunião”. Para complicar, usa-se a síndrome em diagnóstico de doença pouco esclarecida, embora com os seus sintomas e sinais.
Um verbete das enciclopédias ficou muitas vezes citado nas redes sociais: a “Síndrome de Estocolmo”, que caracteriza a patologia resultante de um sequestro que ocorreu em 1973 na capital sueca, em que a vítima se identificou com seu raptor e passou a defende-lo.
Muito estudadas são as síndromes de Peter Pan, um trauma que bloqueia a maturidade do homem e a de Cinderela, mulher que espera o príncipe encantado…
Li outro dia o livro de Carmen Posadas “A Síndrome de Rebeca”. Interessantíssimo para os da minha geração e dos cinéfilos que cultuam os filmes clássicos. Vem de um livro de Daphne Du Mauruer, que foi levado ao cinema e só é encontrado atualmente nos sebos…
A Escritora fez questão de, na apresentação, esclarecer que não é psicóloga, nem socióloga, nem antropóloga, nem qualquer outro “loga”. Se confessa ser apenas uma observadora das reações humanas.
Como a grande maioria dos meus leitores e seguidores no Twitter e no Face Book são jovens, é bem possível que não tenham assistido a fita, nem lido o livro. Rebeca é um drama que se passa no interior da Inglaterra, tendo como cenário a mansão de Manderley, pertencente ao milionário Winter.
Viúvo de Rebeca, uma mulher bonita e carismática, perdeu-a tragicamente, afogada numa tormenta, e Winter se casa de novo com uma jovem simples que, encarnando uma “Gata Borralheira”, chega à casa senhorial onde ocorreu a tragédia. Lá, a moça se envolveu num jogo diabólico da governanta, sra. Danvers, que venera a memória da antiga patroa.
Ali tudo lembra Rebeca. Cuja letra inicial do nome está em todas as coisas, como monograma nos papéis de carta e nos guardanapos; até o perfume exalado no castelo era o preferido de Rebeca. Apesar deste culto à memória de Rebeca, o sr. Winters mudou-se da alcova que compartilhava com ela e terminou mostrando que a odiava…
No final, o solar de Manderley termina se incendiando e livrando a nova sra. Winters do pesadelo que viveu.
Está chegando a hora de incendiar o Brasil transformado na grande mansão dos Winters e livrar o povo brasileiro de uma síndrome política, que se abateu sobre homens acriançados, ansiando pela ingênua transformação do mundo, e de mulheres que transferem a afetividade amorosa pelo culto à personalidade de um político.
Também não me assumo como psicólogo, sociólogo ou antropólogo, mas descobri para estas pessoas as síndromes “de Guevara” e “de Olga”, que os levam a sonhar com revoluções aos moldes do século passado querendo até restaurar o falido regime stalinista.
Os guevaristas e as olguinhas fanáticos pelo sistema corrompido e corrupto do lulopetismo, e pelas doentias aspirações pervertidas, participam da minoria ruidosa e se tornam terroristas a serviço da organização criminosa com o monograma “PT”…
O BEM E O MAL
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A maturidade do homem consiste em haver reencontrado a seriedade que tinha no jogo quando era criança” (Nietzsche)
A humanidade desde os seus primórdios vive uma guerra entre o bem e o mal, e isto não depende do ponto de vista de cada um; é inexorável este choque na política e fundamentalmente na religião.
Na política, a sociedade assistiu historicamente em todo mundo a opressão de déspotas e ditadores, a divisão de classes, a escravatura e a servidão. Até onde se conhece, os males e o enfrentamento do bem das antigas nações, têm essa realidade gravada em argila, na madeira, no metal nos papiros e na pedra.
Há também registros primordiais em todas as religiões estudadas e conhecidas da luta incessante do bem contra o mal.
O mais expressivo exemplo vem da mitologia persa com a competição de Ormuz, o deus do bem, contra seu irmão gêmeo, o deus do mal, Arimã. Este quadro é descrito no livro sagrado do mazdeísmo, o Zend-Avesta, escrito por Zaratustra.
De lá para cá, tanto as religiões politeístas como as denominadas grandes religiões monoteístas apresentam este confronto mitológico, sendo que o judaísmo e o cristianismo veem Deus punindo e combatendo Lúcifer.
E parece que há um DNA da memória que revive em todas as cabeças o conflito do Bem contra o Mal. É generalizado na cultura de todos os povos; na filosofia e na literatura mundial, nos romances, na poesia, no teatro. Dos contos às novelas. E até na música.
Encontramos na filosofia grega, tanto em Sócrates como em Platão, o pensamento que coloca o choque do bem contra o mal, no caráter da pessoa. O primeiro ensinou que “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância” e seu discípulo foi mais além, dizendo que “Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal”.
No cinema é expressiva esta luta. Pulando sobre as produções de fundo introspectivo, o modelo mais do que perfeito está nos filmes de faroeste, do mocinho contra o bandido. No bang-bang incessante vê-se a peleja do bem contra o mal.
Também nas histórias em quadrinhos. Eu tive a felicidade de ter a permissão dos meus pais de ler gibi, o que era proibido na minha infância e adolescência para os meus colegas. Neste tipo especial de arte – na composição, no desenho e na mensagem – hoje se reconhece tratar-se de uma produção talentosa de artistas.
No conjunto de texto e na forma, a qualidade das histórias em quadrinhos abrange todos os gêneros; da comédia à tragédia, com realismo ou ficção. Temos até o lado ingênuo, cujo exemplo é do brasileiro Mauricio de Sousa com a sua notável produção da Turma da Mônica.
Nos gibis mais populares, o bem e o mal andam lado a lado e segundo o estudioso da matéria, Marcelo Paiva, “a linha entre um e o outro é muito tênue”. O herói e o anti-herói se combatem, um defendendo a humanidade com altruísmo e o outro querendo dominá-la com um bando de bandidos.
Estamos vivendo no Brasil este combate, tipo Batman contra Lex Luthor, Super Homem contra os exilados de Kripton e Capitão América contra o nazismo… De um lado os que defendem a Constituição e que se faça uma Justiça Boa e Perfeita; do outro lado uma falange de corruptos.
E não resta dúvida, que o conhecimento da realidade mostra que os bons, que defendem o bem, não têm bandidos de estimação, enquanto os maus, que ficam com o mal, fazem dos bandidos seus heróis.
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PARECENÇA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol;com.br)
“Os melhores fascistas obedecem em silêncio e trabalham comdisciplina” (Benito Mussolini)
Repetidamente discute-se no Twitter duas interpretações: Se o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazista) era de direita ou de esquerda e se o Partido dos Trabalhadores do pelego Lula da Silva tem formação fascista.
Mussolini, nosso epigrafado, explica com a frase pronunciada a obediência cega dos militantes fascistas e sua disciplina, cuja ação só foi superada pelos membros do Partido Comunista (Bolchevique) da União Soviética. Ambos caricaturados pelo fascismo tupiniquim…
Descrevendo a conjuntura alemã quando os militantes do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães se preparavam para tomar o poder, os historiadores Roger Manwell e Heinrich Fraenkel registraram:
“O Parlamento estava enfraquecido por um número demasiado grande de partidos de minoria, cada um procurando obter mais vantagens do que os outros”.
Não é o que se vê no Brasil com a enxurrada de partidos nanicos? Mais de dez se autodenominando “de esquerda”, mas andando a reboque do PT, e do seu cultuado chefe.
Como se sabe a linguagem é viva e saudável na boca do povo. As palavras nascem, adoecem, desaparecem ou morrem. Pesquisando, encontro e visito na UTI do idioma português a palavra “Parecença”, um substantivo feminino que vive graças às injeções culturais dos sertanejos.
Sua característica é ser intimamente ligada à aparência semelhante, sendo, por isso, mais do que simplesmente semelhança. Assim, apresenta menos sinônimos do que antônimos, como diferença, discrepância…
Então há pouca ou nenhuma diferença na formação do PT com a formação do NDASP. A História registra que quando em 1920 Hitler assumiu o comando do Partido Nacional Socialista, que era uma agremiação “de esquerda”, acrescentou à sigla “dos Trabalhadores”, que ficou “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”.
E em seguida, os irmãos Otto e Gregor Strasser, secretários de mobilização do partido nazista mobilizaram as várias tendências esquerdistas da Alemanha, os anarco-sindicalistas que enfrentavam os comunistas, os trotskistas, sociais democratas e até trânsfugas do Partido Comunista (stalinista). Não foi desse jeito que os padres “revolucionários” fizeram em São Paulo paras fundar o PT?
Esta composição tem uma incrível parecença. E tem mais: tal qual assistimos no Brasil, Hitler criou as “Tropas de Assalto” com duas vertentes; uma, o chamado pessoal “do queima”, para discursos em portas de fábrica enfrentando os comunistas, e outra a dos vândalos mascarados para o “quebra-quebra” nas ruas das cidades.
Os militantes ouviam Hitler, como aqui ouvem Zé Dirceu. Hitler orientou: O NDASP não deverá ser um porta-voz da opinião pública, deverá dominá-la. Não será servidor das massas e sim seu patrão” (Mein Kampf); um pensamento lulopetista.
É assim que se comportam os cúmplices da roubalheira desenfreada de Lula e os hierarcas do PT. A lavagem cerebral substituiu o livre pensar pelo fanatismo por uma ideologia fraudulenta que só defende nos discursos os interesses do País e da Nação.
Isto estamos assistindo. Para salvar Lula, não esperam que a Justiça puna seu ex-aliado Temer pelos seus malfeitos, mas praticam puro terrorismo. Na mídia, o noticiário seletivo dos militantes e contra prédios públicos, vandalismo.
Por isto, fico com o pensamento redondo e completo de Buenaventura Durruti: “Al Fascismo no se le discute, se le destruye.”
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CORRUPÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Debalde eu olho e procuro…/ Tudo escuro/ Só vejo em roda de mim!” (Casimiro de Abreu)
Distante da Pátria eu poderia cantar com o vate Gonçalves Dias e todos os poetas que o seguiram poetizando “canções do exílio”, como Casimiro, meu epigrafado, Murilo Mendes e Carlos Drumond de Andrade…
Mas a exaltação romântica que estes românticos fizeram está na contramão do que sinto, a onze horas de voo, na bela Costa Rica, a pérola da América Latina, pelo seu exemplo de Democracia, Educação e Saúde ao alcance do seu povo amável.
Não quero me lembrar dos jambeiros, nem dos maracanãs… A corrupção política escurece a minha vista da nossa pródiga natureza. Não esqueço que a corrupção é assassina, que mata os investimentos públicos para a Saúde, a Educação e o próprio bem-estar da cidadania.
Segundo os dicionários, o verbete “Corrupção” é um substantivo feminino qualificado como adulteração, deterioração, decomposição física de algo e putrefação. Isto bastaria para desenhar o mapa do Brasil. É a má aplicação da riqueza nacional em proveito da chamada “classe política”.
Estudiosos apontam várias formas de corrupção, citando o suborno, extorsão, fisiologismo, nepotismo, clientelismo e peculato. Qual dessas miseráveis modalidades não se vê atualmente na nossa Pátria?
Neste momento que atravessamos, uso uma lupa – que me ajuda enxergar o Brasil de longe – para focar a gênese do horror que nos envergonha e, como negar, nos amedronta. Vejo os mais de oito bilhões de reais que Lula da Silva, o arqui-corrupto, presenteou para a JBS, dos seus comparsas da família Batista.
A venda de Medidas Provisórias – que parecia um crime inominável – tornou-se mera coadjuvante do poder de corrupção que foi dotado aos pseudocapitalistas amigos do lulopetismo.
Foi daí que se envolveram centenas de políticos de várias legendas partidárias, mais particularmente aqueles que arrotavam oposicionismo aos males causados nos anos de PT-governo, em que um dos seus eleitos, Michel Temer, assumiu a presidência da República após o impeachment de Dilma Rousseff.
O afastamento de Dilma nos parecia uma livrança da pior crise econômica que o País vive, pela incompetência e leniência com a corrupção da ex-presidente alter ego de Lula. Acreditou-se que ajudaria o combate à inflação e principalmente ao desemprego de 14 milhões de trabalhadores.
Triste engano. Temer trouxe consigo uma fraude: o seu próprio partido medularmente envolvido em tramoias, e a enganação do tucanato, com o candidato adversário da chapa Dilma-Temer, Aécio Neves, comprometido com a criminalidade política igual a do PT e seus satélites.
Escrevo com a tristeza de reconhecer que pouco resta no cenário das ilegalidades cometidas pelo PT, PMDB, PSDB, PP e outros menos votados, mas tão envolvidos quanto.
A acumulação dos malfeitos nos 14 anos de ocupação do poder pelo lulopetismo se refletiu de maneira geral sobre os três poderes da República. E muito pior: acarretaram o silêncio cúmplice de uma grande fração do povo, aproveitadora dos restos do banquete da pelegagem e seus aliados ostensivos e ocultos.
Felizmente, a alvorada: os combatentes da Polícia Federal, do Ministério Público e do juiz Sérgio Moro, que, como um tsunami de honestidade está lavando o solo nacional para nos livrar da podridão generalizada do mundo político.
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GLOBALIZAÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A globalização mata a noção de solidariedade, devolve o homem à condição primitiva do cada um por si e reduz as noções de moralidade pública e particular a um quase nada” (Milton Santos)
Tenho certeza que não aparecerá um só intelectual manifesteiro do lulopetismo para contestar o nosso epigrafado, o professor Milton Santos, cuja respeitabilidade é superior às centenas de assinaturas em defesa de uma ideologia que favorece a corrupção, e, além de superada, é deturpada.
A palavra “Globalização” está na moda, apesar de representar o processo de ampliação da hegemonia econômica, política e cultural do Foro de Davos sobre as demais nações. E incrivelmente, é defendida pelos “socialistas” latino-americanos.
O termo globalização é dicionarizado como substantivo feminino e definido como “espécie de mercado financeiro mundial criado a partir da união dos mercados de diferentes países e da quebra das fronteiras entre esses mercados”.
Sou contra a globalização porque derruba fronteiras para substituir o conceito de país por um governo virtual, transnacional, que realiza transações financeiras e comerciais e impõe culturas às nações aderentes e subordinadas.
As recentes eleições na França distinguiram-se por transparecer o choque das duas tendências mundiais, em prol e contra a globalização. O Reino Unido – que a séculos acumula experiências de autodefesa, já se mostrou contrário, e a eleição de Trump, nos EUA, inclinou-se igualmente contra o império invisível que tem George Soros como porta-voz.
Soros, como se sabe, é o megaespeculador que quebrou o Banco da Inglaterra, e lidera um grupo de “hedge funds” que exerce grande influência sobre o Euro. Não se manifestou publicamente como fizeram Obama e Merckel divulgando suas adesões em alto tom a Emanuel Macron, mas certamente o fez “por debaixo do pano”.
No sábado anterior ao pleito francês (no Exterior já se votava em embaixadas e consulados), o ex-ministro grego de Economia fez um estremecido apelo para que elejam o candidato de Hollande contra Le Pen. Mostrou que precisa do suor do povo francês para a Grécia sobreviver e escapar da crise gerada pela corrupção.
Há duas décadas seria impensável que a intelligentsia terceiro-mundista aderisse à globalização como fazem hoje os mesmos que combateram o Consenso de Washington e denunciavam – muitas vezes sem razão – o “imperialismo norte-americano pelos seus males.
Veja-se que o FMI define como característica fundamental da globalização o comércio e transações financeiras, movimentos de capital e de investimento, migração e movimento de pessoas e difusão da ideia de uniformização cultural “universalista”.
Estes princípios contribuem sem dúvida alguma para a subordinação dos Estados-Nações. É o que se traduz no Brasil com a Lei da Imigração, que escancara as nossas fronteiras para os refugiados que a Europa recusa, e cria uma confusão mental sobre a notável contribuição migratória para a nacionalidade brasileira.
Uma coisa se registrou com àqueles que vieram trabalhar e progredir no Brasil, fugindo de guerras e crises econômicas; outra é vir concorrer com a pobreza aqui existente e sem busca de solução pelo mesmo governo que se abre para estrangeiros.
Enfim, ser contra a globalização é ser contra o domínio de um “grande irmão desconhecido”, é recusar-se a adotar o consumismo e o hedonismo das nações ricas do chamado primeiro mundo…
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VERGONHA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Negociatas, maracutaias, benefícios, prerrogativas… Empreiteiros, burocratas a dança dos aditivos contratuais, Supremo Tribunal Federal…” (Philipe Kling David/Miranda Sá)
Estou tomado de indignação e revolta, aumentando o percentual de 34% dos brasileiros que têm vergonha de ser brasileiros, quadruplicando em cinco anos o número deste desalento em relação à nossa Pátria.
Não poderia ser de outra forma, após o anúncio de que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por 3 votos contra dois, soltou José Dirceu, autor intelectual do assalto que o lulopetismo perpetrou organizadamente contra o Erário, como uma quadrilha de malfeitores.
Três dos juízes que não se negam a atender interesses alheios à Justiça assumiram esta decisão. São eles – para registro da História –, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, os dois primeiros pelas ligações políticas com o PT e Mendes por suspeitosa atuação na Corte.
É também necessário consignar que Dirceu estava preso desde agosto de 2015, condenado em 1ª Instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito do Petrolão. E que já havia cumprido pena por atuação semelhante no caso do Mensalão.
Creio não ser o único a sofrer tamanha humilhação, por que envergonhar a cidadania como fez o Supremo, ultrajando a dignidade nacional, não pode ser aceito pelos que têm amor próprio. A indução deste opróbio é um verdadeiro estupro na consciência patriótica, um insulto aos que ainda acreditavam na Justiça.
O gangsterismo político atingiu o ápice com esta decisão que inegavelmente tem a finalidade de atingir a Operação Lava Jato, apoiada pela grande maioria do povo brasileiro. O acatamento ao pedido de habeas corpus de Dirceu soma-se a outras medidas tomadas em favor de corruptos presos.
A soltura em sequência de João Cláudio Genu, José Carlos Bumlai e Eike Batista envolvidos até o gogó em esquemas de corrupção, fere profundamente a ação corretiva que a PF, o MPF e o juiz Sérgio Moro vêm realizando sob aplausos gerais.
Nem todos sentem vergonha. Os amorais e os psicóticos não sofrem diante da desonra. Vergonha, dicionarizada como substantivo feminino, é o sentimento de um ultraje sofrido. A palavra vem do latim, “verecundia”, conceituada como condição psicológica de sofrimento pelo conhecimento de uma calamidade.
É vasta a sinonímia de vergonha, que aparece como aviltamento, constrangimento, desgraça, enxovalho, rebaixamento e vexame são alguns deles; e a calamitosa decisão do STF lembra uma estória que ouvi na adolescência:
Deus, quando disse faça-se a terra entre as águas, distribuiu as regiões que viriam a ser países pondo em cada qual percalços, proveitos ou transtornos. No Japão e na Coréia, pôs terremotos, na China, inundações; na Indonésia tsunamis, na Índia fome, na Europa e América Central, vulcões; na África do Norte, desertos e nos Estados Unidos e Caribe, furacões e ciclones.
Para o Brasil, o Senhor mandou botar uma natureza exuberante, uma terra fértil, climas bem distribuídos, água à vontade. O filho de Deus, Jesus, falou-lhe que achava um exagero aquinhoar um País somente com coisas boas. O Justo disse então:
Verás que o povo que vai viver lá não precisa sofrer desgraças naturais para sofrer: Terá uma classe política miserável e um Supremo Tribunal Federal julgando às avessas, condenando a Nação e absolvendo os ladrões.
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GREVE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ninguém deixa de morrer só porque os coveiros fazem greve” (Saint-Clair Mello)
A pelegagem lulopetista convocou uma “greve geral” mascarada: seria para ser contrária à reforma da Previdência Social, mas a mobilização quis, na realidade, para manter o famigerado imposto sindical compulsório e defender o chefe, Lula da Silva, réu em ações criminosas contra o Erário.
Entre ataques e defesas da paralização, tive uma polêmica com um tuiteiro que se disse apartidário e sindicalista puro, mas combateu a reforma trabalhista e calou sobre o imposto sindical. Após algumas intervenções, surgiu um terceiro entre nós, alertando-me que meu interlocutor era um professor e teórico do socialismo.
Achei excelente, pois gosto de uma discussão em alto nível e, quando o opositor é culto, melhor ainda. Então tuitei perguntando ao Teórico, se ele havia lido o livro “Sindicalismo”, com escritos de Marx e Engels sobre o assunto.
O cara não deu resposta. Evidentemente não era socialista nem intelectual, já que não conhecia o livro de Marx e Engels. Vi que se tratava de mais um narcopopulista, dos que arrotam marxismo para facilitar o assalto ao Estado como fez o lulopetista Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.
Esses falsos “sindicalistas” me levam a escrever este texto, por constatar que vivem o auge da alienação confundindo o princípio político com o princípio social.
Eles ignoram a origem dos sindicatos, nascidos entre os operários têxteis ingleses e suas das Trade Unions, nas próprias fábricas ou em associações culturais e educativas que instruíam sobre o direito de exigir melhores condições de trabalho. Segundo o estudioso Sérgio Pinto Martins as Trade Unions foram, sem dúvida, “[…] os embriões do sindicato”.
Do século XVIII para cá, viu-se os anarquistas assumindo a direção dos sindicatos, depois derrubados pelos stalinistas enfrentando um adversário igual, os fascistas. O modelo de sindicalismo fascista está na Carta del Lavoro, de Mussolini, que foi copiada por Hitler na Alemanha, e pelas caricatas ditaduras espanhola, húngara, portuguesa e romena.
Como a moda populista de hoje, as ditaduras se espalharam pela América Latina. No Brasil, o ditador Getúlio Vargas, simpático ao nazi-fascismo, copiou a Carta del Lavoro, na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – que vigora desde a década de 1930.
Além de superada pela evolução das relações de trabalho, CLT, cotejada com a Carta del Lavoro, que tinha apenas 30 artigos, traz detalhes idiotas nos seus 922 artigos; e. entre outras enganações, impôs um modelo especial de sindicatos, controlados por pelegos a soldo de um imposto sindical obrigatório.
Falar de sindicato nos leva à greve, por que é dos sindicatos que saem as greves. O verbete “greve”, dicionarizado, é a recusa do trabalhador em cumprir a jornada de trabalho até que o patrão atenda determinada reivindicação.
A origem da palavra “greve” vem de uma praça parisiense, Place de Grève, para onde acorriam os grevistas misturando-se à multidão que ocupava o logradouro. “Faire grève” significava, reunir-se na Praça da Greve.
Há dezenas de formas de fazer greve e uma delas, a “greve geral”, é o sonho dos que defendem a subversão da ordem, mas greve de funcionário público não é prevista, porque o Estado não é patrão; ‘se o servidor tem o direito de greve, o governo tem direito de cortar seu ponto’…
Tirando as escolas e os piquetes, a pelegagem mobilizou mais pneus queimados e balões flutuantes do que gente. A “greve geral” dos que não trabalham só existiu no noticiário “esquerdista” da Uol, BBC, Reuters e na mídia globalista e global…
Foi uma tentativa frustrada. Sem apoio dos trabalhadores e muito menos do povão, foi desmentida a afirmação de que “a oposição é sempre popular”. Ocorre, porém, que a oposição que temos não merece confiança: oferece somente um amontoado de roubos, conflitos psicológicos e traição à Pátria.
Para os grevistas da CUT, MST e UNE, restou uma piada do Tom: “Quero mais é que sua bunda pegue fogo e que os bombeiros estejam de greve”.
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A MÃE DE TODAS AS BOMBAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Inventam uma bomba e depois ficam arranjando conferências para que ela não seja detonada” (Max Nunes)
Duas manchetes garrafais (a gíria jornalística antiga usava este adjetivo para títulos com letras enormes) ganharam o que resta de imprensa escrita: uma se espalhou pelo mundo inteiro, a “Mãe de todas as bombas” que os EUA jogaram no Afeganistão; a outra ficou na mídia jabuticaba, a Delação dos Oldebrechts…
Os arsenais dos EUA e da Rússia estocam bombas especiais, muito grandes, que os norte-americanos batizaram de MOAB – “Massive Ordnance Air Blast” -, que trocando em miúdos é “explosão aérea de imenso poder”. A conhecida ironia que percorre o Pentágono apelidou-a de “Mãe de todas as bombas”.
Também explodindo no ar, com fogo e estilhaços para todos os lados, tivemos no Brasil as delações de Emílio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, e o séquito de diretores da empreiteira. Enxeridamente resolvi chama-las também de Mãe de todas as bombas, por se seguir a pequenas explosões que apenas arranharam a chamada classe política.
Vejamos: Temos no Brasil um organizado e gigantesco sistema de corrupção, traçado e executado pela parceria público-privada comandada por Emílio Odebrecht e Lula da Silva, que trocavam de posição às custas de propinas na direção dos negócios do governo federal.
São tão grandes a abrangência e a proporção sistemática do assalto aos cofres públicos que ia da compra de vereadores – como ocorreu em Uruguaiana, no interior do Rio Grande do Sul -, até operações internacionais em nove países, Angola, Argentina Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru, República Dominicana e Venezuela.
Restam aparecer os EUA e o Japão, por causa das transações criminosas realizadas na compra de refinarias, em Pasadena e na ilha de Okinawa; em ambas as mesmas digitais do lulopetismo corrupto acionado por Dilma, no conselho da Petrobras e na Presidência da República.
Impõe-se a importância altamente negativa para a economia nacional e a comprovação da desfaçatez criminosa de Lula, o caso das obras em Angola, em prejuízo para as normas do BNDES e propina sendo paga em diamantes…
Até agora, devidamente divulgados em louvor à transparência defendida pelo ministro Edson Fachin, do STF, temos 76 inquéritos abertos, entre os quais 31 – ou 40,8% – tratam de cobrança de propinas. Quando redigia este artigo, tive a informação de que os delatores da Odebrecht apresentaram documentos para corroborar acusações feitas em delações premiadas.
Os investigadores da inteligência da PF dispõem de papeis diversos, contas e extratos bancários, comprovantes de transferência de dinheiro e contratos fictícios que simulavam um serviço prestado à empreiteira para camuflar pagamento de dívida de campanha.
A bomba explodiu com tamanha magnitude que escondê-los foi impossível para certos órgãos de informação simpáticos a Lula e Emílio. Jornalistas e colunistas famosos ainda não fizeram autocrítica por não ter antevisto o que ocorria no País antes da detonação da “Mãe de todos as bombas”.
O povo não ficou atônito. Informou-se, comprovando do que já desconfiava. A Nação como um todo pede uma severa punição para os culpados. Entretanto, os partidos picaretas tentam sensibilizar a Justiça a aceitar uso do dinheiro do Fundo Partidário para quitar as multas por mau uso do mesmo fundo.
E o pior, pelo cinismo descarado: A imprensa publica que estão à liderar essa Frente Única pela Corrupção – FUC, um crime de lesa-Pátria, Lula, FHC E Temer. Nenhum deles merece perdão.
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SENHOR BISPO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandada@uol.com.br)
“Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem” (Agostinho, bispo e doutor da Igreja)
Podem anotar que estas mal traçadas linhas não visam criticar ou muito menos combater partidos, filosofias de vida, igrejas ou seitas religiosas. Trata-se apenas de uma censura a uma autoridade pública que está cometendo um abuso.
Levou-me a isto uma nota de jornal que li, informando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi à África do Sul (a notícia não diz o que foi fazer) e lá foi a um culto na Igreja Universal, anunciado como Bispo.
Como sabemos, “bispo” (do grego antigo επίσκοπος ou episcopos; e do latim episcopus) quer dizer literalmente “supervisor”, de epi, fim/extremidade + skopos, vista, ou seja, “aquele que vê por cima, pelo alto, que supervisiona”).
No tempo anterior ao cristianismo, ser um bispo era assumir qualquer atividade administrativa nos âmbitos civil, financeiro, militar e judiciário.
A Igreja Universal, onde Crivella é bispo, foi fundada por Edir Macedo e tem uma organização semelhante às denominações tradicionais e como o sacerdócio evangélico admite mulheres, há o feminino “bispa”. A hierarquia tem também presbíteros e diáconos, os pastores equivalentes aos padres.
Bem, se Crivella viajou para a África do Sul como prefeito, suas visitas e reuniões deveriam ser realizadas a serviço da municipalidade carioca, para ter suas passagens e estadias pagas com o dinheiro público; se foi como bispo, que a sua igreja pague.
Faço esta cobrança por que lhe dei meu voto quando foi eleito. Confesso que foi por falta de opção; no primeiro turno, nenhum dos candidatos me atraiu pelo partido, postura ou presumível opção ideológica. O Índio da Costa – por ser frequentador do Tuitter – recebeu meu voto.
No segundo turno, A vs. B, fui induzido a escolher entre Crivella e Freixo. Não precisei matutar para excluir Freixo, como candidato do Partido Socialista do Leblon. Os autodenominados “revolucionários” deste partido foram muito bem classificados como “socialistas caviar”.
O próprio partido, dito “de esquerda, ” tem uma atuação que deixa a desejar por acobertar os vândalos Black-Blocs, atuar quase sempre como um puxadinho do PT e, cujos quadros estão fora da “lista de Janot”, são ótimos de discurso, mas, pelas entidades que dirigem são péssimos administradores.
Assim votei no Crivella, por não ter preconceitos de qualquer ordem, principalmente religiosos. Fui um eleitor entre os 1.700.030.000 votos contra 1.314950.000 que recebeu o seu adversário.
Foi por isto que critiquei Crivella, de pronto, quando insistiu em nomear um filho para a administração municipal, num gesto claro de nepotismo; que foi reforçado depois, dando um cargo para um sócio da filha. E critico-o, enquanto cidadão que paga impostos no município do Rio de Janeiro, sempre que julgar necessário.
Falei outro dia levantando a informação de que a guarda municipal e a própria urbana reduzem seus efetivos nos fins de semana e feriados, e que está sendo implantada no Jardim da Glória uma “cracolândia” e não me venham reclamar depois por que não será por falta de aviso. A Feira do Lixo que estava se insinuando na Rua do Catete foi reprimida pela Guarda Municipal, embora a sua presença não seja diária.
Enfim, imitando o grande Câmara Cascudo sinto-me um bairrista incurável. Ele escreveu: “Não sou nem federal nem estadual. Sou municipal”. É o meu caso. Como não tenho um vereador confiável, cobro do Prefeito, e deixo o bispo para seus fiéis.
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