Artigo
BALANÇA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda” (Rui Barbosa)
Nos dicionários, o verbete “Balança” é substantivo feminino, definido como um instrumento que serve para comparar massas ou medir forças. Foi inventada no antigo Egito, por volta do ano 5.000 A.C. para pesar o ouro, que era usado como moeda de troca.
Era uma barra suspensa, com um prato pendendo em cada extremidade, uma com um peso de determinada medida e a outra com uma peça a ser aferida.
Hoje tem balanças de vários tipos, até eletrônicas, usando uma medida convencionada pelo Sistema Internacional de Medidas, na escala de gramas até toneladas.
Os egípcios representavam as balanças também em várias situações, sendo a mais reverenciada a do Livro dos Mortos, em que é contada a versão do “Julgamento Final”, e daí tornou-se referência ao equilíbrio e imparcialidade nos julgamentos.
Roma adotou a balança como símbolo do Direito, aparecendo também na iconografia da Justiça com outros dois elementos, os olhos vendados e a espada; a balança é o equilíbrio, a venda nos olhos a imparcialidade, e a espada, o poder de decisão.
A minha longeva memória leva-me aos sete ou oito anos, quando vi passando na rua um homem com uma bandeja na cabeça cercado por três soldados da polícia, e disseram que era levado para a cadeia por usar pesos fraudados na sua barraca da feira.
Acho que isto, como a moeda falsa, sempre ocorreu desde a antiguidade e era punida com trabalhos forçados para remunerar os queixosos. O desequilíbrio da balança da Justiça. Porém, era um crime abjeto e o juiz, seu autor, era condenado à pena de morte.
Na atualidade, os crimes praticados na Justiça, da venda de habeas corpus, até a desobediência à Constituição veem sendo vilmente tolerados, e assistimos o que o grande Platão já condenava na Grécia do seu tempo: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.
No infeliz Brasil, nascido nos catorzes anos da República dos Pelegos que patrocinou a ausência da ordem econômica, jurídica e política, a balança da Justiça tem usado pesos falsificados. Juiz que vende sentenças, desembargador que solta traficante, ministro rasga a Constituição para favorecer quem o indicou.
Assistimos no TSE o tragicômico julgamento da Chapa Dilma-Temer, absolvida tragicamente por excesso de provas, e arrastando a comicidade de alguns ministros da Corte. Depois vieram no STF as libertações de presos por corrupção, cominando com a estranha (e suspeita) situação de Pizzolato.
Escrevi meses atrás (talvez anos) que os brasileiros, diante da arrogância, equívocos, e, porque não dizer, desonestidade nos círculos forenses não tínhamos sequer a “mãe do bispo” para nos queixar… Mantenho esta afirmação, sem desalento, pois acredito que a Nação Brasileira vai corrigir isto, pensando como Millôr: “A esperança é uma espera que não cansa”.
Sei que a História com a sua balança infalível, que “balança, mas não cai”, não perdoará o antipatriotíssimo reinante nas esferas jurídicas. Os que erraram, por bem ou por mal, deviam ouvir nosso epigrafado, Rui Barbosa; “Nada mais honroso do que mudar a justiça de sentença, quando lhe mudou a convicção”.
OS “12” MAIS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Gente é para brilhar,/ que tudo mais vá para o inferno,/ este é o meu slogan/ e o do sol” (Maiakóvski)
Imaginei fazer este ano a lista dos “dez mais” – com pessoas que se destacaram neste ano do Senhor de 2017… Trata-se de uma escolha pessoal, sem pretensão de impingi-la a ninguém. Muito menos aos milhares de amigos do Twitter.
Não invento nada; não criei, apenas redescobri uma antiga fórmula do jornalismo para avaliar pessoas e até coisas que se projetaram em certo período.
O mérito de fazer sobressair fatos, nomes e instituições vem de longe, do século passado, mais propriamente dos anos 1940. Seu nascimento se deve a um fotógrafo, Ibrahim Sued, que fazia freelance nos jornais “A Vanguarda”, “Diário Carioca” e “Tribuna da Imprensa”, do Rio de Janeiro.
Com a sorte – Madrinha dos fotógrafos – flagrou um momento em que o líder da UDN, Otávio Mangabeira fez um gesto dando a impressão de beijar a mão do general americano Dwight D. Einsenhower que visitava o Brasil. E criou uma celeuma política bombástica.
Daí em diante, a sua carreira na imprensa se firmou e mesmo semianalfabeto, com brilhante inteligência (herdade de seus ancestrais libaneses) Ibrahim Sued tornou-se o inovador do colunismo social, explorando aquilo a que se refere Arnaldo Niskier a “fogueira das vaidades”. Escreveu para vários jornais, revistas, e teve um programa na TV-Globo.
As listas dos “dez mais” de Sued alcançavam surpreendentes personagens que iam do presidente Dutra ao sambista Ataulfo Alves e eram esperadas por todos, de todas as classes sociais.
Pela fama adquirida, o colunista social impôs bordões ao coloquial brasileiro, como “café society”, “champanhota”, “de leve” e inspirado nos ditados árabes, “os cães ladram e a caravana passa” e “cavalo não desce escada”… Foi citado numa crônica de Manoel Bandeira, entrou na letra de um samba de Jorge Veiga e numa paródia de Juca Chaves.
A divulgação de listas de “dez mais”, segundo pesquisas, foi inspirada nas colunistas da imprensa norte americanas Elza Maxuel e Louella Parsons, mas no Brasil quem as consagrou foi sem sombra de dúvidas Ibrahim Sued.
Mais tarde esta seleção de realce de personalidades ganhou o mundo, com os dez finalistas da UEFA, os dez jogadores mais festeiros do futebol do jornal esportivo Às, da Espanha, e os dez livros mais vendidos divulgados pela Editora Saraiva.
A revista Exame divulgou também os dez mais procurados pelo FBI por crimes de colarinho branco e por terrorismo, e o popular animador da televisão Silvio Santos apresenta a anos o Troféu Imprensa, lista anual dos destaques da tevê.
A minha lista inflacionou. Em vez de dez tem doze, não pude limitá-la. Trago-a à apreciação dos que leem os meus artigos:
1º) A professora Heley Abreu, 43, teve 90% do corpo queimado para impedir que crianças fossem queimadas, no incêndio criminosos provocado na creche da cidade de Janaúba, em Minas Gerais;
2º) Os juízes Sérgio Moro e Marcelo Bretas, que conquistaram o respeito nacional julgando os crimes de corrupção investigados pela Operação Lava Jato;
3º) A procuradora Raquel Dodge, cuja atuação à frente da Procuradoria Geral da República até agora não decepcionou como ocorreu no STF;
4º) A senadora gaúcha Ana Amélia Lemos que se projeta, como uma flor no pântano da mediocridade e da corrupção parlamentar;
5º) O humorista de apresentador de televisão Danilo Gentili, que ganhou a maior audiência no seu horário por mérito pessoal;
6º) O jornalista Fernando Gabeira pelas excelentes reportagens televisivas e artigos que refletem a visão equilibrada da política nacional;
7º) A repórter Andrea Sadi, uma revelação na nova geração de jornalistas, pela qualidade da sua atividade profissional;
8º) O fotógrafo Sebastião Salgado laureado internacionalmente pela sua dedicação ao trabalho artístico e educativo;
9º) A diva do teatro brasileiro Bibi Ferreira, incansável no seu afã de representar e produzir peças de real valor dramático.
10º) A cantora Anitta, pelo trabalho que vem realizando como artista e produtora de clipes de ótima qualidade;
11º) O técnico da Seleção Brasileira Tite, que arrumou o time pelo conhecimento do futebol e liderança pessoal
12º) O jornalista e escritor potiguar, Rubens Lemos Filho pelo excelente livro “Memórias Póstumas do Estádio Assassinado”, denunciando a demolição de uma obra de arte arquitetônica em Natal – O Machadão – pelos propineiros, e narrando a sua história futebolística.
DOS ERROS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ao examinarmos os erros de um homem, conhecemos o seu caráter” (Confúcio)
70 anos atrás, no tempo em que a minha fome de ler só perdia para a voracidade estomacal de adolescente, passou por minhas mãos um livro, “La trahison des Clercs” – “A traição dos intelectuais”. Não lembrava a autoria, mas o Google registra que é do escritor francês Julien Benda e foi publicado em 1927 e reeditado 1946
A memória do texto se deve ao infeliz momento no Brasil que atravessa a decadência da cultura em todos os estamentos sociais das Artes, do Direito, do Jornalismo e da Literatura.
É tão generalizada a queda da qualidade intelectual na atualidade que o argumento “esquerdista” da falta de oportunidades cai por terra, ao nos lembrar das extraordinárias figuras de Benjamim Constant, Carlos Chagas, Castro Alves, Rio Branco, Epitácio Pessoa, Santos Dumont, Silvio Romero, Pedro Américo, Oswaldo Cruz, Lima Barreto, Rui Barbosa, Machado de Assis… Seria fastigioso citar mais ilustres compatriotas do passado.
O legado desses brasileiros está sendo trocado pelas exposições pornográficas e canções pornofônicas, pela exibição asquerosa de estudantes histéricas, pela adoção de ideologias tronchas nos tribunais e pelo estado patológico da chamada grande imprensa.
Já não se encontram na mídia os erros médicos e judiciários; nem a falência da representação popular no Congresso, nem a apatia medíocre da Academia. Hoje, a editoria política dos jornais virou página policial, e as manchetes só abordam escândalos sexuais de personalidades do cinema e da televisão.
Seja como for, eu não poderia ser injusto se escondesse entre os erros, acertos que deixo para Deus. Relembro a História, e nela o fato em que o Papa enviou o cardeal Monfort para tratar da heresia albigense e este decretou: – “Exterminem-se todos; Deus saberá escolher os seus…”
Nada diferente da anedota que corre sobre um determinado pastor protestante que joga o dinheiro do dízimo para o ar e diz que Deus pega os dele; as notas e moedas que caem no chão “são minhas”.
Também deixo ao julgamento divino o caso da atriz negra que disse outro dia que as pessoas trocam de calçada para não olhar o seu filho. Mentira deslavada. Ninguém neste País faria isto; a aleivosia – isto não pode ser considerada denúncia – é feita para trocar a falta de talento pelo holofote do escândalo e a projeção do nome.
Deixo para o julgamento divino aquela escritora (que ninguém leu) que na avidez de um cotejo personalista improvável se compara a Lima Barreto, um mestre da escrita e do enredo.
Deixo para o julgamento divino a imprensa (aonde poucos jornalistas, novos ou antigos se salvam) “vendendo pesquisas” que todas pessoas bem informadas sabem serem compradas.
Que Deus julgue o juiz togado do STF, que na sua onipotência libertou um compadre da prisão decretada na 1ª Instância por revelar-se mafioso, corrupto e corruptor. Este meritíssimo, se vivesse anos atrás, se sentiria obrigado a se julgar impedido.
E chegando à Justiça, é impossível calar o clamor popular diante da leniência das primeira e segunda instância deixando Lula da Silva, um réu condenado por vários crimes, solto e fazendo campanha política com acusações insanas contra o juiz que o julgou.
Constatamos a dificuldade das exigências por Justiça, chegarem à Suprema Corte na sua suspeitosa vagareza para julgar e muitas vezes pelo engavetando dos processos. Não é por acaso que até hoje as declarações de Antônio Palocci, ex-poderosíssimo ministro nas gestões de Lula e de Dilma como proposta de delação premiada não foram ainda acolhidas pela Justiça.
Uma revista semanal trouxe as contundentes acusações de Palocci sobre os governos a que serviu; e mais, conta que o PT recebeu US$ 1 milhão de dólares do ditador líbio Muamar Kadafi para a campanha de Lula em 2002.
Diante disto, tudo o que se refere a Lula na vida criminosa paralela à do político, é fichinha. Ele cometeu um crime de lesa pátria receber dinheiro de procedência estrangeira na campanha eleitoral. Aliás, a traição nacional dos lulopetistas nunca foi segredo; é feito abertamente no chamado “Foro de São Paulo”.
Será um erro inominável que o STF continue a se omitir e que, junto às demais autoridades da República, civis, eclesiásticas e militares, não assuma uma punição exemplar para a traição ao País. Como ensina Freud: “De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade”. E não quero esperar a punição divina!
PIADAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Toda anedota, no fundo, encobre uma verdade” (Sigmund Freud)
Na minha infância, as “piadas” eram chamadas “anedotas” ou “pilhérias”, motivo de dar risada pelo relato engraçado de um fato surreal, absurdo, ou distorcendo a realidade de modo caricato. Para o meu gosto, sempre achei as ingênuas melhores…
O besteirol é para mim como os espetáculos circenses, dando-nos um enorme prazer assexuado. Adivinhações, analogias, apelidos, críticas políticas, imitações, paradoxos, relações de semelhança entre desiguais e trocadilhos me agradam mais do que as “piadas sujas” preconceituosas ou atentados à moralidade e ao pudor.
Eu acreditava, na minha pré-adolescência naquilo que se convenciona chamar de “opinião pública”. Talvez por influência do meu pai que tirava conclusões pelo cotejo na leitura dos jornais da época, comprando vários deles, desde o conservador Correio da Manhã à Tribuna Popular, comunista; do Diário de Notícias, liberal, ao integralista “A Marcha”.
De formação positivista, papai ensinava que a opinião pública se firmava na sentença “a voz do povo é a voz de Deus”… Ah, se vivesse nos dias atuais e lesse os jornais de hoje! Com seu humor irônico, Millôr Fernandes descreve o que a imprensa é: “Às vezes a única verdade que encontramos nos jornais é a data”; uma piada que retrata uma realidade.
Eu acrescentaria que a piada desenhada como charge, também se salva na mídia impressa, assim como os programas humorísticos da televisão. Ri outro dia quando ouvi o comentário: – “Big Brother” de menino é buraco de fechadura”.
Não é por acaso que a força das piadas é reprimida pelas ditaduras…. E, por falar de ditaduras – que abomino, seja de direita ou de esquerda, civil ou militar – registramos prisões de humoristas e cômicos em Cuba e na Venezuela; mas registro historicamente uma exceção: a ditadura Vargas.
Getúlio gostava de anedotas, mesmo com referência a si próprio; ria das caricaturas e das comédias teatrais onde muitas vezes era imitado e que pessoalmente assistia no Teatro Recreio…
Eu adoro os humoristas e talvez por isso sou fascinado pelos que têm o dom daquilo que se chama “presença de espírito”; a pronta resposta inteligente e vivaz de pessoas, sejam analfabetas ou cultas, e de crianças inocentes. As piadas do Juquinha são fascinantes!
É engraçado um médico aconselhar ao paciente para não se aborrecer, manter a calma, relaxar e repousar, como se se pudesse encontrar comprimidos, xaropes ou injeções para atender cada uma dessas prescrições…
Igualmente como brincadeira, considero uma piada quando aquelas moças e moços figurantes de novelas da TV-Globo, com rápidas passagens de transeuntes ou como o garçom que não fala, se considerarem “artistas” e assumindo o direito a dar pitacos na política e na economia.
Falar em artista, lembrei-me que no mundo do cinema corre uma história dos anos 1930, quando a crise nos EUA obrigou Hollywood a patrocinar shows, e um deles o concurso sobre imitadores de Carlitos.
Além dos inúmeros amadores, vários atores cinematográficos se candidataram e um notável entre eles tirou o oitavo lugar pela apreciação dos jurados, e 12º lugar classificado com os votos do público. Sabem quem foi ele? Charles Chaplin, em pessoa, que concorreu incognitamente. Não parece piada?
Atualmente no Brasil, evoca-se a presença de militares no poder a fim de varrer a corrupção dos políticos e repor o País nos trilhos. Peço aos defensores da intervenção militar para me apontar entre a oficialidade atual um Golbery, um Aurélio Lira Tavares, um Meira Matos, um Castelo Branco, um Mourão Filho… A ESG ainda existe?
De militares lembro a piada do general Góis Monteiro. Visitando a Alemanha nazista ele assistiu um oficial das SS – para mostrar a obediência e lealdade do soldado alemão – ordenar que um deles se atirasse do alto de uma torre. E o cara pulou para a morte.
Chegando ao Brasil, Góis resolveu testar a formação dos recrutas do 1º Exército e lá no Forte São João deu a ordem a um deles para pular de certa elevação do Morro da Urca; ouviu, então, do malandrinho carioca: – “Meu general, o senhor já está bêbedo a essa hora? ”
ESTRABISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ao contrário do que se diz, não é a ocasião que faz o roubo, o ladrão já nasce pronto” (Olavo Bilac)
É possível que vários entre nós sofra desse transtorno ótico ou comportamental. Do ponto de vista médico o Estrabismo é uma patologia oftalmológica que consiste no desalinhamento dos olhos. Este desvio do eixo visual de um ou dos olhos tem geralmente origem na infância, mas pode ocorrer também entre adultos.
Nos dias de hoje não é nada assustador, pode ser corrigido nos casos simples pelo uso de óculos e nos problemas maiores, pela cirurgia.
Quanto ao estrabismo comportamental, bastante comum na nossa realidade política, trata-se de um lance mais complicado. No mundo da psiquiatria e da psicologia vem se estudando a visão distorcida da realidade.
Em pesquisa atual realizada pelo Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, aponta-se que o cérebro de quem sofre desse mal falha ao diferenciar estímulos e é registrado entre as pessoas ansiosas mais factíveis ao estresse.
Antes, apareceu o diagnóstico de que a forma deformada de ver, pensar ou agir é um desdobramento da personalidade, ou seja, uma manifestação esquizofrênica. Como é bastante sabido, “Esquizofrenia” é uma palavra originária do grego antigo, “skizo” – dividir, separar, e “fren”, o pensamento.
Então, pelas duas versões experimentais, não se trata somente de uma questão comportamental. Se a gente faz um movimento nos olhos para fingir estrabismo por brincadeira, não corre o risco de se tornar estrábico; mas se se mostra deformado mentalmente na maneira de agir, não tem cura e geralmente leva ao crime.
Repetindo que o modo distorcido de encarar a realidade é comum na política brasileira, temos a sua repetição doentia nas ações e pronunciamentos de Lula da Silva. Dele, tivemos recentemente a presença em comício na cidade de Maricá, de prefeitura petista, falando a funcionários municipais uniformizados.
Afirmou que a política entrou num processo de destruição no Rio de Janeiro e acusou a Operação Lava Jato pela situação crítica do Estado. Defendeu explicitamente o bandidão condenado e preso Sérgio Cabral, dizendo que crê ainda que o ex-governador sofre perseguição política.
Além de corrupto, esquizofrênico, Lula não enxerga que Cabral é culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos dez casos em que o peemedebista é réu. E que ainda restam nove julgamentos.
Em paralelo, responsabilizando pelas mazelas do Estado as investigações feitas pela Polícia Federal e o Ministério Público no Rio, a enfermidade mental do Pelegão é aguda. Zarolho política e psicologicamente afirmou que “Não pode, por causa de meia dúzia que eles dizem que roubou, mas ainda não provaram, causar esse prejuízo”.
É um caso de internação, não hospitalar, mas em prisão comum. É imperdoável um indivíduo no exercício da política negar a roubalheira na Copa e nos Jogos Olímpicos, a não ser que tenha tido participação comunitária nela. Um caso típico de autodefesa.
O filósofo e enciclopedista francês Claude Adrien Helvétius no seu livro “Do Espírito” escreveu que “O interesse seria capaz de fazer negar as mais evidentes proposições da geometria e de fazer crer os contos religiosos mais absurdos“.
Lula, se defendendo, ainda se comporta melhor na sua loucura do que o seu bando de seguidores que são definidos pelo mesmo Helvétius: “Os homens são tão estúpidos que um crime repetido acaba por lhes parecer uma coisa normal”.
CRÍTICAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem” (Santo Agostinho)
Fico extremamente feliz quando recebo críticas aos meus textos, divulgados pelas redes sociais. Desta vez desejo responder com este artigo a avaliação, quase uma censura, apontando-me como agressor dos muçulmanos para proteger os israelenses.
Como tento despir-me de qualquer partidarismo com relação aos conflitos do Oriente Médio, faço críticas indistintamente a judeus e árabes, primos irmãos, cujas desavenças são muitas vezes inexplicáveis.
Sou contra, por exemplo, a adoção de Israel à doutrina nazista do “espaço vital”, ocupando militarmente territórios em detrimento dos palestinos; e condeno o tratamento nada civilizado que alguns países árabes dão às mulheres.
Tomo posição, igualmente, contra o militarismo israelita, o apoio dos árabes a terroristas e sua omissão quando da criação do Califado pelo ISIS.
Não faz muito tempo, quando o deputado Roberto Freire ocupava o Ministério da Cultura, defendi-o ao ser criticado por patrocinar uma exposição sobre a cultura árabe e, repeli mais tarde os ataques feitos ao Clube Hebraica por patrocinar um debate com o deputado Jair Bolsonaro.
Esses dois fatos têm semelhanças nas suas diferenças. O Clube Hebraica sempre teve um comportamento mais liberal do que os seus críticos sectários da Confederação Israelita do Brasil, defensora do expansionismo territorial em Israel promovido por extremistas da direita religiosa.
Nada obscurece a minha admiração pelos primeiros ocupantes do pequeno território do Estado de Israel cedido pela ONU por proposta brasileira do chanceler Oswaldo Aranha.
Exultei com a criação dos kibutzim, a luta heroica dos pioneiros pela coletivização da terra e o progresso obtido apesar da adversidade natural em menos de três décadas. Reconheço e admiro o desenvolvimento econômico democrático em pouco mais de 50 anos, primeiro no campo e depois na indústria, ambos sustentáveis, permitindo ao governo garantir subsídios ao desemprego, seguridade social e rendimento mínimo.
De outro lado, não posso negar o meu encanto e respeito pela cultura árabe, noves fora a intolerância do califa Omar que queimou 700 mil livros da Biblioteca de Alexandria, das ditaduras ainda vigentes e da escravocracia.
Entretanto, reservo o meu elogio ao que o Império Árabe ocupante da metade do mundo nos legou. Sua herança cultural excedeu todas demais civilizações na arquitetura, nas ciências e na Medicina. Na literatura, contribuiu com as lendas maravilhosas das Mil e Uma Noites.
Enquanto a Europa católica proibia a dissecação de cadáveres pelos estudiosos da anatomia humana, a medicina árabe mantinha atendimento clínico e criava a hospitalização; obteve notável avanço na cirurgia usando a anestesia.
Deve-se ao sábio Maomé-Ibn-Mousa a invenção do zero, um salto qualitativo e insuperável na Matemática, e, na Química, o Islã nos deixou o álcool, os ácidos cítrico e sulfúrico e o nitrato de prata.
Balanceando estas duas contribuições para os povos, a antiga e a contemporânea, somos obrigados a demonstrar que não agrido nem protejo árabes e judeus; eles nasceram como irmãos, semitas e camitas, e, com a sua origem étnica se bipartiram como canaanitas, israelitas, moabitas, amonitas e fenícios.
Mesmo sob críticas, sugiro que Jerusalém seja dividida entre judeus e palestinos; porque não? Aprendi com Aristóteles que só existe uma maneira de se evitar as críticas: “não fazer nada, não dizer nada e não ser nada”; e fui educado desde a tenra infância a não me meter em briga de família…
IGNORÂNCIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez consciente” (Martin Luther King)
Machado de Assis conta no seu livro “Balas de Estalo” uma anedota vivida pelo Barão de Drummond (ele gravou com dois “m”) e o Coronel Gordilho. Este último foi motivo de chacota porque, interpretando mal uma ordem superior, prendeu o maçom Luís Prates acusado de participação no movimento revolucionário de 1817 que estourou no Nordeste.
Tempos depois interpretando o fato, o Barão assim se referiu: “O autor da prisão (de Luís Prates) foi o Gordilho que depois, “por merecimento da sua ignorância”, se tornou Marquês de Jacarepaguá e senador do Império.
Machado chamou a expressão “por merecimento da sua ignorância” uma “bala de estalo” – um artefato que riscando na caixa de fósforo estoura, e que usei muito quando eu era menino na época de São João. A frase, por exprimir o julgamento negativo de uma premiação é realmente um estalo.
Triste é que a ignorância entre os poderosos imperiais atravessou os anos e chegou à República na esfarrapada Democracia que vivemos. Ninguém “ignora” a palavra
Ignorância; é um substantivo feminino dicionarizado como falta de saber, de conhecimentos; a característica de quem não tem informação ou não está a par do que se passa à sua volta.
O povão na sua inteligência ampliou o conceito de ignorância para boçalidade, estupidez, grosseria e rudeza. Num dos meus últimos artigos fui criticado por citar como exemplos da decadência cultural no Brasil a intelectualidade eleita pela mídia, e a composição da Academia Brasileira de Letras e do Supremo Tribunal Federal.
Respondo à crítica através deste artigo que é lido por milhares de seguidores no Twitter e no Facebook. Julgo com a sabedoria dos antigos gregos que nos legou uma lição do grande Aristóteles: “o ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”; isto basta para reafirmarmos minha menção aos “novos intelectuais”, “novos imortais” e novos “ministros togados”.
Como a “ignorância e a arrogância são duas irmãs inseparáveis, com um só corpo e alma” no dizer de Giordano Bruno, nós as encontramos como uma atração fatal dos fascistóides lulopetistas.
Haveria um exemplo maior de ignorante do que o pelego Lula da Silva, embora driblando a opinião pública com a astúcia e os ardis de pelego escolado na política sindical? E que, através dele, também tivemos na Presidência “por merecimento da sua ignorância” Dilma Rousseff, que foi defenestrada do cargo, mas continua a divulgar – sem o menor acanhamento – o seu besteirol de “work alcholic”.
Consideramos, também, a estupidez da fração populacional brasileira que se revela cega e faz ouvidos moucos às revelações sobre Lula e Dilma. Chega a 30% da população, incluindo pessoas que ocupam posições de relevo social.
Registram-se artistas, jornalistas, professores e até escritores, assumindo a ignorância ao defender o lulopetismo como se fora socialismo, e confundindo o narcopopulismo como finado stalinismo. Desconfia-se que é por interesse. Fala-se que é mercenarismo. Seja como for, fingidores ou não, travestem-se de ignorantes.
Dizem, também, que muitos destes surfistas da ignorância política o fazem por vaidade, repetindo como papagaios as palavras-de-ordem dos chefetes partidários para atrair holofotes.
Esta versão me agrada, por que os psicólogos dizem que a ignorância está sempre pronta a admirar-se a si própria, e parece ser o diagnóstico correto para os seguidores do Partidos dos Trabalhadores e suas linhas auxiliares…
A MAÇÃ
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O pecado original não foi a maçã que Eva comeu, foi achar que Adão precisava compartilhar exatamente o que ela havia experimentado” (Paulo Coelho)
Não tenho certeza e a “pesquisa Google” não contém, mas dizem que foi o grande Isaak Newton, o pai da Lei da Gravitação Universal, o autor da frase: “Física, liberta-me da metafísica”, que exclamou depois que uma maçã lhe caiu na cabeça.
Newton foi astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês, mas é mundialmente reconhecido como físico e matemático; e a estória da maçã, que muitos julgam ser fantasia, foi divulgada por Voltaire em seu “Ensaio Sobre Poesia Épica” e confirmada por John Conduitt, que trabalhou com Newton e era casado com uma sobrinha dele.
Eu acredito piamente que Newton teve o primeiro pensamento sobre o sistema de gravitação ao ver uma maçã cair da árvore quando caminhava em seu jardim, mas a frase “Física, liberta-me da metafísica” é duvidosa, por que não é tão genial como a lei da física batizada com o nome dele.
Vem de longe a ideia. Os filósofos da Grécia antiga já classificavam a ciência com três vertentes: Física, a Ética e a Lógica, divisão que consideravam de acordo com a natureza das coisas, e, para lhe completar resta apenas determinar com exatidão as subdivisões necessárias.
Immanuel Kant em defesa da ciência escreveu que “pode-se denominar empírica toda filosofia que se apoia na experiência científica”, mas distinguiu com a sua Lógica, que a visão filosófica se limitando ao pensamento, deverá ser considerada como Metafísica.
Completou este entendimento com a ideia de uma dupla metafísica: uma Metafísica da natureza e uma Metafísica dos costumes. Não sei aonde se enquadra a Maçã como a fruta responsável pela expulsão de Adão e Eva do paraíso no conceito da Metafísica da Natureza…
No Livro da Gênesis, a Bíblia traz que “Adão e Eva foram expulsos do paraíso por comerem “o fruto da árvore que está no meio do jardim”, não menciona que o fruto proibido era a maçã; isto foi herdado das antigas religiões que a representavam como perigosa causadora de confusão, discórdias, pecados, quebra de tabus e rebeldia.
Temos na mitologia grega a deusa Eris usando a maçã para provocar a guerra de Tróia, e o nórdico deus Loki que usando as maçãs da deusa Iduna derrubou os deuses do santuário de Asgard. Acho até que vem dessas lendas a tentação de Branca de Neve para morder a maçã que a bruxa má lhe ofereceu.
Nos dias atuais pouco importa aos pregadores das tradições judaico-cristãs que era indeterminado na Bíblia o fruto proibido no paraíso, fosse banana, pera ou uva. Eles insistem em dizer que o fruto proibido era a maçã…
Os agitadores patológicos, como o ditador Maduro e seus seguidores brasileiros, se aproveitam disso para combater os Estados Unidos usando a cidade de Nova Iorque como um centro satânico, a “Grande Maçã”. Entretanto, o apelido “Big Apple” dado a Nova Iorque, é elogioso, lembra a oportunidade de todos de comerem às custas dela…
Quando escrevia no New York Morning Telegraph, o escritor John Fitzgerald creditou o apelido aos jóqueis e treinadores que aspiravam os prêmios patrocinados pela prefeitura nova-iorquina nas corridas do hipódromo.
Mais tarde, no final dos anos 20 e início dos anos 30, também os músicos de jazz começaram a referir a Nova York como “The Big Apple” por que ali é que os músicos e artistas ganhavam dinheiro.
Não pensam assim dos portadores dos neurônios degenerados do bolivarianismo, eles preferem à Nova Iorque, a maçã podre das ditaduras cubana e venezuelana…
ALIENAÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Eu só pediria licença para lembrar que os alienados são precisamente os que têm uma ideia fixa” (Mário Quintana)
É insuportável a gente ouvir o pelego Lula da Silva dizer que ‘o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário’, e que a tributação deve recair sobre os “ricos”. É uma cretinice um pouco menor do que a da revista IstoÉ ao dar espaço para este cretino.
Lula, que governou o País durante 14 anos, intervindo pessoalmente ou manipulando o seu fantoche Dilma Rousseff, em vez de taxar os ricos como diz agora, deu aos banqueiros a melhor época da sua história, com lucros extraordinários.
Outro exemplo mais do que perfeito da ação governamental lulopetista foi a criação de um grupo de bandidos travestidos de “capitalistas nacionais”, muitos dos quais encontram-se presos ou emaranhados em acusações de práticas corruptas.
Embora seguindo na minha atividade jornalística a lição de Eduardo Galeano, procurando “uma linguagem sem solenidade que permita pensar, sentir e se divertir, nada habitual nos discursos de esquerda”, obrigo-me a mergulhos acadêmicos para discutir com autodenominados intelectuais que ainda defendem Lula.
Falar de “alienação” exige a fuga do coloquial. Vem do latim, alienatione, substantivo feminino. Define-se dicionarizadamente como alheamento, anulação da personalidade individual e até perturbação mental e loucura; juridicamente é a transferência para outra pessoa de um bem ou direito.
Um professor culto ensinaria que “A alienação é a diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar ou agir por si próprios”. Isto, como verbete, só foi registrado pelos dicionários filosóficos do século passado…
Entretanto, como se vê na origem etimológica latina, a palavra já era conhecida e usada em vários sentidos. Impôs-se na antiga Grécia com a pregação de Heráclito sobre as relações humanas com o Logos, e Platão interpretando o mundo natural…
Foi o pensador Hegel que firmou o seu emprego filosófico e foi adotado sem reservas pelo pensamento mundial. Marx apropriou-se do termo, dando-lhe um significado exclusivamente político, enquanto os hegelianos encontram versões de alienação de desalienação até na idolatria e no Velho Testamento, base das religiões judaico-cristãs.
A aplicação filosófica de alienação impera a partir da Idade da Razão, aplicada pelos teóricos do Contrato Social, trazendo com Rousseau e Montesquieu sua definição correta.
Nem mesmo os povos do chamado primeiro mundo se educaram socialmente para evitar a alienação e chegar à desalienação. Nos terceiro e quarto mundos, nem mesmo a elite intelectual libertou-se de crendices alienatórias e, no Brasil, com a sua sociedade originariamente dividida, foram tímidos os avanços para a libertação mental.
Uma Nação sofrendo os traços civilizatórios de um feudalismo atrasado que os portugueses nos trouxeram, e a miscigenação com povos autóctones na Idade da Pedra Polida e migrantes escravizados animalescamente, explica o nosso atraso social, político e econômico.
A dita “intelectualidade brasileira” – empobrecida de valores autênticos nos últimos anos – aplica os termos alienação de duas maneiras: ou interpretando o marxismo de a-politização, ou incriminando os desajustes sociais. Seus interlocutores omitem a incapacidade coletiva de adaptação ao sistema político degenerado e decadente.
Não exagero: Vejam a composição atual da Academia Brasileira de Letras, do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Por si, seus membros são incapazes de reverter o retardamento cultural que impede o desenvolvimento do País.
Não chegamos aonde deveríamos ter chegado, por causa da alienação. E a justificativa é simples: Os indivíduos só se libertarão por si próprios da auto alienação através da educação, tornando-se livres, criativos e produtivos. Sem cotas, nem bolsas…
A RODA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças” (Charles Darwin)
Em conversa com o meu filho Maurício falei-lhe de um interessante documentário que assisti sobre as grandes descobertas da humanidade, registrando que em primeiro lugar foi a Teoria da Evolução de Charles Darwin. Afeito à discussão, Maurício disse que na opinião dele a maior descoberta foi a invenção da roda…
Embora os passos da civilização distingam teoria e prática, o domínio da natureza pela invenção da roda foi na verdade um salto gigantesco na trajetória do desenvolvimento tecnológico do ser humano.
Os estudiosos do assunto ainda não chegaram à época do emprego da roda. Há quem fale do seu uso já no Neolítico, dando início à Idade do Bronze. Outros, menos ousados, calculam em 6.000 anos a.C. e, comprovadamente pela Arqueologia, ocorreu cerca de 3500 a.C. na antiga Suméria.
Seu múltiplo uso foi na cerâmica, na fiação e o mais importante como roda de água movida por bois. Inicialmente eram feitas com três tábuas presas por suportes em forma de cruz, e a tábua central possuía um furo natural no nó da madeira.
Em torno de 1500 a.C., a roda com raios surge na Mesopotâmia e foi utilizada em carros de guerra que se espalharam pelos países, e os egípcios dominaram a sua tecnologia, com rodas de quatro raios, bastante leves. Diz-se que ao mesmo tempo, na China, a roda também esteve presente em veículos de duas rodas, as “bigas”, que os romanos vieram a adotar, na guerra e em corridas esportivas.
A História Antiga nos traz uma curiosidade: as civilizações pré-hispânicas nas Américas que edificaram templos magníficos, pirâmides que se rivalizavam com as egípcias e observatórios astronômicos superiores aos da Babilônia, desconheceram o uso do ferro, da roda, do arado e do transporte por animais.
Passeando nos caminhos históricos chegamos à Grécia e à Roma, onde a roda d’água evoluiu para o moinho hidráulico e daí, para o moinho de vento, foi um pulo que permitiu o grande avanço veio na Idade Moderna.
Os princípios dinâmicos da roda se casaram com as antigas experiências da pressão do vapor na velha Grécia, renascendo mais de mil anos depois com a máquina térmica do físico francês Denis Papin.
Nos fins do século 17 surgiu a primeira máquina a vapor de interesse industrial criada por Thomas Savery, um engenheiro militar inglês, e esta atualizou-se dez anos depois com uma nova máquina térmica à explosão sem risco.
Assim nasceu a Revolução Industrial, cuja velocidade – principalmente em períodos de guerra – chegou ao radar, ao computador, à Era Atômica, aos foguetes e a ida do homem ao cosmos.
A roda contribuiu enormemente do ponto de vista prático; para a humanidade, mas na minha opinião de apaixonado pela Teoria da Evolução, vejo justiça boa e perfeita em elegê-la como a maior descoberta para a inteligência humana, trazendo a mesma libertação que Galileu nos legou na Astronomia jogando no lixo o sistema geocêntrico.
Darwin derrubou as lendas das religiões antigas e a fantasia de Adão e Eva do sistema judaico-cristão. Temendo enfrentar a Igreja Anglicana, levou mais de 20 anos para publicar seu livro, prefaciando-o com a afirmação de que “o homem ainda traz em sua estrutura física a marca indelével da sua origem primitiva“.
Cem anos após a morte de Darwin, o professor Isaac Asimov, um dos maiores escritores de ficção científica, enfrentou a ortodoxia norte-americana escrevendo sobre a Teoria da Evolução: “Os criacionistas fazem com que uma teoria pareça coisa inventada depois de se beber a noite inteira”
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