Arquivo do mês: maio 2008

Abrindo aspas para Eliane Cantanhêde

Paulos e Paulinhos

O brasileiro Paulo Vieira dos Santos saía da casa da namorada, numa favela no Rio, deu de cara com um daqueles tiroteios banais do dia-a-dia e, perna, para que te quero? Voltou correndo. Foi agarrado pela polícia, algemado com quatro bandidos e ostentado como troféu para a imprensa. Paulo é filho de pedreiro e empregada doméstica, tem 22 anos, começou a trabalhar aos 14 como ajudante de obras e é frentista de posto de gasolina. Tem endereço fixo, emprego, família, namorada e nunca teve ficha na polícia.

Qual foi o seu crime? O de ser pobre, talvez “negão”, quem sabe “baiano”, provavelmente “paraíba”. Um qualquer, enfim. Dessa gente de QI baixo, que só sabe tocar berimbau porque tem uma corda só, como nos ensinou o dr. Antônio Dantas, do alto de sua cátedra na Universidade Federal da Bahia. Essa gente tão burra, mas tão burra, que acorda de madrugada, enfrenta ônibus lotados e em péssimo estado e sobrevive (ou não) a balas perdidas, mas certeiras. Não estuda, como o doutor. E ganha uma ninharia, como milhões neste país.

Esperto mesmo, com um QI nas alturas, é um outro Paulo, o Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, deputado federal e presidente do PDT em São Paulo, investigado pela PF sob suspeita de receber R$ 325 mil para intermediar uma bolada do BNDES para a prefeitura de Praia Grande (SP).

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Leonardo Moura se diz pronto para fazer história no Flamengo

O Fluminense está fora da final, mas está torcendo e muito para o Botafogo. Isso porque, caso o Rubro-Negro vença o Alvinegro hoje, empatará em número de conquistas do Campeonato Estadual com o clube das Laranjeiras (30 títulos). Leonardo Moura está pronto para tornar este sonho do clube da Gávea em realidade. “Isso seria muito importante, pois entraríamos para a história do Flamengo.

Daqui há 10, 20, 30 anos, nossos fotos poderão estar lá na galeria, o que é muito gratificante”, disse. O lateral-direito é um dos trunfos do técnico Joel Santana para o encontro de hoje, às 16h, no Maracanã. Leonardo Moura está ciente da responsabilidade que carrega nos pés.

“Tanto eu quanto o Juan (lateral-esquerdo) estamos tendo um papel muito importante nas jogadas ofensivas. Espero que possamos repetir o bom desempenho”, encerrou.

Fonte: Uol Esportes

Embarcação afunda no Amazonas com 80 passageiros; 10 mortes foram confirmadas

Um barco chamado “Comandante Sales” com aproximadamente 80 pessoas a bordo naufragou às 5h30 deste domingo no Rio Solimões, a 50 milhas náuticas de Manaus, no Amazonas. A marinha local já confirma 10 mortes.As pessoas vinham de uma festa regional que aconteceu no sábado na comunidade Largo do Pesqueiro, em Manacapuru, que fica situada na região central do estado, a 70 quilômetros da capital. Conforme informações da assessoria de comunicação do 9º distrito naval, que responde pela região amazonense, o acidente ocorreu bem próximo ao local da comemoração.

A princípio, pescadores que saíam para trabalhar na madrugada perceberam o naufrágio e auxiliaram no resgate.O tentente do distrito, Lenilton Araújo, disse à reportagem do UOL que a Marinha já enviou um navio patrulha fluvial chamado “Amapá”, com cerca de 60 pessoas a bordo, além da capitania dos portos que também vai auxiliar na busca por sobreviventes.
“Os dados ainda estão sendo confirmados, pois as informações que chegam da região são bastante imprecisas e contraditórias. Mas a Marinha ainda vai checar se o barco era fretado, se possuía licença para navegar e regularização do piloto”, afirmou.

Em seu blog, o jornalista Raimundo Holanda apresenta uma entrevista com Francimar Evangelista Pereira, 25, um dos sobreviventes do naufrágio. Segundo ele, o “barco bateu em alguma coisa e virou”.”Foi como um carro que bate e capota. Ele capotou”, disse Pereira.
“Fui jogado para fora. A sorte é que caí na água e não me bati. Uma lancha passava e me recolheu com mais oito pessoas que tiveram muita sorte”. De acordo com Pereira, além das pessoas salvas pela lancha, outros dez passageiros foram resgatados por outra embarcação.

Não existem dados ainda de como estava o clima em Manacapuru no momento do acidente, entretanto, o distrito naval informa que em Manaus chovia bastante no horário. Mas as condições do rio Solimões nas proximidades de Manacapuru são consideradas boas.”O rio Solimões nesta área é bastante navegável e tranquilo, principalmente nesta época do ano que está em cheia”, diz Araújo. Neste ano, este é o segundo acidente do tipo na região. Em 21 de fevereiro, a embarcação “Almirante Monteiro” afundou no município de Itacoatiara, com cerca de 90 pessoas a bordo, deixando 16 mortos.

Fonte: Uol News

Ouça o comentário de Arnaldo Jabor sobre o 1º de maio,
pela rádio CBN.

Clique aqui para ouvir O povo grita: Viva o 1º de maio! Que pena.

Charge do Fausto

Fonte: chargeonline.com.br/Fausto

Relembrando Noel

Noel e os Tangarás

Ópera ‘perdida’ de Vivaldi é reencenada após 278 anos

Uma ópera do compositor italiano Antonio Vivaldi, que ficou por muito tempo perdida, foi encenada neste sábado pela primeira vez em 278 anos, na cidade de Praga, na República Tcheca.
A ópera Argippo foi escrita em homenagem à capital tcheca e havia sido encenada pela primeira vez na cidade em 1730.

Mas a ópera – uma história de “paixão, amor e trapaça” na corte de um marajá indiano – desapareceu depois disso sem deixar pistas.

A maior parte da peça foi descoberta na Alemanha por Ondrej Macek, um jovem músico tcheco apaixonado por procurar músicas raras e que completou as partes que faltavam.

Informação

Tudo o que ele tinha no início era um livreto original da noite de estréia e a informação de que o grupo de músicos italianos que encenou Argippo em Praga depois mudou à Alemanha.

“Eu descobri que em 1733, três anos após a estréia, o grupo italiano apareceu em Regensburg. Eles haviam sido convidados a ir para lá depois que o teatro em Praga pegou fogo”, disse.

“Imaginei que os italianos poderiam ter levado algo com eles, e tive sorte de encontrar uma coleção musical anônima com vários compositores e que também incluía árias de Argippo.”

Apenas cerca de dois terços das partituras sobreviveram aos séculos, então Macek usou outras árias de Vivaldi para complementar os textos, totalmente preservados.

Fonte: BBCBrasil.com

HISTÓRIA – há 71 anos…

04/05/1937 – Adeus ao poeta da Vila

O morro está de luto. Morreu Noel Rosa, o sambista de Vila Isabel.

Para a música popular, o querido compositor representava uma personalidade e tanto. Noel de Medeiros Rosa nasceu no dia 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, em parto difícil.
Os médicos usaram o fórceps, que acabou afundando seu maxilar, causando-lhe uma paralisia parcial no lado direito do rosto. Foi responsável pela união do samba do morro com o do asfalto.

Criado em Vila Isabel, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música.
Suas composições nasceram aos pés da Baía de Guanabara.Entrou para a faculdade de medicina, mas logo abandonou o curso para ingressar na vida artística, em meio ao samba e às noitadas regadas a cerveja. Noel, sem diploma, catava ritmos nas ruas, vasculhava cadencias nos morros da cidade e com essa materia prima tecia a sua música, que constituía a delícia da cidade, o embalo da população.

Em 1929 nasceu o seu primeiro samba, Com que Roupa?, que se transformou no grande sucesso do carnaval de 1931. Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor. Noel morreu com apenas 26 anos, em conseqüência da tuberculose que o perseguia em sua vida de boemia.

Deixou mais de 100 músicas nas quais exaltava seus amores e a vadiagem, fazendo da Vila Isabel um reduto do samba. A Vila desceu para conduzir Noel para o repouso eterno. Ele foi o seu intérprete e morreu como um sambista deve morrer: cantando com o ritmo na boca, abafando o seu último suspiro.

Fonte: CPDoc/JB

Montevidéo – Uruguai

 

FRASE DA VEZ_2/4

“Estão instalando malocas onde não existem e distribuindo gado aos índios para, daqui a alguns anos, alegarem que essa terra sempre foi indígena”.

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, general comandante do Exército na Amazônia