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Artigo saído n’ O Jornal de Hoje (Natal/RN)
Os cães ladram e a caravana passa
Miranda Sá (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
O simpático picareta Ibrahim Sued, personagem da história do jornalismo brasileiro como pioneiro do colunismo social, jamais comprava uma briga com quem quer que fosse. Quando era (ou se sentia) agredido, particularmente por colegas da imprensa, a sua reação era fechar a coluna com o ditado árabe “Os cães ladram e a caravana passa”.
Ainda menino – leitor de pelo menos quatro jornais da época, Diário de Notícias, Correio da Manhã, Tribuna Popular e O Globo – encontrava neste último o dito de Ibrahim, evocando os contos de Malba Tahan, pseudônimo do professor de matemática Mello e Souza, contista e escritor, que encantou a minha geração com o livro “O Homem que Calculava”.
Fileiras indianas de camelos sombreando o por do sol no deserto, dirigiam-se ao oásis mais próximo para acampar num agitado caravançará. Essas eram as imagens gravadas na minha memória fazendo sentir-me um beduíno ouvindo o ladrar de cães ao longe, sem me incomodar com isso.
Passados muitos anos, latidos insignificantes ressoam nos blogs politiqueiros a serviço do poder federal, tentando insultar-me e a outros jornalistas independentes que escrevem n’ O Jornal de Hoje. Quero deixar claro aos depreciadores da liberdade de expressão que ouço de longe o seu ladrar, enquanto passa a caravana da oposição democrática.
As notas e comentários a meu respeito – sempre a serviço do PT-governo – não fazem mais do que fizeram o Dops, SNI e serviços secretos das forças armadas. Fichas com o meu nome nesses órgãos de espionagem não seriam diferentes nesta República dos Pelegos, onde dirigentes do governo e do partido fazem dossiês entre si… O que dá para imaginar como tratam os adversários políticos…
Como sempre, os comentaristas oficiosos que me atacam inclinam-se para a mentira – no mínimo, para a omissão da verdade. Os (poucos) leitores dos meus artigos e que acompanham o meu Blog, são pessoas esclarecidas e bem informadas; sabem que recuso cair na semi-ilegalidade dos que temem perseguições e até a morte.
Combato o PT-governo e o lulo-petismo, mas não distorço a realidade. Será difamação denunciar a aliança odiosa e desprezível com os conservadores e os corruptos do partido que propunha renovar o Brasil política, econômica e espiritualmente? Será injúria combater a falsificação sistemática da História?
De uma coisa tenho certeza: os que desdenham da minha atividade jornalística não sabem, na sua ignorância, que estão se dissolvendo no pântano do seu partido. A História nos ensina que quando uma classe, subclasse ou corporação conquista o poder sem estar preparada para isso, renega a sua origem, deturpa os seus princípios e perverte a ideologia dos primeiros tempos.
Procuro com os meus artigos manter a coerência e o estudo da realidade dos fatos. Pretendo nos meus artigos fazer uma análise histórica conjuntural, sem me envolver pessoalmente. É por isso que tenho a certeza de que a História vai capitular a Era do Lulo-Petismo como a restauração da política dos coronéis – que estava em ruínas –, e pela institucionalização da roubalheira em nome da governabilidade.
Confiante no futuro sinto-me impedido de negacear o que vejo e o que sinto. Não posso esconder que a administração pública federal está aparelhada partidariamente com incapazes e incompetentes que se deleitam no culto da personalidade de Lula da Silva, transformando-o em arquétipo do inconsciente coletivo obreirista, teoria ilusória de intelectuais pequeno burgueses defensores da superioridade organizacional dos operários no movimento socialista.
Não respeito os mercenários, mas tenho pena dos iludidos; sei, porém, que uns e outros são da mesma família dos canídeos, cachorros, lobos, coiotes e chacais que ladram enquanto a caravana passa.
Ideli admite que saúde deverá ter novo imposto
Tributo deve ser ‘adequado à conjuntura econômica’, diz a ministra; governo espera aprová-lo em 2012
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) admitiu, em entrevista ao Estado, que o governo ainda quer a criação de um imposto para financiar investimentos em saúde no País e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. “O governo tem clareza de que precisa de novas fontes para a saúde. Nós já colocamos o dedo na ferida”, disse Ideli. Projetos de lei que criam base de cálculo para uma nova versão da CPMF poderão ser resgatados. A ministra afirmou, porém, que nada sairá neste ano porque tributos assim precisam ser
“adequados à conjuntura econômica”. “Não se pode trabalhar desonerando de um lado e onerando de outro.” Embora 2012 seja ano eleitoral, Ideli acredita que não haverá problema em discutir o imposto: “Os governadores acham, e nós concordamos, que o principal tema da eleição será a saúde”. (Estadão)
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Primeiras páginas_26.set.11
O GLOBO – Vídeo oficial esconde sessão-fantasma na CCJ
FOLHA DE SÃO PAULO – Maioria do Senado veta nova taxa para a saúde
CORREIO BRAZILIENSE – Meningite deixa O DF em alerta
O ESTADO DE SÃO PAULO – Ideli Salvatti: ‘A Saúde vai ter um novo imposto’
ESTADO DE MINAS – Temer diz que não há entraves entre PT e PMDB
ZERO HORA – Oito anos depois, 86% dos beneficiados seguem presos ao Bolsa-Família
VALOR ECONÔMICO – Despesa cresce 82% no governo federal
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Uso irregular do FAT na mira de tucano
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Dalva de Oliveira – Tudo acabado
http://youtu.be/Q85weYdO-UE
Tudo Acabado
Tudo acabado entre nós, já não há mais nada
Tudo acabado entre nós hoje de madrugada
Você chorou e eu chorei, você partiu e eu fiquei
Se você volta outra vez, eu não sei
Nosso apartamento agora vive a meia luz
Nosso apartamento agora já não me seduz
Todo egoismo veio de nós dois
Destruimos hoje o que podia ser depois
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Ministério do Trabalho vira balcão do PDT
Lupi pôs dez dirigentes do partido na direção da pasta, que financia entidades ligadas a centrais sindicais
O Ministério do Trabalho sob a gestão de Carlos Lupi transformou-se numa espécie de anexo do PDT, seu partido. Lupi mantém dez integrantes da executiva nacional da legenda em postos de comando da pasta. O tesoureiro do partido, Marcelo Panella, foi chefe de gabinete de Lupi até o início do mês passado, auge da faxina ministerial. O ministro confirmou que a filiação deles pesou na nomeação, mas disse que os cargos são de “livre provimento” – ou seja, podem ser preenchidos como Lupi bem entender. Presidente licenciado do PDT, o ministro mantém reuniões políticas durante viagens oficiais. Ele negou que uma atividade interfira na outra, porque as reuniões são feitas “após o horário do expediente”. Entidades vinculadas a centrais sindicais impedidas pelo Tribunal de Contas da União de receber dinheiro público levaram R$ 11 milhões do ministério só neste ano. (Estadão)
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Primeiras páginas_25.set.11
O GLOBO – STF decidirá sobre Ficha Limpa em outubro
FOLHA DE SÃO PAULO – Má gestão coloca em risco legado da Copa
CORREIO BRAZILIENSE – Justiça vai leiloar mansão de Durval
O ESTADO DE SÃO PAULO – Ministério do Trabalho vira balcão do PDT
ESTADO DE MINAS – Hospitais fecham portas para crianças
ZERO HORA – O quilombo que pode gerar novos sem-terra
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Preço dos serviços puxam a inflação
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Louis Armstrong – C’est si bon
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artigo
Luta permanente e ininterrupta contra a corrupção
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
O movimento popular, nacional e espontâneo contra a roubalheira generalizada que inunda a administração pública, conquistou um grande aliado, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, um dos tripés da democracia e da nacionalidade.
A CNBB divulgou uma nota de apoio e solidariedade aos protestos contra “a corrupção e a impunidade, que corroem as instituições do Estado”, que tem levado milhares de pessoas às ruas desde o feriado do 7 de setembro.
Ao anunciar o manifesto, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, enaltece a vigilância sócio-política da sociedade e lamenta que “talvez em nenhum momento tenhamos tido uma dificuldade tão grande com a questão da corrupção”.
A beleza democrática da forma como a CNBB se incorpora à insurreição indignada das frações mais esclarecidas do povo brasileiro coincidiu com a vergonhosa defesa da bancada do PT na Câmara de uma nova CPMF. Os lulo-petistas foram mais realistas do que a rainha Dilma, que recuou no ensaio de apoio ao tributo, diante da revolta geral.
A presidente estava certa como se viu no resultado da votação na Câmara, onde o PT se isolou derrotado na proposta da criação da CSS que teria um efeito pífio no levantamento de verbas para a Saúde.
O Partido dos Trabalhadores, renegando a sua origem e traindo os seus princípios, prefere extorquir o contribuinte, que paga os mais altos impostos do mundo, do que investigar os desvios de verbas orçamentárias seja pelo uso indevido dos governantes, seja pela incompetência dos administradores, seja por escorrer nos ralos da corrupção.
É o que se vê num relatório governamental, levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostrando que em 2009, vários estados não investiram o mínimo de 12% de suas receitas na Saúde.
São dez as unidades da Federação que não aplicaram cerca de R$ 2 bilhões no setor, tão deficiente no atendimento da população, e o que mais prejudicou os necessitados foi o Rio Grande do Sul, que destinou para a área apenas 5% de sua receita. E o Rio Grande do Sul é governado pelo PT.
Digamos que houve uma má aplicação dos recursos e não o roubo que se viu nos ministérios dos Transportes, no Turismo e na Agricultura. Mas não é difícil tirar uma ilação sobre o fato, baseado em exemplos pontuais que se multiplicam Brasil afora.
E a roubalheira virou uma instituição, uma política de Estado batizada com o nome ridículo de “governabilidade”. Esta insensatez assegura a impunidade dos ladrões do dinheiro público, que, segundo o padrinho Lula, precisam ter “casco duro” para enfrentar as denúncias que veem do jornalismo investigativo.
Lula, “capo de tutti capi” da máfia de pelegos, “consultores” e lobistas, que assumiu e mantém o poder através de verdadeiros estelionatos já tem um Plano “B” para renovar as promessas e enganar mais uma vez o eleitorado brasileiro.
Diante das perspectivas abertas pelas eleições municipais do próximo ano, o quartel- general dos “cascos duros” traça planos para dominar as capitais dos principais estados do País, e é São Paulo a jóia mais cobiçada por eles. Para Sampa, Lula já lançou o seu candidato, Fernando Haddad, cuja maior credencial é ser um “cara nova”.
“Cara nova” para o eleitorado desinformado, porque Haddad já percorreu muitos quilômetros na estrada da pelegagem. É um teóricos (junto com Marilena Chauí) do obreirismo e o consequente culto da personalidade de Lula. Junto aos cofres públicos, exerceu cargos no governo de Marta Suplicy e por ela indicado para ministro de Lula que, por sua vez, impôs-lhe a Dilma.
A única novidade é que o ex-economista e filósofo, ex-secretário e ex-ministro Fernando Haddad nunca disputou votos. É um poste que nem Dilma, que Lula elegeu a pesados custos para o País.
A criatura (Haddad) vira-se contra a criadora (Marta) instigado por Lula e facilitado pela colega sem-votos Dilma, que quer facilitar a sua vida fazendo do peemedebista Gabriel Chalita, ministro.
O PT paulista é, sem dúvida, politizado pelo exercício da democracia interna; mas o PT paulistano é dividido entre “senhores da guerra” e vai precisar de muito “apelo” para queimar a senadora Marta e os deputados Gilmar Tanto e Carlos Zarattini, pré-candidatos.
O que vai sobrar para os eleitores paulistanos é a vigilância, na luta permanente e ininterrupta contra a corrupção.
Carga total de tributos volta a subir em 2010
Governo arrecadou R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 33,56 % do PIB do país
A carga tributária voltou a crescer no ano passado, transferindo para os cofres do governo federal fatia maior das riquezas do país.
Estudo divulgado ontem pela Secretaria da Receita Federal mostra que tributos recolhidos pelos três níveis de governo em 2010 somaram R$ 1,2 trilhão – 33,56% do PIB. Em 2009, a carga tributária havia atingido 33,14% do PIB.
Trabalho do economista José Roberto Afonso sugere que o aumento foi maior. Segundo ele, o total de impostos das três esferas de governo soma 35,16% do Produto Interno Bruto do país, se a conta incluir royalties do petróleo e outros tributos.
O pico da carga tributária foi atingido em 2008, com 35,5% do PIB. (Folha de SP)
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Direção da Câmara acha normal sessão-fantasma
CCJ aprovou 118 projetos, em 3 minutos, com um só deputado no plenário
Diante da revelação, pelo Globo, de que a Comissão de Constituição e Justiça aprovou 118 projetos em três minutos e com apenas um deputado presidindo e outro no plenário, a presidência da Câmara ontem defendeu a sessão-fantasma, argumentando que o regimento não proíbe que isso ocorra. Como os 35 deputados tinham assinado presença e ido embora, foi considerado que havia quorum. O deputado Cesar Colnago (PSDB-ES), que comandou a sessão relâmpago, também se defendeu com base no regimento, mas admitiu que não é ético votar sem a presença física dos deputados e sem debate. Entre os que assinaram e foram embora, da bancada do Rio, estão Anthony Garotinho (PR), Eduardo Cunha (PMDB), Brizola Neto (PDT) e Hugo Leal (PSC). (O Globo)
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