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Importação de médicos e/ou Falência da Medicina no Brasil
Miranda Sá, jornalista profissional (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
É precise que se fale, comente, analise e opine sobre o anúncio da importação de médicos cubanos para atuar no interior do Brasil; aliás, encabulado por ter dado ‘bandeira’ nos suspeitos conchavos para trazê-los, o PT-governo falou depois em aproveitar esculápios portugueses e espanhóis… Gato escondido com o rabo de fora!
Excluindo aqueles interessados na invasão branca de estrangeiros do território nacional, a opinião pública não aprovou essa medida do PT-governo. Cheira a filiação ao ‘bolivarianismo’, oportunismo eleitoral ou afronta golpista.
Esse modelo adotado pelos ultrapassados defensores da cubanização do Brasil com o argumento de cobrir a falta de clínicos nas cidades do interior, é falacioso.
Não mascara o sofisma de que a diferença idiomática é um simples empecilho para a adoção dessa política de saúde pública adotada pelo Itamaraty “do B” e não – como deveria ser – pelo Ministério da Saúde, ouvidos os órgãos representativos dos profissionais da área.
Foi o titular do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que se adiantou anunciando a abertura da porteira para entrada dos cubanos, após reunião com o colega cubano, Bruno Rodriguez, em Brasília.
“Abrir a porteira” é bondade. Na verdade, escancará-la, derrubando os limites geográficos que a nossa soberania exige para estabelecer uma fronteira ideológica, a gosto dos pelegos que assumiram o poder em nome de um equivocado “socialismo”.
Isto representa o fim das restrições legais do trabalho de estrangeiros no País, e, o que é pior, arrisca-nos hospedar uma massa considerável de facultativos de duvidosa qualificação profissional.
Registre-se, para apreciar o aspecto técnico que, no ano passado, de 182 profissionais que estudaram em faculdades cubanas e se inscreveram para revalidar seus diplomas no Brasil, apenas 20 foram considerados aptos; e, em 2012, foram 884 formandos dos quais somente 77 foram autorizados a exercer a medicina.
Constata-se que o PT-governo está se lixando para a qualidade dos médicos de exportação. O que se ressalta é o aspecto político, tendo o ministro Patriota (só no nome) dito que a decisão se trata de uma cooperação de grande potencial, atribuindo-lhe valor estratégico.
Não bastasse esse interesse estratégico, proclamado pelo chefe do Itamaraty ‘do B’, ele aduziu tratar-se de uma “clara vantagem” para o País, referindo-se à superioridade da medicina cubana sobre a brasileira. Seria a falência da Medicina no Brasil?
Além desse entreguismo e subalternidade, há o aspecto escravocrata contemporâneo, análogo à mão de obra que os sobas africanos exportaram para o Brasil; os médicos cubanos serão terceirizados para servir ao PT-governo. Como prestadores de serviço, terão contratos de governo a governo, desrespeitando a individualidade desses trabalhadores da Saúde.
Alegra-me que o Conselho Federal de Medicina levante barricadas contra o engenhoso reforço político-ideológico planejado pelo lulo-petismo no poder. A reação dos dirigentes do órgão representativo dos médicos brasileiros – com apoio unânime da categoria – tem um veemente protesto através de Nota Oficial.
O CFM rejeita duramente “qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de Medicina obtidos no exterior sem sua respectiva validação”. E denuncia que a proposta de licenciá-la para contrato provisório é um abuso, estuprando as exigências legais vigentes.
Em verdade se diga que a proposta de suprir a falta de profissionais é uma simulação para encobrir interesses político-partidários. O que um governo sério deveria fazer para atender as regiões mais pobres, seria investir maciçamente nas escolas superiores de medicina e criar condições salariais atraentes para os médicos brasileiros.
Fica clara a suspeitosa origem desse projeto, como diz o médico Carlos Vital, presidente do CFM: “é temerário e traz grandes riscos à população”. Isto, do ponto de vista científico. Pela ótica patriótica e democrática, esse intento é uma dissimulação de interesses eleitorais e/ou golpistas, portanto lesivo aos interesses do povo brasileiro, à Democracia e à Soberania Nacional.
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Diversionismo é tática de agentes do lulo-petismo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
A composição inicial do Partido dos Trabalhadores concebida nos porões da ditadura militar, foi uma salada de diversas tendências. Eram afins por serem oriundas do movimento comunista, mas na chamada ‘luta interna’ eram opostas nas táticas para chegar ao poder.
Eram tendências com a visão imediatista do antigo jesuitismo dos fins justificando os meios, e mesmo se dizendo marxistas, agiam diferente do que Engels aconselhava, ter cautela e paciência, “florescendo com os métodos legais do que com métodos ilegais.”
Dispensando a orientação do velho pensador, dois tipos imediatistas foram majoritários na formação do PT: os pequenos-burgueses intelectualizados e obreiristas (pessoal da USP e religiosos), e os burocratas sindicais (pelegos). Fizeram tudo mas não conseguiram construir um partido à imagem e semelhança dos seus sonhos, tipo comunista internacionalista.
Com esta composição e idéias, o abastardamento político foi inevitável. As tendências minoritárias se desligaram do grupo hegemônico (PSTU, PSOL, PCO, PV e outras). Aí, os então donos do partido, buscaram, para justificar o demagógico ‘socialismo’, parceria, quase fusão, com o PC do B, cujo oportunismo é histórico, após o desmascaramento da policialesca Era Stálin.
Os pecedobistas (seria doloso chamar-lhes ‘comunistas’) emprestaram a marca esquerdista para uso externo do PT, na saga que vem do apoio à Albânia do ditador corrupto Enver Hocha; da tentativa de servirem ao PC chinês, quando, rejeitados, encostaram-se a Cuba e Coréia do Norte para justificar a legenda.
Pelo culto da personalidade do falso operário e pelego da Volkswagen, Lula da Silva, sem dúvida carismático, a dupla PT e PC do B chegou ao poder levando com eles a corrupção endêmica e epidêmica da coisa pública.
Aparelhados na administração federal, os militantes do PT se transmudaram em sanguessugas, aloprados e mensaleiros e, nas ONGs papa-níqueis, os do PC do B.
Para justificar as palavras de ordem pela justiça social inseridas na densidade bilionária da propaganda governamental, a pelegagem mantém uma campanha demagógica, permanente e ininterrupta, para enganar a Nação com promessas fraudulentas. No campo político, estão mais para Maquiavel do que para Marx.
Com o pensador italiano aprenderam a tática de que o ataque é a melhor defesa. Assim, enterram os fracassos econômicos alardeando o populismo das esmolas, escondem a perversão ética com promessas, sempre à frente do calendário atual.
Do herdeiro de Maquiavel, Clausevich, receberam a lição do principal componente da estratégia, a tática, meio de acionar e executar ações para surpreender o adversário e atingir o objetivo desejado.
Vemos agora os ativistas lulo-petistas adotando o diversionismo, para desviar a atenção nacional do que é fundamental, que é o combate à corrupção e preparação de uma ditadura populista pelo PT e seus satélites.
O diversionismo é uma manobra para prejudicar a discussão de um tema, evitando seu debate para desviar a atenção e forçar seu adiamento, até o total esquecimento.
É um recurso para despistar o que ocorre na realidade brasileira, intoxicando, extasiando e enfraquecendo os grupos que não se enquadram na categoria ‘amigo’, para que não se organizem se movimentem e atuem.
Neste momento, lulo-petistas ingressam na Rede Social fingindo-se apartidários ou mesmo oposicionistas, levantando cortinas de fumaça para impedir que se enxergue a corrupção reinante no PT-governo, transparente no Caso Rose, a delituosa atuação da chefe de gabinete da Presidência da República.
Como essas lentes da distorção atuam? Criando uma guerra religiosa, pela eleição consensual do deputado-pastor para a CDH da Câmara Federal, em vez de se preocupar com as antidemocráticas PECs 33 e 37, criadas na CCJC pelos corruptos condenados no STF.
Na tática manobrista dos agentes lulo-petistas, levanta-se como “pontos ideológicos”, briguinhas entre deputados homófobos e homoeróticos em nome de discriminações e preconceitos, inventa-se disputa política entre Dilma e Lula, que são a mesma coisa, e divulga-se divisionismo dos partidos ditos de oposição para debilitá-los.
No Facebook e no Twitter encontramos exemplos transparentes dessas táticas diversionistas dos agentes do lulo-petismo. Sejamos vigilantes para isolá-los e repudiá-los.
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Punição para cúmplices do ‘dimenor’ criminoso
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
Um país que tem como ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, não precisa de natureza hostil nem de perturbações sociais para que a Democracia, sob ameaças, pareça desnecessária. É o que parece querer o PT, seu partido, pretendendo a ditadura.
Ajudam para isso quarenta ministros sem formação, despreparados e omissos, contribuindo para a obesidade da máquina governamental.
Entre os ‘companheiros’ desarrumados e incompetentes, Cardozo, toda vez que abre a boca, alinha-se entre os mais insignificantes, depreciando a pasta da Justiça, que deveria ser uma das mais importantes para a harmonia republicana.
As duas últimas cretinices desse prócer lulo-petista ofendem a inteligência brasileira: argumentando contra a redução da maioridade penal, justificou que era contra, para “evitar o risco de sobrecarregar os presídios”. O outro raciocínio dele deixa-nos assombrados, temendo o que possa acontecer neste País. Cardozo disse, com todas as letras, que “a redução da maioridade penal só favorece o crime”.
A mesquinhez de se preocupar com a ocupação das prisões é típica do obreirismo pequeno-burguês paulista. Explica-se. Mas o raciocínio de que a punição de criminosos jovens beneficia o crime, confunde qualquer juízo, até dos iletrados fanáticos do lulo-petismo.
Com isso, o ministro Cardozo torna-se cúmplice da criminalidade exercida pelos ferozes pivetes, acalentados pela impunidade. Isso, no momento em que a Câmara Federal discute mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Com esse desvairado representante do 1º escalão do Governo Dilma, os profissionais dos direitos humanos – os ‘direiteiros” – e a hipocrisia de religiosos políticos (ou seriam políticos religiosos?) se acumpliciam também à bandidagem.
O que se devia fazer era adaptar o ECA aos novos tempos, sincronizando a lei com a realidade que lhe cerca, enterrando para todo o sempre os marcos conflitantes da legislação vigente, cópia de papel carbono do caduco Código Penal de 1940.
Hoje, com os novos costumes, um jovem de 14 anos não é o mesmo dos anos 40 do século passado. Conquistou o direito de tornar-se eleitor e votar em presidente da República. Na intimidade das suas opções sexuais, tem a prerrogativa de manter relações físicas com adultos sem que isso seja considerado estupro presumido.
Dessa maneira, a legislação setentona que perdeu a razão no tempo e no espaço, presume que aos 16 anos a pessoa não tenha capacidade mental de discernimento, de optar pelo certo ou errado e de enveredar pela delinqüência por ingenuidade.
Não é a mesma coisa nos dias atuais. Defender-se a impunidade de bandidos adolescentes, sob argumento de desconhecerem as regras da convivência social, a obediência às leis e o respeito pela vida humana é uma cumplicidade criminosa.
Eu sou radical: Quem perdoa a delinqüência do ‘dimenor’, seja em nome do que for, é cúmplice dela. É elementar que com a impunidade, os jovens criminosos se sentem seguros seguindo a senda do crime. Só não vê isso a claque do retorcido “politicamente correto’ e da demagogia político-religiosa.
Continuo – e não estou sozinho – defendendo a tese da tipificação do crime, independentemente da idade, sexo ou classe social do violador das leis penais. Do pequeno furto ao latrocínio, o atalho das infrações penais só pode ser corrigido pelo castigo.
Sou de um tempo em que a vadiagem era punida. Hoje, ser vadio é um status defendido pelos desgovernos e seus sustentadores corruptos. Estes incitantes da anti-social vagabundagem são políticos cuja preocupação é enriquecer a custa do Erário, mesmo com as mãos sujas de sangue inocente.
Do vagabundo ao ladrão e do ladrão ao latrocida, os infratores são enaltecidos nesta infeliz República dos Pelegos, incentivadora dos criminosos juvenis, sob o véu da hipocrisia.
Os pelegos no poder, de amoralidade assumida, são cúmplices dos “dimenores” nos roubos e assassinatos; do mesmo jeito que são sócios solidários dos trapaceiros da economia e dos peculatários infiltrados na administração pública. Punição para todos!
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Brasileiros agredidos por tenebrosas transações
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Vou parodiar (e atualizar) Chico Buarque nos seus magistrais versos “Num tempo, página infeliz da nossa História,/ passagem desbotada na memória/ Das nossas novas gerações./ Dormia a nossa pátria mãe tão distraída/ sem perceber que era subtraída/ Em tenebrosas transações.”
Há alguma coisa mais aflitiva e indigna a aprovação de um projeto – de origem petista – para que as decisões do STF passem por crivo do Congresso? Se há um ‘terrorismo parlamentar’ contra as instituições republicanas, este é um deles.
Este terrorismo seria uma tragédia se não fosse a patuscada de verem-se os dois mensaleiros condenados pelo Supremo, José Genoíno e João Paulo Cunha, participando e votando nessa perfídia traiçoeira contra a República.
É visível a tentativa da pelegagem no poder para implantar uma ditadura populista a partir da subtração dos poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público. Causando nojo e indignação aos cidadãos e cidadãs deste País.
Até um leigo em Direito pergunta-se: Pode uma Constituição democrática suportar conter no seu texto a submissão de um Poder pelo outro?
Essa pergunta não requer conhecimento histórico, nem a lembrança de Montesquieu de que numa República os poderes devem ser separados e iguais para que o poder freie o poder.
O autor d’ O Espírito das Leis (L’Esprit des lois), elabora conceitos sobre formas de governo até hoje reverenciadas pelos republicanos, e olhem que o seu livro foi publicado em 1748, fundido ao calor da Revolução Francesa.
Nem aos fanáticos obreiristas do lulo-petismo, desde que saibam ler, é fácil engolir essa afrontosa PEC, comestível apenas como uma resposta afrontosa pela condenação de deputados e da antiga cúpula do PT no caso do Mensalão. E cretinamente como um habeas corpus preventivo para o suspeito chefe da quadrilha, Lula da Silva.
Esta aleivosia tem o agravante condenado pelo PT no caso do impeachment do ex-presidente Lugo, no Paraguai: foi feita numa votação relâmpago e sem discussão, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), controlada pelo partido.
Felizmente ainda há tempo de barrar esse ato doloso, astucioso e fraudulento, pois o texto feito nas coxas para entrar em vigor precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado e receber o voto de pelo menos 60% dos congressistas. E, honestamente, não é consensual entre parlamentares da base governista.
O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, por exemplo, considerou “inusitada” a decisão da CCJ aprovando a ilegítima PEC que enfraquece o STF. Com diplomacia, embora condenando, diz não crer que se trata de uma “retaliação” por causa das condenações no processo do mensalão. Pura vaselina…
Do outro lado, ministros da Alta Corte declaram que a proposta é “perniciosa”. Marco Aurélio de Mello disse que a medida “ressoa como uma retaliação”; e Gilmar Mendes, deu-me a inspiração do título deste artigo afirmando que o projeto “evoca coisas tenebrosas”…
Juristas de diversas escolas e tendências criticaram o projeto. Para Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito da Universidade Mackenzie, o texto é um retrocesso…
Em verdade, não se trata apenas de ignorância dos patronos desse trambolho antidemocrático e antirepublicano. É o despudor reinante nas altas esferas do poder, onde a ocupanta da presidência da República faz o diabo para se reeleger, ferindo a legislação vigente fazendo a mais cínica campanha eleitoral antes do tempo.
À custa do contribuinte, Dilma faz viagens e comícios disfarçados de solenidades e intervém sem acanhamento na ação da base parlamentar governista em limitar o registro de novos partidos – por medo da entrada da ex-ministra Marina Silva no páreo presidencial.
O interessante é que a campanha sábia e séria seria administrar bem o País, e não deixar ao léu a Educação, a Saúde e a Segurança, como se vê. A melhor campanha era tirar a mentira do seu dicionário e não tentando convencer o vergonhoso pibinho, ou fazer promessas tresloucadas como as 6.424 creches, os 800 aeroportos e a sustentação da fraude lulista da transposição das águas do Rio São Francisco.
Enfim, a PEC dos Mensaleiros junta Lé com Cré: funde-se com o governo virtual que a propaganda bilionária impõe à nossa Pátria Mãe tão distraída.
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Pela responsabilidade penal do “dimenor”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Relembrando as lições do ginásio (acho que hoje é ensino médio), as idades da História nos mostram a evolução da sociedade humana. Iniciando pelas “Pedra lascada” e “Polida”, pré civilizatórias, que duraram mais de um milhão de anos, até a Antiguidade Clássica dos grandes impérios e seus códigos disciplinadores.
Com essas leis ‘divinas’, demos pulos seculares, passando pelas idades Média e Moderna, que esboçaram a cultura por nós herdadas nas artes, literatura, códices, e, graças às grandes navegações e descobertas, costumes se globalizaram.
Assim chegamos à Idade Contemporânea com o peso das revoluções Francesa, Americana e, moldada no fogo das forjas, a Revolução Industrial. Daí se consolidaram os pensamentos ainda hoje vigorando.
Mesmo com as imposições filosóficas, políticas e religiosas que herdamos, não é difícil registrar as mudanças do comportamento humano no tempo e no espaço. Os homens e as mulheres de hoje não são àqueles dos séculos 18, 19 e 20. Crianças, adolescentes e idosos, também não.
Então, como aceitarmos princípios legais instituídos no passado? E, o pior, princípios que nos obrigam a conviver com bandidos em função da sua pouca idade? Que idiotice ‘politicamente correta’ é esta, a defender criminosos? Se o crime é crime, se há leis e penas que o tipificam, por que distinguir o criminoso pela idade biológica?
Vejamos, por exemplo, a situação recentemente vivida pelos brasileiros. Um malfeitor, a três dias de completar 18 anos, assassinou barbaramente outro jovem em São Paulo. Declararam-no “dimenor” e ele ficará sem castigo, impunemente, livre para praticar outros crimes, pela índole monstruosa exibida.
A tese de que adolescentes não devem ser penalizados porque ainda não têem noção de limites comportamentais é defasada e, perdoem-me os humanistas hipócritas, a impunidade é que é desumana.
Nosso Código Penal data de 1940 fixando 18 anos para a responsabilidade penal. Será que entra na cabeça de alguém que o jovem dos anos 40 do século passado foi igual ao de hoje?
Causa estupefação que intelectuais não vejam e não sintam as mudanças sociais ocorridas – e mutações de cada indivíduo – pelo acesso à parafernália tecnológica. Quando foi elaborado o Código de 40, não havia televisão, o cinema mal saía da mudez e da rotação a mão, e o próprio telefone era privilégio de poucos…
Como uma cabeça juvenil daquele mundo ficaria desativada diante da copiosa informação e dos estímulos do computador, o correio eletrônico e a Rede Social? E as mensagens intensas e violentas do cinema? E o processo midiático, onde crimes e guerras são sempre manchetes?
Além da discussão temática, reúno também a experiência brasileira na mentalidade dos jovens, diferente em cada região do país. No Norte e no Nordeste um adolescente de 14 tem a formação de um adulto; ocorrendo algo semelhante nos interiores das Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Dizer-se que aos 16 anos o jovem é incapaz de compreender a disciplina das relações sociais e de controlar suas reações, é negar a realidade que nos cerca. É querer tapar o sol com uma peneira. No Exterior, deve ser motivo de chacota.
Vejamos: No estado de Oklahoma, nos EUA, a responsabilidade chega aos sete anos, e nos demais estados vigora a tipificação do crime e não a responsabilização penal. Esta, na Irlanda, é de 10 anos, no Japão aos 14 e nos países escandinavos – Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, é de 15.
Na América Latina os maiores limites são unicamente, o brasileiro e o colombiano, 18 anos, sendo que no país andino, dependendo do crime, adolescentes de 12 a 17 anos estão sujeitos a procedimentos legais correcionais.
A legislação comparada não fala tão alto quanto a lição das páginas policiais do jornal, registrando agressões, estupro, mortes e tortura com crueldade, e quando o agente dessas barbáries recebe voz de prisão, grita que é “dimenor”. Aí, os policiais recuam amedrontados diante dessa fórmula mágica de impunidade.
Horrível, tristemente horroroso, é ver-se o argumento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em defesa da manutenção da responsabilidade penal aos 18 anos, justificando que é para “evitar o risco de sobrecarregar os presídios”. Pobre ministro, infeliz Brasil!
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Mistura explosiva: Política e Religião
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Eu venho de longe, como dizia Brizola… Sou de um tempo em que a intolerância religiosa era tal que certa vez fui para frente de um templo protestante em Friburgo, ameaçado de ser apedrejado por uma procissão católica. E eu, ainda muito jovem na época, já não tinha qualquer opção religiosa…
Por total isenção, posso falar do Caso Feliciano, através do qual, pelas evidências, a gente adquire a certeza de que a mistura de política e religião é explosiva. Primeiro, vendo os políticos mariscarem sermões do Pastor para o seu rebanho – manifestações de sua crença – que nada teem a ver com a sua eleição para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Os adversários políticos de Feliciano não teem a preocupação de reconhecê-lo eleito legalmente pelos seus pares. Preocupam-se apenas com a sua filiação a crenças obtidas em textos bíblicos, sem ao menos saber como seria (ou será) o seu comportamento político na CDH.
Do outro lado, o pastor-deputado sofre de incontinência verbal. Quando defende os seus princípios extremistas e dogmáticos diz coisas que agradam à minoria extremista e o põem ao lado dos aiatolás iranianos sonhando com uma teocracia…
Em termos políticos, porém, Marcos Feliciano transformando-se de uma hora para outra em liderança nacional, mostra-se coerente e combativo, principalmente com coragem (e bota coragem nisso) de enfrentar a onda gay e o xiitismo petista.
A onda gay é planetária, mas – infelizmente – controlada por uma fração instigante e aliciadora. Mas não é possível nos dias libertários de hoje, aceitar a discriminação a homo-afetividade no Brasil, sempre tolerante aos critérios de preferências pessoais de todos os gêneros…
Heterossexuais e homossexuais são cidadãos com direito a adotar a opção sexual que lhes aprouver; e a única coisa de ruim nisso tudo é a adoção midiática de um vago e discutível “politicamente correto” imposto pela minoria radical ora influente nos negócios públicos.
Assim tolhe-se o direito de uns e outros manifestarem opiniões a respeito de determinados valores sociais, políticos e religiosos, ao serem instigados a se manifestar, mas, na minha opinião, perderá a razão quem partir para o lado pessoal, tolher os direitos estabelecidos ou cair no campo da difamação.
Marco Feliciano, repito, foi eleito para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e exige o direito de continuar no cargo. O órgão que preside lhe apóia e respeita-o, como se viu quando manteve a decisão de realizar reuniões fechadas na comissão, impedida disto por manifestações hostis.
O colégio de líderes da Câmara convocou o Deputado pastor para uma reunião onde ele manteve sua disposição de continuar na presidência da CDH. E assumiu uma posição elogiável politicamente: abriu a perspectiva de deixar a presidência da comissão se os mensaleiros condenados pelo STF, João Paulo Cunha e José Genoino saírem da Comissão de Constituição e Justiça.
Eis uma autêntica posição ‘politicamente correta’, porque muitos do que o condenam silenciam ante a deformação da CCJ, acoitando sentenciados da justiça. Assim, Feliciano dividiu as lideranças, defendido pelos representantes do PMDB, PR, PSD, PRB e PMN.
A seguir, recebeu uma moção de apoio da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), que reuniu em Brasília 24 mil pastores credenciados.
Finalmente, encontro outro ponto de equilíbrio político de Feliciano. Foi quando a ministra Maria do Rosário interveio no problema – ferindo o princípio republicano de independência dos poderes. Ela disse que ele era intolerante e pregava o ódio social, e recebeu uma resposta condigna: “É um elogio ela falar mal de mim. Ela é a favor do aborto e nunca a critiquei por isso”.
Ao separar a religião da política, o pastor Marco se comporta melhor que seus adversários, impedindo uma explosão indesejável repudiada pelos que teem formação intelectual livre e consciência da cidadania.
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Mentira repetida continua sendo mentira
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Às vezes eu tenho a impressão de que a propaganda é uma invenção diabólica. Levam-me a pensar nisto os registros históricos dos regimes totalitários, fascista, nazista ou stalinista, com seus seguidores e muitos herdeiros usufruindo os maus exemplos até hoje.
As loucuras do surrealismo publicitário que penetram no mundo consumista fazem estragos e acarretam prejuízos, mas quando a publicidade passa a ser instrumento do poder – como Propaganda – é uma calamidade. Parodiando Shakespeare falando pela boca de Timon de Atenas, e se referindo ao ‘ouro’, podemos dizer sem medo de errar que “a propaganda transforma o feio em belo, o vil em nobre, o falso em verdadeiro, o velho em jovem, o covarde em valente.”
Um dos primeiros exploradores da propaganda política, o ministro hitlerista Goebbels, ensinava que “a mentira quanto mais repetida, mais se aproxima da verdade”; e temos no Brasil o exemplo mais do que perfeito disto.
Tirando a fração minoritária da população, isenta das imposições da mensagem política pela consciência de seus males, a mentira governamental domina o coletivo social. E é tsunâmica! Os próprios detentores do poder terminam por acreditar na sua propaganda enganosa.
O país cobre-se do alegre multicolorido de uma sociedade feliz, onde tudo lhe é dado… Pela propaganda, nenhum problema aflige os homens e mulheres, as crianças e os velhos, sustentando-se e alimentando-se sem inconvenientes, com a administração pública oferecendo-lhes boas escolas, assistência médica, segurança e previdência social.
Para impregnar essa fantasia, temos mais de 500 canais de televisão, 11 mil rádios, 5 mil revistas, centenas de jornais e incontáveis sites e blogs recebendo polpudas verbas oficiais.
Esse liquidificador de mentes trabalha para convencer que os dois presidentes da República, Lula e Dilma, são conhecedores da realidade nacional, com caras e bocas de perfil inteligente, arrotando teorias econômicas, embora ambos sejam semi-analfabetos.
Fantoche de Lula – malandrão astuto formado na escola da pelegagem – Dilma não pode ficar só, porque diz asneira. Agora mesmo, diante dos chefes de Estado dos Brics, em Durban, na África do Sul, abriu a sua ‘necessaire’ de bobagens.
O discurso preparado para ela descortinou as maravilhas da sua administração, com grandes programas nas áreas de infraestrutura, ampla política social de distribuição de renda e um mercado interno consolidado.
Quando, porém, se olha para a realidade, vê-se uma incontida escalada para a hiperinflação e uma “irresponsabilidade fiscal’ maquiada e cheia de atavios para seduzir os incautos. E confirma que a incompetência e a corrupção do PT-governo pervertem a economia.
A desordenada administração de Dilma, com os seus 39 ministérios, não sabe o que fazer para perseguir a meta de recuperação da economia, com uma infraestrutura em desordem, com as estradas esburacadas, portos e aeroportos imprestáveis, as ferrovias com dormentes apodrecidos e a energia elétrica com equipamentos obsoletos obedecendo a uma política irreal.
Os problemas climáticos se multiplicam sem o menor sinal de prevenção; as verbas destinadas para isso se derretem como sorvete ao sol. Em particular no Nordeste, a seca tem sido devastadora, com o povo atordoado pela ilusão palanqueira e obeso de promessas não cumpridas.
Mas a propaganda não permite aos nordestinos lembrar-se do engodo da transposição das águas do Rio São Francisco, reduzida à lavagem cerebral de alguns fanáticos e de mercenários pagos por “bolsas” de todos os tipos.
Em verdade, em verdade lhes digo, que todas as críticas, denúncias e a indignação que se multiplicam país afora, ainda são poucas para barrar a desvairada condução da coisa pública por Lula da Silva e o seu alter ego, Dilma, ocupante da presidência.
Quando Dilma se desviou do script e improvisou em Durban, confessou que o PT-governo não crê mais em “políticas de combate à inflação que olhem a redução do crescimento econômico”, e assim decretou a pena de morte para o Plano Real, abrindo as grades para soltar o dragão inflacionário, o mais injusto e cruel de todos os impostos…
Depois, a Presidente Fantoche negou ter falado o que todo mundo ouviu e que está gravado em vídeo. É quando podemos contestar o nazista Goebbles, certos de que “a mentira repetida continua sendo mentira”…
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Chávez: Alucinada e permanente conspiração
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Tal e qual o antiqüíssimo método de mumificação para preservar corpos de pessoas e animais, também vem de muito longe no tempo o uso de drogas. As duas coisas estão em voga…
Heródoto, o viajante grego que nos legou costumes do antigo Egito, descreveu com detalhes o processo de embalsamamento, que se iniciava com a extração do cérebro do morto pelas narinas. Na atualidade, o mumificado golpista e depois ditador da Venezuela, Hugo Rafael Chávez Frias, mesmo sem cérebro, deixou um rastro de ações conspiratórias que o acompanharam sempre, até mesmo nas desvairadas explicações para a sua enfermidade e óbito: São tramas que vão de um enxerto de câncer pela CIA até o envenenamento propagado pelo ‘cocalero’ Evo Morales.
A Múmia Bolivariana e os drogados que o acompanharam na vida e na morte, traçam a caricatura de uma História, mais para comédia do que para tragédia; é um capítulo que segue o rabo de cometas faraônicos egípcios e europeus, glorificando tiranos personalistas e cruéis.
Aliás, na América Latina já se praticou essa deformação. A Argentina teve Juan Perón e a Santa Evita… Não sei como a viúva ‘capilla’ Cristina K não embalsamou Néstor, que conquistou os argentinos a ponto de elegê-la presidente.
Voltando ao finado líder bolivariano, toda a sua trajetória política é conspiratória. Ainda no quartel formou um corpo de oficiais para tramar contra o governo constituído, tentou um golpe de mão que gorou e levou-o à prisão. Solto e eleito presidente, urdiu para controlar o PCV, Partido Comunista Venezuelano, tomou-o e aproveitou a organização fundindo-a com outras forças sociais e políticas. Assim nasceu o Partido Socialista Unido da Venezuela, PSUV.
Cooptando sindicatos e organizações do movimento social, o PSUV tornou-se praticamente o único partido atuante da Venezuela, e através dele Chávez tramou o expansionismo ‘bolivariano’ nos países da América Central e do Caribe com os petrodólares da PDVSA – Petróleos de Venezuela
No Altiplano Andino, aliou-se às FARC contra o governo colombiano de Álvaro Uribe, e incursões pelo Cone Sul foram marcadas nos desafios ao governo legal do Chile e no financiamento da campanha eleitoral de Cristina K na Argentina.
O pior de toda essa rede de intrigas foi o caso do Paraguai, em que o Chávez ‘fez o diabo’, para uma entrada insólita da Venezuela no MERCOSUL apoiada pelo lulo-petismo brasileiro. Como não conseguiu comprar o Senado Paraguaio, aproveitou-se do impeachment de Fernando Lugo para conquistar uma cabeça de ponte.
Interveio descaradamente no caso Lugo, com maquinações que partiram do PSUV, com um manifesto conclamando “movimentos e partidos progressistas latino-americanos’ para uma ação contra as instituições paraguaias e também uma intervenção direta do embaixador venezuelano.
Para sua decepção, não conseguiu dobrar o governo e o povo paraguaios, apesar de ter garantido o apoio da Argentina e do Brasil, e mais timidamente, do Uruguai. O digno orgulho guarani manteve a independência do País. Entretanto, a porta do MERCOSUL foi arrombada, e a Venezuela sem base geopolítica, veio para o Cone Sul como parceiro dos mercosulistas que expulsaram o Paraguai.
Não sei se por azar ou reflexo da péssima situação da economia venezuelana (e da ‘bolivariana’ argentina), só assistimos fracassos do MERCOSUL nos acordos bilaterais e inter-regionais de livre comércio. Isto repercute no Brasil, que fica patinando e assistindo o crescimento da China e da Índia.
Há que se acrescentar no fecho de ouro desse enredo, que em Cuba, (morto?) a Múmia de Chávez foi usada numa sórdida conspiração para um ‘golpe legal’ legitimando Maduro como presidente efetivo da Venezuela. É assim que analiso a alucinada e permanente conspiração do chavismo.
Artigo
Pela liberdade de expressão: Indignai-vos
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Outro dia, no Planeta Twitter, uma jovem perguntou a três experimentados jornalistas se sabiam o que era semiótica, insinuando com uma definição que decorara na sala de aula, um argumento para defender o abominável “controle social da mídia”.
Ora, a semiótica – fenômeno de Comunicação com linguagem de sub-recepção –, presumivelmente tem a capacidade de impor idéias, mas isso nada tem a ver com o jornalismo que defendemos.
Os detentores dos meios de comunicação podem até querer intervir na divulgação das notícias; mas, repito sempre que a defesa da liberdade de imprensa que faço não é a defesa da ‘liberdade de empresa’. A minha luta é a preservação do direito de informação, o pão de cada dia do espírito.
Quase no mesmo dia da provocação tuiteira, li em Roberto Twiaschor a citação do pensador francês Jean-Pierre Faye (‘O Século das Ideologias’), e sua análise do discurso totalitário, mostrando a troca e a circulação das palavras de forma ideológica. Em resumo, mostrando que os termos do discurso político da ‘direita’ não raro integram falas e textos da ‘esquerda’.
O filósofo (e linguísta) francês não sabe o que é ‘direita’ e ‘esquerda’ no Brasil… A terminologia consagrada na Revolução Francesa nunca chegou até nós: Aqui, a ‘direita’ defende as liberdades civis, enquanto a ‘esquerda’ é autoritária…
Evidentemente, aqui a ‘direita’ não é direita, e a ‘esquerda’ não é esquerda. São apenas rótulos. Quem imagina os stalinistas da fração dirigente do PT serem ‘de esquerda’? De que maneira classificaríamos o sociólogo Fernando Henrique Cardozo como ‘de direita’?
Quem tiver tais dúvidas, como eu, e se interessam pela Política (com “P” maiúsculo), é recomendável a leitura do livro “Indignai-vos”, de Stéphane Hessel, judeu que participou da resistência francesa contra o nazismo e sobreviveu aos campos de concentração. Este livro inspirou o movimento “Ocupe Wall Street”.
É a qualidade de se indignar que falta à sociedade brasileira quando a fração totalitária do partido que ocupa o poder defende o ‘controle social da mídia’, eufemismo para impor a censura, contra a liberdade de expressão consagrada na Constituição.
Enalteço a indignação por saber que o que a pelegagem do lulo-petista quer é, na realidade, esconder as coisas erradas do seu governo denunciadas diuturnamente, sua notória incompetência e rotineira corrupção, nascidas do populismo irresponsável.
Eu não perderei tempo nem gastarei papel para escrever sobre o retorno dos corruptos varridos na falsa faxina da presidente Dilma; mas não posso ficar calado com a criação do 39º ministério, entre tantos órgãos idênticos que empanturram a administração federal.
De olho na reeleição, em 2014, Dilma encarnou de verdade o ‘vale-tudo’ disposta a ‘fazer o diabo’. Faça-o, mas sem usar a coisa pública com objetivo eleitoral, ferindo os mais comezinhos princípios da ética e da moral.
O PT-governo já possui 38 ministérios na maioria inoperantes e/ou destinados a arrecadar dinheiro para investimentos político-partidários, quando não para enriquecer pessoas e grupos. Este 39º é o pagamento de uma dívida de campanha, pelo apoio conchavado na eleição do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. A fatura dessa extravagância, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, vai para o PSD, partido criado pelo oportunismo do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab.
É para impedir que se informe e se combata coisas dessa natureza que o PT quer calar a imprensa, ressuscitando antiga resolução partidária, repudiada até pela presidente Dilma e seu ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Fazem os lulo-petistas ataques às famílias proprietárias de jornais, e reclamam do que rotulam ‘concentração oligopolista da mídia’.
Nada mais cretino do que isso. Evidentemente, os alvos principais das críticas são as organizações Globo e a revista ‘Veja’, da Editora Abril. Quem assiste à ‘TV-Globo’ e folheia a ‘Veja’, sem os olhos do fanatismo fascista, constata a multiplicidade de informação e opinião destes veículos.
Na verdade, os neo-censores desejam importar para o Brasil o modelo do jornal cubano Granma, triste exemplo da degenerescência de um regime que nasceu do idealismo e apodreceu com o totalitarismo personalista de Fidel Castro.
Os brasileiros não suportaremos uma imprensa uniforme e unissonante para defender eventuais ocupantes do poder. Resistimos à ditadura justamente pelo amor à Liberdade, bem definida na herança de Millôr Fernandes: “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.
ARTIGO: PIB, PAC, ZUM… Não vão a lugar algum!
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Parece brincadeira falar-se do Produto Interno Bruto, porque a incompetente política econômica do ministro Mantega reduziu-o tanto, tanto, que para os economistas e quase todo mundo virou “pibinho”; vexame que não preocupa, como deveria, o PT-governo, displicente na sua inaptidão e incapacidade de administrar.
Como Lula, que nunca sabia de nada, Dilma nada vê. Mas, que tirando a massa ignorante dos bolsistas e desocupados, todos neste país – principalmente os empresários – enxergam. E se vemos aqui dentro, quem está lá fora vê melhor.
Respeitado no Primeiro Mundo, o Financial Times analisa e faz críticas à condução de nossa economia e ridiculariza Mantega, a quem chama de ‘profissional do jeitinho’ e compara-o ao cômico inglês Mr. Bean.
Verdade. Mantega, com viseira, empaca na desoneração tributária e nos incentivos fiscais, que sequer arranham a conjuntura econômica e não sinalizam nem um pouquinho para o crescimento propagandeado pela publicidade governamental.
Este malogro do PIB está longe dos corações e mentes dos bem informados e ainda mais distante dos olhos e ouvidos do povão. O que dói na cabeça e no estômago é descobrir que o PIB e a Inflação são gêmeos idênticos, bivitelinos, sendo que a Inflação, fêmea, exerce mais influência no cotidiano…
Por isso, desde que o Pibinho apareceu – sem nenhuma surpresa, apesar das camuflagens – a Inflação passou a ser persistente e preocupante. Registre-se que no mês passado, a inflação do item alimentos e bebidas foi de 1,99%, mais que o dobro da média dos meses de janeiro de 2006 a 2012.
A mais nova tentativa de Dilma – depois da desastrosa política com a energia – é criar um fundo de recursos públicos para injetar R$ 15 bilhões para os bancos privados financiarem a parafernália do PAC e nas privatizações de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
PAC é o apelido marqueteiro do Programa de Aceleração do Crescimento, uma velhacaria que o PT-governo usa para manobrar eleitoralmente os aliados políticos do presidente-adjunto da República dos Pelegos. No papel, são obras grandiosas projetadas para enganar o povo brasileiro e conquistar votos.
Para os aliados, a coronelada provinciana, a atração está nos gigantescos investimentos que deixam sempre um troco para a maioria dos chefetes estaduais e municipais. Os políticos ganham, e o povo é traído sem que se aperceba disso, empanturrado de discursos e promessas que jamais serão cumpridas.
Nos círculos superiores da política e setores intelectualizados da sociedade, o zum-zum-zum em torno do PAC virou piada. A maioria das obras importantes está carimbada de vermelho com a chancela de “preocupantes”; saltaram para um custo que assusta e representam mais de R$ 2 bilhões paralisados.
Poderia ter um exemplo mais edificante do que a Transposição do Rio São Francisco? Este sonho antigo dos nordestinos, e conquista do líder potiguar Aluizio Alves, encareceu demais e atrasou inexplicavelmente; pelo roubo e incompetência.
Não esqueçamos que a mudança do fluxo do Rio da Integração Nacional foi polêmica desde que a idéia ganhou corpo. Lembro quando se falava da conexão São Francisco-Tocantins- Parnaíba, miragem que entusiasmou muita gente; e mais tarde, o projeto do canal São Francisco-Parnaíba bolado pelos soviéticos ainda no tempo de JK.
Pelo exemplo na Transposição, o PAC me lembra o vozeirão de Nelson Gonçalves cantando “Fracasso, fracasso, fracasso, fracasso afinal!… Por não trabalharem para que o Brasil se desenvolva sem roubalheira, e que o povo não continue abestalhado e traído pela propaganda.
Venho me perguntando até quando o povo brasileiro continuará sendo esta massa subjugada pela mentira charlatanesca do lulo-petismo e a grande ilusão de um socialismo de fancaria, jogo político matreiro e continuado que ilude, disfarça e engana.
Não cansamos, porém de dizer que tais subterfúgios para esconder a real intenção do PAC sem cumprir as promessas têm um prazo para terminar. “O povo está farto de ter a paciência de Jó. A princípio, se lamenta; depois, protesta, em seguida, como Davi, enfrenta o gigante”, é o que ensina Byron, o irrequieto e revolucionário poeta.
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