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A espionagem que assusta agora, vem de longe
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Como as bolhinhas vermelhas que se espalham pelo corpo com a varicela – a popular catapora – os casos revelados pelo ex-técnico da CIA, Edward Snowden, espalharam-se pelo mundo, mantendo-se na ordem-do-dia como “espionagem”.
Na pauta da imprensa e em todas as cabeças pensantes, as atividades da NSA/CSS – National Security Agency/Central Security Service Public Information, andam bulindo com todos os governantes do planeta. A última descoberta veio do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha sobre o controle do celular da chanceler Ângela Merckell.
Tivemos uma situação semelhante no Brasil, assustando o comissariado lulo-petista e a própria presidente Dilma; mas não foi identificada pela Agência Brasileira de Inteligência; saiu no “Fantástico”, programa dominical da TV-Globo.
O mais tolo entre os alfabetizados, curiosos leitores de jornais e revistas, sabe que os países espiam os outros, sejam rivais, concorrentes e até mesmo os amigos. Pode ter o objetivo militar, mas também econômico, tecnológico, político e social.
Segundo escreveu o admirável Sun Tzu no seu manual de estratégia, a espionagem só deveria ser permitida por partes beligerantes, seja nas guerras entre nações ou em lutas intestinas, como as guerrilhas. Acho que este conselho nunca foi seguido desde tempos remotos…
Como os chineses contemporâneos de Sun Tsu, os impérios da Antiguidade Clássica também conheciam sistemas de informação; assírios, babilônios, egípcios, hebreus e persas deixaram documentos sobre esta prática. Gregos e romanos, idem.
O primeiro serviço secreto oficial dos tempos modernos foi organizado na França sob as ordens do rei Luís XIV, e adotado quase concomitantemente na Inglaterra elizabetana. Mais tarde, na Prússia, a Maçonaria ajudou Frederico II a manter uma rede de espiões para acompanhar o desenrolar da revolução francesa.
Hernán Cortez com seu pequeníssimo exército derrotou o grande Império Asteca cooptando informantes de povos revoltosos, auxiliado pelo padre franciscano Gerónimo de Aguilar, que sobrevivera a um naufrágio e aprendera os idiomas maia e nahuatl, e pela própria mulher, La Malinche, da corte de Montezuma, presenteada por ele ao invasor espanhol.
Assim, no turbilhão da História, chegamos ao Brasil. Primeiro, levantando denúncias do irrequieto e excepcional repórter Edmar Morel que apontou, em 1963, a instalação pelo Ibad de um aparelho clandestino de escuta no plenário do Congresso Nacional. O Ibad – Instituto Brasileiro de Ação Democrática – foi precursor do golpe que derrubou Jango em 1964.
Recentemente, temos notícias no Blog do jornalista Mauro Magalhães, a quem sigo no Twitter. Magalhães descreve o surgimento da Cia – Central Intelligence Agency – e suas diligências no Brasil com o monitoramento clandestino de e-mails, telefonemas e satélites. Essas ações foram levantadas em 1971 numa subcomissão do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.
Nossos parlamentares, tão surpresos e ainda mais leigos do que os ocupantes do Palácio do Planalto, criaram no Senado (com uma rapidez extraordinária) uma CPI da Espionagem. Na verdade, não sabem o que querem; talvez fazer apenas o beicinho que Dilma exibiu ao adiar uma visita aos EUA…
Registre-se que a espionagem norte-americana atual, verdadeiro ‘fogo amigo’, terá como contendores os aliados europeus, Alemanha, França e Inglaterra. Países periféricos – sem força de enfrentamento – devem se contentar com as célebres ‘notas diplomáticas’ e só.
Aqui, vamos convir: o monitoramento que assusta a presidente Dilma e seus parceiros, como vimos, vem de longe. Tudo o que lhes parecia oculto total ou parcialmente, seja do governo ou de empresas, já se encontra nas mãos da Cia. O resto é mi-mi-mi…
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Eleição de 2014: Como mudar enfrentando a farsa e o PCC?
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Falta apenas um ano para os eleitores se pronunciarem, cimentando os alicerces da ponte para o Brasil atravessar rumo ao futuro. Os bem-informados querem mudanças mesmo enfrentando a farsa e o crime organizado, com o PCC politizado e pronto para praticar o narco-terrorismo.
Com tal perspectiva, é preciso haver uma espontânea e patriótica vontade dos brasileiros de bem para redirecionar o sistema de governo instalado há 11 anos; não se trata apenas de melhorar a imagem do País no Exterior, mas, principalmente para realizar as reformas urgentes e necessárias na economia, na política e na própria consciência do povo.
Costumo fazer coro com o sonho coletivo, com o que se diz e se escreve, repetindo que é preciso acabar com a corrupção generalizada na administração pública. É preciso suprimir esta praga danosa que, infelizmente, faz parte do nosso dia-a-dia, numa contínua sucessão de escândalos.
Acredito que a próxima eleição pode restaurar a moralidade e a ética corrompidas pela politicagem. Com o voto, teremos a oportunidade de hastear novamente as bandeiras da Primavera de Junho exigindo medidas saneadoras. Podemos reerguer aquela manifestação democrática, dissolvida pelas milícias fascistas com insana violência, inconseqüente e condenável; em 2014, porém, a nossa ida às urnas não será coagida, e valerá se não fraudarem o resultado.
Sei, e todos sabem que será difícil concretizar nossos sonhos na realidade desestimulante do atual sistema partidário; e ainda mais complicado, confrontando com o governo narco-populista de ideologia pelega, corrupto e corruptor.
Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, compreende que enfrentaremos a morbidez funesta da farsa lulo-petista, do poder da propaganda bilionária, maciça e enganosa, e da repressão governista vitaminada pelo crime organizado do PCC – versão brasileira das Farc colombianas.
Do outro lado, detentores do poder já entendem que não é só “fazendo o diabo”, seja importando médicos ideologizados ou comprando consciências, que garantirão sua vitória eleitoral. Por causa desta vacilação, os teóricos da conspiração imaginam o surgimento de uma falsa oposição de modo a favorecer a reeleição de Dilma. Conjectura-se que já não basta para a reeleição a dicotômica polarização entre o PT e a mansidão tucana; que o peleguismo precisa bifurcar-se e que isto surgiu com a aliança Eduardo Cunha-Marina Silva, uma espécie de embuste para a “terceira via”.
Acho exagero, quase impossível, que isso seja verdade. E embora sinta a hesitação de Campos para engrossar o anti-chavismo de Marina, acho que um político da velha escola não arriscaria sua carreira protagonizando uma pantomima.
Por outro lado, Aécio Neves, candidato do PSDB restringe-se politicamente às Minas Gerais. Na conjuntura nacional, traz apenas uma biografia autorizada como neto de Tancredo Neves…
Aécio, até este momento, me parece tão vacilante quanto foram Serra ou Alckmin, testados como oposição com discursos titubeantes em eleições presidenciais. Talvez seja mal da origem, a tradição do tucanato de ficar em cima do muro.
Mesmo agora, descobertos e documentados os horripilantes planos do PCC para se infiltrar na política, introduzir-se no STF e matar o governador Geraldo Alckmin, o PSDB se esquiva e não se impõem à opinião pública denunciando as ligações do PT-governo com o crime organizado.
Por essas e outras, Dilma aparece favorita em pesquisas oficiosas; nunca desmentidas… Vejam só, um poste sem luz, a não ser quando energizado pelo seu criador, Lula da Silva, cotada para reeleger-se apesar de um governo pífio.
E vem com uma ridícula provocação, dizendo que os seus opositores “têm de estudar muito e ver quais são os problemas do Brasil”. Isto não merece comentários de quem assiste a incompetência do seu governo diante dos problemas nacionais.
Na realidade, Dilma usurpou a administração pública pelo estelionato eleitoral que lhe impôs como uma “Gerentona”. Apenas gagueja um enganador discurso ‘socialista’, e pratica o neo-coronelismo, subornando eleitores pobres com uma ‘feirinha’.
O dissimulado socialismo de Lula e Dilma se esfuma com as parcerias espúrias. Seus comparsas são os sarneys, renans, collors, jáders, malufes… Juntam-se ao que há de mais podre na politicagem. Pensam apenas em manter o esquema do assalto ao Erário pelos “companheiros”.
Emoldurado pelo ‘chavismo’ imprudente e contraditório, o PT-governo acoita as atividades do PCC dentro e fora dos presídios, frente subversiva da quadrilha dos mensaleiros condenada pela Justiça.
Basta! Esta situação exige uma oposição enérgica, e não um conformismo pateta.
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Espionagem, propaganda do PT, Farc e PCC
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Descobrindo a espionagem estrangeira através do programa Fantástico, da TV-Globo, o comissariado de agitação e propaganda do PT encontrou um prato feito para a sua propaganda enganosa. Como todo brasileiro bem informado já sabia, todo mundo espiona todo mundo há muito tempo, dai o novo engodo do lulo-petismo passar a ser motivo de piada.
O anedotário – exaltado nas redes sociais até no estrangeiro – revela, com humor, as intervenções sem pé nem cabeça de Dilma, reproduzindo o besteirol grosseiro de Lula nos discursos aplaudidos pelos obreiristas da USP.
Infelizmente não é apenas a idiotia dos decoradores de textos que surfa na onda da elegia à pelegagem que infesta o PT: muitos teóricos dos partidos que se dizem ‘de oposição’ se deixam influenciar pelo reformismo sindicalista, baseados nas teorias gramscistas que, por chegarem atrasadas nos círculos intelectuais, pontificam no confuso ideário socialista vigente no Brasil.
Por ironia do destino, as teorias de Gramsci se esparramaram pelo país após o golpe civil-militar de 1964, mais ou menos na década de 1970, graças a exacerbados debates entre intelectuais comunistas do Partidão e os provocadores trotskistas…
Em terreno fértil para as discussões sobre o fascismo, deslumbrados acadêmicos mergulharam nas teorias de Gramsci para arrotar esquerdismo nas aulas para jovens ávidos de liberdade e mudanças sociais.
Assim, não poderia deixar de ocupar lugar de destaque na intelligentsia lulo-petista, que perdendo duas eleições presidenciais e sem compreender os ensinamentos do Italiano, aliaram-se a outros igualmente seduzidos: religiosos e bandidos, santos e demônios, todas as maria-vai-com-as-outras de neurônios preguiçosos.
Essas especulações doutrinárias de presos políticos chegaram à bandidagem igualmente encarcerada e, desse conúbio repulsivo nasceram às facções criminosas, o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.
Como não podia deixar de ser, a traficância de drogas e armas levou a bandidagem a aproximar-se do narcoterrorismo também falsamente ideológico das Farc – organização ligada fraternalmente ao PT. Daí, a menos de um passo, levou o crime organizado à política degenerada dos pelegos.
Agora, o Ministério Público Estadual de São Paulo, numa exaustiva investigação em mais de três anos, colheu dados através de arquivos e configurações de computadores, depoimentos, documentos e escutas telefônicas, que descortinaram a triste realidade do imenso poder alcançado pelos criminosos.
Testemunhas e informantes sigilosos depuseram sobre ações policiais que cumpriram mandados de prisão e apreensão de armas e narcóticos. Desse modo, foram identificados onze mil criminosos em 22 estados, com ramificações no Paraguai e Bolívia.
Constatou-se, em situações diversas, a condenável (e suspeita) omissão do PT-governo, não repassando o Fundo Penitenciário aos Estados, vetando o porte de arma para agentes prisionais e desprezando a criação da polícia penal, sugerida pelo CNJ.
Vê-se, também que a falta de investimentos no sistema prisional é uma forma de ajudar indiretamente o poder das facções criminosas. A administração federal deveria seguir o exemplo dos Estrados Unidos e da Itália, que decretaram a tolerância zero acompanhada de medidas concretas; se assim fosse, não assistiríamos as ocorrências recentes no Maranhão e, anteriormente, nas rebeliões de presos no Rio e em São Paulo.
A criminalidade organizada em proporções semelhantes ao que é patenteado no Brasil foi combatida com rigor nos EUA e na Europa com as chefias confinadas e perdendo a força de atuar, como aqui, onde se vê o PCC movimentando R$ 120 milhões/ano com atividades criminosas.
Esta radiografia do sistema criminal obriga os responsáveis pelos três poderes republicanos a agir imediatamente. Não é possível permitir-se que o PCC controle 90% dos presídios paulistas, conforme mostrou uma reportagem do Estadão. É incompreensível que se permita a policiais, religiosos, advogados e juízes corruptos contribuindo para isto.
Num artigo recente, o jornalista Fernando Gabeira sugeriu ironicamente que os brasileiros devemos “escolher entre o bom humor dos comediantes e o mau humor dos manifestantes”. Em minha opinião, a voz das ruas e os artistas da comédia convergem, interpretando o pensamento coletivo e pressionando os poderes constituídos. E isto nos conforta e assegura que algo deve feito.
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Modo petista de governar: Corrupção e incompetência
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Um balaio cheio e pesado de condutas desabonadoras, a mentira como norma, e uma rotineira falsificação de diplomas, omissão curriculares e assalto ao Erário, refletem o modo petista de governar.
O sustentáculo dessa política corrupta e desagregadora é a degenerescência da nossa frágil democracia com seus 32 partidos políticos de problemas idênticos e, na verdade, a maioria cavalgando o oportunismo e a falta de escrúpulo.
A Rede, de Marina Silva – queira-se ou não – organizou-se com um programa e projeto, e não para ser levado ao balcão de negócios sujos da politicagem. Por desvio de foco ou ingenuidade perdeu o trem… Pena. Refugou o Plano “B” porque o PPS do Roberto Freire, embora de centro-esquerda, é ferrenho opositor do sistema narco-populista montado por Lula da Silva…
O Plano “C” adotado por Marina, apegando-se a uma ‘programática’ indefinida, levou-a ao PSB de Eduardo Campos, formando com ele uma compreensível e simpática fuga à polarização lucrativa entre PT e PSDB, imposta pelos alquímicos do narco-populismo aos preguiçosos intelectuais tucanos.
Com poucas e honrosas exceções, fica uma ampla maioria entre os 32 partidos como empresas de negociatas com o dinheiro público, pois somos nós, contribuintes, que pagamos o festival da inescrupulosa política que domina o país.
Cada partido recebe dinheiro proporcional aos seus eleitores e os novos, ainda virgens de enganar o eleitorado avançarão, pelo menos, em meio milhão de reais por ano do Fundo Partidário, servindo para facilitar o troca-troca de legendas dos parlamentares picaretas, burlando a legislação vigente que prevê a fidelidade partidária.
Este é o cenário carnavalesco da corrupção política. No campo da economia, não é preciso investigar as célebres ‘consultorias’ lulo-petistas, para constatar a perversão dominante.
A fotografia em grande angular da corrupção, aliada à incompetência, está na recente declaração do desastrado ministro da Fazenda Guido Mantega, apelidado pelo Financial Time de Mr. Bean Mantega. Referiu-se este festejado pelego do PT-governo ao caso do calote de Eike Batista que “a situação da OGX já provocou um problema para a imagem do País e para a Bolsa de Valores”.
Aí está mais uma demonstração do modo petista de agir: botar a culpa pelos seus desacertos, roubalheiras e crimes. Pergunte-se: Seria o aventureiro Eike Batista o único responsável pela crise?
Que pose terá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no retrato do descrédito? Foi desta entidade que saíram verdadeiras fortunas para Eike, sem garantias reais!
Na fotografia dos prejuízos da Petrobras, apareceu a cara de Lula da Silva, que dava o braço a Eike? Não era o Pelego que benzia os fantasiosos projetos das empresas “X”, viajando nos aviões e iates pertencentes à frota do Caloteiro?
Das críticas de Mr. Bean Mantega fica somente a desvalorização galopante das ações das empresas “X” na Bovespa, e a repercussão negativa do mau procedimento do seu controlador no mercado exterior.
Nada sobra para os enganados (enganados?) investidores na incógnita “X” na ciranda financeira e, para o contribuinte, arcar com o rombo de R$ 11 bilhões no Tesouro Nacional para cobrir com o suado dinheirinho arrancado por escorchantes impostos.
Cacarejando o socialismo para a esquerda e pondo ovos para os aventureiros e banqueiros da direita, o galináceo narco-populista está exaurindo a paciência dos cidadãos e cidadãs esclarecidos. Há quem fale de desobediência civil e voto nulo; será que teremos nestes extremos a solução?
Na minha modesta opinião, nem uma coisa nem outra. Seria melhor ir para as ruas como em junho e votar contra tudo que aí está. A ação opositora real será um trator para recuperar a trilha da Democracia e da verdadeira Justiça Social.
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Uma Constituição vilipendiada pelo narco-populismo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Festeja-se (festeja-se?) a Constituição de 1988 que, há 25 anos, abriu a perspectiva para instaurar no Brasil o princípio da legalidade democrática. Suas projeções visando construir um país fraterno e justo, porém, estão fragmentadas pelo narco-populismo.
Inegavelmente originária e inspirada nas democracias sociais européias, que desenhavam na época as aspirações da liberdade para um povo recém-saído de um regime de exceção, a Constituição Cidadã não nasceu perfeita, mas descortinou as esperanças de um futuro promissor.
É com tristeza que vemos a Carta violentada e usada libidinosamente em nome de um falso brilhante que estava enterrado na consciência popular, um socialismo utópico que prometia a fundação de uma sociedade justa, igualitária e pacífica, fugindo à turbulência de um mundo dominado pela injustiça e a exploração do homem pelo homem.
Triste ilusão. Fomos assaltados pela acomodação que nos deu Sarney após a morte de Tancredo; depois, o falso profeta Collor, o prudente Itamar Franco, o intelectualizado político Fernando Henrique e, por fim, o enganoso obreirismo do pelego Lula da Silva.
Subindo ou descendo a escada do futuro – a História registrará o movimento – os políticos brasileiros perseguiram, no seu primarismo, as duas cartilhas irrealizáveis do capitalismo e do socialismo.
Na Constituição de 88 cabe tudo. Até Collor – na sofreguidão da roubalheira – apontou a via capitalista; e Itamar, que o substituiu em boa hora, favoreceu o liberalismo aplainando seu caminho com o Plano Real e, com Fernando Henrique, as privatizações.
A degenerescência criada pela compra da reeleição por FHC ressuscitou o idealismo popular pelo socialismo, depositando a confiança no pelego da Volkswagen Lula da Silva. E o socialismo teórico é como coração de mãe, afaga todos que lhe sentam no colo.
E foi assim que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, vestindo a fantasia da crendice da plebe rude, modelada por intelectuais obreiristas e costuradas pelas viúvas do socialismo real, soterrado sob os escombros do Muro de Berlim.
Li outro dia um artigo – perdoe-me o autor, se lhe esqueci o nome – que abria um parágrafo com a frase “O socialismo aceita tudo”. Concordo com esta colocação, apontando que, em nome do ‘socialismo’ o PT adotou sub-repticiamente o ‘capitalismo colorido’.
Elevado ao mando denunciando as privatizações de Fernando Henrique e o tucanato, o PT vai ao extremo – privatizando a Petrobras, empresa estatal emblemática. Usando a novilíngua totalitária para enganar a massa ignara, chama de ‘concessões’ suas privatizações; e dando argumentos aos seus agitadores, fala de salvação da economia pela entrega do filé do pré-sal, o Campo de Libra.
Na verdade, os incompetentes do PT-governo nem sabem mesmo aonde irão os pretendidos recursos que esperam do primeiro leilão do petróleo em águas profundas. Estão convencidos que obterão vultosas quantias, e isto basta; para os poucos bem intencionados, será para ajudar a economia, e, para as ratazanas da pelegagem, novos butins para assaltar.
Uma coisa é certa: a Constituição aniversariante que Lula e sua gangue recusaram e achincalharam, é motivo de homenagens a ele; portanto, está vilipendiada pelo narco-populismo. Tão desprezada, que abriu também as veredas da impunidade, com o trator de uma figura jurídica defasada, os embargos infringentes.
Ressurgidos pela traição ao sistema processual brasileiro de um tribunal descompromissado com o interesse nacional, os embargos infringentes submetem-se à chibata dos políticos no poder. Poucos juristas aceitaram este recurso e a grande maioria procura entender como ele foi adotado no Supremo Tribunal Federal.
Assim, sob o manto esfarrapado da Constituição de 88, era de esperar que alguma autoridade falasse o que saiu da boca do ministro Marco Aurélio Mello, dizendo que a condenação dos quadrilheiros do Mensalão poderá ser revista.
Tremem nos túmulos nossos heróis e mártires. Um deles, Rui Barbosa, já alertava: “o pior de todos os juízes é o escolhido pelo governo, empenhado, em assuntos políticos nas decisões judiciais”. Eis o que temos, infelizmente, para não festejar a Carta Magna.
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Dilma, o diabo, e a fogueira do Pnad
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Dizem que os brasileiros esquecem depressa os fatos mais extremamente agressivos, sejam políticos, econômicos ou sociais. É verdade em parte; muitos acontecimentos perdem-se na lembrança de muitos, mas não de todos.
Esmaeceu-se no tempo, por exemplo, a recordação das vigorosas demonstrações de força popular na “Primavera de Junho”; mas pior, muito pior foi o povo por de lado o gigantesco escândalo do Caso Rosemary com suas ações quadrilheiras em nome da Presidência da República, com o uso de passaporte e mala diplomáticos, os euros levados para Portugal e os diamantes africanos.
Nem se precisa falar do relacionamento amoroso com o ex-presidente Lula da Silva, porque se trata de problemas pessoais e nem mesmo a trombeteada espionagem da NSA deveria bisbilhotar.
Os poucos brasileiros que não olvidam as coisas guardam como se fosse ontem a impressão negativa causada pela presidente Dilma ao dizer que faria o diabo para ganhar as próximas eleições. E nem precisam ter boa memória; assistem quase diariamente a Governanta fazendo diabólicas traquinagens com uma desenvoltura de quem realmente vendeu a alma a satanás…
São recentes sortilégios satânicos, lançados após o abandono da vassoura para voar sobre a mentira. Imposturas tão explícitas que só teem a serventia de municiar os arautos lulo-petistas que mamam nas tetas do governo.
A dança das bruxas agitou-se em torno de duas fogueiras: A fogueira da crise econômica que os economistas chapas-branca disseram que seria uma marolinha e a fogueira do Pnad que avivou o braseiro do analfabetismo crescente nos onze anos de poder petista.
No caso da economia descontrolada no câmbio e na inflação, vemos Dilma – associada ao diabo – tentando explicar o inexplicável, ao dizer que a variação do dólar não influi na economia brasileira por causa das reservas, escamoteando assim a enorme influência que exerce a subida da moeda americana sobre a inflação.
A área econômica do PT-governo empalma – como um trapaceiro em jogos de azar – as improvisações, os desacertos, e o fracasso, aventurando-se em elevar o PIB medíocre sem conseguir, e culpando os EUA e a Zona do Euro pelo malogro na condução dos negócios públicos.
Para os desavisados, displicentes, a massa ignorante e a infantilidade doente do esquerdismo, o “imperialismo” ainda é um monstro assustador; mas para aqueles que sabem (como sabia o finado Mao-Tse-Tung) que o imperialismo é um “tigre de papel”, esta falseta dilmista não cola.
No ardor de outra fogueirinha, a do Pnad, não dá para apontar Tio Sam e os seguidores da Tia Merckel. Então, a desculpa melosa não tem efeito para ninguém. A alta do analfabetismo – registrando treze milhões de brasileiros sem saber ler e escrever são de responsabilidade, intransferível, dos governos do PT; oito de Lula e quase três de Dilma.
Um argumento malicioso diz que vale a pena para os pelegos no poder a existência de treze milhões de eleitores analfabetos. Sinceramente não creio nisso. Entretanto não é descartável para quem faz um pacto com o diabo.
Uma coisa é certa: Nos oito anos de Lula a Educação não mereceu atenção a não ser nas jogadas de marketing. As verbas cobriam laudas e laudas de papel sem sair delas a não ser para as facilidades conquistadas pelas ‘consultorias’ e as propinas nas compras de material escolar e impressão e distribuição de livros inconvenientes.
Assim temos treze milhões de brasileiros na orfandade propedêutica, conforme os dados oficiais recém-divulgados pelo IBGE. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma nova forma de escravidão em pleno século XXI.
Por falar em escravidão – quase ia me esquecendo de outra mentira do satanismo vigente – temos a falácia eleitoralista dos pobres médicos cubanos – de quem não podemos deixar de falar da maneira como disse o orador paraibano José Américo de Almeida: “falar e falar muito, e dizer tudo, custe o que custar”.
Assiste-se no Brasil anestesiado a injustiça que se pratica no Programas Mais Médicos, com os profissionais importados. Não por serem cubanos, menos por serem médicos, mas pelo tratamento desigual e desumano que estão recebendo do Governo do Diabo no mercado de trabalho, ferindo a Constituição Federal.
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Vergonha multiplicada por muitas vezes mil
MIRANDASA (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Há uma expressão antiga, mas atualíssima, que joga ao redor de qualquer situação infamante, para quem quiser vestir a carapuça, o dito “é uma vergonha alheia”. É o que infringirá aos brasileiros o STF com a duvidosa concessão de recursos infringentes aos condenados do Mensalão.
Será uma vergonha multiplicada por muitas vezes mil diante da comunidade internacional.
Ansiosamente eu me seguro na frase “Ainda há juízes em Berlim” imortalizada por François Andrieux, no conto em versos, “O Moleiro de Sans-Souci”.
Baseou-se o poeta, na história lendária que se passou na Prússia no reinado Frederico II – “o Grande” – conhecido na História como “déspota esclarecido”, por que além de notável estrategista militar foi um mecenas para os artistas e intelectuais da sua época, entre eles Voltaire.
O caso veio à idéia de construir um castelo em Potsdam, num vale aprazível da região, para o seu repouso. Um moinho de vento cobria parte da paisagem e o moleiro se recusou a abandonar o local, desprezando dinheiro e sinecura. Um puxassaco de Frederico instigou-o a castigar e expulsar o homem.
O soberano então mandou trazer o moleiro à sua presença e disse-lhe que queria comprar a propriedade, mesmo podendo tomá-la. Em resposta, ouviu do teimoso a frase “Como se não houvesse juízes em Berlim…” Frederico, compreensivo, deixou o moinho estar como estava.
Ninguém pode ter a certeza do que decidirá o ministro Celso de Mello com o seu voto no processo da Ação Penal 470, que se complicou pela politização do caso pelo PT-governo para salvar os quadrilheiros do seu partido já condenados pelo próprio Supremo,
Essa politização (ou ideologização, como querem alguns) deixa claro o que legou ao Direito Positivo Ruy Barbosa: “O pior de todos os juízes é o escolhido pelo governo, empenhado, em assuntos políticos, nas decisões judiciais”.
São alguns ministros, devedores da prebenda governamental, que levaram o STF a essa situação, apegando-se ao regimento interno da Corte, mesmo superado pela legislação vigente e a Constituição.
O voto faltante de Celso de Mello poderia corresponder ao argumento de milhões de brasileiros que crêem que ainda há juízes em Brasília. Serão magistrados que se levantam contra a impunidade dos criminosos que desviaram milhões de reais do Erário para manter um partido no poder.
Criminosos que usaram de artifícios antijurídicos e culpáveis, aplicando golpes para obter empréstimos públicos fraudulentos e comprar apoio ao governo Lula de parlamentares picaretas.
Por mais fanáticos que os pelegos do Partido dos Trabalhadores e de organizações satélites sejam, não têm condições de negar o protesto popular pela punição exemplar dos doze réus já condenados. E acho que assim deve estar vendo o ministro Celso de Mello, detentor do voto de Minerva.
Seria uma ‘vergonha alheia’ acolher uma chicana, desmoralizando irreparavelmente a Justiça no nosso País.
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7 de setembro: A Marcha dos Excluídos
M IRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
Organiza-se para sete de setembro, o Dia da Pátria, a 19º Marcha dos Excluídos, manifestações tradicionalmente realizadas para chamar atenção nacional da exclusão social no País. Começou como o “Grito dos Excluídos”, projeção de um protesto simbólico suprapartidário, com participações individuais ou coletivas.
Levantou inicialmente tendências diversas: contra a discriminação racial, de gênero e homofóbica; defendendo a justiça social e o mercado de trabalho aberto e remunerado com justeza; defendendo a Democracia contra a permanente ameaça do capitalismo selvagem e a disposição de grupos político-partidários de centralizar o poder.
Sem ser um movimento ou uma campanha pontual, a Marcha dos Excluídos esteve sempre aberta para a participação ampla da cidadania. Principalmente agora com o anseio de mudanças que levou o povo às ruas espontaneamente contra a corrupção e a impunidade.
A indignação que está em todas as cabeças concentra-se em duas vertentes republicanas: Um Congresso desligado da população e compromissado por interesses corporativos, individuais, grupistas e partidários e um Judiciário devedor de indicações presidenciais.
Os deputados ainda estão com os nervos formigando por terem cometido grave traição nacional com a absolvição de um colega presidiário, condenado pelo STF por desvio de verbas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
O Judiciário – na sua cúpula, o Supremo – está sob pressões externa e interna no julgamento da Ação 470 que condenou a quadrilha organizada para o assalto ao Erário, onde as figuras mais notórias são ex-dirigentes do PT, José Dirceu, José Genoino, JP Cunha e o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Com eles, o parceiro e sócio Marcos Valério, experiente executor de desvios de dinheiro público. O STF, norteado pelo espírito jurídico e em conformidade com o Direito, puniu-os com penas que somam pouco mais de 40 anos de prisão na sentença condenatória
Esta decisão do Supremo, aplaudida pelo povo brasileiro, encontra-se ameaçada por chicanas de todos os tipos e forte influência do lulo-petismo sobre indivíduos incultos, influenciáveis ideologicamente ou obrigando-se a agradecer pela ocupação de cargo pelos detentores do poder político.
Esta intimidação ao plenário do STF para se consumar uma revisão do julgamento, obedece a uma fórmula simples: basta a mudança de um voto entre os ministros que participaram do julgamento ou do voto pela absolvição do novo ministro Teori Zavascki.
Assim os mensaleiros petistas seriam beneficiados pela aceitação dos embargos infringentes e cumpririam as punições por corrupção ativa ou passiva, além de peculato, em regime semi-aberto.
É por isso que o dia 7 de setembro, sábado próximo, precisa de manifestantes contra a corrupção e a impunidade, somando-se à Marcha dos Excluídos, porque todos seremos excluídos se a justiça se partidarizar enaltecendo a impunidade.
A presença popular nas ruas assusta por vários motivos. Denuncia o neo colonialismo da FIFA e a roubalheira da Copa/14, reclama por mobilidade urbana com transportes accessíveis aos trabalhadores, combate à corrupção generalizada e evidenciar a incompetência governamental de gerir a Educação, a Saúde e a Segurança Pública.
Os poderes da República vêem afluir a força do povo e conhecem a experiência histórica da tomada da Bastilha. Dessa maneira ficam temerosos e com complexo de culpa; o Palácio do Planalto então mobiliza um inusitado número de agentes para a proteção das autoridades, e as arquibancadas mais próximas ao palanque de Dilma serão tomadas por partidários dela.
Mas nada disso impedirá que a voz rouca das ruas ecoe nos quatro cantos do mundo. E desta vez, se elevará sem que agentes provocadores infiltrados façam badernas. Os atos previstos para 135 cidades em todo território nacional já contam com a adesão de milhares de internautas.
… E as redes sociais devem capitanear o ato patriótico do Dia da Pátria. A página do ‘Maior protesto da História do Brasil’ no Facebook, organiza e programa as manifestações. #VempraRua você também!
ARTIGO
Brasil chega ao fundo do fundo do poço
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
As tiradas metafóricas dos mamulengos governantes para encobrir os erros na condução da política econômica do País, além de ser a capa de gordura das mentiras lulo-petistas, são hilárias. A última, do Mr. Bean Mantega (belo apelido usado pelo Financial Times), é que a economia chegou ao fundo do poço, mas está se recuperando.
Essa impostura nos leva a crer que existe um fundo, no fundo do poço… Primeiro, por que nada indica a reabilitação da economia; segundo, por que o domínio político do PT-governo e seus aliados, com a manutenção do mandato do presidiário Natan Donadon chega, também, ao fundo do fundo do poço.
Não é preciso esclarecer os desacertos da banda econômica do desastre brasileiro. Basta apresentar os números do endividamento das famílias brasileiras graças ao consumismo incentivado por Lula da Silva, um estimulo criminoso mantido no terceiro governo através da boneca de ventríloquo que está na Presidência da República.
Ainda mais explícita e diáfana é a horrenda demonstração das criminosas transações da chamada base governista como se viu na Câmara Federal com a não cassação de Donadon.
Não encontramos contradição dos 300 picaretas, atualmente acrescidos de outros tantos intrujões do PT e seus satélites. Esta excelência – O Deputado-Presidiário – é para o lulo-petismo, uma figura politicamente correta. Foi condenado por formação de quadrilha e peculato e recolhido à prisão com a perda dos direitos políticos.
Para a sociedade brasileira, porém, o que a Câmara dos Deputados fez é uma vergonha, por vários aspectos. Afrontou a Justiça e feriu a Constituição; mostrou a horripilante face de numerosa fração parlamentar liderada pelo PT, PMDB e PP; e, finalmente, igualou o político brasileiro aos mascarados ‘black blocs’ com o voto secreto, e, com os vândalos, no quebra-quebra no edifício da Democracia.
A existência do voto secreto no parlamento já não é uma defesa numa ditadura autoritária; hoje, é uma afronta às instituições democráticas e, em última análise, à Nação Brasileira. O povo deve ter o direito de saber como votam seus representantes, e não vê-los escondidos por covardia, corporativismo e desprezo aos eleitores.
Nossa indignação extrapola a vilania da Câmara, com o espetáculo revoltante de um preso, condenado há 13 anos por desvio de dinheiro público, participar e votar numa sessão parlamentar. Mesmo os que votaram pela cassação aceitaram mansamente isto, sem uma expressão de revolta.
É como se o todo dissesse que esta é a realidade política, que a República é uma figura de retórica e a Democracia é uma pantomima. Generaliza-se a idéia de que a ética política e a moralidade pública faleceram neste País deixando órfã a nacionalidade.
Que fazer? Reaprender a aritmética de que uma maioria deve se submeter à minoria, aceitando que os vândalos do Congresso nos afaste dos protestos, como fazem seus semelhantes arruaceiros confundindo uma manifestação democrática com arruaças?
É verdade que o povo se afastou das ruas fisicamente. Mas está em todas as cabeças as palavras de ordem da mudança, agora acrescidas pelo desprezo aos que ocupam o Poder Legislativo dizendo-se representantes de uma população que não mais os aceita como tais.
O capítulo Donadon da História Política do Brasil tem um significado que induz à desordem e à negação do princípio da autoridade. É, por extensão, a falta de respeito ao povo, desequilibrando os demais poderes republicanos. O Executivo cultiva a impunidade para defender os seus partidários, também condenados por crimes repulsivos; o Judiciário assiste assombrado a reabilitação dos direitos políticos de um criminoso.
Entenda-se nesta situação que é preciso voltar às ruas no 7 de setembro, com ou sem black bocks e vândalos. Vamos verde-amarelar a Nação contra a corrupção e a impunidade, para evitar que outros como Donadon escarneçam de nós.
Vamos exigir que os mensaleiros João Paulo Cunha, José Genoino, Pedro Henry e Valdemar Costa Neto cumpram as penas ditadas pelo STF, na prisão e na perda dos mandatos.
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O “Processo dos Médicos” do PT-governo
MIRANDA SÁ ( E-mail: mirandasa@uol.com.br )
O estudioso inglês da História Soviética, Craig Brandist, nos oferece dados muito interessantes sobre as semelhanças do período stalinista na Rússia e sua cópia borrada de papel carbono que é o PT-governo.
Chamou-me a atenção o fato de lá a burocracia governante ter levado dez anos para se consolidar no poder, exatamente o tempo que os pelegos lulo-petistas assumem, acreditando subordinar a Nação Brasileira com super-poderes.
É certo que submetem o Poder Legislativo e influenciam grandemente no Poder Judiciário. Mas não de todo: no Congresso ainda há vozes independentes, poucas, mas que protestam contra os desmandos governamentais. No Judiciário, projeta-se a sombra de Joaquim Barbosa, para que se cumpra uma Justiça boa e perfeita.
Nos dez anos da pelegagem no poder já dá para fazer uma avaliação do avanço de uma mentalidade obreirista, estreita e arrogante, do camponês georgiano Joseph Stálin, que se tornou ditador da URSS contra a vontade de Wladimir Illich Lênin e pela brutal repressão aos seus contestadores, principalmente a Leon Trotsky.
Quanta analogia tem hoje o Brasil com a concentração de poder de Stálin! A mais próxima e atual é o desprezo pela intelectualidade com a promoção dos medíocres quadros petistas na cultura e na ciência; e hilária, a imposição do “lulês” nas cartilhas escolares.
Um alvo dos ataques lulo-petistas às personalidades científicas são os médicos, tal qual Stálin fez nos últimos anos de vida, com o famoso “Processo dos Médicos” e suas funestas consequências. As caricaturas stalinistas de Dilma e do seu ministro da Saúde, Padilha, atacam os médicos brasileiros indiscriminadamente.
Dilma e Padilha tentam de tudo para solapar a classe médica e, porque não dizer, a Medicina Brasileira, cujos avanços são notórios. Vetaram o Ato Médico, que se arrastou por 12 anos no Congresso e foi aprovado a gosto dos profissionais.
Com o veto, negaram ao médico a exclusividade para diagnosticar enfermidades alegando que qualquer atuante na área da Saúde está capacitado para fazer tais diagnósticos. Assim, nivelam por baixo o conhecimento científico.
Isto parece nada, quando o PT-governo se dispõe a abolir o diploma de Medicina no Brasil, reconhecendo que “técnicos em saúde”, com pouco mais de três anos de estudos em Cuba, podem exercer a Medicina sem revalidar seus diplomas numa universidade brasileira.
Sem atender ao respeito científico da exclusividade do médico na prescrição terapêutica, subjugando-a ao interesse pseudo ideológico, aproveitam formandos de Cuba a soldo do MST, CUT e PCdoB. E ainda veio coisa muito pior: a importação de médicos estrangeiros.
O cenário aberto com a vinda desses profissionais merece um repúdio; não por suas nacionalidades, nem por abominar um programa que promete levá-los aos rincões onde as populações não têm médicos para atendê-las.
O inaceitável é a maneira exdrúxula de como os cubanos são tratados. Primeiro, eles veem em número espantoso, 4.000! Segundo, enquanto portugueses, espanhóis e argentinos receberão um salário de R$ 10 mil, os cubanos só terão 25% a 40% disso, R$ 2.500 a R$ 4.000, indo o excedente para Havana…
Não fica só nisso. Os outros podem trazer suas famílias, e os cubanos não. E por quê? Só pode ser o medo que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) dominada pelo bolivarianismo, de que possam desertar da ditadura; Imaginem, medo até do governo aliado lulo-petista, que asila terroristas assassinos como Baptisti e repatria desportistas contestadores, como fez com os dois boxeadores cubanos, jogando-os em avião venezuelano preparado para esse ato desumanitário.
Repito não ser contra médicos estrangeiros por ser estrangeiros, mas pelo regime de semi-escravidão que o Mais Médicos submeterá aos médicos cubanos. A Folha de São Paulo publicou uma curiosa entrevista com a médica cubana Ivonne Sanchez que atua no interior de São Paulo. Ela faz revelações que reforçam as minhas convicções; veio em 1997 para ajudar a implantar o Programa Saúde da Família, em Araras.
Aqui, Ivonne prestou o Revalida e foi aprovada. Naturalizou-se e casou com um brasileiro. Ganha hoje R$ 12 mil e tem autoridade para prever um mínimo de três meses para os compatriotas se adaptarem à língua e ao atendimento básico no SUS.
Assim, submetendo-se ao Revalida, os cubanos devem ter direitos a um salário condigno e de querer ficar, como a doutora Ivonne teve. Deve gozar a faculdade de fugir dos grilhões ditatoriais castristas e escapar ao deplorável costume lulo-petista de fazer do Brasil um aparelho de segurança do governo cubano.
O “Processo dos Médicos” da trinca Lula-Dilma-Padilha tentando garrotear os médicos brasileiros, escandaliza pela aceitação de um médico ganhar R$ 10 mil, e outro apenas R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante.
Isto o que o PT-governo faz no Mais Médicos caracteriza trabalho escravo; seja, explorar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto.
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