Artigo

Copa, medo, marketing e repressão institucional

MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br )

O “País das Maravilhas” de Dilma é só ficção, porque além do vazio em realizações, os pelegos ocupantes do Palácio do Planalto ainda estão assustados com os espectros que ainda vagueiam após as manifestações de junho.

A Copa da FIFA, que o lulo-petismo pensou em alavancar seu projeto de manutenção do poder, se inverteu a ponto do ministro Gilberto Carvalho ter a audácia de vir a público taxar os protestos populares de ingratidão do povo, dizendo com pobre vocabulário que “fizemos tanto por essa gente e agora ela se volta contra nós. Houve quase um sentimento de ingratidão”.

Carvalho, que não é flor que se cheire, inspirou o fantoche de Lula na Presidência, Dilma, a estabelecer a repressão institucional num programa de “segurança” durante os jogos mundiais, envolvendo forças federais, policias estaduais, a Justiça e até o Exército.

Programou-se uma prontidão de tropas repressivas para responder imediatamente a qualquer expressão de protesto. E, paralelamente, faz um investimento de marketing comprando os meios de informação e até na infiltração de agitadores nas redes sociais da Internet.

O plano está definido numa estratégia repressiva abrangente, com mecanismos para impedir que o clamor nacional contra os gastos exorbitantes e as imposições externas cheguem à mídia internacional.

Com essas medidas, mais dinheiro público escorrerá pelos ralos da corrupção, pois o custo será de R$ 1,8 bilhão, mostrando que o PT-governo gastará quatro vezes mais com segurança do que a África do Sul na Copa anterior.

Isto representa mais um fato revoltante para os inconformados com o custo de R$ 30 bilhões nos estádios, o desprezo pelas obras de infraestrutura prometidas, e o abandono da Educação e da Saúde.

As cidades sedes do jogos sofrem uma varredura, usando nessa ação – além da Polícia Federal – as secretarias de Segurança Pública e da Defesa do governo federal e suas congêneres nos estados. E como se não bastasse, a espionagem da ABIN estará atenta aos meios de informação e comunicação da cidadania.

Espionam-se os opositores passivos e ameaçam-se os ativistas. Nos aeroportos, sem serem vistos, estarão atiradores de precisão para atingir alvos pequenos até 400 metros e helicópteros sobrevoarão para operar um resgate armado.

Alta tecnologia será empregada para ameaçar o povo. Até drones e olhos eletrônicos vigiarão diuturnamente ajuntamentos e movimentação nas ruas.

Será que toda essa parafernália vai calar a voz rouca das ruas? As táticas empregadas de infiltração de agentes provocadores que contiveram, de certo modo, as manifestações de junho darão certo novamente? No ano passado, porém, foram protestos contra o aumento das passagens nos transportes públicos e pontuais denúncias contra a corrupção governamental.

Desta vez é a revolta de ver faltar verbas para a Educação e a Saúde, dando primazia a estádios que consumiram muito além do projetado, para engordar os bolsos de corruptos e corruptores.

Foi lembrado que a ditadura militar recusou sediar da Copa para não dar prejuízos ao Erário; e agora se faz a comparação entre a choraminga do PT-governo com “a ingratidão dos que receberam muito” e os governos militares que garantiram o patrimônio nacional, não roubaram e criaram empregos.

Um dos malefícios ditatoriais foi a censura à informação, que privava a expressão democrática; agora vivenciamos uma censura dissimulada, pela compra da chamada grande imprensa com as verbas miliardárias de propaganda.

E, pior do que isso, com o surgimento da Internet e das redes sociais que democratizam a comunicação da cidadania, assistimos a mobilização de agentes mercenários, pagos com verbas públicas para provocar, coibir e ameaçar a divulgação de idéias contrárias ao pensamento oficial.

Assim, tristemente, vemos o que é realmente o PT-governo, submisso à FIFA, amedrontado, propagandeando ilusões e gerando a repressão institucional.

 

 

 

 

Farra lisboeta de Dilma – A gota d’água

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.b )

As desastradas e mentirosas versões para a farra portuguesa da delegação brasileira ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, foram a gota d’água que derramou para todo e sempre o copo da credibilidade do PT-governo.

Em vez de uma instituição republicana, o Brasil é um sindicatão com uma diretoria inconfiável. No episódio da “escalada obrigatória” em Portugal a pelegagem lulo-petista se desmoralizou completamente.

O imbróglio envolveu Ministério da Comunicação Social, da jornalista Helena Chagas, que inoportunamente saiu-se apressada com a primeira versão da necessidade de uma “parada técnica”, e pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, que falou pela Aeronáutica sobre a exigência do reabastecimento e o Chanceler Luiz Alberto Figueiredo, dizendo que a decisão de parar em Lisboa só foi tomada “no dia da partida” da Suíça por causa do mal tempo.

Os três foram desmentidos bombasticamente. A visita estava programada e a prova foi a reserva antecipada de quarenta e cinco apartamentos para Dilma e sua comitiva; o avião presidencial tem autonomia de vôo, segundo a Airbus; e, o ministro do Exterior teve a contradita do governo português que sabia da visita de Dilma desde o dia 23 de janeiro.

Além do mais, o problema revela uma velha prática da totalitária seguida pelo lulo-petismo: A agenda da presidência é sigilosa, por questões de “segurança nacional”.

É antidemocrático tratar como segredo de Estado a inconseqüente recreação do desembarque em Lisboa para um fim de semana lúdico, com hospedagem nos luxuosos hotéis Ritz e Tivoli e jantar num dos restaurantes mais badalados da cidade.

A oposição parlamentar, do PPS e PSDB considerou a situação um “mau exemplo”, pela escamoteação da informação e a sorrateira omissão dos gastos com diárias em hotéis e do jantar. Registre-se que a diária numa suíte do Ritz custa R$ 26 mil.

Ocorre que a oposição chega tarde para protestar na carnavalização das viagens de Dilma e sua corte.

Em abril de 2011, quando Dilma foi à China, teve também uma “escala obrigatória” em Atenas, onde passou 24 horas com um dispêndio de R$ 244 mil (R$ 9 mil por hora); e na volta, a “parada técnica” foi em Praga e custou R$ 75 mil.

No mesmo ano, em dezembro a Presidente esteve em Cannes para uma reunião com chefes de Estado e em março do ano passado acompanhamos a piedosa peregrinação ao Vaticano para assistir à missa celebrada pelo recém-eleito papa Francisco.

Em Roma, ostentou luxo hospedando-se num faustoso hotel da capital italiana e pagou R$ 204 mil somente no aluguel de 30 veículos da Roma Vip Limousine; e de lá foi ao funeral de Hugo Chávez. De Roma a Caracas não necessitou de “escalada obrigatória” apesar do percurso ser maior do que o de Zurich a Havana.

Como agora o “segredo de Estado” vazou, deixou Dilma baratinada, como se viu na confusa entrevista que deu, em que focou o jantar em Lisboa no elitista Eleven, com o ilusionismo do pagamento da conta, dizendo que “cada um pagou a sua despesa com cartão pessoal.”. Esqueceu-se de acrescentar “corporativo”.

Ninguém pode desmenti-la, porque os gastos de Dilma e assessores são confidenciais, um segredo de Estado imposto pelo Ministério das Relações Exteriores, desde a publicação de que as despesas da presidência com viagens entre 2011 e 2012, atingiram R$ 11 milhões.

A rede de imposturas e de exageros na dissipação do dinheiro público pode até continuar e se manter, mas só iludirá quem quiser ser iludido ou tiver interesse nisto. Da minha parte, guardo o ensinamento de Abraham Lincoln: “Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo.”

Cracolândia: Laboratório do narco-populismo

MIRANDA SÁ, (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Pela estreita parceria entre o PT-governo e os produtores de cocaína na Bolívia, através do presidente Evo Morales e com as fronteiras escancaradas para o tráfico na Transmaconheira ligando o Paraguai ao Brasil, marchamos para a solução final do narco-populismo.

O laboratório dessa estratégia é a Cracolândia, na capital de São Paulo, é a experimentação do “humanismo eleitoral” no programa “Braços Abertos” criado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Que não se dê crédito às pesquisas de opinião, algumas simplesmente desmoralizadas, mas, por uma questão de informação, temos amostragens com 86% dos entrevistados brasileiros considerando a segurança pública o maior problema do País.

A chamada grande mídia não dá repercussão desse número assustador, que reflete o desamparo social; e não há nos governos federal, estaduais e municipais uma autoridade que assuma com coragem o enfrentamento do problema.

Posso parecer exagerado, mas entre os governos, seus titulares e partidos, e os políticos em geral, só há uma posição convergente: a incompetência. No plano federal, temos omissão à beira da cumplicidade; os estados não investem nas polícias civis e militares e nos municípios, cá prá nós, vê-se total leniência diante da miséria e o consumo de drogas.

Sampa é emblemática no seu aniversário de 460 anos. Uma das maiores metrópoles do mundo, de população trabalhadora e produtiva, assiste a ocorrência de uma média diária da prisão de três traficantes por dia na área batizada popularmente de Cracolândia.

Os moradores de rua, os vadios e os viciados se ajuntam ali e, como não podia deixar de ser, sob o protesto dos que moram e/ou trabalham naquela circunscrição territorial. Exigem o cumprimento da legislação que condena o tráfico de drogas, e a atuação da polícia civil, que é combater o crime.

Na Cracolândia, os últimos acontecimentos tiveram a cobertura de repórteres de vários órgãos de comunicação presentes, e por eles temos um testemunho razoavelmente correto: Assistiu-se uma blitz do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que incomodou traficantes e usuários provocando uma reação deles que foi revidada com uso de bombas de efeito moral e balas de borracha.

O atrito resultou em três policiais e dois dependentes feridos e a prisão de 34 crackeiros para averiguação; entre eles, quatro traficantes ficaram detidos. Será que esta ação policial, mesmo com exageros, foi errada?

Ocorre que moradores, trabalhadores e passantes na região central de São Paulo, estão fartos em assistir a exibição de zumbis, sem dúvida doentes, explorados pelo narcotráfico, e não será o eleitoralismo do prefeito Haddad que calará as manifestações contrárias.

Cobrindo jornalisticamente a situação da Cracolândia, o Estadão publicou semana passada uma reportagem sobre o programa da Prefeitura de assistência aos drogados e colheu um depoimento interessante. Identificada como Daiane, uma dependente do crack que está grávida de três meses, fez um depoimento que merece uma reflexão.

“Com a diária que recebo, vou comprar um condicionador, desodorante, um vestido que custa R$ 10, lindo, que vi numa loja, mas não vou mentir, se algum dinheiro sobrar vou comprar uma pedra das boas”. É possível que o dinheiro arrancado do contribuinte por pesados impostos sirva para isto?

A “Bolsa-Crack”, além de condenável justifica a intervenção policial. Se eu fosse paulistano de nascimento ou pela livre escolha de adotar a cidadania da bela e pujante capital de São Paulo, ficaria contra a montagem de um laboratório do narco-populismo no coração da cidade.

Sou humanista, mas o meu humanismo é dirigido ao recolhimento e assistência para todos que quiserem se libertar do vício, mas não pagar-lhe diárias numa experiência pseudo-científica que, na realidade, é política narco-populista, equivocadamente “social”.

 

Cracolândia: Laboratório do narco-populismo

MIRANDA SÁ, (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Pela estreita parceria entre o PT-governo e os produtores de cocaína na Bolívia, através do presidente Evo Morales e com as fronteiras escancaradas para o tráfico na Transmaconheira ligando o Paraguai ao Brasil, marchamos para a solução final do narco-populismo.

O laboratório dessa estratégia é a Cracolândia, na capital de São Paulo, é a experimentação do “humanismo eleitoral” no programa “Braços Abertos” criado pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Que não se dê crédito às pesquisas de opinião, algumas simplesmente desmoralizadas, mas, por uma questão de informação, temos amostragens com 86% dos entrevistados brasileiros considerando a segurança pública o maior problema do País.

A chamada grande mídia não dá repercussão desse número assustador, que reflete o desamparo social; e não há nos governos federal, estaduais e municipais uma autoridade que assuma com coragem o enfrentamento do problema.

Posso parecer exagerado, mas entre os governos, seus titulares e partidos, e os políticos em geral, só há uma posição convergente: a incompetência. No plano federal, temos omissão à beira da cumplicidade; os estados não investem nas polícias civis e militares e nos municípios, cá prá nós, vê-se total leniência diante da miséria e o consumo de drogas.

Sampa é emblemática no seu aniversário de 460 anos. Uma das maiores metrópoles do mundo, de população trabalhadora e produtiva, assiste a ocorrência de uma média diária da prisão de três traficantes por dia na área batizada popularmente de Cracolândia.

Os moradores de rua, os vadios e os viciados se ajuntam ali e, como não podia deixar de ser, sob o protesto dos que moram e/ou trabalham naquela circunscrição territorial. Exigem o cumprimento da legislação que condena o tráfico de drogas, e a atuação da polícia civil, que é combater o crime.

Na Cracolândia, os últimos acontecimentos tiveram a cobertura de repórteres de vários órgãos de comunicação presentes, e por eles temos um testemunho razoavelmente correto: Assistiu-se uma blitz do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que incomodou traficantes e usuários provocando uma reação deles que foi revidada com uso de bombas de efeito moral e balas de borracha.

O atrito resultou em três policiais e dois dependentes feridos e a prisão de 34 crackeiros para averiguação; entre eles, quatro traficantes ficaram detidos. Será que esta ação policial, mesmo com exageros, foi errada?

Ocorre que moradores, trabalhadores e passantes na região central de São Paulo, estão fartos em assistir a exibição de zumbis, sem dúvida doentes, explorados pelo narcotráfico, e não será o eleitoralismo do prefeito Haddad que calará as manifestações contrárias.

Cobrindo jornalisticamente a situação da Cracolândia, o Estadão publicou semana passada uma reportagem sobre o programa da Prefeitura de assistência aos drogados e colheu um depoimento interessante. Identificada como Daiane, uma dependente do crack que está grávida de três meses, fez um depoimento que merece uma reflexão.

“Com a diária que recebo, vou comprar um condicionador, desodorante, um vestido que custa R$ 10, lindo, que vi numa loja, mas não vou mentir, se algum dinheiro sobrar vou comprar uma pedra das boas”. É possível que o dinheiro arrancado do contribuinte por pesados impostos sirva para isto?

A “Bolsa-Crack”, além de condenável justifica a intervenção policial. Se eu fosse paulistano de nascimento ou pela livre escolha de adotar a cidadania da bela e pujante capital de São Paulo, ficaria contra a montagem de um laboratório do narco-populismo no coração da cidade.

Sou humanista, mas o meu humanismo é dirigido ao recolhimento e assistência para todos que quiserem se libertar do vício, mas não pagar-lhe diárias numa experiência pseudo-científica que, na realidade, é política narco-populista, equivocadamente “social”.

 

Maranhão: Microcosmo do PT-Brasil

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Não se sabe quem contribuiu (exceto o pomposo Nelson Jobim, com R$10 mil) para o quadrilheiro do Mensalão, José Genoino, pagar a multa imposta pela condenação no STF. Autores das doações estão encobertos por um segredo que só ele e sua ‘famiglia’ sabem.

Poucos reais ou polpudas contribuições serviram para pagar um escandaloso assalto aos cofres públicos, e chocam todos que se preocupam com a situação dos trabalhadores aposentados, com o benefício achatado e ameaçados de ficarem pior.

A indignação que isto provoca nos leva a perguntar se a Receita Federal fiscalizará os valores destinados a esta provocação feita à Justiça e se teem alguma coisa a ver com o confisco das cadernetas de poupança e o patrimônio da Petrobras que escorre pelo ralo da corrupção.

Tal situação nos leva ao Maranhão dos Sarney, um microcosmo do Brasil do PT, onde a “Ordem e Progresso foram transformados em anarquia e retrocesso”, conforme escreve o missivista do Estadão, Roberto Twiaschor.

 A verdade é que a desordem e o retrocesso que se viu emergir dos ocorridos no Maranhão retratam o modelo implantado no País, onde a cumplicidade – no mínimo, a negligência – do governo federal, se alastra como uma epidemia de roubo e violência pelos estados e municípios. A complacência e a criminalidade dos detentores do poder se refletem em suas bases.

Vê-se a insensibilidade sócio-política dominar todo corpo social. Relega-se a um segundo plano o estudo das causas criminológicas e a busca dos meios para combatê-las; seria como querem alguns, produto da miséria, dos contrastes flagrantes de uma sociedade desigual?

Ou será o enfraquecimento do Estado em virtude de um governo comprometido apenas com a manutenção do poder? Li outro dia (permitam não citar a fonte e o autor, que caíram no meu esquecimento) que “a incúria do Estado e da própria sociedade mais se acentua em face da Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/ 84)”. E nisso encontra-se a contradição entre a legalidade democrática e o País de Fantasia que a Presidente da República tenta impingir nos seus pronunciamentos.

A contradita entre a realidade e a ficção provoca aberrações, como a defesa dos direitos humanos dirigida apenas ao marketing eleitoral do PT e seus satélites. Com toda cultura da repressão violenta imposta aos aparelhos policiais do Estado, não me parece justo responsabilizar as polícias pela reação extrajurídica de grupos organizados sob a orientação dos partidos governantes.

A discriminação aos agentes da lei leva ao totalitarismo e ao surgimento de mecanismos policiais comuns às ditaduras. Parece-me que é isto que o lulo-petismo quer, andando para trás como caranguejo, em vez de rever as promessas que o levaram a conquistar o poder.

Com todos os defeitos que o colonialismo europeu lhe tenha ideologizado, o reacionário Winston Churchill nos legou um preceito que precisa ser analisado: “A democracia é a pior de todas as formas imagináveis de governo, com exceção de todas as demais que já existiram”

Baseado nesse ensinamento de Churchill, um editorial do vetusto Estado de São Paulo transcreve que “a democracia é, sem dúvida, o regime que melhor funciona”. E é dentro do Estado Democrático de Direito que devemos combater a realidade traumática que o Brasil observa aparentemente impotente para reagir.

A gravidade da situação nos alerta contra a propaganda governamental maciça e massiva de que está tudo bem, no delírio egocentrado de um partido narco-populista, que defende a oligarquia maranhense em troca de votos.

Os princípios de ordem e progresso escritos na bandeira republicana não permitem a existência de capitanias hereditárias coloniais substituindo os estados definidos na Constituição, a Carta que, aliás, o PT não assinou, e tudo faz para substituí-la por modelos despóticos de tiranias africanas, asiáticas ou caribenhas…

Não se pode consentir que o microcosmo maranhense do PT-governo generalize-se nas consciências, corações e mentes do povo brasileiro. Chega. Impeachment de Roseana Sarney já!

 

 

Pibinho, bolsas e trabalhadores aposentados

MIRANDA SÁ(E-mail: mirandasa@uol.co.br )

A radiografia de corpo inteiro da economia brasileira, subnutrida de competência, ética e honestidade, mostra um País doente, exangue, que deixa sua Nação sem forças para reagir. Convergem para esta debilidade a inflação crescente e o tratamento volúvel como se fora examinado e consultado por um curandeiro primitivo.

Como remédio, dá-lhe uma garrafada comprada em ponta de feira. Desta vez não ministrada pelo fracassado ministro Mantega, sem idoneidade, mas de outro ‘oriundo’, Tombini, o chairman do Banco Central lulo-petista.

A beberagem traz o rótulo do Copom, e é ineficaz para combater a pertinaz febre inflacionária que chegou oficialmente a 5,91 no ano passado, mas que não corresponde às compras de supermercado, pois está muito aquém da subida de preços da cesta básica.

Subir juros como processo de cura é impróprio, como é desastrado o desempenho do PIB – apelidado de ‘pibinho’ quando comparado aos países emergentes e latino-americanos como a Colômbia, o Chile e o México. Bastou soltar a inflação da jaula do Plano Real, e o fraco desempenho do sistema produtivo, com o déficit recorde da indústria com US$ 105 bilhões no vermelho.

Para camuflar tal rebaixamento, multiplicam-se as bolsas esmolas – já não mais visando à miséria nacional, mas bolsas para tudo além da bolsa-família: bolsa-prisão, bolsa-vadiagem, bolsa-eleitoral e a mais recente e vergonhosa bolsa-crack!

Tudo isso traça a caricatura do Partido dos Trabalhadores, chegado ao poder a 12 anos por um estelionato eleitoral. Entre as promessas mentirosas arquivadas em hemerotecas e videotecas, tivemos o repúdio a esse tipo populista de assistência social.

E com essa fraude a quadrilha se mantém, e mantém um projeto de eternização no poder do “partido dos pobres”, a que o missivista do jornal Estado de São Paulo, Nelson Pereira Bizerra, acrescentou “dos pobres de idéias”.

Apesar desse execrável narco-populismo (agora comprovado com a bolsa-crack), o projeto da reeleição de Dilma desvaloriza seu próprio Ministério, expondo-o no balcão do varejo corrupto, à disposição das quadrilhas organizadas como partidos.

E a desigual disputa no campo democrático tem ainda um componente subversivo e terrorista. De um lado, os lulo-petistas achincalham o Poder Judiciário, ao contestar a decisão do Supremo Tribunal Federal que condenou a gangue do Mensalão; e do outro, estimulando bandos de baderneiros que ameaçam a segurança pública e o direito de ir e vir da cidadania.

Assim, o lulo-petismo abre todas as frentes possíveis para se manter no poder. Só não faz o que a Nação almeja e necessita: Educação e Saúde de qualidade, e a paz social. E ainda por cima, nega um olhar solidário para a grande riqueza humana deste País que é, sem dúvida, a legião dos trabalhadores aposentados, atirados ao desprezo por uma legislação injusta.

O tratamento dado aos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, cerca de 30,3 milhões de pessoas, não tem similar entre as nações civilizadas. Isto não foi uma criação do lulo-petismo, mas o que era criticado anteriormente pelos sindicatos e o próprio PT manteve-se, apesar do PT-governo contar com larga maioria no Congresso.

Os aposentados e pensionistas teem seus benefícios achatados, muitos ganhando menos do que as bolsas eleitoreiras distribuídas pelo PT-governo. O piso acaba de ser corrigido em 6,78% para R$ 724,00 – ou seja, apenas 1,22 pontos porcentual mais do que a correção de 5,56%.

Nos 12 anos de PT-governo, mesmo os aposentados que recebem acima do piso sofrem essa redistribuição de renda ao contrário. Quem contribuiu por 17 salários-mínimos, por exemplo, recebe em contrapartida de 11 a 12 salários…

Ainda não estão confirmados os candidatos que pleiteiam a sucessão presidencial. Também, pouco importa; para se afirmar como oposicionistas devem enfrentar esta condenável conjuntura exibindo publicamente sua diferença do lulo-petismo, inimigo dos aposentados e pensionistas.

Se quiserem fazer oposição, comprometam-se com o fim da falácia do equilíbrio das contas previdenciárias em defesa dos trabalhadores aposentados, e combater a inconseqüência do pibinho e a demagogia das bolsas eleitoralistas!

Rolezinho? Que nada! Rolezão no Maranhão…

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

A governadora Roseana Sarney disse que a causa da violência no Maranhão é porque o estado ficou mais rico. Na verdade, segundo o IBGE na frieza dos números (e no regime lulo-petista quase todos são maquiados), o PIB cresceu lá 15,3% entre 2010 e 2011, acima da média brasileira, de 2,7%.

O problema é que o crescimento econômico não se traduziu em melhoria de vida do povo. Os números traduzem o desenvolvimento do agronegócio, que alcança também o norte do Piauí, e em ambos estados não alcançam maranhenses e piauienses, pois apresentam os piores índices sociais do país.

Escrevi sobre isto, quando o presídio de Pedrinhas, em São Luiz, ganhou as manchetes com indescritíveis cenas que ocorrem na prisão onde – voltando aos números – a estatística da violência registra o recorde nacional de presos assassinados por outros detentos, e a maioria dessas mortes é bárbara, muitas por decapitação.

Não bastasse a chacina autofágica, o modelo da desgraça apresenta o domínio de facções criminosas, superlotação e sua conseqüente má condição sanitária e quadro de enfermidades infecciosas. Pedrinhas é o retrato da negligência governamental.

No mais que perfeito escapismo lulista, Roseana se esconde ao ser procurada pela imprensa, e mantém um silêncio comprometedor. Quando o caso veio à tona, apareceu alvoroçada, visivelmente constrangida, e tergiversou saindo-se com o absurdo já relatado, dizendo que o aumento da criminalidade foi porque o Maranhão teria se tornado “mais rico”.

Segundo os jornais que, embora timidamente reportem a conjuntura maranhense, há no Estado mais criminosos foragidos que presos. Basta isso para que se justifique o clamor popular pelo impeachment da Governadora, no mínimo negligente diante da calamidade.

Não será demais voltar a assinalar perversos assassinatos, estupros e conivência governamental com facções criminosas, dentro e fora das cadeias; e é imperativo mencionar a corrupta concessão à empresa privada ligada ao “primeiro damo”, a guarda e o fornecimento de refeições aos presos, com verbas superiores a R$ 170 milhões anuais.

Será muito difícil sair um impeachment da Assembléia Legislativa do Maranhão; a governadora Roseana é filha e herança política do capitão-mor José Sarney, cuja ficha política lista toda sujeira da politicagem brasileira, agravada pela convivência com o poder petista, corrupto e corruptor.

Nem pensar no Congresso; passemos por cima. Só há um modo, ir ao Supremo Tribunal Federal, onde resta a esperança de um julgamento presumivelmente correto, no pressuposto do Mensalão, que condenou a poderosa hierarquia petista e levou-a a prisão.

O redemoinho de ventos políticos, porém, traz rajadas díspares. A pressão atmosférica na República desloca ares democráticos, sem dúvida; mas ocasiona também turbilhões na opinião pública. Sinto um bom momento para mudanças rumo à liberdade e à justiça social; mas, por outro lado, vejo as manifestações da cidadania em turbamulta.

Entristece-me ver tanta gente boa perdendo tempo com as brincadeiras juvenis nos shoppings e tanta gente má querendo politizá-las. Para mim, rolezinho, que nada! Preocupo-me é com o rolezão do Maranhão…

Artigo

“Embuste Ideológico” x “Guerra Psicológica”

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Sem as marmeladas que o público idiotizado costuma acompanhar nas lutas de UFC, teremos neste ano de 2014 no ring político-econômico uma luta prá valer: “Embuste Ideológico” x “Guerra Psicológica”.

Conforme descreve o excelente comentarista e conhecedor do pugilismo histórico, Eros Grau, o ataque caberá ao “Embuste Ideológico”. Grau, jurista e ministro do STF, defende o Estado de Direito e aponta os golpes baixos (e sujos) do lulo-petismo querendo subverter a ordem republicana em favor da máfia dos mensaleiros.

Do outro lado, a porta-voz do PT-governo, Dilma Rousseff, incentiva a “Guerra Psicológica” já na lona de uma economia baleada, defendendo-a mesmo assim diante da platéia que vaia. Dilma foi imposta ao eleitorado como ‘a gerentona’, quando na realidade era somente uma excelente maquiadora da face numérica do governo.

Como até os leigos constatam, a Presidente falseia a contabilidade aplicada no setor público, não aceitando conselhos e denúncias, nem tolerando críticas. Em vez de fazer como faria um estadista, reconhecendo a conjuntura econômica real, imputa a responsabilidade pela derrocada a “alguns setores que fazem guerra psicológica para inibir investimentos”.

A virtual “Guerra Psicológica” representa a inépcia do PT-governo, vestindo a camisa do fracasso dos PACs marqueteiros; dos atrasos nos serviços públicos; da paralisia nos setores básicos da Educação, Saúde e Segurança; da oscilação para baixo da balança comercial; e da quebra da icônica Petrobras.

Será que Freud – o pai da psicanálise – explicaria um lutador preparado no engodo, com treino aparelhado pelos companheiros, com assaltos ao Erário pelas ‘consultorias’ dos pelegos, sem assistência médica e uma Educação de 57.º lugar entre as nações?

Na verdade, a “Guerra Psicológica” é a própria Dilma – fantoche manipulado pelo mais desacreditado dos treinadores, Lula, ex-pelego da Volkswagen e/ou “O Barba”, antigo informante do Dops, segundo o delegado Tuma Júnior.

Como crer em quem vai à televisão enumerar, mentiras cabeludas? Falar de “equilíbrio das contas públicas e do controle da inflação”, esse equilíbrio mascarado com exportação de bens que não saíram do País? …E o controle da inflação cujo retrato, a carestia, está à vista de todos?

Como levar a sério a referência ao “pibinho’ dizendo que é possível melhorá-lo porque “sempre haverá algo para ‘fazer’, ‘retocar’ e ‘corrigir’”?

Como conferir veracidade em quem lista como realizações suas uma reforma agrária engessada, o salário mínimo de um terço do necessário (segundo o Dieese) e um menor índice de desemprego baseado em bolsas-esmolas?

O discurso enganador de Dilma joga ácido nos olhos dos bem informados, ao dizer que “o Brasil vive seu melhor momento”. Na economia, não é, com a queda da Bovespa e a subida do dólar; na política, ainda menos, com o partido no poder e seus satélites oportunistas solapando o Estado de Direito pela submissão do Legislativo e a tentativa de desmoralizar o Judiciário.

Desse jeito, resta a translucidez do embuste ideológico imposto aos brasileiros pela propaganda bilionária; e, muito pior, acentua o descrédito dos atores da tragicomédia que o PT protagoniza nos onze anos de poder.

Anos atrás o professor e historiador Leôncio Basbaum, de formação marxista, comentou num círculo íntimo que embora contribuísse para isto, temia que o partido comunista tomasse o poder no Brasil. Sabia da fragilidade da ideologia pequeno-burguesa dominante e dos sindicalistas despreparados que iria, sem dúvida, aviltar a proposta política e degenerar a ideologia.

Mil vezes pior do que o Partidão em todos os aspectos, o PT, sem uma proposta objetiva e sem ideologia, equilibra-se no fio da navalha vendo enfumaçar-se o culto da personalidade de Lula e assumindo a inoportuna e repugnante defesa dos quadrilheiros do Mensalão. E é assim que a “Guerra Psicológica” vai a nocaute!

Artigo

O que não quero para o Anno Domini de 2014

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Não quero a sem-vergonhice que domina o poder federal no Pais, uma conduta que se reflete em todas as camadas da sociedade brasileira. E na atual conjuntura, tudo fica mais visível com a presidente da República ‘fazendo o diabo’ para se reeleger e manter a senha de acesso ao Erário nas mãos inescrupulosas dos pelegos lulo-petistas.

Verifica-se que não se trata apenas de uma tarefa do partido para a fantoche do Chefe Lula (ou seria o ‘Barba’?), aquele que escamoteia os seus sequazes, mesmo traindo-os, seguindo Tuma Jr., como fez com os metalúrgicos do ABC como informante do Dops em plena ditadura militar. Vê-se em cada ação de governo, e nas atitudes pessoais, até nos gestos, a ambição desmedida de Dilma.

Aproveitando-se da cegueira da Justiça Eleitoral faz campanha política não somente nos porões do Planalto, mas, também, descaradamente cumprindo uma agenda fajuta com as viagens injustificáveis pelo Brasil afora.

Com a chave do cofre e a caneta na mão encontra sempre quem a defenda. Aliás, o Partido dos Trabalhadores teceu uma malha de fios de aço para defender os companheiros da nomenclatura, na mais típica disciplina stalinista. O Chefão foi pelego da Volkswagen, dedo-duro da polícia política, enriqueceu junto com os filhos abusivamente, tendo sempre um mercenário ou um inocente útil para defendê-lo.

Com Dilma ocorre a mesma coisa. Acolheu na sua intimidade Erenice Guerra com ficha desabonadora; trouxe para a Casa Civil um pedófilo confesso, mantém no comando da economia, Mantega, comprovadamente um incompetente, mente inpudicamente nas repetidas promessas político-administrativas, mas é sempre blindada por oportunistas aproveitadores ou os tolos da base partidária.

Nunca antes neste País viu-se tamanha carga propagandista oficial para plantar esperança nos olhos gulosos para o butim, ou falsas expectativas para os que engravidaram ‘in vitro’ por promessas futuras.

Para os saqueadores do dinheiro público, tudo bem. Como aceitar, porém, o programa de reforma agrária feito nas coxas que nos chega às pressas com desapropriações que poderiam ter sido feitas há dois ou três anos?

Como silenciar com a grande mentira da criação de uma classe média de quatro salários mínimos?  Pobres infelizes que agora vêem entrar em vigor uma nova tabela do Imposto de Renda na fonte, corrigida em 4,5%, que lhes trarão prejuízos no próximo ano-base da obrigatória declaração de renda?

E a classe média antiga, de pequenos e médios comerciantes e produtores rurais, de profissionais liberais e trabalhadores qualificados, assistindo o seu patrimônio alterar-se para pior?

E os humanistas que constatam a hipocrisia constrangedora do PT-governo e sua Presidente diante das tragédias climáticas – quase rotineiras – que imprimem danosas perdas materiais e de vidas? As secas e enchentes para o lulo-petismo e sua representante legal, surgem como oportunidades para a marquetagem, já que a prevenção foi minimizada e as promessas não saem do papel.

Enfeixando esses procedimentos à vista de quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, parece-me violentar ainda mais a cidadania esclarecida e independente a decisão arbitrária de aumentar os impostos que pagamos – os mais caros do mundo.

De repente, não mais que de repente, viu-se o IOF subir sem uma explicação plausível. Saques em moeda estrangeira no exterior, utilização de cartão de viagem e cartão de débito foram gatunados de 0,38% para 6,38%. Com isto, a velha e a nova classes médias ficam impedidas de viajar.

Diante disso, até mesmo a corrupção desenfreada dos petistas e seus aliados vai para a segunda divisão no campeonato dos malfeitos, assim como os fogos de vista criados pelas ‘comissões da verdade’ e a importação de médicos cubanos escravizados pelo regime castrista.

Na ourivesaria da falta de caráter do Pelegão e a Presidente-Fantoche, a Constituição e os direitos humanos não teem vez. E isso é o que não quero para o Anno Domini de 2014. Minha esperança se prende na Justiça, após o Supremo Tribunal Federal condensr os mensaleiros, quando ninguém acreditava que tal ocorreria. Que venham outros, outros mais na desratização da administração pública.

Que o próximo ano traga junto com o sopro higienizador iniciado no ano que se vai, com mais garantias de democratização, de liberdade e da corrupção depravada do PT e seus satélites.

Artigo

Brasil arruinado por amoralidade e corrupção

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Dois escândalos recentes comprovam a minha tese de que a pelegagem lulo-petista desmantelou a ética e a moral políticas neste País de Nosso Senhor. O vôo da careca de Renan Calheiros e o flagrante das indecorosas transações de José Dirceu no Panamá mostram isto.

Em ambos os casos o cinismo e o desprezo pela opinião pública são reincidentes; Renan usou avião da FAB para ir ao Recife fazer transplante capilar. E não teve a vergonha de comentar que iria “consultar” a FAB para saber “se houve irregularidade de sua parte”.

O outro, Dirceu, sequaz de Renan na assiduidade da amoralidade e corrupção, abriu uma filial da sua ‘consultoria’ no Panamá, paraíso fiscal patrocinador de lavagem de dinheiro.

Isto, que levaria a cidadania de qualquer país sério condenar civil e penalmente a dupla trambiqueira, aqui, no pobre Brasil, recebe a defesa dos hierarcas petistas e da nomenclatura governamental. Como sempre, atrás dos poderosos, a romaria dos bajuladores, inocentes úteis e oportunistas.

O exemplo mais do que perfeito da impunidade viu-se com o senador petista Jorge Viana, vice-presidente do Senado, ir à tribuna defender Renan Calheiros dizendo “Renan foi para casa e desceu antes para fazer essa intervenção.”. Esqueceu-se o oligarca acreano de dizer que de Maceió à Recife são mais de 100 quilômetros…

Vem da eleição estelionatária de Lula da Silva para a presidência da República a privatização do dinheiro público pelos pelegos que assumiram o poder. Comportam-se como se o Brasil fosse deles, e as nossas leis não se aplicassem aos pelegos que sempre terão razões para transgredi-las.

Nada mais transparente quando os lulo-petistas elegem como seu ‘herói’, José Dirceu, chefe de quadrilha condenado pelo Supremo Tribunal Eleitoral; e, não conformados atacam – como se fora o único culpado -, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.

Dirceu foi chefe da Casa Civil de Lula da Silva, o “operário” que não teve acanhamento de proteger e incentivar a volumosa roubalheira que se abateu no País. Conhecendo essa ‘fraqueza’ do Chefe, Zé Dirceu – demitido por improbidade – apressou-se em criar a JD Assessoria e Consultoria, para o assalto ao Erário.

Em 2008, essa empresa abriu uma filial no Panamá, paraíso fiscal da América Central que se especializou em lavagem de dinheiro. Tudo passaria em branco se o Hotel Saint Peter, de Brasília, controlado pela Truston International lhe oferecesse um emprego com salário de R$ 20 mil alegando atender presos do regime semi-aberto.

A JD Assessoria e Consultoria tinha na Cidade do Panamá, não por coincidência, o mesmo endereço da Truston International.

A Lavanderia panamenha de Dirceu, conforme princípios investigativos da Polícia Federal era ilegal e imoral. Além disso, engordava o “Herói” do lulo-petismo, conhecido pela extravagância de beber vinhos de R$800 a garrafa.

Isso, por se só deveria derrubar a ilusão dos que crêem no socialismo do companheiro de armas da presidente Dilma. Alguém lembrou outro dia, que falar-se em ‘panamá’ é referir-se a maracutaias. “Panamá”, na gíria e em bom português, é definido pelo Aurelão como “roubalheira em empresa ou repartição pública”.

Concordando com tal significação da prática criminosa de José Dirceu, constata-se, para reforçar a tese, que a JD teve a sua razão social alterada cinco vezes, e desse modo não é difícil supor que o presidiário-herói seja dono – ou ‘laranja’ – do Saint Peter, hotel que hospeda delegações do PT e dos partidos aliados.

Este quadro oferece o pressentimento de que haja algum interesse na blindagem para investigar ações policiais sobre a simultaneidade dos casos protagonizados pelo ilustre mensaleiro.

Em vida, sábia e experiente, minha Vó Quininha – que Deus tenha ao seu lado –, costumava filosofar que “melancia não dá em mamoeiro”. Grande ensinamento que induz a concluirmos que não se pode esperar que da pelegagem saia alguém honesto.