Artigo
CINISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol;com.br )
Enfrentando as ondas da irresponsabilidade, da incompetência e da corrupção, o PT-governo surfa num mar de lama, com habilidade nunca vista para derrubar o seu maior adversário, o povo brasileiro.
As permanentes e ininterruptas falcatruas dos pelegos comandados por Lula da Silva trazem como penduricalho uma rica adjetivação que as qualificam. Dentre a degenerescência das palavras não encontramos nada melhor para isto do que o verbete “cinismo”.
Hoje, alguém chamado de cínico é um desavergonhado, descarado, imprudente ou obsceno. É personalizado por Lula da Silva, ex-pelego da Volkswagen, ex-informante do DOPS e ex-presidente da República…
Quem não se lembra do estouro do mensalão, quando Lula, de Paris, reconheceu o crime e pediu desculpas ao povo brasileiro, condenando seus autores? E que, sem o menor pejo, cinicamente, se desdisse um mês depois dizendo que as denúncias eram um golpe contra o seu governo.
Lula é o mais perfeito modelo do cinismo: Recordemos que na campanha eleitoral recém finda, que num comício em São Gonçalo, Rio de Janeiro, após vociferar contra os ricos e as elites, foi se hospedar na suíte presidencial do Hotel Copacabana Palace, um dos mais caros na América Latina.
Mais recentemente, por causa de uma diarreia provocada pelas delações da Petrobras, Lula correu para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que é frequentado somente por milionários, pelos altos preços cobrados.
As designações de “cínico” e “cinismo”, porém, nem sempre tiveram a conotação pejorativa de dissimulação, descaramento, hipocrisia e, especialmente no caso brasileiro, de corrupto e corrupção… Cinismo tem a origem grega ( kynismós ), e nos leva a um sistema e doutrina filosófica.
Fundada por Antístenes, discípulo de Sócrates, uma escola filosófica adotou o nome de Cínica por que seus fundadores se reuniam no ginásio Cinosargo, perto de Atenas, local que fora usado como canil. Assim, “cinismo” que deriva do grego kunikos, significa “que diz respeito ao cão”.
O cinismo de Antístenes e mais tarde de Diógenes, não condiz com a acepção moderna e vulgar da palavra; mas adquiriu posteriormente o sentido de indiferença e insensibilidade diante da realidade. Tal e qual fazem os pelegos lulo-petistas, e impudentemente faz a presidente da Petrobras, Graça Foster, negando na CPI da Petrobras no Senado irregularidades na estatal mesmo tendo sido informada cinco meses antes de que a empresa holandesa SBM Off Shore pagara propina para obter um contrato.
Com o mesmo sentido pervertido de cinismo e com desonesta irresponsabilidade age a presidente Dilma, enviando à Câmara dos Deputados um projeto que flexibiliza pontos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Se transformado em lei, esse aborto legislativo irá corromper a administração pública, deixando os governantes desobrigados a obedecer normas e limites financeiros, sem prestar contas de quanto e como gastam os recursos públicos.
O texto do “tapa-buraco” justifica as renúncias fiscais e as concessões de isenção em “caráter geral”, contra o que determina a legislação atual, que só permite renúncia de receita em concessões de isenção em “caráter não geral”.
Esse projeto-maquiagem, que merece o Prêmio Nobel do Cinismo para Dilma, é apresentado para justificar a irresponsabilidade e descumprimento das medidas estipuladas pela LRF distorcendo a realidade econômico-financeira do País em todos os sentidos, inclusive levando possíveis perdas para o exercício do ano seguinte!
Como se vê, até a historicidade da filosofia grega antiga é corrompida pelo lulo-petismo! Com isso, para a pelegagem no poder o cinismo fica para sempre com a figuração deturpada imposta pelo Império da Cleptocracia, onde a esperteza e a maldade dominam a política e a administração pública.
É preciso dar um “basta!” nesta triste conjuntura. Mobilizar e organizar o povo para a resistência, é uma tarefa de honra dos patriotas brasileiros!
POVO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A praça! A praça é do povo/Como o céu é do condor/É o antro onde a liberdade/Cria águias em seu calor!” (Castro Alves – “O Povo ao Poder”)
O último pleito presidencial, embora com graves suspeitas de fraudes nas urnas eletrônicas e censurável método de apuração, teve um mérito: sacudiu o povo brasileiro para a participação direta na política.
Antes, houve o ensaio das manifestações de junho, com multidões reivindicantes sem lideranças profissionais, sem partidos enganadores; nem falsas bandeiras ideológicas; mas o movimento foi desvirtuado pela infiltração dos blacks-blocs e congêneres, financiados pela pelegagem no poder.
Agora é diferente. O povo, consciente da realidade, vai às praças com o claro objetivo de condenar o PT-governo. Assim, se torna impossível que os agentes provocadores impeçam os protestos contra a corrupção generalizada e a venda do País a potências estrangeiras.
O povo é o povo. Como palavra dicionarizada, sua definição vem do latim, populus. Historicamente, o povo romano possuía a condição de cidadania, decidindo nos “comícios” os assuntos de Estado; a turba desqualificada politicamente e os escravos não eram povo, mas “plebe”.
Na Idade Média, os franceses colocaram o povo no “Terceiro Estado”, sem direitos de cidadão. Atualmente, em alguns países onde a Democracia é mais do que uma palavra, o povo é o conjunto de indivíduos que constitui a Nação.
No português falado no Brasil, a palavra povo tem ambigüidades, algumas até com conotação pejorativa. No sentido culto, aprendi que a sociologia diferencia “povo” de “massa”; “povo” demarca segmentos sociais organizados, e a “massa”, a parcela alienada da sociedade.
Há um ditado antiqüíssimo que reza “A Voz do Povo é a Voz de Deus”. A origem é pagã, veio do ritual que se realizava no santuário do deus Hermes, na cidade grega de Acaia. O consulente fazia uma pergunta ao ouvido do ídolo, depois cobria a cabeça e se misturava com a multidão… As primeiras palavras ouvidas por ele, respondiam por Hermes as suas dúvidas.
Da minha parte, acredito que a voz do povo é a voz de Deus. O poeta Castro Alves, símbolo do patriotismo, tem um belo poema “O Povo ao Poder”, com a vigorosa quadra que trazemos em epígrafe.
O povo brasileiro foi para as ruas no Dia da República, 15 de novembro. Enfrentou o poder dominante, a indiferença dos partidos e a mídia vendida que distorce a realidade e divulga a contra-informação.
Ainda assim, o número de manifestantes em São Paulo surpreendeu até para os seus organizadores; Reuniram também um numeroso e entusiasmado público as bravas cidades de Belo Horizonte, Campina Grande, Campo Grande, Maceió, Porto Alegre, Recife e Salvador. Calcula-se em mais de 300 mil pessoas participando dos atos contra o PT-governo.
Reconhecemos que em alguns estados o protesto contra a corrupção e a traição nacional do lulo-petismo não conseguiu mobilizar muita gente; mas realizaram-se demonstrações qualificadas. E isto nos leva a outra divindade, Jesus Cristo, que falando aos seus discípulos disse: “Quando três se reunírem em meu nome, estarei presente”. Assim ocorre com o amor à Pátria; basta três patriotas se juntarem que a bandeira basileira tremulará com eles.
E sempre virão mais, desde que informados do que ocorre no País empesteado de roubalheira dos pelegos lulo-petistas. A escandalosa espoliação da Petrobras está escancarada, mas a 5ª coluna agindo para submeter o Brasil ao bolivarianismo ainda não está devidamente divulgada porque é uma espionagem silenciosa.
Os grandes jornais, porém, não podem esconder o fato de que esteve a pouco no Brasil o agitador chavista Elías Jaua, ministro do Poder Popular para as Comunas e os Movimentos Sociais da Venezuela. Veio com o beneplácito da presidente Dilma e reuniu-se em Guararema, SP, doutrinando e firmando convênio com o MST para organizar a revolução “que construirá a Pátria Grande, com capital em Havana”. Não é preciso dizer mais nada.
Então, voltemos a Castro Alves: “Existe um povo que a bandeira empresta/ Pr’a cobrir tanta infâmia e cobardia!…/ E deixa-a transformar-se nessa festa/ Em manto impuro de bacante fria!…
5ª COLUNA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br )
“Que diabo estava acontecendo, quem lutava contra quem, e qual lado vencia, eis indagações bem difíceis de responder” (George Orwell: “Lutando na Espanha”)
Quando eu era menino, ainda ecoava histórias e as canções heroicas da República Espanhola, traída pelos stalinistas e derrubada pelos fascistas alemães e italianos. Pelas simpatias do meu pai, que até pensou em alistar-se para ir à Espanha, não pude deixar de me apaixonar pela causa espanhola, republicana e democrática, que findou com a implantação da ditadura falangista.
Foi na guerra civil espanhola que surgiu a expressão “Quinta Coluna”. O general fascista Quepo de Llano, ao receber ordens de Franco para marchar sobre Madri com quatro colunas, disse na sua ordem-do-dia: “A quinta-coluna estará esperando para saudar-nos dentro da cidade.”
Quepo aludia aos inimigos da República da capital, militares, aristocratas cassados, padres ultramontanos e simpatizantes madrilenos do fascismo e do nazismo. Também agentes das embaixadas alemãs e italianas, e as polícias secretas desses países, a Gestapo (“Polícia Secreta do Estado”) e a OVRA (“Organização para a Vigilância e a Repressão do Anti-Fascismo”).
Como “quinta coluna” foi batizada a atividade de traidores que se relacionam e enaltecem o inimigo, que praticam sabotagens, soltam boatos e contra-informação. Os quinta-colunistas tornam possível “atacar de dentro”, conforme manuais militares.
A funesta expressão “quinta-coluna” foi largamente utilizada na 2ª Guerra Mundial, para taxar os colaboracionistas dos países ocupados pela Wehrmacht, e, no Brasil, usou-se o termo para os simpatizantes nazi-fascistas, quando Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo.
O quinta-colunismo está de volta ao Brasil atualmente. A pelegagem narco-populista no poder atua “de dentro” para subjugar o País ao “bolivarianismo”. E tudo começou com a parceria Chávez-Lula, numa explícita troca de interesses e cumplicidade.
Essa dupla armou uma arapuca contra o povo brasileiro, associando a Petrobras com a PDVSA para construção da Refinaria Abreu e Lima. A Venezuela não entrou com um único centavo nas obras, e abandonou-as sem formalizar o fim da “sociedade”. Isso – todos sabemos agora – tornou a Petrobrás refém dos interesses espúrios de “consultorias”, “empreiteiras” e políticos beneficiados com propinas.
Foi mais além essa ação de quinta-coluna: Os custos da Refinaria Abreu e Lima, saltaram da estimativa inicial de US$ 2,5 bilhões para um valor ainda incompleto de US$ 20 bilhões. Erros no projeto, incompetência, superfaturamento e roubo levaram a Petrobras para as páginas policiais da imprensa, desmoralizada.
Da sabotagem econômica, o lulo-petismo foi à traição nacional. No desembarque do ministro venezuelano chavista Elias Jauá Milano, registrou-se o colaboracionismo do PT-governo a países estrangeiros. A Polícia Federal deteve Jeanette Del Carmen Anza – babá do filho de Jauá – com um revólver calibre 38, Smith & Wesson, munição, e panfletos de propaganda.
Se o PT-governo tivesse um mínimo de seriedade, deveria ter mandado de volta o agente estrangeiro! Tremam nos seus túmulos, Barão do Rio Branco e Joaquim Nabuco! Somos um País que a bandeira empresta para a infâmia de um governo e um partido que abdicam da nossa soberania?
A ditadura Chávez/Maduro que leva a Venezuela à ruína, está exportando o caos para toda América Latina. Aqui, este delito tem a co-autoria do Itamaraty ideologizado; conta um Ministério da Justiça subalterno ao chavismo, aceitando a pregação “revolucionária” estrangeira em território nacional. E a presidência da República, compactuando com o crime de lesa pátria, financia pelo BNDES a guerrilha bolivariana do MST cooptado pelo chavismo.
Vê-se que o PT, os petistas e seus vassalos “de esquerda” são quintas-colunas, pervertendo a República e solapando a Democracia para recolonizar o País. Diante disso, é preciso reagir, decisiva e urgentemente; a Pátria Mãe não pode continuar entorpecida vítima do narco-populismo. Reajam patriotas! Às ruas, cidadãos e cidadãs!
OPOSIÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Uma réplica oportuna revela um espírito atilado; a tomada de uma providência eficaz diante do perigo é indício de uma mente equilibrada” (Clausewitz)
Menos de duas semanas após o anúncio do resultado oficial das eleições para a Presidência da República pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ainda persistem rumores, suspeitas e resistência às urnas eletrônicas, à forma como foi feita a apuração e com a direção de Toffoli, ex-advogado do PT, inspirando desconfiança.
Os números eleitorais resultantes dos votos válidos dão 51,64% dos votos a Dilma Rousseff, e 48,36% a Aécio Neves. Vê-se com este quadro um eleitorado dividido ao meio.
Não sei de onde veio e de quem partiu, mas sempre ouvi falar num princípio que reza: “Quem ganha eleição, governa; quem perde, faz oposição”. A “oposição” dicionarizada: origem latina, “oppositione”, substantivo feminino – Vontade contrária; ato ou efeito de se opor ou se colocar contra algo ou alguém.
Fala-se de oposição no Código de Processo Civil com o oponente visando defender um direito seu disputado por outros; e, na política, refere-se a partido ou grupo de partidos contrários ao governo. Hoje temos também as redes sociais onde uma oposição atua ativamente.
Como fazer oposição? Antes de mais nada, precisa-se de um líder de boa formação, elegante, e com autodomínio, capaz de enfrentar o adversário; uma frente partidária consciente e leal; e, apoio da cidadania (temos 74% dos brasileiros insatisfeitos com a incompetência e indignados com a corrupção).
Aécio Neves defendeu no Senado Federal uma oposição institucional respeitando a Democracia, sem uma cisão nacional que leve à secessão federativa, sem rebelião subversiva e, principalmente, sem atos terroristas. Ele prega justamente o contrário do que a pelegagem lulo-petista defende e pratica.
Thomas Jefferson, um dos líderes da guerra de independência dos EUA, tem uma lição para a oposição: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. É isto. Manter ininterrupta e permanentemente a fiscalização nos atos do governo, da presidente da República, dos seus ministros, dirigentes de bancos públicos e empresas estatais. Nunca esquecer que camarão que dorme a onda leva…
Como líder das oposições, Aécio Neves mostrou equilíbrio diante do diálogo proposto pelo PT-governo; condicionou-o à investigação do Petrolão e punição dos criminosos, com base nas delações do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.
Creio que quem votou em Aécio, quem se manifestou nas ruas pedindo recontagem de votos e contra a corrupção, os que estão dispostos a se manifestar no Dia da República contra o PT-governo incompetente e corrupto, estão satisfeitos em vê-lo conduzir com prudência a oposição;
A frente parlamentar oposicionista ao PT-governo é um caso à parte. Não pode fazer concessões; deve atuar sob a visão de que: “a mulher de César não precisa apenas ser honesta, mas parecer honesta”.
Urge protestar ao ver a Câmara aceitar por corporativismo e cumplicidade a permanência de André Vargas, corrupto e corruptor parceiro do doleiro Yousseff; e não ensaiar acordos com o PT para livrar João Vaccari Neto, distribuidor das propinas do Petrolão, e a usufrutuária de R$ 1 milhão, Gleisi Hoffmann.
Isto não pode ocorrer. Aliás, nos dois mandatos de Lula a oposição parlamentar praticamente não existiu; e no primeiro mandato de Dilma, foi uma vergonha. Em várias ocasiões calou-se – e perdeu tempo, prestígio e respeito –, como no caso imoral e criminoso de Palocci e o caseiro, envolvendo ilegalmente a Casa Civil, a Receita e Caixa Econômica.
Deputados e senadores oposicionistas precisam focar a Casa Civil, que virou um circo de horrores protagonizado por Dirceu, Palocci, Gleise e a amiga da Dilma, Erenice Guerra, fazendo desatinos; e Rosemary Noronha, transformando a representação paulista do Governo num lupanar.
A oposição parlamentar precisa de organização, ousadia e consciência da sua função, monitorada pelas redes sociais.
Olhemos a História do Brasil. Do Império até hoje, passando pela República Velha, ditaduras civis e militares e até no arremedo do que foi a “Nova República”, tivemos ações oposicionistas atuantes, sem colaboracionismo nem oportunismo. Isto é o mínimo que esperamos da atual oposição partidária. Que seja para valer!…
APAGÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Ouça-me este conselho: em política, não se perdoa nem se esquece nada” (Machado de Assis)
Como autodefesa para não implodir de indignação, tenho relido alguns já conhecidos, e lido outros trabalhos de Machado de Assis que desconhecia. O fundador da Academia Brasileira de Letras foi um jornalista com “J” maiúsculo, cronista e crítico, assíduo cotidianamente nos jornais.
Descrevendo o mundo da sua época, Machado ajuda-nos a ver como a nacionalidade caiu intelectual e honestamente, atingindo o nível mais baixo dos bens culturais e morais. O que vemos hoje? Um jornalismo medíocre, a composição inconfiável do Congresso e os movimentos sociais e populares cooptados e instrumentalizados como tentáculos do peleguismo.
Veio com o governo Lula a implantação de uma ‘Idade do Apagão’ no Brasil; constatando isto, é ser coerente com a História. É de inteira responsabilidade da pelegagem essa tragédia sócio-política que se abateu no País, e só uma frente de união nacional poderá trazer a luz, ou se estenderá como a “Idade das Trevas” medieval por muito tempo.
Não é um só “apagão; são vários “apagões” que se estendem e cobrem a vasta extensão geográfica do País. É uma escuridão em todos os níveis, culturais, éticos, morais, do civismo, da honestidade e do amor à Pátria.
Houve falta de patriotismo anteriormente? – Houve. Havia analfabetismo? Havia. Praticava-se a corrupção? Praticava-se. Feria-se a moral e a ética? Feria-se. Essas mazelas são antigas, mas que nunca foram institucionalizadas como agora.
O estelionato eleitoral que levou o PT ao poder com a eleição de Lula trouxe no seu interior o modelo mais que perfeito da ideologia dos pelegos: O Mensalão. É um crime doloso e continuado, ensaiado doentia e experimentalmente em Santo André, com os sanguessugas, aloprados, nos Correios, no Dnit, no Banco do Brasil…
Quando se realizou o assalto (que julgamos o final) ao patrimônio público, para comprar parlamentares corruptíveis no governo, tirou-se a radiografia da corrupção ativa e passiva que foi implantada.
Julgados pelo STF, os mensaleiros foram condenados. E com a prisão dos altos hierarcas do partido, ficou claro o modo lulo-petista de governar, através do suborno, práticas de peculato e lavagem de dinheiro, tudo orientado pela Casa Civil da Presidência da República. Cinicamente, a horda de fanáticos lulo-petistas considerou os criminosos detidos na Papuda “heróis do povo brasileiro”.
Como todo mal traz um bem, a Nação Brasileira se conscientizou da degenerescência dos três poderes; o Legislativo que se deixou corromper, o Executivo, corruptor, e o Judiciário manietado, todos oferecendo exemplos prejudiciais às pessoas ignorantes prontas para arremedar o que vem “de cima”.
Depois, para estarrecer a Nação, o Mensalão ressuscitou como um zumbi de vodu e se apossou da Petrobras, destroçando a empresa ícone do nacionalismo. A ladroeira ali instalada entrou na casa dos bilhões, distribuídos entre petistas e seus parceiros de copo e de corrupção.
A complacência dos meios de comunicação, a indiferença dos partidos e a cumplicidade das organizações populares facilitaram a semeadura de um arremedo de ditadura, nivelando o País, sem pudor, ao narco-populismo caricato da Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia, na inferioridade cultural, subserviência, incompetência, e, principalmente, corrupção.
Nossa economia igualou-se à dos infelizes argentinos, equatorianos e venezuelanos, e está enterrada na vala comum da incompetência e da mentira que maquia estatísticas e números para enganar os otários.
Com tal folha corrida, como o PT poderia dirigir com honestidade, as eleições presidenciais que fatalmente lhe apearia do poder? Venceu, mas deixou suspeitas de fraude na apuração “sui generis” do pleito, onde ministros do Tribunal não estiveram presentes.
Dilma venceu fazendo o diabo. E nos deixou inconformismo e dúvidas quanto à lisura do julgamento da campanha e a função inviolável das urnas eletrônicas. Com isto, nos leva às ruas, pela desconfiança na condução da eleição, exigindo a punição dos que conduziram o processo e/ou se beneficiaram dele.
Reivindica-se patrioticamente o aperfeiçoamento político e uma faxina ampla, geral e irrestrita no Palácio do Planalto. Mostra-se a força e o vigor de 51 milhões de eleitores, sedentos de justiça, enfrentando a mídia subornada, a perversão dos ocupantes do poder e a decomposição dos valores na Idade do Apagão.
TRAIÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
“Os desconfiados desafiam a traição” (Voltaire)
Sempre o dicionário! Na minha infância costumava-se chamar o dicionário de “pai dos burros”, uma lição de que me aproveito até hoje: Fui ao Aurelão para ver o vocábulo “Traição”, e lá encontrei – Traição (do latim traditione, entrega): Ato ou efeito de trair; Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa.
Psicanalistas citam vários fatores que levam à traição: questões culturais, carências, vingança e estímulo provocado pela ânsia de obter vantagens, ou conquistar o poder com a ruptura de compromissos assumidos anteriormente.
Está gravado na memória o grande traidor na História das Religiões; Judas Iscariotes, que vendeu Cristo ao Sinédrio por 30 dinheiros; e na História da Civilização Ocidental, Marcus Junius Brutus, assassino de Júlio César, evocado na peça épica de Shakespeare. E na lembrança nacional, Joaquim Silvério dos Reis personifica a traição.
Há também exemplos traiçoeiros na política. Hitler que prometeu aos alemães a felicidade no Reich de Mil Anos e levou a Alemanha ao desastre; Stalin, que anunciou ao povo russo um socialismo de mil maravilhas e deu-lhes um regime burocrático e policialesco.
Os brasileiros assistem, neste momento, o máximo de traição nacional, com o PT-governo trazendo agitadores da Venezuela para doutrinar camponeses e jovens, pregando a quimera de uma “Pátria Grande”, com capital em Havana, em detrimento da Pátria Brasileira.
A traição é própria do partido hegemônico que assaltou o poder republicano com um estelionato eleitoral, e que se mantém corrompendo o povo com esmolas, cooptando movimentos sociais com verbas públicas e expropriando o Erário pela desenfreada corrupção.
Dos jornalistas com quem mantenho relações de antiga amizade, e de intelectuais que me distinguem com numerosa correspondência, venho armazenando informações de experiências humanas, sociais e políticas. Entre elas, guardo a revolta dos que se iludiram com o PT, uma organização política que abandonou seu programa original acomodando-se às circunstâncias; rodopiando como biruta de aeroporto ao sabor da conveniência da hierarquia…
Os desencantados ex-petistas abominam a formação stalinista da estrutura partidária que funciona como uma ducha para lavagens cerebrais, como máquina de modelar consciências e uma calculadora que reduz pessoas humanas a números.
São vários exemplos de fundadores do PT que se conscientizaram dessa aberração partidária pela experiência vivida no seu interior; e, como ex-militantes, abandonaram-na e enfrentam-na no plano do pensamento; outros, que por ingenuidade e crendice tentaram modificá-la, foram expulsos…
Esse drama de homens e mulheres idealistas compara-se à libertação da escravatura. Não se livraram dos grilhões partidários por desconfiança – como filosofou Voltaire na epígrafe que, creio, referiu-se a casos de amor –; mas se emanciparam por convicções supra-individuais, em defesa da ética e do culto à liberdade.
Lembram-se de que o PT foi fundado pregando a democratização da política, o combate à corrupção e as mudanças sociais; mas com as primeiras vitórias eleitorais, foi dominado por pelegos sem princípios e com amoralidade intrínseca determinaram o assassinato de Celso Daniel. Assistiram assim o atraente programa político original ser trocado pela criminalidade.
A traição dos hierarcas ficou ainda mais clara nas alianças feitas com Sarney, Collor, Maluf, Renan Calheiros e Jáder Barbalho, entre outros fichas sujas, formando uma parceria para o assalto ao patrimônio público, excedendo-se, como se viu na Petrobras.
Essas figuras sinistras substituíram na esfera lulo-petista as pessoas decentes que não suportaram compactuar com a traição. Lembro-me de Fernando Gabeira, Ferreira Goulart, Flávio Arns, Hélio Bicudo, Heloisa Helena, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio e Orlando Fantazzini.
Os iludidos que ficaram, petistas e simpatizantes, e votaram novamente no PT, assistem pós eleição, Dilma fazendo o que disse que Aécio iria fazer. E só lhes resta cantar o samba clássico: “Você pagou/ com traição/ a quem sempre/ lhe deu a mão!…”
FONTES
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Em busca da verdade, toda fonte é legítima” (Paolo Mieli)
Paolo Mieli, jornalista italiano, defensor do jornalismo ético, foi diretor dos jornais La Stampa e Corriere della Será, e preside a editora RCS Libri em Roma; com inúmeros livros publicados sobre o papel da imprensa, defende a reportagem investigativa escrevendo: “uma fonte não pode ser descartada por ser criminosa”.
Outro respeitável estudioso do jornalismo, Vladimir Hudec, catedrático na Universidade de Praga, no seu opúsculo “O que é o Jornalismo” sobre o jornalista, expõe: “O jornalismo deve informar acerca de tudo e de todos os pontos de vista”.
Cito as duas opiniões por que teem origens ideológicas diferentes; o italiano, típico “democrata burguês” aberto ao ilimitado direito à informação; e o tcheco, “democrata popular” é da esquerda dissidente do stalinismo. Ambos convergem para a liberdade de informação e são a melhor defesa intelectual da revista Veja que publicou as revelações do doleiro Alberto Yousseff.
Entretanto, a hierarquia lulo-petista condenou a revista sem análise crítica, sem desmentidos, nem argumentos. De pronto, atacou o veículo, sem questionar o delator e as denúncias. O que fez?
– Uma ação extremista através dos office-boys stalinistasda UJS, organização semelhante aos camisas pardas de Hitler, depredando a revista da Editora Abril. Os “red-blocks” agiram como fariam (e fazem) os terroristas do Estado Islâmico, interlocutor da diplomacia engajada do PT-governo.
Não foi uma contestação republicana com protestos contraditórios e pacíficos. Trata-se de um atentado às liberdades constitucionais e à Democracia. A cumplicidade explícita da tropa de choque extremista impõe medo e a infelicidade geral da Nação.
Hostilizaram a imprensa escrita, que já não é mais a única antena da informação como no caso da Veja. Perseguem o rádio e a televisão, que cobrem um universo mais amplo, com mais rapidez.
O que farão com a mais adiantada e ousada transmissora de notícias e opiniões, a Internet? Esta ferramenta democrática de comunicação, à disposição de todos, conta com uma eficácia repercussiva incrível sendo para eles mais assustadora.
Temos visto mundo afora a importância das redes sociais nas revoluções da África do Norte e agora em Hong Kong. No Brasil, teve presença ativa nas manifestações de junho do ano passado, mobilizando e agitando o povo, acima dos partidos, sem chefes e sem bandeiras ideológicas.
Por isso torna-se indispensável estudar as fontes de informação. Surgem a todo o momento no Facebook, Instagram e Twitter, boatos de fakes anônimos e criminosas falsificações de titulares conhecidos e respeitados. Felizmente não é impossível investigá-los, mas é preciso tomar cuidado.
Devemos confirmar as fontes e a origem de quaisquer dados antes de divulgá-los. Na campanha eleitoral foram adulteradas um sem número de mensagens e imagens. O exemplo mais que perfeito é que os MAVs lulo-petistas fizeram com Neymar: a adulteração grosseira do recado virtual que ele fez para o filho, e foi trocado por um apoio a Dilma.
Para segurança da Rede Social, é preciso orientar seus usuários no sentido de que não retuítem mensagens duvidosas, que se bloqueiem os fraudulentos e denunciem a infiltração criminal. É um princípio democrático garantir a honestidade na internet, distinguindo as fontes verdadeiras das falsas.
Esta maneira de participar da Rede Social é a melhor forma de garantir a liberdade; e impedirá a censura governamental com a aplicação ditatorial do Marco Civil nos meios de comunicação. É obrigação da consciência livre e um imperativo patriótico barrar a marcha da ditadura do lulo-petismo.
DISCURSO
MIRANDA SÁ (Email: Mirandasa@uol.com.br)
“Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela intolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, e a realidade pelo ídolo”. (Ruy Barbosa)
Parece que foi ontem que o “Diário do Rio” voltou às bancas e nós lemos um artigo de Machado de Assis com o trecho: “Não podemos furtar-nos a um sentimento de tristeza, vendo o estranho abuso que se faz da ficção constitucional, em virtude da qual o príncipe vem repetir uma série de falsidades e lugares comuns. E o governo nem sempre se limita às inexatidões; vai às vezes até as proposições absurdas e extravagantes”.
Essas palavras foram escritas há 147 anos, mas se coaduna com o pensamento nacional, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Realmente entristece aos brasileiros o abuso da representante do lulo-petismo prevalecendo-seda autoridade do cargo para repisar os clichês da terminologia partidária com absurdos e extravagâncias.
Faltou-lhe a dignidade de responder ao candidato da união nacional das oposições, Aécio Neves, que lhe desejou bons presságios no seu novo mandato. Até Pezão, eleito governador do Rio de Janeiro, tido como um ignorantão referiu-se ao adversário com palavras amáveis…
Vieram, depois, mais coisas dignas de crítica a quem traz, como a reeleita, o reprovável DNA lulista. Nas palavras iniciais fez um chamamento à união, como se os brasileiros se esquecessem facilmente que ela dividiu a Nação entre “nós” e “eles”, repetindo como um ventríloquo as provocações do seu mentor, o pelegão Lula da Silva.
Dilma falou de “diálogo”, palavra nada usual no vocabulário do seu partido autoritário. Qual o diálogo com quem traz no programa proposta para o controle da imprensa e disciplinamento dos jornalistas? E tem mais: se dispôs a buscar “um futuro melhor para o País”– depois de doze anos ocupando o poder.
Os “jornalistas” da TV-Globo esconderam, mas neste ponto a oradora foi interrompida por um coro unânime de “Fora a TV-Globo!”. Após a depredação da sede da revista Veja, em plena campanha, a histeria dos seus seguidores trazem o prenúncio do que já ocorreu na Venezuela “bolivariana” e do modelo cubano, onde os blogueiros são perseguidos e presos.
Que futuro podemos esperar de Dilma com sua folha corrida à frente do governo? Não nos deixaremos enganar pela propaganda falaciosa do “novo governo” e “idéias novas”, slogan mal digerido até pelos seus adeptos com escolaridade por soar falso. Uma oposição a si própria.
Reconduzido à presidência, o Poste desenergizado de Lula também falou em “mudança” e de “reforma política”. Qual mudança ética se pode esperar de quem está na lista dos envolvidos na delação premiada do doleiro Yousseff, e silencia sobre as propinas distribuídas entre os aliados pelo tesoureiro do PT?
Quanto à reforma política, referida na oração comemorativa da vitória nas urnas, já se sabe qual é: uma réplica dos narco-populistas latino-americanos. Uma constituinte exclusiva para desprestigiar o Congresso Nacional e um plebiscito para instalar o poder dos “conselhos populares”, tentáculos do partido hegemônico da falsa esquerda brasileira.
Difícil acreditar nas promessas lulo-petistas e no compromisso de Dilma assumidos perante a platéia de fanáticos e retransmitido pelas emissoras de televisão. Obrigou-se a combater a inflação e avançar no terreno da responsabilidade fiscal…
Ninguém melhor do que um petista sabe que palavras o vento leva, e o discurso, para a massa ignara, entra por um ouvido e sai pelo outro (se é que o som se propaga no vácuo).
Nunca é demais repetir e lembrar a verborragia de Lula desmentindo a si próprio, primeiro pedindo desculpas, e depois afirmando que o Mensalão era uma farsa. Olhem que naquele tempo tínhamos um Joaquim Barbosa na presidência do STF, íntegro, e que rendia ao culto do Direito Positivo.
Neste segundo mandato conquistado duramente com a oposição por 51,64% (54.501.118 votos) contra 48,36%, 51.041.155 votos, espera-se que além da logorréia discursiva, siga em frente o processo do Petrolão. Que não seja tratado como intriga da imprensa golpista ou da oposição raivosa.
Cinqüenta milhões de patriotas brasileiros querem salvar – se ainda há tempo – a Petrobras, privatizada pela quadrilha de partidos corruptos e empreiteiras corruptoras.
FALCATRUA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Não posso deixar que Aécio Neves, candidato da união nacional, fique sozinho nas denúncias dos crimes que o lulo-petismo comete contra o País. Além dos escândalos que chegam ao conhecimento público, incompetência, corrupção e apego ao poder, ficam ainda ocultas várias falcatruas cometidas. Fraudes, assalto ao Erário e desprezo pela Constituição.
São inúmeros os artifícios usados pelo PT-governo para burlar a legislação vigente. Vê-se (e ouve-se) Dilma atingir o máximo da leviandade, omitindo ou terceirizando ações de má-fé no programa eleitoral pela TV. Ela traz dados inconfiáveis do ministro free-lancer Mantega, devidamente enfeitados pelo marqueteiro João Santana para enganar o povão.
O ministro é de um cinismo impressionante; aliás, Santana também. Poderiam ser maquiadores em circo mambembe… Mantega, segundo uma excelente reportagem de Martha Beck, da Tribuna da Internet, “perdeu até o senso do ridículo”.
A repórter Martha publicou que a avaliação das receitas e despesas da União no PT-governo “é uma peça de ficção”. Verdade. Entre outras coisas, omite gastos no repasse de R$ 1,9 bilhão que a União faz aos estados como compensação da Lei Kandir, com flagrante desrespeito a legislação vigente.
Ah! Se fosse apenas isso! A Fazenda, sob o ministro free-lancer, usou lentes de aumento para inflar os royalties do petróleo fechando contas: dos R$ 27,8 bilhões que entraram, apareceram R$ 47,9 bilhões…
…E não pára aí. No CDE, as despesas previstas para o exercício foram reduzidas em R$ 4 bilhões, de R$ 13 bilhões para R$ 9 bilhões; e o pior é que o “governo dos trabalhadores” usa o dinheiro do FAT e do FGTS por medidas provisórias para cobrir os déficits, sob o silêncio sepulcral das centrais sindicais pelegas.
Na campanha reeleitoral de Dilma, as falcatruas são tantas que fica difícil apontar a mais gritante. O exemplo é a falsificação que se viu envolvendo o craque Neymar. O jogador tirou fotografia com uma placa na mão homenageando o pai; os embusteiros lulo-petistas criaram um logro: a placa teve os dizeres trocados como se apoiasse à Dilma.
Os comícios governistas são engrossados por claques mercenárias, como se viu no uso de 99 ônibus que a Articulação do Semi-árido Brasileiro, levou para as manifestações nas Minas Gerais, Paraíba e Bahia; essa ONG fajuta recebeu a fundo perdido R$ 587,3 milhões do PT-governo.
Ainda é pouco. A mascarada orçamentária é mixuruca diante do que se faz na Petrobras – já apelidada de Propinobras -, no BNDES, no Banco do Brasil (lembrem Pizzolato!) confundindo “socialismo” com “socialite”, no Banco do Nordeste – controlado pelo PT/CE -, e na Caixa Econômica, subtraída em milhões pelo Tesouro.
O BNDES é responsável por uma inexplicável subtração de dinheiro público, São bilhões de dólares, não se sabe quantos, porque estão em segredo. Os contratos são impedidos de serem revelados. Dois, pelo menos, segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, os de Cuba e Angola, trazem o timbre de “secretos”, por determinação do ex-ministro Fernando Pimentel.
Muito mais perturbador e revoltante é a saída de US$ 800 milhões, em real R$1 bilhão e seiscentos milhões, para o perdão de dívidas na África; uma medida tão repulsiva que o Blog do Planalto tirou do Google as informações sobre a distribuição de dinheiro para doze países africanos.
Entre os beneficiários da “generosidade” lulo-petista há ditaduras sangrentas e chefes de Estado corruptos. O presidente do Congo – Brazzaville, Denis Sassou Nguesco, é bilionário com 16 imóveis em Paris.
Na Guiné Oriental, o presidente Teodoro Obiang após receber o perdão, comprou um tríplex de 2 mil metros quadrados na Avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro; o ditador do Sudão, Omar al-Bashir tem depositados em paraísos fiscais, US$ 9 bilhões…
Essa paisagem sombria continua obscurecida, sem divulgação na mídia, embora a legislação proíba tais favorecimentos.
É isto que precisa acabar. Louvar estrangeiros em detrimento do povo brasileiro é imperdoável. Escondê-los, além de suspeição, é traição nacional. Por isso esperamos ardorosamente uma alternância do poder para passar tudo a limpo. Daí a minha definição de voto para Aécio Neves para libertar o Brasil e resgatar a ética e a moralidade públicas.
HISTERIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
“A eficiência da propaganda política
depende dos métodos aplicados, não das doutrinas ensinadas”
Aldous Huxley
Há muita preocupação nos círculos mais esclarecidos pela pressão da propaganda lulo-petismo induzindo os brasileiros a se curvarem ao nocivo “socialismo bolivariano”. A insistente doutrinação do PT-governo desenha sonhos maravilhosos, trazendo oculto o pesadelo em que já vivem os venezuelanos.
Nesse cenário alucinado, o que mais impressiona é o grupo psicopata galgado ao poder, através das lutas internas nos sindicatos apelegados, condicionado a dar golpes baixos, cometer crimes e maquinar traições. Entre eles, a histeria é dominante.
O mais inquietante é a marca da corrupção econômica, educacional, empresarial e política, nesta campanha eleitoral. O lulo-petismo faz a doutrinação de uma “sociedade igualitária e justa” tentando impregnar histericamente os jovens com a fraude.
A Histeria, como se sabe, vem do grego ὑστέρα, “útero”, e o termo médico “hysterikos” foi criado por Hipócrates – o “Pai da Medicina”. As civilizações antigas já conheciam tais manifestações enfermiças conferiu-as somente às mulheres, chegando a diagnosticar que se tratava de um deslocamento ou lesão do útero, provocando reações psíquicas semelhantes à loucura.
Mais tarde, Freud entrou nessa canoa furada e achou que a histeria era causada por problemas sexuais, uma psiconeurose originária de conflitos emocionais inconscientes, com sintomas de dissociação mental.
Freud foi ultrapassado, e hoje se sabe que não é unicamente a mulher detentora desta doença. Cientistas atuais admitem a histeria como feminina ou masculina; e o renomado psicanalista e psiquiatra argentino J.D. Nasio afirma que “o sujeito histérico não é homem ou mulher, mas a dor da insatisfação”. Assim, é prescrita e tratada como a psicose da depressão.
Perdoem-me por essa incursão enxerida pela Medicina, quando vejo no Brasil um quadro psicótico de criminalidade: Psicopatas ocupantes do poder praticam atos condenáveis, estelionato, corrupção, tráfico de drogas, formação de quadrilhas e desfalques nas instituições governamentais.
Nos seus Estudos Psiquiátricos, o médico baiano Isaias Paim, registra que “entre os políticos de influência existe um número considerável de histéricos, psicopatas tão poderosos que se tornam inalcançáveis pelas leis punitivas…”
Como a psicopatia histérica não pode ser apenas atribuída à mulher, se estende também aos homens da alta hierarquia lulo-petista… E como o neuropsiquiatra Charcot-Marie-Tooth qualificando o alcoolismo como uma das causas da histeria masculina, não é só Dilma uma psicótica, também os maiorais do partido e o seu superego Lula, enquadram-se ambos nesta qualificação.
Na campanha eleitoral que se desenrola, vê-se em Lula e Dilma a dor da insatisfação histérica, responsável por seus desvios de conduta, mentindo, difamando e injuriando, empregando os métodos dos pelegos e da ideologia ultrapassada, atirada ao lixo nos países civilizados.
Fazendo esta análise, não temos outra escolha na encruzilhada que deparamos, senão o caminho da libertação dos males que se abateram sobre o País. Não há dois rumos a seguir: ou curvar-se diante da psicopatia lulo-petista ou incorporar-se à frente da união nacional votando em Aécio Neves, um político sem dor nem insatisfação, jovial e alegre, com quem o Brasil certamente se livrará do petismo doentio e voltará a sorrir!
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