Artigo
NEGAÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A História é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos.”
(Cícero)
O pensador alemão Hegel introduziu na filosofia o termo “negação”, combinando a dialética dos gregos antigos com a metafísica. Aristóteles, Heráclito, Platão, Sócrates e Zenon adotaram nas suas buscas pela verdade a “dialektiké”, palavra que quer dizer “arte do diálogo”.
Na verdade, trata-se de um método de análise que aplica a contradição da tese e da antítese para obter a síntese. Entre os velhos filósofos, foi Heráclito que melhor definiu a dialética; enunciou: Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio; saiu e voltou, o fluxo mudou e você não é o mesmo.
A negação hegeliana entrou na dialética aplicada na Ciência do Direito, na História e na Sociologia, propondo na composição dialética a eliminação e a destruição do velho. Deleta o passado (o velho) pela realidade presente (o novo).
Os materialistas contemporâneos de Hegel discordaram deste ponto de vista defendendo a tese de que a História é o resgate da cultura da sociedade, do seu povo, de determinada região e época vivida, e que não se pode considerar uma negação que torna o passado inútil.
Assim surgiu o materialismo histórico, aplicando a “negação da negação”, como novo método de análise, como se vê na matemática em que duas negações se tornam afirmações. Lembremos que menos mais menos dá mais: -1 + (-1) = -2. Também na lingüística, na fala do dia a dia, principalmente no Nordeste e no Norte do País, o “não vi, não” é uma negação. Quer dizer que não viu.
Tive um cunhado gaúcho, já morto, que quando nos visitava no Rio Grande do Norte ficava revoltado quando fazia uma pergunta e o interlocutor dizia “não tem, não” ou “não está não”. Então tem, está, dizia…
Os dicionários, tratando da negação, registram: Do latim, “negatione”, substantivo feminino. Falta de vocação ou de aptidão. Para onde levam os alfarrábios? Para a política. Não é difícil responder que temos diante de nós o retrato de corpo inteiro da falta de vocação e aptidão no PT-governo, personificado por Dilma.
Há um exemplo maior do que as promessas vãs do lulo-petismo no poder? Eles mentem tanto que crêem na própria mentira, criando um mundo imaginário, o “País das Maravilhas” de Dilma, cujo antecessor e criador, Lula da Silva, já sofria dessa esquizofrenia, o distúrbio mental que leva à perda de contato com a realidade.
Lula carrega esta psicopatia zumbindo nos seus ouvidos com o compromisso de realizar a transposição do Rio São Francisco. Lembro-me que o Pelegão insensível, repetiu pela terceira vez a promessa, dizendo que a obra seria “inaugurada definitivamente em 2012, a não ser que acontecesse um dilúvio”.
2012 se passou e o que ficou foi a sua Xerox esquizotípica, mãe de outros engodos, os PACs 1 e 2, e agora um temporão, o PIL… Deste último não dá o que falar, só rir de mais uma fantasia…
Os PACs foram abortos provocados pelo marketing. Uma artimanha pré-eleitoral para escarnecer do povão ignorante e armar seus aliados de argumentos… A boa fé dos eleitores engoliu essa pílula duas vezes e o cinismo dos lulo-petistas vangloriou-se.
O PAC 1 foi audacioso. Prometeu reduzir o baixíssimo índice de infraestrutura, construir estradas e modernizar portos e aeroportos. Refletiu ilusórias obras públicas, hospitais, escolas, habitações populares e máquinas accessíveis aos empreendedores.
Os PACs foram mentirosos. Taxas de investimento do programa baixaram de ano para ano em relação ao PIB; e o valor investido em rodovias e ferrovias caiu consideravelmente. Os aeroportos andaram um pouco melhor graças às “concessões”. mas os demais itens atrasaram.
Nem falaremos da Ferrovia Norte-Sul; o exemplo miniaturizado é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, do cerrado baiano a Ilhéus, que deveria já ter sido inaugurada há tempos, e nada. Recebeu imensos recursos que “sumiram”. Somam-se à inconclusão da obra, graves irregularidades apontadas pelo TCU.
A onda de atrasos nos PACs de Dilma é do mesmo mar de irresponsabilidade da marolinha econômica de Lula… E para alegria dos brasileiros resistentes à incompetência e à corrupção, todo mundo está vendo isto e não somente a cidadania esclarecida.
A Nação está tão consciente dos males que o PT nos traz, que o governo suspendeu as pesquisas de opinião ao constatar que a popularidade da Presidente caía mês a mês. Na última divulgada, de março, com 2002 pessoas ouvidas em 142 municípios, a desaprovação atingiu 78%. Há uma exclusiva do PT-governo, “secreta”, que foi pior: apenas 7% aprovam Dilma.
… E nada mais foi perguntado à História, que registrou a negação do povo brasileiro à falta de vocação e aptidão da falsa Gerentona…
A Bíblia
MIRANDA SÁ – E-mail: mirandasa@uol.com.br
Nesta fase abominável em que Dilma diz que se sente “crucificada” e Michel Temer pede que o ministro Joaquim Levy “tem que ser tratado como Cristo”, o lulo-petismo mergulha a Bíblia no pântano do arrocho antipovo.
A distorsão dos tempos bíblicos trazem-me uma lembrança: Em 2010, após passar incólume pela roubalheira do Mensalão, Lula apresentou um balanço do seu governo e, para se reabilitar, disse que “Jesus se aliaria a Judas se precisasse de votos”.
Na época, havia um bispo atento na CNBB que levou a entidade a criticar essa heresia com uma nota, asseverando que “Jesus não fez concessões aos fariseus e saduceus”.
Mesmo com a réplica, o Brasil de então ouviu pregações proféticas. Parábolas e metáforas em profusão vieram para justificar o injustificável, isto é, explicar o porquê o Governo Federal ficou refém do fisiologismo e entregue à ladroagem nefasta dos “companheiros”.
Eram imundas as parcerias da Presidência da República. Hoje sabemos que não foi pelo pragmatismo político, nem para garantir “governabilidade”. Só acumpliciamento com políticos safados e colaboração com os ladrões do Tesouro.
O alarde dessa exigência para governar foi falso, feito apenas para legitimar o assalto à administração pública por políticos com folha corrida. Um atentado contra a República.
Pela minha ótica – de a-religioso – o comportamento do Pelegão que traiu a Pátria, e seus comparsas, usam de crenças para mistificar. O próprio Lula, certa vez, reconheceu sua incapacidade de enfrentar os grandes desafios a que se propôs, e de realizar as reformas estruturais que foram o carro-chefe ideológico do PT por duas dezenas de anos.
A verdade histórica é que, ao conquistar o poder, Lula e seu partido assumiram os tradicionais males do coronelato, da corrupção e dos privilégios; preferiram barganhar os princípios programáticos pelo apoio dos 300 picaretas do Congresso.
Na época, o povo não absorveu a realidade, a mídia foi colaboracionista e as pesquisas de opinião pública foram compradas. A sucessão, então, foi um estelionato que vendeu uma “gerentona” e elegeu uma incompetente. Desconfia-se que além da mentira demagógica, houve uma “ajudinha” das urnas eletrônicas.
Esta desconfiança materializou-se com o casamento das urnas eletrônicas com a Smarmatic, empresa criada na Venezuela para fraudar eleições narco-populistas dos chavistas. O matrimônio realizou-se no santuário da deusa cega do TSE sob as bênçãos de dom Toffoli, um apóstata da deusa Justiça.
Agora, Lula e seus parceiros estão às vésperas de serem julgados pela vontade do povo e a atuação de um juiz digno. Se isto ocorrer, será pelas provas de crimes contra o patrimônio público, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, e não por uma sentença condenatória de traição nacional.
Esta traição que se caracteriza pelo rompimento das promessas de defender um país livre, justo e solidário. E mais ainda, pela colaboração com potências estrangeiras, com abertura das nossas fronteiras para o narcotráfico e a entrada de armas de uso excluisivo das FFAA.
O bando de Lula e seus asseclas jamais alcançaria a materialização da utopia da liberdade, justiça e solidariedade pois agem ao contrário. Transformaram em “heróis” os quadrilheiros do mensalão, incentivando o aparecimento do Petrolão e do ainda encoberto BNDESALÃO…
A realidade nos mostra que a continuidade do lulo-petismo no poder fragiliza a nossa frágil democracia e o mal do presidencialismo que empresta uma autoridade incomum a uma só pessoa. Traços de rebeldia no Congresso Nacional são levados na chacota.
O realismo do lulo-petismo como teoria política – quase kafkiano – , suplantou o ideologismo do PT, que virou uma seita de fariseus e saduceus, seguidos por excluídos da moral e da ética, corrompidos, corruptos e corruptores.
Como seita fanática, petistas se enganam a si próprios quando vendem o Brasil por trinta dinheiros, atraiçoando a cidadania. Aproveitam-se de uma oposição partidária anêmica, leniente, incapaz de reagir.
Ao comparar-se repetidamente com Jesus Cristo, Lula usa a Bíblia fraudulentamente, distorcendo-a para servir aos seus desígnios diabólicos. Está mais para Judas, perdendo o respeito da cristandade, dos católicos, ortodoxos e evangélicos… O apóstolo traidor.
CINISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Foi na velha Grécia que surgiu uma corrente filosófica chamada Cinismo, obedecendo ao ensinamento de Sócrates que repudiava o supérfluo e o excesso de bens materiais. O seu fundador foi Antístenes, discípulo do velho Filósofo.
A denominação vem do grego, “kynikós”, originária dekýon, que significa cão, cachorro, porque Antístenes dormia e pregava num canil aos seus alunos. A palavra foi traduzida para o latim como “cinicus”, daí passando para as línguas neo-latinas.
Essa corrente filosófica ensinava que o propósito da vida era viver na virtude, de acordo com a natureza. Mais tarde, o famoso Diógenes de Sínope (aquele que andava nas ruas durante o dia com uma lanterna nas mãos à procura da Verdade ), difundiu o cinismo como uma filosofia de vida, exaltando um tipo de comportamento social na prática diária.
A renúncia aos bens materiais e preocupações para alcançar a felicidade, tal como defendia Diógenes, difundiu-se em Roma tornando-se um movimento de massa, com agitadores defendendo seus princípios por toda Itália. Há historiadores que afirmam terem os cristãos primitivos adotado sua retórica e ascetismo.
Na Idade Média esta doutrina finalmente definhou, reaparecendo mais tarde com outra conotação, a desfaçatez, defesa de atos imorais e a falta de vergonha; um epíteto que foi usado nos tempos atuais contra o movimento hippie.
Como é costume dizer, a voz do povo é a voz de Deus. Assim, a palavra cinismo incorporou-se à linguagem popular, e está dicionarizada como descaramento, hipocrisia, impudicícia e oportunismo.
Essa desfiguração de uma filosofia pura subverteu os seus princípios, com os cínicos de hoje defendendo a prática infame de “quero levar vantagem em tudo” ou “tudo por dinheiro”. Para os cínicos, viver é lutar pela fama e pela conquista e manutenção do poder. Esta falta de escrúpulos se revela numa declaração do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto.
Explicando a atuação do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, com as propinas do Petrolão, Okamoto declarou: “As empresas estão ganhando dinheiro. Não precisa corromper ninguém. Funciona assim: Você está ganhando dinheiro? – ‘Estou’. Você pode dar um pouquinho do seu lucro para o PT? Posso, não posso. É o que espero que Vaccari tenha feito”.
É certo que o diretor do Instituto Lula expresse o pensamento do Chefão. E também que tal opinião, de cinismo vulgar, tenha sido levada à época do Mensalão a Delúbio Soares, o tesoureiro que antecedeu a Vaccari. Delúbio também foi preso por achacar empresários para engordar a caixinha do PT…
Esta depravação é fluente na ideologia degenerada do lulo-petismo, sem dúvida. Veja-se que na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, ouviu-se – e está gravado – que Vaccari procurou-o, pedindo uma colaboração para José Dirceu, que às vésperas da prisão precisava pagar algumas despesas pessoais. Pessoa contribuiu na época com R$ 2,3 milhões.
Praticando o cinismo lulista, o atual chefe da Comunicação do PT-governo, Edinho Silva, desconfiou e calou-se sobre a origem do dinheiro que proveu a campanha para reeleição de Dilma. E, talvez por isso, convive com a Presidente no Palácio do Planalto…
Também o hierarca do PT José Eduardo Cardozo, ocupando o Ministério da Justiça, dá provas de adotar esse despudor, ao convidar advogados de empreiteiros para uma conversa em seu gabinete.
Neste quadro revoltante, acrescente-se a desmoralização da categoria profissional de Consultoria, com a multiplicação de consultores propineiros petistas, aptos a trabalhar numa lavanderia de dinheiro por sua atividade imoral e ilegal.
Como se vê, a tão decantada “esquerda petista”, tem como dirigentes pessoas de um cinismo revoltante. Para muitos brasileiros, esta constatação é desconcertante; mas não choca a “militância” que se banqueteia com a desonestidade, degustando as iguarias da corrupção e arrotando socialismo de barriga cheia…
Implosão!
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Como todos sabem e acompanham em cenas na televisão, a implosão é um arranjo de explosivos que convergem para um ponto central pressionando uma estrutura emparedada, e a compressão vai derrubá-la uniformemente. Enquanto a “explosão” é detonar pra fora, “implosão” é detonar para dentro.
Essa técnica de demolição é controlada e rápida. Raramente falha como ocorreu em Belo Horizonte, numa obra da Copa do Mundo (sempre a “Copa das Copas”!) e pelo erro, um viaduto desabou vitimando passageiros de um ônibus que ali passava.
O maior exemplo de implosão dos tempos atuais se deu na cidade de Rochester, extremo oeste do estado de Nova York, no complexo industrial Kodak Park, demolindo cerca de 100 prédios, alguns deles de forma espetacular.
Implosão é um termo que se usa também na falência de uma grande empresa por má gestão ou, historicamente, na queda de um sistema político, como ocorre agora com o Partido dos Trabalhadores após ocupar por doze anos o poder…
A implosão do PT começou quando nos primeiros desvios programáticos, os intelectuais deixaram-no, seguidos mais tarde por militantes políticos – alguns com mandato –, que se afastaram descontentes com o centralismo antidemocrático da cúpula de pelegos e dos oportunistas recém promovidos.
Favoreceu igualmente o desagrado dos intelectuais honestos, a corrupção institucionalizada por Lula da Silva, que atingiu o apogeu com a ‘laranja’ eleita por ele para continuar manobrando o PT-governo nos bastidores. Diz-se que a eleição de Dilma foi uma tática: Os lulistas conheciam suas fraquezas da sucessora; venderam-na como uma “Gerentona”, mas sabiam que não passava de uma incompetente.
O fracasso de Dilma traria Lula de volta como um salvador da pátria; mas o plano deu azar dele porque ela, assumindo as tramas ardilosas de Guido Mantega escapou, governando um País virtual de artimanhas e mentiras, chegando assim à campanha eleitoral que a reelegeu.
Como a fraude e a impostura não se sustentam, o malogro surgiu nos primeiros meses do segundo mandato. O insucesso de Dilma, sem exagero, é amplo, geral e irrestrito; e o exemplo mais do que perfeito disto é a derrocada da Petrobras, a única petroleira do mundo a dar prejuízo.
Os primeiros ensaios da implosão eclodiram graças ao reconhecimento lúcido dos espíritos livres, com as declarações do sociólogo Chico de Oliveira, do jurista Hélio Bicudo, do poeta Ferreira Goulart, dos professores Carlos Nelson Coutinho, Cristovam Buarque, Leandro Konder, Maria Victoria Benevides, Plínio de Arruda Sampaio, e do jornalista Fernando Gabeira.
A intelectualidade que acendeu o estopim é bem informada, independente e democrática, percebendo a desonestidade intelectual da pelegagem e a amoralidade de Lula da Silva. Depois, vieram os políticos; de memória lembro Chico Alencar, João Batista Araújo, o Babá, Ivan Valente, Luciana Genro, Paulo Rubem Santiago e Soninha Francine entre outros. Pela lealdade aos princípios e reconhecida honestidade, a ex-senadora Heloísa Helena foi expulsa.
Mais tarde, saiu Marina Silva e mais recentemente Marta Suplicy; e, no recente congresso petista esvaziado, registra-se a diáspora de centenas de descontentes. Alguns deles ainda não cortaram os laços umbilicais com o lulo-petismo, mas reagiram à sua maneira.
Este quadro da dispersão mostra o embate entre o PT que ficou no passado e o lulo-petismo do assalto aos cofres públicos, do carreirismo e da obscena degenerescência ética e moral. Acumpliciando-se com o novo PT, ficaram somente a professora Marilena Chauí, obreirista e incentivadora do culto à personalidade de Lula, e o revisionista Leonardo Boff.
O que se vê no choque violento do bem contra o mal é a implosão do governo petista, desacreditado, incompetente e co-autores da ladroagem estabelecida. Ouve-se dessa gente o aplauso fácil (e bem remunerado), de Chico Buarque, Emir Sader, Erenice Guerra, Gilberto Pimentel, Jô Soares, Luiz Nacif, Marco Garcia e Paulo Henrique Amorim…
Esses gatos pingados não impedem que internamente a pressão seja maior do que externamente, com uma oposição fraca que sofre da síndrome da impotência. É a compressão interna que detona a implosão final do governo apodrecido e de um partido depravado…
“Padrão FIFA”
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
O tal bordão “padrão FIFA” se repetiu tanto, e foi tão festejado, que foi usado pelos marqueteiros do PT como bandeira, na última campanha eleitoral de Dilma… Era tido pelos pelegos lulo-petistas como sinônimo de qualidade.
Como não há nada como um dia após o outro, descobrimos agora que o “padrão FIFA” é um engodo: A FIFA, na verdade, adotava o “padrão PT”… E, superpondo os rótulos, não esquecemos a badalação do PT-governo que carimbou com ele a roubalheira da Copa das Copas, nos estádios, serviços de transportes e mesmo em hospitais.
Os sorrisos dos parceiros da FIFA se abriram quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo: o brilho das dentaduras de Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes ofuscaram o que havia por trás disso, a nuvem de corrupção que acompanhava a FIFA há décadas.
Gravitando em torno do poder lulo-petista, políticos, diplomatas e empreiteiros vibraram confiantes de que a entidade máxima do futebol mundial, reconhecida como poderosa e influente até na ONU, serviria de escudo para a oportunidade da roubalheira já instalada na Petrobras.
O guarda-chuva aberto pelo ex-presidente Lula abrigaria a chance dos companheiros junto aos donos do futebol. A mídia, principalmente as redes de televisão e rádio, a hotelaria, serviços médicos, empresas de segurança e milhares de “voluntários” fizeram um carnaval. Enquanto isso, os críticos comiam o pão que o diabo amassou.
Quando, porém, cresceu o clamor popular diante da gastança descomedida, deixando em segundo plano as necessidades básicas da sociedade, educação, saúde e segurança, o senhor Joseph Blater enfrentou os protestos dizendo que “A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que a procurou”.
A desfaçatez de Blater não recebeu condenações, nem ao menos censuras. Mas a revista “France Football” teve uma edição com a capa toda negra, e a manchete “Peur sur le Mondial” (“Medo do Mundial”). Uma montagem gráfica pôs a letra “O” da palavra “mondial” sobre a bandeira do Brasil, e onde há o dístico “Ordem e Progresso”, saiu uma tarja negra.
De longe, se viu claramente o disfarce das alegorias, que enganaram os brasileiros e proporcionaram o assalto ao Tesouro Nacional. Hoje, comprova-se a extorsão praticada pelo PT-governo e seus parceiros, com as recentes prisões na sede da FIFA feitas pela polícia suíça, em Zurique, orientada pelo FBI. Foi uma operação surpresa, realizada com mandados de prisão para 14 dirigentes da associação.
Não foi um fato isolado, nem desproporcional, mas decidida pelo Departamento de Justiça dos EUA e o Departamento de Justiça da Suíça, que já investigava a FIFA por corrupção e lavagem de dinheiro.
Os estilhaços da bomba atingiram o Brasil com a prisão de José Maria Marn, ex-presidente da CBF, envolvido no esquema de corrupção na gestão mundial do futebol. Pairam suspeitas de superfaturamento nos contratos da CBF, transações ilícitas com uma empresa de fornecimento de material esportivo e a compra de direitos de transmissão por agências de marketing esportivo.
No cenário do escândalo, a Copa América Centenária, edições da Copa América, Libertadores, e a Copa do Brasil (campeonato nacional dos clubes brasileiros). Assim, a dimensão das propinas chegou ao Senado, que aprovou por iniciativa de Romário, a criação de uma CPI para fazer diligências na CBF.
Romário, ex-jogador de futebol e hoje político – senador eleito pelo Rio de Janeiro – sempre foi um crítico da CBF e denunciante de crimes praticados pelos “cartolas”. Ele resume o que assistimos, dizendo que “Muitos dos corruptos, ladrões e que fazem mal ao futebol foram presos. Inclusive um dos maiores do país, no que se refere ao esporte, que se chama José Maria Marín”.
Com o Senador, lamentamos que “Infelizmente não foi a nossa polícia que prendeu, mas alguém tinha de prender algum dia. Ladrão tem que ir para a cadeia”. Aliás, queremos mais: que o sistema lulo-petista no poder também seja desmascarado e que seus responsáveis acompanhem Marín na prisão.
O “padrão FIFA”, na realidade, “padrão PT”, deve ser varrido da Nação brasileira, extinguindo para sempre esta mancha infame que enluta nossa Pátria.
O Pelego
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A verdade é grande, mas maior ainda, do ponto de vista prático, é o silêncio sobre a verdade” (Aldous Huxley)
Qual o assalariado consciente que se filiaria e pagaria a mensalidade para um sindicato nos dias de hoje? Houve época que fazíamos com entusiasmo; hoje, contribuímos compulsoriamente através da excrescência fascista que é o famigerado Imposto Sindical.
Por causa disso, a pelegagem domina a representação classista. Como uma agulha no palheiro é difícil encontrar um sindicato livre da bandidagem que, através de uma minoria organizada, domina a organização.
Os sindicatos nasceram paralelamente à revolução industrial. A princípio com a atuação anarco-sindicalista dos operários fabris na luta reivindicatória por uma jornada de trabalho justa, melhores salários e a prática solidária do mutualismo com as caixas beneficentes.
Até princípios do século 20, foi assim. Depois se infiltraram comunistas, fascistas e católicos, formando frações para usar os sindicatos partidariamente, e/ou para abrandar a luta de classes, tentando resolver os problemas pacificamente.
Nos primeiros tempos, foi violenta a repressão capitalista na Europa e nos EUA. O processo e execução dos anarquistas Sacco e Vanzetti em Massachusetts, EUA, com protestos no mundo inteiro, conquistaram a legalização parlamentar do sindicalismo nos países desenvolvidos. A data de sua morte, 1º de maio, instituiu o Dia do Trabalho.
Os países subdesenvolvidos, semi-industrializados, mantiveram a repressão policialesca por mais tempo, o quê, contraditoriamente, fortaleceu os sindicatos, dando-lhes solidariamente apoio e força.
Os governos (principalmente os ditatoriais) quando se viram obrigados a reconhecê-los, juntaram-se ao patronato, adotando a experiência dos países totalitários, Alemanha, Itália e URSS: Introduziram nas entidades agentes e informantes. Dessa maneira surgiram os pelegos no Brasil. Aqui receberam este nome, uma gauchada dos tempos de Vargas.
O pelego é antes de tudo um amoral e serve a dois senhores. Vemos translucidamente o que ocorre nos atuais sindicatos, onde a falsa representação é estimulada por um sistema corrupto e corruptor. Sob este governo, que marcha para o totalitarismo, todo tipo de estrutura sócio-política é infiltrada, cooptada ou mercenarizada.
Há até coerência nisto. O Partido dos Trabalhadores, que ocupa o poder, foi formado por pelegos sindicais e teóricos gramscistas, uma manifestação típica do oportunismo. O personagem principal da farsa armada nos movimentos populares, principalmente no movimento sindical, é o notório pelego da Volkswagen, Lula da Silva, cuja malícia e amoralidade são notórias.
A ideologia do pelego é o engodo. Nas lutas internas dos sindicatos usam todas as armas da simulação e, em muitos casos, temos lido no noticiário seqüestros e assassinatos. É dentro desta realidade que se fortalece a pelegagem. E o pior, assistimos – muitas vezes estarrecidos – os que atuam na administração pública.
Pouco se fala nisso, como escreve Huxley, faz-se silêncio sobre essa verdade. Sou ainda filiado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro e, consequentemente à Federação dos Jornalistas. Faço-o por saudosismo, mas de vez em quando acompanho suas gestões e constato que as duas entidades estão partidarizadas.
O conceito da bandidagem não chega a nenhuma das duas. Suas políticas estão mais para o adesismo partidário do que para o mercenarismo; vejo, porém, que suas diretorias os controlam minoritariamente, por omissão ausente ou desencanto da maioria dos filiados.
Outro dia ouvi de um político – dito de esquerda – entrevistado no programa do jornalista Ricardo Setti, na TV-Globo News, que o caminho adequado para conquistar a “verdadeira democracia” é a organização popular; ele aconselhou a adesão cidadã a um sindicato, associações de bairro ou de igrejas, grêmios culturais e esportivos. Assim, a voz do povo será ouvida pelos governantes através das entidades.
Ou ele é um ingênuo – acredito que seja – ou um propagandista partidário, procurando trilhas diversionistas armando uma arapuca para pegar desavisados. De um jeito ou do outro, a sugestão dele visa recrutar pessoas bem intencionadas para sua causa.
As manhas dos políticos são notórias… Falam de coisas para se fazer respeitar e seguir as suas idéias. É impossível desconhecer que os movimentos populares e sindicais estão controlados
por pelegos do PT-governo e seus ‘puxadinhos’. Salvam-se poucos.
A autodenominada ‘esquerda’ está mais para narco-populismo. Com o partido no poder, como é o caso do PT, não fazem denúncias, negaceiam a ineficiência, calam sobre a corrupção e omitem o fracasso das próprias teorias quando postas em prática.
Sempre que podemos nos manifestar, devemos repudiar os sindicatos – em sua imensa maioria – controlados por pelegos. É um imperativo da consciência nacional uma mudança urgente, uma revolução realmente revolucionária para transformar esta realidade.
A revolução verdadeiramente revolucionária se processa com a ocupação das ruas pelos brasileiros conscientes contra o Império da Pelegagem. É a ação objetiva e final para o fim do amoralismo lulo-petista e do silêncio da mídia, e o triunfo da verdade.
A Pirâmide
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A pirâmide é um bloco geométrico formado por segmentos de reta com a extremidade em um ponto fixo, tendo por base um plano em forma de quadrado. Quem não conhece através do estudo, do cinema e da TV, as pirâmides do Egito?
Como monumentos, elas não se limitam ao Egito, que apresenta as mais famosas. Elas estão por todos os continentes, à exceção da Oceania. A enciclopédia nos fala de encontros nos países latino-americanos, no Oriente Médio, no Sudeste e Sul da Ásia e interior da China.
Para impressionar mais ainda, essas estruturas foram descobertas, há alguns anos, na região balcânica da Europa, mais precisamente na Bósnia-Herzegóvina.
As pirâmides chegaram à Matemática pela Geometria, e daí enveredaram pelos vetores gráficos da Estatística, onde a pirâmide infográfico é o exemplo. Há também uma conhecida fraude conhecida como “pirâmide financeira”, um esquema avançado do “conto-do-vigário”. Estourou nos EUA na criação Bernard Madoff, que faturou bilhões de dólares enganando os iludidos.
No Brasil, tivemos o rumoroso caso da “pirâmide financeira” conhecido como “Boi Gordo” nos anos 90. Atraiu cerca de 30 mil investidores que perderam cerca de R$ 3,9 bilhões. Entre nós, essa prática é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51.
No nosso País, pior do que o vigarismo das pirâmides financeiras é modelo burocrático de administração pública. Adotou-se, na época de Getúlio Vargas, a organização baseada no conceito de burocracia de Max Weber, conhecido como modelo weberiano.
Numa ditadura até que funciona. Mascarando a ditadura presidencialista adotou-se a “pirâmide achatada” inspirada pelo ministro Luiz Carlos Bresser Pereira no governo de FHC. É um modelo gerencial que ainda prevalece na administração pública.
Hoje, a pirâmide que pesa sobre os brasileiros é a pirâmide a exploração do contribuinte. Nesta Era Petista, vê-se no seu ápice o chefe do Executivo, representado pela Presidência da República com gastos secretos extraordinários; abaixo, vêm os segmentos dos outros poderes republicanos, Legislativo e Judiciário, escoando inauferíveis riquezas.
Pouco abaixo, em plano inferior, a dependência do Executivo dos ministros de Estado (no Brasil dos pelegos tem um número campeão, 39), que além das vantagens pecuniárias pessoais, adentram em negociatas nas estatais.
Descendo um pouco mais, temos os governadores. Estes se espelham na Presidência, e com honrosas exceções, adotam os mesmos costumes suspeitos. Neste nível, deputados estaduais e secretariado estadual mamam sofregamente nas tetas governamentais. No andar de baixo, estão os prefeitos…
Ah, os prefeitos! Com os seus vereadores, eles apresentam numerosos e ruidosos casos de malversação do dinheiro público. Neste caso, parece impossível estabelecer-se critériospara gastos fundamentais, imaginem para as mil e uma trapaças e mamatas, que os enriquecem a olhos vistos.
No infográfico piramidal do PT-governo, temos três triângulos equiláteros sobre um quadrado perfeito. É a estrutura de uma imundície revoltante. Felizmente, há um exemplo histórico monumental que solidifica nossa esperança: Vem do antigo Egito, com a antiquíssima pirâmide de Saqqara, o complexo de pedra mais antigo construído por humanos.
Saqqara vem se degradando há 4600 anos, e, segundo o arqueólogo Peter James, ela “pode cair a qualquer momento”; se essa estrutura chega ao fim, porque não acreditar que a aviltante bandalheira lulo-petista também não se arruíne?
A cidadania enriquecida de copiosa informação sobre as ações corruptas do PT-governo, vai conquistando as ruas para derrubá-lo como os alemães fizeram com o Muro de Berlim. Esta resistência dos brasileiros conscientes, acima dos partidos, religiões e concepções filosóficas, destruirá o monumento petista da corrupção, como o Senhor do Tempo vai extinguindo os monumentos antigos…
Pau-de-sebo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Escrito nas últimas horas em que estive longe da Pátria querida, vendo pelas lentes do exterior a realidade do País.
Numa adesão explícita ao neoliberalismo, Dilma passou as mãos na areia da ortodoxia econômica de Joaquim Levy diante do pau ensebado pelo pelego fingidor Guido Mantega. Nova tentativa de subir, mas descendo hilariantemente…
Lembra-me o pau-de-sebo, folguedo popular de origem religiosa nas festas tradicionais que reverenciam os santos padroeiros em eventos que ainda subsistem no interior do país.
Ergue-se em frente à igreja um mastro roliço, generosamente untado de sebo, com uma bandeira simbólica no topo tendo abaixo amarradas prendas. São frutas, garrafas de vinho, doces e até dinheiro, prêmios a quem alcançá-los enfrentando a dificuldade de subir.
O pau-de-sebo faz parte das brincadeiras populares como quebra-pote, trança-fita, pescaria, cadeia e correio. Quando é São João ergue-se as fogueiras e em torno delas tem também casamento na roça e dança de quadrilha.
Na Semiótica – a ciência dos signos e da semiose que estuda os fenômenos culturais, assim como na computação gráfica, encontramos as variações de subida e descida como se mostrassem um pau-de-sebo…
Para produzir definições e demonstrações em termos matemáticos, infográficos trocam em miúdos resultados, popularizando-os. Aparecem freqüentemente nos jornais e revistas, e ilustram com animações, os programas da televisão.
Nessas análises gráficas vemos o fracasso do PT-governo, apesar dos meios desonestos para escondê-los. É um pau-de-sebo erguido nos efeitos especiais da propaganda governamental, que chamamos de ‘maquiagem’, como nas cínicas ‘pedaladas’ que atropelam a legislação.
Na verdade, sobe a inflação descontrolada, enquanto desce a credibilidade do empresariado nos rumos da economia. Sobem os juros, os preços dos combustíveis, taxas de energia, aluguéis, transporte coletivo; desce a confiança do povo no PT-governo.
Para ‘reajustar’ a economia, sobe a imoralidade do varejo político para compra de apoio no Congresso; e desce o sentido das relações democráticas e republicanas entre os poderes Executivo e Legislativo.
Com a ideologização da política externa, sobe o descrédito no Itamaraty, coordenado por um comissário do partido no poder, e desce o respeito que o Brasil ocupava no concerto das nações. O favorecimento às ditaduras, política e economicamente, isola o País dos importantes acordos internacionais.
Sobem as ameaças de golpe bolivariano ‘à la Venezuela’, visando o controle dos meios de comunicação e a livre expressão do pensamento; e desce a esperança de banir as fraudes eleitorais, com urnas eletrônicas violáveis e apuração secreta dos votos.
Os brasileiros veem que não é necessário chegar à altura dos prêmios para abiscoitá-los. O dinheiro sobra nos achaques e nas propinas, enriquecendo os pelegos e seus familiares, descendo dessa maneira ao solo, a consideração pelas oligarquias ideológicas dominantes.
O Brasil da pelegagem vive uma festiva irresponsabilidade, com pescarias e quadrilhas que aparelharam a administração pública, roubaram a Petrobras, assaltaram os fundos de pensão e usaram gastos sob o carimbo inexplicável do segredo.
Assim, sobe o medo da população esclarecida, ao assistir as tropas lulo-petistas avançarem para a ocupação do STF com mais um dos seus agentes. Felizmente, desce a bandeira vermelha do perigo que paira sobre a Nação.
É a resistência popular nas ruas que faz subir os protestos, hasteando o áureo verde pendão da esperança. Transformará o pau-de-sebo da inconsequente ação totalitária do PT em lenha de fogueira para aquecer a liberdade, a justiça social e o desenvolvimento da nossa Pátria.
O Caranguejo
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Caranguejo não é peixe / Caranguejo peixe é / Caranguejo só é peixe / Na enchente da maré…” (Cantiga infantil de roda)
Há um tipo de caranguejo, endêmico no litoral atlântico dos EUA até a Patagônia argentina, o Ocypode quadrata, que os povos nativos chamavam de caranguejo fantasma, pelo inusitado do seu aparecimento e a velocidade do seu desaparecimento. Nas praias brasileiras recebem os nomes de aguarauçá, espia maré, maria-farinha, papa-defunto e vaza maré.
Na sua simplicidade, é parente de família da alta linhagem: o caranguejo que entre os antigos egípcios era o deus Anúbis e na mitologia romana, consagrado a Mercúrio. Também entrou no Zodíaco, o “círculo de animais” da astrologia, onde representa a lua.
É do folclore que os caranguejos andam para trás, crença nascida do antigo ditado português, ‘andar para trás como caranguejo’, isto, porém, não é verdade, segundo observadores e pesquisadores. Esses constatam que tais crustáceos decápodes, andam de lado.
A sabedoria popular, que não obedece à ciência oficial, insiste em se referir ao andar do caranguejo como perder terreno, dar marcha ré, retroceder, recuar.
Quando a graduanda em Comunicação Social na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Mariana Meneses Fernandes expôs na sua tese sobre a particularidade do caranguejo, escreveu: “não são unicamente caranguejos que possuem essa prática, pessoas também fazem isso, principalmente quando se trata de poder político”.
Inspirado na proposição da comunicóloga, penso que andar para trás ou andar de lado, tem também relação com os países, e o melhor exemplo é o Brasil que nos últimos 13 anos de desastrosos poder lulo-petista andou para trás.
Falo por observação pessoal, direta e política sem sociologismo. Batalhando pela liberdade de imprensa e livre expressão do pensamento contra os regimes narco-populistas que sucederam aos regimes militares na América Latina, tenho visitado vários países, que já conhecia anteriormente. Todos avançaram.
Assunção, Buenos Aires, Montevideo, Lima e Santiago, que cresceram enormemente nos últimos 15 anos, dão um banho de cuia no Rio de Janeiro e em São Paulo na urbanidade, pela limpeza das ruas, o cuidado com as praças e os parques e a garantia de segurança pública.
Isto sem falar do transporte coletivo. Minha última estada em Lima – que não tem metrô subterrâneo – mostrou-me a excelência dos BRTs, deslocando-se com precisão ao meio do trânsito apenas um pouco menos caótico do que o de Bombaim.
Esta observação comprova que o Brasil anda para trás (ou de lado como queiram) como um caranguejo, pela incompetência administrativa e principalmente pelo desvio do dinheiro público. Envergonha-me dizer aos ‘hermanos’ que as grandiosas cidades do Rio e São Paulo, e grande parte das capitais estaduais, são enormes lixeiras, dominadas por mendigos, loucos e drogados, e sem qualquer segurança.
Parece-me que esta realidade se deve ao ideologismo canhestro do lulo-petismo, cujo prefeito da maior cidade da América Latina, São Paulo, aprova o uso das calçadas como abrigo para o “povo da rua” e dá hospedagem e bolsas para drogados.
Vê-se também uma politicagem demagógica que usa o saneamento e a varredura das ruas como instrumento eleitoral, mantendo um número considerável de garis, cuja imensa maioria nada faz ou servem apenas de modelo coreográfico nas idiotas reportagens televisivas…
Em termos de segurança, nosso País é um zero à esquerda (sem trocadilho). Dizem-me que Buenos Aires é insegura; mentira. Andei não somente na Florida e adjacências, como pelos seus subúrbios; além disso, leio os jornais e a violência é pontual. Um ou outro batedor de carteiras (chilenos ou bolivianos, como dizem lá) são ocorrências, mas nada mais que isso.
Em Assunção, Lima e Montevideo pode-se andar com absoluta segurança a qualquer hora do dia ou da noite. Enfim, tudo isso nos obriga a culpar o aparelho do estado em todos os seus níveis, municipal, estadual ou federalmente, pela realidade em que vivemos.
Como o exemplo vem de cima, o espelho que o governo federal lulo-petista reflete é de incoerência, inépcia e, porque não dizer, de estupidez e roubalheira. Este é um dos inúmeros motivos que nos levam à oposição e a oposição da resistência é feita nas ruas.
Assim, os inconformados como eu não aceitam viver como caranguejos no mar de lama do PT e satélites, e vão contestar no dia 17 de maio ocupando as avenidas e as praças!
O Iceberg
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Tal como um sorvete que derrete em uma tórrida tarde de Verão, o Brasil vê sua credibilidade se esvair, fruto inegável os treze anos de desmandos da dupla Lula e Dilma” (Luiz Gustavo Barbosa Damásio)
Registram as enciclopédias que icebergs são grandes encostas de geleiras que se desprendem graças aquecimento que cria fissuras ou por tremores sísmicos. Soltos, são arrastados por correntes marítimas que agem no bloco de gelo. De cada iceberg, somente 10% da sua massa emerge a superfície; os outros 90% permanecem submersos.
Foi um desses monstros gelados o responsável pelo histórico afundamento do Titanic em 14 de abril de 1912, uma tragédia que abalou o mundo e desmoralizou a engenharia náutica do início do século 20, que alardeava a indestrutibilidade do navio.
É possível comparar um iceberg com a corrupção lulo-petista: não sei por qual razão, a área conhecida dos sucessivos escândalos é apenas um nove avos, do assalto praticado. E também que o governo federal é uma espécie de Titanic…
Examinando as semelhanças encontramos em primeiro lugar, longe da vista, a presidente Dilma como um fantoche produzido e conduzido por Lula da Silva, o desonesto criador da fama de “gerentona” aplicado à sua “laranja”, a maior mentira repercutida nos treze anos de bandalheira do lulo-petismo.
A “Gerentona” de araque é malsucedida em quase todas as ações administrativas; desde antes de eleger-se presidente da República, quando ocupou no governo do pelegão Lula as pastas de Minas e Energia (quando presidiu o Conselho da Petrobras) e da Casa Civil (onde acolheu a vigarista Erenice Guerra na intimidade).
Nas Minas e Energia, temos a memória recente dos grandes desmandos ocorridos na Petrobras, tendo assumido a responsabilidade pela comprovada corrupção na compra das refinarias de Pasadena, holandesa sediada nos EUA, e da japonesa Nansei Sekiyu; e também não se pode esquecer a indecente venda da refinaria de San Lorenzo, na Argentina, negociada com os amigos de Cristina K, a narco-populista de lá…
Deixando nas mãos sujas dos seus partidários e aliados as rentáveis “minas”, a Presidente fracassou no campo da energia. Quem não lembra a promessa dela anunciando com o exibicionismo dos petistas baixar o preço das contas de luz? O que tivemos, além dos apagões, foi um considerável aumento das taxas de consumo de energia.
Na Casa Civil, entregou o leme do barco à astuta advogada Erenice Guerra, amiga particular, cujo filho – que tratava Dilma de “madrinha” – envolveu-se em tramoias nos Correios e usou de tráfico de influência, favorecendo a “sua” empresa de aviação MTA linhas aéreas.
Ainda na Casa Civil, enegreceu a República acolhendo sob suas asas de graúna, a favorita de Lula da Silva, Rosemary Noronha, conhecida como “facilitadora-geral da República”, com passe livre para agir. Voava no Aero-lula sem aparecer nas listas oficiais e, além de portadora de passaporte diplomático, usava as malas do Itamaraty a bel prazer…
Como presidente da República, alçada e dirigida por Lula, Dilma colocou o desastroso Guido Mantega, um pelego ítalo-brasileiro com diploma de economista, no Ministério da Fazenda. Ele havia assumido o Planejamento com Lula, quando jogava ping-pong com o Orçamento. Com Dilma suas trampolinices com números e estatísticas lhe valeram o apelido dado pelo Financial Time de “Mr. Bean”.
Mas não ficou apenas na comicidade do personagem trapalhão. Responsabilizou-se pelo desastre econômico, o gigantesco iceberg que deixou o Brasil adernado e à deriva. A conjuntura atual, que revela apenas 10% do desastre, está difícil de equilibrar.
O naufrágio anunciado da nossa esperança em ver a Pátria soberana, democrática, justa e desenvolvida, está sob o maremoto lulo-petista. Aparente, está a vergonhosa política externa conduzida por um comissário bolivariano no “Itamaraty do B”, vilipendiando a Casa de Rio Branco.
Felizmente, no mar de lama do PT, mantém-se a resistência iluminada com a presença patriótica de Castro Alves; e, já que “’Estamos em pleno mar” enfrentando o diabólico iceberg petista, vamos às ruas no dia 17 de maio, cantando com o Poeta: “Andrada! Arranca esse pendão dos ares! / Colombo! Fecha a porta dos teus mares! ”
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