Artigo
FASCISMO(2)
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Em uma democracia, ninguém sabe o que será o próximo governo. Sob o fascismo não existe nenhum próximo governo. ” (Michael Kalecki)
Este é o “FASCISMO(2)”. Ao escrever o primeiro “Fascismo”, preocupei-me em mostrar a evolução histórica do regime italiano, sua adoção pelo Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães e também pelos totalitaristas romenos, húngaros, espanhóis e portugueses.
Agora que a palavra “fascismo” virou figurinha fácil entre os globalistas e seus aderentes, os narcopopulistas bolivarianos, chegou a necessidade de voltar ao assunto, com um título igual ao que foi usado em 2015.
A versão fascista dos nossos dias é o aparecimento global dos “antifas”, grupo criado por intelectuais ligados a Barack Obama nos EUA e, segundo informações, financiado por George Soros. Chegou e se expandiu na Europa, e é caricaturado na América Latina pelos pelegos sindicais e professores obreiristas.
“Antifas” é um termo recém-nascido, formado pelo prefixo grego “anti” (ação contrária) e a derivação precedente de fascismo, “fas”. Tornou-se a sigla do movimento que nos faz lembrar uma profecia de Winston Churchill: “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”.
Um dos eminentes contribuintes ideológicos do “antifas” nos EUA, é o historiador americano, da Universidade Yale, Timothy Snydere. Se ele não recomendasse a leitura do livro “Harry Porter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, poderia até ser levado a sério por algumas tiradas inteligentes no seu livro “Sobre a Tirania”.
Uma delas é o reconhecimento de que atualmente uma grande massa social tem acesso imediata aos fatos via Internet e interage com a mesma velocidade. Isto, nós, navegadores da web já sabíamos e comprovamos a força das redes sociais sobre o poder.
Noutra abordagem, Timothy, embora defensor do globalismo, reconhece (um tanto timidamente) que já não há um Estado-Nação livre da globalização, e que isto repete historicamente os anos 30 com tentativas de ressurgimento do totalitarismo.
É verdade. Acompanhamos crescimento de ideias favoráveis a um Estado forte e tendências por um governo centralizador da política e da economia. O engraçado é que entre nós o fermento deste bolo é o populismo caricato do PT e seus puxadinhos.
Tenho me empenhado na luta para deixar aos pósteros uma sociedade democrática, com liberdade e justiça; por isso, registro a minha convicção de que o globalismo se George Soros & Cia impede uma democracia autêntica.
Como se trata de uma política internacional, o globalismo acentua a desigualdade social e como consequência disto, o populismo cresce e o racismo aparece…
No Knesset, parlamento israelense, transita um projeto de lei impedindo que ONGs recebam verbas da Fundação Sociedade Aberta de Soros. Como Israel, há muitos países que reconhecem como indesejável a atividade de Soros; e é por aí que mora o perigo da nossa geração assistir a Liberdade internada na UTI em estado terminal…
Já são percebidos os sintomas de degenerescência da Democracia no Brasil. Uma grande parcela de brasileiros já constata que não a nada mais antidemocrático do que um Executivo fragilizado, um Legislativo corrupto e um Judiciário que não faz Justiça…
O STF perde a credibilidade, Temer não consegue aprovar as reformas necessárias ao País; e o Congresso está pervertido.
Assim, a esperança no futuro cede lugar ao desânimo e ao enfraquecimento da luta para vencer o crime político organizado. Isto é muito triste. Lutemos para que os fascismos do século passado sejam enterrados em cova bastante funda para que não voltem como mortos-vivos.
SINÔNIMOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Vivo sem explicação possível. Eu, que não tenho sinônimos” (Clarice Lispector)
Escreveu o jornalista e escritor italiano Pitigrilli – muito popular na minha mocidade – que “não existem sinônimos matematicamente equivalentes” e quando me iniciei no jornalismo, meu chefe de redação nos ensinava que só deveríamos usar sinônimo se tivéssemos dúvidas sobre a ortografia da palavra que queríamos empregar…
Existem alguns dicionários de sinônimos. Possuo alguns, uso, porém, um que herdei da estante do meu pai, o “Grande Dicionário de Sinônimos e Antônimos” do filólogo Osmar Barbosa, com mais de 27 mil verbetes, uma edição Ediouro, sem data de publicação…
Folheando o “Grande Dicionário” a gente comprova que não existe mesmo dois vocábulos com o mesmo sentido. Buscando alguns exemplos, vejo que o autor empregou como sinônimo para “círculo”, anel, arco e aro, e no sentido social, assembleia ou grêmio… Para “música” apresentou filarmônica, harmonia e melodia…
Lembrei-me de abordar este tema por causa dos xingamentos que os tuiteiros têm apresentado para qualificar (com toda razão) os ministros do STF, useiros e vezeiros em atropelar a legislação e mesmo a Constituição, que deveriam obrigatoriamente interpretar com honestidade.
Seriam injúrias, certamente, por que querem realmente ofender, e muitas delas poderão ser sustentadas diante de um tribunal. Seriam calúnias? Sim, por que o intuito é ofender quem comete um desatino. Seria também difamação por que tem a intenção de desacreditar publicamente alguém que não cumpre suas obrigações.
A Lei escrita não vê como vejo. Essa tríade está tipificada como crime no código penal: Calúnia (art. 138); Difamação (art. 139) e Injúria (art. 140).
Não sei sinceramente como classificar o ato do ministro Gilmar Mendes negando a transferência para um presídio federal de Sérgio Cabral, criminoso condenado, corrupto insensato que destruiu o Rio de Janeiro roubando e permitindo seus comparsas a roubar.
O discernimento de muitos juristas honestos não consideraria uma impropriedade ponderar que Gilmar trai os princípios mais caros do Direito Positivo. É um traidor, ao permitir que os juízes de primeira instância fiquem à mercê da máfia chefiada por Cabral. No caso, o juiz Bretas, ameaçado explicitamente por Cabral.
Isto nos faz lembrar de uma discussão (que minha mãe chamaria de briga de comadres em ponta de rua) entre Gilmar e seu colega Barroso no plenário do STF. Irritado por Barroso ter citado o Mato Grosso “onde está todo mundo preso”, Gilmar, que é de lá, lembrou que Barroso soltou o bandidaço Zé Dirceu e este replicou que isso se deu por decreto de Dilma concedendo indulto.
“Não transfira para mim essa parceria que vossa excelência tem com a leniência em relação à criminalidade de colarinho branco”, disse Barroso, que não é flor que se cheire, mas fechou a discussão acusando: “Vossa excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é estado de direito, é estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário”, disse.
Este quadro dispensa dicionários de sinônimos e os artigos do Código Penal, do mesmo modo com tratamentos dados no Senado aos seus membros, como gravou Shakespeare o diálogo entre Brabantio e Iago em “Otelo”. Brabantio disse a Iago: -“Sois um miserável” e Iago respondeu: – E vós, um senador…
Foi um xingamento implícito, ao contrário do que mudou entre os senadores o sentido da palavra “Amante” que apareceu numa denúncia premiada. Para eles é Vossa Excelência.
DELETAR
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br
“Uma palavra nova é como uma semente fresca que se joga no terreno da discussão” (Ludwig Wittgenstein)
Dicionarizado, o verbete “verbo” é um substantivo masculino com sinonímia de “expressão” “discurso” “palavra” e “vocábulo”. Na semântica, é uma classe de palavras que representa ação, processo ou estado, e na sintaxe constitui a disposição do predicado nas sentenças.
Trocando em miúdos, o verbo registra os acontecimentos representados no tempo, como ação, estado, processo ou fenômeno. E é por isso que as frases e os períodos se desenvolvem em torno de um verbo, que se flexionam em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.
A linguagem falada e consequentemente a escrita vive em constante movimento, com uma terminologia que nasce, vive, engatinha, cresce, adoece (às vezes vai para a UTI) envelhece e morre. Foi assim que nasceu um novo verbo que ainda não chegou à pré-adolescência, “Deletar”.
Quase com as mesmas letras tem um parente, “Delatar”, já muito velho e usado através de gerações. Deletar é filho da Internet significando apagar, eliminar, suprimir em parte ou no todo de um texto, seja arquivo, desenho ou informação.
Agentes da chamada “nova mídia”, ativa nas redes sociais, usam a teclinha “Del” até em demasia e na simbologia do Twitter o delete está presente.
Antigamente não se empregava o deletar, mas era comum suprimir fatos, excluir ideias, desaparecer com fotos, exilar e até matar pessoas. Na descrição de um estado totalitário temos no livro “1984” de George Orwell, a bíblia da Democracia.
Ali está instituído um Ministério da Verdade, criado exclusivamente para distorcer os acontecimentos históricos, passados e presentes ao bel prazer dos dirigentes do partido único ocupante do poder, que é o sonho dos aprendizes de ditador dos nossos tempos.
A caricatura brasileira do centralismo fascista, o Partido dos Trabalhadores, tem como princípio a aplicação da mentira para ludibriar os incautos. Distorce a visão das utopias inerentes à formação da juventude, divide a sociedade em castas, confunde os gêneros e a opção sexual, elege parceiros e inimigos ao sabor dos interesses da hierarquia partidária.
Acaba de ser teclado o deletar das acusações de que o impeachment de Dilma foi um golpe, da palavra-de-ordem “Fora Temer” e o esquecimento dos xingamentos ao PMDB, partido que como aliado, indicou o candidato a vice-presidente da República na chapa lulopetista.
A falta de coerência é lucrativa eleitoralmente. Lula na excursão que fez no Nordeste se abraçou com Renan Calheiros e o filho deste, o governador das Alagoas; ambos têm interesse nesta parceria. Renan terá os votos do PT para o Senado e Lula os votos dos peemedebistas alagoanos…
Agora é oficial. O hierarca Luiz Marinho, alta autoridade petista, suspendeu a proibição das alianças estaduais com os partidos “golpistas”. É claro que com a sem vergonhice comum aos petistas, Dilma apoiará isto na maior cara de pau e o fanatismo dos cultuadores da personalidade de Lula fará o resto.
Me parece que no processo de faxina iniciada pela Lava Jato, com a primorosa atuação da PF, do MPF e de juízes federais, tem feito a cabeça de muita gente por que o repúdio aos corruptos já atinge mais de 90% dos brasileiros.
É por isso que o emprego do verbo deletar do lulopetismo na História Política recente não pega bem. Este vilipêndio torna-se repugnante para quem tem espírito patriótico, e indigno até mesmo para as pessoas com discernimento ainda ligadas ao PT e puxadinhos.
SONHO MEU
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Vai mostrar esta saudade, sonho meu/ Com a sua liberdade, sonho meu” (Dona Ivone Lara)
O meu sonho não alcançará os 600.000 anos que a História da Humanidade registra com as andanças do ser humano já dotado de inteligência. Apenas passa pelas lições de Maquiavel e o famoso discurso de Martin Luther King.
Desejo este sonho para suceder ao terrível pesadelo que me atormenta e que aflige e que revolta milhões de brasileiros sofridos ao ver a nossa Pátria refém de quadrilhas políticas infiltradas nos três poderes da República. Esta sensação de angústia oprime a Nação inteira.
Embora acordados, vivemos um pesadelo que sobretudo nos humilha por ver o País sem lideranças patrióticas, sem ordem, espoliada por grupos desonestos, enfrentando toda sorte de calamidades sociais.
Além de todos esses males, estamos na mesma situação em que Maquiavel, dando conselho ao duque Francesco Sforza, governante de Milão, lembra que “ao estar desarmado se obriga a ser submisso, e isso é uma das infâmias de que um príncipe se deve resguardar”.
Ora, bastamos substituir “príncipe” por “cidadão” para mostrar a nossa realidade de brasileiros submissos a pessoas que gozam de foro privilegiado, que andam com guarda-costas e carro blindado, e suspeitosamente pregam com lindos argumentos o desarmamento da cidadania.
Pulando do século 15, da Itália dos Príncipes, para a atualidade, completamos a descrição no pesadelo que se abateu sobre nós, com Martin Luther King, que discursou: “Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto evidentes que todos os homens são criados iguais”.
Passaram 54 anos que o grande líder norte-americano se referiu ao seu País como nós queremos aludir ao nosso, onde é insuportável ver a Constituição rasgada por pessoas e corporações que se consideram “mais iguais do que os outros”.
No Brasil, os governantes, parlamentares e magistrados são figuras monstruosas no meu pesadelo. A sua conformação assombrosa aterroriza. Sua presença é repugnante, mas as suas ações, porém, mais do que assustam, me revoltam.
Vejo um Presidente da República gastar bilhões do Erário para escapar de um processo onde é acusado e se diz inocente. Ora, se é inocente, por que evita ser julgado? Ao seu lado, deputados mercenários, traindo o compromisso com seu eleitorado trabalham a soldo pelo próprio interesse.
E há os juízes, fechando o firo no jogo corrupto dos três poderes. É inimaginável vermos muitas sentenças com corruptos, assaltantes do dinheiro público, gozando de liberdade graças a filigranas jurídicas e, pelas mesmas escamoteações, tendo o bloqueio dos seus bens liberado.
No sonho meu, com a liberdade inspirada por dona Ivone Lara, obrigo-me a livrar as caras de alguns governantes, parlamentares e juízes. Seria errado generalizar a feiura ética e moral dos figurantes que protagonizam a farsa da infeliz República Brasileira.
Como não citei nomes dos monstrengos do meu pesadelo, também não menciono as suas (raras) exceções que enfeitarão o sonho que espero sonhar em breve…
NANISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Se o governo comprar um circo, o anão começa a crescer” (Delfim Netto)
Homens e mulheres que desejam o bem da humanidade vibram com o progresso da ciência e o desenvolvimento da nanotecnologia para o domínio da natureza e o bem-estar dos povos, eliminando a fome da face da Terra.
Este “nanismo” está presente na manipulação de átomos e moléculas, que permitem produzir minúsculos componentes auxiliares das pesquisas, facilitando descobertas industriais. E é bem-vindo.
O “nanismo”, entretanto, não está somente na escala nanométrica aplicada à produção de circuitos e dispositivos eletrônicos. Chega ao ser humano como um transtorno físico caracterizado pela deficiência de crescimento nos indivíduos.
Por carência nutricional, especialmente de proteínas e calorias, registram-se casos de pessoas cuja altura é muito menor do que a média dos demais membros na mesma população. Esta situação incide principalmente nos países subdesenvolvidos.
Estudos sobre a ocorrência de nanismo humano ocorreram tempos atrás no Nordeste Brasileiro, mas sem qualquer comprovação científica. Mesmo assim, teses acadêmicas provocaram censos escolares nos Estados do Ceará, Paraíba e Piauí para verificação de déficit estatural.
Na administração pública, na política e na Justiça encontramos uma contradição: é o gigantismo burocrático criando escândalos de corrupção, como o que ocorreu 24 anos atrás no esquema conhecido como Anões do Orçamento. Na época, foi um “Deus nos acuda! ”. Hoje é furto de trombadinha. E lá já estava envolvido Geddel Vieira!
A referência ao nanismo também chegou à política internacional quando o Estado de Israel desmoralizou a diplomacia brasileira, então dirigida pelo “comissário” Marco Aurélio “Top-Top” Garcia dirigindo o Itamaraty “do B” fazendo tremerem nos seus túmulos o Barão do Rio Branco e Ruy Barbosa.
O Chanceler israelense indignado com o visível favoritismo do Itamaraty para grupos extremistas palestinos, desdenhando da soberania de Israel e da autodeterminação dos povos, chamou o nosso País de “anão diplomático”.
Temos, também, envergonhados, o nanismo jurídico gerador de impunidade, permitindo que cresçam e se multipliquem libertação dos corruptos que provocam a indignação nacional. A redução da Justiça aumentou com a ascensão do PT ao poder, e o consequente preenchimento das cadeiras do STF ao varejo ideológico.
Os novos “anões” foram os falsos sindicalistas, oportunistas, sem ideologia, e corruptos de índole e formação, receberam as chaves dos cofres das empresas estatais, dos fundos de pensão e dos programas ditos sociais. O Chefão ficou com os bancos públicos, particularmente o BNDES.
Esses anões da pelegagem não roubaram sós: distribuíram com seus associados as sobras do butim. Dessa maneira, arrastaram nesta divisão dos bens públicos aos parceiros ditos “de esquerda” como se viu na Petroquisa.
Fez-se igualmente no Legislativo da mesma maneira, comprando parlamentares mercenários para garantir a “governabilidade”, obedecendo à lição nanica de Fernando Henrique Cardoso, o “presidencialismo de cooptação”, adotado e ampliado pelos pigmeus petistas.
A “honestidade Fabiana”, figura anã de FHC, foi seguida por Lula e o seu fantoche Dilma Rousseff, é, infelizmente, mantido por Michel Temer, o vice que os lulopetistas elegeram ocupando hoje a presidência da República.
GÊMEOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes” (Montesquieu)
Volto à tese que se mantém nas redes sociais sobre a identidade geminada do fascismo com o comunismo. O jornalista português José Rodrigues dos Santos levantou uma tese sobre a origem marxista do fascismo, pasmando uns e indignando outros no seio da intelectualidade europeia, muitos ainda presos às teorias econômicas de Karl Marx.
Isto me levou ao estudo a respeito dos gêmeos. Acho que não há ninguém no mundo que não conheça uma pessoa com um irmão gêmeo, uma qualidade especial de irmandade.
Diz-se “gêmeo” de filhos nascidos no mesmo parto. A palavra é originada do Latim, geminus, “dobrado, duplicado, igual”, sinônimo de “dídimo” que por sua vez vem do grego “duas vezes”.
Estrelas idênticas a olho nu representam na Astrologia o signo de Gêmeos que patrocina no mapa astral as pessoas nascidas entre os dias 21 de maio e 20 de junho.
No caso da reprodução humana há nascenças de mais de dois indivíduos tendo sido registrados, nascidos com vida, cinco irmãos; e há algo inusitado, de que gêmeos podem ser fecundados em óvulos fecundados por parceiros diferentes.
Reportando ao estudo de José Rodrigues dos Santos afirmando que socialismo e fascismo são filhos nascidos de Marx, devem ser gêmeos pois vieram à luz ao mesmo tempo, após a 1ª Guerra Mundial; mas não são idênticos.
Além de serem gêmeos bi vitelinos, desiguais, se tornaram inimigos figadais durante a Guerra Civil da Espanha, quando os nazistas defenderam o caudilho Francisco Franco contra a República defendida pelos comunistas.
Isto criou a ideia de que se tratam de duas doutrinas opostas, de um lado a direita nacionalista e do outro, os esquerdistas internacionalistas. Entretanto, tratou-se apenas de lados opostos num só plano.
Apesar disso, os fascistas negros e vermelhos convergiram algumas vezes, com os codinomes de comunismo e nazismo; ocorreu, por exemplo, no pacto Molotov-Ribentrop promovido por Hitler e Stálin para invasão da Polônia. Depois, no correr da História estas variantes do marxismo se dividiram politicamente.
Ambos deixaram, porém, uma herança sórdida: o “populismo”, adotado por esquerdistas intelectuais e pelegos sindicais, filhotes bastardos de Mussolini. Os dois se confundem pela adoção da arte de enganar, através de estratagemas, mentiras, fraude e até da violência para conquistar e manter-se no poder
As ilações das pessoas mais velhas, nascidas na década de 1930, deduzem historicamente esta versão, que é ignorada pelos jovens que sem a vivência e por não estudar as experiências capituladas na História.
Explica-se assim a busca desesperada dos populistas latino-americanos de estabelecer ditaduras antidemocráticas, mas “legais”. Ocorreu na Venezuela, onde implantou-se uma ditadura, que no Brasil foi almejada pelos lulopetistas. Aqui, pelo despreparo intelectual, incompetência e corrupção, perderam o bonde da História…
A ditadura populista foi abortada no Brasil pela degeneração do Partido dos Trabalhadores, cujas hierarquia e burocracia transformaram o partido numa seita para usá-la como organização criminosa. Manteve-se graças ao culto divinização de Lula, arrecadação de propinas, assaltos às empresas estatais e roubo nos fundos de pensão.
Como o nazismo foi destroçado na 2ª Guerra Mundial e o comunismo ruiu soterrado sob a queda do Muro de Berlim, a faxina promovida pela PF, MPF e juízes federais, o populismo dos pelegos lulopetistas está chegando ao seu fim….
ARTE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A lei suprema da arte é a representação do belo” (Leonardo da Vinci)
Segundo a Arqueologia, as primeiras manifestações de arte surgiram quando os neendertais tornaram inteligíveis seus grunhidos e desenharam cenas cotidianas nas paredes da cavernas-abrigo, entre 130 mil e 30 mil anos atrás.
Com a evolução humana chegando à Idade Antiga, a arte – como exposição da vida, da natureza e do belo – também evoluiu. O Homo sapiens construiu grandes impérios que produziram obras artísticas radiantes, como a Grande Pirâmide erguida no Egito, como túmulo do faraó Quéops, em torno de 2 560 a.C.
Como o antigo Egito, China, Fenícia, Índia, Mesopotâmia, Núbia, Pérsia e Camboja, mais antigas, a Grécia, Japão, Roma e os impérios pré-hispânicos das Américas, Asteca, Inca, Maia e Tolteca, viveram o esplendor da arte.
Nos finais do século 19 na Alemanha, em Vettersfelde, cavava-se um poço quando encontraram um peixe de ouro com cerca de 40 cm de comprimento, uma bela peça de ourivesaria atribuída à civilização cita e datada de 500 anos antes de Cristo.
As revelações arquitetônicas são impressionantes em Angkor, Babilônia, Harappa e Persépolis. O Parthenon e o Coliseu são admirados até os dias de hoje.
Povos de artistas, os japoneses brilham com as gravuras em madeira e iluminuras, e os chineses com estátuas de terracota e pictogramas em bronze e porcelana. São impressionantes as máscaras de ouro dos maias e as joias filigranadas dos incas.
A escultura da antiga Grécia é notável. O Museu do Louvre exibe sua estatuária magnífica, notadamente a Vênus de Milo, com suposta autoria atribuída ao escultor Fídias, que teve como modelo a linda Frinéa… Ainda como herança grega, temos a Afrodite de Anadiomene, pintada por Apelos.
Da chamada Antiguidade Clássica a História rodou para nos surpreender com o que a Renascença nos ofereceu: uma explosão de arte que estava restrita aos modelos religiosos da Idade Média.
Não será fastigioso citar alguns monstros sagrados da arte renascentista, como os italianos Boticcelli, Donatello, Fra Angelico, Michelangelo, Rafael, Tintoretto, Veronese e o espetacular Leonardo da Vinci. Da Alemanha, Grünewld; da Espanha, El Greco; da França, Dubreuil e da Holanda, Bruegel.
Mais adiante, com o modernismo, tivemos os seguidores do cubismo, do impressionismo e do pós-impressionismo, que não temos espaço para enumerar, por que temos de falar sobre a arte no Brasil.
Na nossa terra, vamos do Aleijadinho a Pedro Américo e Portinari, orgulhando-nos Aldemir Martins, Antônio Bandeira, Bernardelli e Di Cavalcanti nas artes plásticas, sem esquecer as maravilhas no campo da fotografia.
Na Música vamos de Carlos Gomes a Chiquinha Gonzaga e o admirável Villa Lobos e o maravilhoso canto orfeônico, e a beleza dos grandes compositores da música popular que venero, Donga, Sinhô, Pixinguinha e Ataulfo Alves pairando sobre Noel Rosa, Ari Barroso, Braguinha, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa, Lupicínio Rodrigues e Capiba, Luiz Gonzaga, Herivelto Martins, Wilson Batista, Geraldo Pereira e Heitor dos Prazeres, doublé de pintor…
No Teatro, sem falar dos dramaturgos, passamos de Martins Pena até Paschoal Carlos Magno, o Teatro do Estudante, o TBC e o Teatro de Arena. Ressaltamos Procópio Ferreira, Jaime Costa, Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Eva Tudor e a diva Bibi Ferreira. E não podemos esquecer a dramaturgia brasileira também no cinema e na televisão brilhando com diretores premiados, grandes autores de novelas e atores e humoristas de grande valor.
Depois desta viagem nas planícies da arte, uma tristeza. Há pessoas que querem comparar (e trocar) a magnífica arte descrita por desenhos pornográficos malfeitos do Queermuseu e o toque em corpos nus de adultos por crianças na baboseira pedófila do MAM.
Este pessoal, defensor do lixo obsceno do Queermuseu e da licenciosidade do MAM, está engajado num movimento caótico como se fora “revolucionário”, reproduzindo coordenadamente a política maléfica do narcopopulismo lulopetista.
Protagonistas da mídia, que noticiam e justificam a desqualificação da arte precisam tomar conhecimento da ação do Louvre contra coisas semelhantes, e aprender com Otto Lara Resende que a “Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados pedem desculpas. Têm dor de cabeça e se retiram”.
EROTIZAÇÃO & DROGAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo” (Carl Jung)
“Somos responsáveis pelo o que fazemos e recebemos. Mas não somos responsáveis pelo que sentimos” (Wilhelm Reich)
Os psiquiatras e psicólogos especialistas em pediatria enfrentam repetidas vezes problemas de abuso sexual sofrido por crianças e adolescentes. Sabem que na maioria das vezes a vítima, graças a uma indução erótica, até colabora com isto.
A abordagem do pedófilo não é violenta; é sedutora. Usam um discurso manhoso, cheio de promessas e de exemplos gratificantes. Há um deputado federal do Rio de Janeiro que defende o relacionamento erótico e sexual entre adultos e crianças como forma de aprendizagem…
Como o parlamentar – individualmente homossexual e assumidamente político de extrema esquerda – recrudescem manifestações provocando a erotização de crianças, das peças de teatro às exposições pretensamente artísticas, promovidas pelo governo (Lei Rouanet) e grandes empresas, como os bancos Santander e Itaú.
Isto se faz sob o aplauso fácil dos “politicamente corretos”, os mesmos que uma década atrás proibiram que meninos e meninas cantassem a cantiga folclórica “Atirei o Pau no Gato” e propuseram que se banisse das bibliotecas escolares os livros infantis de Monteiro Lobato.
Intolerantes com a defesa das tradições culturais e da estrutura familiar defendem as demonstrações da recém lançada igualdade de gênero e a identidade sexual múltipla, somando ao feminino e o masculino a terceirização igualitária do “neutro”, do “bivalente” e do “transgênero”…
As redes sociais registram que professores do Rio Grande do Sul levaram caravanas de estudantes do Ensino Básico para a exposição pornográfica, pedófila e zoófila do Queermuseu, promovida pelo Santander Cultural, e também a foto de uma “mãe” estimulando o filho a interagir com um homem nu no MAM.
As relações políticas do Curador do Queermuseu e da “Mãe” fotografada têm filiação partidária na esquerda lulopetista. É da fração ultra esquerdista que vêm as promoções caóticas da pornografia e do uso de drogas como avanço no seu programa “revolucionário”.
Para impor o totalitarismo, usam a tática de induzir os amigos dos animais a criticar o “atirei o pau no gato”, e enganar os antirracistas apontando aversão racial com a Tia Anastácia”, nas “Reinações de Narizinho” de Monteiro Lobato. É o “dividir para dominar”
Além de atentar contra a moral, os militantes “de esquerda” aliam-se aos narcopopulistas e incentivam o uso de drogas entre as crianças e os jovens. Enaltecem do álcool aos excitantes e alucinógenos, drogas legais facilmente encontradas nos bares e nas farmácias ou drogas ilegais que levam às chamadas “bocas-de-fumo”.
Não se importam com o futuro dos indivíduos; para os seguidores da seita lulopetista pouco interessa que ocorram sequelas psicóticas nas gerações expostas aos seus ensaios de lavagem cerebral. As sequelas físicas e psíquicas chegarão com o amadurecimento biológico e intelectual.
As cicatrizes da alma provocadas pela erotização precoce e a irrealidade estupefaciente são o preço cobrado à sociedade para a conquista do poder que, quando exercido, felizmente, cria os anticorpos políticos e sociais que o derrubará pela conscientização do sofrimento, do complexo de culpa e da revolta.
ESQUERDISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Meu ofício é dizer o que penso” (Voltaire)
Com a experiência de setenta anos como observador e, às vezes, como participante das lutas sociais pelo progresso dos povos e justiça social para os trabalhadores, sofro um pesar imenso pela visão equivocada dos que assumem o chamado “esquerdismo”.
Tenho pena principalmente dos jovens, alguns que me seguem no Twitter, por repetirem como papagaios as lições inconsistentes e inconsequentes de agitadores travestidos de professores, por sua vez confusos nas interpretações teóricas.
Em primeiro lugar, vejo extemporâneo seu modo de assumir a atividade política. Têm a visão distorcida da realidade. Como o mitológico Mapinguari das lendas amazônicas, parece terem apenas um olho atrás da cabeça, olhando sempre para trás…
Sonham com os desfiles dos descamisados e a tomada da Bastilha; com as tricoteiras ao pé da guilhotina, as barricadas da Comuna de Paris, as revoluções camponesas na Alemanha e o 1917 na Rússia. Traindo os ensinamentos da História, caem nas teias narcopopulistas apoiando a corrupção financeira e ideológica do lulopetismo.
Até os ditos “marxistas” distorcem a conjuntura nacional praticando uma política da contestação pela contestação, numa prática indeterminada. Miram generalizadamente qualquer sistema de governo que não seja aquele que financie as suas tresloucadas ações para conquistar votos em nome da “revolução”.
As lutas sociais estão esquecidas, exceto as que a História registra no passado. São incapazes de enxergar que a ciência e os avanços tecnológicos asseguram no alvorecer deste século 21 o domínio da natureza, favorecendo o padrão de vida da sociedade, mesmo entre os desiguais, os mais e os menos favorecidos.
Os comunistas atuais (“herdeiros legítimos da frustrada experiência na finada URSS) arrotam a “luta de classes” se esquecendo de que o assassinato dos kulaks e os milhões de contestadores mandados para a Sibéria, não extinguiram a divisão de classes na URSS onde se instalou uma nova classe dominante, a burocracia partidária.
Fotografias manipuladas, documentos rasgados, omissões de depoimentos como o famoso Relatório Kruschev, apagam da memória a triste experiência marxista-leninista escorregando para o “esquerdismo”, uma falsa ideologia que, segundo Richard Gombin, ”opera como uma inversão total de perspectiva”.
O esquerdismo como verbete não consta de nenhum dicionário do pensamento marxista, mas um vago texto no livro de Lênin “Esquerdismo, doença infantil do comunismo” diz que “designa correntes políticas que são criticadas por seu excessivo radicalismo”. Como teórico, o líder revolucionário russo só viu os ruídos das manifestações e os quebra-quebra produzidos pelos “Black Blocs” de então.
Na verdade, o esquerdismo através da História não passa de grupos desnorteados ou de revolucionários utópicos, mas, principalmente, de mercenários a serviço de um partido populista, como o PT. São os Stédiles e Boulos da vida, cuja principal atividade é conquistar espaço na mídia.
O espelho dos esquerdistas brasileiros são as caricaturais ditaduras dos Castro em Cuba e dos chavistas na Venezuela. Por isso, esses ídolos de barro foram financiados pelos governos Lula e Dilma com o dinheiro do contribuinte brasileiro, rendendo propinas para a caixa do PT.
Lamento que muitos jovens estudantes e trabalhadores bem-intencionados não enxerguem as arapucas em que caem por falta de conhecimento da História. Nada mais claro de que o esquerdismo prejudica o progresso e estimula, em lugar do pensamento livre, um fanatismo de seita.
O esquerdismo foi bem definido pelo psiquiatra Lyle Rossiter no seu livro “The Liberal Mind”, ao perguntar: “Enquanto a crença da direita é coerente até onde a teoria da evolução nos leva, em que se baseia a crença esquerdista?
MÁSCARA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Por baixo desta máscara não há só carne…Por baixo desta máscara há uma ideia Sr. Cryde. E ideias são à prova de bala! ” (V de Vingança)
Nas artes cênicas, a máscara é possivelmente o elemento mais simbólico da linguagem no teatro, mas também em cerimônias religiosas primitivas, nas festas carnavalescas e, até no uso medicinal como proteção de vírus para si ou para os outros.
Dicionarizada, “Máscara” é um substantivo feminino que designa um acessório para cobrir total ou parcial o rosto a fim de ocultar a identidade. O verbete tem origem discutível; poderá vir do latim mascus ou masca, “fantasma”, ou no árabe maskharah, “palhaço”, “homem disfarçado”.
Seu uso vem de muito longe no tempo como peça incorpórea; mas não é apenas um meio de cobrir o corpo e mais particularmente o rosto. Atualmente há um misterioso poder de transfiguração nas expressões e nos gestos do ser humano, servindo também de disfarce social e político.
Tal qualidade de transfiguração é inata à muitas pessoas. Uns fingem mais, outros fingem até sem o saber, e fingem até poeticamente, como expressa Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor / Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”…
O ruim, porém, é que o uso da máscara como fingimento é muitas vezes antissocial. A psicologia estuda muitas formas das expressões enganosas com o fito de conquistar confiança ou simpatia. As mais comuns são a “máscara de religioso” que exibe conhecimento de textos “sagrados” sem leva-los à prática pessoal; a “máscara do forte”, de homens e mulheres que embora decaídos, não revelam fraqueza.
Na política brasileira tal qual a conhecemos fala-se comumente numa locução dirigida a um político: “deve tirar a máscara”, o quê, no sentido figurado, manda-o abandonar a dissimulação para mostrar-se como realmente é.
Entre os profissionais da política as máscaras são reconhecidas com a convivência, o noticiário sem desmentido, e algumas delas são patéticas! Não há exemplo melhor no nosso dia-a-dia do que o caso das denúncias de Tuma Júnior, no seu livro “Assassinato de Reputações”, que aponta Lula da Silva como informante da ditadura militar, que não sofreu contestação do referido…
Outros políticos de todos os partidos mostram-se mascarados de “bonzinhos”, “reformadores” e “honestos”, e se revelam travestidos de bondade, maquiados de reformadores e de aparência enganosa.
Existem milhares desses fingidores na pirâmide da atividade política, da Presidência da República no ápice, descendo pelos ministros, senadores, deputados federais ou estaduais e prefeitos e vereadores dos mais longínquos municípios. Mostram-se defensores ou opositores ao poder constituído, otimistas ou insatisfeitos com a realidade, tudo para manter o status quo.
Na Justiça, é banal a “máscara do justiceiro” de magistrados que vendem sentenças e com elas a consciência. Muitos juízes aparentam uma postura que não corresponde à garantia dos direitos à punição dos crimes.
Ao lado dos proxenetas e eunucos da Política e da Justiça, existem, sem dúvida, honrosas exceções; temos políticos sérios, patriotas e bem-intencionados, e distribuidores da Justiça de excepcional espírito público, com saber, independência e equanimidade.
Infelizmente temos que admitir, penosamente, que a grande maioria dos homens públicos (não se pode usar “mulheres públicas” neste caso) podiam ser personagens de cinema, não no filme “V de Vingança”, que é contra o totalitarismo e a corrupção governamental; mas daquele filme de Chuck Russell, “O Máskara”, que traz Jim Carrey com a máscara de Loki, o deus escandinavo de pele verde que realiza loucuras desonestas e violentas.
Nos quadrinhos, os super-heróis também colocam máscaras e se transformam naquilo que não são na frente dos outros; esses são imitados na vida real como os “heróis petistas da corrupção”. No gibi de Lula-Loki e dos seus quadrilheiros, entretanto, sua aparência não é verde, mas vermelha…
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