Artigo
REVOLUÇÃO MILAGROSA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Em tempos de engano universal, falar a verdade torna-se um ato revolucionário” (George Orwell)
As minhas simpatias juvenis no estudo da História foram para cinco capítulos: pela ordem cronológica, a dinastia Ming, construtora da Grande Muralha, o Império Bizantino e o Cisma Católico, a Reforma Protestante, a destruição pelos espanhóis dos impérios americanos pré-colombianos e a Revolução Francesa. Neles encontrei o processo comportamental da civilização.
Com a Revolução Francesa tivemos o grande salto civilizatório da humanidade: uma revolução autêntica que quebrou os grilhões da autocracia e hasteou a bandeira da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Tornei-me íntimo dos cenários de 1789 e dos revolucionários, hoje pouco conhecidos pelos estudantes do ensino básico e até da academia, pelo desprezo que os professores ideologizados atuais têm pela burguesia….
Os que fizeram o ginásio 40 anos atrás sabem que a Revolução Francesa foi feita pela burguesia e para a burguesia. Este substantivo feminino que é usado como xingamento pelos cretinos cultuadores do “ouvi dizer” e que os seus gurus ensinam como “uma classe social do regime capitalista” é uma coisa diferente.
Na verdade, indica uma classe social nascida com o surgimento das primeiras cidades, o incremento progressista do comércio nos burgos medievais, enquanto a sociedade feudal decadente apodrecia. Na Europa, principalmente, graças aos lucros obtidos no comércio e na produção artesanal os burgueses adquiriram poder e naturalmente mais liberdade.
Com a reforma e a reação contra as guerras camponesas na Alemanha e depois com a Revolução Francesa, simbolizada pela queda da Bastilha, a burguesia conquistou o domínio sobre as demais classes da sociedade feudal.
Na Grande Revolução, um dos seus protagonistas me fascinou: Jean-Paul Marat, cientista e filósofo, tornado jornalista para divulgar as ideias enciclopedistas.
Nas vésperas da revolução, fundou um jornal, o “Moniteur patriote” (O Monitor Patriota), que, pela popularidade entre os trabalhadores, mudou o título para “L’ Ami du Peuple” (O Amigo do Povo), onde criticava violentamente a aristocracia, a nobreza, os monarquistas, o ministério e os defensores do rei Luís XVI.
Uma pesquisa superficial nos escritos de Marat mostra que o Brasil dos nossos dias tem muitas semelhanças com a França pré-revolucionária de 1789.
Com as necessárias mudanças (mutatis mutandis, como falam os doutos) troquemos a monarquia francesa do rei Luís XVI e Maria Antonieta com a Era Narcopopulista de Lula e Dilma, uns e outros levando a economia dos seus países à ruína.
Agora mesmo, enfrentamos uma eleição no cenário caótico do governo Temer, com insatisfação popular e a ânsia de mudança dos patriotas inconformados com o mecanismo da velha política, da familiocracia e dos 300 picaretas do Congresso Nacional.
Tivemos um grande avanço no 1º turno. Fizemos uma revolução milagrosa, dando continuidade às ações da Java Jato, derrubando uma pá de velhos caciques corruptos; e melhor ainda, demos uma surra exemplar no PT e nos pelegos de outras legendas de aluguel que vão, felizmente, deixar o cenário político.
Desmoralizamos as pesquisas de opinião pública vendidas, ganhamos a transparência da sórdida medida do STF em soltar o corrupto Zé Dirceu, e assistimos Lula, o chefe da ORCRIM política, agir como os símiles das facções criminosas, dirigindo ações de dentro da cadeia.
Finalmente afunilamos a disputa pelo poder. Os que estão fartos das fraudes, das mentiras e dos roubos do lulopetismo vão votar em Bolsonaro; os cúmplices da corrupção e fanáticos stalinistas ficarão com o Poste nº 2.
Uma coisa é certa temos um milagre. “Elles” estão derrotados, engavetaram o narcopopulismo, o bolivarianismo e outros ismos tão ruins quanto estes, esconderam a bandeira vermelha, negacearam o programa do partido e estão assistindo missas. Glória a Deuxxxx….
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FALSEAR E ETECETERA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O manipulador divide, mente, é egocêntrico, não leva em conta os direitos, necessidades e desejos dos outros” (Miriam Subirana)
A História Geral registra um montão de eminências pardas, pessoas que controlavam direta ou indiretamente outros, e não há ninguém que tenha estudado no ensino fundamental II (no meu tempo, ginásio), que não se lembre do padre Joseph, que à sombra, aconselhava o cardeal Richelieu… E quem leu o romance de Dumas, “Três Mosqueteiros”, conheceu bem o cardeal…
A gente ainda encontra vários dignitários católicos do mal nos dias atuais; na semana que passou, o eminente bispo americano, Donald Wuerl, renunciou por acobertar a pedofilia no seio da igreja; e outro, aqui no Brasil, um tal de Reginado Andrietta, divulgou uma nota favorável à organização criminosa da política, o PT, braço do ditador Maduro no Brasil.
O pronunciamento desse “cristão, mas não muito” é repugnante. Acusa Bolsonaro de “disseminar a violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito”. É claro que acusa os outros daquilo que os seus “meninos petistas” fazem, queimando a bandeira nacional, dividindo o Brasil entre nós e eles, pregando a luta de classes e jogando negros contra brancos e heteros contra homos…
Andrietta não finge sequer o cristianismo que a comunista Manuela D’Ávila simula, nem prega astuciosamente o “amor” que ela declara da boca para fora… Para quem sabe ler as entrelinhas, vê, porém, que ele não falou de corrupção nem de pedofilia… Deixa ficar a falsear e os eteceteras.
A expressão etecetera e também et cetera ou et cætera, e ainda a sua forma reduzida etc., é dicionarizada como locução conjuntiva advinda do latim, significando “assim por diante”, e “os demais”, e “o restante”. Gosto muito da definição hispânica de Lopez Rodriguez, “O que convém ocultar”.
Encobertas, as eminências pardas existem de todo sempre, e a forma mais primária de conduzir outrem é o teatro de fantoches, de bonecos, de marionetes ou mamulengos, que existe a mais de três mil anos, com encenação descrita em escrito de Xenofonte datado de 422 a.C.
Está posto em cena no Brasil este teatro, controlado de dentro da prisão pelo presidiário Lula da Silva, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos de cadeia. Com ele, assistimos a versão robótica de um fantoche, o Poste nº 2, manipulado tecnologicamente na campanha eleitoral.
O desempenho tem sido meio desarticulado. Gagueja na fala, e os movimentos são maquinais sem exprimir humanidade, mesmo caricata. O robô apresentou-se vestido inicialmente com uma camisa vermelha, mas já passou pela verde, pela amarela e pela azul… O que se vê, entretanto, é que mesmo trocando o vestuário continua o mesmo.
Começou com uma fala meio rouca, radical, formulando ideias para receber o aplauso da claque contratada para sentar na primeira fileira e bater palmas. Mas, ao enumerar as propostas do manipulador, nem sequer os mercenários se manifestaram a favor.
Uma “constituinte exclusiva” como o ditador Maduro fez na Venezuela, vaia; “disciplinar” os meios de comunicação, vaia; pregar ideologia misoneísta para crianças, vaia; intervir em propriedades do campo e da cidade, vaia; continuar programas tipo “Mais Médicos” na Saúde, vaia; manter sob o governo os espaços e a ordem pública, vaia.
Soltar os assaltantes do Erário, presos, e até insinuar que poderão participar do seu governo, como mandou fazer a voz do dono, Gleise Hoffman, presidente do PT, foi demais. O Poste nº 2 recebeu estrondosos apupos. Aí o script mudou, e nada disso se mantém válido, porque doravante o discurso será pelo avesso.
Será que quem fez, pelo menos, o ensino básico pode crer no discurso do fantoche? Se acreditar, representará a antiga propaganda da RCA-Victor do cachorrinho ouvindo a voz do dono pelo auto-falante…
IDEOLOGIA CAMALEÔNICA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol;com.br)
“Camaleão não muda, só troca de cor” (Os Vigaristas)
O que o lulopetismo está fazendo, não é apenas trocar as cores na propaganda eleitoral, ser furta-cor é próprio de politiqueiros eleitoralistas. Como se sabe – é da Ciência Política – os populistas só fazem política de olho na próxima eleição.
Na verdade, os ideólogos do PT repassam para os professores de filosofia seus simpatizantes, os intelectuais de botequim e os jornalistas engajados na sua campanha, uma nova ideologia: a estratégia camaleônica para vencer a eleição.
Camaleão é o nome dado aos répteis da família Chamaeleonidae, uma conhecida casta de lagartos; são distribuídos geograficamente no mundo inteiro; o seu nome é derivado das palavras gregas chamai (na terra, no chão) e leon (leão), seja, “leão da terra”.
Os camaleões distinguem-se dos outros lagartos por sua língua alongada, olhos que podem ser movidos independentemente um do outro e, principalmente pela facilidade de trocar de cor. Aparecem normalmente refletindo as cores laranja e vermelho, mas camuflando-se, espelham azul e verde.
Os lulopetistas bolivarianos que apareciam vermelhos na campanha eleitoral mudam de cor para se confundir com seu adversário verde amarelo Jair Bolsonaro, tentando enganar o eleitorado. Igualando-se aos camaleões; e numa coincidência coincidida, são como esses répteis, bastante agressivos.
Assim, a ideologia camaleônica tem resultados incríveis, sendo que alguns são hilários, como a comunista candidata a vice na chapa do PT, dizer que é cristã e se intoxicando com o ópio do povo, como Marx designava a religião.
Outra camaleonice é desdizer que, de agora em diante, Haddad não é mais Lula, e Lula não é mais Haddad. Este pisca-pisca da camuflagem levou um amigo meu, nordestino do Rio Grande do Norte, dizer que não votará mais no Poste nº 2, pois só o faria se ele representasse Lula…
Mais um exemplo encontrado neste fenômeno furta-cor do bando de Lula é cassar o título de herói de Zé Dirceu, porque ele teve o desplante de falar a verdade, uma coisa rara na sua trajetória revolucionária, dizendo que “pouco importa a eleição; o PT está preparado para tomar o poder”.
Impagável é o PT querer esconder sob a nova pele verde, o apoio que dá ao ditador Nicolás Maduro, amigo e parceiro de Lula da Silva, inúmeras vezes elogiado pelo Poste nº 2, que considera o regime venezuelano uma verdadeira democracia…
É também muito engraçado que adotando a nova ideologia, com a facilidade de quem troca uma camisa, os lulopetistas orientam seus agentes no estrangeiro, principalmente os que vivem no paraíso capitalista ianque a atacar Jair Bolsonaro como um perigo totalitário.
Felizmente o camaleonismo não engana os brasileiros por causa da burrice que a distorção ideológica proporciona aos seguidores de Lula. Agem como aquela história do “gato escondido com o rabo de fora” na sua tática de enganação; então vejamos: inventaram que as mulheres não aceitam Bolsonaro; ele está à frente com o voto delas nas pesquisas patrocinadas por seus apoiadores.
Lançaram uma campanha difamatória do “Ele Não” que foi respondida na primeira volta da eleição por 49.387.416 “Ele Sim! ” Ao custo (revoltem-se esbanjadores de propinas) de R$ 0,03 o voto…
Antes de concluir, tem mais: Soube, através de fontes do antigo partidão, que o PCdoB vai convocar um Congresso Extraordinário para mudar a cor da sua bandeira trocando o escarlate pelo verde musgo com o símbolo da foice-e-o-martelo dourado…
Millôr Fernandes explica melhor do que Freud: “O poder é o camaleão ao contrário: todos tomam a sua cor”. Podem rir!
O QUE É O FASCISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Eu sempre achei mais fácil convencer uma grande massa do que uma só pessoa” (Benito Mussolini)
Os “esquerdistas de passeata” e “analistas de botequim” insistem em fazer deste 2º turno da campanha eleitoral um embate ideológico e não o debate que os brasileiros querem, acabar com a corrupção institucionalizada pelos governos petistas, escolas de qualidade, saúde para todos e, sobretudo, segurança.
Defensores da campanha lulopetista que acham a Venezuela do ditador Maduro democrática, insistem de público, repetitivamente, defender uma Democracia virtual, acusando Bolsonaro de “fascista”, rótulo que cabe melhor ao programa do PT.
O que é o fascismo? Comecemos por dar uma olhada no seu criador, Benito Mussolini, que sofreu influência de Marx, foi militante do partido socialista e como sindicalista atuou numa cooperativa de trabalhadores em Gualtieri Emília e foi secretário do Conselho Sindical de Trento, quando passou a viver das contribuições sindicais. Por liderar uma greve, ingressou na política convencional.
Sem vez entre os socialistas, juntou-se aos intelectuais “futuristas”, aos trotskistas, e a dissidentes do anarquismo e do partido comunista, para com eles fundar um partido. Recebeu do jovem filósofo Giusseppe Botai, defensor da violência para tomar o poder, um ajuntado de ideias que viriam dar no fascismo.
Não parece a biografia do pelego da Volkswagen, Lula da Silva? A trajetória é semelhante exceto para chegar ao poder. Mussolini liderou uma revolução, Lula chegou à presidência da República ajudado pelos padres da “teologia da libertação”, ex-comunistas, professores da PUC, e uma demão de FHC, que traiu José Serra, candidato do seu partido.
Há também diferenças; o daqui era órfão de pai, com uma mãe analfabeta, orgulhando-se disto; o italiano teve pai que escrevia para um jornal comunista e mãe professora primária; frequentou a Universidade de Lausane, na Suíça, estudou História e Economia. Tornou-se jornalista com muito estilo.
Após perfilar personagens, vamos ao fascismo tão combatido pelos intelectueiros lulopetistas. Segundo Togliatti (ideólogo do partido comunista italiano), “o fascismo foi um movimento que prometia a libertação nacional dos trustes estrangeiros e tomar o poder da grande burguesia passando-o para a pequena burguesia e os trabalhadores sindicalizados”.
Como fenômeno político, o fascismo arrebanhou ex-combatentes desempregados, camponeses pobres, a baixa classe média (sempre descontente) e movimentos minoritários dos aspirantes a um emprego estatal, das panelinhas de artistas em busca de financiamento público, de preguiçosos e desqualificados.
Assim formado, o Partido Nacional Fascista encontrou financiadores com intenção de suborno; e, quando assumiu o poder, assaltou o Erário e as empresas estatais, entregando a economia aos fornecedores de empresas privadas.
Ao instaurar a ditadura, Mussolini distribuiu com os seus seguidores boquinhas nos ministérios e na polícia. Contando com o apoio quase fanático dos aquinhoados, aliou-se à nobreza, aos militares e às grandes empresas, concentrando com a hierarquia do partido o poder unipessoal, ao contrário do que preconizou nos comícios.
As medidas totalitárias e autoritárias foram justificadas como se tratassem de um período de transição entre o capitalismo e o socialismo. Vê-se clara analogia com os 14 anos de governos petistas, que por pouco não instalaram uma ditadura, e são criticados em razão disto por Jacques Wagner, chefe da campanha de Haddad, o 2º poste de Lula.
Na atual tentativa de tomar o poder, como anuncia José Dirceu, o PT saiu com um programa fascista para registro eleitoral a ser defendido pelo Poste nº 2. Vejam:
– Convocar uma “constituinte exclusiva” (Como fez Maduro na Venezuela);
– Disciplinar os meios de comunicação (Seja, controlar a mídia e instituir uma censura);
– Intervir, enquanto governo, em ações educativas fundamentadas em “princípios que promovam a construção da cidadania”. (Leia-se “ouvir e obedecer ao Partido”);
– Implantar no campo a Regularização Fundiária para “promover estratégias voltadas ao que propõe a economia solidária”. (Intervenção mascarada no agronegócio);
– Garantir na Saúde a expansão de programas governamentais (tipo “Mais Médicos”);
– Instituir a “Promoção Social”, programa do governo para manutenção do espaço e da ordem pública (Com vistas à repressão política);
… E, para “promover” a juventude, estimular a organização estudantil (como Mussolini fez na Itália Fascista).
Concluímos como é que é o fascismo. Exercido na prática pelo lulopetismo, que, felizmente, só entusiasma os jovens imaturos dos 16 a 25 anos; imaturos e com a vida sexual insatisfatória, como analisou Reich, Acompanha-os aqueles que sofrem da síndrome de Peter Pan, membros da Juventude Comunista até os 45 anos…
BOLSONARO ARRASOU!
MIRANDA SÁ E-mail: (mirandasa@uol.com.br)
A Matemática apresenta invenções tão sutis que poderão servir não só para satisfazer os curiosos como, também, para auxiliar as artes e poupar trabalho aos homens. (Descartes)
Foi inesperado o resultado das urnas na eleição do dia 7 de outubro, com Jair Bolsonaro conquistando 49.275.358 votos, seja 46,03% dos votos válidos, enfrentando uma acirrada eleição na UTI de um hospital após o atentado sofrido por um terrorista de extrema esquerda.
Incrível que sem a organização de um partido grande, sem dinheiro e pouco conhecido no Norte e no Nordeste, Bolsonaro foi ao segundo turno enfrentado o maior partido da esquerda, com financiamento incalculável e apoio da chamada “grande mídia” e de pesquisas suspeitas.
Como a matemática enfeita a informação, e segundo Platão, “Os números governam o mundo” não dá para comparar pela extemporaneidade, os pleitos com Getúlio Vargas (1950) e Juscelino Kubitscheck (1955) que obtiveram respectivamente nas suas eleições 3.849.040 e 3 077 411.
Passando a lembrança na chamada redemocratização, tivemos Fernando Collor (1989) com 35 089 998, e Fernando Henrique Cardoso (1994), 34 350 217 e na reeleição (1998) 35 936 540.
Lula conhecidíssimo e explorando o vitimismo da perda de três eleições, apoiado pela Igreja Católica, ajudinha por debaixo do pano de FHC, os movimentos sociais e todos os partidos da chamada esquerda, teve em 2002, 52.793.364 votos; e mais perto no tempo, vimos Dilma, o primeiro poste plantado no auge da sua popularidade, elegeu-se no 2º turno com 55 752 529.
Segundo o depoimento do ex-ministro petista Antônio Palocci, o PT gastou nas duas eleições de Dilma um bilhão e seiscentos milhões de reais. Sendo em grande parte vinda de propinas das empreiteiras e assalto à Petrobras em 2010 e em 2014 quando na reeleição obteve – 54.501.118 votos.
Como se vê, Bolsonaro arrasou em quase todas as regiões do País e penetrou pela coragem e valor cívico dos seus seguidores no Nordeste. Não é por acaso que os bolsonaristas estão em festa. Não é brincadeira ter a metade do eleitorado ao seu lado.
E mais do que em festa, os eleitores de Bolsonaro já estão em campanha para derrotar de uma vez para sempre o bando impatriota que queima as bandeiras do Brasil, apoia o ditador Maduro, menosprezando o sofrimento dos venezuelanos, e quer implantar na nossa pátria o “socialismo do século 21” versão narco-populista do stalinismo.
ENTREVISTA PROIBIDA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A fantasia é muito mais real que a própria realidade porque a fantasia faz metáforas com coisas que são verdadeiras” (Eduardo Spohr)
Com tantos advogados, jornalistas, entidades e até a ABI saindo em defesa desta aberração jurídica, a liberação de uma entrevista com Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, Levandowski atropelou o Fux e então, resolvi entrevista-lo…
Foi na “sala especial” em que o Pelegão se encontra na PF de Curitiba, adaptada para recebe-lo; é pequena, com 15 m², mas conta com banheiro completo e uma TV. É ali que funciona o QG da campanha eleitoral do PT, onde ele atua através de audiências com seu Poste e por bilhetinhos enviados aos seus subalternos nos estados.
As perguntas são formuladas por mim com as iniciais “MS” e as respostas, dele, “L”:
MS – “Como o sr. vê estas eleições presidenciais que decidirão o futuro do Brasil?
L – “É um desafio para os que querem implantar no Brasil uma democracia como fizeram os Castro em Cuba e Maduro na Venezuela. Veja bem, tenho quatro ex-ministros meus candidatos, Marina, Ciro, Haddad e Meirelles, que poderiam ajudar a “tomada do poder” como traçou o companheiro Zé Dirceu; mas prefiro o Haddad que é mais manejável do que a Dilma foi…”
MS – “Qual será a defesa, perante o eleitorado sobre a sua condenação e do Dirceu por práticas corruptas do seu governo com empreiteiras e facilidades do BNDES com ditadores “amigos”?
L – Os eleitores são influenciados pela militância que me apoia, pois foi doutrinada para achar as investigações do MP e da PF como “moralistas”. Tudo vale para ajudar a ocupação do governo. Dilma se expressou bem quando disse que “faria o diabo para ganhar a eleição”. As empreiteiras, os bancos e os jornais ganharam muito dinheiro para aplainar o nosso caminho para o “socialismo do século 21” como na Venezuela.
MS – Explique como coordena a campanha de dentro da cela como fazem os líderes do PCC e do CV. Quem são os mensageiros dos bilhetes e os destinatários?
L – “Não vou entregar a minha estratégia, nem dar nomes. Recebo o Haddad nas 2as. feiras e somente orientei os aliados do MDB a tirar o Meirelles da campanha e aos parceiros nordestinos para se afastar do Ciro. Este negócio de distribuir dinheiro não é verdade, pergunte ao Zé Guimarães…”
MS – “Será fácil convencer à militância que lhe segue sobre as alianças com Collor, Eunício Oliveira, Jáder Barbalho, Renan, Sarney e Valdemar da Costa Neto? ”
L – “Claro. Entre nós não há esta pregação de moral burguesa. Para implantar o nosso regime todos ficam de acordo. Não vê que xinguei os homossexuais de Pelotas e batizei as lésbicas nordestinas de “grelo duro” e ninguém me acusou de homófobo? Isso a gente usa para os adversários…”
MS – “Muitos observadores já admitem que o Bolsonaro pode ganhar no 1º turno; mas se não for assim e o seu Poste for para o 2º turno com ele, qual será a estratégia que o sr. vai adotar? ”
L – “A mesma de sempre. Sempre deu certo o vitimismo e a divisão dos brasileiros por castas e guetos. Não viu como as “mulheres” estão sendo mobilizadas? E espalhar que sofro perseguição, que sou preso político, coisa que engaja os “artistas” que ganharam bolsas Rouanet e os intelectuais” que abarrotam os empregos públicos no governo nas estatais e até em órgãos da ONU…”
MS – “Para finalizar, gostaria de saber o que irá fazer se a sua pretensão não dê certo, que Bolsonaro ganhe no 1º ou mesmo no 2º turno? ”
L – “Aí vamos levar o país ao caos, com invasão de fazendas pelo MST, de propriedades urbanas pelo Boulos e o Psol, greves da CUT – que deve criar um comitê para financiar agentes entre os caminhoneiros… E teremos apoio externo, dos governos amigos, da imprensa do Soros e até da ONU onde temos amigos…”
A entrevista se estendeu, mas não há espaço e entediaria os meus leitores com o mesmismo do Pelegão. Seja como for, dou uma amostra do que poderá ocorrer se por ingenuidade, mercenarismo ou má fé, esta “Coisa” volte a governar o Brasil de dentro da cadeia.
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AUTÓPSIA ELEITORAL
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Entrei no anfiteatro da ciência,/ Conduzido por mera fantasia,/ E aprouve-me estudar anatomia,/ Para dar um novo pasto à inteligência… (Fontoura Xavier)
Do nosso epigrafado, o notável poeta Fontoura Xavier, no seu soneto “Estudo Anatômico”, descreve uma autópsia “… numa mesa onde jazia uma imóvel matéria, úmida e fria, que outrora animara humana essência…” Neste necrotério, encontro também virtualmente o cadáver putrefato do Partido dos Trabalhadores…
Faço uma autópsia eleitoral. Com asco, pego o bisturi, abro o defunto, e nas vísceras encontro os primeiros indícios da corrupção com as denúncias em que o PT-governo e Lula fraudaram a empresa dos Correios. Chocou a Nação o vídeo em que Waldomiro Diniz aparece recebendo propina.
O então deputado Roberto Jefferson foi apontado como articulador do esquema. Reagindo, Jefferson revelou o uso do dinheiro público surrupiado para compra de votos no Congresso pelo PT em troca de apoio. O todo poderoso ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, chefiava as ações feitas pelo publicitário mineiro Marcos Valério.
Através de Valério sob as ordens de Dirceu, o PT pagava mesadas de R$30 mil para que parlamentares votassem a favor do governo Lula na Câmara. Daí nasceu o nome deste logro: “Mensalão”.
Além do “primeiro ministro” petista, nomes do círculo íntimo de Lula foram ligados ao assalto, o ministro Luiz Gushiken, o presidente do partido José Genoíno, o secretário-geral Sílvio Pereira e o tesoureiro Delúbio Soares. Diante do escândalo, apostando na impunidade, José Dirceu espetaculariza a denúncia contra si e renuncia à chefia da Casa Civil, voltando para a Câmara dos Deputados.
Resumindo esta primeira dissecação, vimos o julgamento do fato pelo STF, tendo o ministro Joaquim Barbosa como relator do caso, onde o bando petista e seus parceiros foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta e formação de quadrilha e fraude. O pivô do crime, José Dirceu e os hierarcas do PT foram condenados e presos.
Nas vísceras, não encontramos Lula, que escapou como uma vesícula removida cirurgicamente graças a FHC; e, talvez por isto, encontramos na cavidade abdominal a metástase do virulento crime contra o Brasil: o Petrolão, nome atribuído ao esquema continuado de corrupção e desvio de fundos ocorrido na Petrobras.
Foi usado o dinheiro da estatal do petróleo, com contratos superfaturados que favoreciam empreiteiras, que por sua vez, pagavam propinas ao PT e os seus aliados, e individualizando em benefício de políticos lulopetistas.
Foi o retorno às barganhas para comprar votos e financiar campanhas políticas. Desta vez, felizmente, surgiu um antídoto, a Operação Lava Jato, que prendeu o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto da Costa.
Youssef adotou a delação premiada no processo, revelando vários nomes comprometidos, entre eles o de Dilma Rousseff e Lula da Silva, embora por motivo ignorado e suspeito não tenha apresentado provas do envolvimento deles. Mas uma coisa é certa: Lula recebeu o benefício com um tríplex, e a compra da Refinaria de Pasadena, aprovada por Dilma, é criminosa.
Segundo o jornalista Felipe Moura Brasil, no Petrolão, o PT recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos.
Dos oito anos de Lula, e pouco mais de cinco do seu fantoche Dilma, sobraram nos restos mortais do PT células cancerígenas que, pela autópsia feita, representam uma generalizada roubalheira que ultrapassa R$ 47 bilhões em subtrações fraudulentas.
O cadáver fétido do partido corrupto apresenta muitos outros tumores malignos, que constantes da necropsia, e comprovados, são jogados no lixo hospitalar, onde os vermes ululando com voraz apetite parecem lhes dar vida, criando uma imagem de ressuscitação…
Nesta cena de asco, aparece uma larva com a máscara nojenta de Lula da Silva. É Fernando Haddad, protagonista da tentativa de volta do tumor maligno. Não concorre à presidência, mas “para tomar o poder” anunciando a convocação de uma “constituinte exclusiva” como a que fez o ditador Maduro na Venezuela.
Diante disto, deixam-nos sem opção. Cabe ao eleitor consciente recusar-se a eleger o representante espectral da doença que abateu o Brasil, material, moral e politicamente.
Porque não te calas?
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa2uol.com.br)
“É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota, do que falar e acabar com a dúvida…” (Abraham Lincoln)
Na região mais inóspita do sudeste africano, até os hotentotes conhecem a frase “por que não te calas? ” dita pelo rei Juan Carlos de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que interrompia insistentemente os discursos de outros na Cúpula Ibero-Americana do Chile.
Lembrando desta precisa e antológica alocução, deu-me vontade de repeti-la para Fernando Henrique, Cardozo que divulgou uma carta aberta pela mídia, sempre simpática a ele, pedindo a união dos candidatos a presidente.
Ora, ninguém o credenciou para fazer-se destinatário dessas “mal traçadas linhas”; e, como ninguém pediu a sua opinião, não deseja ouvi-la. A Nação Brasileira não perdoa o ex-presidente, que inventou as duas coisas mais repulsivas da política brasileira, o Mensalão e a Reeleição.
FHC só perde para Lula da Silva no varejo da roubalheira, ganhando dele, porém, em malefícios cometidos contra o País, porque ajudou-o a chegar ao poder e, quando chegou, institucionalizou a corrupção com o modelo do “Mensalão”. Por isto, está preso.
O “Sociólogo” e o “Pelego” empatam no egocentrismo e na vaidade que os levam a ostentar uma autoridade que já não possuem para intervir nas eleições presidenciais, semeando discórdia e confusão.
Lula, lançando a candidatura de um teleguiado na porta da cadeia, e FHC fingindo apoiar o seu partido com um apelo ambíguo e duvidoso. A estratégia nefasta de ambos que se julgam os “caras”, encaixa-se no método socrático de insistir em acossar o adversário, isolando-o.
A História que mente jamais, tem capítulos que devem ser guardados para sempre; e para os que minimizam a tentativa de impor autoritariamente uma composição política, lembrarem a lição dada por Juan Carlos reprovando o boquirroto narcopopulista venezuelano.
Tratando-se de FHC, é mais fácil fazer a transposição do Rio Amazonas para o Sertão Nordestino do que esperar que ele, do alto de sua presunção, aceite uma crítica; mas se o “Porque não te calas” for dirigido a alguém com dignidade de reconhecer seus próprios equívocos, vale a pena.
É triste, porém, reconhecer que poucos políticos brasileiros, raríssimos, é melhor dizer, teriam o heroísmo de calar e fazer autocrítica. E FHC é o espelho da maioria deles no mictório da politicagem.
Jornalões e comentaristas sabichões da tevê, excedem com suas análises sobre a tal carta e o simulado apelo à “unidade de todos” contra os “extremismos”. Extremismo não é uma coisa nova, surpreendente, ameaçando levar o Brasil ao caos. Como todos sabemos, a explosão do extremismo depravado, incompetente e corrupto se deu nos catorze anos de PT-governo. E FHC não escreveu carta alguma…
Os tucanos que o seguem, como os gregos antigos, são exímios na arte de assistir ao teatro da realidade silenciosos, sem interrupções, mesmo em caso de incêndio; foram os que vacilaram até em apoiar o impeachment da inapta, inábil e incompetente governanta Dilma Rousseff.
Assim, a proposta de combater “os extremismos” tem endereço certo: facilitar mais uma vez que o lulopetismo que não era “extremista” quando governou para os aproveitadores das propinas, com aparelhamentos, pelegagem e roubalheira.
Mark Twain escreveu que “os tolos representam quatro quintos da humanidade; por isso não é impossível que após esbarrar num deles, apareça outro para lhe repreender”. Mesmo assim arrisco: no meu encontrão com FHC gritarei “porque não te calas? ”
DA RELIGIÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Que país é este onde há padres que defendem a luta de classes, aplaudem a ditadura Maduro e idolatram um preso por corrupção? ” (Anônimo)
O uso da TV-Aparecida, concedida para divulgar a religião promoveu um debate com os presidenciáveis. Isto me inspirou a escrever este artigo. Os antigos ensinavam que discutir sobre futebol, defender ideias políticas e criticar religiões é motivo para criar inimigos, bons, os declarados, e péssimos os enrustidos.
Como fui sempre espontâneo, nunca segui esta lição; defendo o meu direito de opinião e este direito de expressar o pensamento que me acompanha levou-me a discutir sobre religião neste período histórico em que a geopolítica planetária está de cabeça para baixo, sem líderes mundiais respeitáveis, com a ONU ideologizada e as políticas nacionais tomadas pela corrupção.
Então me revolta e entristece constatar que milhares de cristãos autênticos são explorados pelos donos de denominações evangélicas e a igreja católica controlada por um clero pondo-se a serviço de ideologias superadas pela experiência.
Templos protestantes funcionam pelo mundo afora e aqui no Brasil, como casas de comércio; e, do outro lado, revelam-se os abusos sexuais, principalmente a pedofilia, entre sacerdotes católicos.
Além dos pecadilhos materialistas (e até satânicos) vê-se hierarcas religiosos intervindo na política condenando-se mais por isso do que com os próprios pecados. É um retorno ao passado dos sacerdotes persas e egípcios, das pitonisas intoxicadas do Oráculo de Delfos e dos sacrifícios humanos dos astecas e dos maias…
Quem estuda a História da Humanidade sabe que nos subterrâneos das religiões os sacerdotes praticavam lutas internas pelo poder; e o cristianismo registra verdadeiras guerras de guerrilha pela conquista do papado no Vaticano, sendo o Cisma do Oriente o fim da unidade eclesial.
Registra-se também que a partir da reforma luterana surgiram os anabatistas liderados por Thomas Münzer, combatido por Lutero, depois vieram o metodista Wesley, os suíços Calvino e Ulrico Zuínglio, o escocês John Knox, e até Henrique VIII… todos desdizendo uns aos outros.
Enquanto debatia-se a interpretação da Bíblia e dos evangelhos, surgiu a contrarreforma e a odiosa Inquisição. Agentes do centralismo e da intolerância ressurgiram dizimando sob tortura milhares, talvez milhões de pessoas, e excomungando outros tantos que não eram alcançados…
Este quadro dantesco foi renovado várias vezes, tintas sobre tintas, e no século passado com cores vivas, predominando o vermelho escarlate, pintada por padres franceses e holandeses, simpatizantes do marxismo que atravessaram o Atlântico com ideias que dariam na “Teologia da Libertação”.
Na América Latina, os jesuítas e os dominicanos no Brasil e nos países andinos sofreram esta influência. Enfrentando a doutrina tradicional da igreja adotaram o princípio da luta de classes, e da oposição entre pobres e ricos, justificando que o pobre é bom só por ser pobre, e condenando os ricos, que são maus só pelo fato de serem ricos.
Essa agitação do esquerdismo infantil inculcou nos aderentes cegos uma ideologia com tal contradição levando-os a confundir as figuras do Cristo com Che Guevara e confunde tirania com democracia, como o jornalista da TV de “orientação católica” que vê a crise na ditadura Maduro como “econômica e humanitária”.
Estes projetam revoluções de fantasia apoiando-se em partidos ditos de esquerda controlados por corruptos assaltantes do dinheiro público. Seus seguidores fanáticos repetem as palavras-de-ordem utópicas, que trazem a inconsequência trágica de fatos pontuais e momentâneos, sem nenhuma proposta objetiva para a construção de uma sociedade futura.
Representam a zumbizada que defende as ditaduras cubana e venezuelana, que aplaude o governo tirânico da Nicarágua e a insanidade da campanha “Lula Livre” para libertar um presidiário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.
O exemplo que cai como uma mitra na cabeça dos “catequistas libertadores”, é o “padre Dão”, João Leite Cabral, pároco de Barro, no Ceará, que se aproveitou de uma missa dominical para comemorar, com o gesto de uma facada, o atentado sofrido por Jair Bolsonaro.
A CONSTITUIÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Eu sei bem que é melhor não vender nada, nem vinho puro, nem vinho falsificado” (Machado de Assis)
Não gostei e continuo sem gostar da Constituição de 88, gongórica e populista. Seu estilo rococó, cheia de brechas e falta de exatidão. Dá muito trabalho para interpretá-la, por isso vale a pena discutir ideias em torno da Carta Magna e a proposta do general Hamilton Mourão, de que – ‘Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”.
À primeira vista, a declaração do General parece uma precaução sobre a possibilidade da convocação de uma Constituinte eleita com a maioria dos picaretas de sempre, conforme a legislação eleitoral vigente e os vícios da politicagem reinante.
Se os atuais parlamentares, mesmo com a pequena renovação costumeira, escrevessem uma nova Constituição, ela traria os mesmos privilégios que os mantém, assegurando-lhes a infame profissionalização da política e suas vantagens indevidas.
Em teoria obedeceria a “princípios democráticos”, mas há vários exemplos de rompimento da legitimidade monopolista de uma constituinte, em se tratando de mudar o sistema político deperecido e corrupto. Só não enxergam isto os usufrutuários e defensores da complacência e o favorecimento das leis.
Pela dificuldade de pesquisar certas passagens do Império, não posso afirmar se foi em 1882 ou 1883 que o Poder Legislativo, com anuência do Poder Moderador e pronta execução do Poder Judicial, extinguiu a “Polícia Secreta” então instituída pela constituinte de 1824.
O argumento para o fim dos “secretos” baseou-se no abuso ignorante de alguns membros do órgão que, para se darem importância, diziam – “Sou polícia secreta”, com intenção vaidosa de se fazer respeitar…
Aqueles esbirros traíam a própria condição de serem secretos como fazem hoje os que arrotam a defesa de uma constituinte sem impedir que as raposas felpudas da politicagem participem dela. Já imaginaram Sarney, Barbalho, Renan, Collor, Requião, Cid Gomes, Aécio e Suplicy aprovando uma Constituição?
Seria temeroso, mas mesmo assim, a ideia de Mourão de fazer uma Constituição elaborada por “notáveis”, teoricamente patriotas, honestos, cultos e independentes, é discutível: quem seriam os novos José Bonifácio, Rui Barbosa, Epitácio Pessoa, Milton Campos ou Aliomar Baleeiro?
Para saltar sobre a Democracia, conquistada por alto preço, não podíamos ter “notáveis” tipo Nelson Jobim, ou Alexandre Moraes, ou José Afonso da Silva, e muito menos pela facção política que se assenta no STF, que lá adentrou e faz a Justiça sair por outra porta…
Entretanto, os espertalhões hipertróficos da política e mantidos por currais eleitorais, sendo mais representantes da ignorância do que do pleito democrático, não se iludem sobre isto. Controlam partidos e se cercam de cúmplices ou comparsas remunerados. Seriam estes que nos dariam uma Constituição verdadeiramente republicana e democrática?
Machado de Assis escreveu que “As constituições são os tratados de paz celebrados entre a potência popular e a potência monárquica”; peço vênia ao grande escritor e pensador para perguntar: Se a Carta for elaborada sem uma constituinte e aprovada por um plebiscito será uma vitória da “potência popular”?
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