Artigo
SELFIE
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Faz-se leprosários para leprosos, manicômios para os loucos e prisões para os criminosos, mas não há um asilo fechado para os imbecis” (Pittigrilli)
Não me lembro onde e quando tomei conhecimento de que a equipe permanente da Enciclopédia Britânica aprovou a composição da palavra selfie. Esse neologismo da língua inglesa que até 2016 não havia sido dicionarizado no Brasil; mas apareceu na linguagem coloquial como farinha em feira.
Há expressões que possuem uma grande facilidade em se fixar na linguagem comum, e há também palavras que entram na cabeça da gente sem nenhuma explicação, como selfie, que somou ao substantivo “self” (“eu” ou “a própria pessoa”, em inglês) ao sufixo diminutivo “ie” (“-inho (a)”), resultando, em tradução direta, “euzinho (a)”.
A Wikipédia, enciclopédia livre que navega no Google, define Selfie como fotografia, comumente digital, que uma pessoa tira de si própria e às vezes envolve outras pessoas, as “selfies em grupo”.
Historiadores meticulosos ligam à selfie ao secular “autorretrato”, atribuindo a primeira versão deste a Robert Cornelius, que em 1839 tirou-o do lado de fora de sua loja na Filadélfia, EUA. Na época, imaginem, ele teve que permanecer em pé por mais de 15 minutos para conseguir a foto!
Em 1920, o fotógrafo nova-iorquino Joseph Byron tirou uma selfie dele com amigos em um terraço sem que nenhum deles soubesse aonde a câmera estava; e são conhecidas diversas experiências dessas fotografias diante de um espelho, quem sabe, feitas por alguns de nós do Twitter…
A moda obedece a leis sociais que, com as novas tecnologias se tornam cada vez mais instáveis e mais velozes; hoje, em qualquer país do mundo, nos mais recônditos locais da África, da Amazônia e de Bornéu, se fazem selfies.
Passei a vista num estudo sobre pessoas que tiram selfies sem nenhum treinamento em fotografia e se adaptam espontaneamente às regras clássicas da composição fotográfica, como a regra dos terços….
Apesar dos avanços intelectuais e técnicos as selfies têm seu lado negativo, a obsessão de muitos, entrando deste modo nos estudos da mente, mobilizando psicanalistas e psicólogos. As análises psicopatológicas iniciais incluem narcisismo, baixa autoestima, solidão, egocentrismo e comportamentos de busca de atenção, sendo ainda mais graves as postagens em redes sociais.
Para enriquecer esses estudos, sugiro que se façam amostragens nos antros da politicagem parlamentar, onde um imenso número de pessoas se acotovela para tirar selfies com os seus corruptos favoritos.
Mesmo não tendo o conhecimento médico do cérebro humano, arrisco dar opinião sobre a interação eleitor-político, cuja exibição de intimidade é, ao meu ver, mais do que um transtorno mental, uma demonstração de acumpliciamento…
Lembro que lá nos EUA, fonte imperial das fake news, dos antifas, do racismo pelo avesso e das feminazis, uma revista sensacionalista publicou que artistas famosos apagaram selfies tiradas ao lado de Kevin Spacey durante a entrega do Oscar de 2014, quando o assediador brilhava.
Será que se envergonham aqui na colônia, os milhares de cariocas que fizeram selfies com Lula, Cabral, Dilma e Pezão, a quadrilha que arrasou o Rio de Janeiro? Podem se somar às vidas apagadas dos que caíram de precipícios, sacadas de edifícios e atropeladas em linhas de estrada de ferro para não perder a oportunidade de fazer uma selfie.
Isto exposto, dou razão ao escritor ítalo-argentino Pittigrilli: faltam, realmente, asilos fechados para os imbecis…
GALARDÃO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“O galardão das boas obras é tê-las feito de fato. Por isso, não pode haver melhor prêmio” (Sêneca)
Viciado na leitura da poesia, intoxico-me muitas vezes relendo Carlos Drummond de Andrade, de quem guardo uma lição: “Penetra surdamente no reino das palavras, / Lá estão os poemas que esperam ser escritos”. Por isso sou incansável no aprendizado do vocabulário.
Outro dia, procurando uma palavra, encontrei em estado terminal na UTI da Gramática, o termo “Galardão”. Não o via mais nos escritos, nem o ouvia nas conversas desde os meus anos escolares. No Aurelão está classificado como substantivo masculino, sinônimo de prêmio. Só.
Aprendi agora que o termo aparece diversas vezes na Bíblia, que fala de um galardão nos céus que cada crente receberá de acordo com o seu trabalho aqui na Terra. O escritor Silvino Candido Da Silva diz que nas Escrituras não foi revelado aos homens o que seria o galardão, mas segundo ele, deve ser coisa boa.
Então resolvi usar o verbete Galardão para falar sobre a briga entre pessoas e entidades para serem reconhecidas como os únicos responsáveis pela vitória eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.
Sinceramente, eu não dedicaria este prêmio a nenhum deles, ao presidente do PSL e à própria sigla, nem o filósofo de si mesmo, Olavo de Carvalho; nem o pastor dos políticos Silas Malafaia; nem os generais da reserva. Muito menos, como querem os analistas da grande imprensa, restrita ao Facebook…
Com mais de 70 anos de observação do cenário político, esbanjando experiências à esquerda e à direita, não caio nesta cantilena personalista de cabos eleitorais e, no caso específico da campanha de Bolsonaro, deixar de dizer que a vitória conquistada se deveu quase exclusivamente ao povo.
A adesão popular foi superior a que assistimos com Jânio Quadros e depois com Fernando Collor, uma conquista inolvidável. Buscando na memória, e pesquisando a História, o suporte dos brasileiros recebido pelo Capitão, só pode ser comparável com a volta de Getúlio Vargas em 1950.
Nas campanhas de um e de outro pouco valeram os partidos e personalidades das finanças, da mídia e da política, mas uma tarefa coletiva do eleitorado farto da politicagem; e, com Bolsonaro, combatendo a incompetência e a corrupção dos governos lulopetistas.
Como os tempos são outros, registrou-se a presença espontânea dos revoltados nas redes sociais, surpreendendo a imprensa tradicional e atropelando a minoria ruidosa do narcopopulismo bolivariano.
Foram milhares de participantes do WhatsApp que conquistaram o espaço dantes monopólio dos jornalistas e artistas famosos; do rádio e da televisão; e, principalmente, da tradicional influência dos Institutos de pesquisas de opinião pública.
A livre opinião individual e voluntária foi usada nas redes sociais e aprimorada pelos “zés ninguém”, empunhando a ferramenta no sistema de intermídia da Internet. Esta ferramenta, como ensina o autor da “Reinvenção da Política”, Diego Beas, subtrai dos poderosos o domínio sobre a opinião pública.
Assim, o Facebook e o Twitter enfrentaram mercenários, pagos para repetir slogans, os preguiçosos aparelhados em cargos públicos, ataques sorrateiros das fake news e os empanturrados com a mortadela ideológica apodrecida sob os escombros do Muro de Berlim.
Não se pode minimizar também a força do antipetismo já referida, uma repulsa nacional a quase tudo o que representou o governo fraudulento de Dilma Rousseff, dolosamente mentiroso e corrupto.
… E é igualmente inegável a força idealista do Centro Democrático, entrando na campanha antes da definição eleitoral e, sem dúvida, colaborando e fortalecendo a candidatura Bolsonaro. Os liberais continuam mantendo o apoio ao Governo, sobretudo pela participação de Paulo Guedes e Sérgio Moro, fundamentos que se põem acima das picuinhas desprezíveis do carreirismo. É deles o “Galardão”.
PESQUISAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Não existe opinião pública, existe opinião publicada. ” (Winston Churchill)
Que as pesquisas mentem, eu não tenho nenhuma dúvida disto; mas dos estertores do funesto governo Dilma até hoje, por mais que fosse do interesse dos seus financiadores, os institutos não conseguiram baixar de 80% a repulsa do povo brasileiro à corrupção institucionalizada nos governos do PT.
Como exemplo, basta lembrar as últimas eleições registrando a imoral projeção do Ibope nas Minas Gerais, apontando Dilma como eleita para o Senado com larga vantagem sobre seus oponentes Carlos Viana e Rodrigo Pacheco
Também na disputa para presidência da República, nas pesquisas, a avaliação de CNT/MDA, DataFolha e Ibope, foi criminosa. Hoje, a gente vê a fraude nos números mentirosos apresentados.
Para o 2º turno, o CNT/MDA mostrou um empate técnico pela margem de erro entre Bolsonaro e Haddad, 28% a 25%; e para o Datafolha, nas simulações divulgadas no dia 28 de setembro, Bolsonaro ficou atrás de todos os candidatos.
Mais do que vergonhoso ou imoral – chegando às raias da criminalidade, o Ibope trouxe a 6 de setembro que Ciro e Alckmin venceriam no 2º turno e Haddad empatava com Bolsonaro: Ciro 48% x Bolsonaro 38%; Alckmin 45% x Bolsonaro 38%; e Haddad 45% x Bolsonaro 45%.
Dezoito dias depois (18.09.2018) o Ibope voltou a publicar outro resultado sobre o 2º turno, onde Bolsonaro só ganharia de Marina, cuja participação na campanha foi pífia. Os demais concorrentes o derrotariam.
Como se vê, pelo menos no Brasil – submetido politicamente aos institutos de pesquisa e às fake news – não se pode levar a sério o espelho da opinião pública baseado nas amostragens de opinião divulgados bombasticamente pela mídia.
Agora, em apoio ao esforço midiático para sabotar o Governo Bolsonaro, vem a pesquisa DataFolha mostrando a queda de popularidade do Presidente, quando, ao contrário, só se vê nas ruas e nas redes sociais, otimismo nas principais vertentes governamentais, Economia e Segurança Pública.
Mais divulgados (positiva ou negativamente) pela mídia, Paulo Guedes e Sérgio Moro se destacam no Ministério, mas é igualmente louvável a atuação de Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura. E, embora enfrentando pesadas críticas, é indesmentível o destaque positivo nas Relações Exteriores (Ernesto Araújo) e nos Direitos Humanos (Damares Alves).
Assiste-se as mudanças nos bancos públicos e nas empresas estatais, somando-se ao enfrentamento da inflação e o combate ao desemprego, para justificar as expectativas de melhora na Economia, arrasada nos governos petistas. E a esperança aumenta com a perspectiva da Nova Previdência ser aprovada no Congresso.
É apreciável o apoio que os brasileiros dão à Lava Jato na guerra contra o crime organizado, o tráfico de drogas e a corrupção política. A Operação que recebe aplausos gerais é reforçada pela presença do juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça, obtendo 82,6% de aprovação popular.
De Moro espera-se que olhe para as defesas de pena de morte e da maioridade penal dos menores infratores. E recebe apoio pela disposição em defender a prisão após condenação na 2ª Instância.
Finalmente, para a picaretagem que ainda ulula no lodo do Congresso, fica transparente a reprovação popular aos deputados e senadores que desejam manter a antipopular e antinacional “velha política”. Não há melhor pesquisa do que aquela “não publicada”. É a voz do povo.
FRAUDES
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Há três espécies de fraudes: fraudes ostensivas, fraudes inocentes e campanhas eleitorais”.
(Mark Twain)
Visitei outro dia uma feira de produtos orgânicos e me espantei com os altos preços cobrados pelos produtos ali expostos. Notei, porém, que não havia um só certificado da autenticidade de cultivo e colheita, principalmente das verduras. Apesar disto, vi uma expressiva demanda de mulheres.
Um cacoete de antigo secretário de redação deu-me vontade de abrir pautas para a reportagem investigativa, considerando obrigação do jornalismo atestar a veracidade na propaganda e das mercadorias que rolam no comércio e na indústria.
Tal informação seria muito importante de olho na política, pelo exemplo que notifiquei outro dia quando fui comprar papel de impressora no Largo do Machado; lá assisti uma altercação entre um jovem de camisa vermelha do MST, espargindo colônia inglesa, e uma senhora de meia idade, com a cara das professoras do meu tempo ginasiano.
Ela fez uma ironia com o rapaz: – “Você vai fazer reforma agrária no Leblon? ”. Não prestou. O cara investiu raivoso contra a mulher chamando-a aos berros de fascista. Pela atitude ameaçadora, algumas pessoas intervieram para evitar uma agressão física.
Daí refleti sobre a fraude política, que tem sido praticada circulando entre nós pelos revolucionários ressuscitados dos séculos passados. Não esqueço que Fraude é um verbete dicionarizado como substantivo feminino de origem latina, fraus,dis, engano, erro, ação de lograr, iludir, falta, crime, delito.
Em bom português, fraude é ato de má-fé com o intuito de lesar ou ludibriar outrem; e, por extensão, fraude é a falsificação de documentos; impostura nas marcas comerciais e, para o Fisco, contrabando. Na politicagem dos picaretas, é falsa bandeira, traição aos princípios, propaganda enganosa. É o que o pequeno burguês da Zona Sul do Rio faz, travestido de camponês sem-terra.
Este é um dos produtos da grande fraude que é o “socialismo bolivariano”. Vejam bem, podemos admitir que a ilusão utópica do socialismo atraia os moços, porque em teoria é uma sedução; é inadmissível, porém, que uma pessoa normal, saudável física e mentalmente, escolarizada, confunda o socialismo teórico com o narcopopulismo.
Só pode ser uma insanidade o deslumbramento pela oligofrenia egocêntrica de um Chávez, de um Evo Morales e cultuar a personalidade de um Lula da Silva. Ninguém melhor do que G. Gordon Liddy para descrever os que assumem essa ideia:
“Um esquerdista é alguém que se sente devedor da humanidade, e cuja dívida ele propõe pagar com o dinheiro dos outros”. Vê-se assim que a fraude política é um contrabando ideológico.
Agora mesmo, assistimos isto com a reação dos velhos picaretas do Congresso ao projeto AntiCrime do ministro Sérgio Moro, sem justificar nem explicar o motivo do seu engavetamento pela presidência da Câmara dos Deputados.
Assiste-se neste cenário alguns parlamentares alimentando a Imprensa com a exigência de que Bolsonaro assuma uma “articulação política”, isto é, a volta do “toma lá, dá cá”… Cobrado por Rodrigo Maia, Bolsonaro foi irônico ao perguntar “O que é articulação”?
Foi engraçado, porque até as crianças sabem o que significa em picaretês a palavra “articulação”: reabertura do balcão de varejo das transações sujas, com a moeda de troca dos cargos federais e verbas parlamentares para aprovar projetos.
O Presidente disse mais. Para ele, cabe ao Parlamento apreciar, aperfeiçoar, aprovar ou recusar a proposta da Nova Previdência. E afirmou que não assumirá o que fizeram os outros presidentes contribuindo para a corrupção legislativa. Foi para isso que o povo o elegeu.
MITO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“A totalidade do humano, e não um simples aspecto do homem, está presente no mito” (Gaston Bachelard)
O genial Charles Chaplin, filosofando, nos deixou um pensamento comovente: “A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida”; e o notável psicólogo franco-austríaco Paul Diel no seu estudo sobre o simbolismo da mitologia grega, resume: “O mistério da vida inclui o mistério da morte”.
Como Sigmund Freud, criador da psicanálise, Diel também teve origem austríaca e desenvolveu o método da análise introspectiva e a psicologia da motivação. Houve discordâncias entre os dois sobre o “Complexo de Édipo”, oferecendo um interessante estudo comparativo sobre o simbolismo do mito.
Faz tempo que psicanalistas e psicólogos sobem o Monte Olimpo – a morada dos deuses -, para aprender ali a incorporação psíquica dos mitos no inconsciente da pessoa humana. Freud encontrou ali a história de Édipo, filho de Laio e Jocasta, que mata o pai para ficar com a mãe, e descreveu a atração amorosa do menino com a mãe e a consequente hostilidade com o pai, que possui a mãe.
É o “Complexo de Édipo”, que, estendido à identificação da filha com a mãe, desejando eliminá-la inconscientemente para possuir o pai, chamou-se Complexo de Édipo Feminino. Mais tarde, aprimorando a teoria freudiana sobre o desenvolvimento psicossexual das meninas, o pai da psicologia, Carl Jung, deu-lhe o nome de Complexo de Electra, deusa filha de Agamemnon e Clitemnestra.
Vê-se assim como é cativante a Mitologia, onde se situam Édipo e Electra, mitos olímpicos. Não precisamos nos aprofundar no seu estudo para aprender que nela tudo gira em torno do antagonismo entre o espírito e a matéria.
Com o casal primordial, Urano e Gaia, personagens simbólicas do Céu e da Terra, o criacionismo mitológico entrou como a origem da humanidade em todas religiões orientais; nas judaico-cristãs, a dicotomia espírito-matéria fica entre o paraíso e a realidade, com o castigo no Inferno e a recompensa no Céu.
No Livro do Gênesis, a criação é semelhante a saga de Prometeu, filho incestuoso de Urano e Gaia; traz Adão perdendo o Paraíso por ter comido a maçã em desobediência a Deus, e, do outro lado, Prometeu cai por ter roubado o fogo dos deuses para dar aos homens. O castigo dos dois atinge todos os seus descendentes.
O mito grego, porém, criou um novo parentesco para perdoar o filho de Prometeu e o “pecado original” inventado por São Tomaz de Aquino reconhecendo a imperfeição humana de Adão, foi adotado pela Igreja Católica que absolve os seus descendentes no confessionário…
Para Paul Diel, como a culpabilidade dos heróis é mitigada pela justiça mitológica e pelos cânones católicos, as ações humanas, objeto de desvelo, apagam a luz que iluminava e dessa maneira os mitos se banalizam.
A própria Mitologia banaliza a ganância no caso do rei Midas, que embora vivesse em abundância, era um avaro vicioso e incorrigível; a sua maior diversão era contar moedas de ouro.
Um dia, num passeio, Baco sentiu falta de Sileno, seu pai de criação que se perdera, bêbado, da comitiva olímpica. Camponeses acharam o velho e levaram-no a Midas que o reconhecendo levou-o ao castelo oferecendo-lhe dadivosa hospedagem.
Quando acompanhou Sileno são e salvo à presença do Deus do Vinho, Midas teve como recompensa o direito de fazer qualquer pedido, que seria atendido. O sovina solicitou que “tudo em que tocasse virasse ouro”… Baco realizou o desejo e o Rei morreu de inanição porque todo alimento que pegava se metalizava.
A banalização leva o povão a criar mitos; felizmente são manias passageiras, como os dois minutos de fama que levam abestados se amostrar diante das câmeras de tevê ou o desfile das doidivanas que penduram argolas no nariz e pintam os cabelos de verde piscina…
No Brasil surgiu uma caricatura de Mídias, o pelego Lula da Silva, que os seus parceiros o fizeram “um mito” e levaram-no ao poder, com o direito de transformar em propina tudo o que assinasse. Assim foi feito, e ele está preso por isso…
LIÇÃO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Erros do passado são lições de vida para melhorarmos e sermos diferentes no presente”. (Anônimo)
Muitas pessoas consideram que não está certo que eu faça do PT o alvo dos meus foguetes contra a corrupção. Uma pessoa amiga, da antiga, me aconselhou a parar de escrever sobre Lula, e colegas do Twitter pediram que eu ampliasse o meu ataque para toda “esquerda”. Outros, querem hostilizar além dos puxadinhos lulopetistas os partidos envolvidos na Lava Jato. …
Aos que me honram como críticas e sugestões esclareço que para mim as tendências auto assumidas “de esquerda” são retalhos do mesmo corte de tecido; mas pergunto porque não enfocar o Pelegão, se até o festejado intelectual FHC lhe segue com a mesma subserviência de Boulos, Chico Alencar, Freixo, Gleise e Stédile?
A “esquerda bolivariana” é indivisível quando se trata de princípios ideológicos do Foro de São Paulo e no assalto aos cofres públicos. E Lula centraliza o comando; e como ensinam as lições de estratégia do Estado Maior que todo foguete disparado fora do alvo é foguete perdido, não vou desperdiçar munição.
É bom lembrar que Lição, como estudamos no Curso Primário (Básico, hoje em dia), é um substantivo feminino de origem latina, lectĭo,ōnis, significando ‘escolha, eleição; leitura’. Dicionarizado, é aula dada para o aluno estudar e, figuradamente, serve como aviso, castigo ou conselho; ensinamento. Derivou dele o verbo transitivo direto e bitransitivo, “Lecionar”, ensinar alguém; instruir.
É o que tento fazer com os meus textos para impedir descuidos na interpretação da História recente, que registra a marcha totalitária do PT e seus aliados financiada pelos assaltos ao Erário para implantar no Brasil um regime do tipo que Hugo Chávez montou na Venezuela e hoje é exercido por Nicolás Maduro.
Será que devemos varrer para debaixo do tapete a arrecadação de propinas para manter e ampliar o poder do narcopopulismo institucionalizando a corrupção dos hierarcas petistas que quase levou a Petrobras à falência?
Não podemos deixar perder-se a memória da arrogância das minorias ruidosas cultuando a personalidade do pelego sindical Lula da Silva, preso por corrupção. Da minha parte, não posso fazê-lo, lembrando que ele, na Presidência da República, achacou para favorecer o filho caçula com propina milionária das montadoras de automóveis em troca de Medida Provisória com benefício fiscal?
Aliás, o ex-ministro dos governos lulopetistas, Antônio Palocci, afirmou na sua delação premiada que em 90% das medidas provisórias editadas nos governos Lula e Dilma houve algum tipo de propina para financiar a atividade política.
E falando no poste de Lula, Dilma Rousseff, que entra como coadjuvante da ladroagem, é bom lembrar e condenar o seu governo incompetente, inconsequente e corrupto que sofreu impeachment pelo clamor nacional. E que por leniência, a Justiça ainda não a julgou nem condenou pela compra criminosa da Refinaria de Pasadena.
Também não dá para esquecer nos tempos de angústia e de revolta com as invasões de propriedades na Era Petista, realizadas com incentivo governamental pelos terroristas do MST, abatendo matrizes de gado selecionado para a reprodução e destruindo laboratórios de pesquisas agrícolas.
Porque calar sobre essas coisas como se tudo tivesse acabado com a eleição de Bolsonaro? Vejo, como muitos patriotas, que zumbis lulopetistas são mortos-vivos de pesadelo…
Por isso, insisto em lecionar contra o lulopetismo para apoiar, do meu jeito, o Governo Bolsonaro que elegemos para varrer o lixo ideológico espalhado nos gabinetes e corredores dos três poderes da República.
FILOSOFIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Quem, de três milênios/ Não é capaz de se dar conta/ Vive na ignorância, na sombra, / À mercê dos dias, do tempo. ” (Goethe)
O atual e festejado escritor norueguês Jostein Gaarder ao romancear a Filosofia, inicia o seu livro “O Mundo de Sofia” com a principal personagem, Sofia Amundsen, recebendo pelo correio duas cartas – sem destinatário -, com lacônicas perguntas: 1) “Quem é você? ” 2) “De onde vem o mundo? ”.
Se Gaarder trouxesse uma terceira missiva indagando: – “O que faz você no mundo? ”, abrangeria, sem dúvida, todo o sistema filosófico construído pela civilização através dos tempos.
Alguém já disse (infelizmente esqueci a fonte) que quem primeiro se indagou “O que faço eu neste mundo”, foi o inventor da Filosofia. Todos os demais que o seguiram levantando esta dúvida, apenas bordaram lantejoulas e paetês nesta pergunta.
A palavra “Filosofia”, segundo a História, foi criada por Pitágoras (570 – 495 a.C), compondo duas palavras, philia (φιλία) que significa respeito entre os iguais; e sophia (σοφία), sabedoria ou simplesmente saber.
Dicionarizada em português do Brasil, é um substantivo feminino, “estudo que visa criar a compreensão da realidade”; ou, simplesmente, sabedoria. E a nossa cultura ocidental se limita ao antigo pensamento filosófico grego e romano, e suas linhagens europeias, em dúvida de excelência, mas omitindo a riquíssima contribuição dos pensadores orientais.
Kung-Fu-Tse, o popular Confúcio, foi um pensador que brilhou na “Era das Primaveras e Outonos”, época de ouro da civilização chinesa, como o Século V de Péricles na Grécia Antiga. Este Filósofo nos deixou lições inesquecíveis.
Um excelente pensamento confuciano é atual, no momento em que tanto se fala de ódio, da cultura do ódio, da incitação do ódio, mais um negativismo dos antifas importado dos EUA. Disse ele: “Um homem enraivecido está sempre cheio de veneno. Se não encontrar onde derramar, irá derramar dentro de si mesmo. “
Um filósofo, como dizem seus ex-admiradores, é um astrólogo de primeiro time; outros, não veem o que está escrito nas estrelas… Para ambas “escolas filosóficas”que se chocam, gostaríamos de perguntar “O que é o espaço? O que é o tempo? ”, “O que é a realidade em si mesma? ”, “O que é o certo e o errado? ”.
Indagamos por ignorância confessa em Filosofia. E, como observador da vida, preocupo-me em saber “O que é a felicidade? E como alcançá-la? ”… São lições que gostaria de receber, da maneira como aprendi com a escritora Raquel de Queiroz que: “A gente na vida tem que tomar o costume de desejar o impossível, porque o possível é muito mais difícil”.
Parece metafísica de Raquel, um alheamento de intelectual nordestina, mas isto fica patente num cartaz exposto no refeitório de uma fábrica de aviões na Coreia:
“Segundo as leis da Física, comprovadas em experiências realizadas num túnel aerodinâmico, a abelha não poderia voar, porque as suas dimensões, o peso, e a configuração do corpo, não são proporcionais à largura de suas asas. Mas a abelha, que ignora as verdades científicas, alça voo e vai ao trabalho em busca de matéria prima para fazer mel. ”
É por isso, que a nossa batalha do dia-a-dia deverá levar-nos a duvidar sempre das verdades estabelecidas e perseguir o que estabelecem ser impossível de conquistar.
SILÊNCIO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons” (Martin Luther King)
Já contei em outros artigos a minha paixão pelos sebos; possuo na minha estante várias obras de referência esgotados, e uns até proibidos, como o “Mein Kampf”, de Hitler; “Judeu sem Dinheiro” de Henry Ford; e “As Bases do Separatismo”, do filósofo paraibano Alírio Meira Wanderley.
Outro dia, num périplo pela Rua da Carioca e Praça Tiradentes, numa banca vendendo revistas a R$0,50, encontrei a edição 2453 da IstoÉ de 14 de dezembro de 2016 com uma chamada de capa que me atraiu: “Dilma mandou Odebrecht pagar R$ 4 milhões a Gleise”.
Como é sempre legal ver a delação de Marcelo Odebrecht, que veio fragmentada e sempre meio apagada na grande mídia, levei a revista para conferir a matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Nela, me impressionaram o texto e o conteúdo.
Eu não sabia que a Procuradoria tinha aberto inquérito para tornar o poste de Lula inelegível, ela que foi salva pela vergonhosa fraude do ministro Lewandowsky e o senador Renan Calheiros no impeachment. Nunca ouvi falar nisso; assunto abafado e bem abafado nos sigilos em que certos setores da Justiça abrem para privilegiados;
Segundo a reportagem, o caminho da propina para a então senadora pelo Paraná obedeceu a um esquema mafioso. Gleise ficou devendo R$ 4 milhões ao marqueteiro Oliveiros Domingos Marques Neto que atuou na campanha eleitoral que a elegeu; e pediu socorro a Dilma.
A Presidente mandou Edinho Silva, tesoureiro do PT, procurar a Odebrecht; o petista foi à empreiteira e lá foi acertado o esquema da transação, realizada posteriormente no gabinete da Senadora lá no Senado.
O resto é silêncio, como nas palavras que o grande Shakespeare pôs na boca de Hamlet, “Quando todos que conheço se forem, o que restará? Vazio. Silêncio. Sim, o resto é silêncio…” A peça inspirou um romance do escritor gaúcho Érico Veríssimo de onde foi extraído um curta metragem produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre com roteiro de Angel Palomero.
O verbete Silêncio é substantivo masculino de origem latina, silentĭum,ĭi derivado do verbo silēre – ‘calar-se, não dizer palavra’. Cientificamente, silêncio é a ausência total ou relativa de sons audíveis, mas o comum é a privação, voluntária ou não, de falar, de publicar, de escrever ou manifestar os próprios pensamentos.
Para mim, o escritor português de primeira ordem, Camilo Castelo Branco, é que matou a pau ao escrever que “O silêncio é uma confissão”, e assim atestamos a culpabilidade de Dilma neste caso, pois ela calou-se; se fosse mentira teria processado a jornalista e a IstoÉ, não é mesmo?
E do silêncio misturado com segredo e sigilo, ficamos sem saber se a impichada é ou não é processada pela Procuradoria Geral da República, como deveria ser pela criminosa compra da Refinaria de Pasadena.
Neste cenário, a reportagem que me custou R$ 0,50 num sebo da Praça Tiradentes revela um dos crimes praticados pelo lulopetismo que, somados ao drama da herança maldita da Era Lula e o passo de cágado processos judiciais no STF, é semelhante ao filme norte-americano de 1991, “O Silêncio dos Inocentes”.
Encontram-se no caso em pauta e na película, as metafóricas presenças do Dr. Hannibal Lecter, brilhante psiquiatra e assassino canibal em série, e o astuto pelego Lula da Silva, mentor de uma governança para as empreiteiras que jorrava propinas para o PT e os parceiros.
O Silêncio dos Inocentes é o nosso silêncio, o preocupante silêncio dos bons, pior do que os gritos dos maus, porque nos satisfaz conhecer uma gota d’água no noticiário ignorando o poço onde as coisas que escondidas de nós…
LIBERALISMO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“As mudanças sociais são devidas tanto ao pensamento, como o fluxo de um rio às borbulhas que revelam a sua direção a um observador” (Bertrand Russel)
Ainda esperamos que se liberte o Brasil das políticas errôneas e antinacionais baseadas na ideologia superada dos governos lulopetistas. É por isso que vale a pena discutir-se a proposta do liberalismo econômico.
São as relações de produção e consumo que determinam o desempenho econômico e consequentemente as atividades política e social. É esta a visão liberal, como uma regra que associa os elementos de causa e efeito na vida de um País.
Não é uma ideologia utópica nem uma teoria complicada, limita-se ao direito de minimizar o poder do Estado para que este atenda apenas as necessidades básicas, educação, saúde, segurança e previdência.
É simples. Pode-se conferir na experiência de muitos países de economia aberta, com o liberalismo impulsionando o comércio, a indústria e os serviços nascidos com as novas tecnologias, registrando fortalecimento de uma classe média produtiva e independente de favores governamentais.
Esta ideia progressista vem das revoluções francesa e americana, que consagraram a Declaração dos Direitos Humanos e a Constituição dos EUA, adotando o princípio de que todos os homens nascem iguais, embora, como escreveu o nosso epigrafado Bertrand Russel, “as desigualdades surgidas posteriormente são um produto das circunstâncias, como a Educação”.
Russel recebeu de Locke, a quem chamou de “o mais afortunado dos filósofos”, a compreensão do liberalismo, imposto pela divulgação de Voltaire, influenciando os enciclopedistas, cujas lições são uma presença viva nos dias de hoje.
É o senso comum, em tese, que deve ser adotado por um governo que tenha uma participação popular ouvindo a voz do povo e não de minorias ruidosas; que garanta a liberdade de expressão do pensamento, a tolerância religiosa e que respeite o individualismo.
Nas veredas que percorremos no Brasil vemos o otimismo que andava em baixa nos meios populares. O presidente Jair Bolsonaro, eleito pela onda popular de repúdio ao narcopopulismo corrupto e corruptor, recebeu aplausos na montagem do seu governo sem o troca-trocas com os picaretas do Congresso Nacional.
Convenhamos, porém, que este otimismo diminui na medida em que o epicentro do poder se divide em tendências e aumentam as pressões internas e externas que desviam o rumo anunciado na campanha eleitoral por Bolsonaro.
As mudanças de direção preocupam o centro liberal que teve uma presença ativa nas eleições e depois da vitória eleitoral defende o desenvolvimento econômico nos moldes anunciados e o combate ao crime organizado, a sonegação fiscal, o terrorismo e as organizações antissociais.
Para isto, é preciso evitar a erosão nas margens do rio em que navegamos, provocados na vazão governamental. É necessário impedir o assoreamento político que traz riscos e provoca desgastes. É urgente mitigar a generalização de pronunciamentos inúteis e prejudiciais ao fluxo do governo.
Está para a oposição tresloucada, derrotada nas urnas, o momento de sabotar a máquina pública, mas não para quem votou em Bolsonaro; os entulhos vindos do lulopetismo prejudicam menos do que os atritos internos exibidos gratuitamente.
Felizmente, temos nas duas superpastas específicas de Estado, a Economia com Paulo Guedes, e a Justiça e Segurança Pública com Sérgio Moro, a moderação fundamental que impõe respeito.
Ambos reforçam a nossa crença de que a corrente liberal e democrática serão as borbulhas que auxiliarão o curso político que libertará o Brasil.
CINZAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Por que se ensoberba aquele que é terra e cinza, e ainda em vida expele as próprias entranhas? (Eclo 10,9)
Passou, e pouco se comentou sobre a Quarta-feira de Cinzas, uma data no calendário gregoriano que, para a Igreja Católica, representa o primeiro dia da Quaresma. É o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e o primeiro dos 40 dias que precedem a festa da ressurreição de Jesus Cristo.
A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia ocorre a tradicional Missa das Cinzas em que o celebrante lembra aos crentes a passagem bíblica do Gênesis 18:27, “Lembra-te, homem, que és pó e em pó te tornarás”, desenhando uma cruz de cinza na testa dos fiéis. As cinzas utilizadas no ritual provêm da queima dos ramalhetes abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior.
Vê-se que em termos religiosos, as cinzas representam um símbolo do dever de conversão e mudança de vida, lembrando que a vida humana é passageira e frágil, sujeita à morte. A imposição das cinzas na cristandade europeia remonta ao século 10.
A cor cinza ou cinzenta, combinação do branco com o preto, simboliza maturidade, mas também tristeza, incerteza ou neutralidade.
Na Missa das Cinzas do dia 5 de março, o Papa Francisco alertou para o início da penitência cristã da Quaresma, dizendo que sucesso, poder e posses materiais são fugazes e que desaparecerão “como poeira ao vento”.
A Quaresma é o período compreendido entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa. Dicionarizado, o verbete Quaresma é um substantivo feminino de origem latina, quadragesima dies, o quadragésimo dia. Tem também o verbo intransitivo quaresmar – isto é, cumprir os preceitos religiosos próprios desse tempo.
Durante os 40 dias, os cristãos são convidados a se aproximarem mais de Deus e a endireitar suas vidas através da reflexão, da oração, do jejum e da ajuda a outras pessoas.
Entretanto, não há nada na Bíblia que obrigue, nem proíba, celebrar a Quaresma. Essa manifestação religiosa é uma questão de consciência individual; entretanto, para algumas denominações evangélicas, a celebração não tem o significado de pagar pelos pecados cometidos, como ocorre com os católicos.
Muitos centros de Umbanda, religião que sincretiza o culto africano dos orixás com o catolicismo, fecham, ou tem o atendimento limitado no período do carnaval e da Quaresma.
No meu tempo de menino as pessoas iam à missa da quarta-feira e encontravam todas as imagens cobertas de roxo, saindo de lá com a testa marcada com um certo orgulho; em casa se jejuava e as emissoras de rádio programavam músicas sacras e clássicas.
Mesmo assim, alguns carnavalescos audaciosos ainda insistiam em levar blocos à rua na quarta-feira, como o Chave de Ouro, no Rio, e o Bacalhau com Batatas em Recife, mas a adesão era pequena. Hoje, o Carnaval só acaba no sábado seguinte à Quarta-Feira de Cinzas, enfrentando a contrição religiosa…
A ousadia dos foliões é comparável, mas perde para a insolência dos políticos quê, com ou sem carnaval, usam máscaras, inclusive religiosas, fantasiando o comportamento incompatível com os mandatos que assumem ou cargos que exercem.
Assistimos na quaresma patriótica, congressistas e magistrados reduzirem a cinzas as suas carreiras. E o fazem no antigo costume dos jornalistas amigos deletarem as suas falcatruas. Esquecem-se que hoje, sem bandidos de estimação, as redes sociais fazem o autêntico jornalismo, e há juízes como Moro, que os levam à cadeia.
Quanto àqueles que entre os atores da vida pública que usam a Internet, lembremos que “sucesso, poder e posses materiais são fugazes e desaparecerão como cinzas ao vento”.
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