Artigo
OPINIÃO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Todo mecanismo social descansa, no fim das contas, nas opiniões” (Augusto Comte)
A História quando se firma nos fatos, interpretada com independência e método, vê que é o desenvolvimento do pensamento e a busca do conhecimento a alavanca que move o mundo para a evolução da humanidade.
O conceito de que é a opinião que domina o mundo vem dos enciclopedistas e do nosso epigrafado Augusto Comte. É por isto que com estudo e reflexão aproveitamos a abertura democrática que as redes sociais nos oferecem para exprimir as nossas opiniões.
No meu caso, atuando a mais de quinze anos na Internet, com meu Blog e participação na rede social com o saudoso IRC, de onde me transferi para o Twitter, não tenho papas na língua. Os antigos tuiteiros que me conhecem, sabem que manifesto o meu pensamento com liberdade e independência.
Costumo repetir que respeito a opinião alheia e nem sempre a recíproca é verdadeira, o que não me preocupa porque sou diametralmente inimigo do fanatismo, das ideias preconcebidas e do totalitarismo fascista.
A Opinião é objetiva no meu modo de ver, de analisar e de expressar como consequência da racionalidade. Dicionarizado, o verbete é um substantivo feminino derivado do verbo opinar, de etimologia latina “opinare”, possuir uma opinião. Como expressão é conceito, consideração, crença, entendimento, interpretação.
Opinião se transmite em relação a alguém, um fato ou outra opinião; é o nosso julgamento em relação a eles. Charles Darwin diz que a opinião surge sob a influência de determinadas coisas ou de situações que nos cercam, fruto da realidade.
O que inspirou este texto foi a diferença entre a opinião individual e a opinião pública. A opinião pública se prende a notícias, casos e pessoas de interesse social, nacional ou mundial.
Vivemos uma conjuntura invertida, subversiva, que criou um cenário midiático artificial, originário de ato criminoso, uma invasão de privacidade acionada pela Orcrim política ligada aos esquemas corruptos do PT para desacreditar a Lava Jato e os valorosos membros da Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal.
Esta situação invasiva do roubo (um costume muito lulopetista) de informações indiscriminadas, tem o intuito de desacreditar o ministro Sérgio Moro, alvo das milícias narcopopulistas e dos fanáticos defensores do arquicorrupto Lula da Silva.
Trata-se de uma trama que vem de longe e gastou muito tempo e dinheiro para mobilizar e organizar um esquema envolvendo hackers internacionais, publicações de baixa circulação e um jornalista ligado sensualmente ao PSOL, partido-tentáculo do Foro de São Paulo.
Na minha opinião, trata-se de uma conspiração internacional financiada pelas propinas dos empréstimos do BNDES, depositadas em paraísos fiscais, ou nas mãos dos parceiros estrangeiros beneficiados pelo assalto do PT à riqueza nacional.
É hora da opinião pública, que representa 83% dos brasileiros e brasileiras apoiando em pesquisa nacional a Lava Jato, se mostre de corpo inteiro, oferecendo seu respeito ao ministro Sérgio Moro. Os patriotas não podem ficar omissos diante desse arrastão orquestrado por pessoas e entidades ligadas ao crime organizado.
Não opinar neste momento, é esfaquear o anseio nacional de varrer para todo e sempre a corrupção institucionalizada pelos governos lulopetistas.
ACÓRDÃO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Só quem entende a beleza do perdão pode julgar seus semelhantes” (Sócrates)
Poucas sentenças jurídicas satisfazem as duas partes de um processo, porque é decisão proferida por um único magistrado, de qualquer instância ou tribunal. A única aceita por unanimidade foi a de Salomão no caso das duas mães, de conhecimento geral.
Entre as fabulosas histórias da Grécia Antiga, temos o caso de Cicno, rei de Colonê, que acreditando em calúnias de que o filho do primeiro casamento, Tenes, o traía com a nova esposa, mandou encerrá-lo num baú e jogá-lo ao mar. Foi reconhecida injusta essa decisão, e o Deus do Mar levou o baú para a ilha de Leucofris; protegido de Netuno e salvo milagrosamente, Tenes se tornou rei da ilha que passou a se chamar Tenedo.
Tanto empolgam as histórias sobre a Justiça que alguns processos se rivalizam com as novelas, dando no Brasil uma grande audiência à TV-Justiça, que suspeitosamente alguns ministros do STF sugerem que deixe de transmitir julgamentos.
É do Supremo que saem os acórdãos, que significam a decisão plenária de um tribunal, diferenciando-se da sentença, que é uma decisão monocrática, de juiz de primeira instância, desembargador ou ministro de tribunais superiores.
O acórdão, como decisão final de um processo, serve de paradigma para solucionar casos análogos. É uma palavra forte trazendo curiosamente o acento agudo de tonalidade aberta e o sinal diacrítico til, para anasalar vogais.
Dicionarizado, o verbete acórdão é um substantivo masculino, de origem latina “cor” – coração, como termo jurídico é “saber pelo coração”, equivalente ao “de cor” e também de acordar, “cordatus”.
Usando o conto de François Andrieux, “O Moleiro de Sans-Souci”, o célebre dramaturgo Bertold Brecht pôs na boca de um dos seus personagens a expressão “ainda há juízes em Berlim”. Repito isto muitas vezes para enaltecer os juízes brasileiros que levam a sério o combate à corrupção e ao crime organizado.
Repito que estes magistrados estudam e conquistam suas cátedras aproveitados por concursos muito concorridos. São admirados pelos três “iii” que possuem, independência, inteligência e intransigência. Gosto de destacar entre eles o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
É impossível esquecer a coragem de Moro ao sentenciar à prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente da República, Lula da Silva. Sofre até hoje a perseguição dos fanáticos seguidores do presidiário, enaltecido pelos que fazem dos companheiros corruptos “heróis”.
Como juiz, Moro foi reconhecido pelas instâncias superiores, o Tribunal Regional Federal (TRF4) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que confirmaram a condenação proferida, a despeito de pressões políticas, tramas e conspirações inomináveis dos fanáticos defensores do narcopopulismo.
Levando este texto para o desfile dos provérbios em apoio aos magistrados que praticam a justiça boa e perfeita, pesquei um caso vindo da Austrália, o julgamento em Brisbane de uma jovem, conhecida como “A Japonesa”, denunciada pelos médicos locais pela prática fraudulenta da Medicina. Sentada no banco dos réus foi inquirida pelo juiz.
– “A senhora é formada em Medicina? ”
– “Não, Excelência”.
– “Atende pessoas que buscam cura para enfermidades? ”
– “Sim, Excelência”.
– “Como atende os pacientes sem ser pela medicina oficial? ”
– “Rezo, e ajudada pela meditação, prescrevo o uso de certos chás e amuletos…”
Ouvida esta última declaração, o Promotor se apressou para pedir a condenação da ré, aplaudido pelos médicos que lotavam a sala. O Juiz-Presidente pediu silêncio e atenção; e falou:
– “Não vou atender o que reivindica o Promotor, porque de consciência não posso condenar esta mulher. Arrisco a minha posição e até a minha carreira, mas absolvo-a”, sentenciou, e justificou: – “Enquanto uma junta médica formada por ilustres professores me declararam portador de doença incurável, a Japonesa salvou-me a vida”.
ARANHAS
MIRANDA SÁ (E-mail-mirandasa@uol.com.br)
“A teia de nossa vida é composta de fios misturados: de bens e de males”. (Shakespeare)
Machado de Assis criou um personagem impressionante ao contar uma história ainda mais espetacular, inspirando-me para uma incursão nos seus domínios. Esta figura, apaixonada pelas leis que regem a natureza, envolveu-se com os naturalistas Darwin e Büchner e resolveu estudar as aranhas.
Esta decisão veio acompanhada de um discurso atacando todos os demais insetos, mosquitos, pulgas e até a exaltada formiga dos provérbios. – “A aranha”, disse, “é diferente. Não nos aflige, nem defrauda; apanha moscas, nossas inimigas, fia, tece, trabalha e morre. Que melhor exemplo de paciência, de ordem, de previsão, de respeito e de humanidade? ”
O pesquisador foi além da curiosidade científica. Não somente ampliou em quantidade e qualidade a sua coleção de aranhas, como descobriu a linguagem fônica delas; e uma, particularmente, trouxe-lhe fácil entendimento; dissertou pelo idioma aracnídeo sobre a forma de governo adotado pelas aranhas.
Descreveu o processo eleitoral que entre elas é muito simples. Fazem um saco e nele coloca-se bolas com os nomes dos candidatos. Tradicionalmente, eram apenas dois, porque a República Arachnida, da Ordem Araneae, só reconhece dois partidos, o Partido Retilíneo e o Partido Curvilíneo.
O PR defende que as aranhas devem fazer as teias com fios retos; e o PC, ao contrário, dispõe que as teias sejam feitas com fios curvos. A disputa entre os dois é acérrima e permanente. Cada um puxa para si a defesa do bem, da justiça, da integridade e do respeito igual para todos; e acusam os outros de incentivo à bajulação, a deslealdade, a fraude e o patrimonialismo…
Este costume foi interrompido pelo surgimento de um terceiro partido, que embora também se apresentasse como geométrico, era menos anguloso, menos exclusivista, sem extremismos, propondo combinar os contrastes pela simultaneidade das linhas como se encontra no mundo físico e moral. O surgimento deste “tercius” terminou indo para a Corte de Justiça, porque no sistema das teias, tudo é judicializado.
O resultado do julgamento não foi divulgado porque não interessou ao contador de história; ele fora advertido que a teia da justiça era submissa ao bipartidarismo; eu então nem continuei a ler o conto do Machado, “A Sereníssima República”.
Sabia que dali por diante, a narrativa convergiria para coisas do nosso conhecimento, pois a democracia dos araneídeos se parece com a dos Estados Unidos, que Gore Vidal descreve como: “A Democracia nos EUA é o direito de escolher entre o Analgésico “A” e o Analgésico “B”. Mas ambos são aspirinas”.
E tem uma certa semelhança com o nosso decantado Estado de Direito, onde a gente vê que o pragmatismo legislativo e o judiciário seletivo caírem em cima de quem tenta se colocar entre a direita e a esquerda.
Entre nós, chega a ser hilário, que cada um dos tradicionais protagonistas políticos sempre se mostra teoricamente simpático a colar com o centro. Não sei se já notaram que o lulopetismo, corrupto e corruptor, mais sujo do que pau de galinheiro, só fala agora em “centro-esquerda”?
Na tentativa de se limpar, esconde que confunde “centro” com “centrão” e corre para o abraço com os mesmos parceiros corruptos de sempre…
A TECLA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Pelos mesmos caminhos não se chega sempre aos mesmos fins” (Jean-Jacques Rousseau)
A ficção é como uma vara de pescar. Com o anzol sortido de boa isca, traz à tona peixes de que a gente nunca viu e, se tomou conhecimento alguma vez, s’esqueceu… É o caso do “Mandarim” que um personagem de Balzac citou como se fosse de Jean Jacques Rousseau, o nosso epigrafado.
Há controvérsias. O escritor italiano Carlo Ginzburg d’ “O Queijo e os Vermes”, diz que Balzac se equivocou sobre a autoria da parábola, que para ele é de François-René de Chateaubriand, autor d’ “O gênio do Cristianismo”.
No meu modo de ver, quero que seja mesmo de Rousseau, em homenagem ao escritor, filósofo e teórico político suíço que contribuiu para o Iluminismo europeu enriquecendo a cultura ocidental. Tive um querido cachorro com o seu nome.
A estória do mandarim se resume a uma pergunta: “Se para você se tornar o único herdeiro com a morte de um bilionário de quem nunca ouviu falar e para isto só precisasse digitar uma tecla de computador, faria isto? ”.
A parábola inteira, como foi traduzida do francês e eu atualizei para a Era da Internet, é a seguinte: “No interior da China existe um mandarim mais rico que todos os reis de que a fábula ou a História contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que digites a tecla que está no teclado do teu computador. Ele soltará apenas um suspiro nos confins da Mongólia. Será então um cadáver: e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição de um avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, digitarás? ”
Esta historieta me dá absoluta certeza de que no mundo de hoje, e no Brasil particularmente, cheio de corruptos, milicianos, oportunistas políticos e traficantes, muitos não titubeariam em fazê-lo. Será pessimismo meu, será que estou sendo injusto com a humanidade e com meus patrícios?
Deixo o julgamento aos leitores. Entretanto, como a Declaração dos Direitos Humanos de que Rousseau foi um dos inspiradores me dá direito de defesa, mostro-lhes o que está a nossa volta.
Vejo o cenário de terra arrasada pelo Brasil afora. Os tanques russos que destruíram Berlim, como os nazistas fizeram com Moscou; e a bomba atômica americana lançada sobre Hiroshima e Nagasaki vingando-se de Pearl Arbour, se rivalizam com o caos imposto ao Rio de Janeiro pela quadrilha Lula-Cabral.
Morador do Rio, devo me conformar e perdoar o que vejo aqui? Não; porque conhecendo os membros do bando desses dois facínoras, todos, sem exceção, são capazes de assassinar um mandarim chinês à distância por dinheiro.
Indo para o plano nacional, ouvimos nos últimos dias o presidente Jair Bolsonaro afirmar que o Brasil é ingovernável sem conchavos. A oposição e a mídia sempre de má fé contra o Presidente, dizem que ele exagerou.
Não creio que seja exagero falar-se do comportamento negativista dos picaretas do Congresso Nacional, ameaçando, chantageando e conspirando para obter benesses e cargos, acostumados a receber vantagens desde que Fernando Henrique inventou o Mensalão para comprar a reeleição, e depois repassou-o ao companheiro Lula.
Esses digitadores de botões, dispostos a matar qualquer um de quem possam herdar alguma coisa, se mostram de corpo inteiro. Vimos a pouco a bancada lulopetista se unir à bandidagem do chamado centrão arrancando o Coaf do Ministério da Justiça só para se vingar de Sérgio Moro, que levou o seu chefe à cadeia por corrupção.
Diante do exposto, peço absolvição por suspeitar da humanidade e dos meus patrícios, porque faço o que recomendou Rousseau ao dizer: – “Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele”.
TRAPAÇA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Se não se punirem os crimes, encorajar-se-á a desonestidade”. (Públio Siro)
Não perguntem o porquê, mas dou uma preferência especial aos velhos livros que procuro nos sebos, leio os que ainda não li e relei-o os que gostei e mantenho na estante como referência. Um poeta diria que a pátina do tempo valoriza o estilo.
Isto não quer dizer que desprezo os novos autores, somente aqueles que Carlos Drummond condenou ao dizer que “Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante”. Vejo isto na feira de livros usados armada na saída da Estação Carioca do Metrô para a Avenida Rio Branco; são dezenas de livros novos, com belas capas, amontoados nas barracas.
Nas minhas rondas pelo Centro do Rio atrás de acumular conhecimento, folheio tudo que me chama atenção e sempre tem algum livro que salta sobre o obstáculo do desprezo, e me faz comprador. Outro dia me ocorreu isto, ao encontrar uma referência inteligente sobre a patifaria.
A trapaça, já disse alguém, é uma das belas artes. E o escritor que me chamou atenção me parece estreante na literatura pois nunca vi o seu nome, e que não o cito porque dele só aproveitei um pequeno trecho que transcrevo: “Denunciar as patifarias de um indivíduo se chama delação; denunciar as patifarias da sociedade, chama-se anarquia”.
Sou do tempo em que Anarquia se escrevia com o “A” maiúsculo, e os anarquistas eram admirados por sua rebeldia, envolvendo grandes pensadores como Bakunin, Kropotkin, Malatesta, Max Stirner, Proudhon, Tolstoi e William Godwin, que, pelo menos para mim, dão gosto de ler.
Conhecendo-os, considero-lhes humanistas. É preciso não confundir estes filósofos utópicos ao condenável terrorismo dos nossos dias, nem à ralé vandálica tipo Black-Blocs. Pode-se discordar de Proudhon, ou de Tolstoi, mas há que reconhecer que eles merecem um lugar de honra nos capítulos da História do seu tempo…
Também são antológicos os confrontos de Bakunin e de Malatesta com Karl Marx, denunciando o autoritarismo e o coletivismo propostos como necessários para estabelecer uma sociedade igualitária e justa.
Voltando, porém, ao livro que comprei, seu autor traz um comentário cheio de números sobre o instituto da delação premiada, consagrado no Direito Positivo dos países civilizados. Uma informação valiosa, ao tomarmos conhecimento da delação de Antônio Palocci, o ex-ministro petista dos governos Lula e Dilma. É de fazer a gente explodir de raiva.
Palocci denuncia práticas criminosas inomináveis dos governos do PT. Dá detalhes das trapaças feitas pelos que ocuparam o poder federal por 16 anos, infiltrando os seus tentáculos em vários estados, como o Rio de Janeiro, que foi arrasado pela quadrilha Lula-Cabral.
Na operação Greenfield, deflagrada em 2016, os procuradores em Brasília ouviram de Palocci informações sobre a corrupção desenfreada dos hierarcas petistas nos fundos de pensão ligados a empresas estatais.
O ex-Ministro relatou mais tarde, em 2018, que Lula da Silva ordenou a dirigentes de fundos ligados a bancos e empresas estatais para investir sem fazer qualquer análise no projeto de criação da Sete Brasil, empresa que construiria os navios-sonda para explorar a área do Pré-sal e pronta para se tornar uma fonte de propinas.
Noutras revelações Palocci falou de vendas de medidas provisórias levantando recursos para as campanhas do PT; e explicitou a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobras, a fim de garantir desvios para políticos dos partidos aliados.
Semana passada, Palocci foi convidado pela CPI do BNDES – um dos mais importantes órgãos de investigação da atualidade –, mas o ministro Edson Fachin, do STF, concedeu-lhe o direito de ficar calado.
É suspeitoso, porque no caso dos empréstimos criminosos para Cuba, Venezuela e ditaduras africanas, ele poderia entregar a chave para abrir a “caixa-preta” do banco. Com duas colaborações premiadas homologadas e uma terceira na espera, Palocci já goza das prerrogativas jurídicas; mas muitos dos envolvidos em crimes contra o Brasil continuam imexíveis. Dizem que isto é trapaça, e das boas!
CÉREBROS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Não é o cérebro que mais importa, mas sim o que o orienta: o caráter, a generosidade e as ideias progressistas” (Dostoievski)
Quantas vezes será preciso repetir que o lulopetismo derrotado nas eleições, continua se mexendo e espalhando veneno como o rabo da jararaca cortado por corrupção e lavagem de dinheiro em três instâncias?
É bom lembrar, também, que são muito simples as lições estratégicas de Estado Maior ensinando que na guerra há de se eleger um alvo para não desperdiçar soldados, material de campanha e tempo; pois cada foguete lançado fora do objetivo é um foguete perdido.
Como a guerra é a continuação da política por outros meios, como ensinou Clausewitz, aqueles que fazem política como protagonistas ou observadores devem aprender isto para qualificar e quantificar o adversário.
Tenho o maior respeito pelos que pensam diferente de mim, mas desconfio de que há descompassos no modo de analisar a cena política, sem ver o confronto entre os que querem um Brasil desenvolvido, justo e com segurança, e os que desejam uma volta ao passado de facilidades, roubalheira e preso à ideologia stalinista soterrada sob os escombros do Muro de Berlim.
O nosso epigrafado, Anatole France, extraordinário escritor francês, premiado pela Academia, trouxe entre as suas notáveis obras, “A rebelião dos anjos” um dos melhores livros que já li. Entrou politicamente na História pela coragem de apoiar Émile Zola no caso Dreyfus, assinando no dia seguinte à publicação do “J’accuse” a petição pela revisão do processo.
É dele a interessante parábola da existência na China de um gênio feioso, muito feio mesmo, grandalhão de andar pesado e vagaroso, mas um gozador. A sua diversão é entrar nas casas à noite, quando todos estão dormindo, e com um passe de mágica extrai o cérebro de um e põe outro no lugar. Tem um prazer imenso em fazer este troca-troca de cérebros, se esbaldando na sua invisibilidade em ver um mandarim acordar com as ideias da concubina e dela com o do eunuco do harém; rir do viciado em ópio sonhando como uma mocinha virgem e ela pensando como o conselheiro do imperador…
Contaram-me que este abracadabrante duende está passeando no Brasil, e visitando os círculos políticos. Um passarinho me disse que ele botou na cabeça do velho Fernando Henrique Cardozo o pensamento da Gleise Hoffman; e no crâneo do deputado Kin Kataguiri as ideias de José Serra…
Pelo que divulga a chamada grande imprensa, a troca de cérebros também ocorreu com a deputada Joice Hasselmann, que alcançada pela conversão cerebral, pensa como líder da minoria quando é, na realidade, líder do governo…
No Twitter, o gênio brincalhão trocou os conteúdos de várias cabeças. Alguns que se dizem defensores de Bolsonaro receberam o fanatismo dos petistas, atacando furiosamente os antigos aliados da campanha por uma discordância democrática. Agiram com o ódio igual ao do presidiário Lula da Silva quando dava murros na escrivaninha do Palácio do Planalto pelo atraso das propinas…
Se é verdade essa estória de que o gênio zombeteiro chinês está fazendo turismo em terras brasileiras, faço-lhe um apelo em nome do Saci Pererê para que ele não vá às residências do senador Davi Alcolumbre, do ministro Dias Toffoli e do deputado Rodrigo Maia; e, muito menos, no Palácio da Alvorada, somente para se divertir com a aflição dos brasileiros…
MIASMAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Miasmas pútridos emanam no Congresso em Brasília, contaminando o ar da metrópole. Mas o meu nome não exala odor mefítico, porque não chafurda no pântano da ignomínia” (Enéas Carneiro)
Parece uma linguagem rebuscada, um tanto pernóstica, mas é português castiço. Era como o Professor se expressava nas suas contundentes críticas que fazia ao Legislativo já no seu tempo, praticamente dominado por uma minoria que contrariava a ética parlamentar.
A palavra “Miasma” é dicionarizada como substantivo masculino, de origem grega, “mjaʒmɐ”, míasma, – atos, «exalação impura», Define-se como emanação proveniente de detritos orgânicos em decomposição e, figuradamente, como ansiedade, má influência, sensação de opressão.
O historiador grego Heródoto, que foi chamado por Cícero de “Pai da História”, tendo sido exilado quando jovem por razões políticas, viajou pelo mundo antigo visitando além de toda Grécia, o Sul da Rússia, Turquia, Egito, Líbia e, possivelmente a Mesopotâmia e a Pérsia. É célebre a sua obra “Histórias” composta por nove livros publicados entre os anos 430 e 424 a.C.
Entre as memórias registradas sobre o Egito dos faraós e das múmias, Heródoto descreveu o trabalho dos embalsamadores de cadáveres com detalhes, contando que eles tiravam primeiro as vísceras dando um longo talho nos flancos; depois, por meio de ganchos introduzidos no nariz, extraiam o cérebro em pedacinhos. Em seguida, lavavam a cavidade com substâncias aromáticas, segurando a cabeça e sacolejando-a fortemente. Em seguida introduziam na boca e no nariz uma pasta que misturava especiarias incensórias. Cosidas todas as fendas corporais mergulhavam o corpo inanimado numa espécie de banheira com carbonato de sódio por sessenta dias. Só então era envernizado e envolvido em faixas de linho colados com betume.
A descrição que fiz é meio grosseira devido não contar com o texto original, mas nos dá ideia de imaginar um viajante do tempo que viu essas coisas e que se surpreenderia chegando ao Brasil de hoje e encontrando redivivas as múmias da velha política ainda se mexendo e sendo capazes de derrotar as intenções populares de dar um fim na corrupção.
É o que se viu na Câmara dos Deputados, na ação conjunta dos picaretas com os seguidores do grande corrupto Lula da Silva, sentenciado e preso por corrupção. Esta aliança expõe a curiosa contradição dos eleitos para o Parlamento agindo contra os seus próprios eleitores, que participam dos 86% de defensores da Lava Jato e do ministro Sérgio Moro.
Estes sabotadores que impedem a quebra dos grilhões que prendem o Brasil aos inimagináveis esquemas de corrupção, devem ter passado pelo processo de mumificação descrito por Heródoto, porque são descerebrados, mas recuperam as intenções de fazer o mal contra o interesse da Nação ao passar pela lavagem cerebral da corrupção.
A audácia de membros do Congresso em impedir os avanços na luta contra a corrupção, deve realmente surpreender os estrangeiros que venham ao Brasil após visitar os macacos adorados no Camboja, a aurora boreal nos países nórdicos, o buraco mais fundo do mundo na Península de Kola, os empalhadores de crocodilos no Egito e encantadores de cobras na Índia.
O Brasil vive uma época ímpar, assistindo os corruptos e seus cúmplices, os traficantes de drogas e o crime organizado, se movimentando com apoio dos infiltrados nos três poderes da República e a cobertura da mídia comprometida com o globalismo e o dinheiro da Soros Fund Management.
É hora de se dar um fim nisto, dragando o pântano da ignomínia para acabar com o odor mefítico que exalam no Congresso evitando que a contaminação atinja o bravo povo de Brasília.
O MEDO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não” (Gandhi)
Advogado formado com louvor em Harvard, Franklin Delano Roosevelt, o presidente dos Estados Unidos que tirou o País da grande crise de 1929, revidou o traiçoeiro bombardeio japonês a Pearl Arbour e declarou guerra ao Eixo, foi reeleito por quatro mandatos consecutivos. Era um ‘fraseur’; entre os pensamentos deixados, destaca-se: – “Nada é mais temível do que o medo”.
Não tenho certeza, mas o dr. Google garante que é de Charles Chaplin outra frase antológica que prega a libertação deste sentimento, ao dizer que: – “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela”. Nada mais do que verdade, pois há pessoas que têm até medo de viver…
O verbete “Medo”, dicionarizado, tem uma dupla classe gramatical: é adjetivo e substantivo masculino; a sua origem é latina, “metus.us”- sentimento de ansiedade sem razão fundamentada; receio. Trata-se de um estado emocional e inquietude provocados por estar diante de um perigo, ou na imaginação dele; mal-estar diante de alguma relação desagradável.
No Deserto do Saara circula uma antiquíssima estória que é transmitida de pais para filhos, como lição para fortalecer o espírito e enfrentar as agruras da vida: Conta o encontro de uma caravana que ia para Bagdá com a Peste.
– “Porque está com tanta pressa para chegar à Cidade dos Califas? ”, perguntou o chefe dos cameleiros.
– “Vou em busca de cinco mil vidas”, respondeu a Peste.
De volta, um novo encontro de ambos: – “Mentiste”, disse corajosamente o caravaneiro; – “em vez de cinco mil vidas, levaste 50.000”.
– “Não é verdade”, afirmou a Peste: – “ Cinco mil, nem uma vida a mais”; as outras foram por conta do medo”…
A experiência milenar do filósofo grego Platão levou-o a ensinar que não se deve alimentar o medo por se tratar de uma emoção tóxica, que faz muito mal à saúde física e mental.
O aluno mais dedicado de Platão, Aristóteles ,nas suas aulas peripatéticas divulgou as ideias nunca publicadas do Mestre, como metáfora sobre os que temem enfrentar a verdade: – “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”.
Aí temos uma magnífica aula para nós expositores e debatedores de ideias pelas redes sociais. É muito triste aqueles que temem a clareza da verdade e se prendem ao medo de enfrentar o clamor das minorias organizadas ou de individualidades arrogantes.
O segredo está em ignorar ameaças e enfrentar hostilidades. José Maria Eça de Queiroz, um dos ícones da cultura lusitana, romancista e pensador português do século XIX, nos legou um pensamento que transcrevo para a reflexão:
– “Não tenha medo de pensar diferente dos outros, tenha medo de pensar igual e descobrir que os outros estão errados! ”.
PARÁBOLAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Somos estórias em movimento. Parábolas vivas. E quem conta estórias vive várias vidas numa só” (Affonso Romano Sant’Anna)
Se arrependimento favorecesse uma viagem no tempo ou fosse a teimosia futurista de Einstein teorizando que “A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”, eu voltaria à meninice para estudar com método, coisa que não fiz e só agora vejo a importância disto.
Um dos temas para os quais eu me voltaria está nos evangelhos, todos eles, os canônicos e os apócrifos, e não somente os que foram selecionados no Sínodo de Hipona Regia, realizado em 393, pela Igreja Católica já ocupando o poder político romano desde 312, com a conversão de Constantino.
Também aprofundaria meu conhecimento nas lições da fulgurante trinca de filósofos gregos, Sócrates, Platão e Aristóteles e enveredaria na originalidade da rica literatura árabe.
Esses estudos atenderiam a minha paixão pelas parábolas literárias, (porque existem também as matemáticas…). “Parábola” que gramaticalmente é um substantivo feminino, originário do grego “parabolé.és”, comparação, aproximação. Define-se como uma narrativa curta e alegórica que geralmente transmite um preceito moral.
O genial – e muito nosso – Machado de Assis, escreveu muitas delas e uma em particular mereceu a intervenção de Rui Barbosa:
“No princípio era o Jardineiro. E o Jardineiro criou as Rosas. E tendo criado as Rosas, criou a chácara e o jardim com todas as coisas que neles vivem para a glória e a contemplação das Rosas. Criou a palmeira, a grama. Criou as folhas, os galhos, os troncos e botões. Criou a terra e o estrume. Criou as árvores grandes para que amparassem o toldo azul que cobre o jardim e a chácara, e ele não caísse e esmagasse as Rosas. Criou as borboletas e os vermes. Criou o sol, as brisas, o orvalho e as chuvas. Grande é o Jardineiro! ”. … E Rui completou: – “Para as rosas o Jardineiro é eterno”.
Está sendo escrito entre nós um capítulo da História do Brasil que infelizmente os nossos filósofos em vez de observar e analisar, são tristes protagonistas do cenário político; igualando-se aos parlamentares que põem os seus interesses pessoais acima dos interesses da nacionalidade.
A Câmara Federal está praticamente controlada pelos oportunistas do chamado “centrão”, que se convencionou chamar de picaretas. Termo que dicionarizado diz tudo, significando “pessoa que usa qualquer expediente para alcançar vantagens”.
Eles vendem discursos e louvaminhas, valorizados pela autopromoção, como fossem os inventores da Coca-Cola ou tivessem cavado os canais de irrigação na transposição do Rio São Francisco; são na verdade medíocres achacadores do governo. Nada fazem além disto que valha a pena serem citados no futuro. Mas, infelizmente, são eleitos e reeleitos pela massa ignorante, interesseira e inerte diante da vida nacional.
Vivêssemos numa sociedade evoluída culturalmente ou como gente de coração entregue ao bem e à razão, voltados para o próximo, não assistiríamos o drama exibido no palco da política nacional, com os escribas e fariseus hipócritas atuando para tirar a aposentadoria dos idosos e a pensão das viúvas.
Revive-se uma comoção semelhante à que ocorreu dois mil anos atrás, quando Jesus Cristo mostrou sua aversão pelas rapinas e imundícies dos vendedores do Templo. Por enfrenta-los, a História gravou o seu suplício e a morte entre dois ladrões.
Os evangelistas não dizem, e ao contrário do que relatam, tenho a convicção de que o Cristo se arrependeu de não ter liderado a rebelião, colaborando com os inimigos do seu povo. Acredito nisto porque Ele ao ressuscitar, mandou seus apóstolos se espalharem pelo mundo pregando em Seu nome a revolução monoteísta.
REALIDADE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Há um limite intranscendível entre a realidade, segundo a arte, e a realidade, segundo a natureza” (Vitor Hugo)
Para quem deseja interferir na política com seriedade intelectual, deve seguir a lição o notável dramaturgo, poeta e pensador alemão Bertholt Brecht com um pensamento magistral: “Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la ”. Nada mais estimulante para nós neste momento histórico que atravessamos.
A conjuntura econômica, política e social vive uma batalha contra forças do mal que tentam se reerguer após derrotadas nas urnas pela frente ampla que elegeu Jair Bolsonaro. O povo repudiou o simulacro de esquerda da quadrilha organizada para assaltar as riquezas do País.
A série de crises no cenário político é criado artificialmente pela poderosa mídia a serviço do globalismo e ensaiado para oferecer condições favoráveis aos ataques contra o Presidente eleito; aproveita-se das divisões internas do seu grupo; das negativas intervenções familiares, e, principalmente, da picaretagem parlamentar ávida das negociatas que usufruía na velha política.
Bolsonaro, porém, mantem-se acima das futricas indesejáveis e dos escorregos dos filhos; mas veio adiando inexplicavelmente o enfrentamento pessoal ao cangaceirismo político dos inimigos do Brasil, a organização criminosa do lulopetismo e os vigaristas do Centrão.
Somente agora revolveu reagir. Esta reação afastou a timidez e as dúvidas, é explosiva como foi na campanha eleitoral. O Presidente se dirige aos brasileiros em geral alertando-os para a realidade. Despreza assim a minoria radical que quer substituir uma ideologia pela outra, como esclareceu o general Villas Boas.
Para resolver os problemas existente com soluções razoáveis e tirar o País do atoleiro deixado pelos governos lulopetistas, é necessário ampliar as mesmas bases de apoio construídas espontaneamente na campanha eleitoral.
Deve-se restaurar a convergência que o Brasil assistiu nas manifestações populares e na intervenção patriótica nas redes sociais. Foi isto que fez tremer o populismo, obrigou o recuo dos corruptos e obteve a capitulação dos oportunistas beneficiados pelas verbas públicas.
Não é tarde para uma volta ao futuro, desde que a liderança se faça presente e estimule a união dos patriotas. Assim, as forças democráticas conquistarão a vitória nesta batalha e. por fim, na guerra final.
Cabe a cada um dos que lutam por um Brasil livre da corrupção e do ideologismo maléfico, estudar a realidade. Este estudo é revolucionário, porque traz o conhecimento da necessidade urgente das reformas sabotadas pelos inimigos da ordem e do progresso.
Avaliar a Realidade soa como um manifesto. É preciso, porém, estarmos prevenidos por que a realidade é fria como o aço de um punhal; e o uso desta arma intelectual, deve recorrer à lembrança das promessas de Bolsonaro de que faria guerra contra a corrupção, trabalharia para o desenvolvimento econômico e garantiria a segurança da população.
Estas considerações são incompatíveis com o narco-populismo; os agentes bolivarianos não convivem com a honestidade, a honra e o civismo; lutam pelo caos ao lado dos 300 picaretas do Congresso, acostumados com o “toma lá, dá cá” criado por FHC.
Os 57 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro confiam que não haverá recuos, que ele continuará inflexível repelindo as tentações. Armados com o conhecimento da realidade, estes eleitores conquistarão a legitimidade para banir de todo e sempre os cortesões e as cortesãs do mal.
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