Artigo
A CIÊNCIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A ciência é o triunfo do conhecido sobre o desconhecido” (Bráulio Tavares)
Um dia – faz muito tempo -, conversando com professores da Universidade de Leipzig opinei sobre a criação de um mercado comum no Cone Sul da América Latina (ainda não se falava em Mercosul) como o terceiro polo econômico rival dos EUA e da finada URSS. Um deles me perguntou qual era a base científica para este fundamento.
Não tive, e daí em diante, sempre que me questiono, penso nisto. Sem levar em conta a Ciência, seja pela observação das leis da Natureza ou analisando as relações socioeconômicas do País, qualquer projeção cai no vazio.
Dessa maneira, tento pesar qualquer preceito tendo como referência a humildade de Isaac Newton ao responder o panegírico de um orador que o exaltou na Academia de Ciências: “Se subi tão alto foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes”.
Newton referia-se aos antigos gregos “amigos da sabedoria” – que se chamavam a si mesmos “filósofos” – o que significava ser ao mesmo tempo escritor, poeta, músico, matemático, geômetra, político, teólogo e, claro, cientista… Destacaram-se entre eles Sócrates, Platão, Aristóteles e Pitágoras. Depois, também oferecendo os seus ombros aos pósteros, vieram Galileu e Da Vinci.
É inegável o tributo dos árabes muçulmanos após a conquista da Península Ibérica, no Califado de Córdoba, que fizeram avançar com sua alquimia, a química e a farmacologia, que com sua álgebra ampliaram os horizontes da matemática, e resgataram para o Ocidente os clássicos greco-romanos.
Da herança desses gigantes do saber, se aproveitaram o confesso coletor da sabedoria Newton, e Leibniz, inventores ao mesmo tempo do cálculo diferencial integral, a maior contribuição científica para o mundo tecnológico, a engenharia matemática e a Teoria da Relatividade de Einstein.
Para abordar os avanços da Ciência surgiram várias teorias da conspiração. Fala-se de intervenção extraterrestre, sociedades secretas, manifestações do espírito de pessoas desencarnadas e até da bruxaria alquímica…
O triunfo do conhecido sobre o desconhecido tem realmente uma misteriosa repressão. Galileu, por defender o heliocentrismo de Copérnico foi obrigado pelo Papa a se retratar e depois exilado; e Calvino determinou que o fármaco-químico e médico espanhol, Miguel Servet, fosse queimado vivo.
Tais perseguições ocorrem pior ainda quando a ideologia se infiltra nos meios científicos. Registra-se o fato de Stálin defender o seu bajulador Lyssenko, o charlatão criador da falsa biologia “materialista”, impedindo que cientistas russos coordenados por Jaurès Medvedev, descobrissem pioneiramente a dupla hélice do DNA.
E mais triste ainda, estes sábios soviéticos foram perseguidos, e como Medvedev, presos e enviados para campos na Sibéria por discordarem do lissenquismo. Estas vítimas da Ciência foram reabilitadas com o fim da URSS, sem, contudo, recuperar-se a perda sofrida no campo da genética.
Coisa parecida fazem os opositores lulopetistas do Governo Bolsonaro condenando apressada e organizadamente “cortes de verbas para pesquisas” e denunciando a perda de bolsas de estudo sem mérito. Com eco na mídia comprometida com o globalismo, taxam o Presidente de inimigo da Ciência.
O lulopetismo é cômico e nos leva às gargalhadas ao lembrarmos que a única conquista científica nos 16 anos de poder do PT e seus puxadinhos foi a tomada de três pinos, um “avanço” não da Ciência, mas ao bolso do povo que pagou às indústrias amigas do PT-governo a distribuição de propinas aos hierarcas do partido…
LEITURA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Qual Ioga, qual nada! A melhor ginástica respiratória que existe é a leitura, em voz alta, dos Lusíadas”. (Mario Quintana)
Tive a felicidade de nascer e ser educado num ambiente onde a leitura era compulsiva. Meus pais liam muito e sempre estavam em dia com os livros lançados e comentados; tinham até conta em livraria.
Adquirir o hábito da leitura logo cedo foi uma dádiva na minha adolescência e juventude, como hoje ocorre com as crianças e jovens que têm a felicidade de dispor de computadores ou outros dispositivos móveis.
Dizem que o fenômeno da Internet leva as pessoas ficarem parcimoniosas com a leitura. Nada mais falso, porque nas redes sociais temos a plenitude do direito à informação, com notícias de jornais nacionais e estrangeiros, comentários em revistas culturais, científicas e técnicas, e livros, embora ainda pouco acessados.
Na minha opinião, o motivo para a falta de leitura deve-se à degradação da chamada grande imprensa no dever de informar, o que é comprovado pelo grande número de pessoas que deixou de comprar jornais e cortou assinaturas de revistas, fugindo da servidão ao conteúdo desses órgãos.
O desprezo pela opinião pública na imprensa escrita, a irresponsabilidade das agências de notícias e as fraudes dos institutos de pesquisa, fazem orquestradamente a defesa sub-reptícia de personalidades, de grupos, de partidos e seitas.
A redação nos jornais vem copidescada de tal forma que já não se entende o conteúdo da matéria pela inflação de palavras e a pontuação truncada; parece proposital, mas é possível que os profissionais estejam sendo pagos por lauda e linhas, ou é provável o alinhamento deles com o zumbi stalinista, um morto-vivo que corre o mundo.
Telespectadores abandonam programas políticos das grandes redes de televisão em protesto pela manipulação do noticiário e a distorção das análises; assim, dos tradicionais meios de Comunicação restam as emissoras de rádio que divulgam música ou são especializadas em temas esportivos e/ou religiosos.
Isto vem ocorrendo também na literatura. É lamentável o desprezo pela poesia e pelo texto teatral; constata-se nas estantes o vazio outrora ocupado por escritores nacionais, que cedem lugar aos best-sellers europeus e norte-americanos.
Os escritores da atualidade não aprenderam a lição de Eduardo Galeano, que confessou de público a procura de uma linguagem sem solenidade que permita pensar, sentir e se divertir, “nada habitual nos discursos de esquerda”.
É por isto a desprezível composição da Academia, a falência de editoras e livrarias, e o esvaziamento dos festivais literários como se viu no último de Paraty.
Há igualmente outra razão para o fracasso da leitura: a baixa qualidade intelectual das gerações formadas nos governos lulopetistas, período em que se enalteceu o analfabetismo dos pelegos ocupantes do poder, e a cultura virou o monopólio de meia dúzia de intelectuais militantes financiados pelo PT-governo.
Da mesma forma, é triste conferir o que escrevem os autos assumidos e autos elogiados filósofos, que engorduram seus textos com a banha da vaidade, sem humildade e desrespeito com os antecessores, desvalorizando-se e negando-se como pensadores.
Dessa maneira, a Web é a taboa de salvação. Da minha parte, como brilhantes colegas que atuam nas redes sociais, faço-me presente com artigos duas vezes por semana, contando com uma média de 120 leitores de excelente qualidade.
Reconheço, porém, e lamento, que alguns tuiteiros da nova leva não estão habituados com a leitura ou têm preguiça de ler, sofrendo dificuldade de interpretar um texto. Levo para eles, um recado de Carlos Drummond de Andrade: – “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, são muitos os que não sentem esta sede”.
HERESIA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uoL.com.br)
“Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia” (Thomas Hobbes)
Podem me chamar de “herege”; mas criado numa família em que a minha avó paterna era católica ao extremo, mãe espírita, pai agnóstico, irmã umbandista e um tio que foi pastor protestante na época da perseguição aos “crentes”, não me considero preconceituoso quanto à religião. Apenas sou um leigo diante dela.
Vejo que tanto na religião como na política defende-se o sentido da vida, e em ambas, como diz o jornalista e escritor italiano Eugenio Scafari, vê-se que o que vale, é ver “a divisão entre o que é bem e o que é mal, compreendendo a existência de uma ordem do bem e do mal”.
Entretanto, pelas intervenções de alguns tuiteiros que acompanho, encontro uma disposição de trazer para o campo político um entrevero religioso, pedindo orações em vez de argumentação ou denúncias contra os males que o lulopetismo insiste em manter contra o interesse nacional.
Os sectários são poucos, mas por convicção enraizada não se dispõem a pôr os pés no chão enfrentando a realidade no combate ao mal, como se encontramos nas posições laicas em relação à politicagem.
Evitam, inclusive, o diálogo com os companheiros de viagem independentes das suas tendências teológicas sem ver que a inclinação ao laicismo é a busca da verdade, querendo respostas científicas para o preceito básico da fé, em nome da liberdade de consciência; adotando o livre-arbítrio.
É por isto que defendo para os leigos o direito de seguir pesquisando, duvidando e censurando os que embaralham religião e política na mesa forrada com textos bíblicos. São os mesmos que criticaram a missa rezada em latim dos católicos e hoje criticam a exibição de cumprimento litúrgico em hebraico.
A magia do tempo leva-nos a pensar como Humberto Eco, registrando com a sua religiosidade laica a “força religiosa, moral e poética de conceber o modelo do Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos e da vida em holocausto pela salvação da humanidade”.
Isto encanta e nos leva a pensar em imitá-Lo, porém nos leva a pensar hereticamente, como fez o cardeal Carlo Maria Martini, jesuíta, interrogando-se, “se, por inescrutável desígnio divino, Cristo tivesse encarnado no Japão? ”. E abrasileirando, se Jesus Cristo tivesse nascido de uma virgem caeté do litoral nordestino, pregaria em nome de Tupã?
Evidente que Deus na sua onisciência, onipresença e onipotência sabe o que faz; e é óbvio que Ele quer a convivência pacífica e respeitosa de crentes e leigos para que possam viver em comunidade defendendo uma justiça boa e perfeita e o progresso na Nação.
Muito tempo atrás, iniciando no Twitter e conquistando meia centena de seguidores, meu genro, ironizando, disse que eu já podia fundar uma igreja. Nunca pensei nisto, ao contrário, apenas conscientizei-me de que a expressão sincera do pensamento me gratificaria e levaria os mais jovens a refletir sobre as minhas experiências e o conhecimento que acumulei ao longo da vida.
Assim, procuro defender princípios. E informar, e esclarecer, e apelar para a reflexão sobre a realidade em que vivemos, separando a política da minha crença – que adota, como Einstein, o deus que Spinoza chama de “Alma do Universo”, e não um deus que se preocupe com as minhas necessidades pessoais.
Por isso mantenho a luta por um mundo melhor; e, como patriota, acredito e acompanho a consigna “Brasil acima de tudo”, esperando não seja abandonada à margem do longo caminho que temos pela frente para nos livrar da herança maldita deixada pela pelegagem narcopopulista.
PRECONCEITO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos” (Henry Thoreau)
A História registra grandes preconceitos que, como uma vitória da consciência humana, foram derrubados ao longo do tempo. Há poucos registros sobre isto, e um deles garimpei nas minhas pesquisas: já no estágio civilizatório ocidental, até o século 17 era proibida a subida de mulheres num navio e até pouco tempo era voz corrente entre os marinheiros que elas davam azar entrando num submarino…
O preconceito foi quebrado num fato que marcou o início da colonização dos Estados Unidos e até hoje é motivo de orgulho para os norte-americanos, a migração dos puritanos ingleses conhecidos como Os Peregrinos, que saíram da Inglaterra em 1620 no navio Mayflower com 25 tripulantes e 102 passageiros, incluindo famílias já formadas e recém-casados.
Em geral, os preconceituosos nem sabem mesmo porque o são. Li a história vivida pelo grande músico italiano, Arturo Toscanini, que ouvindo uma sinfonia de Beethoven gravada em disco, criticou a interpretação, sem saber que a execução era dele, gravada num dos seus concertos. Quando soube, reconheceu que o disco era seu…
O triste é que há preconceitos apoiados até pela Bíblia, cujo texto os católicos não podem pôr em dúvida, porque o Concílio de Trento, em 1546, proibiu que se pusesse em dúvida a inspiração divina do Livro. Nele, porém, está gravada a intolerância em Lucas, XIV, 23: “Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora com a vara, e secará e enfeixá-lo-ão, e o lançarão no fogo, e arderá”.
Muitas pessoas se sentirão hoje tão perseguidas quanto a proibição da Marcha Gay em Havana pelo maravilhoso socialismo fidelista, ao tomar conhecimento do que está escrito no Deuteronômio (XXII): “Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem com roupa de mulher”.
Se na religião encontramos isto, imagine como pululam preconceitos como larvas nas poças enlameadas da politicagem. Hitler mandou que se queimasse livros de judeus e comunistas notáveis, grandes cientistas, literatas e pensadores. Stálin, com mania de perseguição, mandou expulsar médicos judeus da Associação Médica da URSS. Depois, prendeu-os.
O narco-populismo da pelegagem que assomou ao poder na América Latina como reação aos regimes militares implantados durante a guerra fria, tentou se manter no poder baseando-se em preconceitos, que conseguiu em grande parte, porque muitos subsistem.
Fingindo combater o racismo, a vertente nacional do socialismo bolivariano importou dos Estados Unidos o abominável termo afrodescendente, como se os negros não fossem brasileiros como todos os que aqui nasceram ou se naturalizaram. É o racismo às avessas.
É do lulopetismo, também, o confronto religioso entre católicos e evangélicos, aliás muito aproveitado por políticos oportunistas dos dois lados. E o mais execrável é o feminismo xiita, um grupo diminuto que prega a aversão pelo homem seletivamente na sua atuação social, falando pretensiosamente em nome de todas as mulheres…
Parece precipitado falar, mas os agentes que usam os preconceitos para dividir a sociedade a fim de controla-la, estão infiltrados em todos os estamentos da vida pública, até nas sanduicherias dos fritadores de hambúrgueres…
Dicionarizada, a palavra Preconceito é um substantivo masculino formado pelo prefixo latino “pré” (anterioridade, antecedência) mais o substantivo “conceito” (comportamento, opinião, reputação). Trata-se de sentimento hostil e intolerância, com atitudes apressadas impostas pela formação ou o meio.
Geralmente ocorre contra indivíduos ou grupos de afiliação política, identidade de gênero, linguagem/língua, nacionalidade, raça/etnia, crença religiosa, profissão e até torcida esportiva.
O preconceito é algo que deve ser abolido com intensidade e urgência do mesmo modo como queremos varrer a corrupção, o fanatismo e a traição nacional de pessoas e partidos que pregam a secessão no Brasil.
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ESPECIALISTAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Em questões mundiais qualquer um aqui pode saber tanto quanto os especialistas. ” (Noam Chomsky)
O jornalismo atual não exige muito dos profissionais de imprensa. Donos de jornal e seus executivos se preocupam mais com a aparência, esperteza e vivacidade dos comunicadores recrutados ao léo, e é por isto encontramos várias artimanhas nas notícias veiculadas.
No regime de exceção – com um censor presente nas redações – botava-se na seção de cartas as críticas que normalmente seriam censuradas. Hoje, porém em pleno Estado de Direito, com a liberdade de imprensa inegavelmente vigorando, não há razão para se inventar personagens fictícias, fingindo veracidade do texto.
Os repórteres falam de fonte que não quer se identificar, e os colunistas citam “um ministro” ou “um empresário”, ou “um parlamentar” anônimos; e, pior do que isto, são useiros e vezeiros em citar “um especialista” fantasma.
Esses “especialistas” que se multiplicam na chamada grande imprensa são invocados para falar de qualquer assunto; tal qual os animadores dos programas políticos da Globo News, com onisciência capaz de saber o que se passa na cabeça da Rainha da Inglaterra.
Tanto uns como outros me irritam profundamente, porque sou do tempo em que especialista detinha um doutorado em determinada área, com o conhecimento aprofundado de uma matéria; e não se escondiam. Encontrávamos entre eles, também autodidatas excepcionais, raros, porém autênticos conhecedores da antropologia, arqueologia, arte, astronomia, economia, farmacologia, física, química, etc.
Entre especialistas de verdade, tínhamos profissionais de artesanato, telefonia, telégrafo, música, ocupando espaços na administração pública ou nas empresas privadas.
O verbete “Especialista” dicionarizado é um substantivo de dois gêneros, indicando que ou quem se dedica a um ramo do saber ou sabe muito sobre determinada coisa na ciência ou nas artes; pessoa que conhece a fundo a maneira de criar e produzir objetos manufaturados. Diz-se também de quem tem habilidade ou prática em certa função.
São especialistas o montador de azulejos e o encanador na construção civil; mecânicos de manutenção de automóveis e aeronaves, enfermeiros e fisioterapeutas, médico perito no tratamento de certas doenças ou autópsias.
Até nos animais como os cães farejadores de narcóticos e burros, camelos, jumentos, lhamas e mulas usados em transportar cargas a longas distâncias temos especialistas. E, por falar em transportes, garimpei do escritor Pittigrilli numa das suas admiráveis crônicas, conta a história de quem foi forçado a tornar-se especialista:
“Um carteiro levou um telegrama que precisava de assinatura do recibo. O endereço, uma Sinagoga, tinha um porteiro analfabeto que precisou chamar Rabino para assiná-lo. Por este incidente, o reverendo demitiu o empregado por falta de instrução.
“Desempregado, o ex-porteiro foi à estação ferroviária e tornou-se carregador de malas. Decorou os horários e com os ganhos, comprou um carrinho para o serviço e recrutou outros colaboradores cooperativados.
“Pelo êxito nos negócios fez empréstimo bancário, constituiu uma empresa e com o tempo, várias filiais. Ficou milionário e reverenciado.
Recebendo uma homenagem da Federação das Indústrias, o porta-voz da entidade exaltou-o como um vencedor mesmo sem instrução, e enfatizou: ‘Ele é um especialista que seria muito maior tivesse estudado! …”.
“O homenageado agradeceu a peroração e respondeu humildemente: – ‘Especializei-me porque se eu tivesse estudado estaria esperando a aposentadoria como porteiro de sinagoga! ”
SOPA DE PEDRA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Hoje em dia, muitos estão dispostos a meter sua colher, mas poucos estão dispostos a ajudar a fazer a sopa.” (Ditado popular)
Está no folclore brasileiro a história de um mendigo que acendendo uma fogueira de gravetos e madeira colhida numa obra perto, improvisou uma trempe, e pôs sobre ela uma lata de dez quilos com água a ferver. Esta encenação juntou vizinhos curiosos no entorno.
– “Estou fazendo uma sopa de pedra”, disse, mostrando uma lasca de granito, jogando-a dentro da lata; pediu a uma senhora que olhava seu movimento, um pouco de sal, que ela atendeu indo à casa buscar o condimento. A outra pessoa pediu uma cebola; e depois, aos demais, suplicou um tomate, um pimentão, uma batata, uma cenoura e restos do jantar da noite anterior…
Não demorou muito tempo que o cheiro atraente trasladasse ao redor e então ele se serviu oferecendo ao redor a sua refeição; quem experimentou, achou deliciosa a “sopa de pedra”…
Certa vez li a curiosa frase de Voltaire, “O livro melhor escrito é a receita de uma sopa”, e resolvi fazer também uma sopa de pedra aproveitando um seixo que colhi no leito do Rio Tietê quando nas suas margens haviam clubes de natação e remo, e as pessoas nadavam e mergulhavam.
Tempero a minha sopa inicialmente com a peroração de Marco Antônio diante do cadáver de César, segundo Shakespeare: “O mal que os homens fazem sobrevive depois deles. O bem é quase sempre enterrado com seus ossos. ”
Boto pitadas de alegria da época em que Juscelino Kubitschek foi presidente, e os brasileiros exultavam com o avanço do Brasil 50 anos em cinco; mas modero o paladar com o vinagre dos anos de supressão da liberdade no regime de exceção.
Evito estragar o apetite com a chamada redemocratização, o cadáver de Tancredo Neves, a demagogia de Ulisses Guimarães e a gordurosa Constituição de 88… não quero juntar a triste memória de Fernando Collor e as folhas secas da corrupção, usadas depois por Fernando Henrique ao comprar a reeleição e criar o Mensalão.
O ingrediente depravado da Odebrecht não estragará a minha sopa, usado indigestamente nos 16 anos de governos lulopetistas, quando oficialmente foi instituída a corrupção no Brasil e as propinas tornaram-se produto de exportação para a América Latina.
Não porei um pingo sequer do óleo queimado da Petrobras, tomada pelo assalto criminoso da gangue do Partido dos Trabalhadores, quadrilha especializada em assaltos ao Erário.
Não misturo porções indigestas das ameaças que vêm com a medida de Dias Toffoli para salvar seus corruptos de estimação ou de conchavo; livrando-me delas com o apetitoso odor de ervas finas e folhas de couve que lembram, pela cor, as fardas dos generais setentões que intervêm na vida nacional, mais patrioticamente do que os defensores de uma intervenção militar.
Recuso a salsa da impunidade, porque neste alimento não se admite a presença de corruptos de estimação, preferindo o sabor da Lava Jato, com a pimenta de cheiro da PF, MP e Justiça Federal; e não acrescento a raiz amarga da direita exibicionista de última hora.
Para enriquecer o caldo, acrescentarei a soja que iria num graneleiro levar comida para os iranianos, mas Trump proibiu de abastecer o navio, intrometendo-se nos nossos negócios. Alguns esqueceram, mas relembro o princípio “O Brasil acima de tudo”…
Por fim, para compensar qualquer mistura inadequada, acrescento três colheres de recados para os inimigos das reformas e do progresso, com um discurso de Cícero, “Até quando abusarás da nossa paciência? ”.
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O JUIZ
O JUIZ
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a fazer justiça” (Brecht)
Impressionei-me ao encontrar numa coletânea de frases judaicas um pensamento atualíssimo: “Infeliz da geração cujos juízes merecem ser julgados”. Posso até estar errado, mas comprovo isto neste triste momento da História do Brasil.
O quipá (aquele solidéu que os judeus usam na Sinagoga) cai direitinho na cabeça do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, depois da sentença em defesa da impunidade, impedindo que os dados do BC, Coaf e Receita sejam usados na investigação de criminosos, principalmente os políticos suspeitos de corrupção.
É indiscutível que temos uma maioria de juízes da melhor qualidade enfrentando poderosos delinquentes nos círculos empresariais e políticos. Por serem bons, nivelam os políticos e empresários corruptos aos criminosos comuns; mas quando isto ocorre é “um deus nos acuda”…
Ao ocupar o poder, muitos políticos acreditam flutuar acima do bem e do mal, e o maior exemplo disto está nas declarações do presidiário Lula da Silva sobre os togados do STF. Referindo-se aos julgamentos a que respondia por crimes contra o Erário, o Pelegão disse em mensagem ao seu fantoche Dilma, então ocupando a presidência da República: – ‘Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada’.
Isto, porque o plenário do STF mostra-se disposto a fazer Justiça. É repugnante alguém querer servir-se da magistratura para fraudar a Lei, torcendo por um julgamento obeso de falsas interpretações, de charlatanismo e cobranças pela dívida das nomeações, cobrança a que Platão se refere como: – “O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”.
Pensando como Lula, há quem veja alguns gabinetes dos tribunais superiores como tendas de comércio, tendo a Justiça como a “dona” do negócio, com a balança nas mãos, pronta para fraudar no peso…
Não é bem assim. O nosso Supremo, não é uma loja; vê-se, entretanto, três ou quatro ativistas togados, com dezenas de assessores para suprir deficiências, fazendo a Casa parecer um comitê eleitoral para atender interesses partidários. É o que assistimos com a atuação desses “alguns” a quem batizei de “O Bando dos Quatro”.
São realmente quatro ministros togados contumazes em proferir sentenças com interpretação exclusivamente política, principalmente quando cabe a qualquer deles uma decisão monocrática… Sobre esta situação temos um alerta do pensador François Guizot que disse: – “Quando a Política adentra no recinto dos tribunais, a Justiça sai por outra porta”.
Dicionarizada, a palavra Juiz é um substantivo masculino de origem latina (judice (la)), significando “aquele que tem o poder de julgar”. No Direito, é o magistrado a quem a lei atribui a função de julgar, assumindo a autoridade para censurar ações, admoestar, castigar atos que entende serem maus, decidir desavenças entre pessoas.
Francisco de Quevedo, o notável escritor espanhol do século 17 – época conhecida como o “Século de Ouro da Literatura Espanhola” – deixou-nos uma lição memorável ao dizer que “Causam menos danos cem delinquentes do que um mau juiz”…
Juízes não concursados, nomeados politicamente, ocupam gabinetes luxuosos e belos; pisam em tapetes macios e sentam-se em cadeiras estofadas com legítimo couro de bezerro ao custo de um ano de salário de um trabalhador. Apesar de tudo isto, levam até 10 anos para apreciar um caso e 24 horas quando se trata do seu interesse…
Em comparação, apreciamos os magistrados de 1ª instância, que ralam para fazer um concurso, iniciam a carreira como juízes substitutos em comarcas do interior e esperam indicação por antiguidade ou mérito para chegar a desembargador na 2ª instância.
Não é por acaso que o povo brasileiro vai às ruas e praças em apoio ao ministro Sérgio Moro, o paradigma do julgador estudioso e independente, que por levar o poderoso ex-presidente Lula da Silva à cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro sofre insidiosos ataques dos cúmplices da roubalheira institucionalizada nos governos petistas.
Os corruptos olham odientos para o Ministro, refletindo as próprias personalidades criminosas; ao contrário dessa perfídia, felizmente, 83% dos brasileiros patriotas vêm em Moro um modelo para os jovens juízes.
AMIGOS
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
“Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.” (Machado de Assis)
Fui educado dando valor à amizade; aprendi com meu pai radical nos seus conselhos, um dos quais se tornou, para mim, princípio de vida: – “Nunca se sente à mesa para comer, beber ou jogar, sem ser com amigos”. Sigo até hoje este ensinamento.
Para o povão, o cantor Roberto Carlos ressaltou o amigo na canção em homenagem ao seu parceiro Erasmo Carlos: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada/ A sua palavra de força, de fé e de carinho/ Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho”; e o mineiríssimo Milton Nascimento reforça esta ideia: “Amigo é coisa pra se guardar/ Debaixo de sete chaves, / Dentro do coração”.
Dicionarizado, o verbete Amigo é um substantivo para os dois gêneros, masculino para amigo e feminino para amiga. Vem do vocábulo latino “amicus,i” originado do verbo “amo”, significando “gostar de”, “amar”.
Coloquialmente usamos para uma pessoa com quem se mantém relação de amizade, de afeto, de companheirismo; e o seu reconhecimento, para os mais exigentes, achei num provérbio histórico vivido pelo filósofo Sócrates da antiga Grécia.
“Conta-se que o Sábio, já reconhecido como uma personalidade respeitada entre os atenienses, mandou construir uma casa para morar com a sua família. Então, os colegas de estudos, conhecidos da Ágora e alguns familiares começaram a criticar a construção.
“Diziam que o frontispício era modesto, que a estrutura externa não era digna de um cidadão da sua personalidade, e quase em unanimidade condenaram os aposentos achando-os pequenos. Enfim, nenhum detalhe escapou à censura.
“Ouvindo os comentários críticos e opiniões contrárias, Sócrates, imperturbável, exclamou: – ‘Provera Deus que a minha casa, tal como eu a desejo, pequena e acanhada, pudesse estar cheia de verdadeiros amigos’”.
Esta preleção tem o peso da sabedoria que o Filósofo com a notável perspicácia nos deixou, através dos seus brilhantes discípulos Platão e Xenofonte – porque ele não deixou escritos os seus pensamentos e ideias.
Por desgostar do poder constituído, Sócrates foi preso, acusado de corromper a juventude e provocar mudanças na religião, desdenhando dos deuses com o princípio “Conhece-te a ti mesmo” que era, para ele, a essência da vida. Foi condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 a/C.
Aproveitando os traços desta sapiente trajetória filosófica, qualquer um de nós gostaria de ver as nossas casas repletas de verdadeiros amigos.
Afirmando “amigos de verdade” evitamos vulgarizar a palavra que é empregada, por exemplo, como “amigo do alheio”, referindo-se a ladrão, figurinha carimbada nos meios políticos brasileiros; ou, também, “amigo da onça”, designando quem foi considerado amigo e se revelou traiçoeiro ou desleal.
Temos ainda na gíria brasileira a expressão “amigo urso” também voltada para o infiel e traidor; mas, para compensar, o lado do bem adota “amigo do peito”, aquele que é íntimo, confidente e protetor, o que nos conforta. É este que rareia entre os políticos brasileiros, deixando-os quase todos alheios à realidade por excesso de louvaminhas e falta de informação.
Sócrates, que ainda vive através dos seus ensinamentos, ensinou que “uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”, o que parece um recado secular, antecipado para o presidente Jair Bolsonaro.
O Presidente, enfrentando obstáculos para cumprir suas promessas eleitorais, deve estar atento seu maior amigo e conselheiro, ele próprio, que vive no seu cérebro e no coração desde quando aspirou a presidência da República…
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CAMINHO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.” (Confúcio)
Escrevi um artigo homônimo em 2017, “O Caminho”, mostrando a intolerância stalinista contra um dos grandes intelectuais brasileiros, o escritor alagoano Otávio Brandão, autor de diversas obras entre elas, “Canais e Lagoas”, como o “Manifesto Sururu” que inspirou bem mais tarde o movimento recifense “Mangue Beat”.
Gosto muito da palavra Caminho. É poética e mística. Dicionarizada, é um substantivo masculino vindo do latim vulgar com origem celta (camminu), com riquíssima sinonímia na língua portuguesa de onde pescamos atalho, brecha, destino, momento, oportunidade, saga, senda, trilha, vereda e via.
A mitológica saga nórdica e a beleza sertaneja vivificada por Guimarães Rosa, se completam com senda, que coloquialmente é hábito, rotina; e na discussão filosófica entra com momento, oportunidade e via.
“Trilha” intitula um grupo do Twitter, com participantes comprometidos com o bem, pelo Desenvolvimento Econômico, Justiça, Patriotismo e Liberdade; luta pelo destino que todos queremos para o Brasil.
O Evangelho de João (14:6) registra as palavras de Jesus Cristo “eu sou o caminho, verdade e a vida” em uma conversa com seus apóstolos; e Confúcio, com uma lição magistral diz que: “a experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido”.
O notável orador paraibano José Américo de Almeida, cunhou na antologia dos grandes pensamentos brasileiros a frase “ninguém se perde no caminho da volta” lembrando que a gente adquire prática e perícia com o conhecimento transmitido ao longo da vida.
Pela minha ótica, a sociedade brasileira está precisando mais do que nunca de percorrer o caminho da verdade com uma lanterna iluminando as trevas de um passado recente, onde uma quadrilha se apossou do poder por um estelionato eleitoral e se manteve nele por 16 anos, demolindo, tijolo a tijolo, a ética, a honestidade e o respeito pelas tradições nacionais.
Tudo foi deles para eles. A demagogia midiática desenfreada, o assalto às empresas estatais, a criminosa transferência da riqueza nacional para as ditaduras narco-populistas e o aparelhamento do Estado, infiltrando agentes do caos nos três poderes da República.
Muito pior do que o lado material da desconstrução dos valores nacionais, o campo espiritual ficou desprovido do respeito humano e da solidariedade com a mútua e respeitosa consideração entre as pessoas. A fração perniciosa do narcopopulismo insiste em destruir reputações e impedir o avanço da luta contra o crime organizado, da bandidagem comum e dos políticos corruptos.
A ideia da solidariedade me levou ao escritor francês Remy de Gourmont que escreveu, referindo-se à uma prática de devoção budista em certos mosteiros do Nepal, que quando a neve e os temporais tornam impraticáveis as subidas na montanha, os monges recortam figurinhas de cavalo em papel e as soltam ao vento do alto das torres. Confiam que Buda vai recolhe-las e converte-las em cavalos de verdade para ajudar os peregrinos a se salvar.
Gostaria de pedir aos dirigentes do Congresso, do Executivo e do STF que pratiquem esta santa lição recortando em papel alumínio pequenos foguetes, e os soltem brilhantes sob o sol de Brasília indicando e defendendo o caminho de um futuro radioso para a nossa Pátria.
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DOS MILAGRES
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
“No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam” (Erich Remarque)
Escrevi num artigo anterior que as palavras são instrumentos para batear sapiência; e acrescento: é através delas que as pessoas se entendem, se julgam e se compreendem. Escritas ou faladas, quando traduzem um pensamento puro, já não pertencem a quem as proferiu; se ampliam e incorporam-se ao senso comum.
No mundo das ideias, as palavras condenam a intriga, o preconceito, o racismo e a violência, mas de outro lado recolhem e afagam a amizade verdadeira, o amor, a solidariedade humana e a verdade.
O mundo real, ao contrário. Não me lembro quem, e o doutor Google não soube dizer, deixou escrito que: “A natureza é implacavelmente indiferente. Essa é uma das lições mais duras que devemos aprender.”
Com os padrões de comportamento ditados por minorias introvertidas muitas pessoas se afastam do convívio social trazendo em si a indiferença; mas detêm o poder irremovível de escolher o que advier. É o que as religiões monoteístas, judaísmo, cristianismo e islamismo chamam de livre-arbítrio, embora isto não esteja explícito nem no velho, nem no novo testamentos, tampouco no Alcorão.
É este impulso natural que nos leva a crer ou não crer em milagres. Dicionarizado, o verbete “Milagre” é um substantivo masculino vindo do latim, “miraculum”, do verbo “mirare”, que se traduz por “maravilhar-se”. Trata-se de um acontecimento incomum, extraordinário, que não se explica normalmente e a Ciência não comprova.
Hollywood nos trouxe em 1999 o belo filme “À Espera de um Milagre”, dirigido por Frank Darabont contando no elenco com Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse e Bonnie Hunt.
Passa-se no corredor da morte de uma prisão no Sul dos Estados Unidos. O chefe da carceragem, beneficiado pela cura sobrenatural de uma terrível infecção renal, pelo poder miraculoso de um preso, Coffey, condenado por ter matado duas crianças, tem o maior respeito por ele.
Na presença de outros agentes penitenciários, assiste-se à ressuscitação de um rato e o restabelecimento de uma senhora que tinha um câncer no cérebro. No papel do milagreiro Coffey, M. C. Duncan conquistou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pela magnífica interpretação.
No Brasil de hoje, somos milhares de brasileiros à espera de um milagre que salve a nossa Pátria do enredo maléfico deixado pelos dezesseis anos dos governos petistas de Lula da Silva e do seu mamulengo, Dilma Rousseff, quando se institucionalizou a corrupção levando o País a tornar-se exportador de propinas para a América Latina.
E mais: deixaram a administração pública infiltrada de agentes narcopopulistas que sabotam quaisquer iniciativas e esforços para dar um fim na corrupção e criar condições para o desenvolvimento econômico do País.
Agora mesmo, estamos assistindo uma continuada conspiração, com tramas midiáticas e terrorismo virtual, botando vida política e social pelo avesso. Vemos o senhor Glenn Greenwald, cúmplice de uma criminosa ação de hackers contra personalidades do Ministério Público e da Justiça Federal, receber apoio de setores da política e da mídia, numa orquestração planejada e executada para abalar os ministros do STF, visando soltar o presidiário corrupto Lula da Silva.
A colunista Mônica Bergamo do jornal oposicionista Folha de São Paulo, porta-voz do lulopetismo, revelou outro dia a reunião de 40 advogados comprometidos em defender Greenwald. Não é pelo cerceamento da liberdade de informar, mas para impedir investigações da movimentação financeira dele pelo Coaf…
Engrossando esta grande maquinação, outro tentáculo do lulopetismo, o partido Rede, pediu que o STF suspenda qualquer investigação a respeito deste conluio contra a Lava Jato e o ministro Sérgio Moro.
Diante disso, quem pode calar-se? Sigam-me os brasileiros no compasso das palavras de Abraham Lincoln: “Pecar pelo silêncio, quando se deve protestar, faz da cidadania vergonhosamente covarde”.
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