Arquivo do mês: maio 2008

Para maiores esclarecimentos dos patriotas e estudiosos da realidade amazônica, trazemos excertos de dois artigos primorosos do almirante Roberto Gama e Silva, observador atento da conjuntura brasileira. Gama e Silva dedica os conhecimentos adquiridos à defesa e da soberania nacional, razão da nossa atenção e respeito. Seus textos foram publicados na Tribuna da Imprensa sob o título que mantivemos, “Ianomâni: Quem?”. Miranda Sá (mirandasa@uol.com.br)



Inanomâmi: Quem?



No livro “A Farsa Ianomâmi”, escrito por um oficial do Exército brasileiro, de família ilustre, o coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto foram listadas ao longo da fronteira com a Venezuela as tribos caribes, bem como a sua localização: ao todo são sete as tribos, estando ausente da relação o nome “ianomâmi”.

Dentre as chamadas tribos independentes do Rio Negro, em número de cinco, também não aparece qualquer citação aos “ianomâmis”. Para completar o quadro, a obra elaborada por Braz de Aguiar ainda faz menção especial ao grupo “Tucano”, pelo simples fato de compreender 15 famílias, divididas em três ramos: o oriental, que abrange as bacias dos rios Uaupés e Curicuriari; a ocidental, ocupando as bacias do Napo, Putumaio e alto Caquetá, e o setentrional, localizado nas nascentes do Rio Mamacaua.

Os “ianomâmis” também não apareceram entre os “tucanos”. Para completar a listagem dos povos da bacia do Rio Negro, a obra ainda faz menção a uma publicação de 1926, composta pelas “missões indígenas salesianas do Amazonas”, que descreve todas as tribos da bacia do Rio Negro sem mencionar a existência dos “ianomâmis”.

Menna Barreto e outras fontes fidedignas afirmam que coube a uma jornalista romena, Claudia Andujar, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “ianomâmi”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a Venezuela.

Interessante ressaltar que a jornalista que “inventou” os “ianomâmis” não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização denominada “Christian Church World Council” sediada na Suíça, que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l’Amazon”, “Inter-American Indian Institute”; “Workgroup for Indigenous Affairs” e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.

Roberto Gama e Silva, almirante reformado

PREVIDÊNCIA

Números no mínimo esquisitos

Além de muitos exemplos anti-trabalhistas e anti-sociais, mais um absurdo: Do total da mão-de-obra ativa brasileira (94 milhões de pessoas), 27 por cento ganham o salário mínimo. Isso, portanto, na atividade. Na aposentadoria, o total de inativos que ganha o salário mínimo atinge 75 por cento. Logo, na passagem da atividade para a inatividade, uma defasagem enorme. Mas a Constituição diz que os salários são irredutíveis.

Pedro do Coutto, jornalista

OPINIÃO

Câmara Federal: um novo “santuário”?

O que é que pretende o presidente da Câmara, investindo contra o ministro da Justiça só porque a Polícia Federal entrou nas dependências da casa para fotografar um suposto delinqüente? Arlindo Chinaglia exagerou e Tarso Genro defendeu-se.

Afinal, se a lei não puder chegar ao recinto parlamentar, não demora muito o congestionamento em seus corredores, porque corruptos de toda espécie buscarão esse novo “santuário”. Já bastam aqueles que entram lá pelo voto. Ou saber que o plenário só pode ser freqüentado por deputados, ex-deputados e assessores especiais.

Carlos Chagas, jornalista

FRASE DA VEZ_1/4

“O ministro Tarso Genro, da Justiça, está desolado. Considerava-se o mais importante genro do País. Descobriu que é o Cid Gomes, do Ceará”.

Sebastião Nery, jornalista

Comentário (I)

Tal e qual

O Fórum Nacional do Trabalho passou meses discutindo e finalmente ficou pronta a proposta de reforma das leis trabalhistas. A despeito da participação dos sindicatos no debate, a reforma não fez parte da agenda das festas do Dia do Trabalho promovidas pelas centrais sindicais.O que permite concluir que a reforma trabalhista ficará para os sindicalistas como a reforma política sempre esteve para os políticos. Falam muito, mas não mudam nada com medo de perder as vantagens adquiridas. Nessa fase de ressurgimento do sindicalismo de Estado, ou neopeleguismo, as mudanças em voga são as que privilegiam a dependência (lucrativa) em detrimento da independência outrora defendida.

Dora Kramer, jornalista

OPINIÃO

Previdência

Ao discursar no Fórum dos Governadores do Nordeste, Lula afirmou em face da promoção do Brasil ao grau de investimento BBB: “Não resta mais dúvida de que agora o Brasil é um país sério.” Isso dito, só resta agora aos aposentados pelo INSS esperar que seus proventos mereçam também, com seriedade, a devida reposição, e com urgência AAA.

Paulo Busko (paulobusko@terra.com.br)

AMAZÔNIA

Mais desmatamento

As “medidas enérgicas” anunciadas pelo governo para combater o desmatamento na Amazônia não foram suficientes para evitar que, no primeiro trimestre do ano, o avanço da devastação nos dois Estados campeões da destruição fosse triplicado. É um resultado surpreendente, pois normalmente a área desmatada na Amazônia só registra crescimento nos meses de seca na região e o aumento da fiscalização prometido pelo governo deveria pelo menos inibir a ação dos desmatadores.

Editorial da Folha de São Pauilo

PESQUISA

A violência apavora os paulistanos

O Datafolha, que comemora 25 anos, refez sua primeira pesquisa sobre os maiores medos dos habitantes de São Paulo. A comparação revela que, de 1983 para cá, o horror da violência substituiu a alta do custo de vida no topo do ranking das preocupações do paulistano. À questão “qual seu maior medo?”, 38% responderam espontaneamente que é a violência.

MARACUTAIA

Prefeitos driblam lei da reeleição

A legislação brasileira permite que os prefeitos sejam reeleitos apenas uma vez. Mas alguns deles descobriram um jeito de driblar a lei, conta Marcelo de Moraes. Depois de se eleger e reeleger como prefeito, o político muda o domicílio eleitoral no último ano e concorre a um novo mandato em outra cidade, geralmente vizinha.

ECONOMIA

Grau de investimento não diz nada

País que recebeu o cobiçado grau de investimento um mês antes do Brasil, o Peru não conseguiu superar mazelas históricas, conta a enviada especial Liana Melo. Com seis anos de ajuste fiscal, controle da inflação, avanço de 9% no PIB de 2007 e alta dos preços de seus fartos minérios no exterior, o país ainda é dividido, com 42% da população na pobreza e 15,9% na indigência.