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Para maiores esclarecimentos dos patriotas e estudiosos da realidade amazônica, trazemos excertos de dois artigos primorosos do almirante Roberto Gama e Silva, observador atento da conjuntura brasileira. Gama e Silva dedica os conhecimentos adquiridos à defesa e da soberania nacional, razão da nossa atenção e respeito. Seus textos foram publicados na Tribuna da Imprensa sob o título que mantivemos, “Ianomâni: Quem?”. Miranda Sá (mirandasa@uol.com.br)



Inanomâmi: Quem?



No livro “A Farsa Ianomâmi”, escrito por um oficial do Exército brasileiro, de família ilustre, o coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto foram listadas ao longo da fronteira com a Venezuela as tribos caribes, bem como a sua localização: ao todo são sete as tribos, estando ausente da relação o nome “ianomâmi”.

Dentre as chamadas tribos independentes do Rio Negro, em número de cinco, também não aparece qualquer citação aos “ianomâmis”. Para completar o quadro, a obra elaborada por Braz de Aguiar ainda faz menção especial ao grupo “Tucano”, pelo simples fato de compreender 15 famílias, divididas em três ramos: o oriental, que abrange as bacias dos rios Uaupés e Curicuriari; a ocidental, ocupando as bacias do Napo, Putumaio e alto Caquetá, e o setentrional, localizado nas nascentes do Rio Mamacaua.

Os “ianomâmis” também não apareceram entre os “tucanos”. Para completar a listagem dos povos da bacia do Rio Negro, a obra ainda faz menção a uma publicação de 1926, composta pelas “missões indígenas salesianas do Amazonas”, que descreve todas as tribos da bacia do Rio Negro sem mencionar a existência dos “ianomâmis”.

Menna Barreto e outras fontes fidedignas afirmam que coube a uma jornalista romena, Claudia Andujar, mencionar, pela primeira vez, em 1973, a existência do grupo indígena por ela denominado “ianomâmi”, localizado em prolongada faixa vizinha à fronteira com a Venezuela.

Interessante ressaltar que a jornalista que “inventou” os “ianomâmis” não agiu por conta própria, mas inspirada pela organização denominada “Christian Church World Council” sediada na Suíça, que, por seu turno, é dirigida por um Conselho Coordenador instruído por seis entidades internacionais: “Comitê International de la Defense de l’Amazon”, “Inter-American Indian Institute”; “Workgroup for Indigenous Affairs” e “The Berna-Geneve Ethnical Institute”.

Roberto Gama e Silva, almirante reformado

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