Arquivo do mês: maio 2008

CICLONE

10 mil mortos e 3 mil desaparecidos no Mianmar

Informações da TV estatal de Mianmar indicam que o ciclone Nargis matou 10 mil pessoas em apenas uma das regiões atingidas no país. Antes, a junta militar que controla Mianmar anunciara que o total de mortos tinha passado de 351 a 3.934. Estima-se que haja cerca de 3.000 desaparecidos. A contagem avançou rapidamente porque o governo chegou às áreas mais atingidas pelos ventos de até 190 km/h. Algumas vilas tiveram 95% das casas destruídas, disse a Cruz Vermelha.

MANCHETES do dia_6.mai.08

VALOR ECONÔMICO – Lula ofereceu ajuda aos EUA para
conter Chávez

ZERO HORA – Corregedoria pode investigar Paulinho

DIÁRIO DE NATAL – Rogério Marinho decide manter
sua candidatura

TRIBUNA DA IMPPRENSA – Procuradora confirma que
suspeita envolve Paulinho

A TARDE – Tomate sobe 43,6% e lidera alta de alimentos

JORNAL DO BRASIL – Trânsito melhora sem caminhões

FOLHA DE SÃO PAULO – Ciclone em Mianmar mata ao
menos 10 mil

O GLOBO – Escândalo no BNDES pode envolver mais 10 prefeituras

GAZETA MERCANTIL – Greve dos auditores causa prejuízos
de R$ 60 bilhões

CORREIO BRAZILIENSE – CGU fará devassa nas constas da UnB

ESTADO DE MINAS – Nova rodoviária de BH fica R$ 12 mi mais cara

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Concurso reprova 94% dos professores

O ESTADO DE SÃO PAULO – 10 índios são baleados em reserva
de Roraima

TRIBUNA DO NORTE – Rogério mantém candidatura e Fátima
busca novos apoios

Poesia

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,

Ter um livro para ler

E não o fazer!
Ler é maçada,

Estudar é nada.


O sol doira sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.

E a brisa, essa,

De tão naturalmente matinal,

Como tem tempo não tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta

A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastão,

Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca,

Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,

Quer não sabia nada de finanças

Nem consta que tivesse biblioteca…

Fernando Pessoa

O Poeta

Uma biografia de Fernando Pessoa seria na verdade uma coleção de biografias. Uma dele próprio; outras tantas para seus heterônimos. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares, só para falar em alguns destes heterônimos, que não são pseudônimos como alguns pensam, mas escritores com personalidades e estilos próprios, com vida e história independentes dos demais.

A genialidade de Pessoa era tamanha que não cabia em um só homem; eram necessários vários homens, várias cabeças para dar vazão a tanta criatividade, ao transbordamento de idéias que o acometia. Grande conhecedor da língua portuguesa, ela própria brincou com seu sobrenome: Pessoa. Talvez Pessoas fosse mais adequado, para um poeta que era habitado por tantos outros.
Fernando Antônio Nogueira Pessoa, nasce em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa, Portugal. Segundo ele próprio nos conta, no ano seguinte nasceu Alberto Caeiro, o poeta do campo e da natureza e também Álvaro de Campos, o engenheiro.

Quando tinha cerca de 5 anos, seu pai morre com apenas 43 anos. Em 1894, então com 6 anos de idade, cria seu primeiro heterônimo: Chevalier de Pas. Em 1896, parte com sua família para Durban, África do Sul. Vão morar com o novo marido de sua mãe, o comandante João Miguel Rosa, cônsul interino de Portugal naquele país. Lá Fernando Pessoa vai aprender inglês e francês, línguas em que escreverá alguns poemas e grandes trabalhos de tradução.

Embora tenha escrito e publicado dezenas de artigos, ensaios e poemas em seus anos de vida, por incrível que pareça, ele que é um dos maiores poetas da língua portuguesa, publicou apenas um livro em vida, o “Mensagens” em 1934. Com este livro participou de um concurso literário chamado “Antero de Quental” e ganhou o segundo prêmio (“segunda categoria”), cabendo o primeiro prêmio ao livro “Romaria” de Vasco Reis. Em janeiro de 1935 pensa em mudar-se para as cercanias de Lisboa para compor seu primeiro grande livro a ser publicado, o que não aconteceria.

Em 29 de novembro deste ano, Fernando Pessoa é hospitalizado com uma cólica hepática.
No dia seguinte, 30 de novembro de 1935, com apenas 47 anos de vida, falece Fernando Pessoa.

FRASE DA VEZ_2/5

”Dona Marta veio fazer turismo e campanha em São Paulo, na festa do Dia do Trabalho. Não conseguiu relaxar e gozar levou vaia. Esqueceu que trabalhador paulista não vive de Bolsa-Família…”

Ângela Caracik (angelacaracik@terra.com.br)

CULTURA

Interferência prejudicial

A população brasileira, e a classe artística em especial, têm sido informadas nos últimos dias de uma iniciativa surpreendente: não contente em negligenciar suas responsabilidades com a educação, a cultura e o autêntico desenvolvimento social do País, o governo federal, por meio dos Ministérios da Educação e do Trabalho, prepara um golpe mortal contra uma das iniciativas de maior sucesso nessas áreas. Refiro-me à proposta de intervenção na estrutura e no funcionamento das entidades que compõem o chamado Sistema S, criadas e mantidas pelo empresariado com seus próprios recursos, desde os anos 1940.

Trata-se de intervenção inesperada, retrógrada e autoritária. Prenuncia, na realidade, um processo de estatização de entidades que, a exemplo do Sesc de São Paulo, cumprem a função de preencher lacunas deixadas pela incapacidade do poder público. O Estado, no Brasil, é reconhecidamente inepto na promoção de melhores padrões de vida de nossa sociedade, carente de elevação intelectual tanto quanto de recursos de subsistência. A transformação do Sesc e de entidades semelhantes em mais um conjunto de repartições públicas levará, pela mutilação de seus recursos e autonomia, à destituição de um trabalho primoroso, que, em vez de ataques absurdos, merece incentivo e emulação.

BEATRIZ SEGALL, atriz

OPINIÃO

A farsa da reserva ianomâmi

“A reserva ianomâmi, etnia forjada pelos ingleses, do tamanho de Portugal e na tríplice fronteira em litígio (Brasil, Venezuela e Guiana), é a maior e mais rica província mineral do planeta”. As Forças Armadas e a Polícia Federal não podem entrar nela, por força de lei. Mas já há manifestação na Organização das Nações Unidas para torná-la nação independente, se necessário por força das armas.”

“São quatro grupos distintos, lingüística e etnicamente, às vezes hostis entre eles. Sua criação foi manobra muito bem conduzida pela WWF (World Wildlife Found), multinacional nefasta, provocadora de conflitos como a ferrugem na soja brasileira, produzida a preços mais baratos do que a soja americana.”

“Segundo a Funai, existem 10 mil índios no parque ianomâmi. A Força Aérea, que andou levando pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Não há motivo para se deixar a área mais rica do País virtualmente interditada ao Brasil. Há outra área ianomâmi na Venezuela. Está tudo pronto para a criação de uma nação.

“Orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, um desses pretensos líderes, Davi Yanomami, já andou pedindo na ONU uma nação. Teria pedido proteção contra os colonos brasileiros, “que os querem exterminar”. As serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, e um pouquinho da Colômbia, contêm as principais jazidas minerais do mundo.”.

Gélio Fregapani, coronel do Exército, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, hoje servindo na Inteligência Federal na Amazônia, da Abim.
* Entrevista concedida ao repórter Ray Cunha, da Agência Amazônia

AMAZÔNIA

Não entregar riquezas sob qualquer pretexto

O grande assunto do momento é a Amazônia. Ou melhor: a defesa da Amazônia. A não entrega da Amazônia. A preservação de 51 por cento do território brasileiro e ainda por cima uma das partes mais ricas da Nação Brasileira. Não vamos entregar essa riqueza em nome da defesa de alguns índios que serão humanamente respeitados, mas não servirão como alavanca e ponto de apoio da eternização da nossa miséria.

Hélio Fernandes, jornalista

MARACUTAIA

Suspenso pagamentos a empreiteiras

O Congresso suspendeu pagamentos em 54 obras da União, com base em relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou “irregularidades graves”. As falhas se referem a preços cobrados e a projetos. O órgão analisou 235 e havia pedido a paralisação de 77 (33%), mas 23 delas já tiveram os problemas sanados. Empreiteiras envolvidas negam irregularidades.

Homenagem aos 50 anos da Bossa Nova

Apresentação de Dick Farney na TVE em 1971 com a participação de Sabá (baixo) e Toninho (bateria) cantando Tereza da Praia de Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco.

Comentário _1/5

Encerrados os campeonatos regionais, voltamos a acompanhar a chatice da disputa entre os democratas americanos.

Falta um Obina no time de Obama.

Tutty Vasques, jornalista