Arquivo do mês: julho 2007

Compra e venda de gado de Renan, alvo do PSOL

“O PSOL concluiu ontem 20 novos questionamentos à Polícia Federal para que seja aprofundada a perícia nos documentos entregues ao Conselho de Ética do Senado por Renan Calheiros (PMDB-AL). A primeira parte do texto tem 16 questões sobre compra e venda de gado, que visam checar se o lucro foi suficiente para pagar a pensão à jornalista Mônica Veloso”.

(Renata Lo Prete, jornalista)

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Manchetes de hoje, quinta-feira, 11 de julho de 2007

FOLHA DE SÃO PAULO – Investigação de fraude na Petrobrás leva 13 à prisão

TRIBUNA DA IMPRENSA – PF acaba com esquema de fraudes na Petrobrás

O GLOBO – PF prende fraudadores de licitações das Petrobrás

DIÁRIO DE NATAL – Greve nas escolas chega a 85%

O ESTADÃO – Esquema de fraudes na Petrobrás indica ligação com casal Garotinho

TRIBUNA DO NORTE – Prefeito é afastado e vice assume por 90 dias em Goianinha

JORNAL DE HOJE – Polícia vê possível ligação do prefeito Rudson com atentado

JORNAL DO BRASIL – PAN vira caso de Polícia

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FRASE DA VEZ_1/11

“Sujeira desta nação não a lava nem sabão”.

Millôr Fernandes, é o Millôr.

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BRASIL ESTÁ NA FINAL DA COPA AMÉRICA

Com o Brasil na final da Copa América, se verá um bis da final que ocorreu em 2004, no Peru. O Brasil também foi para a final depois da decisão nos pênaltis.
Brasil e México ou Argentina agora se enfrentam na próxima quarta-feira para a grande final.

Fonte: Uol News

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E VAMOS AOS PÊNALTIS!!

Termina o jogo em 2 x 2. Decisão nos pênaltis…

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Respeite os uruguaios

O que você lerá abaixo é o texto da coluna de Ugo Giorgetti, publicada no jornal “O Estado de S.Paulo”, logo depois do empate entre Brasil e Uruguai, 3 a 3, em Curitiba, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006.

É imperdível e o guardei como dos melhores que já li.

Por UGO GIORGETTI

No ano 2000, Franklin Morales, um dos mais antigos e venerados jornalistas esportivos uruguaios, estava lançando um livro em que revisitava mais uma vez a Copa do Mundo de 50. Sabendo da minha presença na cidade, Morales me convidou para o lançamento. Imaginei um lançamento convencional, numa livraria, com o autor distribuindo autógrafos e pessoas em trajes esportivos bebericando vinho branco, rindo e falando alto. Não é assim que as coisas se passam em Montevidéu. O lançamento foi no Golf Club, com seus enormes salões revestidos de madeira escura.
As pessoas estavam vestidas para uma ocasião especial, as mulheres com penteados elaborados, os homens em impecáveis paletó e gravata. Conhecendo felizmente os uruguaios tinha tomado precauções que permitiram apresentar-me num nível de decência razoável. No salão reservado para o evento havia uma mesa onde se empilhavam os livros, atrás da qual estavam sentados o próprio Morales e outra pessoa mais jovem que logo descobri ser um sociólogo. Havia muita gente.
O sociólogo falou primeiro e não me lembro bem do que disse. Daí veio Morales e seu tom era outro. Relembrou com crescente emoção as condições desiguais da disputa, com o grande time brasileiro que já se achava campeão, o público fanático do Maracanã, a absoluta arrogância da imprensa e das autoridades brasileiras. Falou de Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir. Depois falou do Uruguai, daquele punhado de homens sem medo enfrentando tudo, Obdulio, Gighia, Schiaffino, onze contra cento e cincoenta mil! Levantou-se da mesa, punhos erguidos, para bradar num gran finale: “foi a vitória da humildade contra a soberba!”
Nesse momento me viu entre os assistentes. E surgiu imediatamente a outra face desse povo admirável. Julgando que tivesse de alguma forma me ofendido chamou imediatamente a atenção de toda a sala para o “amigo brasileiro” que lhe dava a honra de sua presença e passou a quase se desculpar pela vitória uruguaia naquele perdido 1950.
Isso, entretanto, não impediu que, para terminar, os presentes fossem convidados a ouvir a irradiação do histórico gol de Gighia. De algum lugar da sala surgiram ruídos de uma gravação ancestral de meio século. Não era possível distinguir quase nada, apenas no fim o grito de gol, intenso, porém distante, como vindo do fundo da memória. Houve um silêncio depois do gol e as pessoas começaram a se retirar. Entre elas um homem de cabeça muito branca que recebeu muitos abraços e foi saindo majestosamente da sala.
Era Roque Maspoli, o goleiro e, na ocasião, um dos poucos sobreviventes da equipe mitológica. Todo esse ritual seria ridículo em qualquer parte do mundo. Menos no Uruguai. Em Montevidéu ele acaba por se revestir de uma insuspeitada grandeza, de uma nobreza quase comovedora, feita da necessidade permanente de cultuar seus heróis para manter a qualquer custo essa identidade oriental feita de bravura e gentileza.
É difícil enfrentar essa gente.

Do Blog do Juca Kfouri
Foto: Uol News

FRASE DA VEZ_11/10

“O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que fica mais probo a cada dia, afirmou que os senadores que quiserem derrubá-lo terão de sujar as mãos. Não adianta ameaçar. Ninguém precisa encostar nele para votar. Se for o caso, a gente manda luvas para os preclaros. É a minha versão particular da política de redução de danos, hehe…”

Reinaldo Azevedo, jornalista

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Pela Imprensa

Obedecendo ao teto salarial nos estados

“A presidente do Supremo, Ellen Gracie Northfleet, suspendeu ontem decisão da Justiça de São Paulo que liberava o pagamento a procuradores de autarquias estaduais de salário superior à remuneração do governador José Serra (R$ 14,8 mil), que equivale ao teto estadual.Para garantir a limitação salarial, o governo de SP argumentou que ela permitirá economia de R$ 716,6 milhões anuais.A pedido do governo do Estado, a ministra Ellen Gracie suspendeu uma sentença da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, em mandado de segurança movido por dois procuradores autárquicos, que são os responsáveis por fazer a defesa jurídica de autarquias. A sentença estava para ser executada”. (Folha de São Paulo)

GREVE DOS PROFESSORES

Fonte: Diário de Natal
Charge: Ivan Cabral
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Hoje há “trabalhadores” e “dos Trabalhadores”

Ainda não se pode saber se os movimentos grevistas reaparecem como comprovação de que o sindicalismo recupera o vigor da vida ou se mostra os estertores da luta que antecede o fim. Mas nenhuma das duas hipóteses se presta a reabilitar a expressão “dos Trabalhadores” nos nomes do PT e da CUT. Ambos entregaram o sindicalismo em uma bandeja, feita com folhas do Diário Oficial repletas de nomeações, à política econômica de Antonio Palocci/Lula.

O que servidores públicos e de estatais hoje reclamam, com seus movimentos grevistas incipientes e penosos, foi-lhes usurpado como uma pequena parcela do imenso ônus salarial e social imposto ao trabalho nestes anos.

PT e CUT tornaram-se alicerces da política econômica baseada nos juros mais altos do mundo e em corte de investimentos públicos para pagar esses juros, estabelecidos pelo próprio governo. É no mínimo discutível, portanto, a legitimidade de qualquer reivindicação proveniente agora de orientações sindicais que se sujeitaram à CUT, nos últimos anos. Querem receber o que ajudaram moralmente a ser retirado dos seus direitos.

Jânio de Freitas, jornalista

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