Texto de Mauro Chaves

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Está armada a feirinha do fisiologismo. Descaradamente. Na “Pátria amensalada” do articulista Mauro Chaves a gente vê a quanto chegou o amoralismo do PT-governo e do seu guia, o presidente Lula da Silva. É a “ética pragmática” aplaudida pelo amoralismo dos pelegos… Vamos abrir aspas para Mauro:

A Pátria amensalada

É na despudorada facilidade, na extrema sem-vergonhice com que se “compram” convicções e comportamentos neste país, que se manifesta, da maneira mais acachapante, a perda de valores da sociedade brasileira. Parece que o território nacional se transformou numa imensa feira livre, em que tudo e todos estão à venda – questionando-se apenas se alguns estão mais caros, com preços inflacionados, ou se outros ainda são negociáveis a preços módicos.

As negociações para o loteamento da administração, que antes eram feitas entre quatro paredes – já que governo e partidos se envergonhavam de exibir suas tenebrosas transações fisiológicas -, tornaram-se escancaradas, como os “pregões” gritados, especialmente nos fins de feira, quando se buscam as melhores pechinchas (que podem ser os cargos mais suculentos nas estatais).

Nas Casas Legislativas, os apoios e votos em favor de seus dirigentes são comprados até com pequenos agrados, como abonos de faltas, indicação para viagens, gabinetes mais bem localizados, além de cumplicidade no atendimento de lobistas patrocinadores, discretos tráficos de influência, acobertamento de pequenas falcatruas e coisas do gênero.

É a Pátria amensalada, aí também transformada em paraíso dos subornadores, que, em determinadas circunstâncias, desfrutam dupla vantagem: a obtenção do apoio comprado e o poder de chantagem que detêm sobre os vendidos – poder esse capaz de gerar absolvições inacreditáveis! Mas o que prevalece mesmo, e se impõe como “ética pragmática”, que revoluciona a moralidade social brasileira, é a compra de comportamentos, seja o político, o partidário, o doutrinário, o administrativo ou de qualquer espécie.

Mauro Chaves, jornalista

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