Técnicos pernas-de-pau

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Como analisar um craque como Romário assumindo o cargo de técnico?

Impossível prever o futuro.

Mas talvez seja possível analisar o passado.

Vamos pegar como exemplo os técnicos da Seleção Brasileira através dos tempos em Copas do Mundo.

Havia algum ex-craque entre eles?

Dificilmente. Parece que o primeiro requisito para treinar a Seleção é ser perna-de-pau.

Salvo as exceções que confirmam a regra.

Píndaro de Carvalho, Luiz Vinhares e Adhemar Pimenta eram pernas-de-pau.

Nem pra goleiro serviam. E foram ser técnicos na vida.

Flávio Costa não conseguia fazer duas embaixadas.

Zezé Moreira, quando jogador, tinha a delicadeza de um policial do BOPE.

Vicente Feola? Nem pensar. Grande sujeito, mas seu negócio era tirar um cochilo.

Aymoré Moreira fazia parceria com o irmão Zezé.

Zagallo foi o primeiro grande jogador a assumir a Seleção.

Tem quem não goste do estilo do Formiguinha. Mas ser bicampeão do mundo não é pra qualquer um.

E ainda por cima fazendo dois gols em Copas.

Cláudio Coutinho como jogador de futebol era um grande mergulhador.

Já Telê Santana foi um jogador singular. Seu talento estava principalmente na massa cinzenta.

Lazaroni e Parreira?

Parreira é um bom pintor.

Filipão deixou marcas do seu tempo de jogador no Rio Grande do Sul.

Marcas de suas chuteiras nas canelas dos adversários.

Dunga foi um bom jogador. Não era tão bom tecnicamente, mas compensava tudo com garra.

Quando a gente vê Romário seguindo o caminho atual, não podemos deixar de lembrar de Puskas e Di Stefano.

Algumas vitórias. Muitas decepções.

E a leve impressão que o futebol, pra quem sabe, é muito mais fácil dentro das quatro linhas.

Fonte: Roberto Vieira/Blog do Juca Kfouri

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