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Poesia
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que pera mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís de Camões
O Poeta
A vida de Camões está envolta em lendas. Não se tem certeza de todos os dados, sendo muitos deles baseados em suposições. Nascido por volta de 1524 de uma família da pequena nobreza, Luís Vaz de Camões recebeu uma educação esmerada, tendo provavelmente cursado Artes em Coimbra.
Quando jovem, freqüentou círculos aristocráticos e a boêmia literária de Lisboa. Entretanto, optou pela carreira das armas e combateu no Marrocos, onde perdeu um olho em combate. Em 1550 alistou-se para a Índia, mas não chegou a embarcar. Em 1552, envolveu-se numa briga em que feriu um funcionário do Paço, Gonçalo Borges.
Como conseqüência, foi preso. Passados alguns meses, recebeu o indulto através de uma carta régia de perdão, datada de 7 de março de 1552. Embarcou a seguir para a Índia, no dia 24 de março, integrando a armada de Fernão Álvares Cabral.
No Oriente, viveu um período acidentado. Esteve em Goa, no Golfo Pérsico, em Ternate, e em Macau, onde obteve o cargo de provedor de defuntos e ausentes. Em 1567, depois de anos no Oriente e premido por dificuldades econômicas, aceitou a oferta de um emprego em Moçambique, feita por um amigo que lhe pagou as passagens.
Dois anos depois, retornou a Lisboa. Trazendo os manuscritos de “Os Lusíadas”, procurou um editor para a obra. Em 1572 a obra foi editada. Luís de Camões conseguiu uma pensão no valor de 15.000 réis, concedida através de alvará de D. Sebastião, o rei de Portugal, a quem a obra é dedicada. A quantia, porém, era muito modesta.
Apesar da fama e do prestígio como poeta, seus últimos anos foram de miséria. Morreu em 1580 e seu enterro foi pago por uma instituição de caridade, a Companhia dos Cortesãos.
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JUCA KFOURI desabafa
Da ‘Folha’ de domingo
Os Jogos da hipocrisia
Não é de hoje que o Movimento Olímpico perdeu seu idealismo. Mas Pequim passa de todos os limites “POR QUE você não foi para Pequim?”, perguntam.
“Porque não quis”, respondo. Mais: estou entrando em férias e só volto aqui no dia 21. (Nota do blog: o “aqui” se refere apenas ao jornal…).
Claro que verei a Olimpíada e até comentarei no blog, mas ando cheio de tanta hipocrisia, a começar pela caça aos que são pegos no antidoping por hábitos que só fazem mal e pioram o rendimento.
Não aceito ver essa cartolagem imunda da família olímpica no papel de fiscal dos hábitos da juventude e, ainda por cima, expondo jovens à execração pública, como acabam de fazer com um jogador do handebol brasileiro.
Como não suporto o ufanismo da maior parte das narrações, com as exceções de praxe para os felizardos que podem assinar um canal de televisão fechada, razão pela qual darei uma fugidinha do país para acompanhar Pequim de uma cidadezinha colonial mexicana apaixonante chamada Guanajuato.
Porque passa do limite ver um Carlos Nuzman fazer quase o elogio da poluição ou se jactar pela maior delegação brasileira da história, quando só 12% de nossa rede escolar tem quadras de esporte. Aliás, quanto mais medalhas o Brasil ganhar, mais ficará demonstrado o desvio de sua não-política esportiva, porque privilegia o alto rendimento em vez da inclusão social ou a saúde pública por meio da prática de esportes.
É claro que verei tudo, é claro que me emocionarei com as vitórias brasileiras, como com a festa de abertura. É evidente que torcerei para que aconteçam triunfos como nunca, porque tenho a surpreendente capacidade (surpreende a mim mesmo, diga-se) de voltar a ser criança a cada competição em seu apito inicial.
E não é de hoje.
Faço assim com os jogos de futebol lá se vão bem uns 26 anos, depois que se revelou a existência da chamada “Máfia da Loteria Esportiva”. Porque paixão é paixão e não se explica, não se racionaliza, se sente.
E se curte.
Sim, eu sei que serei capaz de me comover às lágrimas até com a superação de um atleta que não seja conterrâneo, como já me aconteceu inúmeras vezes.
Mas é preciso que se diga que mais que em Atlanta, quando os Jogos Olímpicos modernos comemoraram cem anos e a Coca-Cola alijou Atenas de recebê-los num crime contra a história, esta edição chinesa é um soco em quem associa o esporte à saúde e à liberdade.
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Desempregado, técnico Renato Gaúcho é oferecido ao Santos
Desempregado após mais um revés do Fluminense no Brasileirão, desta vez frente ao Ipatinga, no domingo, Renato Gaúcho foi oferecido ao Santos por intermédio de pessoas ligadas ao treinador, conforme apurou o UOL Esporte. A oferta agradou a equipe da Vila Belmiro, que ainda não confirma oficialmente o contato.
Renato Gaúcho teve seu nome ligado ao Santos antes mesmo de deixar o Fluminense.
O Santos, entretanto, pretende dar nova chance ao técnico Márcio Fernandes, derrotado em sua reestréia no comando alvinegro frente ao Náutico, 1 a 0, resultado que manteve o clube paulista na zona de rebaixamento do Brasileirão.
Fonte: Uol Esporte
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Frase_1/11
“Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra.”
José Alencar, vice-presidente da República, operado seis vezes por causa de câncer
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Daniel Dantas vai ao STF para ficar quieto em CPI
Na semana passada, Nélio Machado, o advogado de Daniel Dantas, dissera que seu cliente vive uma “angústia existencial”.
O mandachuva do Opportunity desejaria “desabafar.” No dizer do advogado, gostaria de “botar pra fora tudo o que ele passou, tudo que padeceu.”
A lorota vem sendo sistematicamente desmontada. Daniel Dantas calou nos depoimentos à PF. Silenciou diante do juiz Fausto de Sanctis.
Agora, quer manter o bico fechado também na CPI do Grampo. Intimado a prestar esclarecimentos na próxima quarta (13), Daniel Dantas recorreu ao STF.
Pede ao Supremo que lhe assegure o direito de não responder a todas as perguntas que lhe serão feitas pelos deputados da CPI.
São grandes as chances de o tribunal deferir o pedido. A legislação brasileira assegura aos réus a prerrogativa de não dizer nada que possa constituir prova contra si mesmo.
Vem daí a “angústia existencial” de Daniel Dantas. Se falar, ele pode se encrencar. Mais do que já está encalacrado.
Fonte: Josias de Souza
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Gráfico
Miriam Leitão comenta
Commodities seguem em baixa
O preço das commodities seguem em queda neste início de semana. O índice GSCI da Standart & Poors, que mede o preço de 24 matérias-primas, está em queda de 1,2% agora à tarde, totalizando já um recuo de 22% desde 3 de julho. A explicação é a mesma: expectativa de menor crescimento da economia mundial. Vejam no gráfico abaixo, feito pela Bloomberg, como os preços estão despencando.
Fonte: Miriam Leitão
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Ciclo olímpico de lesões termina com medalha de bronze para Guilheiro
A segunda medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 tem o mesmo dono da primeira de Atenas-2004: Leandro Guilheiro. Único medalhista do judô do país a voltar aos Jogos Olímpicos após quatro anos, o paulista retornou nesta segunda-feira ao pódio, para receber sua segunda medalha de bronze.
“Quando estava na área de standby, joguei ele mil vezes mentalmente. Foi mais bonito do que em Atenas. Já tinha lutado contra ele na Super Copa do Mundo e o joguei de uma maneira parecida, mas o golpe não foi tão perfeito”, comemorou Guilheiro após a vitória por ippon sobre o iraniano Ali Malomat na luta decisiva pela medalha.
A conquista, porém, tem um gosto ainda mais especial para ele. O ciclo olímpico para a competição chinesa foi marcada por uma série de lesões. Desde 2004, o judoca sofreu três cirurgias, quatro problemas físicos sérios e não conquistou nenhum título importante fora do país.
Após as Olimpíadas de 2004, Guilheiro operou o pulso e o quadril, lesões antigas que incomodavam desde antes dos Jogos. Na seqüência, foi a vez do ombro, contundido quando ele forçou a volta das duas cirurgias anteriores, e mais uma vez foi para a mesa de operação.
Depois, teve problemas sérios nas costas. Com hérnia de disco, foi prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e lutou mal no Mundial do Rio, ambos em 2007. Em 2008, porém, passou incólume, sem nenhum problema físico mais grave.
Ele mostrou isso em Pequim. Venceu suas duas primeiras lutas, e só perdeu na terceira, ao encontrar o campeão mundial Ki Chun Wang, da Coréia do Sul. Não foi páreo para o judoca de 19 anos. Mostrou garra, levou o combate para o golden score, mas foi eliminado ao sofrer um waza-ari.
Foi jogado para a repescagem e, lá, recuperou a força. Na primeira luta, passou pelo uzbeque Shokir Miminov, por ippon. Na final da chave dos perdedores, o rival foi o ucraniano Gennadii Bilodid, que evitou o confronto e acabou eliminado, com quatro punições.
Já o combate final foi encerrado em grande estilo pelo brasileiro. Guilheiro mostrou muita velocidade para aplicar um belo seoi-nague sobre o iraniano Ali Malomat e ficar com o terceiro lugar após 23 segundos de luta.
Antes do bronze, ele já tinha tido uma de suas melhores temporadas no circuito europeu. Em três torneios disputados, ficou com o bronze em dois, nas Super Copas do Mundo de Hamburgo e de Moscou.
Fonte: Uol News
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Comentário (I)
O blog do delegado Protógenes Queiroz foi o terceiro mais acessado do mundo no dia de sua estréia.
Os amedrontados transcendem a Esplanada.
Cláudio Humberto, jornalista
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