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PEQUIM, 2008

Ouros inéditos levam China ao topo

Se restava alguma dúvida sobre quem venceria a disputa pelo quadro de medalhas das Olimpíadas de Pequim, o 12º dia de competição tratou de praticamente encerrá-la. A China ficou muito próxima de definir a inédita liderança de um país fora do eixo EUA-Europa com os 45 ouros obtidos até o momento, simplesmente 19 a mais que os norte-americanos. O país que mais conquistou medalhas na história dos Jogos só evitará o revés com um milagre nos próximos quatro dias.

Líder do quadro nas últimas três edições, os EUA terão de vencer, pelo menos, 38% das provas que ainda disputarão em Pequim. Os norte-americanos estão em 54 dos 86 eventos restantes, e precisam no mínimo de 19 triunfos, além de torcer para a China não vencer mais. Porém, o retrospecto das últimas competições mostram que esta missão não deve ser alcançada pelo país. Destas 54 provas que ainda têm esperança, os EUA têm chances reais de brigar pelo ouro em 23 delas, pois têm campeões mundiais, atletas com os melhores tempos nas eliminatórias ou equipes que estão na fase final dos esportes coletivos.

Fernando Narazaki, jornalista

TRAGÉDIA

Avião da Spanair se incendeia em Madri

Um avião MD-82 da companhia aérea Spanair, com cerca de 175 passageiros a bordo, saiu da pista no Terminal 4 do aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha), nesta quarta-feira (20). A aeronave havia feito um pouso de emergência logo após a decolagem e chegou a voar novamente por alguns metros antes do acidente.

O porta-voz das equipes de emergência, Herbigio Corral confirmou mais de 140 pessoas mortas e 28 pessoas retiradas com vida do avião. Calcula-se que havia 164 passageiros adultos a bordo da aeronave, duas crianças e mais nove tripulantes. Sete dos passageiros eram do vôo compartilhado LH 255, da Lufthansa, sendo quatro deles alemães, diz o “El País”.

UolNews

Artigo saído n’ O Jornal de Natal desta semana

Eleições e outras maracutaias paralelas

MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br

De longe a gente vê melhor a campanha eleitoral, e a realidade se reforça com a ajuda de pesquisas de opinião feitas independentes de governos e partidos, porque em minha opinião os institutos atrelados a órgãos governamentais ou financiadas por partidos não merecem fé.

Na cena urbana (com licença do nosso Serejo), assisto a luta pelo voto em São Paulo e Rio de Janeiro; e na consciência estão os números levantados pelo Vox Populi por encomenda da Associação de Magistrados Brasileiros.

Vejo que os candidatos com chance de vencer nos maiores municípios brasileiros se digladiam. Não pelo voto popular, mas pelo reconhecimento do apoio de Lula da Silva ou para engordar a caixinha com ajuda dos governos estaduais ou municipais. Ou pelas duas coisas ao mesmo tempo.

Não se fala de propostas; não se faz críticas; ninguém aprofunda a análise da conjuntura política e social; e nenhum apresenta projetos de desenvolvimento econômico condizente com a realidade.

É por isso que na pesquisa referida, 82% não confiam em políticos, porque eles não cumprem as promessas de campanha e o seu mandato só beneficia a si próprios, segundo a mostragem.

Para a maioria da população o voto eletrônico não é seguro. De uma maneira ou de outra, segundo a declaração dos entrevistados, os políticos têm meios de saber em quem se vota e podem impor represálias se forem traídos. Tanto na relação de compra e venda como na concessão de beneficícios, como o Bolsa Família.

Tem outra definição do eleitorado digna de nota: 21% não votaria se o comparecimento às urnas fosse facultativo. E explicam que essa decisão é por falta de confiança tanto nos políticos como no processo eleitoral.

A pesquisa não estimulou os entrevistados a falar de outras maracutaias que a chamada classe política promove nas eleições, como por exemplo, a intervenção das Ongs no processo. Essas organizações não-governamentais fincanciadas pelo governo são milhares, espalhadas pelos 5.539 municípios. E recebem recursos avaliados em torno de 15 a 20 bilhões de reais.

Essa dinheirama só serve para financiar projetos que não saem do papel e sustentar os seus dirigentes, parentela e afins que assinam documentos fajutos. Muitas não possuem sequer uma sede e, segundo o irrepreensível jornalista Pedro do Coutto, não passam de “pontos de ficção na literatura administrativa brasileira”.

Pois bem, as ONGs estão sendo convocadas para cumprir o seu papel de manter o sistema. Ou se transformam em comitês eleitorais, ou perdem a boquinha… O dinheiro que vem de ministérios e estatais – o Banco do Brasil e a Petrobras são pródigos em doações – precisa ser ressarcido.

E assim, como o Brasil do PT-governo criou essa extravagância sem que ninguém protestasse, já que a oposição não tem moral, useira e vezeira nessa prática pouco ortodoxa, o andor da fraude precede a procissão de políticos safados.

A fraude instituiu hábitos que, costumeiros, são capazes de gerar direitos. Um deles é não se discutir a seriedade das urnas eletrônicas, confiança que é imposta por publicidade caríssima do Tribunal Superior Eleitoral. Outra é a participação das ONGs ligadas ao PT-governo ou aos partidos da base.

Ainda não deu para falar de outras entidades que, pela moralidade pública e a ética social não deveriam apoiar candidatos. Entre elas, os sindicatos, transformados em trampolins eleitorais pelos pelegos.

E dos pelegos, passar para os fichas sujas que são parceiros no desprezo pela coisa pública. A presença desses tipos na campanha é uma tapa na cara do cidadão honesto. Estudar esta vertente individualista é outra história, que poderemos discutir na próxima semana…

INFORMAÇÃO

Pesquisa do IBOPE revela que o índice de audiência de televisão a cabo caiu muito no primeiro semestre deste 2008. Queda de 17%. O IBOPE coloca como causa vários motivos. 1 – Enxurrada de publicidade. 2 – Intervalos de 6, 7 e até 10 minutos. 3 – Repetição exagerada dos programas. 4 – A inclusão de vários programas da TV a cabo na internet. O IBOPE não relacionou, não sei a razão: as bonificações de publicidade, que as televisões abertas dão nas tevês a cabo.

Hélio Fernandes, jornalista

FRASE DA VEZ_1/20

“O Brasil está numa situação em que ninguém mais sabe o que é certo. O resultado é que o absurdo se faz cada vez mais constante”.

Antonio Penteado Mendonça, escritor

NOTICIÁRIO

Petrobras faz exigências para nova estatal
A Petrobras vai reivindicar ao governo o direito de manter a exploração dos nove megacampos de petróleo (incluindo Tupi) já descobertos, mesmo que seja criada uma outra estatal para administrar as reservas do Pré-Sal. Para isso, a companhia pretende fazer um aumento de capital de US$ 100 bi.

Eleições 2008
A Justiça Eleitoral cancelou um encontro de beneficiários do Bolsa Família com a prefeitura de Nova Iguaçu, por suspeita de uso eleitoral. Foram convocadas duas mil famílias.

Multado, Crivella quer acabar com os pardais
Multado 10 vezes nos últimos 12 meses, o candidato Marcelo Crivella propõe a substituição dos pardais por redutores de velocidade. Para ele, há uma “indústria de multas’ na cidade.

Governo quer modelo da Noruega para o petróleo
O Planalto está cada vez mais inclinado a adotar o modelo da Noruega na exploração das grandes reservas recém-descobertas. Lá, uma estatal com apenas 60 funcionários não extrai o petróleo, mas administra o dinheiro obtido com ele.

Receita com impostos já supera valor da CPMF
De janeiro a julho, entraram para os cofres públicos R$389,63 bilhões. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve um aumento de R$56,8 bilhões nas receitas federais, superando o total que deixou de ser arrecadado com o fim da CPMF.

Auditora da Receita morta a pauladas
Bandidos usaram um carro roubado da Celpe para entrar na casa da vítima, na Várzea, ontem à tarde. Marido encontrou o corpo da esposa amarrado e o quarto revirado. Policiais acreditam em latrocínio, mas não descarta outras possibilidades.

(IM)PREVIDÊNCIA

INSS deixa de contabilizar R$ 1 bi ao ano em benefícios

A Previdência Social deixa de repassar mais de R$ 1 bilhão por ano no cálculo de aposentadoria ou outros benefícios de trabalhadores que ganham demandas judiciais ou fazem acordo na Justiça. Atualmente, para ter o valor ganho no Judiciário incorporado ao cálculo, o trabalhador tem que recorrer à Justiça Federal. “O valor recolhido pelas empresas em demandas judiciais ao empregado não repercutem no cálculo da aposentadoria”, diz o advogado Sólon Cunha.

FUNCIONALISMO

Lula e Chinaglia travam aumento de servidores

Uma disputa política de bastidores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pôs na geladeira o reajuste salarial prometido a 300 mil funcionários públicos federais. O Palácio do Planalto quer conceder o aumento por intermédio de uma medida provisória. Mas Chinaglia já alertou que os deputados andam inflamados pelo excesso de MPs emanadas do Poder Executivo. Agora, os ministros palacianos querem que o presidente da Câmara peça publicamente a MP dos servidores.

ELEIÇÕES

Candidatos dão na TV um show de “non-sense”

No primeiro dia propaganda eleitoral gratuita para vereador na TV aberta, os partidos concederam maior espaço aos seus puxadores de voto, como Cristiane Brasil (PTB), Alfredo Sirkis (PV) e a ex-nadadora Patrícia Amorim (PSDB). Mas teve de tudo na telinha: super-herói, ex-craque, funkeira, botafoguense, um tal de Professor Uóston, outro chamado Abracadabra e, é claro, alguns acusados de apoiar milícias.

BENESSES

Fazenda quer renegociar e perdoar débitos do setor privado

O ministro da Fazenda Guido Mantega, apresentou a Lula novo modelo de cobrança da dívida tributária federal para limpar o estoque de créditos da União com o setor privado. A proposta prevê eliminar dívidas até R$10 mil, desconto no pagamento antecipado e alterações no parlamento ordinário de tributos, entre outras medidas. Segundo Mantega, o total dos créditos da União é de R$1,3 trilhão.