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Comentário (III)

Está difícil

Apesar de todo o potencial político e financeiro, não desamarra a candidatura de Márcio Lacerda à prefeitura de Belo Horizonte. É o mais rico dos pretendentes a prefeito em todo o país, conta com o apoio ostensivo do governador de Minas e do atual prefeito da capital mineira, mas não sai dos 9% de preferência eleitoral, conforme as pesquisas mais recentes.

A esperança dos que o lançaram está no recém-iniciado período de propaganda eleitoral gratuita. O problema é faltar ao candidato pique para convencer o eleitoral. Pelo menos, por conta de sua primeira intervenção, dominada pela imagem do governador e do prefeito.

Em política, tudo muda, mas se não mudar conforma-se aquela regra não escrita de que voto não se transfere. Talvez por isso o presidente Lula tenha saltado de banda quando sondado a respeito de comparecer ao palanque de Márcio Lacerda.

Carlos Chagas, jornalista

MARINA SILVA

Aderindo agora ao neoliberalismo

Quem diria: Dona Marina, que chegou ao Senado (e ficou 6 anos no ministério) como revolucionária do desenvolvimento, agora escreve artigo com o título: “A revolução dos incentivos”. Nada desse incentivo chega ao povo, melhora a vida do pobre.Apenas enriquece os já enriquecidos. Os pobres só melhoram nas estatísticas encomendadas da FGV. E a classe média, que miséria e que tristeza. Garantem que quem ganha mil reais, é dessa classe.

Hélio Fernandes, jornalista

OPINIÃO

Nova empresa para tomar conta do dinheiro que sair da exploração do pré-sal? Queria uma informação: quantos ratos, ratazanas, raposas, lobos e a fauna completa se irão dedicar a desviar o dinheiro desses novos poços de petróleo? Nem começaram e já querem dividir o dinheiro. Impressionante!

Luis A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

DEBATE

Encontros terão 90 minutos de duração

Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, participarão de três debates antes das eleições do próximo dia 4 de novembro, segundo um comunicado conjunto divulgado hoje. Além desses três encontros presidenciais, haverá um entre os dois candidatos a vice-presidente, que ainda não foram designados pelos dois partidos.

Supremo e as algemas

 

FRASE DA VEZ_2/21

“É só no Brasil que dá jabuticaba, e também uvaia, araçá e o chico-magro. Mas é só no Brasil que existem “coisas” do tipo Incra e Ibama”.

Augusto Nunes, jornalista

Comentário (II)

Lula da Silva, o pé frio

Na última Copa, Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos, então os dois jogadores brasileiros de mais destaque e sucesso, também foram a Brasília levar para Lula camisetas da seleção. Admoestei aqui e, como o baiano de “O Paládio”, “não fui ouvido”. A seleção deu chabu, foi um desastre. Ronaldo virou um barrigudo simpático e Roberto Carlos é novamente só o cantor. O sábio Ancelmo Góis publicou na sua coluna a foto de Lula com a mão na cabeça do Diego Hypolito (a maior vítima da Olimpíada).

“Lula é um político sortudo. Mas parece que guardou a sorte para si e não a divide com ninguém. Que o digam, na área política, Dirceu, Palocci, Gushiken, Greenhalgh, etc. No esporte também não tem sido bom ficar perto do presidente. Seu Corinthians foi para a segunda divisão, e o Vasco, time dele no Rio, não ganha nada há cinco anos. O Fluminense, depois que Lula posou com a camisa tricolor, perdeu a Libertadores. A última foi Diego Hypolito, favorito em Pequim até… o abraço presidencial. Não custa repetir: “Te cuida, Dilma! Com todo o respeito”.

Sebastião Nery, jornalista

O funeral do oba-oba

O argentino Messi passeou na área da seleção brasileira como se bailasse numa gafieira. Nunca foi tão fácil, nunca foi tão ridículo. Maradona fez o comentário definitivo: “O Brasil nunca foi tão pequeno”.

É – ou deveria ser – o golpe fatal nesse Brasil que acha que vai progredir sem trabalhar, nesse jeito Dunga de surfar na mística, na magia canarinho. E na ideologia oba-oba que consagra os salamaleques de Ronaldinho Gaúcho.

Imaginem se os argentinos dizem coisas como “vamos jogar com alegria”, ou se elogiam um jogador porque ele “fez uma graça”. Ou se endeusariam um Robinho por causa de umas “pedaladas”.

O Brasil ainda não entendeu que não é pentacampeão por ser gaiato. Aliás, sempre que quer ser gaiato, perde. Como os mercenários de 2006 que Parreira pôs em campo para “dar espetáculo”.

Os brasileiros precisam parar de achar a maior graça no Ronaldinho Gaúcho olhando para um lado e tocando a bola para o outro. Um trejeito é só um trejeito. Contra a Argentina, ele fez isso e a bola saiu, ridícula, pela linha lateral. Chega de empáfia.

O Brasil precisa parar de se pendurar em símbolos. Dunga, o medíocre, ergueu uma taça como jogador, e isso não deveria obrigar os brasileiros a agüentá-lo como (mau) aprendiz de feiticeiro no cargo de técnico.

O sujeito ainda se acha no direito de ser estúpido com os jornalistas e de desfilar a moda cafona da filha no banco de reservas. São uns iluminados, uns agraciados por mandatos divinos, que só precisam fazer uma boa pose. Ou “uma graça”.

Chega dessa gente. Impeachment neles, nem que seja por malversação de estilo.

Fonte: Guilherme Fiúza

Dunga canta…

 

Em reprise de Atenas-04, Brasil perde ouro olímpico para os Estados Unidos

Mais uma vez morreu em uma final decidida na prorrogação diante dos Estados Unidos a chance do ouro olímpico no futebol feminino brasileiro. Com um gol de Lloyd marcado logo no início do tempo extra, as norte-americanas derrotaram Marta e cia. por 1 a 0 e levaram o tricampeonato na China. As brasileiras, como em Atenas-04, tiveram de se contentar com a prata.

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A vitória ainda representou uma resposta das norte-americanas. Desde a semifinal da última Copa do Mundo, em 2007, que a seleção dos Estados Unidos estava engasgada com a goleada que as tiraram da decisão com a Alemanha.

Antes do início dos Jogos de Pequim, parte das jogadoras chegaram a gravar uma propaganda em que desafiavam as brasileiras para uma revanche. Nesta quinta-feira, conseguiram vingança.

Fonte: Uol/Olimpíadas