Arquivo da tag: Notícias

RELAPSIA

Reitor da Unifesp cai após denúncias

O reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, renunciou ao cargo. A decisão foi tomada depois da divulgação pela Folha de São Paulo de relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre irregularidades nos gastos de viagem entre 2006 e 2007. Segundo o TCU, o reitor usou indevidamente recursos do Estado, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva e fez viagens não autorizadas ou com prazo superior ao necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$229.550,06 ao erário.

ABORTO

STF inicia debate sobre feto anencéfalo

A CNBB abre hoje a primeira de três audiências públicas no STF sobre a hipótese de interrupção da gravidez em caso de anencefalia do feto. A entidade usará argumentos religiosos e científicos contra a medida. Outras entidades como a Católicas pelo Direito de Decidir, também opinarão.

AMAZÔNIA

STF vai definir regra geral para demarcação de terras

O julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a extensão e o formato da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, servirá de base para outras disputas no STF. Há 144 ações na corte sobre demarcação de terras indígenas na Bahia, Pará, Paraíba, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Segundo o ministro Carlos Ayres Brito, o julgamento servirá de exemplo para casos semelhantes.

MARACUTAIA

César Maia dribla lei contra nepotismo e promove irmã

O prefeito César Maia achou uma forma de driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal que proíbe nepotismo: exonerou a irmã Ana Maria Maia da Subsecretaria Especial de Eventos e a nomeou titular da recém-criada Secretaria Especial de Eventos. O cargo, considerado político, é a exceção admitida pelo STF. O prefeito, que mantém outros cinco parentes no quadro da prefeitura, admite a manobra para escapar da regra.

SATIAGRAHA

Procuradoria pede que Daniel Dantas volte à prisão

O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves pediu ao Supremo Tribunal Federal a revisão da liminar do presidente do órgão, Gilmar Mendes, que mandou soltar o banqueiro Daniel Dantas, preso durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Ainda cabe ao STF a manifestação final sobre a decisão de Mendes.

COMÉRCIO EXTERIOR

China já é o segundo país em comércio com o Brasil

O aumento do preço das commodities, o forte crescimento chinês e a demanda aquecida das famílias brasileiras ajudaram a China a ultrapassar a Argentina e ocupar o segundo lugar entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Nos 12 meses encerrados em julho, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 31,9 bilhões entre os dois países. O valor supera os US$ 29,3 bilhões do comércio com a Argentina em igual período e só perde para os US$ 49,2 bilhões das trocas com os Estados Unidos, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.

MANCHETES de hoje_26.ago.08

O GLOBO – Governo vai dar ainda mais dinheiro ao COB

FOLHA DE SÃO PAULO – STF inicia debate sobre aborto de feto anencéfalo

ESTADO DE MINAS – Hospitais viram sucata de R$ 55 mi

ZERO HORA – Presidente do Senado diz que Justiça legisla porque o parlamento se omite

VALOR ECONÔMICO – China já é o segundo país em comércio com o Brasil

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Garibaldi ataca Judiciário após fim do nepotismo

CORREIO BRAZILIENSE – Equipamentos médicos às moscas

TRIBUNA DO NORTE – Medidas antiinflação elevam os juros bancários

A TARDE – Atentados assustam candidatos no interior baiano

JORNAL DO BRASIL – Procuradoria pede que Daniel Dantas volte à prisão

GAZETA MERCANTIL – Fisco dos EUA pode fiscalizar no Brasil

ESTADO DE SÃO PAULO – STF vai definir regra geral para demarcação de terras

DIÁRIO DE NATAL – Garibaldi acusa Judiciário de extrapolar atribuições

TRIBUNA DA IMPRENSA – MP quer Daniel Dantas de volta à prisão

Poesia

Folha de Álbum

De repente uns desejos fúteis
tivesdes, de escutar um pouco
as várias músicas inúteis
das minhas flautas de um som rouco.

Esta canção que eu comecei
ante a paisagem, frio e grave
ficou melhor quando a cessei
para olhar vosso olhar suave.

Sim, este vão sopro que expulso

até meu último limite
(meus dedos hirtos movo a pulso)
falha se imita, embore imite,

o vosso claro, natural,
riso infantil e matinal.

Mallarmé (tradução de Luis Martins)


O Poeta

Stéphane Mallarmé -(1842-1898) Poeta francês que figura entre os iniciadores do simbolismo. Nasceu em Paris e cursou bacharelado em Sens. Mallarmé começou a publicar seus poemas na revista “Parnaso Contemporâneo”, editada na capital francesa na década de 1860, quando ele se mudou para o interior da França com o objetivo de ensinar inglês nas escolas da região.

Dos 21 aos 28 anos o poeta viveu com a família em três cidades: Tournon, Besançon (terra de Victor Hugo) e Avignon.Anos depois, Mallarmé conheceu os poetas Rimbaud e Paul Verlaine. Mallarmé se utilizava dos símbolos para expressar a verdade através da sugestão, mais que da narração. Sua poesia e sua prosa se caracterizam pela musicalidade, a experimentação gramatical e um pensamento refinado e repleto de alusões que pode resultar em um texto às vezes obscuro.

Seus poemas mais conhecidos são L’APRÉS-MIDI D’UN FAUNE (1876), que inspirou o prelúdio homônimo do compositor francês Claude Debussy, e Herodias (1869). Outras obras importantes de Mallarmé são a antología Verso e prosa (1893) e o volume de ensaios em prosa Divagações (1897).

Mallarmé destacou-se por uma literatura, em que se mostra ao mesmo tempo lúcida e obscura. É por isso considerado um poeta difícil e hermético. Em suas famosas tertúlias literárias, em sua casa, em Paris, na rue de Rome, reunia-se a elite intelectual da época para sessões de leitura e conversas sobre arte e literatura. Entre os convidados, André Gide e Oscar Wilde.

Seus comentários críticos sobre literatura, arte e música estimularam enormemente aos escritores simbolistas franceses, assim como aos artistas e compositores da escola impressionista, que ao final do século XIX desenvolveram uma arte espontânea em oposição ao formalismo da composição.

A Grande Obra, para ele, seria um livro com a estrutura de uma obra arquitetônica, ligada numa espécie de sintonia com o universo”. A “Grande Obra” que Mallarmé sonhava, no entanto, não significava reunir todos os seus escritos, mas escrever uma nova obra o que para a sua grande frustração, morreu sem realizar.

Um dia antes de morrer, Mallarmé pressentiu a chegada da morte. Pediu à mulher Marie e à filha Geneviève que queimassem todos os seus escritos, como fizeram Franz Kafka e o poeta Virgílio. Ele morreu asfixiado no dia seguinte. Mas, felizmente, elas não cumpriram o desejo dele.

Reitor da Unifesp entrega carta-renúncia a ministro da Educação

O reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, entregou no final da tarde desta segunda-feira seu pedido de renúncia, como adiantou Laura Capriglione, da Folha. A carta foi entregue ao ministro da Educação, Fernando Haddad, aos membros do Conselho Universitário e à comunidade da universidade.

Segundo a assessoria da instituição, o vice-reitor da universidade, Sérgio Tufik, “responderá interinamente pela gestão da universidade e terá 60 dias para efetivar o processo de escolha do novo reitor”.

De acordo com a equipe de inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União), Fagundes Neto usou irregularmente recursos do Estado para pagamento de itens de consumo de luxo, cometeu desvio de finalidade, burla ao regime de dedicação exclusiva, realizou viagens não autorizadas ou com prazo superior ao estritamente necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos.

A entrega da carta-renúncia foi antecipada em dois dias, já que ontem o reitor havia decidido que só renunciaria na próxima quarta-feira, quando acontece uma reunião às 8h no anfiteatro Leitão da Cunha, no campus da Unifesp na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.

Fonte: Uol News

El Greco

Vista de Toledo - El Greco 1597
Vista de Toledo (1597)

O Pintor

Domenikos Theotokópoulos (1541-1614)nasceu na antiga localidade de Cândia, atual Iráklio, capital da ilha grega de Creta, naquele momento pertencente à República de Veneza. Como cidadão veneziano, por volta de 1560 instalou-se nessa cidade italiana, onde trabalhou no ateliê de Ticiano.

Em Veneza ele conheceu pintores como Tintoretto, Veronese e Bassano, assim como a obra dos pintores maneiristas do centro da Itália, entre eles Domenichino e Parmigianino. Entre suas obras mais conhecidas desse período encontramos “A Cura do Cego”.

Em 1570 o artista viajou para Roma onde tomou contato com pintores como Michelangelo, que marcaria profundamente sua carreira. Na Itália, ele ficou conhecido como Il Greco (o Grego). Vivendo no palácio do cardeal Alessandro Farnese, foi admitido na Academia de São Lucas em 1572.

Tendo se manifestado contra o “Juízo Final”, de Michelangelo, pintado na Capela Sistina, contraiu a antipatia do meio artístico de Roma, o que o teria levado a partir para a Espanha.

Com a obra Vista de Toledo, El Greco foi considerado um dos precursores deste gênero, o primeiro da arte espanhola. Não se sabe o motivo que o levou a pintar esta vista, supõe-se que pode ter sido uma exaltação à cidade de Toledo, tão querida por El Greco, ou apenas uma maneira de seguir seus estudos de luz e cromatismo frio (presente nos clarões provocados por relâmpagos noturnos) visto que esta mesma obra serviu como modelo para paisagens de fundo de obras posteriores.

A visão tempestuosa de Toledo que o artista nos dá é de um poderoso impacto visual, cheia de mistério. Os relâmpagos emanam uma luz fria, cinzenta e fantasmagórica, que ilumina a cidade e destaca o conjunto de edifícios, principalmente a torre da Catedral de Toledo.

El Greco confere um efeito dramático à cena com a utilização de variações das cores verdes, azuis e cinzas, com linhas perpendiculares e retorcidas que desenham a vegetação, o rio e as fileiras de edifícios.