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REPORTAGEM INVESTIGATIVA
PF acobertou dirigente do PT, dizem documentos
Acostumada a ganhar manchetes em suas operações anticorrupção, desta vez a Polícia Federal é colocada sob a suspeita de acobertar um alto dirigente do PT, o partido do governo.
Na quinta-feira passada, ÉPOCA revelou como Romênio Pereira, secretário nacional de assuntos institucionais do partido, caiu na malha da Operação João-de-Barro, que desarticulou um grupo investigado por desviar dinheiro das obras do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.
A PF alegou “razões técnicas” para deixar de realizar grampos no ramal telefonico de Romênio na sede nacional do PT, embora tivesse autorização do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal.
Novos documentos obtidos por ÉPOCA mostram que os policiais possuíam outros números de telefone do dirigente do PT, mas que nem sequer solicitaram autorização para grampeá-los. Conforme relatórios da própria investigação, a PF teve acesso aos números dos celulares de Romênio e mesmo ao telefone de sua residência, em Belo Horizonte.
Numa investigação sobre corrupção, tráfico de influência e troca de favores, os grampos nos telefones de Romênio poderiam ser de grande utilidade para esclarecer as conexões do esquema.
Mas os números do petista foram simplesmente ignorados. Pior: em relatório encaminhado ao ministro Cezar Peluso, os delegados alegam que não podiam realizar outras interceptações porque não conheciam outros números dos dirigentes do PT. Os documentos, agora, provam que isso não é verdade.
Rodrigo Rangel e Murilo Ramos, jornalistas (Época Online)
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Agripino critica o governo
O senador José Agripino não gostou da atitude do Executivo de apresentar à Casa sugestões sobre a Reforma Política e ainda criticou: “em ano de eleição, o governo vem produzindo cenas de marketing; uma estratégia de escapismo”.
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Comentário (I)
Ministério da Saúde no carnaval paulista
Brasileiros morrem de dengue, de tuberculose e nos corredores de hospitais públicos, sem ter remédios e nem médicos suficientes.
Apesar disso, o Ministério da Saúde vai patrocinar a Escola de Samba Vai-Vai, no próximo carnaval paulista, cujo enredo celebra os vinte anos do Sistema Único de Saúde (SUS), expressão máxima da saúde pública que, como afirmou o presidente Lula, “quase atingiu a perfeição”.
Cláudio Humberto, jornalista
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Juca Kfouri comenta
E se o Nuzman virar bispo?
Será muito interessante observar o que acontecerá na TV no novo ciclo olímpico, daqui até Londres 2012.
O JORNALISTA Armando Nogueira gosta de contar que, quando dirigia o “Jornal Nacional”, da Rede Globo de Televisão, recebeu uma noite a visita de um amigo nem bem a edição daquele dia tinha acabado. E o amigo foi definitivo: “Nossa, como o doutor Roberto meteu a mão no jornal hoje, hein Armando?”.
Desnecessário dizer que o “doutor Roberto”, no caso, era uma referência a Roberto Marinho.
Pois naquele dia, o dia inteiro, o dono da Globo nem sequer telefonado tinha para a emissora, pois estava em visita a alguns haras, se não me engano em Teresópolis, para escolher cavalos de raça, uma de suas paixões.
Armando Nogueira sempre conta o caso quando quer mostrar que há jornalistas mais realistas do que o rei, gente que gosta de interpretar a cabeça do dono e o faz pagar pelo que, às vezes, não fez.
Assim tem sido, parece, a postura editorial da TV Globo em relação ao esporte nacional, seja o futebol comandado pela CBF, seja em relação ao COB. Cobertura crítica nem pensar, muito embora tanto o jornal “O Globo” quanto as rádios CBN e Globo tenham posição oposta, muito mais crítica, ou melhor, muito mais verdadeira, por factual.
Por que, se normalmente é o jornal quem orienta a posição editorial, não sei, mas, ainda, imagino. O interesses comerciais, as compras de direitos de transmissão acabam por influenciar os profissionais da Globo Esporte a tal ponto que os cartolas passam a ser tratados como sócios, não como vendedores, e acima das críticas.
Agora começa a especulação em torno de que a Globo deixará de cobrir esportes olímpicos, já que perdeu para a Record os direitos da Olimpíada de Londres.
Quem sabe, se for verdade, passe a adotar uma postura mais realista em relação ao COB -que passo a chamar de COBRE, porque só sabe cobrar mais dinheiro público e não quer ser avaliado- e ao seu também eterno presidente.
Porque não será surpresa se o cartola virar bispo e se aproximar da IURD. Igreja que é até capaz, com o dinheiro do dízimo, de passar a investir em esportes que possam render medalhas, como o halterofilismo, lutas etc., para atender também ao ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., o enganador das multidões.
Sim, ele agora defende que o Brasil invista em esportes que rendam medalhas em vez de se preocupar com a massificação do esporte no país. Se Ricardo Teixeira tem sido fiel aos interesses da Globo Esporte, tudo indica que Carlos Nuzman não foi, a ponto de seus executivos terem sido surpreendidos com a venda dos direitos pelo COI à Rede Record, cujo dinheiro não tem custo nem esforço, vem basicamente da exploração da fé e da ignorância alheias.
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Frase da vez_1/28
“Um ´Ninho de Rato para o Rio´, inspirado pelo ´Ninho de Pássaro´, de Pequim, para que nossos cartolas se sintam à vontade.”
Fernando Victorino, jornalista da ESPN Brasil
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Jogo duro
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, disse que nos próximos 45 dias não vai ler em plenário nenhuma medida provisória – sem a leitura não há a tramitação. Ele tomou a decisão depois de ouvir por quase duas horas cobranças da oposição sobre o excesso de MPs editadas pelo presidente Lula.
O ministro da Coordenação Política, José Múcio Monteiro, disse que o governo deve enviar até a próxima sexta-feira a medida provisória que concede aumento ao funcionalismo público – MP que Garibaldi adiantou que não vai ler até que a pauta deixe de estar trancada.
Vale lembrar: o presidente Lula já estava irritado com Garibaldi Alves por conta das seguidas declarações dele condenando o excesso de medidas provisórias. Deve ter subido o tom agora que o presidente do Senado disse que não vai lê-las, impedindo, portanto, sua tramitação.
É possível que o governo recorra à sua base para pressionar o presidente do Senado a dar seguimento à tramitação das MPs.
Fonte: Cristiana Lôbo
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Miriam Leitão comenta…
Próximos governos pagarão a conta
O governo mandou ontem para o Congresso o Orçamento Geral da União para 2009. Mais uma vez haverá aumento de gastos.
As despesas obrigatórias vão crescer 13,1%, chegando a R$ 455,9 bilhões. Um aumento justamente nas despesas que não podem ser reduzidas no futuro.
Enquanto o Brasil estiver crescendo forte, como vem acontecendo nos últimos anos, continuaremos tendo superávit, e esse aumento de gastos ficará maquiado. O problema é que quando houver queda no crescimento, esse aumento de despesa não poderão ser reduzido.
Aí teremos problemas, e os próximos governos é que vão pagar a conta.
A pressão fiscal está aumentando principalmente com a contratação de pessoas. Para se ter uma idéia, o pagamento de servidores ativos e inativos crescerá R$ 22 bilhões, o que significa um aumento nominal de 16,5%. Serão 64,5 mil novos funcionários para Executivo, Legislativo e Judiciário.
O superávit de agora está acontecendo agora somente porque os contribuintes estão mandando mais dinheiro para o Governo Federal por meio de impostos. Da parte do governo, não houve nenhum esforço para conter despesas.
Parte-se do princípio de que vamos crescer muito a vida toda e isso não é verdade. E agora ainda temos a descoberta do pré-sal, que virou motivo de delírio para se achar que haverá dinheiro para tudo.
O governo precisa controlar os gastos. Se a despesa obrigatória sobe 13% de um ano para o outro, a solução para isso, com certeza, será aumentar impostos. A volta da CPMF não está em votação no Congresso à toa.
Fonte: Míriam Leitão
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História – há 16 anos…
Impeachment de Collor – No dia 28 de agosto de 1992, o processo de impeachment de Fernando Collor é aprovado pela Câmara dos Deputados.
O primeiro governo eleito por voto direto desde 1960 durou de 15 de março de 1990 a 2 de outubro de 1992. O processo ocorreu após acusações de corrupção e da mobilização da sociedade.
Fonte: CPDOC/JB
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Artigo publicado n’O JORNAL DE HOJE
História: O suicídio de Getúlio
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
No dia 24 de agosto, a História registrou que há 50 anos Getúlio Vargas foi levado ao suicídio pelos inimigos externos e internos do Brasil. Esta data se confunde com a trajetória do Trabalhismo, na saga percorrida por João Goulart, derrubado da Presidência da República, e por Leonel Brizola, perseguido até a morte por seu patriotismo.
Hoje não é só a direita aliada ao imperialismo norte-americano que combate às idéias de Getúlio, consubstanciadas no Trabalhismo – que Darcy Ribeiro chamou de “socialismo moreno”; também a falsa esquerda lulista-petista, baseada no peleguismo, segue à risca o projeto neoliberal de “enterrar a Era Vargas”.
Num brilhante artigo, o jornalista Pedro Porfírio denuncia a “sistematização sibilina” proposta pelo neoliberalismo para deletar da memória brasileira os feitos de Vargas e do Trabalhismo. E que começou com Fernando Henrique Cardoso.
Esta conjura cretina contra a verdade histórica cresce agora como massa fermentada de fazer bolo. Os confeiteiros atuais são os mesmos adoradores do Deus Mercado que antes denunciavam os traidores da Pátria, e agem à luz do dia contra os direitos proclamados na legislação trabalhista.
Já assistimos esta ação nefasta comandada por Lula da Silva na reforma da Previdência Social e também com a garantia dada à remessa de lucros por empresas transnacionais, espoliando o fruto do trabalho do país.
Hoje, a traição se volta também contra a Petrobras, cuja finalidade é desviada pelos aparelhados do lulismo-petismo e os seus lucros sugados no ralo da corrupção. A proposta de uma nova “empresa estatal” para exploração do petróleo é uma medida que visa o enfraquecimento do ícone do puro nacionalismo brasileiro.
Em nome dos “trabalhadores”, os pelegos que chegaram ao poder por um estelionato eleitoral cumprem a tarefa dos inimigos da nacionalidade iniciada em 1955, com o golpe lacerdista apoiado pela embaixada americana contra a posse de Juscelino e João Goulart.
Depois, tramou-se o impedimento da posse de Jango em 1961, e finalmente, quando se tentou fazer dos governos militares um instrumento do imperialismo. A História resistiu a tudo isso e não será agora, na mediocridade populista de Lula da Silva, que será apagada.
Para gravar a fogo a idéia mãe de Getúlio Vargas e do Trabalhismo, temos a Carta Testamento de Vargas, espalhada por todo país pelos tambores do patriotismo logo após seu suicídio, ocorrido por volta das oito horas da manhã de 24 de agosto de 1954.
Este legado contém os princípios do Trabalhismo e é indelével. Os traidores, dentro e fora do movimento trabalhista não têm moral para negar a verdade contida nos princípios que a Carta expõe e que traz uma assinatura de sangue na sua conclusão: “Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.”.
A denúncia da Carta Testamento é direta quando traz:
“A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios”.
“Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero”.
“Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. Mas este povo de quem fui escravo não será mais escravo de ninguém!”.
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