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BONS SELVAGENS

Raposa / Serra do Sol tem garimpos ilegais

Segundo mapas do IBGE produzidos em 2005, existem dentro dos limites da terra indígena Raposa/ Serra do Sol (RR) 26 áreas ativas de garimpo de diamante, conduzidas por índios, na fronteira com a Guiana. As atividades são ilegais. A Policia Federal fez um sobrevôo na região e constatou a presença de índios em um garimpo. Em nota, a Funai confirmou a existência de grampos na área, mas não deixou claro se os responsáveis pela extração são índios.

ANTI-TABAGISMO

Serra propõe banir cigarro em SP

Na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo, o governador José Serra enviou à Assembléia projeto de lei que bane o cigarro dos ambientes coletivos fechados, públicos ou privados. Se a lei passar, em todo o Estado só será permitido fumar ao ar livre ou em casa. Os deputados devem aprovar a proposta ainda neste ano. A infração à lei pode custar até R$3,2 milhões aos recintos. Não há previsão de multa a fumantes, mas se houver insistência, a lei ordena intervenção policial. A nova lei, no entanto, libera o fumo de pacientes em hospitais sob prescrição médica. Também fica liberado em charutarias, o que abre brecha para bares e restaurantes, por exemplo, classifiquem-se como tabacarias para burlar a lei.

CORRUPÇÃO

Desvios consomem mais de R$ 3 bilhões

Os prejuízos gerados pela corrupção envolvendo dinheiro público no Brasil na última década ultrapassam a casa dos bilhões. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), só por irregularidades os cofres públicos deveriam receber de volta R$ 3,3 bilhões entre 2001 e 2008 (até final de junho). Esse cálculo é resultado dos cerca de 12 mil processos que foram abertos no órgão neste período para investigar irregularidades nos gastos do dinheiro público.

A CGU é responsável por fiscalizar todos os que recebem dinheiro federal: ministérios (exceto o da Defesa, o Itamaraty e o gabinete da Presidência), Estados, municípios e entidades civis. os 12 mil processos abertos, 9.000 foram encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) para julgamento. Tanto a CGU quanto o TCU não informam quanto dos R$ 3,3 bilhões que deveriam ser devolvidos à União já foram recuperados.

Gabriela Sylos (Uol Notícias)

MANCHETES de hoje_29.ago.08

O GLOBO – Deputado do PT denunciado por chefiar milícia em favela

FOLHA DE SÃO PAULO – Raposa / Serra do Sol tem garimpos ilegais

ESTADO DE MINAS –A farra das ambulâncias

ZERO HORA – Funcionalismo aguarda extensão de aumento

VALOR ECONÔMICO – Tesouro banca prejuízo de R$ 41,6 bi do BC

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Novo ministro quer mudar a Lei Rouanet

CORREIO BRAZILIENSE – Bolsa-anzol tem fraude milionária

TRIBUNA DO NORTE – Motoristas param por uma hora contra a insegurança

A TARDE – Número de eleitores cai em 20% no País

JORNAL DO BRASIL – Governo e oposição aprovam gastança

GAZETA MERCANTIL – Crivella impedido de usar imagens de Lula

ESTADO DE SÃO PAULO – PCC financiou ONG para se infiltrar no Congresso

DIÁRIO DE NATAL – Ministro do STF nega pedido de uso de algemas feito pelo MP/RN

TRIBUNA DA IMPRENSA – Supremo pode “deslocar” reserva Serra do Sol

Poesia

Por que Literatura?

Por que Literatura?
Pelo simples prazer de descobrir

No real, uma fissura?
Pelo rito ancestral de criar cosmos

Nas usinas da escritura?
Para estender aos arraiais da fala

Nossa visceral tortura?
Para injetar nalgum rincão do caos

O vírus de uma estrutura?
Por sentir que palavra é um brinquedo,

Poesia, uma travessura?
Pelo medo do nada que nos causa

A retangular alvura?
Por que, Literatura?


Bráulio Tavares

O Poeta

Nasceu em 1950 em Campina Grande (PB). Iniciou estudos de Cinema (Universidade Católica de Minas Gerais) e Ciências Sociais (Universidade Federal da Paraíba), mas não concluiu os cursos. Morando em Salvador a partir de 1977, começou a compor e a escrever para o teatro. Mudou-se para o Rio em 1982.

Tem músicas gravadas por numerosos artistas, entre eles Lenine, Elba Ramalho, Tim Maia, MPB-4, Dionne Warwick, Ney Matogrosso e Antônio Nóbrega. Publicou até agora um romance, dois volumes de contos, alguns livros de poesia, além de estudos sobre ficção científica e sobre a poesia popular do Nordeste. Publica artigos regularmente no ‘Jornal da Tarde’ de São Paulo.

CONFORMISMO

“Quando as promessas vão para o espaço, ou seja, para a terra do nunca, quem perde é o eleitorado. Pois mensagens, como as palavras, o vento leva. É essencial, portanto, distinguir entre o possível e o inatingível. Seja como for, vamos mais uma vez às urnas e às telas da TV. É a democracia”.

Pedro do Coutto, jornalista

FRASE DA 3/28

“Os índios de Raposa Serra do Sol não vivem mais da pesca, a não ser aquela que se faz nas águas turvas e perturbadas da antropologia da reparação”.

Reinaldo Azevedo, jornalista e blogueiro

OPINIÃO

Parentela no Serviço Público

A decisão do Judiciário ao proibir o nepotismo até o terceiro grau de parentela no serviço público, celebrada no discurso, corre o sério risco de ficar relegada ao campo das boas intenções. Raríssimos os que tiveram coragem de criticar, mas pouquíssimos também os agentes de poder que disseram exatamente como pretendem executar a determinação.

Ao contrário, o que se vê são tentativas de abrir trilhas de desvio aproveitando brechas de lei e entroncamentos da máquina pública. E, depois, é como dizia um deputado ontem no jornal: se o poderoso resolver não demitir, quem vai tirar o parente do gabinete, a polícia?

Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)

Modigliani

modigliani_boy - 1918
O Garoto (1918)

O Pintor

Amedeo Modigliani nasceu na cidade italiana de Livorno, em 12 de julho de 1884, filho de abastada família judia.

Por causa da saúde precária não recebeu educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, que iniciou na cidade natal e prosseguiu em Veneza e Florença.

Em 1906 mudou-se para Paris e, ao fim de três anos de vida boêmia, executou uma de suas obras mais importantes: “O violoncelista”, que expôs no Salão dos Independentes de 1909.

O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Modigliani, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Impressionado pelo cubismo, muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso, o artista executou nesse período esculturas nas quais se misturam influências da escola de Siena e da arte da África negra, sobretudo das esculturas do Congo e do Gabão.

Também a influência dos kouroi (esculturas gregas que representam jovens atletas desnudos) se faz sentir nesses trabalhos, que Modigliani esculpia sempre diretamente na pedra, na tentativa de preservar a unidade plástica do bloco.

Essa fase se prolongou até 1914, quando o artista, sem dispor dos recursos necessários à produção de esculturas, retornou à pintura.

Os temas preferidos de Modigliani foram, a partir de então, os retratos e os nus femininos com modelos que, segundo o artista, expressavam “a muda aceitação da vida”. Com o raro dom de conseguir uma imediata empatia entre seus retratos e o observador, dotou suas figuras de uma sensualidade que se transmite não pela nudez, mas pelo movimento e pelo alongamento dos traços.

Essa breve fase final do artista foi a mais importante de sua obra, caracterizada por um despojamento que alguns críticos creditaram a sua inclinação para a escultura. Modigliani morreu em Paris, em 24 de janeiro de 1920.

Fonte: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações

Frase da vez_2/28

“Digo enfaticamente: o STF não tem devaneios de se substituir ao Legislativo. Pelo contrário, nos são extremamente caras a autonomia e a independência do Legislativo. Queremos um Legislativo em funcionamento, ativo.”

Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)