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O brasileiro voador

No tempo que você leva para ler estas palavras, um brasileiro voou para a medalha de ouro.

O estádio é o mesmo. O Ninho do Pássaro em Pequim. Um homem dispara pela pista de atletismo. Mas ele não é Usain Bolt.

Estes são os Jogos Paraolímpicos.

E seu mundo não percebe as cores das arquibancadas. A linha de chegada.
Seu mundo perdeu os detalhes e contornos depois de um descolamento de retina.

Como um Tostão redivivo, intuindo explosão e arte. Como um Sugar Ray Leonard. Porém, com o agravante de um diagnóstico terminal. A escuridão por destino.

Pela escuridão do seu novo mundo, Lucas Prado voou na distante Pequim dos mandarins.

Pela escuridão sem fim, Lucas Prado correu os 100m rasos em inimagináveis 11s03. Apenas 1s34 mais lento que Usain Bolt. No tempo que você leva para ler estas palavras, um brasileiro voou para a medalha de ouro.

Flash.

Na mais completa escuridão…

Fonte: Juca Kfouri/ROBERTO VIEIRA

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Fonte: chargeonline.com.br/Nani

Pela rádio CBN

Ouça com Arnaldo Jabor

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Perdemos aos poucos o senso crítico em relação ao governo Lula

Lula diz que é o único que se importa com os sem diploma

De Lula em Coari, no Amazonas, durante inauguração de uma escola técnica:

– Alguém poderia perguntar: como é que um governo pôde fazer em oito anos uma vez e meia a mais do que foi feito em 100 anos? O problema não era dinheiro, o problema não era que eles não sabiam, o problema é que quem governou esse país já tinha feito a sua universidade, portanto não estava ligando para aqueles que ainda não tinham feito.

Comentário (I)

Matar de ouvir

Garibaldi Alves pediu então cautela a parlamentares sobre os grampos: “não podemos exagerar na dose que é para não matar o doente”.

Cotidiano

 

Frase da vez_1/10

“Neste momento, a prioridade é inibir os grampeadores.”

Presidente do Senado, Garibaldi Alves, de olho naqueles que usam a tecnologia contra os cidadãos

Míriam Leitão comenta

PIB, bolsas e Sarah Palin

Três comentários agora pela manhã no Bom Dia Brasil: o crescimento do PIB do segundo trimestre, que continua forte apesar da alta dos juros; a queda das bolsas de ontem; e a corrida presidencial americana, cada vez mais quente com a chegada de Sarah Palin como vice de McCain.

Assista aqui no No Bom Dia Brasil

História – há 200 anos…

Criação da Gazeta do Rio de Janeiro em 10/09/1808 – primeiro jornal editado no Brasil, nas máquinas da Imprensa Régia.

Gazeta do Rio de Janeiro 1808

A história da imprensa no Brasil tem seu início em 1808 com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, sendo até então proibida toda e qualquer atividade de imprensa — fosse a publicação de jornais, livros ou panfletos. Esta era uma peculiaridade da América Portuguesa, pois nas demais colônias européias no continente a imprensa se fazia presente desde o século XVI.

A imprensa brasileira nasceu oficialmente no Rio de Janeiro em 10 setembro de 1808, com a criação da Gazeta do Rio de Janeiro, órgão oficial do governo português que tinha se refugiado na colônia americana. Pouco antes no mesmo ano, porém, o exilado Hipólito José da Costa lançava, de Londres, o Correio Brasiliense (com S), o primeiro jornal brasileiro — ainda que fora do Brasil.

Enquanto o jornal oficial relatava “o estado de saúde de todos os príncipes da europa, (…) natalícios, odes e panegíricos da família reinante”, o do exilado fazia política. Embora (diferentemente do que muito se divulga) não pregasse a independência do Brasil, e tivesse um posicionamento político por vezes conservador, o Correio Brasiliense foi criado para atacar “os defeitos da administração do Brasil”, nas palavras de seu próprio criador, e admitia ter caráter “doutrinário muito mais do que informativo” .

A proibição à imprensa (chegaram inclusive a destruir máquinas tipográficas) e a censura prévia (estabelecida antes mesmo de sair a primeira edição da Gazeta) encontravam justificativa no fato de que a regra geral da imprensa de então não era o que se conhece hoje como noticiário, e sim como doutrinário, capaz de “pesar na opinião pública”, como pretendia o Correio Brasiliense, e difundir suas idéias entre os formadores de opinião — propaganda ideológica, afinal.

A censura à imprensa acabou em 1827, ainda no Primeiro Reinado. A própria personalidade de D. Pedro II, avessa a perseguições, garantia um clima de ampla liberdade de expressão — em nível não conhecido por nenhuma república latino-americana, graças aos caudilhos autoritários que lá se alternavam.

A liberdade de imprensa já era garantida mesmo pela Constituição outorgada de 1824. Escreve Bernardo Joffily: “Cada corrente tem seu porta-voz”, mas, ainda assim, “há órgãos apolíticos: o Diário do Rio de Janeiro (1º diário do País, 1821-1878) nem noticia o Grito do Ipiranga. Mas a regra é a imprensa engajada, doutrinária”.

O francês Max Leclerc, que foi ao Brasil como correspondente para cobrir o início do regime republicano, assim descreveu o cenário jornalístico de 1889: “A imprensa no Brasil é um reflexo fiel do estado social nascido do governo paterno e anárquico de D. Pedro II: por um lado, alguns grandes jornais muito prósperos, providos de uma organização material poderosa e aperfeiçoada, vivendo principalmente de publicidade, organizados em suma e antes de tudo como uma emprêsa comercial e visando mais penetrar em todos os meios e estender o círculo de seus leitores para aumentar o valor de sua publicidade, a empregar sua influência na orientação da opinião pública. (…) Em tôrno deles, a multidão multicor de jornais de partidos que, longe de ser bons negócios, vivem de subvenções dêsses partidos, de um grupo ou de um político e só são lidos se o homem que os apoia está em evidência ou é temível.”

De fato, os jornais de partidos, ou espontaneamente criados e mantidos por militantes, carecem de organização institucional e de profissionalismo jornalístico. Nos tempos de maior exaltação na campanha republicana (1870-1878 e 1886-1889), surgem dezenas de jornais (que não passam de 4 páginas cada) efêmeros, sem durar mais que alguns meses.

Entre os jornais cariocas da época imperial estavam, em primeiro grau de importância, a Gazeta de Noticias e O Paiz, os maiores de então e os que sobreviveram mais tempo, até a Era Vargas. Os demais foram o Diario de Noticias, o Correio do Povo, a Cidade do Rio, o Diario do Commercio, a Tribuna Liberal, alguns jornais anteriores a 1889, mas de fortíssima campanha republicana, como A Republica, e as revistas de caricatura e sátira: a Revista Illustrada, O Mequetrefe, O Mosquito e O Bezouro. Outros ainda eram o Jornal do Commercio e a Gazeta da Tarde.

O caricaturista, ilustrador, jornalista Ângelo Agostini está entre as maiores personalidades da imprensa brasileira. Numa época em que a fotografia ainda era rara — e cara — o ilustrador tem o poder inegável de construir o imaginário visual da sociedade. Assim, o “Imperador Cabeça-de-Caju” ou o primeiro-ministro gorducho com ar de soberbo são o que a população — e aí, mesmo a massa analfabeta entra — vai consumir e por onde vai se pautar. Ali criou-se uma iconografia simbólica da política no final do Império.

A Revista Illustrada realmente era inovadora. As ilustrações litografadas almejavam ao perfeccionismo e ao mesmo tempo à expressividade. Inova a Revista também por uma diagramação “interativa”, com ilustrações sobre o cabeçalho, moldura, etc.. Saía semanalmente e tinha distribuição nacional.

Nos 22 anos contínuos em que foi publicada, a Revista Illustrada entranhou-se no cotidiano nacional (Cf. Werneck Sodré) e inspirou uma geração de magazines satíricas. Embora um pouco anteriores, fazem parte da mesma safra: O Mosquito, O Besouro (ambos de Bordalo Pinheiro, imigrante português, amigo de Agostini) e O Mequetrefe.

BOLÍVIA

Oposição ocupa usina de gás e fecha estradas

Ganhou força ontem a ofensiva lançada por opositores do presidente da Bolívia, Evo Morales. Em cinco departamentos (Estados), estradas estão sendo bloqueadas e prédios públicos foram ocupados. Multiplicam-se as invasões de postos de aduana na fronteira com o Brasil, a Argentina e o Paraguai. Manifestantes assumiram o controle da distribuidora de gás Transierra, instalada no povoado de Villamontes, a 1.200 Km de La Paz.