SAMBÃO DA VOLTA

Comentários desativados em SAMBÃO DA VOLTA
Compartilhar

Berlim passou a ser minha terceira cidade predileta nestas Oropas hodiernas. Tanto que batizei-a de “Metrópole Maravilha” e, quem sabe? o apodo talvez até pegue no carnaval de 2009.
Foram dias inesquecíveis em meio a pessoas de fino trato oriundas das mais diversas partes do globo terrestre, para não falar na beleza física e espiritual dos habitantes locais. Como são organizados! Que belos modos têm! Não falarei, no entanto, do que passou. Já sinto saudades.

Mas eis que cheguei em Londres na terça-feira, dia 5, quando as escolas (será que meu velho Santo Início participou dos folguedos?) haviam cumprido sua missão mais que possível de desfilar no Brasil. a ilha parece estar preocupadíssima com um suposto nepotismo no Parlamento. Um deputado teria (teria, ainda não foi provado. Adoto a maneira britânica de lidar com os fatos) nomeado mulher e filhos para altos postos mais do que bem remunerados em diversas autarquias governamentais. Isso é muito feio e dá um mau nome à prática da “coisa pública e política” do país.

Por uma coincidência brutal, vejo pelas folhas de meu país natal, o Brasil, que coisas semelhantes por lá sucedem e “acontecem”, conforme virou costume verbalizar o que ocorre, passa e se dá.
Uma ministra da Igualdade Racial se viu forçada a demitir-se do alto e moreno cargo (1m82) que ocupava devida a supostos (estou sendo british de novo) gastos com cartões de crédito corporativos. Agora, resta saber se haverá ou não CPI para apurar a verdade dos fatos. Meu instinto místico me diz que, se houver, ela e todos que a cercam serão inocentados.

Meus dotes visionários não param aí. Outro caso que beira o nepotismo ocorre com a graciosa e prendada Lurian Cordeiro da Silva, filha dileta de nosso (a distância não me impede de pegar uma casquinha nesse esquema) e vosso presidente, Lula da Silva.
Consta que um dos seguranças da jovem em questão gastou, também com um cartão corporativo, em Florianópolis, capital do pujante estado de Santa Catarina, perto de R$ 55 mil, em lojas de autopeças, material de construção, e até mesmo – vejam só – numa livraria.

Segurança em livraria! Pode? Outros jornais dão ainda como que se o cartãozinho teria sido utilizado para a compra de armamentos. Os brasileiros estão muito cheios de chiquês. Sem arma e munição, segurança não é segurança. É mero par ou acompanhante.

Fonte: Ivan Lessa/BBCBrasil.com

Os comentários estão fechados.