Roriz depõe sobre desvios no BRB; dono da Gol agride fotógrafo

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O ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) e o empresário Nenê Constantino prestam depoimento em inquérito que apura fraudes no BRB (Banco de Brasília), na Delegacia de Combate ao Crime Organizado, em Brasília. O peemedebista foi flagrado em conversas telefônicas negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura.

De acordo com investigações, a partilha do dinheiro ocorreria no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol. Depois das acusações, o ex-senador renunciou ao mandato.

Mas Roriz negou as denúncias, informando que apenas pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Nenê, quantia descontada de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário. Segundo ele, o dinheiro teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo.

As gravações foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.

As acusações contra o ex-senador foram reforçadas com a publicação de uma reportagem na qual afirma que Roriz teria utilizado parte dos R$ 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.

Dono da Gol Nenê Constantino

Ao chegar à delegacia, Nenê Constantino tentou arrancar a câmera fotográfica de Alan Marques, repórter fotográfico da Folha. Ao perceber que não ia conseguir tirar a câmera do profissional, o empresário ameaçou jogar pedras contra o fotógrafo. Ele foi impedido de ir adiante pelo advogado que faz sua defesa.

O fotógrafo da Folha passa bem e conseguiu realizar seu trabalho, inclusive registrando o momento da agressão.

Fonte: Folha Online

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