PT-governo se apressa para atender fisiológicos
Emparedado pelo PMDB e pela trinca de partidos médios que se notabilizou no escândalo do “mensalão” (PP, PR e PTB), o governo deverá atender a alguns dos pleitos de liberação de emendas ao Orçamento e cargos no segundo escalão. Dos R$ 3,6 bilhões em emendas dos parlamentares ao Orçamento deste ano, o Planalto deve autorizar a liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões – um percentual considerado alto, em relação a anos passados.
Líderes da base aliada vêm ameaçando o governo com derrotas em votações no Congresso caso o governo não ceda. A maior preocupação é com a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que vencem no final do ano e dependem de emenda constitucional.Também deverá haver um empenho extra para atender a pleitos peemedebistas, como a nomeação do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde para a estatal Furnas. Há ainda muitas demandas por cargos nos estados pertencentes a pastas como Agricultura e Saúde.
No PP, a bronca é pelo descumprimento da promessa, dada ainda no início do ano, de implementar a chamada “porteira fechada”. O Ministério das Cidades, embora nominalmente sob controle do partido, ainda é um bunker petista. Figuras ligadas ao partido controlam todo o segundo escalão, herança ainda da gestão Olívio Dutra, no primeiro mandato de Lula. O PP está querendo emplacar ex-deputados que não se reelegeram e estão sem mandato. (CC/MS)
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