PF recolhe amostras de leite em todo o País

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A Polícia Federal (PF) avalia que poderá identificar outros esquemas de adulteração de leite longa-vida com base no resultado das análises das amostras que começaram a ser recolhidas em todo o País. A Operação Ouro Branco, da PF e do Ministério Público Federal (MPF), desarticulou anteontem uma quadrilha que atuava no Triângulo Mineiro e na região sul de Minas utilizando substâncias químicas impróprias para o consumo humano, com o objetivo de aumentar a longevidade do produto.

Segundo as investigações, as cooperativas dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale), em Uberaba, e Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos, são suspeitas de acrescentar ao leite substâncias como soda cáustica e água oxigenada.

A PF iniciou ontem o recolhimento de amostras para análises pelo Ministério da Agricultura. De acordo com o delegado Ricardo Ruiz Silva, há indícios de que as fraudes estejam sendo cometidas em outros Estados. A PF já recebeu informações de funcionários de outras cooperativas sobre supostos esquemas de adulteração. A Promotoria de Defesa do Consumidor em Uberaba determinou a apreensão das embalagens de longa-vida das marcas Centenário, Calu e Parmalat.

A Parmalat informou por meio de nota que encaminhou ontem mais de 50 amostras de todo o Brasil para análise, “procedimento que é rotineiro”, e já descredenciou as cooperativas investigadas pela PF (Casmil e Coopervale), das quais “comprava apenas leite cru em quantidade muito reduzida”. A empresa também colocou à disposição o telefone 0800 11 22 22 para esclarecimentos.

Fonte: O Estadão

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