PELOS JORNAIS_14.ag.07

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CPMF: batalha começa hoje na Câmara

– Há pouca chance de prosperar o movimento dos governadores do PSDB no sentido de garantir, nas discussões que começam a ganhar corpo no Congresso, a partilha dos R$ 38 bilhões arrecadados pela Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Aliado do governo e dono da relatoria do caso, o PMDB exigiu mais cargos e verbas para impedir a divisão. Como sinal de um acordo já selado para a primeira votação, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o partido deve abrir mão da relatoria no processo em nome de um parlamentar do PT. Com isso, derrubaria o plano da oposição, mas no Senado a maioria não é tão folgada. (Jornal do Brasil)

BCs injetam mais US$ 72 bi e os mercados têm trégua

– Após fortes perdas na quinta e na sexta-feira, as principais Bolsas tiveram um dia mais calmo ontem. Os bancos centrais dos EUA, da União Européia e do Japão voltaram a agir, colocando mais US$ 72 bilhões no mercado financeiro. As principais Bolsas européias, as mais afetadas pela turbulência da semana passada, tiveram altas expressivas. (Folha de São Paulo)

Congresso vai votar leis que efetivam 260 mil servidores

– Um grande trem da alegria está pronto para ser votado na Câmara, na forma de emendas constitucionais que dão estabilidade a servidores atualmente passíveis de demissão e transformam em funcionários públicos trabalhadores temporários e que não prestaram concurso. Permite ainda que funcionários requisitados de Estados e de municípios sejam efetivados em suas funções. A estimativa é de que 60 mil servidores ganhem estabilidade e de que cerca de 200 mil temporários sejam beneficiados; quanto aos requisitados, não há cálculo preciso. O autor da emenda que beneficia os temporários, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), argumenta que não haverá aumento nos gastos porque esses trabalhadores já estão no cargo há mais de dez anos. Outra emenda entrou na pauta da Câmara duas vezes, entre julho e agosto, mas não chegou a ser votada. Ontem o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu das prioridade à votação dos projetos. “A Câmara tem de dar uma resposta (aos beneficiados pelos projetos), qualquer que seja ela”. (Estado de São Paulo)

Câmara decide votar ‘trem da alegria’ para mais de 300 mil

– O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), levará à votação em plenário um projeto que pode se transformar num “trem da alegria” para pelo menos 310 mil pessoas. A PEC 54, na contramão do que planeja o governo federal, concede estabilidade a 60 mil servidores federais não-concursados e a 230 mil trabalhadores temporários da União, dos estados e municípios; outros 20 mil funcionários públicos requisitados para o serviço federal podem ser efetivados no órgão de destino. Líderes de vários partidos estão pressionando pela votação, além dos próprios servidores. “Eles estão nos corredores há três, quatro anos. É até desumano. A Câmara tem que dar uma resposta, qualquer que seja”, disse Chinaglia. Ainda não há cálculo do impacto financeiro da medida, caso ela seja aprovada. (O Globo)

Projeto das agências volta à estaca zero

– A crise aérea e a polêmica em torno da atuação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) após o acidente com o Airbus da TAM, em julho, recrudesceram o debate sobre as agências reguladoras e reconduziram quase à estaca zero o projeto de lei que define o papel desses órgãos. Em tramitação há três anos na Câmara, a proposta, que tinha conseguido um frágil consenso entre os partidos depois de muita negociação, corre o risco de empacar outra vez e retroceder ao modelo original, que foi mal recebido pelo mercado por causa do viés de ingerência dos ministérios sobre esses órgãos. (Gazeta Mercantil)

Crise leva brasileiros a investir na poupança

– Somente nos sete primeiros dias de agosto, cadernetas receberam R$ 3,7 bilhões. O valor supera em R$ 200 milhões todo o saldo positivo da aplicação em julho. Movimento é liderado, em parte, por investidores assustados com o efeito da bolha imobiliária americana nas bolsas do mundo inteiro. (Correio Braziliense)

Grande empresa prevê ajuste sadio após turbulências

– A forma como os grandes empresários brasileiros vêem as atuais turbulências do mercado mundial está longe do pânico. A avaliação predominante dos representantes de 27 setores de negócios, premiados ontem pelo Valor em São Paulo, é de que a instabilidade poderá ter até resultados positivos para o lado real da economia brasileira. “Pode ser apenas um ajuste que vai trazer um pouco mais de racionalidade ao mercado”, observou o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente. A Telefônica trabalha com projeção de crescimento de 4% para o PIB e não pensa em rever esse número. (Valor Econômico)

Pressão contra CPMF

– Em reunião ontem no Palácio das Mangabeiras, os governadores do PSDB vão mobilizar suas bancadas no Congresso Nacional para barrar a proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF em 0,38%, até 2011. A cúpula tucana decidiu não abrir mão da redução do imposto sobre o cheque para 0,2% e os repasses de 20% da arrecadação para os estados e de 10% aos municípios com o compromisso de aplicação na área de saúde. Caso contrário promete articular com outros partidos a derrubada da CPMF, que carreará R$ 35 bilhões para os cofres da União somente este ano, segundo cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco). “O PSDB está absolutamente unido e fazendo essa discussão de forma clara, até para que haja espaço político para uma eventual redução”, resumiu o encontro o governador Aécio Neves. Na estratégia, os tucanos esperam ter o apoio de DEM, PP e PDT e atrair os prefeitos para a estratégia. (Estado de Minas)

Bactéria provoca fechamento de UTI

– Privatização de aeroportos em estudo – Novo presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi admite possibilidade de privatização e transferência de controle de alguns terminais para Estados. (Jornal do Commercio)

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