PELOS JORNAIS, hoje, 21.jul.07
Pacote dá limites a Congonhas
“Palco da maior tragédia da aviação do País, aeroporto deixará de ser o mais movimentado”
(JORNAL DO COMÉRCIO-PE)
Lula da Silva faz novas promessas à Nação
“O presidente Lula foi convencido de que precisa dar respostas rápidas à sociedade. Por isso, vai fazer um pronunciamento hoje à noite, em cadeia de rádio e televisão, para apresentar as medidas que o governo tomará em relação ao aeroporto de Congonhas. Uma das medidas será a redução no número de pousos e decolagens no aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem pronta uma resolução para limitar a 33 o número de movimentos por hora em Congonhas. Hoje o aeroporto trabalha com um limite de 44 operações nos horários de pico e de 40 no restante do dia. Ainda não está definido se jatos executivos, que podem fazer de duas a seis operações atualmente, também terão um limite menor. O pacote de medidas emergenciais para Congonhas estava em elaboração ontem à noite. O Presidente também pensa em mudar o comando da Infraero, mas a substituição pode ficar para um segundo momento. Procura ainda um gestor para coordenar os diferentes órgãos que atuam no setor aéreo. Esse gestor poderia ser o secretário-executivo do Conselho Nacional de Aviação (Conac), mas a proposta é avaliada com cautela, pois o secretário, no formato atual, fica subordinado ao ministro da Defesa”. (VALOR ECONÔMICO)
Após dez meses, sai pacote para a segurança aérea
“Dez meses após a tragédia do Boeing da Gol, um órgão que se reunira apenas três vezes na administração Lula, o Conselho Nacional de Aviação Civil foi convocado às pressas para anunciar medidas há muito tempo em estudo pelo próprio governo para reorganizar o setor aéreo. Com o objetivo de dar mais segurança às operações, foi anunciada a redução drástica dos vôos em Congonhas e sua transferência para outros aeroportos, como o Galeão (que pode dobrar suas operações) Novas rotas internacionais não terão mais São Paulo como destino e um novo aeroporto será construído no estado. Além disso, foi decidido abrir o setor aeroportuário à iniciativa privada, como em outros países. O presidente Lula, em cadeia de rádio e TV, solidarizou-se com os parentes das vítimas do acidente da TAM. Mas a maior parte do pronunciamento foi destinada a anunciar as novas medidas e a pedir calma. Lula pediu que não se condene ninguém com “opiniões apressadas”, ou “atitudes precipitadas”. (GAZETA MERCANTIL)
S. Paulo terá 3º aeroporto e Congonhas, menos vôos
“Dez meses depois do início da crise aérea e após um acidente em que quase 200 pessoas morreram, o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) anunciou ontem medidas para reduzir o movimento no Aeroporto de Congonhas. Em 60 dias ele deverá deixar de ser o principal ponto de distribuição de vôos, conexões e escalas do País, com redução de 30% no número de passageiros. Só deverão operar em Congonhas vôos semelhantes à ponte aérea: se o avião pousar procedente de Brasília, terá que retornar a Brasília. Vôos fretados e charters estão proibidos de operar ali e para jatos executivos haverá limitação. A idéia é que o aeroporto volte a operar com 12 milhões de passageiros por ano – atualmente, recebe 18,8 milhões. O movimento será limitado a 33 pousos e decolagens por hora – eram 48, até a interdição da pista principal para a reforma. A Anac também restringirá o peso dos aviões que poderão operar em Congonhas. Um novo aeroporto será construído – Jundiaí é o local mais provável” (ESTADÃO)
Pela inoperância, a Medalha de Santos Dumont
“Com um currículo que sempre passou longe da aviação, o sociólogo e ex-vereador do PDT gaúcho Milton Zuanazzi, presidente da Anac por ser ligado à ministra Dilma Rousseff, foi condecorado ontem pela Aeronáutica por “serviços prestados” à aviação. Na sua gestão, aconteceram os dois maiores acidentes aéreos da História brasileira”. O GLOBO
Mais 60 dias sem segurança
“Em um pronunciamento em tom emocional, dirigido às famílias das vítimas do acidente com o Airbus da TAM em Congonhas, o presidente Lula voltou a prometer medidas para acabar com o apagão aéreo, como a limitação dos vôos no aeroporto de São Paulo e a construção de um novo terminal. Nenhuma, no entanto, entrará em vigor antes de 60 dias. Enquanto no Sul vários mortos eram enterrados em um clima de protesto, em Brasília a Aeronáutica condecorava a direção da Anac com a Medalha Santos Dumont, “por serviços prestados à aviação”. A aeronave acidentada estava proibida de pousar no Santos Dumont e em Vitória”. (FOLHA DE SÃO PAULO)
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