PELOS JORNAIS 8.ag.07
Policial do Palácio chefiava prostituição
– Um cabo da PM, lotado na companhia responsável pela guarda e proteção do governador do Estado e do Palácio Guanabara, foi preso sob acusação de ser um dos chefes de uma rede de prostituição que atendia, inclusive, companheiros de farda. O militar explorava garotas de programa, incluindo menores de idade, na Barra, e as mantinha em cárcere privado. Usava um telefone da corporação para controlar o negócio e agendar festas com a presença de prostitutas. Um encontro, para 100 policiais do 31º BPM (Recreio), seria realizado neste fim de semana. Segundo o Ministério Público, o contato por meio do qual foi encomendada a presença das mulheres, partiu de um telefone oficial, do próprio batalhão, utilizado pelo Serviço Reservado. (Jornal do Brasil)
BCs voltam a agir, mas Bolsas ainda caem
– Na tentativa de acalmar os investidores, os bancos centrais dos EUA, da União Européia e do Japão injetaram mais de US$ 120 bilhões nos mercados. Isso não evitou nova queda nas Bolsas, afetadas por incerteza no mercado imobiliário dos EUA. Em dois dias, o total liberado passa de US$ 250 bilhões. No Brasil, a Bovespa teve queda de 1,48% e o risco-país subiu 3,26%, para 190 pontos. (Folha de São Paulo)
Países ricos ampliam ajuda para conter crise
– Mais bancos centrais passaram ontem a injetar recursos para conter a crise causada pelo mercado imobiliário americano. Foi o caso dos BCs do Japão, Canadá, Suíça, Austrália e Noruega, entre outros países. No total, eles puseram cerca de US$ 140 bilhões no sistema financeiro. O valor das injeções – incluindo as de quinta-feira – já está na casa de US$ 300 bilhões. Outra vez, o maior montante foi desembolsado pelo Banco Central Europeu, com US$ 83,5 bilhões. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que na quinta-feira tinha socorrido o mercado com US$ 24 bilhões, ontem atuou com US$ 38 bilhões. Nas bolsas, o dia foi de muita volatilidade, com perdas pesadas na Europa. Nos EUA, o nervosismo diminuiu um pouco perto do fechamento, assim como no Brasil – a Bovespa fechou com queda de 1,48% e acumula perda de 9,3% desde o início da turbulência, dia 24. O valor de mercado das empresas que têm ações negociadas na Bolsa paulista caiu de R$ 2,237 trilhões em 23 de julho para R$ 2,125 trilhões na quinta-feira. O maior impacto ontem no mercado brasileiro foi no câmbio: o dólar subiu 1,35%, para R$ 1,952, maior valor desde 26 de junho. Analistas temem que os BCs estejam fazendo tantas intervenções para evitar a queda de instituições bancárias grandes. (Estado de São Paulo)
Arrecadação já permitiria reduzir a CPMF à metade
– Apesar de governo ter cedido às pressões do PMDB do Rio de Janeiro e liberado emendas para agradar a parlamentares e, com isso, tentar aprovar a prorrogação da CPMF até 2011, economistas e políticos afirmam que o Brasil já tem condições de viver sem depender da taxa que, de provisória, só tem o nome. O governo alega que o dinheiro da CPMF é indispensável para manter projetos e programas sociais, mas cálculos mostram que, se fizesse um controle rígido dos gastos, já poderia reduzir à metade a alíquota, hoje de 0,38% sobre toda movimentação financeira. Os gastos totais do governo, atualizados pelo IPCA cresceram R$ 101 bilhões de 2002 a 2006. Descontado a CPMF, as receitas se ampliaram em R$ 123,7 bilhões no mesmo período. O tributarista Ilan Gorin diz que, mesmo sem contar a CPMF, a arrecadação de impostos deverá aumentar em quase R$ 18 bilhões este ano – metade do que a contribuição deve gerar. A oposição defende o fim ou a redução da alíquota, e até no PT, mesmo com a determinação do governo de não abrir mão da CPMF integral, há grupos que pregam a diminuição gradual do percentual. (O Globo)
Fed e UE socorrem os bancos e ações desabam
– Foram só dois dias de trégua no mercado financeiro global após o Fed demonstrar confiança no crescimento econômico americano. Ontem, o otimismo foi por terra após notícias de novas perdas em fundos de investimento, causadas pelas hipotecas subprimes – crédito imobiliário de alto risco. O movimento dos investidores levou a uma queda generalizada nas bolsas de valores e alta do dólar e da taxa de risco dos emergentes. O índice Dow Jones caiu 2,83%, o Standard & Poor’s, 2,96% e a Bovespa, 3,28%. O dólar subiu 2,17%, a R$ 1,927, e o risco-país chegou a 187 pontos-base, alta de 6%. Desta vez, as notícias ruins partiram da Europa, com a suspensão de saque em três fundos do francês BNP Paribas, no vermelho por conta dos subprimes. (Valor Econômico)
Crise assombra o mundo, mas Mantega não vê risco
– Em apenas dois dias, a crise que abala os mercados financeiros de todo o mundo consumiu cerca de US$ 300 bilhões dos principais bancos centrais do planeta – um valor sem precedentes nos últimos seis anos. Tudo para tentar conter a bolha imobiliária americana e evitar uma onda de quebradeira de bancos e de fundos de investimentos nos Estados Unidos. Após a injeção de dinheiro dos BCs nos bancos americanos, as bolsas dos EUA e do Brasil reduziram as perdas. Em Nova York, o Dow Jones, que iniciou o dia em forte baixa, fechou em queda de apenas 0,23%. Em São Paulo, depois de despencar mais de 3%, a Bovespa encerrou em menos de 1,48%. Mas na Ásia e na Europa, os estragos foram imensos. “A Europa está em polvorosa”, afirmou o economista Luís Otávio de Souza Leal, do Banco Central. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou tranqüilizar os investidores, dizendo que o país está preparado para enfrentar turbulências. A quem tem aplicações na bolsa, analistas de mercado sugerem cautela. (Correio Braziliense)
Ritmo da indústria eleva previsões do PIB para 5%
– A firme expansão da indústria no primeiro semestre, especialmente do setor de automóveis, jogou para cima as previsões de crescimento do PIB neste ano – 5% não é mais um teto. O Bradesco revisou sua estimativa de 4,9% para 5,2% e o HSBC, de 4,7% para 5,1%. Uma série de fatores impulsiona a atividade econômica: queda dos juros, expansão do crédito a taxas mais baixas e prazos mais longos, aumento da renda e crescimento do emprego. Para o segundo semestre, além da continuidade dessas variáveis, espera-se também um impulso fiscal. A economia do setor público para pagar os juros da dívida (o superávit primário) deve diminuir com o aumento de investimentos da União, Estados e municípios. A divulgação dos números de junho confirmou o avanço da indústria. No segundo trimestre, houve expansão de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. (Gazeta Mercantil)
Estado vai reforçar o setor de trauma
– Eduardo Campos anunciou, ontem, que o novo pavilhão de ortopedia e traumatologia do Otávio de Freitas será concluído até dezembro, com 120 novos leitos. Governador quer, ainda, municipalizar unidades administradas pelo Estado. (Jornal do Commercio)
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