Garantias da Infraero favoreceram tragédia do Airbus

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Para os que acompanham nosso Blog, uma matéria publicada pelo repórter Wagner Gomes, da Globo Online, em 29/06/2007 às 12h41m, que mostra a leviandade das autoridades responsáveis pelo tráfego aéreo no Brasil. O material poderá servir, também, para uma reflexão sobre os riscos que o Governo Federal assumiu para entrentar os problemas supostamente causados pelos controladores de vôo. Senão vejamos:

Garantias para a pista ser usada

“A pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, foi reaberta nesta sexta-feira (29.jun.07) para pousos e decolagens após 45 dias de interrupção para obras. O primeiro vôo a utilizar a nova pista foi o 2880 da Varig, com destino a Salvador. O Boeing da companhia decolou de Congonhas às 12h12m. O superintendente da regional Sudeste da Infraero, Edgar Brandão Filho, garantiu que não haverá problemas apesar de o grooving, (as ranhuras para melhorar o escoamento de água e a frenagem das aeronaves), não estar concluído. O trabalho deverá ser iniciado em 30 dias, período em que o asfalto estará pronto para receber as ranhuras. A obra estará concluída no fim de setembro.

Mesmo inconclusa, pista não traria problemas

“Mesmo sem ter o grooving, a pista poderá operar normalmente. O grooving começa a ser feito em 30 dias no período da madrugada, para não prejudicar a operação. Para fazer as ranhuras, é preciso esperar o tempo de cura do pavimento. Isso já estava previsto no cronograma e já foi acordado com o Ministério Público”, disse o superintendente. As ranhuras ajudam no escoamento da água quando a aeronave toca no solo. De acordo com Brandão Filho, além dessa obra, ficou faltando a pavimentação de uma saída de aeronaves para a pista. Ele disse que as duas alças principais de interligação da pista estão prontas. Foi feita a recuperação de todo o pavimento do declive correto para o escoamento de água.

Auto-assumido “Senhor das Chuvas”

O superintendente da Infraero não conta com a possibilidade de uma chuva forte que atrapalhe as operações. “Não há possibilidade de chuva forte até lá. Por isso, o período para fazer a obra é agora no inverno”.

(Os subtítulos são nossos, MS)

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