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“Em 2005, foi criada a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), um órgão civil vinculado ao Ministério da Defesa, para substituir o Departamento de Aviação Civil (DAC), um órgão militar do Comando da Aeronáutica. Mas a Anac não recebeu todas as funções do DAC, que foi extinto. A experiência acumulada durante meio século, no planejamento e administração de um sistema de aviação civil, integrada à aviação militar, foi jogada fora por uma simples penada. O sistema deixou de obedecer a uma hierarquia. A Infraero, por exemplo, amplia estações de passageiros, transformando-as em luxuosos shopping centers, mas não constrói mais pistas de pouso nem aumenta a área de estacionamento dos aviões. Assim, como notou um especialista do TCU, o terminal de passageiros passa a ter capacidade para receber 8 milhões de passageiros por ano, mas as pistas do mesmo aeroporto não comportam mais de 2 milhões. Como observou o senador Demóstenes Torres, relator da CPI, quando a Infraero resolve ampliar ou construir um aeroporto, não se entende antes com o controle aéreo; quando a Anac concede ou altera uma rota, não conversa com a Infraero e muito menos com o controle aéreo. O Ministério da Defesa, por sua vez, tem nisso tudo um papel meramente decorativo.Ninguém gere o sistema”.
Editorial do Estadão
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