Corruptos de Brasília: é um atrás do outro

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O primeiro suplente de Joaquim Roriz, Gim Argello (PTB) chega ao Senado Federal sob uma saraivada de denúncias, algumas que vêem do tempo em que era deputado distrital e foi acusado de dar um prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa do Distrito Federal e acusado de receber propina de 300 lotes em troca de apoio à aprovação de lei que regularizava o condomínio Alto da Boa Vista, em Brasília . Como suplente de Roriz, Argello tem 60 dias –renováveis por mais 30– para assumir a vaga deixada no Senado.

Assessores de Argello negam que ele vá renunciar como foi sugerido por Roriz; entretanto, se vier a tomar posse estará sujeito a responder um processo por quebra de decoro, segundo o líder do PSOL no Senado, José Nery (PSOL), que já estuda a possibilidade de fazer uma representação contra suplente empossável. O advogado de Argello, Paulo Goyaz, disse que a grande amizade e convivência com Joaquim Roriz deixou-o muito abalado com a renúncia, por isso desmarcou a entrevista coletiva que havia convocado para esta quinta-feira

O suplente de Roriz enfrenta também um inquérito no Tribunal Regional Federal da 1ª Região sob a suspeita de crime contra o sistema financeiro nacional: e o site da Receita Federal confirma que Argello tem pendência com o Fisco. É triste o Brasil constatar que os corruptos de Brasília surgem uns atrás dos outros.

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