Comentário (VI)
Marcha da insensatez
“O presidente Luiz Inácio da Silva falou pouco, mas falou bem, quando disse que o caso Renan Calheiros está na hora de acabar. Por razões de decoro coletivo conviria ao Senado compartilhar da opinião de Lula. Calheiros já é alvo de três processos diferentes no Congresso, feriu o artigo 55 da Constituição, que veda a “percepção de vantagens indevidas”, ao assinar renovação de concessão de uma rádio de sua família, e é tido como cidadão suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, mas o Senado segue legitimando a sua presidência. Nem seus pares do PMDB entendem a razão dessa resistência insensata e autodestrutiva. Entre eles há quem arrisque uma explicação. Calheiros segue a regra número um do manual do predador: seja qual for a circunstância do flagrante delito, negue sempre, até o fim”.
Dora Krammer, jornalista
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