Comentário (III)
Carga tributária invisível
“Escrevendo para a imprensa diária, Francisco Dornelles denuncia a carga tributária invisível que sufoca os pobres, e Antônio Ermírio de Moraes cobra do Estado brasileiro mais eficiência e menos gastos com despesas de pessoal. Nenhum dos dois, porém, focaliza o verdadeiro câncer que corrói as finanças públicas e compromete o futuro do país. Em 2006, a União pagou 158 bilhões de reais de juros aos bancos e seus clientes rentistas. Ou seja, 50 bilhões a mais que o total das despesas de pessoal da União e mais de quatro vezes o suposto déficit da Previdência Social. É a maior política de transferência de renda dos pobres para os ricos que este país jamais conheceu.”
Fábio Konder Comparato, advogado, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB
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