Comentário (II)
Dia do Basta
O dia 13 de dezembro ficará na história republicana brasileira como aquele em que a vontade do povo foi consagrada por seus parlamentares, ao contrário do que muita gente pessimista acreditava não ser possível. Poderia ser consagrado como o Dia do Basta ou o dia de César, Expedito, Geraldo, Jarbas, Mão Santa e Romeu.
Basta que foi dado à prepotência, presunção, chegando às vezes até o deboche, de um governo que tem lá seus acertos, por obra muitas vezes do mero acaso, e que se julgava acima de tudo e de todos, com poder de persuasão infinito.
Que sirva de lição para Cristovam e Pedro. Quanto ao mérito da CPMF em si, como muitos alegaram que não pesava no bolso do contribuinte, posso afirmar que, se não pesava no bolso, pesava, sim, nos valores éticos e morais de cada um, sabedores de que, mais uma vez, o propósito mais que justo a que se destinava tal imposto nunca foi observado.
Luiz Nusbaum (lnusbaum@uol.com.br)
Comentários Recentes